Vídeo flagra momento em que elefantes se unem em defesa de seus filhotes

Foto: ViralHog/Reprodução

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Uma manada de elefantes foi filmada protegendo de forma feroz seus filhotes de um bando de cães selvagens na África do Sul, segundo informações do jornal Daily Mail.

Brent Leo-Smith guia que acompanhava uma excursão foi supreendido com a cena na Reserva de Caça Djuma, em Sabi Sands, no nordeste do país.

O guia de turismo lentamente segue os cães selvagens por trás, em um veículo motor.

Os cães estavam descendo uma estrada no parque quando, de repente, os elefantes surgem do meio dos arbustos.

Os nove cães são superados largamente em número pelos seus adversários gigantescos que avançam em sua direção, rugido e intimidando-os.

Os elefantes agem em grupo e marcam seu território enquanto os cães fogem um por um aterrorizados. Dotados de inteligência social, cognição avançada e um reconhecido senso de família, esses animais são capazes de criar laços duradouros e sólidos entre os seus.

Até mesmo o elefante mais novo ataca ao lados dos demais que juntos formam um anel protetor em torno do animal mais vulnerável.

ViralHog/Reprodução

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Os elefantes notoriamente não aceitam predadores e não estavam satisfeitos com os cães selvagens entrando em seu espaço.

Os cães caçam em bandos, mas, de acordo com o guia, é improvável que eles matem os elefantes.

Leo-Smith afirma que os cães selvagens não representam uma ameaça real aos elefantes, ele mesmo nunca ouviu falar de um cão selvagem atacando um filhote de elefante.

“Mas os elefantes reagem negativamente a qualquer predador”, conclui ele.

Elefantes são obrigados a participar de corridas em festival

Foto: AFP/Divulgação

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Mahout Y Hoi Bya senta em cima de um elefante, bate no animal vigorosamente com um pedaço de galho de árvore, incitando-o a correr rumo a linha de chegada, estas são cenas da corrida de elefantes Buon Don no planalto central do Vietnã.

Os moradores locais dizem que a corrida é uma celebração de “reverência” aos animais, tradicionalmente considerados como membros da família nesta parte do Vietnã, mas os grupos de bem-estar animal pedem o fim do festival, que afirmam ser cruel e ultrapassado.

Normalmente realizado a cada dois anos, o festival de elefantes Buon Don, considerado convenientemente um grande evento turístico pelas agências de viagem e passeios, apresenta partidas de futebol, sessões de natação, um desfile e um buffet para os animais, culminando com uma corrida muito esperada, com cerca de 10 animais competindo, que acontece nos dois últimos dois dias do evento.

Y Hoi diz que os sucessos consecutivos do elefante que ele monta, chamado de Kham Sinh, na corrida renderam a ele e ao animal um lugar de destaque em sua aldeia na província central de Dak Lak, lar de muitos dos elefantes sobreviventes no Vietnã.

“Ele muitas vezes chega em primeiro lugar na competição de corrida de elefantes”, disse o rapaz, que começou a cuidar de elefantes quando era menino.

A alimentação do elefante é a base de bananas e cana de açúcar, principalmente antes das competições, para aumentar sua disposição e força, conta Y Hoi, que é membro do grupo minoritário da etnia Ede, à AFP.

Foto: AFP/Divulgação

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Uma alimentação forçadamente calórica motivada pela exploração nas corridas cujo prêmio principal é de 130 dólares.

O festival atrai centenas de espectadores, assim como ativistas pelos direitos animais, que alertam que os elefantes não devem ser forçados a trabalhar longas horas sob o sol quente, e depois espancados com paus durante a corrida.

“Esse é um dos mais altos níveis de crueldade contra os animais, especialmente porque é uma forma de entretenimento humano”, disse Dionne Slagter, da ONG Animals Asia.

Dione ficou feliz em ver menos elefantes participando das festividades deste ano, apenas 14 contra dezenas de animais nos anos anteriores, mas espera que as autoridades adotem uma abordagem mais ética em relação ao turismo animal no futuro.

A Animals Asia lançou no ano passado os primeiros passeios turísticos éticos envolvendo elefantes do Vietnã, oferecendo aos visitantes a oportunidade de ver os animais que a ONG resgatou e que vivem no parque nacional.

