Fotógrafo flagra em imagem a triste situação dos elefantes mortos por caçadores de marfim

Foto: Justin Sullivan

Foto: Justin Sullivan

O fotógrafo Justin Sullivan tirou recentemente uma fotografia que deixou o mundo atordoado. A imagem forte e chocante captada pelo talentoso fotógrafo, mostra um elefante africano morto por caçadores que buscavam o marfim de suas presas no norte de Botsuana. A foto expõe de forma inequívoca a situação desses paquidermes gigantes, gentis e inteligentes e como seu número tem diminuído de forma acentuada devido à caça.

Segundo o autor da foto, intitulada de “Desconexão” a imagem “não mostra apenas o quão isolado e desconectado o elefante esta naquele momento comovente, mas como nós todos estamos da situação como um todo”.

“Mantive essa imagem por meses, aguardando a oportunidade certa para compartilhá-la. É um processo emocional para mim, mas ter minha foto de “Desconexão “anunciada como finalista no Concurso Stenin é emocionante e ao mesmo tempo desolador. É emocionante ver que uma questão importante será manchete em todo o mundo e despertará interesse novo nas conversas em torno da caça a elefantes. Também é algo que parte o coração, um lembrete da perda ecológica que enfrentamos atualmente. Esse elefante específico foi morto de uma maneira extremamente desumana não é uma imagem fácil de ser digerida”, disse Sullivan.

“Espero que esta imagem e a publicidade que ela esta recebendo do Stenin Contest World Tour reacenderão as conversas de que tanto precisamos, para evoluir nessa questão”, diz.

Justin Sullivan nasceu na pequena cidade de Eshowe, na África do Sul. O fotógrafo é formado em Geografia e Estudos Ambientais, Gestão Pública e Desenvolvimento, e mestre em Sociologia.

Justin tem explorado a fotografia nos últimos 3 anos, ampliando sua especialização em fotografia documental e se especializando em incêndios florestais no Cabo.

O foco de seu trabalho é destacar questões contemporâneas na África do Sul, usando a fotografia para exibir insights sobre um mundo muitas vezes “invisível”, segundo ele.

O fotógrafo se descreve como um apaixonado pelo meio ambiente e por estar ao ar livre. Os planos de Justin incluem fotos que documentem incêndios florestais em todo o mundo para aumentar a conscientização sobre as mudanças climáticas e os impactos socioeconômicos desses desastres.

Na imagem finalista do concurso, os caçadores usavam uma motosserra para cortar a tromba e as presas, a apenas 20 minutos de distância de um acampamento nas proximidades. A caça em Botswana está aumentando rapidamente, com um aumento estimado de cadáveres em 593% nas regiões do norte do país entre 2014 e 2018.

Ameaçados e perseguidos

Uma pesquisa realizada por cientistas das universidades de Freiburg, York e da Convenção para o Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas (CITES), revela um declínio na taxa anual de mortalidade de elefantes proveniente da caça saindo de um pico estimado de mais de 10% em 2011 para menos de 4% em 2017.

Estima-se que haja cerca de 350 mil elefantes restantes na África, mas aproximadamente de 10 a 15 mil são mortos a cada ano por caçadores.

Nas atuais taxas de caça, os elefantes correm o risco de serem praticamente eliminados do continente, sobrevivendo apenas em bolsões pequenos e fortemente protegidos.

Um dos autores do estudo, o Dr. Colin Beale, do Departamento de Biologia da Universidade de York, disse: “Estamos vendo uma queda na caça, que é obviamente uma notícia positiva, mas o número de mortes ainda está acima do que pensamos ser sustentável, então as populações de elefante populações estão em declínio”.

“As taxas de caça parecem responder principalmente aos preços do marfim no sudeste da Ásia e não podemos esperar ter sucesso sem atacar a demanda naquela região.”
A equipe de pesquisa diz que é impossível dizer se a proibição do comércio de marfim introduzida na China 2017 está tendo um impacto nos números, já que os preços do marfim começaram a cair antes da proibição e podem refletir uma desaceleração mais ampla na economia chinesa.

“Precisamos reduzir a demanda na Ásia e melhorar o sustento das pessoas que convivem com elefantes na África; esses são os dois maiores alvos para garantir a sobrevivência dos elefantes a longo prazo”, acrescentou Beale.

“Embora não possamos esquecer o combate à caça e a aplicação da lei, melhorar apenas esses pontos isoladamente não resolverá o problema da caça em si”, acrescentou Beale.

Os cientistas analisaram dados do programa MIKE (Monitoramento do Abate Ilegal de Elefantes), que registra dados de cadáveres fornecidos por guardas florestais em 53 locais protegidos em toda a África.

O Dr. Beale acrescentou: “Os elefantes são a própria definição da megafauna carismática, mas também são importantes engenheiros do cerrado africano e dos ecossistemas florestais e desempenham um papel vital na atração do ecoturismo para que a sua conservação seja uma preocupação real”.

