Cientistas alertam para o aumento do número de elefantes nascendo sem as presas

Foto: Bored Panda/Reprodução

Foto: Bored Panda/Reprodução

Há diversos itens de colecionador, raros e exclusivos, cobiçados por milionários do mundo todo, muitos deles pagariam qualquer preço para possuí-los: carros, quadros, joias, entre outros bens materiais. Infelizmente, o custo de alguns desses itens cobiçados têm um preço maior do que aparentam, alguns chegam a custar a vida de um animal indefeso.

O marfim sempre foi considerado símbolo de status e poder aquisitivo. Esculturas de arte feitas com o material alcançam valores altíssimos. Existe até uma crença popular ignorante de que ele possa curar numerosas doenças (como o câncer) e tenha o poder de aumentar a virilidade e a força.

A morte de elefantes por suas presas tem ocorrido há muitos anos. Esta prática já ameaça a sobrevivência de elefantes africanos e asiáticos. Segundo o The Elephant Census (entidade filantrópica que estuda e protege os elefantes) esses animais podem estar extintos nos próximos cinco anos se a taxa de extermínio da espécie se mantiver nos mesmo níveis que agora.

Foto: Bored Panda/Reprodução

Foto: Bored Panda/Reprodução

Presas de elefante têm sido alvo de caçadores ávidos por dinheiro ao longo da história, feitas de marfim e de difícil acesso são consideradas um dos artigos mais valiosos no mercado paralelo, e mesmo que matar esses animais inocentes pelo material de suas presas seja estritamente ilegal, ainda há uma enorme demanda por ele em muitos países ao redor do mundo, o que alimenta esse comércio cruel.

Ainda que o tráfico nacional e internacional de marfim seja estritamente ilegal, ele continua acontecendo.

Porém um novo movimento da natureza pode estar mudando o rumo dos acontecimentos.

Recentemente cientistas do Parque Nacional da Gorongosa, em Moçambique (África), notaram um fenômeno que vem acontecendo com os elefantes. Segundo a National Geographic, a maioria dos elefantes idosos que sobreviveram à guerra civil e à caça eram elefantes nascidos sem presas.

Agora, os pesquisadores descobriram que um terço dos elefantes em Moçambique não têm presas, ou seja, estão nascendo sem elas.

Foto: Bored Panda/Reprodução

Foto: Bored Panda/Reprodução

Costumava haver apenas cerca de 4% de elefantes nascidos sem presas no território, mas esse tipo de animal raramente é morto, desta forma, eles estão se reproduzindo rapidamente e suas populações estão crescendo.

Depois que a notícia sobre os elefantes sem presa se espalhou, muitos classificaram o fenômeno como a forma da mãe natureza de lutar contra o extermínio dos animais.

Com o aumento do número de elefantes nascendo sem presas, esse tipo de mudança pode acabar, de uma forma natural, com o tráfico cruel e desumano de marfim. No entanto, tudo na natureza funciona em conjunto e o efeito borboleta dessa mudança pode causar alterações em todo o ecossistema.

Mesmo que agora os cientistas não tenham notado nenhuma mudança significativa na maneira como os elefantes se comportam sem as presas, esses “dentes superdesenvolvidos” são muito importantes, além de serem usados pelos elefantes para conseguir comida em seu cotidiano.

De acordo com a National Geographic, há uma espécie de lagartos, que normalmente vive em árvores, que costuma ser espantada pelos elefantes (com as presas em função da altura, para se alimentar das folhas), então se o número de elefantes nascidos sem presas crescer, isso também pode afetar outras populações de animais.

Alguns especialistas argumentaram que a espécie poderia estar “evoluindo” para sobreviver.

Mas outros, com uma visão diversa, rapidamente entraram em cena para explicar que esse tipo de mudança não pode ser considerada evolução, pois é o resultado de uma atividade humana cruel e irresponsável que pode levar diversos outros problemas em nosso ecossistema.

Assim sendo caracteriza-se mais uma ocasião em que a interferência humana afeta o planeta de forma inesperada e imprevisível. Consequências e possíveis efeitos só poderão ser consistentemente avaliados com o tempo, mas uma coisa é certa, o novo “tipo” de elefantes que esta nascendo, não será alvo dos caçadores mercenários.