Mais de 80 elefantes no Vietnã ainda são mantidos em cativeiro, geralmente usados para passeios de elefante (turistas montados nas costas dos animais), uma forma de exploração cruel e árdua que tornou a maioria deles inférteis atualmente.

Os restantes 100 a 150 elefantes selvagens também mostraram poucas chances de aumentar a população da espécie.

O festival deixou alguns espectadores, como Vu Tran Minh Anh, com sentimentos contraditórios.

“Eu não achava que os elefantes pudessem fazer tantas coisas como jogar futebol, correr e nadar”, disse o estudante à AFP.

“Mas eu sinto pena dos elefantes”, desabafou ele.

Foto: AFP/Divulgação

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Extremamente inteligentes e com uma capacidade de cognição que está entre as maiores do planeta, os elefantes são capazes de criar laços duradouros, viver em família, além de serem sencientes, ou seja, capazes de sentir amor, tristeza, dor, solidão e compreender o mundo seu redor.

Reduzi-los a objetos de entretenimento humano, montando em suas costas, obrigando-os a correr, jogar futebol e outras atividades antinaturais para eles, além de ser uma crueldade atroz é também um ato de extrema violência contra a dignidade desses animais, que segundo o _The Great Elephant Census_ correm o risco de extinção total até 2025, caso os números da espécie continuarem a cair no ritmo em que estão diminuindo atualmente.

Vídeo mostra o encontro de elefantes com filhote recém-chegado em santuário

Foto: Elephant News

Elefantes são criaturas extremamente inteligentes e altamente sociáveis. Vivendo em grupos com uma média de 11 membros ou mais, costumam percorrer longas distâncias diariamente em busca de comida ou apenas por exercício. Brincalhões e amorosos, eles interagem e criam laços familiares fortes com seu grupo.

Assista o lindo momento em que uma manada inteira corre para conhecer e o cumprimentar o novo integrante do grupo – Dok Gaew, um filhote órfão de um ano e nove meses.

Os elefantes ouviram os sons emitidos pelo filhote do outro lado do Parque Natural dos Elefantes, na Tailândia e foram ao seu encontro. Quando chegam ao recinto onde o bebê está, todos o tocam com suas trombas para dar-lhe boas-vindas.

A verdade sobre os passeios com elefantes

Obrigados a trabalhar mais oito horas por dia, no calor escaldante elefantes são explorados pelo turismo | Foto: Animals Asia

Obrigados a trabalhar mais oito horas por dia, no calor escaldante elefantes são explorados pelo turismo | Foto: Animals Asia

No sudoeste da Ásia, em países como Indonésia, Tailândia e Vietnã, é comum encontrar ofertas de passeios com elefantes nos principais pontos turísticos. Esses passeios são oferecidos como parte do pacote de viagem em sites de agências de turismo famosas e inúmeras fotos de turistas montados em elefantes pelo mundo são postadas nas mídias sociais.

Emboscados na selva

Criar elefantes em cativeiro é reconhecidamente difícil e requer altos padrões de bem-estar.

Assim sendo, a grande maioria dos elefantes utilizados nos passeios com turistas foram capturados na selva.

Elefantes são animais altamente sociais e vivem em grande bandos na natureza. Jovens elefantes quando caçados são separados violentamente de suas famílias e amigos a quem eles provavelmente nunca mais verão de novo.

Traumatizados

Para fazer com que os elefantes obedeçam, eles devem temer humanos. Isto é feito por um processo chamado de “crush”, um método em que os animais são pressionados ao extremo até o ponto em que “quebram”.

Elefantes tem uma memória excelente e este abuso bárbaro é normalmente o suficiente para que eles permaneçam apavorados de medo de seus captores para o resto de suas vidas

Trabalhando até a morte

Uma vez que são vendidos para a indústria do turismo, os elefantes são obrigados a trabalhar para cobrir os gastos com sua manutenção (comida, abrigo) e gerar lucro para seus proprietários. Elefantes usados em passeios com turistas estão disponíveis praticamente o dia todo, todos os dias, com este único fim.

