Campanha arrecada fundos para levar elefanta explorada por circo para santuário

Ramba foi explorada por anos para entretenimento humano. Forçada a suportar viagens intermináveis, presa a correntes e sendo obrigada a aprender truques anti-naturais, ela viveu uma vida miserável durante o período em que esteve em um circo no Chile. O destino dela, no entanto, mudou quando o Ibama aprovou a licença e autorizou o processo de transporte da elefanta para o Santuário de Elefantes Brasil (SEB). Mas, para que isso aconteça, recursos precisam ser arrecadados.

Ramba tem 52 anos e vive atualmente no Chile (Foto: SEB/Divulgação)

A elefanta de 52 anos atualmente vive no zoológico do Parque Safari em Rancagua, no Chile. De acordo com informações publicadas no site oficial da campanha de arrecadação de fundos em prol do transporte do animal até o santuário no Mato Grosso, Ramba, “além de sofrer com os invernos rigorosos no Chile, é uma elefanta solitária, possui abcessos recorrentes na pata dianteira e tem comprometimento renal e hepático, necessitando de dieta e suplementação adequados. Seu recinto no zoológico Parque Safári é inadequado, e, como agravante, em função de ampliações que estão sendo realizadas, a passagem de água natural para o recinto de Ramba foi cortada”.

No santuário, Ramba terá Maia e Rana como companheiras. A terceira elefanta que vivia no local, Guida, morreu em junho deste ano. As informações são do G1.

Ramba foi confiscada do circo ‘Los Tachuelas’ em 1997 pelo Serviço Agrícola e Pecuário do Chile (SAG) após ser vítima de abusos. O animal, porém, permaneceu sob a tutela do circo até 2012, após a ONG chilena Ecopolis conseguir uma permissão para remover a elefanta do local. A entidade, então, entrou em contato com o Parque Safari, que aceitou recebê-la. Sob coordenação de Scott e Katherine Blais, atuais diretores do SEB, Ramba foi levada ao zoológico.

A elefanta foi explorada e maltratada por um circo (Foto: SEB/Divulgação)

Apesar de Ramba ter começado a ser explorada, na década de 1980, em espetáculos circenses na Argentina, ela ficou conhecida como a última elefante de circo do Chile, país onde chegou em 1995.

Transporte

Ramba será levada do Parque Safári ao Santuário de Elefantes Brasil por meio de transporte aéreo e terrestre. Como o zoológico está localizado atrás da Cordilheira dos Andes, a elefanta será transportada, dentro de uma caixa, por um avião.

Recursos arrecadados por campanha pagarão transporte de elefanta do Chile ao Brasil (Foto: SEB/Divulgação)

Para que a viagem seja o mais tranquila possível, a caixa será colocada no local onde Ramba vive atualmente para que ela se acostume a ficar dentro dela. Antes da transferência, alimentos serão oferecidos dentro da caixa para atrair a elefanta, que poderá entrar e sair dela quando quiser. Não se sabe exatamente quando tempo levará para que o animal se adapte à caixa. Guida e Maia levaram apenas três dias, mas cada elefante é único e tem seu próprio tempo.

No dia da transferência do zoológico para o santuário, um guindaste fará o içamento da caixa, que será colocada em uma carreta de transporte para ser levada até o aeroporto de Santiago, percorrendo cerca de 97 km. Ao chegar no local, Ramba embarcará com destino ao Brasil. Após a chegada ao país, ela será colocada em um caminhão que a transportará até o SEB, na Chapada dos Guimarães, no Mato Grosso. Todo o transporte será feito sob escolta.


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Bebê elefante tenta desesperadamente acordar sua mãe morta

Foto: Newslions Media

Foto: Newslions Media

As imagens flagram o momento comovente em que um bebê elefante é visto tentando acordar sua mãe, que desmaiou e morreu depois de vagar por uma aldeia na Índia.

O filhote acariciou com sua tromba a cabeça de sua mãe enquanto ela se deitava imóvel no chão na aldeia de Hiran, no estado de Odisha (Índia).

A mãe doente, com o bebê ao seu lado, entrou na comunidade que fica perto da selva de Khalasuni, no distrito de Deogarh.

