Japão recebe pressão internacional para fechar os mercados internos de marfim

Mercado japonês representa uma das maiores demandas de marfim do mundo | Foto: WAN

Mercado japonês representa uma das maiores demandas de marfim do mundo | Foto: WAN

A ONG World Wildlife Fund (WWF, na sigla em inglês) solicitou na quinta-feira última (9), que o governo do Japão conduzisse uma revisão do sistema legal que governa seu mercado doméstico de marfim.

Ryuji (Ron) Tsutsui, CEO da WWF Japão, fez o pedido ao apresentar as conclusões de um estudo sobre os sistemas legais nas principais jurisdições do país ao diretor-geral do departamento de conservação da natureza no ministério do meio ambiente.

“A análise jurídica detalha as falhas atuais na regulação do mercado de marfim do Japão e recomenda que fechar o mercado e definir isenções legais muito estreitas é a única abordagem para o governo do país cumprir integralmente suas obrigações de estrutura sob a CITES”, Scott Martin, O sócio-gerente da Global Rights Compliance e principal autor do relatório disse em um comunicado.

Com uma necessidade urgente de combater a crise da caça de elefantes e o comércio de marfim, a Convenção sobre o Comércio Internacional das Espécies de Fauna e Flora Selvagens Ameaçadas de Extinção (CITES) acordou na última Conferência das Nações Participantes em 2016 o apelo total e incondicional ao encerramento urgente de quaisquer mercados que estejam contribuindo para a caça ou comércio de marfim.

Após o recente fechamento do mercado interno de marfim da China, que até recentemente era o maior centro de demanda mundial de marfim, o Japão está sob crescente pressão para fazer sua parte. A 18ª Conferência das Nações da CITES será realizada ainda este ano.

O Japão continua sendo um dos maiores mercados de marfim do mundo e abriga uma indústria de fabricação de marfim ativa, apesar de ter diminuído nos últimos anos. O país também possui estoques significativos de presas inteiras e pedaços de marfim em propriedade privada e é o único país sob CITES que se beneficiou duas vezes da importação comercial de marfim puro (bruto) totalizando 90 toneladas através de duas “vendas únicas” realizadas em 1999 e 2008.

O governo japonês sustenta que seu mercado não contribui para a “caça” nem para o “comércio” de marfim. No entanto, as pesquisas da ONG TRAFFIC (focada no combate ao tráfico da vida selvagem) realizadas em 2017 e 2018 contestaram isso, revelando sua contribuição ao comércio cruel ao permitir a exportação do material para a China.

O governo japonês ampliou certos aspectos do controle interno, incluindo um anúncio recente sobre a severidade dos requisitos para o registro de presas inteiras de marfim para a comercialização a partir de julho de 2019.

No entanto, muitas das questões críticas permanecem sem solução. O sistema legal ainda carece de controle sobre vastos estoques privados e uma regulação efetiva e exequível sobre o comércio de marfim que não as presas inteiras (ou seja, peças cortadas e marfim trabalhado).

“É esperado que o Japão aumente suas ações rapidamente e em escala para garantir que esforços globais realizados até aqui não sejam prejudicados pela falta de reconhecimento do significado de seu papel e responsabilidade como pais”, disse Ryuji (Ron) Tsutsui, CEO da WWF Japan.

Tecnologia anti-caça que detecta humanos em vez de animais tem ajudado na proteção da vida selvagem

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

A tecnologia que reduziu de forma impressionante a caça de rinocerontes em uma reserva caça sul-africana poderá ser usada para ajudar outras espécies ameaçadas em todo o mundo, à medida que os conservacionistas e desenvolvedores do projeto buscam novas formas de deter os caçadores antes que eles consigam chegar até a vida selvagem.

A Dimension Data e a Cisco apresentaram pela primeira vez o resultado de seu esforço conjunto, a Conected Conversation, em 2015. A tecnologia usa uma mistura de sensores, circuito interno de câmeras, biometria e wi-fi para detectar caçadores em uma área remota no noroeste do país (África do Sul), onde há muito pouca comunicação eletrônica disponível.

O objetivo da iniciativa é rastrear pessoas em vez de animais, coletando dados sobre aqueles que entram no perímetro e enviando alertas aos guardas do parque quando uma atividade incomum é detectada.