Maior apreensão já realizada intercepta 9 toneladas de marfim vindas da África para o Vietnã

Foto: WAN/Reprodução

Foto: WAN/Reprodução

Uma apreensão de mais de nove toneladas de marfim, realizada pela alfândega do Vietnã, em um carregamento de contêineres proveniente da República do Congo (África), esta sendo considerada, até o momento, a maior confisco de marfim já feito.

De acordo com a Agência de Investigação Ambiental (EIA, na sigla em inglês), a operação fornece ainda mais evidências de que sindicatos do crime organizados continuam a usar o Vietnã como um ponto chave para o tráfico de vida selvagem.

A descoberta teria sido feita por autoridades alfandegárias em Da Nang durante a inspeção de um contêiner que havia chegado da República do Congo.

O marfim encontrado representa mais de mil elefantes mortos e eleva o peso total do marfim apreendido no Vietnã desde 2004 para acima de 70 toneladas, o equivalente a mais de 10 mil elefantes mortos.

O Vietnã também foi ligado a apreensões de aproximadamente 24 toneladas de marfim na China, França, Quênia, Uganda e Reino Unido, representando mais de 3 mil e 500 elefantes mortos.

O papel fundamental do Vietnã no comércio de vida selvagem tem sido exposto várias vezes. Embora o país tenha feito diversas apreensões, pouca fiscalização tem sido registrada.

As investigações da EIA documentaram como a fraca aplicação da lei, a corrupção e uma acentuada falta de vontade política no Vietnã tornaram o país um atraente centro de operações para organizações criminosas especializadas em vida selvagem.

O recente relatório da organização, intitulado “Expondo a Hidra, revelou as operações dos sindicatos liderados pelos vietnamitas no roteiro de abastecimento ao tráfico de marfim e partes de outros animais selvagens da África para o Vietnã e China.

No entanto, até o momento, nenhuma ação de execução notável foi tomada no Vietnã contra os indivíduos identificados; em vez disso, a resposta do governo vietnamita tem sido rejeitar e negar as descobertas suportadas por evidências da investigação, junto com informações de outras fontes.

“Embora celebremos a apreensão de marfim no Vietnã, enfatizamos que sem esforços de acompanhamento que resultem em processos e penalidades apropriadas, as interceptações por si só não impedem a ação de criminosos envolvidos no tráfico de vida selvagens”, disse Mary Rice, Diretora Executiva do EIA em uma declaração.

Em um relatório publicado antes da 18ª Conferência das Partes (CoP18) da Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas de Extinção (CITES) em maio, o Vietnã tem sido apontado como o principal destino do marfim ilícito.

Se os governos mundiais não usarem esse importante encontro para adotar medidas urgentes contra o comércio de animais selvagens, os elefantes, principalmente, têm poucas chances de sobrevivência.

Número de elefantes mortos na Índia chega a 928

Foto: Diptendu Dutta / Agência France-Presse – Getty Images

Acidentes de trem, caça ou envenenamento são algumas das causas, mas a eletrocussão, sozinha, causou mais de 60% das mortes, segundo dados obtidos sob a Lei de Direito à Informação (RTI).

A ANDA já noticiou sobre os perigos das cercas elétricas e cabos de força para os elefantes. Usadas como bloqueio, as cercas impedem a entrada de animais e humanos indesejados em propriedades e protege o gado e a vida selvagem que ali habitam, as também tem um efeito colateral letal: ela mata elefantes e dezenas de outras espécies.

Desde 2009 até 31 de dezembro de 2018, 565 elefantes morreram devido à eletrocussão, de acordo com os dados da Divisão de Projetos do Ministério do Meio Ambiente e Florestas.

Outros 151 elefantes morreram em acidentes com trens, enquanto 150 foram caçados e mortos, afirmou o ministério. O envenenamento foi a causa da morte de 62 elefantes.

“O gasto orçamentário total para o ano fiscal de 2018 / 201919, sob o esquema ‘Projeto Elefante’, para proteger os elefantes, seu habitat e corredores, para abordar questões de conflitos e bem-estar dos elefantes cativos é de 30 crore”, disse Ranjan Tomar, advogado de Noida (New Okhla, uma cidade satélite de Delhi). As informações são do New Indian Express.

