Arraial Vegano da Zona Leste de SP oferece comida de boteco no dia 21

Por David Arioch

No dia 21 (domingo), das 12h às 19h, o Sindicato dos Metroviários de São Paulo, no Tatuapé, vai ser cenário do Arraial Vegano da Zona Leste, realizado pelo Vegan Club Solidariedade Animal.

Evento vai ser no Sindicato dos Metroviários de São Paulo, no Tatuapé (Fotos: Divulgação)

No arraial os visitantes vão encontrar inúmeras opções de comida de boteco, produtos de higiene pessoal e beleza, moda, acessórios, feirinha de adoção, atrações musicais, espaço para crianças e correio elegante.

“Teremos feijoada, espetinhos, sanduíches, salgados, doces, cervejas, quentão e vinho quente”, informa o Vegan Club, acrescentando que tudo será livre tanto de ingredientes de origem animal quanto de testes com animais.

A organização do evento pede, se possível, que os visitantes levem ração e roupas de inverno para doação. “Vamos distribuir para animais e pessoas em situação de vulnerabilidade. É importante também trazer copo”, informa. A entrada é gratuita.

Endereço

Sindicato dos Metroviários – Serra de Japi, 31, esquina com a Radial Leste – entre as estações de metrô Carrão e Tatuapé.


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Touro morre após ser torturado em Festa do Leite de Batatais (SP)

Um touro morreu após ser torturado durante a Festa do Leite de Batatais, no interior de São Paulo. O evento é realizado do dia 5 a 14 de julho e conta com shows musicais e com exposição de animais.

Foto: Reprodução

Na última terça-feira (9), um dos touros explorados pelo evento se negou a entrar em um caminhão de transporte após ser retirado do recinto principal do local. O animal deitou no chão e, desse momento em diante, passou a ser torturado.

Os responsáveis por retirar o animal do recinto passaram a dar choques nele usando um bastão elétrico e a chutá-lo para tentar fazê-lo levantar do chão. Um dos homens chegou a tapar o nariz do touro com as duas mãos para que ele sentisse falta de ar, ficasse incomodado e se levantasse.

Após ser agredido, o boi levantou assustado e correu em direção ao caminhão de transporte. Em seguida, o animal bateu a cabeça no veículo e morreu.

A morte foi confirmada pela prefeitura da cidade, que divulgou uma nota sobre o caso. No comunicado, a prefeitura tratou de culpabilizar o animal pela própria morte, retirando a responsabilidade da equipe pela tortura promovida contra o touro.

“A Prefeitura vem publicamente lamentar o fato ocorrido. O animal, que estava em exposição no evento 44ª Festa do Leite de Batatais apresentava comportamento agressivo e, por essa razão, foi solicitada a retirada do recinto. O proprietário foi acionado e, acompanhado de sua equipe, fez a retirada do animal. No momento do embarque, o boi investiu contra a carroceria do veículo de transporte, colidindo a cabeça nas ferragens e o levando a óbito”, diz a nota.


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Grupo formado por 40 ONGs vai criticar retrocessos ambientais do governo em evento da ONU

Um grupo formado por 40 ONGs brasileiras vai fazer críticas ao governo de Jair Bolsonaro (PSL) durante um fórum internacional que será promovido pela ONU, em julho, em Nova York, nos Estados Unidos.

(Foto: AP/Andre Penner)

O grupo monitora a Agenda 2030 – uma plataforma que estabelece medidas transformadoras a serem seguidas pelos países signatários para promoção do desenvolvimento sustentável e da erradicação da pobreza.

De acordo com as entidades, as políticas públicas promovidas pelo governo de Bolsonaro contrariam as metas definidas pela Agenda 2030. As informações são da coluna do jornalista Lauro Jardim, do O Globo.

O grupo irá denunciar os retrocessos ambientais articulados pelo governo, dentre eles o desmonte do Ministério do Meio Ambiente e a liberação recorde de novos agrotóxicos. Além da questão ambiental, as ONGs vão criticar também os cortes na educação.

