Ministério da Agricultura confirma caso atípico de vaca louca em MT

A Secretaria de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura acaba de confirmar nesta sexta-feira (31), a ocorrência, em Mato Grosso, de um caso atípico de Encefalopatia Espongiforme Bovina (EEB), conhecida como “mal da vaca louca”.

Foto: Pixabay

Segundo o Ministério da Agricultura, a doença ocorre de maneira espontânea e esporádica, e não está relacionada à ingestão de alimentos contaminados. Em nota, o Ministério informa que trata-se de uma vaca com idade de 17 anos.

O Ministério relata também que em conjunto com o Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea- MT) iniciou imediatamente as investigações de campo, com interdição da propriedade de origem. “Todas as ações sanitárias de mitigação de risco foram concluídas antes mesmo da emissão do resultado final por laboratório de referência da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE).”

Após a confirmação o Brasil notificou oficialmente a OIE e os países importadores, conforme preveem as normas internacionais. O Ministério da Agricultura observa que, segundo as normas da OIE, não haverá alteração da classificação de risco do Brasil para a doença, que continuará como país de risco insignificante, a melhor possível para a EEB. Em mais de 20 anos de vigilância para a doença, o Brasil registrou somente três casos de EEB atípica e nenhum caso de EEB clássica.

Fonte: Globo Rural


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Atitudes de tutores pioram a ansiedade de separação em cães

A forma como os animais  são tratados mudou muito nos últimos anos – hoje eles são vistos como verdadeiros membros da família, usam roupinhas, ganham muitos mimos e alguns até andam de carrinho na rua, como se fossem bebês. Não há problema nenhum em dar carinho para o animal, mas esse tratamento excessivo pode causar problemas comportamentais como a ansiedade de separação.

Casos de cachorros que latem alto, choram muito, uivam e destroem vários objetos quando estão sozinhos em casa são muito comuns. O que poucos tutores se atentam é que esses são os principais sintomas da ansiedade de separação, ou seja, esses problemas podem ser corrigidos pela mudança no tratamento que o animal recebe no dia a dia.

Foto: shutterstock

“A ansiedade é causada por tutores que superprotegem, que excedem o carinho. O cachorro acaba se acostumando com isso e não quer ficar sozinho de jeito nenhum”, explica Cleber Santos, especialista em comportamento animal e proprietário da ComportPet. “Na maioria dos casos, o animal é tão mimado que está sempre no colo ou dentro do carrinho e não gasta energia, não é estimulado. A mente vazia também contribui para esse problema”, acrescenta.

Dessa forma, o tutor que sofre reclamações dos vizinhos ou sempre encontra uma bagunça diferente quando chega em casa precisa repensar a forma como o cão está sendo tratado. De acordo com Cleber Santos, alguns dos principais erros cometidos são:

Momento em que o cão é adotado

Ter um novo animal requer planejamento, já que o cão  necessita de cuidados e atenção. O problema é que o momento escolhido para levar o novo animal para casa pode não ser o ideal.

“O período de adaptação do cachorro ser durante as férias do tutor é um grande erro. O tutor fica 30 dias com o animal, que aprende que é normal ter gente em casa o dia inteiro, mas aí a rotina volta ao normal, o tutor volta a trabalhar e o animal fica sozinho durante um período do dia. Essa mudança é muito brusca e o animal pode acabar desenvolvendo ansiedade por separação”, explica Cleber.

Assim, o novo cachorro deve ser inserido diretamente na rotina normal da casa, para se acostumar desde o início.

“Fazer festa” quando chega em casa

Cleber conta que “é muito comum as pessoas chegarem em casa e encherem o cachorro de carinho e atenção enquanto ele está agitado e latindo. Isso prejudica e piora a ansiedade porque é uma recompensa para o cão, por um comportamento que não é saudável ele ter”.

O ideal é esperar o cachorro se acalmar, para só então fazer carinho e dar atenção.

