Aquecimento global trará verão com tempestades e poluição, diz estudo

Uma pesquisa feita pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) concluiu que o aquecimento global fará com que o verão tenha tempestades e poluição. De acordo com o estudo, a poluição está se mantendo por mais tempo nas cidades e as tempestades de verão estão ficando mais fortes.

A elevação do nível, as inundações catastróficas, as ondas devastadoras de valor e os furacões sem precedentes são resultados do aquecimento global. Segundo os pesquisadores, até mesmo os aspectos mais mundanos do clima estão sendo afetados por danos causados pelo homem à natureza, podendo gerar danos às pessoas e às propriedades. As informações são da agência de notícias Bloomberg.

(Foto: Pixabay)

“É possível ligar as observações que as pessoas estão fazendo em breves escalas de tempo a respeito dos fenômenos climáticos a mudanças na situação climática média”, disse o principal autor do estudo, Charles Gertler, estudante de pós-graduação do Departamento de Ciências Terrestres, Atmosféricas e Planetárias do MIT. “Para ser mais claro, isto é a mudança climática e sua impressão digital nos eventos climáticos”, completou.

O problema tem relação com o modo que a mudança da estrutura de alor da atmosfera, que está relacionada ao aquecimento global, impulsiona enormes sistemas climáticos nas regiões em que a maioria das pessoas vive. No alto da atmosfera, os ciclones extratropicais são alimentados pela mistura de ar quente e frio. Eles são a força por trás das nevascas, tempestades e tormentadas com raios. Os ventos provocados por eles sopram a poluição do ar para longe nas cidades após dias de verão com nevoeiro e fumaça. No sul, eles mantêm o movimento de fortes tempestades. Isso, no entanto, está mudando atualmente. Isso porque a circulação desses enormes sistemas climáticos estão enfraquecendo e o resultado são municípios cobertos por poluição por dias e regiões inteiras mais vulneráveis a repentinas tempestades torrenciais.

“O clima do verão não está ventilando as cidades americanas no mesmo ritmo de antigamente”, disse Gertler.

Para que os ciclones extratropicais aconteçam, é necessário que haja diferença de temperatura entre as latitudes sul e norte. Essa diferença, porém, está diminuindo com o aquecimento do Ártico, que tem ocorrido duas vezes mais rápido que a média global – isso tem reestruturado gradualmente o clima no hemisfério.

O estudo, publicado na revista acadêmica Proceedings of the National Academy of Sciences, concluiu ainda que os ciclones extratropicais mais fracos podem estar contribuindo também para que as ondas de calor se prolonguem. Os pesquisadores usaram dados de temperatura e de precipitações que remontam a 1979, quando o monitoramento por satélite teve início. A energia disponível para esses sistemas caiu 6% durante os meses de calor no hemisfério norte, uma taxa “próxima do extremo do que diferentes modelos climáticos simulam para as últimas décadas”, segundo os pesquisadores.

De acordo com o estudo, os ciclones estão empurrando a energia disponível para as tempestades em suas extremidades e a quantidade dessa energia para tempestades com raios está “aumentando a uma taxa bastante significativa” de 13%, o que pode torná-las mais fortes, segundo Gertler. Essa mudança está associada à umidade adicional na atmosfera e tem gerado mais chuvas com rajadas curtas e intensas.

A poluição do ar é a sexta principal causa de morte no mundo. Ela tem matado mais do que o álcool, a insuficiência renal e o excesso de sal.

Plásticos são encontrados em 100% dos animais marinhos mortos em praias

Um estudo com golfinhos, focas e baleias mortas nas praias britânicas encontrou plástico no sistema digestivo de cada um deles. Os cientistas examinaram 50 animais de 10 espécies diferentes e em todos eles foram encontradas partículas “microplásticas”, com menos de cinco milímetros de diâmetro, em seus estômagos e intestinos.

