Bebê elefante morre durante campanha pela sua liberdade

Por David Arioch

A iniciativa pela libertação de Jumbo partiu do projeto britânico de defesa dos direitos animais Moving Animals (Foto: DLD)

Um bebê elefante que era usado em apresentações para turistas no Zoológico de Phuket, na Tailândia, faleceu há menos de um mês durante campanha pela sua liberdade.

A iniciativa pela libertação de Jumbo partiu do projeto britânico de defesa dos direitos animais Moving Animals, que constatou que, além da exploração diária do jovem elefante como entretenimento, ele apresentava sinais de desnutrição e exaustão.

No mês passado, já visivelmente fraco, Jumbo foi encaminhado a um hospital veterinário na capital Krabi, onde faleceu três dias depois. “Esse é um fim terrível e trágico para uma vida dolorosamente curta como a de Jumbo”, declarou Amy Jones, do Moving Animals.

E acrescentou: “O zoológico não fez nada até receber críticas internacionais. Sob seus cuidados, esse filhote de elefante quebrou as duas patas traseiras e o zoológico só fez algo a respeito três dias depois. Não consigo imaginar o sofrimento dele nesse período.”

O diretor do zoológico, Pichai Sakunsorn, disse ao The Phuket News que ninguém quer perder algo que ame. “Fizemos o melhor que pudemos para protegê-lo”, alegou. Apesar da morte de Jumbo, as autoridades tailandesas declararam que o zoológico não violou nenhuma lei e que a direção pode adquirir outro animal para substituí-lo.

Segundo Amy, a história de Jumbo deveria servir como lição para que ninguém explore animais como meio de entretenimento ou exposição visando lucro.

Moving Animals disponibiliza e vídeos para ativistas e grupos

Amy Jones e Paul Healey criaram em 2018 o projeto Moving Animals, que fornece gratuitamente fotos e vídeos de conscientização sobre a exploração animal que podem ser utilizadas por ativistas de qualquer parte do mundo.

“Desde então temos testemunhado, documentado e arquivado práticas com animais nas indústrias ao redor do mundo”, informam.

Antes de iniciarem o projeto, eles trabalharam para a organização Pessoas Pelo Tratamento Ético dos Animais (PETA) no Reino Unido, realizando registros da realidade dos animais utilizados como bens de consumo e entretenimento.

“Nosso trabalho pretende destacar que a exploração animal mundial é um círculo obscuro de abusos, atrelado à oferta e demanda, ao dinheiro e a práticas não expostas”, justificam.

O Moving Animals também produz imagens para campanhas de organizações e grupos que necessitam de algum tipo de material específico.

“Fornecemos imagens gratuitas para ativistas e organizações, e também criamos o nosso próprio conteúdo. Ampliando a conscientização sobre o sofrimento dos animais, queremos incentivar as pessoas a se afastarem dessas práticas”, enfatizam.

No site do projeto é possível encontrar imagens já disponibilizadas em pelo menos 12 categorias, o que inclui entretenimento, indústrias de laticínios, ovos e carne, indústria da pesca, exploração de animais como meio de transporte e animais abandonados, entre outras.

População dizimada: o triste fim dos elefantes do Laos

Foto: Frank Zeller / AFP Photo

Foto: Frank Zeller / AFP Photo

O elefante é um símbolo cultural no Laos. Isso se deve provavelmente ao fato de que em certa época, o país era conhecido por ter um grande número desses poderosos mamíferos vivendo em suas terras livres, tanto que antes de ser conhecido como Laos, as pessoas costumavam chamar partes do país Lan Xang (Terra de Um Milhão de Elefantes).

Hoje, tanto o governo quanto grupos de conservação acreditam que a enorme população de elefantes asiáticos que o país uma vez possuiu, agora diminuiu para cerca de 800 animais, onde 400 são elefantes selvagens e 400 estão em cativeiro; e até mesmo essas populações cada vez menores estão ameaçadas.