Se despedir do cachorro quando vai sair de casa

Outro comportamento dos tutores que influencia para os problemas comportamentais do animal é se despedir quando sai de casa . “Falar ‘eu vou trabalhar e já volto, me espera’ deixa o cachorro ansioso”, conta Cleber.

Isso acontece porque o ato de falar com o animal faz com que ele crie uma expectativa de sair para passear ou ganhar um petisco, por exemplo. Mas o que realmente acontece é que o tutor sai e deixa o cão sozinho, assim o cão precisa encontrar alguma forma de gastar a energia que foi criada.

O especialista em comportamento animal indica o uso de brinquedos educativos nesse momento. “Pouco antes de sair coloque a ração do cão em um Kong e não se despeça. O animal estará entretido com a brincadeira e só perceberá a ausência do tutor após 10, 15 minutos. Isso impede que ele sofra com o momento da saída.”

Não impor regras ao animal

Um comportamento comum dos donos que mimam muito o animal é a falta de imposição de regras. Muitos acham lindo tudo que o cão faz e não colocam um limite para nada. Porém, exercitar o raciocínio do cão é muito importante porque a ansiedade também “é causada por uma mente vazia”. Assim, “quanto mais atividade mental, menor é a chance de o cachorro desenvolver o problema”.

Como resolver o problema?

Os tutores devem se preocupar em suprir necessidades, como a convivência com outros animais e o gasto de energia com atividades físicas e mentais. Isso vai ajudar na redução da ansiedade do animal.

Para aqueles que não têm muito tempo, duas opções disponíveis no mercado podem ajudar. A primeira delas é o serviço de dog walker, uma pessoa que vai passear com o cachorro todos os dias. “Além de garantir o gasto de energia, o cão vai se acostumar a conviver com outras pessoas que não o tutor e a passear ao lado de outros animais. O ideal são dois ou três passeios por dia com uma média de 30 minutos para cachorros de pequeno porte e uma hora para os de grande por passeio”, afirma Cleber.

A segunda opção disponível para melhorar a ansiedade de separação é a creche, onde o animal pode passar o período do dia que ficaria sozinho em casa. “O ambiente é mais descontraído e permite a convivência com outras pessoas e animais, o que ensina ao cão a saber dividir um brinquedo, por exemplo. O indicado são duas vezes por semana para cães de pequeno porte e de três a quatro vezes para os de grande porte.”

Fonte: Canal do Pet


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Homem coloca carro à venda para pagar cirurgia para salvar a vida de cadela

Milton Alves andou de veterinário em veterinário para tentar salvar a vida da sua cadela Myna, uma Grand Danois. Ele colocou o carro à venda para pagar o tratamentom, mas quando alguns dos seus amigos souberam o que ele tinha feito, criaram uma conta solidária, para que possa salvar Myna e manter o carro que tanto gosta.

O que aconteceu foi que a cadela, Myna, foi operada do coração, uma operação que levou mais ou menos três horas. E teve de ser operada duas vezes.

Foto: Reprodução / Portal do Animal

Milton explica que foi buscá-la às 18 horas, mas quando eram 23 horas viu que alguma coisa não estava bem com ela, e a levou à clínica veterinária mais uma vez. As coisas acabaram por se complicar e o veterinário o aconselhou a levá-la para o Porto, contatando assim o hospital, para já estarem preparados para receber Myna.

As últimas informações sobre o caso foram divulgadas durante a cirurgia. A cadela estava sedada e entubada e as próximas horas seriam decisivas.

Milton confessou que já teve problemas com ela, pois quando Myna era nova nem tinha forças para se segurar nas patas traseiras. Mas o seu amor pela sua amiga de quatro patas nunca diminuiu, apenas cresceu, pois Milton está disposto a vender o carro para ajudar a cadela.

Ele já tem comprador para o carro, mas está aguardando por uma eventual solidariedade vinda de outras pessoas, para ver se consegue manter o carro. “A malta sabe que gosto do MK1 [o carro], mas gosto ainda da Myna”, disse.