Como o governo brasileiro adiantou que não vai entregar o Relatório Nacional Voluntário sobre os objetivos de desenvolvimento sustentável (ODS) durante o fórum, as entidades afirmaram que pretendem apresentar também um estudo sobre o assunto.


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Camelo é vestido com roupas extravagantes e obrigado a circular em festival musical

Foto: LEAH INGHAM/FACEBOOK

Foto: LEAH INGHAM/FACEBOOK

Um festival musical conhecido como Land Beyond Festival – que tem como tema os instrumentos bateria e baixo – e acontece na Inglaterra anualmente, foi classificado como “nauseante” por vestir e enfeitar um camelo e obrigá-lo a desfilar pelo local.

Imagens do festival, realizadas em Brighton, Sussex, mostraram o animal vestido com uma capa vermelha brilhante e repleto de enfeites pelos rosto e corpo enquanto era conduzido através de um campo barulhento e lotado.

Daniel James, que participou do festival no domingo, descreveu que viu claramente o camelo se incomodar e demonstrar sofrimento por causa da música alta.

Ele disse: “O animal foi exposto a pessoas bebendo álcool e a música estava extremamente alta, como seria de esperar aliás de um festival de Drum and Bass (bateria e baixo).

Foto: soroat6/ Instagram

Foto: soroat6/ Instagram

“Havia pessoas que estavam noriamente bêbadas correndo e tirando fotos com seus telefones pra lá e pra cá, que assustaram o camelo algumas vezes”, conta um expectador do festival.

“Ele (o camelo) estava cercado por seis seguranças, então eles claramente sabiam que estavam colocando o animal em risco.”

Daniel, um expectador que do festival que trabalha com eventos, disse que ele e seu parceiro saíram do local assim que viram o camelo, acrescentando: “Eu nunca vi nada como na minha vida”.

Ele twittou um pequeno vídeo do animal com a seguinte legenda:“Por Deus, por que trazer um camelo para o festival e explorá-lo dessa forma é nojento. Crueldade animal nos dias modernos”.

Outros usuários das mídias sociais responderam ao vídeo com surpresa e revolta, um dos comentários dizia: “Absolutamente repugnante e vergonhoso! Os animais não estão aqui para entretenimento”.

Outro disse: “Abuso e exploração animal repugnantes por si mesmos. Por favor, não use os camelos dessa maneira”.

“Eles têm que ter sua vontade quebrada com espancamentos para se submeterem e estarem a salvo”.

Um terceiro acrescentou: “Estamos em 2019. Por que apoiar a crueldade contra os animais com o uso de um camelo em seus eventos?”.

“Certamente o evento e a música ja se bastam, o animal não deveria jamais ser usado para entretenimento. Que vergonha!”.

O camelo foi alugado da empresa Joseph’s Amazing Camels em Warwickshire.

A companhia disse que os camelos foram “domesticados por mais tempo que os cavalos” e enfatizou que o animal foi colocado em uma cela protetora durante seu tempo no festival.

Mas um porta-voz da RSPCA disse que a entidade ficaria preocupada com qualquer animal que aparecesse em um festival e questionaram a “necessidade” de trazer o camelo para o evento.

Eles disseram: “A grande multidão de pessoas festejando, dançando e bebendo e a música alta em tais eventos, como também o transporte de ida e volta, causam muito stress ao animal”.

“Nós questionamos a necessidade de levar um camelo para um evento como este. Além disso, animais como os camelos são naturalmente sociais, portanto, ser exibido sozinho, sem um animal de companhia adequado, aumenta o estresse”.

Um porta-voz do festival alegou em sua defesa que o animal tem uma licença de performance e foi visto em filmes como Aladdin e uma série de outras produções.

Como se uma exploração previamente realizada fosse permissão ou justificativa para que novas explorações aconteçam.

“Land Beyond é um festival de nome e um de nossos objetivos é nos esforçar para levar experiências incomuns para nossos eventos”.

“Nunca foi nossa intenção ofender ninguém e gostaríamos de agradecer a todos pelo feedback”.