No entanto, o número de mortes de elefantes devido à caça (150) difere do divulgado pelo Departamento de Controle de Crimes contra a Vida Selvagem (WCCB).

O WCCB, respondendo a uma pergunta de RTI de Tomar, declarou em janeiro que 429 elefantes foram caçados e mortos desde 2008 no país.

Tomar, também ativista da vida selvagem e dos direitos humanos, disse que a diferença provavelmente se deve ao fato de que os números do Projeto Elefante são limitados a reservas, enquanto os dados do WCCB são para todo o país.

Hospital trata elefantes vítimas de abuso e exploração na Índia

O Wildlife SOS Elephant Hospital é uma unidade de saúde inaugurada em novembro de 2018 pela ONG Wildlife SOS para tratar elefantes vítimas de exploração e abuso em Uttar Pradesh, na Índia. A entidade atua na proteção animal desde 1995.

Foto: Reprodução / Wildlife SOS

Desde a inauguração, o hospital já atendeu dezenas de elefantes que apresentaram problemas de saúde devido aos maus-tratos que sofreram. Eles foram resgatados de circos, acampamentos e de tutores que os negligenciavam. Ao chegar no hospital, eles são avaliados por uma equipe composta por mais de vinte especialistas. As informações são do portal GreenMe.

Com aparelhos de alta-tecnologia, a unidade de saúde conta com ultrassom, radiologia digital sem fio, laserterapia, um laboratório de patologia, talha médica para levantar os elefantes, balança digital gigante, piscina de hidroterapia, aparelhos portáteis de raios X, instrumentos para tratar dos pés dos elefantes e câmeras de infravermelho para os veterinários monitorarem os elefantes durante à noite.

No local, esses animais recebem alimentação adequada. À base de frutas, a dieta deles é composta principalmente de banana e mamão papaia, que são os alimentos preferidos dos elefantes.

Foto: Reprodução / Wildlife SOS

Após se recuperarem, os elefantes são levados para os santuários da Wildlife SOS. No Centro de Resgate de Elefantes de Yamunanagar ou no Centro de Conservação e Cuidados com os Elefantes de Mathura, eles passam o resto de suas vidas cercados de amor, respeito e cuidados.

Além de fornecer atendimento veterinário e abrigo aos elefantes, a ONG também realiza campanhas de conscientização para que a população aprenda a proteger e respeitar esses animais, que são considerado sagrados pelo Hinduísmo.

Dois jovens chineses lutam pela proteção dos elefantes

Foto: VCG Photo/Reprodução

Foto: VCG Photo/Reprodução

Dois jovens chineses abraçaram a missão de proteger os elefantes. Um deles é Zhang Chaodao, diretor de Black Elephant, um documentário de 9 minutos que revela o treinamento e tratamento desumanos que sofrem elefantes na Tailândia. Zhang conta que nunca vai esquecer a visão e os sons que experimentou durante um encontro no país.

“De repente, o elefante não queria mais obedecer”, disse ele. “O mahout (treinador de elefantes) novamente usou seu ankus (ferramenta de metal em forma de gancho) para dominá-lo. Então ouvimos o som da pele do animal sendo dilacerada pelo instrumento de tortura. Nesse momento o elefante subitamente começou a enlouquecer. Ele fazia um som que nunca poderíamos imaginar em nossas vidas.”

Segundo Zhang a Tailândia é o destino turístico mais procurado pelo povo chinês. “Muitos chineses vão para lá todos os anos, e em suas listas de atrações, a primeira coisa é montar elefantes ou assistir a um show de elefantes. Gostaria que mais chineses soubessem o que acontece de verdade com esses animais”, diz ele

O documentário produzido por Zhang já foi assistido online milhões de vezes desde seu lançamento em 2017. Ele pede aos turistas que parem de montar e assistir a shows com elefantes, em vez disso, se quiserem realmente ver esses animais que vão a santuários. É preciso conscientização para fazer viagens com mais responsabilidade.

“Como consumidor, você muda o que compra, tem o poder da escolha, com essa mudança, você também muda o sistema pouco a pouco”, disse ele.