Atualmente, os rinocerontes brancos estão quase no status de ameaçados, enquanto os rinocerontes-negros já são classificados como ameaçados de extinção, com apenas pouco mais de 5 mil membros da espécie vivos, segundo a World Wildlife Foundation (WWF).

A África do Sul abriga a maioria dos rinocerontes do mundo, que estão sob ameaça constante de caçadores. Os criminosos removem seus chifres e os vendem no mercado paralelo por preços mais altos que o ouro.

O chifre de rinoceronte é procurado por aqueles que acreditam que ele tem poderes medicinais para curar doenças como câncer e ressaca, embora seja o membro seja composto em grande parte por queratina, uma proteína também encontrada nos cabelos e unhas.

O projeto de proteção já foi lançado na Zâmbia, com outro equipamento já pronto para começar o monitoramento no Quênia, mas os conservacionistas por trás da tecnologia agora estão procurando novos locais para expandir mais ainda a tecnologia, com um número grande de interessados da Índia, Nova Zelândia e outros.

“Eu acredito que a tecnologia seja particularmente adequada para a África, onde o que estamos procurando é salvar rinocerontes, elefantes, leões e pangolins, e todas as demais espécies ameaçadas”, disse Bruce Watson, conservacionista e executivo do grupo da Aliança Cisco com a Dimensiona Data.

“Existem cerca de 7 mil espécies ameaçadas em todo o mundo, mas o que vamos fazer agora é pegar a solução e movê-la para a Índia”, afirma Watson.

“Recebemos dois pedidos de parques de proteção aos tigres na Índia, solicitações na para a Ásia, e até tivemos requisições de uma baía na Nova Zelândia para proteger raias, baleias e tubarões.

“Fomos contatados por um parque em Montana nos EUA, que será um imenso parque de pradarias, provavelmente uma das maiores reservas do mundo, para colocar nossa solução tecnológica contra a caça lá também”.

“E depois vamos levar nossa descoberta para a América do Sul, para proteger onças e leões da montanha”.

O projeto tem sido um enorme sucesso para na área de conservação e proteção até agora, não tendo perdido um rinoceronte para a caça desde janeiro de 2017. Em seus dois primeiros anos de operação, a tecnologia conseguiu reduzir a caça na reserva em 96%.

Nacionalmente, a África do Sul também registrou queda na caça, com 508 rinocerontes mortos nos primeiros oito meses de 2018, uma redução de 26% em relação ao mesmo período de 2017.

Além da expansão para proteger outras espécies, a Connected Conservation também está explorando novas soluções para aprimorar seu próprio trabalho, usando aprendizado de máquina (termo original: machine learning), inteligência artificial e sensores mais sofisticados.

“A solução proativa está criando um refúgio seguro para os animais andarem livremente e protegendo a terra contra pessoas mau intencionadas, que fazem parte da fraternidade da caça”, continuou Watson.

“O número de incursões diminuiu de forma acentuada – o número de tiros disparados, o número de cercas de arame cortada em pontos de entrada, todos foram reduzidos.”

No entanto, o conservacionista alertou que os caçadores estão continuamente tentando truques alternativos para entrar na reserva protegida com a nova tecnologia.

“Muitas vezes o que eles fazem é rastejar por uma estrada, por exemplo, usando os cotovelos e joelhos, então você não pode pegar os rastros de sapatos ou pés para interceptar esse estratagema”, disse ele.

“Às vezes eles colocam seus sapatos no sentido errado, então parece que eles estão saindo da reserva, em vez de entrar na reserva.

“Os caçadores também colocam uma garrafa plástica nos pés, para que o sistema pense que é apenas um pequeno antílope cruzando a estrada.”

Watson elogiou o Reino Unido e a família real por sua ajuda sobre o assunto, depois de participar da Conferência sobre o Comércio Ilegal da Vida Selvagem em Londres, no ano passado, com o ministro responsável pelo combate ao tráfico internacional de animais, Mark Field.

Elefantes são explorados nas celebrações do ano novo tailandês

Foto: AFP

Foto: AFP

Elefantes com corações e flores pintados em seus corpos jogam água incansavelmente nas pessoas que comemoram o ano novo da Tailândia que este aconteceu na quinta-feira última, em um evento anual que causa revolta em grupos de proteção animal que alertam para a crueldade praticada contra esses animais.