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Burrinhos gêmeos nascem em santuário na Inglaterra

Ronnie e Reg | Foto: Daily Mail/Reprodução

Ronnie e Reg | Foto: Daily Mail/Reprodução

Em um evento raro e pouco registrado na literatura veterinária, um burro do sexo feminino deu à luz os únicos burrinhos gêmeos vivos conhecidos da Grã-Bretanha, os irmãos foram nomeados em homenagem aos famosos gangsteres gêmeos: os Kray.

John Stephenson, 77 anos, ficou chocado quando a burrinha Violet inesperadamente entrou em trabalho de parto e trouxe ao mundo dois potros saudáveis em sua fazenda, em Stanley, County Durham (Inglaterra), no último fim de semana.

Ele não tinha ideia de que ela estava esperando gêmeos, uma ocorrência incrivelmente rara e pouco documentada em burros e os nomeou de Ronnie e Reg, em homenagem aos Kray, dupla de irmãos famosos em Londres durante as décadas de 1950 e 1960.



O sr. Stephenson conta: ‘Eu estava sentado tomando meu chá e recebi um telefonema avisando que Violet estava entrando em trabalho de parto. Larguei o chá imediatamente e fui direto para baixo, no alojamento dos animais.

“Eu mal pude acreditar quando percebi que ela estava tendo gêmeos e ambos estavam vivos – é algo único e muito difícil de acontecer”.

“Normalmente, quando os burros ou jumentos têm gêmeos, um deles morre ou é muito fraco. Eu sabia que ela estava grávida, mas não fazia ideia de que eram gêmeos. Eles são inacreditáveis”.

“Isso é realmente muito, muito incomum. Tenho 77 anos e nunca vi isso na minha vida. Eu tenho um santuário de burros desde que eu tinha sete anos – por 70 anos – mas nunca vi nada assim antes”.

“Até onde sei, eles são os únicos burros gêmeos do país. Estou surpreso e ao mesmo tempo muito orgulhoso de poder fazer essa afirmação”.

“Devo admitir que estou simplesmente encantado por esses dois bebês, eles são animais especiais. Me sinto abençoado”.

Ele acrescentou: “Eu tive um par de cavalos por um longo tempo chamados de Ronnie e Reg também, foi apenas uma ideia que veio à minha cabeça”.

“Se eu deixasse que as crianças escolhessem os nomes deles, elas escolheriam nomes ´fofos´. Eu não queria nomes assim, queria algo marcante.”

“Achei que eram dois meninos no começo, mas depois que já havíamos escolhido os nomes Ronnie e Reg é que descobrimos que um deles era uma garota: Ronnie.”

“Violet é uma mãe muito protetora e carinhosa, eles realmente estão cercados de amor e atenção por todo lado”.

A família agora tem sete burros na fazenda, incluindo Ronnie e Reg.

Ele disse: “Vamos mantê-los dentro de casa por algumas semanas, só para deixá-los fortes, então poderemos deixá-los sair para correr por aí”

“Pessoas de todo os lugares querem vir visitá-los, mas por enquanto eles não estão recebendo visitas, pois são muito jovens”.

Um porta-voz do The Donkey Sanctuary disse: ‘É muito raro um jumento dar à luz gêmeos.

Em 2003, dois burros gêmeos, Bill e Ben, foram entregues aos cuidados do The Donkey Sanctuary.

“Ben, agora na casa dos 20 anos, ainda está vivendo uma vida muito feliz em nossa sede internacional em Sidmouth, infelizmente seu irmão faleceu, Bill , faleceu há alguns anos”.

Prefeito institui Semana da Consciência Vegana em cidade canadense

Foto: Livekindly/Reprodução

Foto: Livekindly/Reprodução

Lienhard, Plcolin Basran, o prefeito de Kelowna, na Colúmbia Britânica (Canadá), proclamou primeira Semana da Consciência Vegana atendendo um pedido dos organizadores do Kelowna VegFest (festival anual vegano).

Os organizadores encorajaram o prefeito a fazer o anúncio como parte de seu boicote ao Ribfest Weekend (Festival da Costela), que foi anunciado em setembro último.

A Global News informou que o evento acontece na semana de 19 a 26 de maio na preparação para o segundo VegFest da cidade que aconteceu em 26 de maio.