“Ambas as populações não são sustentáveis e na verdade estão em declínio. E os problemas que cada população enfrenta são completamente diferentes ”, disse Anabel López Pérez, bióloga da vida selvagem do Centro de Conservação dos Elefantes.

Os elefantes em cativeiro estão em risco, pois são alimentados com dietas pouco saudáveis, forçados a trabalhar em condições precárias nos campos de turismo de elefantes, ou se machucam e não recebem cuidados adequados.

Para completar, López disse que os tutores de elefantes não permitem que os animais se reproduzam em cativeiro, já que uma gravidez afetaria a capacidade de um elefante do sexo feminino de trabalhar por até quatro anos.

Enquanto isso, os elefantes machos são agressivos e tendem a ser mais imprevisíveis do que as fêmeas, devido às suas alterações hormonais. Assim, os detentores de elefantes não preferem usá-los para o trabalho.

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

A situação dos elefantes na natureza também não é muito melhor. Segundo López, a raiz dos perigos que os elefantes selvagens enfrentam no Laos advém do desmatamento, que é exacerbado pela demanda de madeira proveniente de países vizinhos como China e Vietnã. Especialistas dizem que o Laos, hoje, tem apenas cerca de 40% de cobertura florestal, em comparação com os 70% registrados na década de 1950.

O desmatamento no Laos levou à fragmentação de habitats e, como os elefantes não conseguem seguir seus padrões normais de migração, isso resulta em conflitos entre humanos e elefantes.

“Assim, os elefantes saem da floresta e encontram infraestruturas humanas e culturas locais. Eles comem tudo ao redor e às vezes quebram as instalações e comem as colheitas, e os moradores locais não estão muito satisfeitos com a situação”, disse López.

A caça ameaça populações domesticadas e selvagens. López revelou que a demanda por partes do corpo de elefantes continua a aumentar em países como a China e Mianmar, onde a pele de elefante e o marfim são usados na medicina tradicional.

Nem tão verde assim

No início do ano passado, o progresso das metas da Agenda 2030 do Desenvolvimento Sustentável para o Sudeste Asiático revelou resultados decepcionantes para o tema do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável que mede florestas e proteção florestal, restauração e uso sustentável.

No entanto, apesar da tendência regional, o Vietnã experimentou um ressurgimento da cobertura florestal nas últimas décadas, atingindo 48% a partir de 2017. O Vietnã atingiu sua cobertura mais baixa em 1990, 27% devido à conversão de terras florestais em fazendas e resquícios de reações a bombas e desfolhantes durante a Guerra do Vietnã. A melhoria foi atribuída ao movimento do governo em restringir a extração e processamento de madeira para exportação, atividades de reflorestamento e regeneração natural.

Alguns, no entanto, estão chamando o desempenho melhorado do Vietnã de enganoso, alcançado em detrimento de seus vizinhos, especificamente do Laos e do Camboja. Supostamente, o Vietnã deixou suas florestas intocadas enquanto exigia madeira de seus países vizinhos.

Se isso for verdade, também explicaria o desmatamento no Laos que, como mencionado anteriormente, é a maior ameaça para os elefantes que vivem em estado selvagem.

Seria injusto dizer que o governo do Laos não tentou enfrentar a questão da diminuição das populações de elefantes. Uma das iniciativas de sucesso do governo tem sido impor restrições rigorosas ao uso de elefantes para transportar madeira para a indústria madeireira.

Além disso, o governo do Laos também manteve uma relação saudável com o Centro de Conservação dos Elefantes, que está tentando reabilitar a população de elefantes do país. Fundado em 2010, o centro é o único parque de conservação do país.

No entanto, mais deve ser feito se o Lao quiser reviver suas, outrora fortes, populações de elefantes. Considerando o pequeno número deixado, o tempo é certamente da essência do sucesso.