Quando não há turistas, os elefantes são amarrados e permanecem a espera deles. Quando os turistas chegam, os elefantes são obrigados a trabalhar por oito horas seguidas carregando em suas costas imensos grupos de pessoas num calor absurdo.

Não há leis que protejam os elefantes na indústria do turismo e o trabalho em excesso é uma forma comum de abuso. A imprensa do Vietnã reportou inúmeros casos de elefantes morrendo de exaustão e má alimentação nos últimos anos, é como se eles estivesse trabalhando até a morte, literalmente.

Exaustos e mal alimentados, elefantes sucumbem de cansaço | Foto: Animals Asia

Exaustos e mal alimentados, elefantes sucumbem de cansaço | Foto: Animals Asia

Incapazes de expressar comportamento naturais

No ambiente de cativeiro onde o bem-estar dos elefantes é deixado de lado em função do ganho financeiro, os animais inevitavelmente sofrem.

Na selva, elefantes estão habituados a andar por muitos quilômetros todos os dias em busca de sua comida preferida. Eles interagem o tempo todo com outros elefantes, criando laços pelo contato físico ou se comunicando através de longas distancias usando ruídos subsônicos

Elefantes adoram brincar e se banham na água antes de tomarem um “banho de poeira”, o que é feito na intenção de evitar ataques de parasitas.

Correntes curtas prendem os elefantes pelo tornozelo | Foto: Animals Asia

Correntes curtas prendem os elefantes pelo tornozelo | Foto: Animals Asia

Mas no cativeiro ou nos passeios com turistas nada disso é possível.

Quando não estão levando turistas nas costas por dinheiro, os elefantes ficam presos por correntes curtas, colocadas ao redor de seus tornozelos. Eles não tem oportunidade alguma de caminhar, procurar por comida, tomar banho no rio, ou interagir entre os seus iguais. Manter elefantes presos em condições como estas, onde eles não possuem sequer o básico para seu bem estar, causa sofrimento extremo a esses animais é uma forma de crueldade severa.

Dinheiro do turismo alimenta a continuidade desse ciclo

Tragicamente, a indústria do mundial do turismo alimenta a demanda por passeios de elefante. Enquanto os turistas estiverem dispostos a pagar para passear e interagir com os elefantes durante as férias, os animais continuarão a ser caçados e escravizados. Eles continuarão a ser vendidos e condenados à vidas de miséria e servidão, e serão espancados até quebrar seu espírito e sua vontade.

Elefantes asiáticos ameaçados de extinção

A situação do elefante asiático se encontra em estado crítico. A espécie está na lista de animais ameaçados de extinção pela IUCN – União Internacional Para Conservação da Natureza – e seus números só tem caído.

As maiores ameaças a continuidade da espécie na selva são as mortes causadas pela busca do marfim e a caça motivada pelo entretenimento e indústria do turismo.

A verdade é inegavelmente clara: ao fazer passeios de elefante, turistas se tornam cúmplices em um ato de extrema crueldade animal além de empurrar o majestoso elefante asiático mais rápido em direção a sua extinção.

Filhotes de elefantes são mantidos em cativeiro e vendidos para zoos

Os animais filmados pelos ativistas mostram sinais de estresse, de acordo com a Humane Society International.

Filhotes de elefantes são caçados com ajuda de helicópteros que separam os jovens de seus grupos, deixando-os “desorientados, exaustos e subjugados”. Os jovens são colocados e carregados em caminhões, com os helicópteros por perto para impedir as mães, extremamente protetoras, salvem seus bebês.

“Pode ser preciso várias tentativas para separar com sucesso os jovens de suas mães, que são extremamente protetores”, disse uma fonte ao Times.

A Humane Society International pediu ao Zimbábue para parar a prática bárbara de separar os jovens elefantes de seus rebanhos.

As imagens  mostram os elefantes andando ao redor de cercados dentro do Parque Nacional de Hwange, mostrando sinais de sofrimento. Esses sinais incluem listras escuras ao lado de seus rostos enquanto eles vazam hormônios de suas glândulas temporais e adotam posturas defensivas de orelhas abertas.

No governo de Robert Mugabe, o Zimbábue exportava animais como pagamento de dívidas. Quando Emmerson Mnangagwa tomou o poder em 2017, esperava-se que a prática acabasse mas não é o que parece ter acontecido. As informações são do Daily Mail.