Empresas locais criaram uma variedade de ofertas diferentes para comemorar a inauguração da primeira Vegan Awareness Week. Variando de pizzas veganas grátis a brindes oferecidos junto com as compras, a cidade está entusiasticamente envolvida na promoção da Semana da Consciencia Vegana.

Kelowna está se tornando conhecida por ser uma opção aos veganos. Muitas empresas locais aumentaram suas opções veganas, e o restaurante vegano, Naked Cafe, geralmente tem filas de espera para conseguir uma mesa davido a grande procura.

Os proprietários Olivia e Teghan Gordey dizem que isso é em parte porque “agora é moda ser vegano”. Eles acrescentaram que “as pessoas se tornam veganas por diferentes razões, como saúde ou especificamente pelos animais”.

O site do restaurante fala sobre o orgulho que p estabelecimento sente em poder estar envolvido com a comunidade local. A publicação diz: “Nossa equipe está profundamente comovida ao ver uma comunidade vegana se unindo diante de seus olhos, desde que a Naked se tornou realidade em 2015”.

De acordo com o site do VegFest, cerca de 70 fornecedores estarão presentes no festival deste ano. Além da enorme variedade de barracas disponíveis, haverá palestras e outros eventos. Os visitantes podem participar de aulas de ioga, ouvir concertos com os músicos locais ou participar de uma demonstração ensinando como fazer queijo vegano.

Os apresentadores também falarão sobre assuntos com os temas: “Tornar-se um empreendedor vegano”, “Nutrição no esporte” e “Jornada rumo ao desperdício zero”.

Festivais Veganos

O Canadá tem muitas versões do VegFest acontecendo a cada ano. FairSquare descreve como os ontarienses são “presenteados pela escolha” quando se trata de encontrar eventos e festivais veganos.

Bem como grandes cidades como Toronto, Ottawa e Vancouver também hospedam vários eventos, muitas províncias estão criando seus próprios VegFests. Diversos eventos veganos ocorrem no país da Colúmbia Britânica até Quebec e em diversas outras cidades.

Os EUA também estão se tornando conhecidos por seus festivais veganos. A Eat Drink Vegan celebra seu aniversário de 10 anos este ano, e o SoCal VegFest acontece em dois dias em outubro deste ano.

Os organizadores do segundo Kelowna VegFest doarão todo o dinheiro arrecadado aos santuários de animais.

Bolsonaro cancela segundo evento da ONU sobre mudanças climáticas

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) cancelou a “Climate Week” (Semana do Clima, em tradução livre), encontro regional da Organização das Nações Unidas (ONU), que seria realizado em Salvador, na Bahia, entre os dias 19 e 23 de agosto.

(Arquivo/Agência Brasil)

Esta é a segunda vez que, em menos de seis meses, o presidente se posiciona contra a realização de eventos da ONU sobre mudanças climáticas. As informações são da revista Fórum.

A Climate Week é composta por eventos que estimulam a implementação do Acordo de Paris para que os governos sejam mais atuantes no combate aos efeitos das mudanças climáticas.

Logo após as eleições, em dezembro do ano passado, Bolsonaro desistiu de sediar de sediar a 25ª Conferência do Clima da Organização das Nações Unidas (COP-25) em 2019 e disse que o Brasil estaria fora da COP-25. No entanto, o presidente acabou voltando atrás e confirmando a presença do país no evento após ser pressionado pela repercussão negativa de decisão inicial dele.

Índia sedia sua primeira conferência mundial vegana

Foto: World Vegan Organisation

Foto: World Vegan Organisation

A World Vegan Organization (Organização Mundial Vegana, WVO) está pronta para lançar sua quarta conferência vegana anual na Índia, juntamente com a primeira exposição vegana do país.

A Vegan India Conference (VIC) 2019 é um evento de dois dias organizado pela WVO em parceria com a Vegan First, a primeira publicação impressa e digital do país para todos ao assuntos veganas.

A organização do evento espera mais de 650 participantes, cerca de 150 delegados internacionais, mais de 250 empresas e marcas, e algo em torno de 10 instituições, funcionários do governo e celebridades veganas.