Na antiga capital da Tailândia, Ayutthaya, um local turístico famoso e muito visitado por suas antigas ruínas de templos, mais de uma dúzia de elefantes caminham pelas ruas carregando seus tratadores nas costas, espirrando e pulverizando água na população local e em estrangeiros, sob um sol escaldante.

Foto: Jewel Samad/AFP

Foto: Jewel Samad/AFP

A guerra de água provocada pelos paquidermes dá início a um fim de semana de festividades que comemoram a Songkran, uma tradicional celebração budista de ano novo que começa oficialmente em 13 de abril.

Foliões “podem vir prestar homenagens a Buda, oferecer esmolas aos monges de manhã e à tarde brincar na água com os elefantes”, disse Laithongren Meepan, proprietário do Acampamento de Elefantes de Ayutthaya.

“O fato deles usarem suas trombas para espirrar água é a forma natural como os elefantes brincam”, declarou o explorador.

Foto: Reuters

Foto: Reuters

Tradicionalmente marcado por prestar homenagem aos anciãos e por aspergir água nas figuras de Buda nos templos locais, o feriado de Songkran evoluiu em grande parte para uma brutal batalha de água.

Moradores e estrangeiros armados com armas de água e capacetes de proteção se envolvem em festas de rua encharcadas, levando grande parte do país a um impasse.

“Em outras províncias, eles fazem festas de espuma. Mas só em Ayutthaya, você pode celebrar o Songkran com os elefantes”, disse Laithongren à AFP.

Os tratadores dos elefantes, conhecidos como mahouts, treinam os mamíferos gigantes para fazer truques antinaturais como levantar a pata da frente em saudação aos visitantes ou girar seus corpos para a música como se estivessem dançando – para divertir foliões da festa.

Foto: Varat Phong

Foto: Varat Phong

Tais práticas são “cruéis e condenáveis”, segundo Tom Taylor da Wildlife Friends Foundation Thailand, que resgata e reabilita elefantes domesticados.

“Forçar os elefantes a realizar comportamentos não naturais é conseguidos através do medo usando métodos violentos e uma ferramenta afiada chamada `bullhook`”, disse Taylor à AFP.

A organização de que Taylor faz parte acolhe 24 elefantes resgatados que percorram livremente a paisagem, banham-se a hora querem e exploram a paisagem sem medo, enquanto os turistas podem aprender como esses enormes mamíferos devem ser tratados, ou seja, com respeito, dignidade, sem espancamentos, humanos montando em suas costas”, disse ele.

A Tailândia tem uma das maiores populações de elefantes em cativeiro do mundo, e – como animal nacional do país – eles são arbitrariamente explorados no turismo, onde os clientes estão ansiosos para alimentá-los, tocá-los ou andar em suas costas por um preço.

Quenianos saem as ruas contra o tráfico internacional de animais

AP Photo/Khalil Senosi

AP Photo/Khalil Senosi

Centenas de quenianos marcharam pelas ruas de Nairóbi, capital do Quênia na África para pedir a proibição dos mercados internacionais de animais selvagens especializados em espécies ameaçadas de extinção.

O secretário do gabinete de turismo do Quênia, e também líder da marcha, Najib Balala, disse que o protesto foi planejado em conjunto por várias coalizões da proteção à vida selvagem, durante meses.

Os organizadores informaram que mais de 500 pessoas marcharam pelos animais pedindo o fim da caça pelas ruas de Nairobi na manhã de sábado.

AP Photo/Khalil Senosi

AP Photo/Khalil Senosi

Algumas das coalizões incluídas na organização do evento foram Conselho de Administração do Serviço de Vida Selvagem do Quênia, o Serviço de Vida Silvestre do Quênia, o Conselho de Diretores da Wildlife Direct e os Líderes Mundiais do Conselho de Diretores.

“Pessoas de todo o Quênia vieram emprestar suas vozes pela conservação da herança da vida selvagem, que se tornou um desafio internacional”, disse Balala.

O enorme grupo caminhou por dez quilômetros, do Museu Nacional Quênia até o quartel-general do Serviço de Vida Selvagem em Lang’ata, gritando slogans e segurando cartazes pelo fim do comércio internacional de os animais.

AP Photo/Khalil Senosi

AP Photo/Khalil Senosi

“Este evento é voltado para impedir a caça de elefantes e rinocerontes e, posteriormente, o fim do comércio de marfim e chifre de rinoceronte, que é uma questão global”, disse ele.