O tutor da cadela publicou um vídeo por meio do qual mostra duas faturas, sendo a primeira de 1588 euros e a segunda de 298 euros.

Fonte: Portal do Animal

Pequenas quantidades de carne vermelha e processada podem aumentar risco de câncer

Um estudo recente da Universidade de Oxford, no Reino Unido, financiado pela Cancer Research UK, organização britânica dedicada a combater o câncer, concluiu que mesmo o consumo de pequenas quantidades de carne vermelha e processada – como uma fatia diária de bacon – pode aumentar o risco de câncer de intestino.

O alerta sobre os riscos da ingestão de carne vermelha e processada já havia sido feito anteriormente pela Organização Mundial da Saúde (OMS). As informações são da BBC.

GETTY IMAGES

Informações de quase meio milhão de pessoas cadastradas no UK Biobank, banco de dados de saúde do Reino Unido, foram analisadas pelos pesquisadores em um período de seis anos. Dessas pessoas, 2.609 desenvolverem câncer de intestino.

Segundo os pesquisadores, comer três fatias de bacon por dia, ao invés de uma, pode aumentar o risco de câncer de intestino em 20%. O estudo concluiu que para cada 10 mil pessoas que consumiram 21 gramas de carne vermelha e processada diariamente, 40 tiveram câncer de intestino. Das que ingeriram 76 gramas, 48 desenvolveram a doença.

Uma fatia de presunto ou bacon tem aproximadamente 23 gramas de carne processada, segundo o sistema de saúde público do Reino Unido (NHS, na sigla em inglês).

Segundo a Cancer Research UK, 5,4 mil dos 41.804 casos de câncer de intestino registrados anualmente no Reino Unido poderiam ser evitados se carne processada não fosse consumida de nenhuma maneira. No entanto, de acordo com a Public Health England, agência vinculada ao serviço de saúde britânico, muitas pessoas comem carne vermelha e processada em excesso. Para os especialistas, esse grupo deve reduzir o consumo.

Além das substâncias químicas adicionadas à carne processada, o preparado de alimentos em alta temperatura também pode gerar substâncias cancerígenas. Além disso, em relação à carne vermelha, há indícios de que a quebra das proteínas responsáveis pela coloração vermelha da carne pode danificar o intestino.

De acordo com o professor Gunter Kuhnle, da Universidade de Reading, no Reino Unido, “os resultados confirmam descobertas anteriores de que o consumo de ambos, carne vermelha e processada, aumenta o risco de câncer colorretal”.

“O aumento de aproximadamente 20% no risco pelo acréscimo de 50g no consumo de carne vermelha e processada está de acordo com o que foi relatado anteriormente e confirma essas descobertas”, afirmou. “O estudo também mostra que a fibra alimentar reduz o risco de câncer colorretal. Um aumento no consumo de fibras, como mostrado neste estudo, seria consideravelmente mais benéfico”, completou.

GETTY IMAGES

Anemia em cães: veterinário faz alerta para os cuidados necessários

Tanto os animais preguiçosos, quanto os mais sapecas estão sujeitos a várias doenças. E entre elas está a anemia em cães, que pode ser ocasionada por picadas de pulgas e carrapatos.

Tutores devem manter consultas constantes ao veterinário — Foto: Arquivo Pessoal

Existem vários tipos de anemia que podem acometer o animal. O tipo hemolítica é a causada pelo carrapato ou pulgas contaminados com babesia ou erlichia, que são protozoários que causam a destruição de hemácias, provocando a anemia. “Quando o animal tem o contato com pulga e carrapato contaminada, ela transmite o protozoário (Erlichiose e Babesiose) para o animal, que acomete principalmente a série vermelha dos animais, destruindo hemácias que vão causar a anemia”, explica o veterinário Max Lyra.