Inicialmente, os aldeões cuidaram do elefante e do filhote, fornecendo-lhes comida, água e aplicando ervas medicinais nas feridas de sua perna direita e da testa.

Eles informaram os guardas florestais sobre a presença da mãe e de seu filho em sua aldeia.

Segundo os aldeões, a elefanta aparentemente quebrou a perna direita, provavelmente por cair em um buraco. Ela também tinha uma ferida na testa.

Nos primeiros dias, a elefanta mesmo mancando era capaz de se movimentar por conta própria.

Foto: Newslions Media

Foto: Newslions Media

Mas quando a ferida piorou, ela desabou no chão e não conseguiu ficar em pé novamente.

Nas últimas seis semanas, o animal foi submetido a tratamento na aldeia por veterinários e especialistas designados por guardas florestais.

Mas, embora tenham tentado ao máximo curar o elefante, não conseguiram salvar a vida da mãe.

O bebê elefante, inconsciente do fato de sua mãe ter morrido, podia ser visto inocentemente tentando acordá-la em uma cena comovente e triste.

Ameaçados de extinção

Uma avaliação atualizada de um tratado administrado pela ONU Meio Ambiente confirmou que a caça continua ameaçando a sobrevivência de elefantes africanos, cuja população caiu de estimados 12 milhões há um século para 400 mil, de acordo com o Relatório sobre a Situação de Elefantes Africanos 2016.

Com base em dados da Proporção de Elefantes Mortos Ilegalmente (PIKE, na sigla em inglês), a Convenção sobre Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas da Fauna e Flora (CITES) avaliou os níveis de mortes ilegais por meio do programa de monitoramento de elefantes mortos. O monitoramento calculou que a caça ilegal é a principal causa de mortes de elefantes.

De acordo com evidências, níveis da PIKE alcançaram um pico em 2011, quando alarmantes 10% dos elefantes africanos foram caçados, antes de caírem até 2017. O nível permaneceu relativamente sem mudanças ao longo de 2018.

Níveis altos da proporção são preocupantes porque até mesmo populações estabelecidas e protegidas de elefantes sofrem perdas anuais para caças ilegais e outra formas de mortalidade, que não são compensadas por taxas de natalidade.

Muitas populações de elefantes africanos são pequenas, fragmentadas e não são protegidas, o que as tornam mais vulneráveis à caça.

“Mortes ilegais de elefantes africanos por conta do marfim continuam uma ameaça significativa às populações de elefantes na maioria dos Estados”, disse a secretária-geral da Convenção, Ivonne Higuero. “Ao mesmo tempo, a população humana da África cresceu dez vezes, de 125 milhões para 1,225 bilhão, criando competição com elefantes por terra”.

Embora o comércio internacional de marfim de elefantes esteja banido pela Convenção desde 1990, opiniões são divergentes entre países sobre a continuação, ou não, da proibição.

O elefante africano e o debate sobre comércio de marfim será um item da agenda da próxima Conferência das Partes da CITES, realizada a cada três anos. A Conferência estava marcada originalmente para maio deste ano em Colombo, no Sri Lanka, mas será remarcada para uma data posterior.

“Precisamos continuar reduzindo caça e comércio ilegal de marfim e encontrar soluções para garantir a coexistência de elefantes com populações locais”, destacou Higuero. “A comunidade internacional deve expandir ainda mais seu trabalho com Estados africanos para encontrar soluções que funcionem tanto para os elefantes quanto para comunidades locais”.

Elefanta pisoteia homem que apedrejava seu filhote recém-nascido

Foto: Epoch Times

Foto: Epoch Times

Sabia é a natureza, que deu aos animais formas de se defenderem das mais variadas, desde a coloração da pele, alcance das asas, instintos aguçados, garras afiadas, velocidade, mandíbulas poderosas, inteligência ímpar e tamanho avassalador.

No caso dessa mãe elefanta, a última característica foi fundamental ao agir em defesa de seu bebê contra a ameaça humana em forma de residentes de um vilarejo que tentavam atingir seu filho indefeso com pedras para afugentá-los.