A grande maioria das partículas eram fibras sintéticas que podem ser de roupas ou redes de pesca, os outros eram fragmentos de peças originalmente maiores que poderiam ter vindo de embalagens de alimentos ou garrafas plásticas.

A pesquisadora chefe Sarah Nelms, da Universidade de Exeter, disse: “É chocante mas não surpreendente que todos os animais tenham ingerido plásticos”. As informações são do Daily Mail.

O número de partículas em cada animal atingiu a média de 5,5, sugerindo que elas eventualmente passam pelo sistema digestivo quando não são regurgitadas.

“Ainda não sabemos exatamente quais efeitos que os microplásticos, ou da química neles presentes, podem ter sobre os mamíferos marinhos.”

Animais que morreram como resultado de doença infecciosa tiveram um número ligeiramente maior de partículas do que aqueles mortos por ferimentos ou outras causas.

O professor Brendan Godley, do Centro de Ecologia e Conservação da Universidade de Exeter, disse que não foi possível tirar conclusões definitivas sobre essa descoberta.

Mas ele acrescentou: “Estamos nos primeiros estágios de compreensão desse poluente onipresente”.

“Os mamíferos marinhos são os sentinelas ideais dos nossos impactos no meio ambiente marinho, pois são geralmente longevos e muitos se alimentam no alto da cadeia alimentar.

“Nossas descobertas não são boas notícias.”

A equipe, cujos resultados aparecem na revista Scientific Reports, disse que bactérias, vírus e contaminantes carregados no plástico eram motivo de preocupação.

As espécies estudadas incluíam o golfinho-do-mato-branco, o golfinho-comum, o golfinho-comum, a foca-cinzenta, o boto, o foca-marinho, o cachalote pigmeu, o golfinho de Risso, o golfinho listrado e o golfinho de bico branco. A pesquisa foi apoiada pelo grupo Greenpeace.

“É preocupante que cada mamífero marinho testado tenha microplásticos em seu sistema digestivo e mostre a escala da poluição plástica em nossos mares”, disse Louise Edge, chefe da campanha de plásticos oceânicos do Greenpeace no Reino Unido

“Esta é mais uma evidência de que o governo e as grandes empresas precisam concentrar seus esforços na redução drástica do uso e desperdício de plásticos, para conter o fluxo de poluição em nossos rios e oceanos e na dentro da vida selvagem marinha.”

Um estudo diferente publicado no ano passado por cientistas da Universidade de Manchester encontrou altos níveis de microplásticos nos rios do Reino Unido e evidências de que grande parte deles seja levada em direção ao mar durante as inundações.

Os pesquisadores também  testaram sedimentos de rios em 40 locais em toda a Grande Manchester e encontraram microplásticos em todos eles, incluindo alguns “hotspots” urbanos que continham centenas de milhares de partículas de plástico por metro quadrado.

 

 

 

 

 

 

Podem existir criaturas no planeta mais inteligentes que os humanos

Imagem: Pixabay

Há muito tempo os humanos são considerados os seres mais inteligentes entre todas as espécies. Contudo, poderia haver alguém mais inteligente e capaz que nos tirar dessa posição? Muitas pessoas acreditam que a resposta para essa pergunta é sim. Como assim?

Quem pode ser mais inteligente que o ser humano?

Um estudo feito ano passado, afirma que os golfinhos são criaturas altamente inteligentes e que podem superar a inteligência humana em alguns aspectos. Um deles é a autoconsciência. No teste, foi um teste de auto-reconhecimento de espelho (MSR) que consiste basicamente em apresentar um espelho ao sujeito e ver quanto tempo ele ou ela leva para se reconhecer.

Quando apresentados a um espelho, os bebês humanos geralmente não conseguem se reconhecer até os 12 meses de idade. Os golfinhos nariz-de-garrafa, por outro lado, são capazes de se reconhecer com apenas sete meses de idade. O experimento foi feito em golfinhos machos e fêmeas para obter uma série de resultados.