O design gráfico Rafael Nardy conviveu em casa com a doença. A cadelinha Lesse, de 15 anos, morreu por complicações de uma anemia, que foi causada por leishmaniose e Babesiose. “No começo foram mudanças sutis e, que devido a idade dela, foram confundidas com fatores normais. Ela começou a ficar menos ativa, menos disposta e passava a maior parte do dia deitada. Ela emagreceu um pouco e passou a se interessar menos pela comida. Trocamos as marcas, sabores e tipos das rações e petiscos, mas não funcionava no longo prazo”.

Sintomas da doença

Os sintomas da anemia são muito semelhantes aos de outras doenças. Apatia, diminuição da alimentação e amarelidão na pele – em caso avançado – são alguns quadros que o animal pode apresentar.

Lesse morreu após complicações da anemia — Foto: Rafael Nardy/Arquivo pessoal

Segundo Max Lyra, o tutor deve sempre ficar atento ao bem-estar do animal, com consultas regulares, para que a anemia seja diagnosticada no início. “As vezes os tutores não percebem que seu animal está no início de desenvolver uma anemia e quando você não consegue observar isso, as vezes está um pouco avançado quando leva o animal para o veterinário. Por isso que é ideal os tutores sempre visitarem o seu médico veterinário a cada seis meses”.

O especialista pontua quatro formas de realizar o diagnóstico no animalzinho doente. “O diagnóstico é através de exame clínico e, principalmente, exame de sangue, como o hemograma. Existe um exame que chama pesquisa hemoparasitária, que distingue se a hemácia do animal está parasitada ou não, por babesia ou por erlichia. E, além disso, há uma sorologia que é feita também”, completa.

Tratamento

De acordo com o veterinário Max Lyra, o tratamento para anemias é feito à base de medicação, suplementação de ferro e complexo B. A alimentação do animal é tida como um fator importante, para uma boa nutrição do animal. O veterinário orienta marcas que contenham maior concentra de vitaminas, essenciais para a saúde do animal.

Fonte: G1

Projeto Bugio usa mosquiteiros para proteger animais da febre amarela

O Projeto Bugio decidiu tomar providências para proteger os animais mantidos no Centro de Pesquisas Biológicas de Indaial, em Santa Catarina, após a morte de um macaco por febre amarela ter sido confirmada no estado. O projeto é mantido com recursos da Furb e da Prefeitura de Indaial.

Foto: Reprodução / Portal O Município Blumenau

As gaiolas onde vivem 51 animais receberam mosquiteiros gigantes. No local, vivem de forma permanente bugios que não têm mais condições de retornar à natureza por terem sido vítimas de acidentes.

Em Florianópolis, estão 17 primatas resgatados com suspeita de febre amarela. Exames vão confirmar se os animais estão infectados pela doença. As informações são do portal O Município Blumenau.

“Apesar de que o primeiro caso confirmado veio depois da primeira morte de uma pessoa, é muito provável que outros macacos morreram antes e não foram detectados. Nós consideramos que o vírus já está circulando. Por isso é tão importante que a população contate a vigilância epidemiológica quando vê um bugio morto”, explica o médico veterinário Julio Cesar de Souza Júnior, responsável pelo Projeto Bugio.

O bugio, no entanto, não transmite a doença e, portanto, não oferece risco às pessoas. O transmissor da doença é mosquito. Os macacos são hospedeiros, assim como os humanos, e não sobrevivem quanto são infectados.

Devido à disseminação da febre amarela e do desmatamento da Mata Atlântica, o bugio está ameaçado de extinção desde 2014. Populações inteiras foram mortas pela doença em algumas regiões brasileiras.

Foto: Alice Kienen / Portal O Município Blumenau

Estima-se que cerca de 10 mil bugios vivam em áreas de mata de Blumenau. A possibilidade do retorno do vírus, porém, coloca essa população em sério risco.

