Kim Kardashian manda fazer casacos sintéticos para deixar de usar pele de animais

A socialite Kim Kardashian decidiu parar de usar casacos feitos com pele de animais. Na terça-feira (11), ela fez uma publicação em rede social anunciando a mudança.

Foto: Reprodução / Instagram / @kimkardashian

A decisão da socialite é importante, já que ela é formadora de opinião e, por isso, influencia muitas pessoas em todo o mundo.

O processo de fabricação de roupas feitas com pele de animais é extremamente cruel e as denúncias sobre o tema feitas por ativistas pelos direitos animais parecem ter conscientizado Kim Kardashian.

No Instagram, a socialite publicou uma foto de North West, sua filha, usando um casaco feito de pele falsa.
“Se lembram quando eu usei isso? Ela escolheu um look igual ao meu! Mas, o fato divertido é: eu peguei todas minhas peças favoritas que usam pele e mandei refazê-las em versões com peles falsas“, escreveu na legenda.

Foto: Reprodução / Instagram / @kimkardashian

A socialite já foi alvo de vários protestos feitos por ativistas. Em 2012, um militante jogou farinha em Kim para se manifestar contra os casacos de pele usados por ela.

Ao anunciar a mudança, a socialite recebeu muitos elogios, inclusive da organização internacional de defesa dos animais PETA.

“AMOR! Obrigado por fazer mudanças compassivas que salvam os animais e mostram ao mundo que os estilos #LivresdePele são o futuro!“, disse um seguidor.

Rede de fast food sueca lança a sua própria imitação de carne

David Arioch

“Desenvolvemos o nosso próprio hambúrguer à base de vegetais para conquistar os amantes da carne” (Foto: Divulgação/Max Burgers)

Com 135 unidades na Escandinávia, a rede de fast food sueca Max Burgers lançou recentemente sua própria imitação de carne baseada em vegetais. O produto que recebeu o nome de “Delifresh Plant Beef” foi desenvolvido ao longo de três anos pelo chef Jonas Mårtensson.

“Começamos a buscar por uma opção que se encaixasse no cardápio do Max, mas rapidamente percebemos que nenhum dos produtos que encontramos poderia atender aos nossos requisitos de bom gosto. Então desenvolvemos o nosso próprio hambúrguer à base de vegetais para conquistar os amantes da carne”, informou Mårtensson em comunicado da Max Burgers enviado à imprensa.

Segundo o chef, a prova de que o resultado foi satisfatório é que seu filho que gosta muito de carne não foi capaz de perceber a diferença. A opção está disponível como substituta de carne em qualquer lanche disponível no cardápio do Max Burgers.

A diretora de inovação e desenvolvimento da rede, Claes Petersson, disse que a proteína à base de vegetais é a proteína do futuro. “Nosso objetivo é mostrar a todos os consumidores de carne que eles podem ter um bom hambúrguer sem carne”, disse Claes.

O Max Burgers começou a oferecer opções sem carne em 2016, e desde então viu suas vendas quadruplicarem em apenas um ano. Hoje há opções de lanches e milk-shakes sem ingredientes de origem animal. A meta é alcançar 50% de vendas em 2022 baseadas em opções sem carne.

Ator de Game of Thrones se junta à empresa que criou a criptomoeda vegana

Por David Arioch

“[A plataforma] Vegan Nation é a base de uma economia vegana internacional que torna a vida vegana mais simples, mais econômica e melhor para a terra e para a alma de um cada um de nós” (Foto: Getty)

O ator britânico Jerome Flynn, mais conhecido como Bronn da série Game of Thrones, da HBO, e que não consome alimentos nem outros produtos de origem animal, agora é um dos membros do conselho consultivo da empresa vegana VeganNation, que surgiu no ano passado com o objetivo de criar uma criptomoeda rastreável que pode ser utilizada para produtos e serviços com certificação vegana disponíveis na plataforma.

“Vegan Nation é a base de uma economia vegana internacional que torna a vida vegana mais simples, mais econômica e melhor para a terra e para a alma de um cada um de nós. A VeganCoin permitirá que mais pessoas se tornem veganas e assim contribuam para reduzir a nossa pegada ecológica”, defende Flynn, que tem participado de diversas campanhas em defesa dos animais, em comunicado da empresa.

A criptomoeda vegana começou a ser comercializada no final do mês passado. Segundo a empresa, a intenção maior é apoiar empresas veganas e criar uma economia livre de crueldade.