“A captura de filhotes de elefantes na natureza é uma prática bárbara, e o cativeiro será uma sentença de vida de sofrimento”, disse Audrey Delsink, diretora de vida selvagem africana da Humane Society International.

Os filhotes normalmente permanecem intimamente ligados a seus grupos familiares natais; as fêmeas nunca deixam suas famílias, enquanto os machos só deixam o grupo a partir de 12 anos de idade.

Após o reconhecimento dos elefantes como seres sencientes, a África do Sul proibiu a captura destes animais.

Queda na população de elefantes do Zimbábue preocupa grupos de proteção aos animais

Elefantes no Zimbábue | Foto: Alamy

Elefantes no Zimbábue | Foto: Alamy

A população de elefantes do Zimbábue na África do Sul, caiu cerca de 10% nos últimos 8 anos segundo informações do Zambezi Elephant Fund (ZEF).

Em um comunicado divulgado na semana passada para marcar o Dia Mundial da Vida Selvagem, o ZEF, que foi formado em 2015 para combater ativamente a caça no Vale do Zambeze, declarou que os elefantes estavam agora sob crescente ameaça

“O Zimbábue abriga a segunda maior população de elefantes africanos do mundo e, ainda assim, a população total de elefantes do Zimbábue diminuiu em 10% desde o censo de 2011 realizado pela fundação Paul G. Allen do Great Elephant Census.

No Vale do Zambeze, os elefantes africanos, entre outras espécies, estão seriamente ameaçados pela caça. Nos últimos 13 anos, 60% dos elefantes do Vale do Zambeze foram mortos”, dizia parte do comunicado.

O ZEF, que trabalha em colaboração com a Departamento de Parques e Vida Selvagem do Zimbábue, ONGs e setor privado na luta contra a caça de elefantes, acrescentou que permanecerá empenhado em colaborar com outras organizações anti-caça.

“Nós do ZEF reafirmamos nosso compromisso de trabalhar com as autoridades locais, bem como em uma colaboração ampla em grupo com parceiros ligados a causa, para assegurar a proteção e preservação a longo prazo do Vale do Zambeze, seus habitats e sua vida selvagem”, declarou a instituição.

A entidade declara que dada a importância dos elefantes, não apenas como uma espécie-chave para a sobrevivência e biodiversidade dos ecossistemas da África, mas símbolo e identidade do país, é vital que sejam tomadas medidas urgentes para garantir a proteção dessas criaturas inteligentes.

Embora os resultados alcançados até aqui sejam significativos e as realizações desde que o grupo foi criado não tenham sido poucas, a entidade pede a ajuda a todos os que se comprometem com a preservação da vida selvagem para se associarem ao grupo na luta contra a caça na região. “Em apenas oito anos, uma perda de 10% do número total de elefantes, é uma perda significativa, estamos solicitando o apoio do Departamento de Gestão de Parques e Vida Selvagem do Zimbábue e reforçando os esforços de várias organizações parceiras no sentido de proteger essa espécie.

“Há, no entanto, mais do que estamos fazendo, e ainda muito mais que podemos fazer e para isso precisamos mobilizar pessoas”, disse Richard Maasdorp coordenador do grupo de proteção aos elefantes

Mianmar, na Ásia, queima mais de 1 milhão de dólares em partes de animais selvagens

Foto: Pixabay

Organizado pelo Ministério de Recursos Naturais e Conversação Ambiental em oposição ao tráfico ilícito de animais silvestres, o evento comemorou o Dia Mundial da Vida Selvagem e marcou a segunda manifestação simbólica desse tipo no país. O primeiro ocorreu em outubro do ano passado, quando 1,3 milhão de dólares (cerca de 5 milhões de reais) em partes de animais selvagens apreendidos foram incinerado em um complexo do governo em Nay Pyi Taw , a capital de Mianmar.

No total foram 219 peças de marfim, 210 troncos de elefante, 527 ossos de tigres, leopardos e outros animais selvagens, 800 chifres diferentes e 134,7 kg de escamas de pangolim.