Ao encontrar um bugio morto ou doente, o indicado é alertar a vigilância epidemiológica do município. Em Blumenau, basta ligar para o número 3381-7900. Na região, o Projeto Bugio também pode ser acionado, através do telefone 3333-3878. O recomendado é não entrar em contato direto com o animal.

É importante, também, que moradores de áreas onde habitam primatas fiquem atentos ao comportamento dos animais. Caso os bugios passem a ficar mais silenciosos, deslocando-se com dificuldade ou passando muito tempo no mesmo local, especialmente no chão, é necessário avisar a vigilância epidemiológica.

“Os principais casos que chegam aqui são envolvendo atropelamentos, brigas com cães ou choque na rede elétrica. Porém, todos são examinados, pois tudo isso pode ter acontecido por ele estar doente e não conseguir reagir”, explica Souza.

Massagem ajuda ouriço bebê a recuperar os espinhos das costas

Foto: Caters/Reprodução

Foto: Caters/Reprodução

Um ouriço bebê que havia perdido praticamente todos espinhos recuperou sua proteção natural graças a massagens diárias nas costas que recebeu de sua cuidadora.

O pequeno mamífero foi levado ao Centro de Resgate de Vida Selvagem de Cuan em Much Wenlock, Shropshire (Inglaterra) por uma moradora da região que o encontrou em seu jardim durante o inverno.

Incapaz de identificar que tipo de animal era o bichinho estranho, ela o trouxe diretamente para o centro de resgate de animais, onde a equipe o apelidou de “Bear” (urso, na tradução livre).

Foto: Caters/Reprodução

Foto: Caters/Reprodução

Fran Hill, que administra o Centro de Resgate de Vida Selvagem de Cuan, disse: “Eu trabalhei no centro de resgate por mais de 10 anos e vi apenas seis ou sete ouriços carecas, mas nunca um em estado tão ruim quanto esse”.

“Foi realmente triste ver a situação em que o animal chegou”, acrescentou ela.

A equipe do centro acredita que Bear entrou em hibernação com uma infecção causada por ácaros na orelha o que causou estresse e a queda de seus espinhos.

Para ajudar na recuperação de Bear, Hill vem fazendo massagens no pequenino diariamente como forma de tratamento, utilizando aloe vera.

Foto: Caters/Reprodução

Foto: Caters/Reprodução

Ela deu a Bear um prognóstico positivo: “Ele está indo bem, comendo bastante. Estou feliz, mas meus dedos massageadores precisam de um descanso!”.

Em uma postagem recente no Facebook do centro de resgate, na terça-feira, a veterinária disse: “Pode levar algum tempo para o Bear retornar ao seu estado normal”.

“Enquanto isso, ele pode tomar banhos hidratantes ocasionais para ajudar a aliviar alguns dos ferimentos mais severos.”

Ouriços podem sofrer de uma série de problemas de saúde, incluindo doenças dentárias, doenças reprodutivas, doenças neurológicas e infecções do trato urinário.

Foto: Caters/Reprodução

Foto: Caters/Reprodução

O animal natural das florestas, também pode sofrer de uma condição rara chamada síndrome do balão, em que a criatura infla por causa do gás acumulado sob sua pele, muitas vezes como resultado de um trauma ou uma infecção.

Em 2017, a veterinária Bev Panto, em Cheshire, teve que gentilmente “espetar” a pele de um ouriço para esvaziar o ar aprisionado.

“Quando você os vê pela primeira vez, eles parecem ser ouriços muito grandes, mas quando você os pega, sente que são na verdade muito leves porque aquele tamanho todo é na maior parte só ar”, disse ela à BBC.

Componentes tóxicos de algas oceânicas podem ser responsáveis por doença degenerativa em golfinhos

Foto: Imagine China/REX/ Shutterstock

Foto: Imagine China/REX/ Shutterstock

Um novo estudo alerta que elementos químicos tóxicos provenientes de algas verdes azuladas (cianobactérias) foram encontrados em golfinhos mortos e podem estar ligados a uma condição cerebral degenerativa comparável à doença de Alzheimer.