Balala observou que entre 2012 e 2013, 400 elefantes foram mortos, enquanto em 2012 pelo menos 60 rinocerontes foram caçados.

De acordo com o presidente do SUSO, Peter Moll, os produtos da vida selvagem valem bilhões de dólares no mercado paralelo, um fator que levou à ganância humana a mirar o marfim de presas e chifres, fazendo rinocerontes e elefantes perderem batalha pela sobrevivência.

AP Photo/Khalil Senosi

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Moll disse ainda que os animais majestosos estão mais ameaçados hoje, em função do avanço da tecnologia, o que levou a métodos mais modernos de caça.

“Atualmente a caça utiliza meios sofisticados, como armas automáticas, helicópteros e equipamentos de visão noturna”, disse ele.

Outras ameaças à vida selvagem incluem; redes criminosas de ação internacional, degradação e aumento dos conflitos entre elefantes e humanos, perda de habitat dos animais e taxa de crescimento da população humana, causando um aumento do uso da terra para a agricultura e pastoreio, entre outros.

A marcha global é um evento internacional, com mais de cem países participantes.

AP Photo/Khalil Senosi

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O Quênia participa pela quinta vez com o slogan “No market to trade”.

Isso quer dizer simplesmente que enquanto a compra de produtos feitos de partes de vida selvagem seja proibida, a matança desses animais não vai terminar.

A marcha antecede uma reunião global sobre o comércio internacional de espécies ameaçadas no mês que vem, no Sri Lanka.

Balala disse que o evento deve ajudar na campanha pelas propostas que serão apresentadas pelo país na conferência da CITES.

O turismo da vida selvagem é um dos principais contribuintes para a economia do Quênia.

A CEO da WildlifeDirect, Paula Kahumbu, afirma que o uso de espécies ameaçadas de extinção para produzir medicamentos em algumas partes da Ásia está contribuindo para a queda vertiginosa dos números das espécies.

Caçador que matou mais de 5 mil elefantes diz não estar arrependido e espera conseguir mais troféus

Foto: Ron Tomsom/Reprodução

Foto: Ron Tomsom/Reprodução

O caçador zimbabueano Ron Thomson foi identificado como um assassino voraz da vida selvagem em um novo relatório que revela como as populações de elefantes despencaram em cerca de dois terços.

Assim como milhares de elefantes, o caçador de 80 anos, conta em seu site que “também matou mais de 800 búfalos, cerca de 60 leões, até 40 leopardos, cerca de 50 hipopótamos e muitos mais”.

Pai de dois filhos, ele diz que passou a vida como guarda florestal em parques nacionais africanos, o caçador negou ter sido motivado por uma incontrolável sede de sangue e insistiu que ele mata os animais para “ajudar” as populações a sobreviverem.

Com impressionante frieza, Thomson defendeu-se com o argumento falacioso de que “se as espécies não fossem reduzidas, seu número crescente destruiria seus próprios habitats”.

Foto: Ron Tomsom/Reprodução

Foto: Ron Tomsom/Reprodução

E o caçador foi mais longe ainda lançando acusações infundadas aos conservacionistas ocidentais, acusando-os de espalhar “mentiras fraudulentas” para extrair dinheiro do público.

Porém contra fatos não é argumentos: o número de elefantes caiu de cerca de 1,3 milhão na década de 1980 para cerca de 400 mil, de acordo com uma investigação da Campanha para Proibir a Caça ao Troféu (CBTH).

The Great Elephant Census, um levantamento de alcance mundial realizado por uma ONG que atua em defesa da vida selvagem, finalizado em 2016, apontou 352.271 elefantes da savana africana em 18 países, 30% a menos que os números de sete anos atrás. Uma queda rápida e perigosa.

Thomson negou ser um caçador de troféus ou um assassino de animais, argumentando que seu trabalho era em prol de “uma grande redução populacional” e apesar de já não caçar regularmente, em função da idade, ele diz que pode fazê-lo se for convidado.

Foto: Ron Tomsom/Reprodução

Foto: Ron Tomsom/Reprodução

“Eu fiz o suficiente na minha vida para satisfazer qualquer sede de sangue que as pessoas possam pensar que eu tenho. Não foi sede de sangue, foi o meu trabalho”, acredita o assassino impiedoso.

“Quando eu levanto um rifle para um animal, eu tenho que matá-lo absolutamente com um tiro”, disse ele ao The Independent.