Lisa Rolls Hagelberg, diretora de Relações com a Vida Silvestre e Relações com Embaixadores da ONU, disse: “Garantir um futuro que conte elefantes selvagens e uma série de outras espécies exigirá leis e esforços mais rigorosos e envolvimento genuíno da comunidade; no entanto, desde que haja demanda as pessoas vão encontrar uma maneira de supri-la.

“Apenas cerca de 6% do financiamento atual para combater o comércio de animais selvagens é direcionado para a comunicação.

Para o sucesso a longo prazo, os governos precisam priorizar intervenções abrangentes de mudança social e comportamental para prevenir e reduzir a demanda. Nós temos o know how (como fazer), agora precisamos investir para realmente influenciar a consciência ambiental”.

Severin Hauenstein, da Universidade de Freiburg, acrescentou: “Esta é uma tendência positiva, mas não devemos ver isso como um fim para a crise da caça”.

“Depois de algumas mudanças no ambiente político, o número total de elefantes mortos na África parece estar caindo, mas para avaliar possíveis medidas de proteção, precisamos entender os processos locais e globais que impulsionam a caça de elefantes”.

O estudo foi publicado na Nature Communications.

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Fotógrafo da vida selvagem flagra elefantes sendo maltratados em reserva indiana

O fotógrafo jurou nunca mais retornar a uma reserva natural na Índia depois de testemunhar o abuso de elefantes | Foto: Mercury/Norman Watson

O fotógrafo jurou nunca mais retornar a uma reserva natural na Índia depois de testemunhar o abuso de elefantes | Foto: Mercury/Norman Watson

Um fotógrafo da vida selvagem compartilhou fotos fortes e revoltantes nas mídias sociais mostrando elefantes acorrentados sendo espancados com bambus no Parque Nacional Bandhavgarh, em Madhya Pradesh, na Índia.

Norman Watson, de 47 anos, viajou para a reserva natural com o objetivo de fotografar tigres selvagens mas ao se deparar com a agressão praticada contra os elefantes resolveu divulgar as fotos na intenção de aumentar a conscientização sobre o abuso de animais.

Apesar dos tigres serem bem cuidados e autorizados a caminhar livremente na reserva natural, Norman disse que ficou chocado ao encontrar um grupo de elefantes, alguns apenas bebês, sendo acorrentado por guias que os usavam para passeios turísticos.

Norman Watson tirou fotos depois de testemunhar os elefantes sendo chicoteados com bastões de bambu de 1,5m | Foto: Mercury/Norman Watson

Norman Watson tirou fotos dos elefantes sendo espancados com bastões de bambu de 1,5m | Foto: Mercury/Norman Watson

Ele testemunhou os animais enormes sendo espancado com bambus de cerca de um metro e meio pés enquanto “gritavam em agonia”. Norman também alega ter visto elefantes bebês famintos e magros acorrentados a árvores e gaiolas durante sua viagem de trabalho a um dos parques nacionais mais populares da Índia.

Norman, que reside em Aberdeen, na Escócia, disse: “Eu senti muita raiva, havia cinco pessoas no grupo e elas testemunharam tudo, sentindo o mesmo que eu. “Ficamos chocados e paralisados”.

“Os gritos dos elefantes enquanto eram chicoteados causaram um arrepio na minha espinha. “Eles estavam com tanto sofrimento que estavam ferindo a si mesmos tentando evitar os golpes – enquanto estávamos a cerca de 100 metros de distância, gritando para que aquilo parasse”.

O fotógrafo afirma ter visto filhotes de elefantes que pareciam estar desnutridos | Foto: Mercury/Norman Watson

O fotógrafo afirma ter visto filhotes de elefantes que pareciam estar desnutridos | Foto: Mercury/Norman Watson

O fotógrafo fez sua viagem em abril deste ano visando fotografar os tigres, mas disse que se sentiu compelido a compartilhar o abuso sofrido pelos elefantes, pois não podia acreditar que aquilo estava acontecendo em um lugar protegido e popular entre os amantes dos animais.

Ele alega que os guias, conhecidos como mahouts (manipuladores locais de elefantes), repetidamente acertam os elefantes e os chicoteiam com bambu enquanto os montam, às vezes permitindo que seis pessoas de cada vez se sentem em um elefante de uma só vez.

Norman disse que os guias que estavam abusando dos elefantes eram responsáveis por levar os fotógrafos até os tigres para ajudar a preservá-los.

Norman disse que ele e outros fotógrafos ouviram alguns dos animais gritando em agonia | Foto: Mercury/Norman Watson

Norman disse que ele e outros fotógrafos ouviram alguns dos animais gritando em agonia | Foto: Mercury/Norman Watson

Ele disse: “Eles deveriam ser proibidos de manter qualquer tipo de animal e principalmente elefantes, não presenciamos outros animais na reserva sofrendo abuso ou crueldade para podermos acusar”.

“Elefantes não devem ser retirados da natureza ou serem montados por pessoas. Eles devem receber proteção em toda a Ásia”.