Tailândia vai permitir o comércio de elefantes para países estrangeiros

Foto: WWF-Malaysia

Foto: WWF-Malaysia

O governo tailandês acaba de anunciar que permitirá o comércio de elefantes para outros países, segundo Lek Chailert, fundador da Save Elephant Foundation.

De acordo com Chailert, a decisão também incluirá o envio de partes de corpos de elefantes, como marfim, com permissão concedida a partir de 23 de junho deste ano.

Ela descreveu o movimento como uma “tragédia muito grave”, dizendo que essa medida coloca em risco o “bem-estar dos elefantes selvagens e cativos”.

Regulamento estrito

De acordo com reportagens locais, o Departamento Nacional de Parques Naturais, Vida Selvagem e Conservação de Plantas da Tailândia (DNP) acredita que a nova regulamentação será rigorosa o suficiente para evitar o abuso potencial de traficantes de animais selvagens.

“Elefantes e produtos relacionados a elefantes só podem ser exportados para pesquisa, fins diplomáticos ou para intercâmbio entre institutos acadêmicos e museus”, disse Adul Chotinisakorn, diretor-geral do Departamento de Comércio Exterior.

“Elaboramos cuidadosamente este regulamento em estreita consulta com agências relacionadas e podemos assegurar que os elefantes tailandeses exportados serão bem cuidados por especialistas em um bom ambiente quando estiverem no exterior.

“Estamos conscientes de que o envio de elefantes tailandeses ou produtos de elefantes para outros países é uma questão muito sensível, por isso vamos garantir que as decisões nesta matéria serão cuidadosamente consideradas, sendo o interesse nacional a principal prioridade”.

Tomada de atitude

Mas Chailert está pedindo às pessoas que tomem medidas e se movimentem contra a decisão, que ela diz que coloca os animais em risco. “Eu estou pedindo a todos aqueles ao redor do mundo que amam os elefantes, que por favor, fiquem ao meu lado, e escrevam para o consulado tailandês em seu país, e para o link abaixo, pedindo ao governo para rever esta decisão, segundo o aconselhamento daqueles que trabalham para a conservação das espécies”, disse ela na mídia social.

“Esta visão míope não é defensável. Peço a todos que ajudem-me a lutar pelos direitos do elefante tailandês. Devemos parar o tráfico. Na Tailândia há cerca de 4 mil elefantes trabalhando em cativeiro, e apenas pouco mais de mil permanecem na natureza. Em 1986, o elefante asiático tornou-se uma espécie em extinção A passagem do tempo não lhes fez nenhum favor”.

“O risco de extinção é crítico. Qualquer decisão tomada em relação ao seu futuro deve ser considerada com total escrutínio público e científico. Devemos estar vigilantes em seu nome, até que permaneçam salvaguardados ou até que não haja mais nenhum”.

Bebê elefante não se separa nem um minuto da mulher que salvou sua vida

Foto: Wild Is Life

Foto: Wild Is Life

Moyo foi salvo de se afogar com apenas alguns dias de vida, depois de ter sido levado pelas águas ao tentar atravessar um rio inundado com sua manada.

O bebê elefante foi então abandonado pelos elefantes mais velhos, mas, felizmente, os guardas florestais o encontraram exatamente quando um bando de hienas haviam cercado o filhote.

Ele foi levado para o santuário de animais Wild Is Life no Zimbábue (Africa), onde se tornou muito ligado a fundadora da entidade: Roxy.

Foto: Wild Is Life

Foto: Wild Is Life

Tão ligado que ele não a deixa ficar fora de sua vista, aonde ela vai o pequeno elefante segue sua benfeitora por todos os lados.

“Ela é um daqueles animais com os quais eu formei um extraordinário vínculo de amizade, confiança e amor. Deixar ele partir será difícil”, disse Roxy à equipe do documentário da Nature, “Nature’s Miracle Orphans”.