No estudo, pesquisadores afirmam que quantidades detectáveis da toxina BMAA – encontrada em florescimentos de algas nocivas – foram observadas pela primeira vez nos cérebros e corpos de 13 dos 14 golfinhos estudados.

Acompanhando essa observação, o artigo cita ainda que sintomas e condições semelhantes aos efeitos causados pela doença de Alzheimer e de Parkinson também foram detectados.

Embora o novo artigo, publicado na revista Plos One, sugira que a ligação entre a toxina e os efeitos cognitivos adversos justifique um estudo mais aprofundado, os cientistas tomaram a evidência como uma oportunidade de alerta para as potenciais consequências das floras de cianobactérias cada vez mais comuns nos seres humanos.

“Não é muito político, mas expõe a saúde dos animais marinhos e a qualidade da água”, disse David Davis, neuropatologista e principal autor do estudo feito pela Escola de Medicina da Universidade de Miami Miller, ao Miami Hearld em um relatório.

*Tudo está diretamente relacionado*

À medida que a Terra aquece, os cientistas previram que os florescimentos em larga escala, contendo cianobactérias tóxicas, poderiam se tornar cada vez mais comuns.

Em particular, uma combinação de água mais salgada, mais dióxido de carbono e mudanças na quantidade de chuvas alimentadas pelas mudanças climáticas poderiam criar as condições ideais para o surgimento de mais floras bacterianas, de acordo com a EPA.

Mais notavelmente, a cidade de Cleveland tem sido alvo da florescência várias colônias de cianobactérias daninhas ao longo dos últimos anos, levando o governador de Ohio a tomar medidas oficiais.

Apenas como essas plantas afetarão os seres humanos, no entanto, continua a ser visto.

Um relatório de 2011 da revista Discover, relata que pesquisadores de todo o mundo começaram a descobrir as ligações entre o consumo de frutos do mar contendo BMAA e condições degenerativas do cérebro em pacientes.

Outra pesquisa do departamento de Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA) já havia descoberto que a toxina entra em contato com o organismo dos golfinhos por meio de sua fonte de alimento.

Para ajudar a estabelecer a ligação e aprofundar a pesquisa da BMAA e seus vínculos com os pesquisadores de Alzheimer, os pesquisadores estão realizando um estudo maior e mais definitivo envolvendo 150 golfinhos que morreram na Costa do Golfo durante as temporada de florescimento das cianobactérias no ano passado, segundo o Miami Herald.

Cientista que venceu o câncer seis vezes afirma que laticínios são cancerígenos

Professora e cientista Jane Plant | Foto: Reprodução/Livekindly

Professora e cientista Jane Plant | Foto: Reprodução/Livekindly

*Traduzido por Eliane Arakaki

Sobrevivente a seis cânceres a cientista e professora, Jane Plant, não come nenhum tipo de derivados do leite, ela conta que foi sua dieta que a ajudou se curar e colocar o câncer de mama em remissão.

A professora Plant, que é geoquímica especializada em carcinógenos ambientais, conta que sua primeira batalha contra o câncer de mama foi em 1987, segundo o Telegraph. Em 1993, a doença retornou pela quinta vez na forma de um tumor que tinha metade do tamanho de um ovo e os médicos afirmaram que ela tinha apenas alguns meses de vida.

Como a professora e seu marido Peter, geólogo, trabalharam na China ao longo de suas carreiras, eles tinham conhecimento das taxas historicamente baixas de câncer de mama entre as mulheres chinesas, de uma a cada 100 mil mulheres, muito menor se comparada a taxa de câncer em mulheres ocidentais, de uma em cada 12, de acordo com um estudo dos anos 70.

Persistindo na pesquisa, a professora percebeu que quando as mulheres chinesas se mudavam para países ocidentais e adotavam uma dieta tradicional contendo carne e laticínios, elas experimentavam as mesmas taxas de câncer.