Apesar de ser signatária da CITES , o que significa que qualquer caça à vida selvagem é ilegal no país, Mianmar enfrenta sérios problemas com o tráfico e a venda de animais ameaçados.

U Win Naing Thaw, diretor do Departamento de Conservação da Natureza e da Vida Silvestre , declarou que enquanto lamenta a queima das partes da vida selvagem, ele se sente “mais triste pelos animais vivos que são comercializados ilegalmente”. As informações são do World Animal News.

O tráfico de pangolins na Ásia

Pangolins são considerados os mamíferos mais traficados do planeta.

Ano passado, a Malásia queimou aproximadamente nove milhões de dólares em escamas de pangolim apreendidas em uma operação para impedir o tráfico destes animais.

Foto: Pangolinsg.org

Um total de 2,8 toneladas foi incinerado na Nature Quality Center, Seremban, Negeri Sembilan, segundo informações postadas na página oficial Jabatan PERHILITAN Semenanjung Malaysia.

“O descarte de itens através de métodos de combustão garante que eles não retornarão ao mercado negro”.

Cerca de 3.000 pangolins foram mortos para a quadrilha obter os 2.800 quilos de escamas. A carga foi apreendida após tentativas de contrabandos que foram desviados pelo Departamento de Alfândega Real da Malásia (JKDM), no Porto Klang da Malásia entre maio e setembro de 2017.

Já na China, também em 2017, sacos e malas contendo partes de pangolins foram recolhidos de traficantes de animais selvagens em um porto em Shenzhen. Os oficiais do país anunciaram que esta apreensão está sendo considerada uma das maiores da história.

Aproximadamente 13 toneladas de escamas finas, acastanhadas e cinzentas foram encontradas e estimou-se que entre 20 e 30 mil animais foram assassinados para serem traficados para a China, onde se acredita que as escamas de pangolim tenham propriedades medicinais.

Botswana considera liberar a caça de elefantes

Foto: Pixabay

Depois de meses de reuniões públicas e consultas, o relatório dos ministros também recomenda o “estabelecimento de conservas de carne de elefante” para alimentos de animais domésticos.

Estima-se que existam cerca 130 mil elefantes em Botswana, na África, o que alguns argumentam ser demais para o ecossistema. Mas outros dizem que o turismo do país cresceu significativamente desde que a proibição entrou em vigor e que a revogação afetaria a reputação internacional do país para a conservação.

Pouco depois de assumir o cargo em abril de 2018, o presidente Mokgweetsi Masisi pediu aos ministros que revisassem a proibição da caça que foi implementada por seu antecessor, Ian Khama, em 2014.

As conclusões do relatório recomendam que:

  1. A proibição da caça deve ser revogada
  2. A população de elefantes deve ser gerenciada “dentro de seu alcance histórico”
  3. Rotas migratórias da vida selvagem “não benéficas para os esforços de conservação do país” devem ser fechadas
  4. Ranchos de caça podem ser demarcados para “servir de buffers entre áreas comunais e de vida selvagem”
  5. “Seleção regular mas limitada de elefantes” deve ser introduzida

O Presidente Masisi saudou o relatório, que passará por mais consultas antes de ser implementado.

“Eu posso prometer a você e à nação que vamos considerar isso. Um aviso será publicado e compartilhado com o público”, disse ele.

“Se necessário, daremos uma oportunidade ao parlamento para também interrogá-lo, e também permitir que o espaço intervenha antes de tomarmos uma determinação final.”

Por que há um crescente conflito entre humanos e elefantes?

Pesquisas mostraram que o “alcance” dos elefantes – até onde viajam – está aumentando.

O diretor do Departamento de Vida Selvagem e Parques Nacionais, Otisitwe Tiroyamodimo, disse que há muitos fatores envolvidos, incluindo a mudança climática.

Com a escassez de chuvas a vegetação começou a se deteriorar e, em seguida, os elefantes naturalmente migraram à procura de água e comida”, disse ele.

“O número de elefantes aumentou – ao mesmo tempo, a população humana também, e houve demanda por mais terra. O desenvolvimento da infraestrutura também fez com que os elefantes migrassem”.

Ou seja, a cidade invadiu o habitat selvagem mas ainda assim, aqueles que vivem próximos aos elefantes apoiam a reintrodução da caça.