Em 2017, três agências de viagens chinesas anunciaram que deixariam de vender pacotes de passeio de elefante e shows com performances desses animais.

Enquanto Zhang exorta os consumidores chineses a usar seu poder para aumentar o bem-estar dos elefantes, Huang Hongxiang, outro jovem chinês, colocou sua vida em grande perigo, indo disfarçado para a África na intenção de expor os traficantes de marfim.

Foto: VCG Photo/Reprodução

Foto: VCG Photo/Reprodução

Huang Hongxiang, é ativista pela proteção da vida selvagem, ele se envolveu em uma investigação secreta para expor o crime de tráfico que tem levado a morte centenas de elefantes. “Muitas vezes eu uso uma câmera escondida, e se certas pessoas me encontrassem com isso, eu estaria em sérios problemas”

Huang foi destaque no documentário de 2016 The Ivory Game. Ele fingiu ser um comprador de marfim chinês e enganou um comerciante de Uganda, levando-o direto para uma armadilha policial.

“Quando a polícia apareceu, eu era a pessoa mais próxima desse criminoso. Então, quem sabe o que poderia acontecer? Quem sabe se ele tinha uma arma ou uma faca, ou o que ele poderia fazer”, disse ele.

Foto: VCG Photo/Reprodução

Foto: VCG Photo/Reprodução

O documentário trouxe muita exposição a Huang, o que significa que ele nunca mais vai poder se disfarçar, muitos sabem quem ele é. Mas o ativista disse que há uma razão para ter ido a público.

Huang disse: “Há um milhão de pessoas na China que poderiam fazer o mesmo que eu. Mas por que até agora relativamente poucos chineses fazem esse tipo de coisa ou assumem um papel em defesa da vida selvagem? Por que quando você vai visitar uma ONG internacional de conservação da vida selvagem você vê muitos brancos e negros, alguns sul-americanos, mas você não vê muitos chineses?”.

A China proibiu todo o comércio de marfim e atividades ligadas a utilização do material no final de 2017. O ato foi saudado como um passo gigantesco para salvar os elefantes da extinção.

Huang e Zhang compartilham a mesma missão e mandam a mesma mensagem: Proteja os elefantes e deixe-os viver livremente.

HSI realiza campanha contra a exportação de filhotes de elefantes

O país tem a intenção de exportar mais 35, segundo a organização Humane Society International (Foto: Kapama)

A Humane Society International (HSI) está realizando uma campanha contra a exportação de filhotes de elefantes do Zimbábue para a China. Os animais são retirados da natureza e enviados para zoológicos.

Mesmo com a oposição de outras nações africanas e de organizações que atuam em defesa dos animais, desde 2012 o Zimbábue já capturou e exportou 108 filhotes e agora tem a intenção de exportar mais 35, segundo a organização.

Para mostrar ao governo do Zimbábue a dimensão da oposição global em relação a essa prática, a HSI disponibilizou em seu site uma petição que pode ser assinada por pessoas de qualquer país.

“Vamos nos unir e dizer ao Zimbábue para manter os elefantes africanos em seu estado selvagem, em solo africano e a não sujeitá-los a viver em cativeiro para entretenimento em instalações na China ou em qualquer outro lugar”, pede.

O Zimbábue também é conhecido por permitir que pessoas de outros países pratiquem a caça esportiva de elefantes, desde que “paguem bem”. No mês passado um empresário dos EUA divulgou fotos de dois filhotes de elefantes que ele matou por “hobby”.

De acordo com a Born Free Foundation, organização britânica que atua em defesa da vida selvagem, um elefante é caçado e morto a cada 25 minutos por causa da demanda de marfim, que é utilizado na medicina oriental, mesmo que sem comprovação de benefícios.

Para assinar a petição, entre no site da HSI ou clique aqui.

Safáris prejudicam o bem-estar dos elefantes

Elefantes são criaturas extremamente inteligentes e altamente sociáveis. Vivendo em grupos com uma média de 11 membros ou mais, costumam percorrer longas distâncias diariamente em busca de comida ou apenas por exercício. Brincalhões e amorosos, eles interagem e criam laços familiares fortes com seu grupo.

No entanto, turistas em safári estão causando alterações em seus comportamentos e tornando-os mais agressivos uns com os outros.