Ela e seu marido descobriram que os riscos mais elevados de ter câncer possuíam grande probabilidade de estar ligados a alimentação, especificamente de laticínios. “Ele frisou que naquela época eles não tinham uma indústria de laticínios. Foi uma revelação”, disse ela.

O livro “The China Study”, escrito pelo Dr. T. Colin Campbell e seu filho Dr. Thomas M. Campbell lançado em 2005, avaliou não apenas as baixas taxas de câncer entre os habitantes da China rural, mas também algumas doenças crônicas como cardiopatias e diabetes tipo 2. Os autores concluíram que uma dieta rica em alimentos a base de plantas reduz consideravelmente o risco desses problemas de saúde.

A professora então, que já comia poucos produtos de origem animal, cortou todos os produtos lácteos de sua alimentação enquanto fazia quimioterapia. Dentro de seis semanas, o nódulo desapareceu e ela permaneceu livre do câncer por 18 anos. Foi assim que ela desenvolveu o programa “Plant”, uma dieta rica em vegetais e legumes e livre de produtos lácteos, e ainda escreveu um livro sobre sua experiência, “Sua vida em suas mãos: entendendo, prevenindo e superando o câncer de mama”.

Quando o câncer retornou em 2011, ela teve a sensação de que, mais uma vez, era uma questão de ingerir laticínios ou não. Ela adotou então uma dieta vegana e seu câncer voltou à remissão. Embora Jane não desconsidere tratamentos médicos tradicionais contra o câncer, como quimioterapia e mastectomia, ela acredita que a alimentação tem o poder de ajudar ou atrapalhar as pessoas.

Laticínios são Cancerígenos?

“Todos nós fomos educados com a ideia de que o leite é bom para a saúde. Mas agora há evidências de que os fatores de crescimento e hormônios que ele contém não são apenas um risco em relação ao câncer de mama, mas também a outros cânceres relacionados a hormônios, próstata, testículos e ovário”, disse ela.

“O leite de vaca é bom para os bezerros – mas não para nós”, acrescentou a professora.

“O leite de vaca, orgânico ou não, contem 35 hormônios diferentes e 11 tipos de fatores de crescimento”, ela continuou. “Isso significa que uma dieta vegana é menor em moléculas promotoras de câncer e maior nas proteínas de ligação que reduzem a ação dessas moléculas.”

De acordo com o Cancer Research UK, não houve evidência definitiva ligando os produtos lácteos a um aumento do risco de câncer. Um estudo do Fundo Mundial para Pesquisa do Câncer relacionou a carne – especialmente a carne vermelha e processada – ao aumento do risco de câncer; mas as descobertas não diziam o mesmo sobre laticínios.

Mas o PCRM (Comitê de Médicos pela Medicina Responsável) – uma organização sem fins lucrativos composta por mais de 12.000 médicos – destaca os riscos à saúde associados aos laticínios. Leite e queijo são ricos em gordura saturada, que tem sido associada a doenças cardíacas, diabetes tipo 2 e mal de Alzheimer.

A dra. Kristi Funk, autora do livro “Breasts, an Owner’s Manual”, cujos pacientes incluem os atores Angelina Jolie e Ellen Pompeo, também acredita que os laticínios aumentam o risco de câncer. “É claro que a resposta celular do corpo às proteínas e gorduras animais é muito perigosa”, disse ela.

Como o professora Plant, a dra. Funk acredita que uma dieta rica em vegetais é a melhor escolha para diminuir o risco de desenvolver a doença.

Um corpo crescente de estudos médicos mostra que uma dieta vegana integral – que evita todos os produtos de origem animal e alimentos processados – é uma das formas mais eficazes de combater doenças crônicas.

O segundo livro da professora Plant, “Vença o Câncer: Como recuperar o controle de sua saúde e da sua vida” fornece opções simples no lugar de produtos lácteos, como leite vegan, iogurte e iogurte de leite e queijo à base de plantas.