O ato de tirar a vida de animal parece não incomodar em nada o caçador sanguinário, que alega não ter nenhum arrependimento ou dor na consciência pelo número surpreendente de animais mortos por ele: “Eu sou um ecologista universitário treinado – eu certamente tenho que saber algo sobre isso”, afirma ele como se tentasse convencer a si mesmo.

Segundo Tomsom, o fato do elefante africano estar comprovadamente a beira da extinção não passa de uma “mentira inventada por ONGs de direitos animais que pedem dinheiro”.

Foto: The independent/Reprodução

Foto: The independent/Reprodução

E para justificar sua matança descontrolada ele defende que está na verdade “contribuindo” garantir que a população não aumente além da capacidade de seu habitat. Teoria que os especialistas já derrubaram por meio de argumentos baseados em evidências populacionais: a natureza se auto-regula, sem necessidade de intervenção humana.

O CBTH descobriu que 1,7 milhão de troféus foram importados entre 2004 e 2014, entre esses 200 mil eram de espécies ameaçadas.

Os leões foram uma das espécies mais afetadas, sofrendo o maior aumento de vítimas na caça de troféus entre as principais espécies desde 2004.

Eduardo Gonçalves, fundador da campanha contra a caça, disse: “A caça ao troféu é uma prática cruel e repugnante que data dos tempos coloniais. O recente aumento na caça de elefantes mostra que essa indústria está fora de controle”.

“A população de elefantes africanos como um todo está em um declínio muito sério”, disse ele. “Há numerosos exemplos de desculpas usadas como ‘seleção de manejo’ como cobertura para a caça de troféus”.

“Caça e morte de animais podem criar mais conflitos e desequilíbrio entre humanos e animais selvagens. Se você remover um elefante maduro de um rebanho, os machos jovens frequentemente exibem um comportamento semelhante à delinquência juvenil entre os humanos. Isso causa mais conflito e perseguição. ”

Elefantes separados um do outro unem as trombas em despedida

O tráfico de marfim e sua aparência exótica tornou os elefantes alvos fáceis para muitos zoológicos e caçadores ao longo da história. Eles não vivem uma vida fácil, especialmente quando são mantidos em cativeiro durante grande parte de suas vidas. Esses animais não podem se aproximar de outros elefantes, não podem pisar na terra fria e úmida, não comem folhas das árvores, nem se banham em lagos ou brincam na lama com as suas crias.

Reprodução/Portal Mulher Contemporânea

Em alguns casos, eles compartilham cativeiro com outros elefantes, mas eventualmente um deles morre ou é separado por circunstâncias de vida. Como é o caso de um elefante que há 11 anos partilhava a sua jaula com outro elefante, mas foi separado do seu único companheiro, que foi vendido pelo zoológico onde morava.

Outro exemplo é o de Flavia, uma elefanta de 43 anos que morreu recentemente no zoológico de Córdoba, na Espanha, onde chegou com apenas 3 anos de idade. Flavia sofria de depressão por muitos anos devido a viver em cativeiro, além de ser separada de sua mãe.

Para quem não sabe, as fêmeas ficam com a mãe por toda a vida, então separá-las é supor que elas não viverão felizes. Especialmente se eles viverem trancadas.

Embora muitos esforços são feitos por organizações de animais, nenhum é suficiente para deter completamente e rapidamente o abuso sofrido por esses animais, amigos e afetuosos.

Uma foto viral compartilhada pelo utilizador, Soumya Vidyadhar também mostra outro caso, no qual dois elefantes são separados, cada um sendo levado para lugares diferentes.

Eles tocam as suas trombas, um sinal de afeição entre eles, como se dissessem adeus.

Seu sofrimento terminará um dia? Animais como os elefantes pertencem a lugares naturais e abertos, onde podem viver e crescer com sua família e outros da sua espécie. Não atrás das grades, pisando em cimento e sendo maltratado para se comportar de uma determinada maneira.

Fonte: Mulher Contemporânea

Elefantes resgatados de maus-tratos ganham roupas para se proteger do frio

Elefantes que vivem em um vilarejo na Índia, após terem sido resgatados pelo Centro de Cuidados e Proteção Selvagem SOS Elefantes, ganharam roupas para se proteger do frio.