Foto: Pixabay

Eles são capazes de muito mais do que qualquer um já percebeu. Eles são até capazes de criar sons personalizados que podem ser vistos como o equivalente como nomes para diferentes membros de seu grupo. Eles podem resolver problemas, bem como se comunicar uns com os outros sem qualquer dificuldade. Algumas pessoas realmente acreditam que devemos tratá-los como pessoas, em certo sentido, por causa de seu alto intelecto.

O que o relatório diz?

Aqui está uma pequena parte do estudo sobre os golfinhos:

Nós expusemos dois jovens golfinhos-nariz-de-garrafa a um espelho subaquático e analisamos gravações em vídeo de suas respostas comportamentais durante um período de três anos. Ambos os golfinhos exibiram MSR, indicado pelo comportamento auto-dirigido no espelho, em idades mais precoce do que geralmente relatadas em crianças e em idades muito mais novas do que os chimpanzés.

O início precoce da MSR em jovens golfinhos ocorre paralelamente ao desenvolvimento sensório-motor avançado, interações sociais complexas e recíprocas e à crescente consciência social. Ambos os golfinhos passaram nos testes subsequentes em idades comparáveis às crianças. Assim, nossos resultados indicam que os golfinhos exibem autoconsciência em um espelho em uma idade mais jovem do que já relatada anteriormente para crianças e outras espécies.

Os golfinhos estão aqui há mais tempo que nós e têm cérebros muito maiores. Podemos aprender muito com esses animais, se os encararmos como iguais ou não. Eles devem ser estudados e testados para ver o que eles são realmente capazes de fazer.

O vídeo abaixo fala sobre os golfinhos e como inteligentes eles realmente são.

Fonte: Disclose.tv

Um vegetariano pode evitar morte de até 582 animais por ano, diz estudo

Um estudo concluiu que um vegetariano pode evitar a morte de até 582 animais por ano. A pesquisa foi feita pelo professor da Universidade de Drexel, nos Estados Unidos, Harish Sethu, que é PhD em Engenharia Elétrica, e foi divulgada pelo site Counting Animals.

(Foto: Pixabay)

Para chegar ao resultado do estudo, o professor traçou o número de animais mortos pela indústria alimentícia nos Estados Unidos e o comparou com o tamanho da população durante o período analisado. Ele também dividiu o número de animais mortos pelo número de pessoas que consomem carne para garantir resultados mais realistas. O resultado variou entre 371 e 582, sendo que a maior parte corresponde a animais marinhos. As informações são do portal Terra.

O número de mortes sofre aumento devido aos animais mortos acidentalmente durante a pesca, além dos que são criados para alimentar outros animais em cativeiro e os que estão presentes na composição de produtos, como farinha e óleo de peixe.

O professor concluiu, então, que um vegetariano pode salvar pelo menos um animal por dia. O estudo, no entanto, não representa todos os animais mortos, já que não leva em consideração os que perdem a vida na indústria de ovos, leite e peles e os que são mortos para outros fins além do consumo.

Harish lembrou ainda que os animais criados pela pecuária precisam de alimentar de grãos, o que provoca um elevado número de mortes de outras espécies em monoculturas. Neste sentido, o consumo de carne se mostra ineficiente e gerador de um ciclo vicioso inerente, já que o cultivo de vegetais para alimentar animais que, depois, serão mortos, é muito maior do que o necessário para o consumo direto da população.

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Chip capaz de imitar órgãos humanos promete pôr um fim nos testes em animais

A tecnologia “human-on-a-chip” consiste em um chip capaz de recriar órgãos humanos, por meio de cultura de células inseridas em um dispositivo que simula algumas características do organismo. O chip usa tecido humano doado por voluntários para imitar órgãos humanos, e tem sido fundamental nos testes de segurança química, bem como na produção de vacinas e desenvolvimento de medicamentos, de acordo com a Cruelty Free International.