O estudo de 15 meses mostra que o turismo tem deixado os elefantes mais ansiosos por causa do grande número de pessoas. Multidões em jipes se aproximam, tiram fotos e perturbam os animais, resultando no estresse e afastamento do local onde descansam ou se alimentam.

“Os turistas que desejam observar animais em seu habitat natural devem estar cientes de seus potenciais efeitos negativos sobre o bem-estar animal”, disse Isabelle Szott, a autora principal do estudo.
“A pesquisa deve investigar os padrões de melhores práticas para minimizar esses efeitos negativos.”

Segundo Szcott, a agressão entre os elefantes aumentou em paralelo com a pressão turística, com machos mais propensos do que as fêmeas.

“Encontramos manadas de elefantes cada vez mais tendentes a se afastar pelos números crescentes de veículos”.

Impactos do turismo na vida silvestre são objetos de outros estudos que revelaram que ele alimenta o medo, o estado de alerta, a agressividade, a vigilância e o comportamento de estresse em uma variedade de animais, incluindo rinocerontes e bisontes.

“A megafauna, como os elefantes africanos, estão entre as espécies mais populares para observação da vida selvagem, especialmente para turistas internacionais”, disse ela.

As descobertas foram baseadas em 26 elefantes machos e fêmeas identificados individualmente na reserva de caça de Madwike, na província de North West, África, entre abril de 2016 e junho de 2017.

“Nossos resultados mostram que mesmo com as regulamentações, onde a observação da vida selvagem é feita exclusivamente por veículos dirigidos por guias qualificados e o número total de turistas que veem elefantes a qualquer momento é restrito, o turismo levou a mudanças no comportamento dos elefantes”, disse a Dra. Szott.

Uma distância mínima consistente do indivíduo mais próximo, especialmente na primeira aproximação, deve ser introduzida nas diretrizes para observação da vida selvagem para aliviar o potencial de conflito entre os veículos turísticos e a vida selvagem, sugeriu ela.

“Isso daria aos elefantes, ou mesmo a outros animais selvagens, mais espaço e poderia reduzir a probabilidade de os animais se afastarem, proporcionando aos turistas experiências de observação mais longas e naturais.” As informações são do Daily Mail.

Ela disse que as reservas devem monitorar o comportamento dos elefantes para identificar quando a pressão turística tem efeitos potenciais sobre o bem-estar dos elefantes e treinar guias para monitorar o comportamento e ajustar as distâncias mínimas com flexibilidade.

“Este estudo contribui ainda para um pequeno, mas crescente corpo de literatura sobre impactos não-destrutivos do turismo em animais silvestres em animais selvagens.”

A observação de animais

O número de pessoas interessadas em observar a vida selvagem vem apresentando um crescimento significativo.

No caso das baleias, o ruído das embarcações atrapalham os sinais de ecolocalização que elas usam para encontrar comida. Além disso, a presença de barcos as distrai da alimentação. Em berçários, se estressados com a movimentação, mães e filhotes abandonam a área.

Um estudo mostrou que as orcas perdem até 25% de seu tempo de exploração quando as embarcações estão por perto. Com o declínio do salmão chinook, sua principal fonte de alimento, essa perda é completamente insustentável.

Cerca de 3 mil elefantes explorados em Mianmar terão a chance de uma nova vida

Foto: South China Morning Post

Há pouco tempo, elefantes explorados transportando toras pelas das selvas de Mianmar, na Ásia, para o comércio de madeira do país eram uma visão triste e ‘comum’.

Em 2014, o governo impôs a proibição da exportação de madeira bruta, permitindo que apenas produtos com acabamentos de alta qualidade fossem vendidos no exterior. Repentinamente, quase 3 mil elefantes da empresa madeirense Myanmar Timber Enterprise e seus mahouts foram ‘despedidos’.

Sem um plano de resgate e acolhimento destes animais por falta de recursos financeiros, muitos deles foram forçados a trabalhar para operadoras de turismo, submetidos a treinamentos cruéis para entreter humanos ou simplesmente ficaram soltos na natureza.