Foto: Wild Is Life

Foto: Wild Is Life

O Santuário “Wild Is Life” afirma que que o orfanato de elefantes está prestes a proporcionar aos órfãos uma segunda chance na vida. Segundo eles, esses órfãos, que foram severamente traumatizados, merecem a oportunidade de crescer e prosperar no mundo natural.

Trata-se também de compartilhar a experiência desses indivíduos com a espécie humana. De pedir aos seres humanos que olhem além de suas próprias espécies, para traçar um paralelo entre eles e algo que é selvagem.

Foto: Wild Is Life

Foto: Wild Is Life

Bebê elefante encontra nova família após perder a mãe de forma trágica

Foto: One Green Planet

Foto: One Green Planet

Quando o telefone destinado a atender e socorrer elefantes órfãos toca, a equipe do Projeto Orfanato de Elefantes na Zâmbia (África) prepara-se para receber notícias de algum elefante que perdeu a mãe, assustado e muitas vezes machucado.

Em 8 de agosto de 2017, o Centro de Elefantes Órfãos recebeu um chamado sobre um filhote do sexo feminino, frágil e desamparado, com apenas 16 meses de idade.

Ela havia sido cruelmente separada de sua família e privada de se alimentar do leite materno rico em nutrientes, alimento básico dos elefantes bebês, o que significava que ela estava fraca e vulnerável e precisava de ajuda urgente.

Em função dos incidentes causados pela caça terem sido relatados na mesma área durante o período em que o elefante surgiu, os funcionários do projeto deduziram que o filhote tenha perdido sua família e se visto sozinha e confusa por causa da ganância humana.

A equipe resgatou-a e transportou-a para o berçário de elefantes Lilayi em Lusaka – uma das instalações do Projeto Orfanato de Elefantes. Ela foi nomeada de Mkaliva. A vida de Mkaliva estava agora em mãos carinhosas e capazes.

Foto: One Green Planet

Foto: One Green Planet

A órfã foi cercada de cuidados por humanos que lutavam para que ela vivesse. Mkaliva recebeu atendimento 24 horas por dia, enquanto seus níveis de energia caíam constantemente, mostrando como seu corpo estava lutando para lidar com o trauma físico e emocional que ela estava experimentando.

Dias se passaram enquanto a equipe se dedicava em recuperar a saúde da órfã. Aos pouco ela começou a se sentir mais confortável em seu novo ambiente e na presença de seus irmãos substitutos nas acomodações próximas a ela, tão perto que suas trombas podiam alcançar suas acomodações e tocá-la. Esses momentos ternos foram os primeiros compartilhados com sua nova família.

Assim que ganhou mais confiança, Mkaliva juntou-se à nova família nas caminhadas diárias, onde pode interagir com eles, passando a conhecê-los um pouco melhor. Os elefantes a receberam com carinho, encorajando-a a quebrar as barreiras e aproveitar a vida mais uma vez.

Foto: One Green Planet

Foto: One Green Planet

O mini rebanho ficou bem perto um do outro durante sua primeira caminhada juntos o que deu a eles uma sensação extra de segurança, enquanto os cuidadores mantinham um olhar atento sobre os filhotes.

A última vez que a órfã andou ao lado de elefantes ela estava com sua manada original; rodeada por aqueles que conhecia desde que nasceu e provavelmente como os demais elefantes, ela teria percorrido livremente seu ambiente selvagem protegida pela mãe e demais parentes, inconsciente do destino que a aguardava.

Infelizmente a elefantinha não pode seguir com sua família e teve sua vida transformada para sempre.

Foto: One Green Planet

Foto: One Green Planet

Ela provavelmente nunca mais verá sua família de sangue, mas os laços que está formando com seus novos amigos órfãos fazem parte dos passos que Mkaliva dá rumo à sua recuperação.

A cada dia que passa, esses laços tendem a se fortalecer e ela poderá continuar com sua vida cercada por aqueles que também perderam suas famílias. Juntos, eles vão se curar e terão uma segunda chance na vida.