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Foto: Wyss Institute

Cientistas da Universidade da Flórida Central fizeram progressos na cultura de células do coração humano, o que significa que agora podem prever com mais precisão os efeitos de drogas e substâncias químicas no coração humano – citados anteriormente como um dos principais motivos do fracasso dos ensaios clínicos.

A Cruelty Free International diz que muitas vezes não são as drogas em si que são tóxicas para o coração, mas que o problema está em como elas são processadas pelo fígado.

“O novo avanço ajudou os cientistas da Universidade da Flórida Central a descobrir como o coração e o fígado reagiriam a diferentes substâncias químicas”, acrescenta a organização. “Isso dá uma indicação muito mais precisa de como o corpo humano irá responder.”

“Os mais recentes avanços na tecnologia human-on-a-chip melhoram a previsão de toxicidade no coração humano, o que tem sido um fator importante nos estudos sobre novas drogas”, disse o Dr. Jarrod Bailey, pesquisador sênior da Cruelty Free International em um comunicado.

“Ele dá resultados ainda melhores do que antes, é superior aos testes em animais e reflete com mais precisão o que vai acontecer nas pessoas.”

“Este é um exemplo interessante de como uma inovação tecnológica pode produzir uma forma muito mais ética e relevante de entender os processos de doenças humanas e os efeitos de novas drogas e produtos químicos, sem a necessidade de causar sofrimento aos animais”.

China clona macaco para explorá-lo em estudo sobre distúrbios psicológicos

Cinco macacos foram clonados a partir de um único macaco geneticamente modificado para sofrer distúrbios do sono na China. A clonagem foi divulgada na última quinta-feira (24) por cientistas chineses. Os macacos serão explorados em pesquisas sobre problemas psicológicos. Tratados como objetos, serão vítimas da crueldade para benefício humano. O caso tem provocado debates éticos no país.

Foto: STR/AFP

Genes de um macaco foram alterados por uma equipe do Instituto de Neurociências da Academia Chinesa de Ciências em Xangai. A alteração genética teve o objetivo de causar distúrbios no ritmo circadiano do animal, o chamado “relógio do corpo”. As informações são da Folha de S. Paulo.

A partir deste macaco, outros cinco foram clonados. Eles nasceram seis meses depois com sinais de problemas mentais associados a distúrbios do sono, que incluem depressão, ansiedade e comportamentos ligados à esquizofrenia – o que causa extremo sofrimento neles.

Foto: Jin Liwang/Xinhua

O objetivo da pesquisa, publicada pela revista National Science Review, é criar animais com distúrbios específicos, independentemente do quanto isso os prejudique e os faça sofrer, para pesquisar distúrbios psicológicos humanos e encontrar novos medicamentos e tratamentos.

 

O Instituto de Neurociências já clonou, em janeiro de 2018, outros dois macacos com método semelhante ao usado há 20 anos para criar a ovelha Dolly.

Foto: Jin Liwang/Xinhua

Nota da Redação: a clonagem e a criação de animais doentes são práticas anti-éticas e extremamente cruéis que tratam animais como objetos e os condenam a viver vidas miseráveis, nas quais experimentam todo tipo de sofrimento. É urgente que a sociedade entenda que os animais não devem ser prejudicados para que soluções sejam encontradas para a saúde humana e, assim, liberte-os da exploração promovida pela comunidade científica. 

rato nadando em experimento

Experimento cruel força ratos e camundongos a nadarem por suas vidas

Estudantes universitários da Nova Zelândia estão torturando ratos e camundongos em um experimento que os força a nadar até a exaustão. O teste de nado forçado, como é conhecido, mostra que os animais passam até 15 minutos presos em recipientes cheios de água, obrigados a nadar para não se afogarem. Os roedores são mortos após o estudo e seus cérebros são removidos para serem analisados pelos cientistas.

rato nadando em experimento

Foto: NAVS

A Victoria University, de Wellington, capital da Nova Zelândia, diz que o teste foi realizado duas vezes nos últimos cinco anos “como parte de um programa de pesquisa muito mais amplo que explora potenciais terapias baseadas em farmacologia para doenças mentais”.