“Durante um dos piores incidentes que presenciamos, ouvimos o elefante em perigo realmente gritando desesperado. Havia dois elefantes jovens, com cerca de cinco anos de idade, com as pernas acorrentadas tão juntas que, na verdade, pulavam enquanto tentavam escapar de um mahout que batia neles com uma vara de bambu”.

O fotógrafo disse que os mesmos guias encarregados dos elefantes os levaram para ver tigres | Foto: Mercury/Norman Watson

O fotógrafo disse que os mesmos guias encarregados dos elefantes os levaram para ver tigres | Foto: Mercury/Norman Watson

“O episódio evoluiu para um mahout puxando os elefantes por suas caudas, enquanto o outro tinha uma ferramente com um gancho afiado na ponta sobre a orelha deles. “Eles viraram os elefantes de lado e bateram nos animais por cerca de 10 minutos, parando apenas porque estavam exaustos de balançar a vara de bambu”.

Norman, que viajou pelo mundo tirando fotos de animais, disse que a Índia era um ótimo lugar para se visitar, mas ele não voltaria a Bandhavgarh até que o abuso parasse.

Ele acrescentou: “A Índia é um ótimo lugar, pessoas amigáveis, mas eu não voltarei a Bandhavgarh até que esse abuso tenha parado.

“Somente o poder das pessoas pode mudar o abuso da vida selvagem e a crueldade contra os animais”, concluiu o fotógrafo.

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Elefante coberto de argila se diverte em poça de água com antílopes

Foto: Caters News Agency

Foto: Caters News Agency

As fotos feitas por uma fotógrafa da vida selvagem, flagram o momento único e raro em que um elefante todo coberto de argila branca surge de um oásis no deserto enquanto persegue (brincando) uma manada de antílopes.

O paquiderme teve sua cor natural e habitual em tons de cinza transformada para um tom fantasmagórico esbranquiçado graças a abundância de argila na poça de água do Parque Nacional de Etosha, na Namíbia (África).

Foto: Caters News Agency

Foto: Caters News Agency

O imenso elefante macho molhava os antílopes enquanto espirrava água nos animais brincando dentro da poça em Nebrowni, na reserva que fica no noroeste do país.

Anja Denker, 51, uma artista visual e fotógrafa da vida selvagem de Windhoek, Namíbia, capturou as fotos impressionantes em uma visita ao parque.

Foto: Caters News Agency

Foto: Caters News Agency

Ela estava tirando algumas fotos padrão quando captou as imagens do animal –imenso e coberto de argila branca.

Denker disse: “O elefante se divertiu muito em pular e rolar na água, jogando lama em volta e encharcando um pouco os antílopes desavisados no processo, fazendo com que eles corressem tentando escapar dos jatos de água do espalhafatoso fanfarrão.

Ele também parecia gostar de espalhar água para todo lado com os pés, eventualmente saindo e voltando para sua banheira gigante favorita.

Foto: Caters News Agency

Foto: Caters News Agency

“Eu realmente me senti privilegiada de poder testemunhar sua exuberância brincalhona em seu habitat natural, parecia que ele estava mesmo curtindo o encharcamento dos antílopes enquanto os pulverizava com a tromba”.

Etosha – onde Denker capturou as imagens – é um dos principais destinos pata apreciação da vida selvagem no mundo.

Foto: Caters News Agency

Foto: Caters News Agency

A reserva atrai muitos fotógrafos da vida selvagem e é um dos parques mais populares para cinegrafistas e turistas interessados em ver esses belos animais na natureza.

Mas os turistas são aconselhados a permanecerem vigilantes e nunca saírem de seus veículos a menos que estejam em áreas cercadas de acampamento.

Foto: Caters News Agency

Foto: Caters News Agency

Os animais estão em seu habitat natural e é esperado que ajam em defesa própria se forem perturbados, o grande número de animais de hábitos predadores na área faz com que seja extremamente perigoso andar por ali – e alguns estão bem camuflados em seu ambiente.

A vida em Etosha vida é centrada em torno do oásis no deserto, principalmente durante a estação seca de setembro a outubro.

Animais como elefantes, zebras, leões, antílopes e girafas, permanecem por lá, refugiados durante o calor escaldante.

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Elefantes em luto carregam o corpo de filhote morto em procissão funerária

Foto: Daily Mail/Reprodução

Foto: Daily Mail/Reprodução

As imagens comoventes mostram uma procissão de elefantes indianos carregando o corpo sem vida de um membro do grupo, em cenas que lembram as cerimônias humanas de luto.

Um vídeo pungente dos elefantes acompanhando um “funeral” para um de seus jovens companheiros, se tornou viral, provocando emoção e repercutindo intensamente nas mídias sociais.

A impressionante filmagem foi postada no Twitter por Parveen Kaswan, um guarda florestal do Serviço Exterior da Índia, na sexta-feira última.

As imagens mostram um elefante indiano adulto saindo de uma área arborizada em uma estrada, carregando o corpo sem vida de um filhote de elefante morta com sua tromba.

Ele descansa o corpo no chão por um momento, em seguida parece protegê-lo enquanto espera por outros membros do grupos que seguem o cortejo e chegam após alguns momentos.