Foto: Reprodução / YouTube

As mudanças climáticas causam muitos problemas para os animais. Os elefantes asiáticos são especialmente vulneráveis a elas, já que possuem baixas índices de reprodução e pouca variedade nas combinações genéticas. Um inverno rigoroso os coloca em risco. As informações são do portal APost.

Quando mulheres que moram na aldeia souberam que as temperaturas continuariam caindo, decidiram costurar suéteres gigantes e coloridos para proteger os elefantes. As roupas garantem isolamento térmico suficiente para manter esses animais aquecidos.

Foto: Reprodução / YouTube

Atualmente, 20 elefantes vivem sob os cuidados do SOS Elefantes. Todos foram agredidos ou negligenciados pelos antigos tutores e foram resgatados após serem comercializados ou explorados. Alguns deles, foram vítimas de circos que os exploraram para entretenimento humano.

O fundador do SOS Elefantes, Kartick Satyanarayan, explica que manter os animais aquecidos é de grande importância. Por terem sofridos inúmeros abusos, os elefantes são ainda mais vulneráveis ao frio extremo. Baixas temperaturas podem levá-los ao desenvolvimento de artrite e pneumonia, o que pode tirar a vida deles. Com os suéteres gigantes, no entanto, eles ficam protegidos, livres de doenças.

Em menor número e menos protegidas que os elefantes, girafas são dizimadas pelos caçadores

Foto: Aryanna Gourdin/Facebook

Foto: Aryanna Gourdin/Facebook

Belas, esbeltas e únicas, as girafas carregam o status de animais mais altos do planeta, podendo chegar a medir 6 metros de altura (aproximadamente o correspondente a uma casa de dois andares).

A estampa original com manchas em tons ocre de sua pele causa cobiça em olhos vaidosos, assim como seu porte e beleza despertam o desejo doentio de matar (e de documentar) de alguns caçadores de troféus.

Correndo o risco de desaparecer em breve, esse magnífico animal tem sido vítima de interesses maliciosos, graças a uma brecha irresponsável, mas real e muito utilizada, nas leis de caça aos troféus.

Partes do corpo de girafas tem sido comercializadas para serem transformadas em bolsas, tapetes e até pulseiras – facilmente encontradas à venda no Reino Unido, na Europa e no mundo todo.

Apesar de estar na Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas, com cerca de apenas 97 mil sobreviventes da espécie, essas criaturas soberanas, ainda estão sendo mortas por um esporte hediondo em que caçadores sanguinários posam ao lado de seus corpos sem vida para tirar selfies e divulgar nas redes sociais.

Como resultado, os números de populações do mamífero mais alto do mundo, despencaram cerca de 40% nas últimas três décadas, mas há pouca consciência de sua situação real.

Atualmente há menos girafas do que elefantes na África – uma espécie quase destruída graças ao tráfico de animais e a caça.

Embora existam várias razões para o seu declínio, incluindo a perda de habitat, doenças e caça para comércio de sua carne, o aumento alarmante de caçadores de troféus, especialmente vindos dos EUA, pode acabar com a espécie definitivamente.

A Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies da Fauna e da Flora Selvagens Ameaçadas de Extinção (CITES) permite que as girafas sejam mortas indiscriminadamente, e seus corpo (ou partes dele, como cabeça e patas) exportadas como troféus.

Ironicamente, os Estados Unidos é o único país em que os dados de importação estão disponíveis, revelando que quase 40 mil “itens” de girafas foram enviados para lá – incluindo animais vivos.

Os caçadores auto-intitulados “turistas” entram armados pela selva, matando os animais por prazer, o que causa repugnância, e a situação é ainda mais grave se for levada em consideração o status da espécie de ameaçada, segundo informações do jornal The Mirror.

Mas tudo isso pode mudar dependendo do resultado de uma reunião da CITES em Colombo, no Sri Lanka, marcada para ocorrer em maio.

Os principais estados africanos de querem proibir o comércio internacional de produtos derivados de girafas se uniram para pedir ao CITES que inclua o animal em suas leis de proteção.

Este deve ser o ponto de virada para o início reversão no declínio dos números da espécie, mas a proposta tem poucas chances de sucesso sem o apoio do bloco de votação da UE – que até agora tem hesitado em apoiá-lo.

A Grã-Bretanha possui a posição ideal para assumir a liderança do pleito, com uma longa história de apoio ao bem-estar e conservação dos animais.