Espremidos em ambientes menores e tendo seus habitats destruídos pela população humana ou para utilização em pecuária, os elefantes vão se dizimando pouco a pouco enquanto os conflitos com os humanos geralmente não terminam sem danos para a espécie como este último.

Pacíficos por natureza, esses animais só atacam se ameaçados, ou aos seus. Muito unidos, inteligentes e com enorme senso de família, os elefantes se unem quando uma ameaça coloca sua família ou seu bando em perigo. É a natureza desses animais prodigiosos e belos.

Foto: Daily Mail

Foto: Daily Mail

A elefanta mostrada no vídeo nada mais fazia do que tentar proteger seu frágil recém-nascido ao pisotear um homem até a morte depois de ser atingida por pedras jogadas de forma vil e covarde, por ele e seus comparsas.

Imagens fortes e pungentes mostraram a mãe lutando para fazer o bebê elefante ficar de pé e se afastar das pessoas, mas o bebê não consegue se manter firme. O vídeo foi gravado por moradores locais em Ajnashuli, Bengala Ocidental, na Índia, informa a VN Express.

Ela é vista levantando poeira com os pés, e passando pata dianteira no chão como um sinal de aviso para que ninguém se aproximasse, a elefanta adota uma postura protetiva ficando bem em frente a seu bebê, que ela tenta afastar e proteger dos espectadores.

A mãe também usa seus pés para marcar a área protegida – um aviso claro para ficar longe, demarcando limites.

A elefanta estava tentando levar seu filho para a floresta próxima depois de dar à luz perto de um lago seco próximo ao vilarejo palco do ocorrido.

Mas o animal ficou estressado com o ajuntamento da população e atacou a multidão quando os aldeões atiraram pedras com o intuito de espantá-la, segundo os relatos locais.

Ela matou Shailen Mahato, de 27 anos, durante sua atitude defensiva

Logo após o ataque, 10 outros elefantes apareceram na área, causando pânico entre os moradores aterrorizados. Os elefantes vieram em socorro da mãe que desesperada e sem poder mover seu filho de volta à floresta gritava acuada.

Imagens mostraram os locais sendo perseguidos em uma floresta por elefantes furiosos.

A elefanta ainda está vagando pela área, pois seu bebê ainda não está forte o suficiente para se mover para a floresta.

Guardas florestais cercaram a região e proibiram a entrada do público.

Autoridades do departamento florestal disseram que estão monitorando de perto a elefanta e não poderão devolvê-la ao seu habitat natural até que ela se acalme.

As mães elefantes são consideradas uma das melhores mães do reino animal. Elas têm o mais longo período de gestação entre os mamíferos – 22 meses e são muito protetoras em relação aos seus filhotes.

Foto: Mirror.uk

Foto: Mirror.uk

“Os elefantes são intensamente sociais e protetores, e as mães e tias se esforçam para proteger e nutrir seus filhotes”, disse Jan Vertefeuille, diretor sênior de Defesa e Conservação da Vida Selvagem do World Wildlife Fund, de acordo com a Geek.com.

Os elefantes dão à luz apenas uma vez em cada três ou quatro anos, e como eles geralmente dão à luz a um bebê apenas, é um grande investimento pré-natal em um elefantinho. Eles são ótimas mães porque os bebês vivem com suas mães por toda a vida, enquanto os machos deixam o rebanho na adolescência.

“As fêmeas jovens desempenham um papel importante como ‘tias’ para ajudar a criar os membros mais jovens do rebanho, desta forma elas adquirem bastante prática para quando tiveram seus próprios filhos”, disse Vertefeuille.

Os elefantes são os maiores vegetarianos do mundo e O’Connell-Rodwell disse que eles não atacam nenhum outro animal por comida, embora a comida seja o contexto da maioria de seus conflitos com o homem.

Elefanta explorada em circo passa a sofrer de paralisia de tromba

Animais selvagens que são explorados e mantidos em cativeiro em circos sofrem de problemas de saúde como obesidade, artrite e fome (desnutrição). O pior de tudo é que eles desenvolvem zoocose – depressão e comportamento compulsivo, como movimentos ritmados sem objetivo e automutilação.