Foto: Daily Mail/Reprodução

Foto: Daily Mail/Reprodução

Andando em linha – não muito diferente de uma procissão fúnebre – elefantes jovens e adultos se reúnem em volta do corpo.

Com o grupo reunido, o corpo é levado para a floresta enquanto os transeuntes observam.

As cenas provocaram uma explosão de emoção nas mídias sociais, depois de ter sido re-tweetado mais de 5 mil vezes, e recebido pouco menos de 12 mil curtidas.

Devika comentou: “Isto é uma prova dos sentimentos dos animais e dilaceram um coração. Há muito que os humanos podem aprender com os animais”.

Foto: Daily Mail/Reprodução

Foto: Daily Mail/Reprodução

Sumita Bhatt acrescentou: “Meu Deus! É a primeira vez que vi esse vídeo… Realmente muito tocante”.

Mohan Alembath disse que o “vídeo é muito comovente e emocionalmente perturbador”, observando que “a capacidade dos elefantes para emoções complexas como o luto é verdadeiramente notável”.

Enquanto os cientistas alertam contra a interpretação de tais exibições como sendo motivadas por “luto”, os elefantes são uma das várias espécies que foram observadas a lamentar seus mortos, segundo informações do Daily Mail.

Sabe-se que os elefantes têm interesse especial nos ossos de seus mortos, segundo a revista Smithsonian, e foram vistos realizando “funerais” anteriormente.

Durante esses memoriais, os animais foram vistos passando repetidas vezes pelo falecido companheiro de grupo – até às vezes cheirando e tocando o cadáver.

Ano passado, foram divulgadas imagens de uma baleia orca que carregava o corpo de seu filhote falecido nas costas por mais de duas semanas em águas canadenses antes de liberá-lo.

Os chimpanzés também foram repetidamente observados em práticas similares.

Em um caso relatado, um pequeno grupo de chimpanzés em cativeiro foi flagrado examinando o corpo de um companheiro do grupo em busca de sinais de vida, e limpou pedaços de palha de seu pelo. Eles se recusaram a ir para o lugar onde ela havia morrido por vários dias depois.

Em 2017, uma equipe de pesquisadores de primatas na Zâmbia filmou uma mãe usando um pedaço de grama seca para limpar detritos dos dentes de seu falecido filho.

A implicação, segundo os cientistas envolvidos, é que os chimpanzés continuam a sentir laços sociais, mesmo após a morte, e sentem alguma sensibilidade em relação aos cadáveres.

Magpies (pássaros australianos) foram observados enterrando seus mortos sob galhos de grama.

Em um dos exemplos recentes mais fascinantes, um menino de oito anos capturou imagens de pecarídeos, uma espécie de porco selvagem, encontrado em algumas partes dos Estados Unidos, observando rituais de luto.

Os queixadas visitavam o cadáver repetidamente, acariciando-o e mordendo-o, bem como dormindo ao lado dele.

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Três elefantes são encontrados mortos por envenenamento

Foto: AFP

Foto: AFP

Acuados e espremidos pela invasão humana em seus habitats naturais os elefantes acabam entrando nas plantações de alimentos cultivados que encontram por seu caminho, inocentes e herbívoros os animais querem apenas se alimentar.

Suspeitas apontam que esse pode ter sido o caso dos três elefantes que foram mortos por envenenamento nos arredores de uma plantação de óleo de palma na Malásia, conforme informações das autoridades do país divulgadas na sexta-feira (7).

Este é o último caso de que se tem notícias envolvendo esses belos animais, que estão ameaçados de extinção, sendo mortos perto de assentamentos humanos.

A polícia local do estado de Johor, no sul do país, encontrou os cadáveres dos animais e alertou os oficiais da vida selvagem na terça-feira, disse à AFP o diretor-geral do Departamento de Vida Selvagem e Parques Nacionais, Abdul Kadir Abu Hashim.

Acredita-se que os animais mortos façam parte de um grupo de 30 elefantes que vivem na reserva florestal próxima.

“Fizemos um exame ‘post mortem’ nos três elefantes do sexo feminino com idade entre 18 e 22 anos, e o resultado revelou que eles foram envenenados”, disse Abdul Kadir.

“Estou chocado e triste com este incidente. Se esta tendência continuar, todos os nossos elefantes selvagens serão exterminados.”

“As cercas elétricas usadas para manter os elefantes longe das plantações da aldeia não estavam funcionando e permitiam que os animais invadissem a área”, disse Abdul Kadir.

As amostras de fígado e rim dos elefantes estavam sendo examinadas para determinar o tipo de veneno usado, disse o ministro do departamento de Recursos Naturais, Xavier Jayakumar Arulanandam.

A Malásia tem sido palco de uma série de mortes de elefantes como consequência de assentamentos humanos ou plantações agrícolas se expandindo para os habitats das criaturas.

Ano passado, seis elefantes pigmeus foram encontrados envenenados em plantações de óleo de palma no leste do estado de Sabah.

Conservacionistas estimam que há apenas cerca de 1.500 elefantes selvagens na Malásia.