Ver esse jovem grupo se comportar como uma família é comovente, e embora eles nunca possam realmente substituir as famílias naturais um do outro, eles estão fazendo um trabalho muito bom ao tentar.

Elefante que passava fome se revolta e mata tratador

Foto: Fineart America

Imagem ilustrativa | Foto: Fineart America

Afastados de seu habitat natural e de sua família, explorados na indústria do turismo, carregando turistas e fazendo truques antinaturais, obrigados a carregar adereços nas celebrações religiosas do país e cargas pesadas no transporte cotidiano, os elefantes suportam todos os tipos de agressões e violências submetidos à surras, correntes e espancamentos com ganchos e paus.

Mas ao ser privado da alimentação, o mínimo necessário para sua sobrevivência, este elefante que vive em Kerala, na Índia, se revolta e perde o controle. Para assistir ao vídeo clique aqui (cenas fortes).

O elefante conhecido como Rajasekharan, havia participado recentemente de uma procissão para um festival anual que acontece no templo de Chirayil Devi, no sudoeste da Índia, antes dos ataques.

Segundo a polícia o incidente aconteceu por volta das 4 da tarde de sexta-feira. O proprietário de Rajasekharan, Shaji, chegou ao local e começou a alimentá-lo. Foi quando Baiju o tratador responsável chegou perto do elefante. Assim que ele estava ao seu alcance, o animal usou suas presas e o pegou pela tromba, sacudiu-o violentamente e o jogando-o no chão segundo informações do The Indian Times.

Imagem ilustrativa | Foto: Wild Animal Awareness

Imagem ilustrativa | Foto: Wild Animal Awareness

Segundo relatos o elefante estava faminto e matou o manipulador jogando-o como uma boneca de pano poucas horas depois de outro ataque que deixou o chefe da vítima no hospital, nesse último testemunhas alegam que o elefante estava ao lado do templo que receberia a procissão e se assustou com o barulho de uma motocicleta.

Sensíveis e selvagens, elefantes não estão acostumados aos ruídos urbanos e muito menos a carregar adereços em procissões religiosas cercados de multidões barulhentas.

Membros da equipe responsável pelos animais disseram à ONG Sociedade para a Prevenção da Crueldade contra os Animais (SPCA) que o mahout bebia muito, dormia e esquecia de alimentar o elefante frequentemente.

Imagem ilustrativa | Foto: twoeggz

Imagem ilustrativa | Foto: twoeggz

Reportagens da mídia local afirmam que o animal de 40 anos já havia mostrado sinais de agressividade durante o dia.

Inicialmente, o chefe dos funcionários de 50 anos, Satheeshan, foi hospitalizado antes que seu empregado de 45 anos, Bajiu, fosse morto.

Imagens da cena mostram o elefante faminto e explorado jogando o tratador no ar como uma boneca de pano com seu tronco e presas.

Imagem ilustrativa | Foto: World Animal Protection

Imagem ilustrativa | Foto: World Animal Protection

Não está claro o que vai acontecer com o elefante após a morte do manipulador.

Faminto e maltratado

Especialistas da ONG SPCA chegaram ao local do ocorrido para tranquilizar o animal após o ataque.

O porta-voz da SPCA, Dr. B. Aravind, disse à imprensa local: “Nós suspeitamos que os ataques foram uma manifestação de sua raiva de ser submetido à fome.”

Elefante luta contra suas correntes antes de desmaiar e morrer em parque nacional indiano

Foto: NewsLions

Foto: NewsLions

Explorados até as últimas consequências os elefantes são utilizados na indústria do turismo e também no dia a dia dos indianos, para transportar cargas e em celebrações religiosas.

Livres e altamente sociais por natureza, esses animais inteligentes e belos são submetidos a vontade humana sem o mínimo respeito por sua individualidade, mortos por caçadores por seu marfim ou por troféus, outras vezes obrigados a carregar turistas em suas costas ou serem vestidos de adereços e fantasias e terem seus corpos pintados para enfeitar eventos.