Esse tipo de teste é realizado nas universidades desde a década de 1950. No experimento, os ratos são torturados e forçados a nadar enquanto os pesquisadores medem o tempo até o animal se render à exaustão. Segundo os cientistas, a a quantidade de tempo em que os ratos lutam por sua vida indicaria o seu “nível de depressão”.

A New Zealand Anti-Vivisection Society lançou uma petição para fazer com que o governo proibisse completamente a realização desse teste e de todos os experimentos em animais realizados pelo departamento de psicologia. A petição já contava com mais de 600 assinaturas em apenas duas horas após seu lançamento.

“A prática de explorar animais em testes para prever reações humanas é retrógrada e desatualizada, e os pesquisadores precisam se libertar disso”, disse Tara Jackson, representante da organização.

Hans Kriek, porta-voz da Save Animals from Exploitation (SAFE), também condenou o teste, dizendo que a tortura e o afogamento de animais não tinha nenhuma relação com a medicina humana.

“Vamos pedir ao governo que pare com isso. Na Nova Zelândia, dissemos que não vamos testar cosméticos em animais porque é cruel e desnecessário, agora estamos pedindo consistência,” disse Kriek.

mulher com prato de comida

Cientistas afirmam que comer mais vegetais pode salvar o planeta

Durante dois anos, 37 cientistas especializados em nutrição, agricultura e mudança climática desenvolveram o primeiro plano de alimentação global baseado na ciência, que poderá salvar o planeta e melhorar a saúde geral da população. A dieta reduz drasticamente o consumo de carne no mundo e incentiva a ingestão de legumes, verduras e grãos.

mulher com prato de comida

Foto: Adobe

O estudo foi publicado na revista médica Lancet em colaboração com a ONG Eat Forum. Nele, os cientistas falam sobre como a indústria pecuária está impulsionando a mudança climática, poluindo a água do planeta e causando sérios danos ambientais.

Os cientistas também abordam os danos que os hábitos de alimentação precários ​​estão causando à saúde humana, com 2 bilhões de pessoas com sobrepeso ou obesas em todo o mundo, em contraste com os 2 bilhões de desnutridos e 800 milhões de pessoas passando fome diariamente. Eles dizem que, se toda a população adotar a dieta, poderiam alimentar seguramente 10 bilhões de pessoas – a estimativa da população mundial até 2050.

Em termos globais, a dieta exige que as pessoas reduzam pela metade o consumo de carne vermelha e açúcar. Enquanto o consumo de legumes, frutas, verduras e grãos deve aumentar em duas vezes.

Quanto a lugares específicos, como a América do Norte ou a Europa, o consumo de carne deve ser reduzido em mais de 80%, aumentando em 15 vezes o consumo de grãos como feijão e lentilhas.

“Precisamos de uma revisão significativa para mudar o sistema alimentar global em uma escala nunca vista antes, de maneira apropriada às circunstâncias de cada país”, disse um dos autores do estudo, Tim Lang, da Universidade de Londres.

Os editores da revista Lancet, Richard Horton e Tamara Lucas, disseram que a implementação dessas mudanças é crucial para a nossa sobrevivência. “A civilização está em crise. Não podemos mais alimentar nossa população com uma dieta saudável sem levar em conta o meio ambiente. Se pudermos comer de uma maneira que beneficie tanto o nosso planeta quanto os nossos corpos, o equilíbrio natural será restaurado.”

ascídias

Cientistas israelenses encontram plástico no organismo de invertebrados marinhos

Um novo estudo da Universidade de Tel Aviv (TAU), em Israel, descobriu que microplásticos – minúsculos pedaços de plástico ingeridos por animais aquáticos – estão presentes em ascídias solitárias, invertebrados marinhos, ao longo da costa israelense.

ascídias

Foto: Pixabay

A pesquisa também confirmou a presença de aditivos plásticos, que são substâncias adicionadas aos plásticos para aumentar sua flexibilidade, transparência, durabilidade e longevidade.