“Se nada for feito para fornecer apoio financeiro a esses elefantes, os elefantes de propriedade do governo serão colocados de volta ao trabalho em outros lugares, serão cruelmente treinados para o desempenho de truques e viverão uma vida de mendicância, ou soltos na natureza para se defenderem sozinhos”, disse Dane Waters, fundador e presidente do Projeto Elefante. As informações são do South China Morning Post.

A caça de elefantes é proibida, mas caçadores continuam perseguindo e matando milhares de animais suas presas. Muitos também morreram nas mãos de aldeões depois de causar estragos em comunidades rurais e destruir terras agrícolas.

Agora, uma esperança está à vista depois que um acordo histórico foi assinado este mês entre o Projeto Elefante e o governo de Mianmar para realocar elefantes de áreas onde eles possam entrar em conflito com humanos. Esta é a primeira vez que tal acordo foi assinado em Mianmar.

“Temos que agir agora”, diz Waters.

“Um extenso desmatamento em Mianmar levou o habitat natural dos elefantes a ser destruído. Os elefantes buscam desesperadamente por comida nas aldeias, levando a conflitos mortais entre elefantes e humanos.”

Com o acordo, o departamento florestal do Ministério de Recursos Naturais e Conservação Ambiental e o Projeto Elefante buscarão aqueles que precisam se mudar e encontrar áreas para as quais possam ser realocados com segurança.

O projeto começará com a realocação de 10 a 15 animais para zonas seguras designadas, mas o Projeto Elefante tem planos ambiciosos para oferecer abrigo a muitos outros elefantes em cativeiro do país. Um total de 5.520 vive em cativeiro, quase o dobro dos 3 mil elefantes que vivem em estado selvagem em Mianmar.

“Nosso plano de santuário é diferente de qualquer outro que já tenha sido construído antes”, disse Waters.

“Será o maior já construído e nossa esperança é que seja o lar de 2 a 3 mil elefantes”.
Para financiar o projeto, uma série de oportunidades de investimento será criada para oferecer experiências éticas de elefantes e estadias ecológicas próximas ao santuário. Waters salienta que será criado com sensibilidade, com o bem-estar dos elefantes como prioridade.

“Vamos oferecer a conservação de elefantes e o ecoturismo em um país incrivelmente belo, enquanto o investimento vai para a proteção dos elefantes”, diz ele.

“Nosso plano é criar um lugar seguro onde os elefantes vivam em paz, promovendo um ambiente através de parcerias corporativas inovadoras, governamentais e sem fins lucrativos, protegendo elefantes e garantindo que sua proteção produza prosperidade para as pessoas”, diz Waters.

“Esta solução provará que garantir a segurança de um elefante é mais valioso para governos e comunidades do que um morto.”

Por toda a Ásia, estão surgindo santuários para o bem-estar dos animais resgatados. Em Chiang Mai, Tailândia, o Elephant Nature Park é o lar de 86 elefantes resgatados; O Santuário de Elefantes MandaLao, no Laos, foi considerado um dos campos mais éticos do Sudeste Asiático pela World Animal Protection, uma ONG; e o The Elephant Valley Project opera projetos inovadores em Mondulkiri, no Camboja, e Chiang Rai, na Tailândia.

Waters tem planos de estabelecer santuários em todo o sudeste da Ásia, com os olhos postos na fronteira entre Bangladesh e Mianmar.

Fotógrafo captura as últimas imagens “rainha dos elefantes”

Foto: Will Burrard-Lucas

Foto: Will Burrard-Lucas

O fotógrafo Will Burrard-Lucas acaba de lançar uma série de fotografias com um dos últimos representantes dos elefantes chamados “tusker” (com presas de marfim mais longas que os demais), espécie que acredita-se que restem menos de 20 animais na Terra.

A “rainha dos elefantes” como o fotógrafo a chamava, morreu logo após ele ter tirado as fotos. Ela vivia em Tsavo, na região do Quênia (África).

Elefantes africanos são chamados de “tuskers” ou “big tuskers” quando possuem longas presas de marfim, tão compridas que chegam a alcançar o chão.

“Esse tipo de elefante é muito raro nos dias de hoje, exatamente porque são suas presas enormes que fazem deles os principais alvos dos caçadores de troféus”, disse Mark Jones, da ONG Born Free Wildlife, à BBC.