Desrespeitados, agredidos e cruelmente acorrentados esses animais tem mortes tristes e solitárias, a maioria das vezes antes da previsão natural de vida de um elefante em estado selvagem, presos eles morrem afastados dos seus iguais e de seu habitat

Esse é o caso de Drona, um elefante indiano de 37 anos que teve sua morte documentada em um vídeo triste e chocante.

Após a morte do elefante os mahouts (tratadores e manipuladores de elefantes) na Índia acusaram as autoridades de negligência quando as imagens de vídeo surgiram e se propagaram pelas mídias sociais, mostrando o animal explorado para trabalho desmaiando e em seguida morrendo.

Esses manipuladores (fruto da cultura local de exploração aos animais), disseram à mídia local que já haviam notado que o elefante, identificado em relatórios pelo nome de Drona, não estava bem, mas seus pedidos por um veterinário ficaram sem resposta.

O vídeo comovente foi filmado na última sexta feira, 26 de abril, no Nagarahole National Park, no estado de Karanatka (Índia), no sudoeste do país.

Foto: NewsLions

Foto: NewsLions

Homens são vistos jogando baldes de água no imenso elefante, numa tentativa desesperada de ajudá-lo, que se agita em suas correntes, trêmulo e já quase sem equilíbrio ou forças para se manter de pé.

Sua perna esta presa por uma corrente que ele tenta em vão se librar com a tromba.

O elefante então desmorona sob seu peso de quatro toneladas e cai sob seu lado esquerdo.

Oficiais do campo de elefantes disseram que Drona morreu quando foi beber água em um tanque, e de repente desmoronou.

Ele teria mostrado sintomas de alguma doença desde a manhã de sexta-feira.

O primeiro mahout a ver Drona morto disse que suspeitava que um ataque cardíaco fosse a causa, porém não há dados oficiais ou médicos divulgados.

Foto: NewsLions

Foto: NewsLions

Esta prevista a realização de uma autópsia por veterinários para determinar a causa da morte do elefante.

Drona ganhou fama em 2017 e 2018 quando carregou o howdah dourado, ou platfrom, em procissões para marcar o festival religioso hindu de Dasara na cidade de Mysuru.

A cavalgada anual de 15 elefantes coloridos trazidos da floresta de Nagarahole é o destaque da procissão religiosa de cinco quilômetros.

Onde os animais são obrigados a carregar humanos e adereços religiosos por todo o percurso

A morte é uma cena triste de ser presenciada em qualquer espécie, o momento em que a vida deixa um corpo é marcante e cruel, porém real.

Drona encerra sua jornada de exploração e crueldade e finalmente esta livre de seus captores.

Infelizmente da pior maneira possível.

Mortes de elefante na Índia

Acidentes de trem, caça ou envenenamento são algumas das causas, mas a eletrocussão, sozinha, causou mais de 60% das mortes, segundo dados obtidos sob a Lei de Direito à Informação (RTI).

A ANDA já noticiou sobre os perigos das cercas elétricas e cabos de força para os elefantes. Usadas como bloqueio, as cercas impedem a entrada de animais e humanos indesejados em propriedades e protege o gado e a vida selvagem que ali habitam, as também tem um efeito colateral letal: ela mata elefantes e dezenas de outras espécies.

Desde 2009 até 31 de dezembro de 2018, 565 elefantes morreram devido à eletrocussão, de acordo com os dados da Divisão de Projetos do Ministério do Meio Ambiente e Florestas.

Outros 151 elefantes morreram em acidentes com trens, enquanto 150 foram caçados e mortos, afirmou o ministério. O envenenamento foi a causa da morte de 62 elefantes.