Será interessante ver se Michael Gove (secretário de estado do meio ambiente, alimentação e assuntos rurais do bloco) tomará posição e se unirá às nações africanas para garantir que as girafas estejam melhor protegidas, comenta o jornal do Reino Unido.

Banir esses produtos feitos de partes de girafas é um ato de responsabilidade para com essa espécie indefesa parante os interesses que movem o mercado paralelo de tráfico de animais. Se medidas urgentes não forem tomadas, logo não fará mais diferença proibir o comércio desses itens pois as girafas não mais existirão no planeta.

Elefantes bebês são resgatados de poço de lama

Reprodução

Guardas florestais encontraram os filhotes de elefante na tarde da quarta-feira última (27), enquanto lutavam para sair de um buraco coberto por lama, disseram funcionários do Parque Nacional Thap Lan, localizado no nordeste da Tailândia.

Alguns dos oficiais saíram para buscar ajuda, enquanto outros passaram a noite com os filhotes.

No dia seguinte, quando os elefantes se amontoaram de um lado do poço, os guardas do outro lado aproveitaram para para tirar lama o suficiente para formar uma rampa. Eles levaram cerca de quatro horas nesse processo, utilizando enxadas e picaretas para realizar o intento.

Imagens do resgate divulgadas pelo Departamento de Parques Nacionais da Tailândia mostram os animais saindo do buraco um por um e caminhando rapidamente para a floresta, a algumas dezenas de metros de distância dali.

Os guardas florestais aplaudem e estimulam os elefantes, com comentários do tipo: “Vá, continue, criança!”

Um elefante pode ser visto nas imagens lutando pra sair do poço, escorregando e caindo, mas finalmente todos conseguem sair da lama.

O último dos animais então permanece um pouco mais, depois que todos os outros passam pela linha das árvores que dá início a floresta.

Ele encara os guardas por um momento, vira-se, faz uma pausa e finalmente corre para a selva.

“Foi-se embora”, grita um guarda, enquanto a equipe de resgate se reúne para comemorar.

O chefe do parque, Prawatsart Chantep, disse que há sinais de uma manada de elefantes, que tem circulado pela área, que talvez possa estar relacionada aos filhotes presos no poço.

O elefante é o animal nacional oficial da Tailândia e, durante algum tempo, enfeitou a bandeira do país quando ele ainda se chamava Sião.

Mas o desenvolvimento das cidades e as chegada das populações humanas reduziram drasticamente o habitat desses animais e contribuíram para encolher seus números. Elefantes famintos tem invadido plantações atrás de comida, especialmente fazendas de cana-de-açúcar.

Acuados pela presença humana invasora e estranha ao seu habitat, os animais reagem instintivamente em defesa de si próprios.

Como aconteceu em novembro passado, quando um motorista que dirigia por uma estrada próxima de outro parque, chocou-se contra as pernas traseiras de um elefante no momento em que o animal saia da selva ao anoitecer. O elefante assustado e com dor, reagiu em defesa própria pisoteado o veículo, que ele julgava uma ameaça, e matando o motorista.

Caso o ambiente natural desses animais fosse respeitado, em lugar de ser violado e invadido por seres humanos e suas levas de “progresso urbano” esta e tantas outras fatalidades, tanto de pessoas como de elefantes seriam evitadas.

Elefante é espancado por tratadores até cair na Índia


Infelizmente, maus-tratos a animais acontecem a todo instante, em todo o mundo. Eles são vítimas da maldade e da ganância humana. Explorados e torturados, animais selvagens são espancados para aprender truques ou por castigo caso não os realizem.

Um pobre elefante acorrentado apanhou até perder as forças e cair no chão, no distrito de Thrissur, no sul do estado indiano de Kerala.

As imagens que mostram o animal idoso sendo brutalmente agredido e espetado por seus tratadores causaram indignação e revolta na internet. A filmagem foi compartilhada no Twitter e vista por cerca de 100 mil pessoas.

“Nosso fundador apresentou uma queixa contra os tutores e mahouts (tratadores). Os mahouts foram demitidos”, disse o grupo ‘Voice for Asian Elephants Society (VFAES)‘.

O VFAES disse que o elefante foi transferido para o distrito de Palakkad, onde está sendo monitorado de perto pelo departamento florestal. As informações são do Daily Mail. Até o momento, não foram divulgadas mais informações sobre o caso.