Na natureza, os elefantes vivem em grupos de até 100 outros animais e chegam a caminhar até 40 quilômetros por dia. Mas em cativeiro, eles são privados da socialização – atividade de extrema importância para a espécie – com outros elefantes e sua saúde mental e física é terrivelmente afetada.

Em fevereiro, Animal Defenders International publicou imagens comoventes de Betty, uma elefanta que vem sendo explorada pelo Garden Bros Circus, o video foi gravado durante a passagem do circo itinerante por Denver, Colorado (EUA).

O vídeo mostra Betty severamente abatida, de cabeça baixa, exibindo um comportamento estressado e sendo forçada a carregar pessoas em suas costas no circo. Sua tromba fica se arrastando no chão o tempo todo, o que é um sinal de paralisia do membro, freqüentemente causado por trauma.

Isso é ainda mais preocupante considerando que o homem ao lado de Betty, Larry Corden, está segurando um “bullhoook” – ferramenta de tortura criada especialmente para o “treinamento” de elefantes – e já foi acusado publicamente de crueldade contra animais há alguns anos. Em 2015, ele forçou um elefante assustado a sair de um palco de circo, inserindo um gancho em sua boca.

O bullhook é um cabo longo de metal com um gancho afiado na ponta. Esta ferramenta cruel é usada para quebrar o espírito e a vontade dos elefantes, para que eles fiquem com medo de serem feridos e obedeçam a tudo que for mandado por seus algozes, desde carregar humanos em suas costas até realizar truques artificiais.

Foto: Animal Defenders International

Foto: Animal Defenders International

Além do óbvio desconforto e da paralisia de tromba de Betty, acredita-se que ela também tenha outros problemas de saúde, que exijam cuidados médicos imediatos, incluindo dor e rigidez nas articulações.

Foi criada uma petição exigindo a imediata libertação de Betty para que ela possa receber tratamento médico adequado e se ver livre dessa vida cruel de circo onde a exploração e o sofrimento são sua rotina diária.

Elefanta resgatada faz uma linda amizade em seu novo lar

Foto: BEES

Mae Dok tem quase 60 anos e passou toda a sua vida em uma pequena cidade na Tailândia, onde era uma atração turística – em pé ao lado de uma pequena ponte, implorando por guloseimas.

Demorou muito, mas essa é “a vida que ela pode colocar para trás”, de acordo com Emily McWilliam, co-fundadora e gerente do Elephant Sanctuary (BEES) em Chiang Mai.

“Nunca mais precisará ficar de pé e implorar por doces debaixo da ponte na vila turística”, disse McWilliam ao The Dodo.

Equipes de resgate do BEES foram até a aldeia onde Mae Dok vivia para finalmente libertá-la.

“Ela foi acorrentada em uma cadeia em uma fazenda enorme na orla de sua aldeia natal”.

Foto: BEES

A família de Mae Dok a amava apesar de tê-la escravizado. Todos se despediram e, finalmente, a deixaram partir.

“Eles contaram muitas histórias bonitas e falaram sobre como Mae Dok é doce.”

As pessoas que a amavam sabiam que ela merecia uma vida melhor, especialmente à medida que envelhecia. Já era hora de Mae Dok se aposentar.

Durante o percurso, os socorristas começaram a conhecê-la melhor. Eles perceberam que as histórias que os moradores da aldeia contavam sobre ela eram definitivamente verdadeiras: Mae Dok adorava conversar.

Depois de sete horas de carro, Mae Dok chegou ao santuário e saiu do caminhão na grama fresca.

“Ela desceu da caminhonete um pouco vacilante, suas pernas estavam rígidas. A corrente foi removida e Mae Dok vocalizou com resmungos baixos enquanto descia para o gramado”, escreveu o BEES.

Foto: BEES

“Nós demos a ela um banho com uma mangueira e a deixamos explorar.”

Mae Dok encontrou o elefante Thong Dee mas ele não parecia muito interessado em fazer uma nova amizade. Então, ela continuou a andar e avistou outro elefante, Mae Kam.

Desta vez, houve química.

“Mae Kam se aproximou lentamente … Não ouvimos nenhum som de Mae Kam para começar, parecia que ela estava um pouco nervosa, mas como Mae Dok não se mexeu, ela recuou”

“Mae Dok começou a vocalizar para ela e decidiu arriscar”.