A Malásia abriga vastas áreas de floresta tropical e uma variedade de espécies exóticas da vida selvagem, que vão desde elefantes a orangotangos e tigres, mas o número de representantes de muitas espécies raras caiu drasticamente nas últimas décadas.

Muitos animais em extinção também são covardemente caçados pelas partes de seus corpos que são vendidas por valores elevados para o uso na medicina tradicional chinesa e em outros lugares da Ásia.

Abdul Kadir disse que o último incidente foi um ato criminoso de crueldade.

“Culpados neste incidente de envenenamento, cuidado. Vamos ‘caçar’ você”, avisou Kadir.

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Guia turístico afunda filhote de elefante no mar para turistas tirarem fotos

Foto: Viral Press

Foto: Viral Press

A exploração dos elefantes pela indústria de turismo nos países em que a espécie habita é notória e vergonhosa. Abusos de toda espécie são noticiados diariamente com animais tendo que fazer truques para plateias, pintar quadros com a tromba, dançar e até dirigir quadrículos.

O último ato de violência contra os elefantes, movido pela indústria do turismo, foi protagonizado por um guia turístico foi filmado afundando um bebê elefante no mar para que uma turista que também estava na praia pudesse tirar fotos do animal.

O mahout (nome dado aos manipuladores de elefante) arrastou o filhote para o oceano em Phuket, no sul da Tailândia, em 14 de maio, após os dois turistas pagarem por passeios ao lado dos animais, elefantes são explorados.

Um homem é visto no vídeo, tirando selfies enquanto estava sentado em cima de um elefante adulto que estava ao fundo com água até os joelhos no mar.

Uma mulher usando um biquíni branco – que provavelmente estava de férias – tirou fotos do bebê elefante preso pelo guia no mar.

O elefante bebê parecia nervoso e desconfortável na água, mas o mahout colocou as mãos no pescoço do elefante e o empurrou de volta para o mar, prendendo-o.

Quando o filhote acenou com a tromba em aparente desconforto, o mahout colocou a mão na cabeça do animal enquanto continuava a prendê-lo na água.

Foto: Viral Press

Foto: Viral Press

O comportamento cruel praticado conta o filhote era uma tentativa de manter o elefante imóvel para que o turista pudesse tirar uma foto dele no mar, segundo informações do Daily Mail.

Ela bate a foto do elefante bebê e em seguida, vira a câmera em direção ao seu parceiro, que está montando o outro elefante, porém adulto.

A cena provocou revolta dos defensores dos direitos animais que afirmaram que além de ser uma violência levar os elefantes contra a vontade para o mar também danificou os recifes de corais na área.

Thammarat Suwannaposri do Spotlight Phuket disse: “Os elefantes eram parte da atração turística organizada por um restaurante próximo e eles não pediram permissão para fazê-lo”.

“A praia é muito rochosa, mas está cheia de antigos recifes de coral, cuja retirada não foi autorizada de acordo com a lei. Mas eles trouxeram um profissional para escavar e limpar a área, para que esses elefantes pudessem entrar na água e posar para fotos com os turistas”.

“O que eles fizeram foi considerado ilegal e deveriam ser punidos por destruir o meio ambiente e abusar dos animais”.

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Bebê elefante tenta desesperadamente acordar sua mãe morta

Foto: Newslions Media

Foto: Newslions Media

As imagens flagram o momento comovente em que um bebê elefante é visto tentando acordar sua mãe, que desmaiou e morreu depois de vagar por uma aldeia na Índia.

O filhote acariciou com sua tromba a cabeça de sua mãe enquanto ela se deitava imóvel no chão na aldeia de Hiran, no estado de Odisha (Índia).

A mãe doente, com o bebê ao seu lado, entrou na comunidade que fica perto da selva de Khalasuni, no distrito de Deogarh.

Inicialmente, os aldeões cuidaram do elefante e do filhote, fornecendo-lhes comida, água e aplicando ervas medicinais nas feridas de sua perna direita e da testa.

Eles informaram os guardas florestais sobre a presença da mãe e de seu filho em sua aldeia.

Segundo os aldeões, a elefanta aparentemente quebrou a perna direita, provavelmente por cair em um buraco. Ela também tinha uma ferida na testa.

Nos primeiros dias, a elefanta mesmo mancando era capaz de se movimentar por conta própria.

Foto: Newslions Media

Foto: Newslions Media

Mas quando a ferida piorou, ela desabou no chão e não conseguiu ficar em pé novamente.

Nas últimas seis semanas, o animal foi submetido a tratamento na aldeia por veterinários e especialistas designados por guardas florestais.

Mas, embora tenham tentado ao máximo curar o elefante, não conseguiram salvar a vida da mãe.

O bebê elefante, inconsciente do fato de sua mãe ter morrido, podia ser visto inocentemente tentando acordá-la em uma cena comovente e triste.