Foto: Will Burrard-Lucas

Foto: Will Burrard-Lucas

“Como esses animais são frequentemente mortos antes de chegarem ao seu auge reprodutivo, os genes das presas longas estão sendo eliminados das populações de elefantes, e nós poderíamos muito bem estar vendo o último deles nessa imagens”, revela ele.

Há apenas dois anos caçadores mataram um elefante de 50 anos que era um dos últimos, com presas longas, que vivia nessa mesma região.

É notável, então, que esta elefanta tenha vivido mais de 60 anos e ainda morrido de causas naturais.

“Ela sobreviveu a períodos terríveis de caça e foi uma vitória que sua vida não tenha sido encerrada prematuramente por uma armadilha, bala ou flecha envenenada”, escreveu Burrard-Lucas em um post no seu blog.

Foto: Will Burrard-Lucas

Foto: Will Burrard-Lucas

“Se houvesse uma rainha dos elefantes, certamente teria sido ela”

Graças a colaboração da organização de conservação da vida selvagem Tsavo Trust e do Kenya Wildlife Service, Burrard-Lucas conseguiu rastrear a elefanta após vários dias de buscas de carro e um avião de reconhecimento.

Burrard-Lucas usou sua BeetleCam (câmera besouro, na tradução livre), construída por ele mesmo e operada por controle remoto, para conseguir fotos em close da elefanta.

Foto: Will Burrard-Lucas

Foto: Will Burrard-Lucas

“Eu olhei para a visualização ao vivo do meu monitor sem fio e tive que me beliscar”, escreveu ele.

“Foi uma sensação de privilégio e euforia que vai ficar comigo para sempre”.

Burrard-Lucas publicará imagens da rainha dos elefantes e outros elefantes de presas longas em seu livro “Land of Giants” (Terra de Gigantes, na tradução livre), que será lançado em 20 de março no Reino Unido.

Índia impõe proibições para desfiles de elefantes em rituais

Foto: Pixabay

A ordem emitida pelo chefe dos guardas da fauna silvestre, que proíbe desfilar de elefantes das 10h às 16h, em razão do calor excessivo do verão, não agradou as administrações do templo de Kerala e os organizadores do festival no estado.

De acordo com o pedido, os comitês de monitoria distritais devem garantir que nenhum elefante seja exibido sob o céu aberto ou transportado em veículos abertos durante o período acima mencionado.

“A temporada de festivais está em pleno andamento e a maioria deles é realizada durante o dia. Como os elefantes não serão capazes de aguentar o calor do verão, ele se tornará violento e enlouquecerá”,disse o secretário da Força-Tarefa do Patrimônio Animal, VK Venkitachalam.

Na procissão de Aratu no templo Sabarimala em 21 de março, um elefante levará o ídolo Sreebali de Lorde Ayyappa para Pampa de manhã e voltará à tarde. Os ativistas já se aproximaram do Coletor do Distrito de Pathanamthitta, exigindo que parem de usar o elefante para o ritual.

“É impossível evitar rituais. A reunião do conselho na quinta-feira discutirá a questão e nos aproximaremos do Departamento Florestal buscando relaxamento”, disse KP Sankar Das, membro do Conselho de Travancore Devaswom, à Express.

“Como o templo Sabarimala está localizado na floresta, pode haver relaxamento na ordem. Não temos objeções em desfilar o elefante se eles fornecerem um abrigo. Vamos discutir a questão e encontrar uma solução”, disse o Conservador de Florestas, MS Jayaraman.

Em grandes festivais em Kerala como Thirunakkara Pakal Pooram, em Kottayam, Kollam Pooram e Thrissur Pooram, cerca de 50 elefantes são exibidos anualmente.

Estressados e forçados a se apresentarem para multidões, seis elefantes mataram cinco mahouts e dois idosos durante os festivais deste ano. Em Kerala, três elefantes morreram em festivais durante os dois primeiros meses de 2019. As informações são do New Indian Express.

“Já é hora de a ordem ser implementada para salvar a vida de elefantes, devotos e público em geral em locais festivos“, disse ele.

“Isso ajudará a evitar incidentes de elefantes durante os festivais”, disse o secretário-geral da federação, P Sasikumar.