Mas muitos conservacionistas são contra a ideia de abater elefantes ou caçá-los e alertar que pode haver uma reação dos turistas internacionais, que são a segunda maior fonte de renda externa de Botswana após a mineração de diamantes.

Plano do Zimbábue de exportar elefantes para a China gera protesto

O governo do Zimbábue planeja exportar até 35 filhotes de elefante para a China. Ativistas pelos direitos animais, que discordam do plano, fizeram um protesto. Eles afirmam que os procedimentos adequados não foram seguidos e lembram que o papel significativo da China no tráfico de espécies ameaçadas de extinção gera preocupação.

Um elefante africano e seu bebê são retratados em 18 de novembro de 2012, no Parque Nacional de Hwange, no Zimbábue (Martin Bureau / AFP / Getty Images)

De acordo com os ativistas, que realizaram investigações, os filhotes, que têm apenas dois anos, foram separados das mães e levados para currais no Parque Nacional Hwange, no Zimbábue, enquanto preparativos são feitos para que a viagem até a China aconteça. No país de destino, os elefantes serão levados para zoológicos. As informações são do portal Epoch Times.

Para ambientalistas locais e internacionais, a exportação é altamente prejudicial não só para os filhotes, mas para todo o rebanho. De acordo com a ativista Sharon Hoole, do grupo Bring Back Our Rhinos, com sede no Reino Unido, a Wildlife Act determina que critérios sejam obedecidos em caso de exportação de animais, mas o governo não atendeu a essas normas.

“Deveria haver consulta pública às partes interessadas, consulta parlamentar… Mesmo durante a captura, eles precisam atender a um critério em que representantes de cidadãos, partes interessadas e serviços de bem-estar animal devem estar envolvidos”, disse Hoole. “Essa captura e exportação dos filhotes de elefantes é ilegal porque esses critérios não foram cumpridos, mas eles não se importam com isso porque sabem que ninguém fará nada. Então temos que fazer alguma coisa”, completou.

Especialistas afirmam que a demanda chinesa por produtos advindos de animais silvestres está impulsionando o tráfico de espécies ameaçadas de extinção. Muitos animais, especialmente tigres, ursos e rinocerontes, são criados em massa na China e tratados de forma desumana. Os tigres são explorados para produção de itens de luxo, como vinho de osso de tigre e tapetes de pele de tigre, e os ursos pra extração da bílis para uso na medicina tradicional chinesa.

De acordo com o especialista em vida selvagem Mike Hitschmann, que dirige a Reserva Natural Cecil Kop, a preocupação não é só com o tráfico, mas também com o relacionamento da China com a África, que se caracteriza como um neocolonialismo que ocorre em países com governos questionáveis e que dá a vantagem a Pequim.

“O Zimbábue não é exceção e, basicamente, o que os chineses querem ou precisam, agora podem obtê-lo – sejam nossos recursos minerais ou nossos recursos naturais na forma de vida selvagem”, disse. “Com o advento do novo governo sob o presidente Emmerson Mnangagwa, não houve melhora. De fato, parece que a situação está piorando”, completou.

Com o aumento da presença chinesa no Zimbábue, a maior parte das espécies de répteis do país, como cágados e tartarugas, assim como rinocerontes, foram afetadas negativamente, segundo Hitschmann. Ele se preocupa também com a possibilidade de declínio das populações de elefantes.

Tinashe Farawo, porta-voz da Autoridade de Gestão de Parques e Vida Silvestre do Zimbábue, afirmou que o governo não está capturando elefantes para exportação. “Somos conhecidos por sermos líderes em conservação da vida selvagem e não podemos capturar elefantes para exportação”, afirmou. “Só podemos capturar subadultos – isto é, se quisermos capturar qualquer elefante [para exportação]. Nós capturamos apenas elefantes adultos jovens que não são mais dependentes de suas mães. Mas neste caso, não estamos fazendo isso ”, explicou.

Elefantes filhotes fotografados em um curral no Parque Nacional de Hwange, no Zimbábue (Andrew Mambondiyani para o Epoch Times)

Farawo afirmou que há mais de 80 mil elefantes no Zimbábue, o dobro da capacidade do país. “A última vez que nós selecionamos os elefantes foi em 1987 e os números estão crescendo, por isso estamos experimentando conflitos entre humanos e elefantes”, disse.