Ameaçados de extinção

Uma avaliação atualizada de um tratado administrado pela ONU Meio Ambiente confirmou que a caça continua ameaçando a sobrevivência de elefantes africanos, cuja população caiu de estimados 12 milhões há um século para 400 mil, de acordo com o Relatório sobre a Situação de Elefantes Africanos 2016.

Com base em dados da Proporção de Elefantes Mortos Ilegalmente (PIKE, na sigla em inglês), a Convenção sobre Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas da Fauna e Flora (CITES) avaliou os níveis de mortes ilegais por meio do programa de monitoramento de elefantes mortos. O monitoramento calculou que a caça ilegal é a principal causa de mortes de elefantes.

De acordo com evidências, níveis da PIKE alcançaram um pico em 2011, quando alarmantes 10% dos elefantes africanos foram caçados, antes de caírem até 2017. O nível permaneceu relativamente sem mudanças ao longo de 2018.

Níveis altos da proporção são preocupantes porque até mesmo populações estabelecidas e protegidas de elefantes sofrem perdas anuais para caças ilegais e outra formas de mortalidade, que não são compensadas por taxas de natalidade.

Muitas populações de elefantes africanos são pequenas, fragmentadas e não são protegidas, o que as tornam mais vulneráveis à caça.

“Mortes ilegais de elefantes africanos por conta do marfim continuam uma ameaça significativa às populações de elefantes na maioria dos Estados”, disse a secretária-geral da Convenção, Ivonne Higuero. “Ao mesmo tempo, a população humana da África cresceu dez vezes, de 125 milhões para 1,225 bilhão, criando competição com elefantes por terra”.

Embora o comércio internacional de marfim de elefantes esteja banido pela Convenção desde 1990, opiniões são divergentes entre países sobre a continuação, ou não, da proibição.

O elefante africano e o debate sobre comércio de marfim será um item da agenda da próxima Conferência das Partes da CITES, realizada a cada três anos. A Conferência estava marcada originalmente para maio deste ano em Colombo, no Sri Lanka, mas será remarcada para uma data posterior.

“Precisamos continuar reduzindo caça e comércio ilegal de marfim e encontrar soluções para garantir a coexistência de elefantes com populações locais”, destacou Higuero. “A comunidade internacional deve expandir ainda mais seu trabalho com Estados africanos para encontrar soluções que funcionem tanto para os elefantes quanto para comunidades locais”.

Elefante bebê desmaia de exaustão ao acompanhar a mãe que levava turistas nas costas

Foto: Daily Mail/Reprodução

Foto: Daily Mail/Reprodução

O filhote de elefante que perdeu os sentidos estava preso por uma corda ao corpo de sua mãe que levava turistas nos famosos e cruéis “passeios de elefantes” nas costas, relatos afirmam que o animal estava há horas andando no calor sufocante e teria caído de exaustão.

Os elefantes são explorados indiscriminadamente pela indústria do turismo na região, o incidente ocorreu no leste da Tailândia, na semana passada.

Acredita-se que o animal tenha cerca de um ano de idade e foi amarrado à sua mãe pelo pescoço com um pedaço de corda, os dois estavam na cidade de Pattaya, na Tailândia.

No vídeo, filmado por uma turista que ficou comovida pela situação, pessoas podem ser ouvidas dizendo “que horror, ele está cansado” quando o bebê desmorona no chão com o sol a pino e as temperaturas já se aproximando dos 40C.



Ele então se levanta e corre para acompanhar o elefante adulto pelo Nong Nooch Tropical Gardens.

De acordo com a turista, que não quis ser identificada, o bebê elefante parecia estar exausto de tanto andar pela área em busca de turistas que pagam para passear nas costas de sua mãe.

Ela disse: “Há muitos filhotes de elefantes amarrados às mães que são exploradas carregando turistas às costas, essas pessoas alienadas estão apenas curtindo sob o calor do sol, enquanto esses pobres animais estão sofrendo”.

“Esse filhote de elefante estava tão exausto que você pode ver nas imagens a mãe consolando-a e encorajando-a a ficar de pé”.

Foto: Daily Mail/Reprodução

Foto: Daily Mail/Reprodução

A turista é uma trabalhadora e migrante filipina no país vizinho da Tailândia: Myanmar, onde é professora.

Ela estava com amigos passando férias na área quando o incidente aconteceu.

A responsável pela filmagem acrescentou: “Estou apenas preocupada com os elefantes e quero garantir que seu bem-estar seja garantido”.

Um porta-voz do Nong Nooch Tropical Gardens negou hoje que o elefante estivesse cansado ou sendo maltratado.

Eles disseram: “Todos os elefantes são saudáveis e muito bem tratados. Se houver um problema, eles são examinados por veterinários. Todos os bebês aqui são saudáveis”.

Foto: Daily Mail/Reprodução

Foto: Daily Mail/Reprodução

No começo do mês, um bebê elefante apelidado de Dumbo morreu em um show em Phuket, no sul da Tailândia, o animal ficou tão esquelético que suas pernas quebraram durante a apresentação.

O animal de três anos de idade, que era forçado a realizar até três apresentações por dia, foi fotografado com aspecto doentio e sofria de uma infecção antes de desmaiar.