Foto: World Vegan Organisation

Foto: World Vegan Organisation

De acordo com a WVO, o VIC 2019 visa “fomentar o veganismo de uma forma unificada e estratégica que beneficiará empresas veganas, projetos ativistas, que busca promover mudanças políticas e ajudar a colocar o veganismo indiano no mapa do mundo”.

“O futuro é vegano, e acreditamos que agora é a hora de espalhar a mensagem e reunir o maior número possível de pessoas para experimentar o potencial do ecossistema vegano indiano”, disse a VIC em um comunicado enviado ao Vegan News.

O VIC 2019 apresentará especialistas da indústria vegana, pesquisadores científicos, donos de empresas veganas, médicos e defensores dos animais do movimento vegano global.

Ele também contará com palestras, painéis de discussão e workshops mais aprofundados com alguns dos maiores nomes da indústria, como Seth Tibbot, fundador da Tofurky; Keegan Kuhn, diretor de Cowspiracy e What the Health; Ken Spector, diretor da Happy Cow; Shriti Malhotra, CEO da The Body Shop India; e o Dr. Zeeshan Ali, especialista em programas do PCRM.

“[VIC] apresenta uma oportunidade única para participar de palestras informativas, palestras, workshops aprofundados e demonstrações de especialistas da indústria internacional e indiana e líderes de pensamento no movimento baseado em plantas”, disse o site.

“Ele também serve como uma plataforma para as marcas mostrarem seus produtos e serviços para uma reunião concentrada de instituições do setor de hotelaria e comércio, formuladores de políticas, importadores, investidores de impacto e acionistas da indústria alimentícia”.

O VIC acontecerá nos dias 6 e 7 de julho de 2019 no Suryaa, Nova Delhi. Os ingressos antecipados, disponíveis até 20 de maio, são vendidos por 2600 rúpias, enquanto os ingressos regulares são vendidos por 3600 rúpias.

Os ingressos incluem entrada para a conferência e expo, bem como 1 buffet de almoço vegano e 2 chás altos em cada dia.

Para inscrição, programação de palestrantes, agendamento e mais detalhes, o site da VIC 2019 contém todas as informações.

*Conheça os três princiais países que estão aderindo ao veganismo*

Quais os países mais veganos do mundo? Comunidades pesquisadas nos EUA, na Índia e na China descobriram que as populações estão adotando uma alimentação baseada em vegetais pela saúde, meio ambiente e ética.

Novas pesquisas revelaram que populações nos EUA, na China e na Índia provavelmente adotam novos métodos de produção de carne, como carne vegana e baseada em células.

A pesquisa realizada com 3 mil pessoas foi conduzida pela Universidade de Bath, o Centro de Prioridades de Longo Prazo e o Good Food Institute (GFI), uma organização sem fins lucrativos que promove o avanço da agricultura baseada em vegetais e agricultura celular (cultivo de carne em laboratório), foi publicada recentemente na revista Sustainable Food Systems (Sistemas de Alimentação Sustentável, na tradução livre).
*Quais são as populações “mais veganas”?*

O estudo perguntou aos participantes das três nações mais populosas do mundo – EUA, China e Índia – suas opiniões e sentimentos sobre carne feita a base de vegetais e carne limpa. A Ásia carregava muitas expectativa por parte dos pesquisadores por ser uma região importante, extremamente populosa, já que o consumo de carne deve subir nos próximos anos.

Uma taxa de 62% dos entrevistados na China e 63% na Índia responderam que estão “muito ou extremamente propensos a comprar regularmente carne à base de vegetais”. Os EUA ficaram atrás com apenas 33%. Os entrevistados estavam menos interessados em carne limpa (desenvolvida em laboratório): 30% para os EUA, 59% para a China e 49% para a Índia.

Comida vegana nos EUA, Índia e China

A GFI (Good Foods Institute) concluiu que os três países apresentam “um forte interesse do consumidor” em carne feita a base de vegetais e carne limpa, mas o estudo observa que os recrutados para o questionário na China e na Índia eram de comunidades “desproporcionalmente urbanas, de alta renda e com boa educação”.