Síndrome de Pandora: doença afeta sistema urinário dos gatos e pode levar à morte

Os gatos, assim como os cachorros, necessitam de todo cuidado do tutor para que tenham uma vida saudável e duradoura. Fugindo do ditado das sete vidas, os gatos podem apresentar diversas complicações que as vezes estão relacionadas a outras doenças. É o caso da Síndrome de Pandora, que tem muita semelhança com problemas urinários comuns, mas precisa de uma atenção redobrada do tutor para identificá-la.

Síndrome de Pandora pode atingir gatos de 1 a 10 anos — Foto: Mayara Fernandes/Divulgação

A doença é bem parecida com a cistite humana (infecção bacteriana na bexiga), como explica a veterinária Natália Dos Santos. “São várias anormalidades que acontecem que levam o animal a desenvolver a cistite. Normalmente essa cistite é idiopática, multi-fatorial e os pesquisadores falam que ela é psico neuro imuno mediada. Ou seja, tem fatores imunológicos e neurológicos envolvidos nessa síndrome, que é a inflamação do trato urinário inferior”, afirmou a médica.

Apesar de ter nomenclatura nova, a doença já vem sendo estudada desde o início dos anos 70 e, ao longo desses anos, recebeu diversos nomes pelos pesquisadores. De acordo com a veterinária, o maior empecilho da Síndrome de Pandora é a identificação. “Como a doença é multifatorial – ou seja, não há uma causa primária -, desconhecida e apresenta sinais clínicos muito comuns a doenças inflamatórias do trato inferior, se o clínico não tiver um olhar bom, ele acaba confundindo”, explicou.

Para acompanhar uma vida saudável do gato, é necessário que o animalzinho tenha sempre água por perto, uma alimentação rica em proteínas, além de diversão e higiene adequada para evitar o estresse, que causa a inflamação na vesícula urinária. A veterinária explica que a síndrome pode atingir gatos de 1 a 10 anos e é necessário o tutor estar atento às mudanças de comportamento. “O gato muda o hábito. Ele começa a urinar fora da caixa em locais não habituais, ter dor ao urinar, vai várias vezes à caixa de areia fazer xixi e não sai a quantidade habitual de urina, esse animal também pode apresentar sangue na urina” disse.

Foi assim com o gatinho Frajola, de 5 anos. A tutora Singred Soares percebeu a mudança de hábitos e descobriu que ele estava com a doença. “Acordei um dia e vi que ele estava fazendo xixi fora da caixa, fez no tapete da cozinha, achei estranho mas na hora não pensei que fosse sério e fui trabalhar. Quando cheguei do trabalho, meu esposo e eu vimos ele fazer xixi novamente fora da caixa e ele viu que o xixi saiu vermelho, com gotinhas de sangue”, contou a tutora.

Gatinho Frajola foi diagnósticado com Síndrome de Pandora — Foto: Singred Soares/Arquivo Pessoal

Singred diz que levou o gato imediatamente ao veterinário que o internou para exames e foi diagnóstico com Síndrome de Pandora. Ela conta que nunca tinha ouvido falar na doença e o Frajola está fazendo o tratamento.

Segundo a veterinária, a taxa de incidência dessa síndrome nos gatos é alta. “Cerca de 65% da população felina ou apresentou ou vai apresentar essa doença, que tem alto teor de reaparecimento. Então, os animais que precisam passar por um tratamento que não é convencional, tem que ter enriquecimento ambiental para gastar a energia dele, sair do status de ‘estresse’ porque a reincidência chega a ser de 30 a 50%”.

Ela explica que o gato que não for tratado pode acabar morrendo porque a bexiga vai inflamando e pode levar a obstrução por cálculo ureteral. Esse cálculo impedirá que a urina do gato saía, fazendo com que ele absorva metabólicos tóxicos, resultando em morte.

Fonte: G1