Seus detentores o levaram para uma clínica veterinária em 17 de abril, onde um exame mostrou que ele havia quebrado as duas patas traseiras e morreu três dias depois.

Sofrimento e morte

Não são raros os casos de elefantes obrigados a pintar, saltar, dirigir quadriciclos, se equilibrar sobre duas patas, fazer poses antinaturais, jogar água em turistas e ostentar tintas e enfeites religiosos em seus corpos na Ásia.

Toda e qualquer imposição sobre a vontade desses animais sencientes é uma violência e um atentado à sua dignidade e liberdade.

Elefantes nasceram livres, são animais altamente sociais, capazes de vínculos profundos, que vivem em estruturas familiares e tem uma das maiores capacidades de cognição do reino animal.

Com uma inteligência incomparável e sensibilidade profunda esses animais padecem sob o jugo de uma humanidade ambiciosa e bárbara que os explora até as últimas consequências, rouba e ocupa seus habitats, os caça por suas presas de marfim, vende seus filhos, os escraviza, e da qual na maioria das vezes, só conseguem se ver lives com a morte.

Zimbábue, Botsuana e Namíbia pedem o fim da proibição da venda de marfim cru

Elefantes no parque nacional de Hwange no Zimbábue | Foto: Philimon Bulawayo/Reuters

Elefantes no parque nacional de Hwange no Zimbábue | Foto: Philimon Bulawayo/Reuters

Os países Zimbábue, Botsuana e Namíbia fazem um novo apelo a um órgão de fiscalização global para suspender as medidas restritivas ao comércio de marfim cru.

A convenção da Cites, proíbe o comércio não regulamentado envolvendo espécies ameaçadas de extinção em todo o mundo.

Os três países da África do Sul, que abrigam 61% dos elefantes do continente, farão sua solicitação para a mudança na próxima conferência da Cites, em Colombo, no Sri Lanka. O último apelo para a suspensão das medidas, na conferência Cites de 2016 na África do Sul, foi rejeitado.

De acordo com o Ministério da Informação do Zimbábue, são quase 13 anos desde a última venda comercial de marfim do país. “Nosso estoque de marfim vale mais de 300 milhões de dólares, o que não podemos vender porque países que não possuem elefantes estão dizendo àqueles que os tem, o que fazer com seus animais”, disse Nick Mangwana, secretário permanente do ministério.

Há um clamor crescente sobre a proibição, e os movimentos para suspendê-la alegam que vão conseguir fundos para a conservação das espécies.

Crianças locais perseguem um trator carregando um elefante morto para sua aldeia | Foto: Gemma Catlin/Rex Features

Crianças locais perseguem um trator carregando um elefante morto para sua aldeia | Foto: Gemma Catlin/Rex Features

O Zimbábue também fará um apelo separado na conferência para a permissão de vender alguns de seus elefantes, à medida que o conflito entre pessoas e a vida selvagem aumenta.

O país tem uma população de elefantes em expansão, que está cada vez mais em contato com as pessoas. Cerca de 200 pessoas morreram de ataques de elefantes nos últimos cinco anos.

Estima-se que 40% dos casos envolveram elefantes invadindo comunidades humanos em busca de água. Só neste ano, quatro pessoas foram pisoteadas, de acordo com o departatamento de Gestão de Parques e Vida Selvagem do Zimbábue (Zimparks).

O Zimbábue tem 85 mil elefantes, mas os parques nacionais e áreas de conservação do país só conseguem lidar com 55 mil.

Aldeias em áreas de baixa altitude perto de grandes parques de caça como Hwange e Gonarezhou reclamaram de incursões feitas por animais selvagens.

A Zimparks informou que fazendeiros que vivem perto de áreas de preservação perderam mais de 7 mil hectares de cultivos para elefantes que se desviaram.

Encurralados ao terem seus habitats naturais invadidos por ocupações humanas os animais são cada vez mais espremidos em terrenos menores o que causa o conflito humanos X elefantes.

Uma crescente população humana, por sua vez, levou as pessoas a invadirem parques de caça, florestas e outros ecossistemas em busca de terras.

Mokgweetsi Masisi, presidente de Botswana, entrega bancos feitos de pés de elefante aos seus partidários do Zimbábue, Zâmbia e Namíbia | Foto: The Guardian

Mokgweetsi Masisi, presidente de Botswana, entrega bancos feitos de pés de elefante aos seus partidários do Zimbábue, Zâmbia e Namíbia | Foto: The Guardian

O governo do Zimbábue está desenvolvendo uma política para limitar o conflito entre seres humanos e animais selvagens à medida que ele se move para aliviar o atrito sobre os recursos. As autoridades também querem ver as regras da Cites mais frouxas para que possam vender mais animais. Entre 2012 e 2018, o Zimbábue vendeu 98 elefantes, principalmente para a China.

Farawo disse que a seca induzida pelo El Niño estava ameaçando a vida selvagem, à medida que os veios de água se esgotavam. “Estamos enfrentando a seca. Como vamos cuidar desses elefantes? É por isso que estamos dizendo que os elefantes cuidem de si mesmos pedindo a suspensão da proibição do comércio”, disse ele.