O CEO Isaac Thomas afirma que é importante tornar o estilo de vida vegano mais acessível, criando uma comunidade global descentralizada e rica em recursos que podem ajudar as pessoas nos mais diversos aspectos de uma vida livre de ingredientes e produtos de origem animal.

Embora tenha sido idealizado para unir e facilitar a vida dos veganos, o aplicativo da VeganNation é destinado a qualquer pessoa de qualquer lugar que queira se abster do consumo de animais.

Uma pessoa do Brasil, por exemplo, pode comprar facilmente um produto vegano disponibilizado na plataforma por uma pessoa ou empresa da Islândia. Não há restrições de origem e destino. O aplicativo permite não apenas compras, mas também permutas.

A plataforma se volta ainda para o ativismo em prol do veganismo, já que oferece recursos para o compartilhamento de conteúdo entre usuários de qualquer país.

Segundo pesquisa, 70% dos britânicos de 8 a 16 anos querem mais opções veganas e vegetarianas nas escolas

Por David Arioch

A conclusão é baseada em um questionário respondido por mil jovens (Foto: Getty)

Uma pesquisa conduzida pela empresa de produtos vegetarianos Linda McCartney Foods revelou que 70% dos britânicos na faixa etária de 8 a 16 anos querem mais opções veganas e vegetarianas nas escolas. A conclusão é baseada em um questionário respondido por mil jovens.

Entre os jovens que não consomem carne, 44% afirmaram que a principal motivação é ser “mais gentil com os animais”. Já 31% apontaram em primeiro lugar a preocupação com o meio ambiente, seguido por 19% que justificaram a abstenção como sendo uma questão de saúde.

A pesquisa também foi realizada com pais de alunos – 81% alegaram que não há opções vegetarianas saudáveis e saborosas o suficiente nas escolas. Além disso, 45% dos pais disseram não ver problema caso o filho queira se tornar vegetariano, desde que leve uma vida saudável.

Linda McCartney lança versão vegetariana da linguiça lincolnshire

A Linda McCartney Foods lançou no mês passado uma versão vegetariana da linguiça inglesa do tipo lincolnshire. A principal diferença é que o alimento é baseado em proteína de ervilha.

Com aroma de cebola e sálvia, o produto começou a ser comercializado hoje em embalagens com seis unidades nas lojas da Tesco no Reino Unido.

Na divulgação do lançamento do produto, a marca lembrou que a empreendedora, ativista e fotógrafa Linda McCartney fundou a empresa em 1991, com o intuito de estimular as pessoas a buscarem mais alternativas vegetais.

Deputado Nelson Barbudo (PSL) quer proibir uso da palavra carne em referência a alimentos de origem vegetal

Por David Arioch

Segundo Barbudo, a palavra “carne” deve ser exclusivamente reservada a todos os tecidos comestíveis “de espécies de açougue” (Foto: Agência Câmara)

Na última terça-feira, o deputado Nelson Barbudo (PSL-MT) apresentou o projeto de lei 2876/2019, que prevê a proibição do uso da palavra carne em referência a alimentos de origem vegetal.

Segundo Barbudo, a palavra “carne” deve ser exclusivamente reservada a todos os tecidos comestíveis “de espécies de açougue, englobando as massas musculares, com ou sem base óssea, gorduras, miúdos, sangue e vísceras, podendo ser in natura ou processados”.

Por isso o deputado quer proibir o uso da palavra carne em embalagens, rótulos e publicidade de alimentos de origem não animal.

“A terminologia “carne” vem sendo utilizada de maneira equivocada pela grande mídia e pela população, de forma geral, em produtos como ‘carne de laboratório’, feita através de células-tronco de músculos de bovinos, ‘carne’, ‘picadinho’ e ‘filé’ de soja, originalmente a proteína texturizada do grão, ‘carne de jaca’, feita com a própria polpa da fruta (Artocarpus heterophyllus), entre diversos outros exemplos”, reclama Nelson Barbudo.

E acrescenta: “Além de criar uma concorrência dos produtos de origem vegetal com os de origem animal, o consumidor é induzido a crer que, ao adquirir um produto de origem vegetal, está ingerindo alimento similar à carne quando, na verdade, está ingerindo extratos, polpas de frutas e etc., que não possuem o mesmo caráter nutricional.”

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Nova grife de roupas vegana anuncia revolução na indústria da moda

Foto: Legends and Vibes

Foto: Legends and Vibes

A proprietária da butique de moda vegana com sede em Los Angeles, Vegan Scenerecently, lançou uma grife de moda totalmente vegana, de origem sustentável, dirigida por mulheres, gerida de forma também de forma sustentável.