Foto: BEES

“Ela deu um grande passo para frente e estendeu a mão para Mae Kam. Então a cena mais incrível, mágica e inesperada aconteceu.”

As duas descansaram suas cabeças ao lado da outra e começaram a conversar.

“Mae Dok então seguiu Mae Kam de volta ao seu recinto noturno”, escreveu o BEES.

“Os tratadores disseram que ambas conversaram muito durante a noite, eles mal conseguiram dormir … Elas estão cantando e conversando desde então.”

Foto: BEES

Desde o primeiro encontro, Mae Dok e Mae Kam passaram muito tempo juntas e a amizade delas continua crescendo. As informações são do The Dodo.

“Foi mágico”, escreveu o santuário. “É difícil colocar em palavras o quanto nos sentimos felizes por Mae Dok. Bem-vinda ao lar, menina.”

Fotógrafo captura as últimas imagens “rainha dos elefantes”

Foto: Will Burrard-Lucas

Foto: Will Burrard-Lucas

O fotógrafo Will Burrard-Lucas acaba de lançar uma série de fotografias com um dos últimos representantes dos elefantes chamados “tusker” (com presas de marfim mais longas que os demais), espécie que acredita-se que restem menos de 20 animais na Terra.

A “rainha dos elefantes” como o fotógrafo a chamava, morreu logo após ele ter tirado as fotos. Ela vivia em Tsavo, na região do Quênia (África).

Elefantes africanos são chamados de “tuskers” ou “big tuskers” quando possuem longas presas de marfim, tão compridas que chegam a alcançar o chão.

“Esse tipo de elefante é muito raro nos dias de hoje, exatamente porque são suas presas enormes que fazem deles os principais alvos dos caçadores de troféus”, disse Mark Jones, da ONG Born Free Wildlife, à BBC.

Foto: Will Burrard-Lucas

Foto: Will Burrard-Lucas

“Como esses animais são frequentemente mortos antes de chegarem ao seu auge reprodutivo, os genes das presas longas estão sendo eliminados das populações de elefantes, e nós poderíamos muito bem estar vendo o último deles nessa imagens”, revela ele.

Há apenas dois anos caçadores mataram um elefante de 50 anos que era um dos últimos, com presas longas, que vivia nessa mesma região.

É notável, então, que esta elefanta tenha vivido mais de 60 anos e ainda morrido de causas naturais.

“Ela sobreviveu a períodos terríveis de caça e foi uma vitória que sua vida não tenha sido encerrada prematuramente por uma armadilha, bala ou flecha envenenada”, escreveu Burrard-Lucas em um post no seu blog.

Foto: Will Burrard-Lucas

Foto: Will Burrard-Lucas

“Se houvesse uma rainha dos elefantes, certamente teria sido ela”

Graças a colaboração da organização de conservação da vida selvagem Tsavo Trust e do Kenya Wildlife Service, Burrard-Lucas conseguiu rastrear a elefanta após vários dias de buscas de carro e um avião de reconhecimento.

Burrard-Lucas usou sua BeetleCam (câmera besouro, na tradução livre), construída por ele mesmo e operada por controle remoto, para conseguir fotos em close da elefanta.

Foto: Will Burrard-Lucas

Foto: Will Burrard-Lucas

“Eu olhei para a visualização ao vivo do meu monitor sem fio e tive que me beliscar”, escreveu ele.

“Foi uma sensação de privilégio e euforia que vai ficar comigo para sempre”.

Burrard-Lucas publicará imagens da rainha dos elefantes e outros elefantes de presas longas em seu livro “Land of Giants” (Terra de Gigantes, na tradução livre), que será lançado em 20 de março no Reino Unido.

Morre em zoo espanhol o “elefante mais triste do mundo”

A elefanta Flavia sozinha em seu cativeiro | Foto: Pacma

A elefanta Flavia sozinha em seu cativeiro | Foto: Pacma

A elefanta conhecido como “mais triste do mundo” morreu aos 47 anos, após mais de quatro décadas vivendo em confinamento solitário no zoológico de Córdoba (Espanha).