“O gasto orçamentário total para o ano fiscal de 2018/2019, sob o censo ‘Projeto Elefante’, para proteger os elefantes, seu habitat e corredores e para abordar questões de conflitos e bem-estar dos elefantes cativos é de 30 crore”, disse Ranjan Tomar, advogado de Noida (New Okhla, uma cidade satélite de Delhi). As informações são do New Indian Express.

No entanto, o número de mortes de elefantes devido à caça (150) difere do divulgado pelo Departamento de Controle de Crimes contra a Vida Selvagem (WCCB).

O WCCB declarou em janeiro que 429 elefantes foram caçados e mortos desde 2008 no país.

Tomar, também ativista da vida selvagem e dos direitos humanos, disse que a diferença provavelmente se deve ao fato de que os números do Projeto Elefante são limitados a reservas, enquanto os dados do WCCB são para todo o país.

Príncipe Harry é acusado de editar foto tirada de elefante

Foto Original publicada em 2016 | Foto: Royal.uk

Foto Original publicada em 2016 | Foto: Royal.uk

O príncipe Harry foi acusado de cortar uma foto que ele tirou ao lado de um elefante, registrada em uma visita ao Malawi, na África, para esconder a corda que prendia o animal amarrada em torno de sua perna, ao postar a imagem no Instagram.

A imagem foi compartilhada na conta da rede social, @sussexroyal, que pertence ao Duque e à Duquesa de Sussex, para celebrar o Dia da Terra.

A imagem mostra um homem tocando a presa de um elefante, o animal esta visível, exceto por suas patas traseiras.

A fotografia original, que apareceu anteriormente em um press release de 2016 do Palácio de Kensington sobre a viagem de Harry ao Malawi, mostra uma imagem mais ampla com a pata traseira do elefante amarrada por cordas.

Foto editada postada no Instagram | @sussexroyal/Instagram

Foto editada postada no Instagram | @sussexroyal/Instagram

No Instagram, a legenda refere-se ao projeto em que Harry estava trabalhando, que pretendia transferir centenas de elefantes para parques de conservação, mas não o fato de que os animais estavam sob o efeito de tranquilizantes e amarrados, como afirma o comunicado de imprensa.

A legenda dizia: “Quando uma área cercada ultrapassa sua capacidade de elefantes por perímetro, eles começam a invadir terras agrícolas causando estragos nas comunidades. Aqui, a @AfricanParksNetwork transferiu 500 Elefantes para outro parque no Malauí para reduzir a pressão sobre o conflito da vida selvagem com humanos e criar um turismo mais dispersado”.

O Duque de Sussex tem sido criticado por esconder toda a verdade sobre a imagem na plataforma de mídia social, já que ele escolheu cortar a corda do seu post no Dia da Terra.

O fotógrafo da vida selvagem, Christiaan Kotze, disse ao Mail Online: “Ele [Harry] está na linha de frente e tem acesso a imagens que pouquíssimas pessoas, incluindo fotógrafos profissionais, sonham em ter”.

“Se estas são realmente suas melhores imagens, então ele não usou a rara oportunidade a que teve acesso em toda a sua extensão.”

Uma fonte real disse que a imagem “não foi cortada deliberadamente, existe desde 2016 e é amplamente compartilhada”.

Filhote de elefante é forçado a se apresentar e dançar para turistas em zoo

Foto: Moving Animals

Foto: Moving Animals

A decadente e cruel indústria do turismo e entretenimento humano faz mais uma vítima, dessa vez o alvo não passa de um bebê elefante, que antes de aprender a ser um animal selvagem na selva com seus iguais é forçado a aprender truques sem sentido sob a ameaça de ser espancado.

E a filhote não é a única vítima da exploração do parque, os demais elefantes cativos que vivem no zoológico na Tailândia são obrigados a fazer poses antinaturais com suas patas dianteiras, pedalar uma bicicleta feita com pneus de carro e pintar quadros, tudo isso em um palco para entretenimento de uma plateia de turistas.