Os participantes em todos os países mostraram-se mais confortáveis com a ideia de comida vegana quando é algo já familiar a eles. Os hambúrgueres à base de vegetais estão impulsionando as vendas em restaurantes nos EUA; a marca Right Treat, com sede em Hong Kong, produz o Omnipork, uma versão vegana da proteína chinesa popular; a startup indiana de alimentos Good Dot faz carnes sem animais versáteis o suficiente para serem usadas em uma grande variedade de receitas.

A presença de carne limpa também está crescendo nos três países. Memphis Meats, Blue Nalu e JUST nos EUA; Dao Foods International, na China; e a GFI e o Instituto de Tecnologia Química deverão abrir uma instalação de produção e pesquisa de carne limpa em Mumbai no próximo ano.

*O apelo vegano*

O que está impulsionando a maior aceitação da tecnologia vegana e de novos alimentos?

Os entrevistados entre os chineses vêem a carne vegana como mais saudável do que a versão tradicional e muitos esperam que a carne limpa tenha um valor nutricional mais alto que a de origem animal.

Aqueles a favor da carne sem animais na Índia estavam mais preocupados com a sustentabilidade e a ética da produção de carne.

Nos EUA, 91% dos interessados em carne vegana eram onívoros, enquanto a carne limpa era mais atraente para indivíduos com “alto apego ao sabor carne”.

O estudo revela como o marketing para comercialização de carne vegana em diferentes países será essencial ao sucesso da empreitada, de acordo com a GFI.

Espectador morre ao participar de festival de touros na Espanha

As imagens flagram o momento em que um homem de 74 anos foi ferido mortalmente em um festival de touros na Espanha.

Explorados, intimidados e amedrontados os touros são provocados, ofendidos e muitas vezes machucados por uma platéia que se diverte covardemente às custas de seu sofrimento. Com bolas amarradas aos seus chifres (para evitar que os espectadores se machuquem) os animais correm pelas ruas em desespero.

Os que assistem a esse espetáculo de crueldade e se divertem com a dor de outro ser em agonia estão se expondo à riscos óbvios, visto que os touros são animais livres e selvagens, que podem acabar em tragédia.

O aposentado que foi ferido e morto estava participando do cruel e “tradicional” evento Toro Embolao em Vejer, em Cádiz (Espanha), quando o animal que corria em uma carreira desabalado pelas ruas, apavorado e ferido, com cerca de 400 kg de peso, o atacou.

O homem, apontado como como morador local, Juan José Varo, tentou fugir do animal escalando uma parede próxima, mas acabou caindo bem no caminho do touro.

Apesar das tentativas desesperadas de atrair o animal para outra direção, o touro atormentado voltou e atacou o aposentado duas vezes mais o que causou feridas fatais.

Foram mais alguns minutos até que o socorro médico pudesse chegar ao homem ferido enquanto demais espectadores tentavam afastar o touro desorientado da cena.

Os espectadores conseguiram puxar o homem ferido para trás de uma barreira e tirá-lo do caminho do touro, mas ele teve um pulmão perfurado e várias costelas e vértebras quebradas.

O homem foi levado para o hospital e internado na unidade de terapia intensiva, mas não se recuperou de seus múltiplos ferimentos.

Um porta-voz do conselho local disse que foi um acidente infeliz, já que o homem “assistia normalmente ao touro correr por trás das barreiras”.

Os touros explorados no festival têm “almofadas arredondadas” presas à ponta de seus chifres em uma tentativa de proteger os espectadores caso eles sejam atacados.

Foto: Vejerdelafrontera.com

Foto: Vejerdelafrontera.com

No entanto, o evento ainda está repleto de perigos tanto para touros como para humanos devido ao enorme tamanho e peso dos animais, sem falar que são selvagens e são provocados e cutucados pelos espectadores do hediondo espetáculo vendido como atração turística.

Paramédicos no local também tiveram que tratar uma mulher que desmaiou na cena do incidente e outro homem que foi ferido pelo mesmo touro. Ele levou sete pontos.

O festival é celebrado na cidade que fica no topo de uma colina desde 1976 e envolve a passagem e corrida de dois touros pelas ruas da cidade.