Flavia foi separada de sua família na selva aos 3 anos e passou ao todo 43 anos vivendo sozinha em seu cativeiro e faleceu na semana passada.

Grupos de defesa dos direitos animais tentaram por diversas vezes junto ao zoológico conseguir que Flavia se mudasse para um local onde ela pudesse ter contato com outros elefantes, mas não tiveram sucesso a tempo.

A saúde da elefanta vinha se deteriorando há vários meses, suspeitava-se que ela sofria de depressão, segundo informações do jornal The Local.

Ela desmaiou em seu cativeiro na sexta-feira, e após os veterinários atestarem que Flavia não conseguia mais ficar em pé, a elefanta foi eutanasiada.

Amparo Pernichi, vereador encarregado de questões ambientais da prefeitura de Córdoba, disse que a morte de Flavia foi “um tremendo golpe para a equipe toda do zoológico”, segundo o site.

“Nos últimos seis meses, a condição física de Flavia se deteriorou muito, mas especialmente nas duas últimas semanas esse declínio foi mais acentuado”.

Pernichi chamou Flávia de “ícone da cidade” e declarou que sua ausência seria muito sentida.

Os elefantes são seres altamente sociais que vivem em grupos cm estruturas familiares na natureza.

Os elefantes africanos vivem em bando com uma média de 11 membros ou mais por grupo, porém, alguns “mega-bandos”, de mais de mil indivíduos vivendo juntos, já foram observados na natureza.

Um estudo de 2009 apontou que a interação com outros elefantes propicia “a forma mais significativa de enriquecimento e bem estar” para os animais que vivem em cativeiro.

Há relatos de elefantes vivendo sozinhos que chegaram a recorrer a “auto-mutilação” como forma de alívio da solidão, praticando atos como morder-se, ou adotar comportamentos que indicam problemas de saúde mental, como o balançar rítmico de pernas e cabeça.

Campanha pede ao zoo a liberdade de elefanta que perdeu seu companheiro de 17 anos

Sozinha em cativeiro a seis meses a elefanta perdeu o apetite e a vontade de caminhar pelo seu ambiente de residência | Foto: Humane Society Internacional

Sozinha em cativeiro a seis meses a elefanta perdeu o apetite e a vontade de caminhar pelo seu ambiente de residência | Foto: Humane Society Internacional

Lammie é uma elefanta de 39 anos, ela é o último elefante africano no zoológico de Joanesburgo (África do Sul). Em setembro último seu companheiro a 17 anos, Kinkel, faleceu deixando-a sozinha. Desde então Lammie perdeu a vontade de viver. Ela parou de comer, de andar pelo cativeiro e de interagir com seus alimentadores. É com muita dificuldade que seus cuidadores conseguem fazê-la se alimentar o mínimo que seja.

Os dois se tornaram inseparáveis desde que ele foi resgatado e trazido ao zoológico em 2000. O elefante teve sua tromba presa a uma armadilha na selva africana foi socorrido e levado a Joanesburgo. Um dia antes de Kinkel morrer, quando ele já estava doente, Lammie foi vista tentando ajudá-lo a se levantar.

Desde então, a seis meses que ativistas têm pedido insistentemente ao zoológico de Joanesburgo que transfira a elefanta solitária para um santuário onde ela possa conviver com outros animais da sua espécie e não tenha que passar seus últimos anos sozinha.

Além da vida no cativeiro e da morte do companheiro, a elefanta ainda sofreu a perda de seu filhote de uma semana, a morte de seus pais, a transferência de um dos irmãos para um zoológico francês e o outro para um cativeiro em Johanesburgo.

Sem a presença do companheiro a elefanta começou a apresentar comportamentos depressivos e apatia constante | Foto: Humane Society Internacional

Sem a presença do companheiro a elefanta começou a apresentar comportamentos depressivos e apatia constante | Foto: Humane Society Internacional

Elefantes desenvolvem fortes laços sociais e de grupo, assim sendo, a perda de membros da família e companheiros de convivência podem resultar em luto e trauma significativos, afirmam grupos de proteção animal.

A elefanta agora passa seus dias sozinha em sua clausura, sem a companhia de nenhum outro elefante ou qualquer distração, denunciam os ativistas.