A Legends & Vibes nasceu do desejo de criar alternativas veganas ao vestuário derivado de animais produzido em massa. “Como proprietária de uma boutique vegana, eu me esforcei para encontrar marcas de roupas veganas que não apenas cumprissem nosso alto padrão de qualidade, estilo e modelo de conduta ética, mas que pudessem oferecer um preço que nossos clientes pudessem pagar”

A proprietária da marca Vegan Scene, Amy Rebecca Wilde, disse ao VegNews. “Se os consumidores não conseguem encontrar ou comprar moda vegana e sustentável, qual é o objetivo disso tudo? Foi aí que ficou claro que tínhamos que lançar nossa própria linha de moda”. A etiqueta oferece estilos que combinam uma moda sofisticada e um glamour feminino com uma suave vibração do sul da Califórnia.

As peças incluem o macacão, Oakwood Romper, com um recorte de gola em v, longas mangas de ombro solto e bolsos; o vestido, Valencia Dress, possui um ajuste fluído e relaxado e um decote redondo; e a jaqueta, Eastwood Jacket, é feita de veludo cotelê com uma gola destacável de pele de ovelha falsa. Os designs de Wilde foram inspirados em matéria-prima veganas – de excesso de tecido de fábricas, confecções de roupas e marcas maiores que sempre compram mais do que precisam.

“Em vez de criar mais desperdício, transformamos esses retalhos de tecido em coleções limitadas”, disse Wilde. “Usar tecidos em estado morto significa que, às vezes, as tiragens da produção serão muito pequenas, mas em um mundo de fast fashion e vestuário produzido em massa, há algo realmente especial em saber que poucas mulheres conseguirão ter essa peça de roupa”.

Após dois anos de preparação, a campanha de lançamento da Legends & Vibes Kickstarter é o primeiro passo no plano de Wilde para começar a produzir em escala e aumentar a produção de forma sustentável e para disponibilizar seu produto em uma mistura de pequenas butiques locais e grandes varejistas em todo o país. Wilde não é tímida sobre suas intenções: ela quer criar uma moda totalmente sustentável e vegana no futuro.

“Nosso objetivo é revolucionar a indústria da moda, de cima para baixo, criando uma mudança sistêmica ao fazer escolhas conscientes e éticas que começam com os materiais que escolhemos usar, como os identificamos, onde os transformamos em vestimentas e como os trabalhadores são tratados”. Disse Wilde. A primeira coleção da Legends and Vibes estará disponível para pré-encomenda até 20 de abril.

Fiozcruz lança pós-graduação sobre alternativas aos testes em animais

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) irá abrir neste ano a primeira turma da pós-graduação lato sensu em Métodos Alternativos ao Uso de Animais de Laboratório. As aulas serão realizadas no campus Manguinhos, no Rio de Janeiro e serão oferecidas pelo Instituto de Ciência e Tecnologia em Biomodelos (ICTB).

O curso é voltado para profissionais graduados nas áreas das ciências da saúde e agrárias e terá carga horária total de 480 horas, com duração de 12 meses. As aulas serão realizadas durante uma semana a cada mês.

Foto: Pixabay

 

As inscrições serão realizadas de 6 a 31 de maio e o início das aulas está previsto para agosto de 2019. As informações são do site oficial da Fiocruz.

A pós-graduação foi criada em parceria entre a Fiocruz e o Centro Brasileiro de Validação de Métodos Alternativos (BraCVAM). O objetivo da especialização é formar profissionais capacitados a desenvolver, divulgar e aplicar novos procedimentos em pesquisa e ensino que substituam ou reduzam a exploração de animais em experimentos científicos.

“Até hoje, a maior parte da formação nessa área acontece por meio de cursos avulsos ou limita-se a disciplinas específicas de cursos de pós-graduação. Essa especialização vai focar exclusivamente no tema dos métodos alternativos, visando fortalecer a pesquisa e mostrar o potencial do Brasil nesta área”, ressalta o pesquisador Octavio Presgrave, coordenador do BraCVAM. O profissional é também responsável por coordenar a nova pós-graduação, em parceria com Etinete Gonçalves, coordenadora de ensino do ICTB/Fiocruz.

“É um curso pioneiro no Brasil, e ainda desconhecemos a existência de uma especialização como essa em outros países. Também haverá foco na área educacional, visando a substituir o uso de animais em graduações de medicina veterinária, biologia e zootecnia”, destaca Etinete.