A pesquisa, liderada pelo professor Noa Shenkar da Escola de Zoologia da Faculdade de Ciências Biológicas da TAU e do Museu Steinhardt de História Natural, foi publicada na edição de janeiro de 2019 do Boletim de Poluição Marinha. O estudo foi conduzido em colaboração com o professor Dror Avisar, chefe do Centro de Pesquisa Marinha na Faculdade de Ciências Exatas da TAU, e com o estudante pós-graduado Aviv Kaplan, do laboratório de Avisar.

“Este é o primeiro estudo que examina a contaminação por aditivos plásticos em organismos marinhos no Mediterrâneo Oriental e no Mar Vermelho”, diz Gal Vered, co-autor do estudo e um estudante de doutorado no laboratório de Shenkar.

“As ascídias solitárias são animais filtradores altamente eficientes e são excelentes exemplos do estado de poluição que afeta muitos outros organismos marinhos. Nossas descobertas são extremamente perturbadoras. Mesmo em praias protegidas, havia evidências de microplásticos e aditivos plásticos em ascídias. De fato, em todos os locais de amostragem, descobrimos níveis variados desses poluentes.”

Shenkar observou que “este é um resultado direto do uso humano do plástico. Pode parecer que os sacos plásticos e os outros produtos plásticos volumosos que vemos flutuar no mar são o maior problema. Mas um motivo de preocupação mais importante é a fragmentação desses produtos em pequenas partículas que são ingeridas por muitos organismos e chegam até mesmo às zonas mais profundas do oceano.”

Cerca de 350 milhões de toneladas de plástico são produzidas em todo o mundo a cada ano, e este número está aumentando. A pesquisa sugere que, se o material é encontrado nas ascídias, provavelmente também está presente em outras criaturas marinhas.

Os pesquisadores estão preparando seus resultados para os políticos interessados ​​em evitar mais danos à costa israelense. Eles também continuam investigando a extensão e o efeito da poluição plástica no recife de corais de Eilat.

“Ao comunicar nossos resultados ao público”, disse Shenkar, “esperamos aumentar ainda mais a conscientização pública sobre as ações que todos podem tomar para acabar com a poluição plástica”.

Consumo de carne na União Europeia diminuirá até 2030

As pessoas na Europa consumirão menos carne até 2030, de acordo com um novo relatório agrícola da União Europeia.

O relatório diz que o consumo de carne per capita cairá de 69,3 kg para 68,6 kg nos próximos 12 anos.

Embora o consumo geral caia, a produção de ovinos, caprinos e aves deverá aumentar nesse período.

Vários fatores, incluindo o aumento da conscientização dos consumidores em relação ao impacto ambiental da carne, são citados para a mudança nos hábitos das pessoas.

Até 2030, o consumo de carne diminuirá na União Europeia (Foto: Pixabay)

“Muitos motoristas influenciarão os mercados agrícolas na próxima década na UE e além”, diz o relatório. “O relatório leva em conta o impacto do comportamento dos consumidores nesses mercados”.

“Por exemplo, o consumidor e o cidadão se tornarão mais conscientes de sua alimentação, do seu fornecimento e seu impacto no meio ambiente e na mudança climática”.

Ele também afirma que para os produtores, isso resultará em custos de produção mais altos. Entretanto, é também uma oportunidade de diferenciar seus produtos, “agregando valor e reduzindo o impacto climático e ambiental negativo”.

“Isso se refletirá em sistemas alternativos de produção, como produtos locais, orgânicos ou outros certificados, cada vez mais em demanda “.