Foto: Moving Animals

Foto: Moving Animals

Um vídeo pungente mostra como uma bebê elefante, apelidada de Dumbo, é forçada a fazer truques para os visitantes em um show no zoológico de Phuket na Tailândia.

Ativistas afirmam que o jovem animal realiza apresentações por até três vezes ao dia “sob ameaça de um imenso gancho”, nos shows que chegam a ter 20 minutos de duração.

Milhares de pessoas assinaram uma petição online pedindo ao zoológico de Phuket que liberte Dumbo, e permita que ela vá viver em um santuário.

O grupo responsável pela campanha, Moving Animals, afirmou que o animal apresenta um “corpo esquelético” e sugere que ele pode estar sofrendo de desnutrição e exaustão.

Eles também relataram que o animal fica preso por correntes quando não está se apresentando.

Um porta-voz do grupo disse: “Nós assistimos os turistas rindo e tirando fotos e selfies da cena, enquanto o pobre bebê elefante estava com os olhos fechados, silenciosamente sugando o ar por sua o tromba”.

Foto: Moving Animals

Foto: Moving Animals

“A vida cruel que aguarda por Dumbo, o bebê elefante, será de torturas e abusos a serem suportados sem prazo de duração, e então nós começamos uma petição pedindo a sua libertação imediata e envio para um santuário”, disse o representante da ONG.

“Esperamos que em breve ela possa viver em um lugar onde possa ser livre, conviver com seus iguais e sentir paz e tranquilidade, sem qualquer ameaça de dor ou sofrimento ou ser forçada a se apresentar”.

Elefanta explorada em circo passa a sofrer de paralisia de tromba

Animais selvagens que são explorados e mantidos em cativeiro em circos sofrem de problemas de saúde como obesidade, artrite e fome (desnutrição). O pior de tudo é que eles desenvolvem zoocose – depressão e comportamento compulsivo, como movimentos ritmados sem objetivo e automutilação.

Na natureza, os elefantes vivem em grupos de até 100 outros animais e chegam a caminhar até 40 quilômetros por dia. Mas em cativeiro, eles são privados da socialização – atividade de extrema importância para a espécie – com outros elefantes e sua saúde mental e física é terrivelmente afetada.

Em fevereiro, Animal Defenders International publicou imagens comoventes de Betty, uma elefanta que vem sendo explorada pelo Garden Bros Circus, o video foi gravado durante a passagem do circo itinerante por Denver, Colorado (EUA).

O vídeo mostra Betty severamente abatida, de cabeça baixa, exibindo um comportamento estressado e sendo forçada a carregar pessoas em suas costas no circo. Sua tromba fica se arrastando no chão o tempo todo, o que é um sinal de paralisia do membro, freqüentemente causado por trauma.

Isso é ainda mais preocupante considerando que o homem ao lado de Betty, Larry Corden, está segurando um “bullhoook” – ferramenta de tortura criada especialmente para o “treinamento” de elefantes – e já foi acusado publicamente de crueldade contra animais há alguns anos. Em 2015, ele forçou um elefante assustado a sair de um palco de circo, inserindo um gancho em sua boca.

O bullhook é um cabo longo de metal com um gancho afiado na ponta. Esta ferramenta cruel é usada para quebrar o espírito e a vontade dos elefantes, para que eles fiquem com medo de serem feridos e obedeçam a tudo que for mandado por seus algozes, desde carregar humanos em suas costas até realizar truques artificiais.

Foto: Animal Defenders International

Foto: Animal Defenders International

Além do óbvio desconforto e da paralisia de tromba de Betty, acredita-se que ela também tenha outros problemas de saúde, que exijam cuidados médicos imediatos, incluindo dor e rigidez nas articulações.

Foi criada uma petição exigindo a imediata libertação de Betty para que ela possa receber tratamento médico adequado e se ver livre dessa vida cruel de circo onde a exploração e o sofrimento são sua rotina diária.