No entanto, para Hitschmann, as alegações de excesso de população são falsas e estão sendo usas para se opor à proibição mundial do comércio de marfim e para justificar a exportação de filhotes. O especialista indica ainda que existem práticas precárias de gestão que permitiram o aumento da invasão humana em áreas protegidas, como parques nacionais, e decisão políticas ruins que resultaram em menos terras disponíveis para animais silvestres.

Hitschmann acredita que o manejo eficaz da fauna requer um pensamento “fora da caixa”. Segundo ele, se uma área tem alta população de elefantes, os rebanhos podem ser realocados em outras áreas em que não há elefantes, incluindo outros países da África.

“Desta forma, fazemos a nossa parte para abrandar o crash da população em geral, mantendo os elefantes na África, que é o seu ambiente, e faz sentido porque necessitamos de turistas para visitar elefantes na África – não na China”, disse.

De acordo com a Humane Society dos Estados Unidos, esta é a quarta vez, desde 2012, que o Zimbábue captura elefantes – cerca de 108 animais – para exportá-los para a China, apesar das críticas severas.

Mulher é condenada a 15 anos de prisão por contrabando de 2 toneladas de marfim

Foto: WAN

De acordo com Reuter s, Yang Fenglan, que viveu na Tanzânia e fora por décadas “foi considerada culpada por trabalhar com dois homens no contrabando de mais de 800 peças de marfim entre 2000 e 2004”.

“Parabéns à Tanzânia por se posicionar contra o tráfico de animais selvagens e por prosseguir com a acusação de uma caçadora de marfim de alto nível da Ásia”, disse Damien Mander, fundador da International Anti-Poaching Foundation. As informações são da World Animal News.

“Muitas vezes, essas pessoas podem entrar em um avião e voar para casa intocadas. Esta sentença de 15 anos é uma das mensagens mais fortes até agora de que a vida selvagem da África está fora dos limites”.

Yang Fenglan e os homens com quem ela conspirou, Salivius Matembo e Manase Philemon, teriam sido condenados por “liderar uma gangue de crime organizado”.

Em uma coletiva de imprensa na última terça-feira (19), quando questionada sobre as notícias da Reuters, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Geng Shuang, confirmou que a China apoia a decisão do tribunal da Tanzânia.

“O governo chinês tem ‘tolerância zero’ para com o comércio ilegal de animais em extinção e seus produtos”, Shaung respondeu ainda explicando que “desde 2015, a China lançou medidas para proibir a importação e exportação de esculturas de marfim, troféus de caça e processamento interno e venda de marfim para fins comerciais”.

“Apoiamos os departamentos relevantes da Tanzânia na investigação deste caso de acordo com a lei”, continuou Shuang. “A China está pronta para trabalhar com a Tanzânia e outros membros da comunidade internacional para proteger espécies ameaçadas e reprimir o comércio ilegal”.

O governo chinês solicita a seus cidadãos estrangeiros que respeitem as leis e regulamentos locais e nunca protejam aqueles que violaram as leis.

“Eu gostaria de lembrar os cidadãos chineses viajando na África para ter em mente as leis relevantes e não para comprar ou transportar com eles quaisquer produtos feitos de animais selvagens ameaçados, como marfins e chifres de rinoceronte”, disse Shuang.

Proibição na China

A ANDA noticiou no fim do ano passado que a exploração de rinocerontes e tigres continuaria sendo ilegal na China, após o governo chinês acabar com a revogação da lei que proíbe a exploração, comércio, transporte e exibição desses animais. Esta lei existe há vinte e cinco anos.

A lei foi revogada em outubro de 2018, abrindo uma exceção que permitia o uso de partes de rinocerontes e tigres para fins medicinais. A decisão causou revolta a grupos de ativistas, como a fundação WWF e a Humane Society International.

De acordo com Huang Caiyi, porta-voz do Departamento Nacional de Gestão Ambiental, a repressão ao comércio ilegal de rinocerontes e tigres, assim como suas partes, ocorre em todo o país desde 13 de novembro e permaneceria até dia 31 de dezembro.