Nos últimos vinte anos, a Fiocruz tem buscado métodos alternativos para reduzir ou substituir por completo a exploração de animais em pesquisas. Em 2016, quando criou o mestrado profissional em ciência em animais de laboratório, também oferecido pelo ICTB/Fiocruz, a Fundação deu mais ênfase a uma formação com base no princípio internacional dos 3R’s, que são, em inglês: redução, refinamento e substituição de animais na ciência, com foco no bem-estar animal e na criação e implementação de métodos alternativos.

“O novo curso será de grande importância estratégica para toda a Fiocruz, pois estaremos na vanguarda dessa modalidade, proporcionando pesquisas que utilizam essas novas metodologias e que têm se mostrado extremamente promissoras na substituição de animais de laboratório, colaborando para o fundamento dos 3R’s”, avalia a vice-diretora de ensino e pesquisa do ICTB/Fiocruz, Fátima Fandinho.

A especialização terá disciplinas de ciência em animais de laboratório, métodos alternativos na experimentação e na educação, boas práticas em laboratório, biossegurança e cultivo celular, metodologia de pesquisa, legislação e bioética, entre outras.

O edital para inscrição será publicado nos próximos meses no site www.ictb.fiocruz.br. Mais informações pelo e-mail ensino.ictb@fiocruz.br ou telefone (21) 3194-8452.

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Chip capaz de imitar órgãos humanos promete pôr um fim nos testes em animais

A tecnologia “human-on-a-chip” consiste em um chip capaz de recriar órgãos humanos, por meio de cultura de células inseridas em um dispositivo que simula algumas características do organismo. O chip usa tecido humano doado por voluntários para imitar órgãos humanos, e tem sido fundamental nos testes de segurança química, bem como na produção de vacinas e desenvolvimento de medicamentos, de acordo com a Cruelty Free International.

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Foto: Wyss Institute

Cientistas da Universidade da Flórida Central fizeram progressos na cultura de células do coração humano, o que significa que agora podem prever com mais precisão os efeitos de drogas e substâncias químicas no coração humano – citados anteriormente como um dos principais motivos do fracasso dos ensaios clínicos.

A Cruelty Free International diz que muitas vezes não são as drogas em si que são tóxicas para o coração, mas que o problema está em como elas são processadas pelo fígado.

“O novo avanço ajudou os cientistas da Universidade da Flórida Central a descobrir como o coração e o fígado reagiriam a diferentes substâncias químicas”, acrescenta a organização. “Isso dá uma indicação muito mais precisa de como o corpo humano irá responder.”

“Os mais recentes avanços na tecnologia human-on-a-chip melhoram a previsão de toxicidade no coração humano, o que tem sido um fator importante nos estudos sobre novas drogas”, disse o Dr. Jarrod Bailey, pesquisador sênior da Cruelty Free International em um comunicado.

“Ele dá resultados ainda melhores do que antes, é superior aos testes em animais e reflete com mais precisão o que vai acontecer nas pessoas.”

“Este é um exemplo interessante de como uma inovação tecnológica pode produzir uma forma muito mais ética e relevante de entender os processos de doenças humanas e os efeitos de novas drogas e produtos químicos, sem a necessidade de causar sofrimento aos animais”.

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Índia se recusa a enviar animais para o espaço e opta por robô humanoide

A Organização de Pesquisa Espacial Indiana (ISRO) abandonou os testes em animais e disse que vai enviar um robô humanoide para o espaço antes de realmente enviar seres humanos até 2022 como parte do projeto Gaganyaan.

O objetivo desse projeto é transportar uma tripulação de três membros para uma órbita terrestre baixa e devolvê-los com segurança a um destino pré-definido na Terra.

foguete

Foto: My Nation

“Nosso robô será como um humano, e será capaz de fazer o que qualquer humano pode fazer, embora não tão extensivamente. Queremos mostrar que mesmo o primeiro voo não ficará vazio e também garantimos que aproveitaremos esta oportunidade ao máximo. Nós desenvolvemos nosso próprio modelo humanoide que será usado na viagem,” disse o presidente da ISRO, K Sivan.

Durante várias décadas, vários animais foram enviados ao espaço para os testes de sobrevivência aos voos espaciais.

Nós todos sabemos sobre Laika, uma cadela explorada em uma missão espacial e passou a ser o primeiro ser vivo a orbitar o planeta terra. Ela morreu poucas horas após decolar, a bordo do satélite russo Sputnik 2. Assim como Laika, vários outros animais foram explorados em missões espaciais e a grande maioria deles não sobreviveu às torturas.