Eles dizem ainda que ela não tem quase nenhuma interação, dispõe de pouca sombra, água insuficiente para tomar banho e chega a ficar horas parada e apática no portão de seu cativeiro, sem falar que ela está acima do peso.

Especialistas em elefantes da Humane Society International/Africa, da EMS Foundation e do Elephant Reintegration Trust estão preocupados com o seu estado mental e têm feito coro aos pedidos de providências urgentes ao zoológico.

Um santuário está disposto a oferecer a Lammie um novo lar com outros elefantes que se tornariam sua nova família, porém, o zoológico tem resistido aos pedidos para liberar Lammie e, em vez disso, sugeriram trazer outro elefante para lhe fazer companhia.

Ativistas estão preparando uma petição com aproximadamente 300 mil assinaturas para enviar ao zoológico, pedindo urência na transferência de Lammie ao santuário.

Uma carta de apoio assinada pelos 13 mais renomados especialistas em elefantes do mundo também foi enviada ao irredutível zoológico.

A atriz de Harry Potter, Evanna Lynch, também está apoiando a campanha junto com as crianças de uma escola, que enviaram um cartão de Dia dos Namorados (Valentine´s day) ao zoológico, com um desenho da elefanta, um pedido pela liberdade de Lammie e a assinatura de todas elas.

Carta das crianças da escola pela liberdade de Lammie | Foto: Humane Society Internacional

Carta das crianças da escola pela liberdade de Lammie | Foto: Humane Society Internacional

Evanna Lynch disse: “Os elefantes são criaturas tão incríveis e inteligentes que é simplesmente de partir o coração vê-los reduzidos a circunstâncias tão lamentáveis”.

“Eu realmente espero que o pessoal do zoológico de Joanesburgo encontre em seus corações a misericórdia necessária para permitir que Lammie viva com outros elefantes em um santuário, é o mínimo que ela merece depois de anos de cativeiro”, completou a atriz tocada pela situação da elefanta.

Mesmo se outro elefante for adquirido, o mínimo de elefantes recomendado, por diversas associações de zoológico pelo mundo, é de pelo menos quatro elefantes em um grupo de convivência.

Especialistas em elefantes da HSI/África dizem que apenas dois elefantes em um grupo de conviência, não atendem às complexas necessidades desses animais, e é por isso que quase 40 zoológicos ao redor do mundo estão fechando suas exposições de elefantes.

Audrey Delsink, diretora do Depto. de Vida Selvagem da Humane Society International/África, esclareceu: “Os elefantes são seres inteligentes, extremamente sociais e sencientes, com estruturas familiares complexas e vínculos que duram a vida inteira”.

“Agora que Lammie perdeu seu companheiro, ela precisa desesperadamente de uma existência mais feliz e da chance de viver seus últimos anos com outros elefantes”, enfatiza ela.

A diretora ratifica ainda informação de que há um santuário pronto e esperando para oferecer a Lammie “um lar onde ela possa expressar comportamentos normais de elefantes e evoluir emocional e fisicamente com um grupo de elefantes que se tornaria sua nova família”.

Segundo Audrey, o fato de adquirir outro elefante seria apenas “outra repetição do ciclo de sofrimento, além do que, ver elefantes em um ambiente estéril, um cativeiro, presos, não fornece nenhum valor educacional”.

“Há muitos zoológicos em todo o mundo reconhecendo os desafios de bem estar em se manter elefantes, então neste Valentine´s Day estamos pedindo ao zoológico de Joanesburgo para curar o coração partido de Lammie e deixá-la ir para um santuário onde possa passar o resto de seus dias com outros elefantes”, conclui ela.

A NSPCA da África do Sul, um grupo dedicado ao bem-estar animal, apelou para o fim do “ciclo infinito e redundante de se condenar continuamente os elefantes ao cativeiro por tantos anos”.

O zoológico de Joanesburgo afirma que desempenha um papel educacional acima de tudo e hospeda visitantes de comunidades de baixa renda que não têm meios para visitar parques de vida selvagem.

O caso de Lammie, que nasceu no zoológico, é o mesmo do Happy, um elefante asiático que vive no zoológico do Bronx em Nova York desde 1977, estando a mais de uma década sem outro elefante no mesmo cativeiro.