Foto: Vejerdelafrontera.com

Foto: Vejerdelafrontera.com

Infelizmente ele é assistido por milhares de pessoas e é considerado uma grande atração turística para Vejer, que alimenta a indústria da exploração animal.

Os festivais de corrida de touros são uma triste e vergonhosa parte da cultura popular espanhola, mas ativistas pelos direitos animais não se cansam de alertar que estes eventos são cruéis e lutam incansavelmente pela sua proibição.

Quenianos saem as ruas contra o tráfico internacional de animais

AP Photo/Khalil Senosi

AP Photo/Khalil Senosi

Centenas de quenianos marcharam pelas ruas de Nairóbi, capital do Quênia na África para pedir a proibição dos mercados internacionais de animais selvagens especializados em espécies ameaçadas de extinção.

O secretário do gabinete de turismo do Quênia, e também líder da marcha, Najib Balala, disse que o protesto foi planejado em conjunto por várias coalizões da proteção à vida selvagem, durante meses.

Os organizadores informaram que mais de 500 pessoas marcharam pelos animais pedindo o fim da caça pelas ruas de Nairobi na manhã de sábado.

AP Photo/Khalil Senosi

AP Photo/Khalil Senosi

Algumas das coalizões incluídas na organização do evento foram Conselho de Administração do Serviço de Vida Selvagem do Quênia, o Serviço de Vida Silvestre do Quênia, o Conselho de Diretores da Wildlife Direct e os Líderes Mundiais do Conselho de Diretores.

“Pessoas de todo o Quênia vieram emprestar suas vozes pela conservação da herança da vida selvagem, que se tornou um desafio internacional”, disse Balala.

O enorme grupo caminhou por dez quilômetros, do Museu Nacional Quênia até o quartel-general do Serviço de Vida Selvagem em Lang’ata, gritando slogans e segurando cartazes pelo fim do comércio internacional de os animais.

AP Photo/Khalil Senosi

AP Photo/Khalil Senosi

“Este evento é voltado para impedir a caça de elefantes e rinocerontes e, posteriormente, o fim do comércio de marfim e chifre de rinoceronte, que é uma questão global”, disse ele.

Balala observou que entre 2012 e 2013, 400 elefantes foram mortos, enquanto em 2012 pelo menos 60 rinocerontes foram caçados.

De acordo com o presidente do SUSO, Peter Moll, os produtos da vida selvagem valem bilhões de dólares no mercado paralelo, um fator que levou à ganância humana a mirar o marfim de presas e chifres, fazendo rinocerontes e elefantes perderem batalha pela sobrevivência.

AP Photo/Khalil Senosi

AP Photo/Khalil Senosi

Moll disse ainda que os animais majestosos estão mais ameaçados hoje, em função do avanço da tecnologia, o que levou a métodos mais modernos de caça.

“Atualmente a caça utiliza meios sofisticados, como armas automáticas, helicópteros e equipamentos de visão noturna”, disse ele.

Outras ameaças à vida selvagem incluem; redes criminosas de ação internacional, degradação e aumento dos conflitos entre elefantes e humanos, perda de habitat dos animais e taxa de crescimento da população humana, causando um aumento do uso da terra para a agricultura e pastoreio, entre outros.

A marcha global é um evento internacional, com mais de cem países participantes.

AP Photo/Khalil Senosi

AP Photo/Khalil Senosi

O Quênia participa pela quinta vez com o slogan “No market to trade”.

Isso quer dizer simplesmente que enquanto a compra de produtos feitos de partes de vida selvagem seja proibida, a matança desses animais não vai terminar.

A marcha antecede uma reunião global sobre o comércio internacional de espécies ameaçadas no mês que vem, no Sri Lanka.

Balala disse que o evento deve ajudar na campanha pelas propostas que serão apresentadas pelo país na conferência da CITES.

O turismo da vida selvagem é um dos principais contribuintes para a economia do Quênia.

A CEO da WildlifeDirect, Paula Kahumbu, afirma que o uso de espécies ameaçadas de extinção para produzir medicamentos em algumas partes da Ásia está contribuindo para a queda vertiginosa dos números das espécies.