Botswana também está considerando suspender a proibição de caçar elefantes para usar sua carne como fonte de alimentação. Enquanto o movimento foi recebido com críticas generalizadas de especialistas em conservação, o presidente do país, Mokgweetsi Masisi, diz que a caça impulsionaria o turismo ao mesmo tempo em que gerenciaria a população nacional de elefantes.

O elefante africano, o leão e o hipopótamo aparecem na “lista vermelha” da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN) de animais em risco de extinção, e precisam de maior proteção para que continuem a andar sobre o planeta.

Elefanta pisoteia homem que apedrejava seu filhote recém-nascido

Foto: Epoch Times

Foto: Epoch Times

Sabia é a natureza, que deu aos animais formas de se defenderem das mais variadas, desde a coloração da pele, alcance das asas, instintos aguçados, garras afiadas, velocidade, mandíbulas poderosas, inteligência ímpar e tamanho avassalador.

No caso dessa mãe elefanta, a última característica foi fundamental ao agir em defesa de seu bebê contra a ameaça humana em forma de residentes de um vilarejo que tentavam atingir seu filho indefeso com pedras para afugentá-los.

Espremidos em ambientes menores e tendo seus habitats destruídos pela população humana ou para utilização em pecuária, os elefantes vão se dizimando pouco a pouco enquanto os conflitos com os humanos geralmente não terminam sem danos para a espécie como este último.

Pacíficos por natureza, esses animais só atacam se ameaçados, ou aos seus. Muito unidos, inteligentes e com enorme senso de família, os elefantes se unem quando uma ameaça coloca sua família ou seu bando em perigo. É a natureza desses animais prodigiosos e belos.

Foto: Daily Mail

Foto: Daily Mail

A elefanta mostrada no vídeo nada mais fazia do que tentar proteger seu frágil recém-nascido ao pisotear um homem até a morte depois de ser atingida por pedras jogadas de forma vil e covarde, por ele e seus comparsas.

Imagens fortes e pungentes mostraram a mãe lutando para fazer o bebê elefante ficar de pé e se afastar das pessoas, mas o bebê não consegue se manter firme. O vídeo foi gravado por moradores locais em Ajnashuli, Bengala Ocidental, na Índia, informa a VN Express.

Ela é vista levantando poeira com os pés, e passando pata dianteira no chão como um sinal de aviso para que ninguém se aproximasse, a elefanta adota uma postura protetiva ficando bem em frente a seu bebê, que ela tenta afastar e proteger dos espectadores.

A mãe também usa seus pés para marcar a área protegida – um aviso claro para ficar longe, demarcando limites.

A elefanta estava tentando levar seu filho para a floresta próxima depois de dar à luz perto de um lago seco próximo ao vilarejo palco do ocorrido.

Mas o animal ficou estressado com o ajuntamento da população e atacou a multidão quando os aldeões atiraram pedras com o intuito de espantá-la, segundo os relatos locais.

Ela matou Shailen Mahato, de 27 anos, durante sua atitude defensiva

Logo após o ataque, 10 outros elefantes apareceram na área, causando pânico entre os moradores aterrorizados. Os elefantes vieram em socorro da mãe que desesperada e sem poder mover seu filho de volta à floresta gritava acuada.

Imagens mostraram os locais sendo perseguidos em uma floresta por elefantes furiosos.

A elefanta ainda está vagando pela área, pois seu bebê ainda não está forte o suficiente para se mover para a floresta.

Guardas florestais cercaram a região e proibiram a entrada do público.

Autoridades do departamento florestal disseram que estão monitorando de perto a elefanta e não poderão devolvê-la ao seu habitat natural até que ela se acalme.

As mães elefantes são consideradas uma das melhores mães do reino animal. Elas têm o mais longo período de gestação entre os mamíferos – 22 meses e são muito protetoras em relação aos seus filhotes.

Foto: Mirror.uk

Foto: Mirror.uk

“Os elefantes são intensamente sociais e protetores, e as mães e tias se esforçam para proteger e nutrir seus filhotes”, disse Jan Vertefeuille, diretor sênior de Defesa e Conservação da Vida Selvagem do World Wildlife Fund, de acordo com a Geek.com.

Os elefantes dão à luz apenas uma vez em cada três ou quatro anos, e como eles geralmente dão à luz a um bebê apenas, é um grande investimento pré-natal em um elefantinho. Eles são ótimas mães porque os bebês vivem com suas mães por toda a vida, enquanto os machos deixam o rebanho na adolescência.

“As fêmeas jovens desempenham um papel importante como ‘tias’ para ajudar a criar os membros mais jovens do rebanho, desta forma elas adquirem bastante prática para quando tiveram seus próprios filhos”, disse Vertefeuille.

Os elefantes são os maiores vegetarianos do mundo e O’Connell-Rodwell disse que eles não atacam nenhum outro animal por comida, embora a comida seja o contexto da maioria de seus conflitos com o homem.