Alguns ativistas também lutam para que Happy seja transferida para um santuário na intenção de conviver com outros elefantes, mas o zoológico declarou em 2016, que ela está “saudável e confortável”, e criou laços com as pessoas que cuidam dela, além de ter “contato tátil e auditivo” com os outros dois elefantes do zoológico.

Zoológicos nada mais são do que cadeias para animais, onde privados de suas necessidades naturais básicas de convivência e dos demais membros de sua espécie – fundamentais para seu desenvolvimento e plenitude – eles enlouquecem, adoecem e morrem lentamente, pagando por um crime que nunca cometeram.

Ativistas lutam para resgatar elefanta desnutrida e explorada por zoo

No local, elefantes são forçados a se apresentar diariamente para um público quase inexistentes. “Bones” chamou a atenção do mundo quando um vídeo dela se apresentando um estádio vazio se tornou público. Primeiro, ela se equilibra em duas mesas de madeira antes de caminhar lentamente para outra área onde anda precariamente em uma “corda bamba” feita de duas barras de aço.

A mesa de madeira e a corda não poderiam suportar o peso de um animal tão grande, mas como Bones é extremamente magra, executa o abominável truque para os espectadores.

Nas dolorosas imagens é possível ver sua espinha, ossos pélvicos e dos ombros.

Segundo o World Animal News, um porta-voz do Samutprakarn Crocodile Farm & Zoo garantiu que todos os elefantes do parque recebiam tratamento adequado que estavam em perfeitas condições de saúde, o que é uma grande mentira.

Ativistas e organizações pelos direitos animais iniciaram uma petição através da CARE2  para que ela e os outros elefantes no parque devem ser resgatados e levados para um santuário apropriado.

A exploração dos elefantes    

O caso de Bones remete ao de Teresita, uma elefanta que morreu triste e solitária em um zoo de São Paulo, após anos sendo escravizada pela ganância humana.

Elefantes possuem um cérebro grande, inteligentes e curioso. Em liberdade, movimentam-se pelo menos 20 de cada 24 horas, de forma ativa, caminham 20 ou mais quilômetros por dia.

Em cativeiros pequenos, solitários, sujos e sem estímulo, eles adoecem física e psicologicamente. Além disso, estes seres inocentes realizam truques por privação de alimentos e são brutalmente castigados quando não os fazem.

Aprisionar animais para entretenimento e educação de seres humanos é inaceitável e cruel.

Zoológicos e circos são exemplos de dor e sofrimento à vida selvagem

 

 

 

 

 

 

Elefanta morre aos 88 anos em um cativeiro

A elefanta Dakshayani, de 88 anos.

Também conhecida como “Gaja Muthassi” (avó de elefante), a podre elefanta passou toda sua vida sendo explorada em um templo de Kerala, no sul da Índia. Segundo o Daily Mail, seu último suspiro foi dado na última terça-feira(5).

“Às 3 da tarde, um arrepio repentino passou através de sua grande estrutura começando da região da cabeça. Depois de alguns minutos, ela dobrou seus membros anteriores e se deitou. E foi isso”, disse T. Rajeev à AFP.

Existe um triste ranking que registra elefantes em cativeiros. O mais velho deles, reconhecido pelo Guinness World Records tinha 86 anos – Lin Wang, outro elefante asiático que morreu em 2003 em um zoológico de Taiwan.

Lamentavelmente, estes animais são explorados ou caçados em todo o mundo mas, na Índia, culturalmente eles são usados também em festividades, rituais e procissões.

Recentemente, em um festival de um templo no distrito de Palakkad, o elefante Ithithanam Vishnu Narayanan foi exibido durantes comemorações gravemente ferido em suas patas, o que viola as diretrizes para desfilar com os animais. Ainda assim, um mahouts (um cavaleiro, treinador ou guardião de elefantes)  subiu no animal.

Ithithanam Vishnu Narayanan. Foto: Reprodução | New Indian Express

Conservacionistas da vida selvagem, como PS Easa criticaram a prática de manter elefantes em cativeiro e explorá-los independentemente de suas condições.