Proibida desde 2017, exploração de animais selvagens é comum em Dubai

Manter animais selvagens aprisionados em cativeiro, sendo explorados como animais domésticos, é uma prática proibida desde 2017 nos Emirados Árabes Unidos. Isso, porém, não impede que milionários de Dubai continuem a explorar esses animais, fazendo vistas grossas para as normas do país.

Foto: Reprodução / Portal Meio Norte

De acordo com a lei, quem for flagrado com um animal silvestre pode ser punido com até seis meses de prisão, além do pagamento de multa de até 130 mil euros. As informações são do portal Meio Norte.

Árabes ricos, porém, costumam ter animais selvagens em casa e passear com eles usando coleiras e guias. As espécies mais exploradas são as chitas, os tigres e os leões. Manter esses animais em cativeiro é considerado um símbolo de status nos países do Golfo Pérsico.

Com o aumento da procura por chitas, por uma suposta “facilidade de domesticação”, a caça e o comércio desses animais aumentou. A espécie, que já corre risco de extinção, tem sido vítima dos traficantes. De acordo com o Fundo para Conservação da Chita, 1,2 mil animais da espécie foram traficados para fora do continente africano na última década. Devido ao transporte inadequado, 85% delas morreram antes de chegar ao destino final.

Fotografias de tigres, leões, leopardos e chitas dentro de carros e nas ruas de Dubai são frequentemente divulgadas nas redes sociais. Em 2018, um vídeo que mostra cinco tigres passeando em uma praia da cidade, nas proximidades de um hotel, viralizou na internet.

Sucesso de teste em miniórgãos artificiais pode por fim a experimentos com animais no futuro

Pesquisadores do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), em Campinas, no interior de São Paulo, tiveram sucesso ao testar o analgésico paracetamol em miniórgãos artificiais. O resultado positivo é um passo importante nas pesquisas para por fim à exploração de animais em experimentos realizados em laboratório.

Miniórgão desenvolvido em laboratório (Foto: Reprodução/EPTV)

Os miniórgãos são produzidos em laboratório com células humanas, em escala micrométrica, e substituem intestino e fígado. O modelo artificial pode reduzir e até mesmo substituir por completo os animais explorados em testes em um período de 30 ou 40 anos.

“O que a gente conseguiu mostrar nesse estudo inédito foi que o intestino artificial que a gente construiu em laboratório, bem como o fígado, se comportaram de maneira semelhante ao corpo humano. Ou seja, o nosso intestino conseguiu absorver o paracetamol e o fígado metabolizou esse paracetamol e também demonstrou efeitos tóxicos do paracetamol, como acontece no ser humano também”, explica ao G1 a pesquisadora Talita Marin. O paracetamol é capaz de, em altas concentrações, causar lesões no fígado.

Conectados entre si por um fluxo sanguíneo, os miniórgãos foram ligados a equipamentos que reproduzem as condições fisiológicas do corpo humano. O modelo reproduz as funções biológicas e genéticas do organismo humano com muita semelhança.

A pesquisadora do CNPEM Talita Marin participou do estudo com miniórgãos e o efeito do paracetamol, em Campinas (Foto: Vanderlei Duarte/EPTV)

A tecnologia, porém, não é vista apenas com potencial para por fim aos testes em animais no futuro, como também permite acelerar as pesquisas com medicamentos e obter resultados mais eficazes e confiáveis do que os obtidos em estudos feitos com pequenos mamíferos.

“Na linha de descobrimento e desenvolvimento de fármacos, geralmente se começa os estudos com cinco a dez mil compostos, e se leva de dez a 15 anos, se gasta de 1 a 3 bilhões de dólares. E no final dessa linha, você põe somente um medicamento no mercado”, afirma a especialista. “Essa tecnologia que nós estamos implementando e desenvolvendo tem esse intuito, de ser um teste mais robusto, diminuir o custo do desenvolvimento de medicamentos e, ao mesmo tempo, ser mais ético, porque reduz o número de animais”, completa.

A pesquisa tem como próximo passo o teste nos miniórgãos de outros medicamentos de efeitos bem conhecidos.

O CNPEM, responsável pelo estudo com o modelo artificial, abriga o Sirius, laboratório de luz síncroton de 4ª geração e a maior e mais complexa infraestrutura científica já construída no Brasil.

Conexões de miniórgãos a equipamentos reproduz funcionamento do organismo humano, afirma estudo do CNPEM, em Campinas (Foto: Vanderlei Duarte/EPTV)

Espanha proíbe morte de touro durante torneio tradicional

Israel Lopez/Associated Press

O Supremo Tribunal rejeitou um recurso apresentado pela prefeitura de Tordesilhas, na Espanha, que argumentou que não havia razão para proibir a morte do touro durante o torneio.

A decisão definitiva proíbe que os populares matem o touro com lanças após persegui-lo pelas ruas da cidade. A lei também se aplica a práticas semelhantes, caso sejam realizadas em outras cidades da região.

O torneio

O Toro de la Vega é celebrado na terça-feira da segunda ou terceira semana de setembro, integrado nas festas de Nossa Senhora Virgem da Peña.

Antes de 2016, o torneio consistia numa perseguição a um touro – que começava na Praça de Tordesillas e terminava no rio Douro.

Nesse percurso, o animal era ferido com lanças por uma multidão. Caso o touro conseguisse passar os limites pré-definidos do percurso já não poderia ser morto.

Com a proibição, o touro Rompesuelas é lembrado como o último animal a morrer brutalmente na edição de 2015.

Desde então, o Toro de la Vega se transformou em uma corrida de touro normal pela cidade, no qual o animal não é morto em público.

O conselho local de Tordesilhas tentou argumentar que a legislação eliminou “a essência do rito popular que deu origem às touradas”.

Outro argumento alegou que “40 mil fãs” participaram do evento “em comparação com 100 ativistas”. Espantosamente, o conselho também argumentou que a morte do animal não diminuía sua dignidade, mas melhorava-a.

Os argumentos não forma aceitos e a Suprema Corte da Espanha pôs definitivamente fim à maneira tradicional de celebrar o Toro de la Vega. As informações são do El País.

Os ativistas

Silvia Barquero, presidente do PACMA, partido dos direitos dos animais da Espanha , passou anos lutando pela proibição da tortura e da morte do touro no festival Toro de la Vega.

Ela parabenizou-se pela proibição definitiva de uma prática que seu grupo acredita que “não está de acordo com as sensibilidades da sociedade de hoje.”

De acordo com Barquero, a decisão é a primeira vitória na luta para acabar com festivais similares relacionados às touradas .

“Toro de la Vega tornou-se apenas mais uma corrida de touro, que rejeitamos como fazemos com todas os outras”.

Mais de 50 cães salvos de canil em Piedade (SP) morrem durante tratamento

Dos 1.708 cachorros resgatados em situação de maus-tratos em um canil que os explorava para venda em Piedade (SP), 57 morreram, 80 estão internados sob risco de morte e mais de 500 estão sendo tratados para a doença do carrapato. Apenas 150 foram liberados para adoção no próximo sábado (16) em um evento em um shopping em São Bernardo do Campo.

Foto: Arquivo pessoal

O Canil Céu Azul foi multado administrativamente em mais de R$ 5 milhões. Outra multa, do Procon, de R$ 13.240 também foi aplicada. O advogado do canil José Luiz Ribeiro Vignoli disse que irá recorrer da decisão de multar o canil. As informações são do portal G1.

De acordo com a Polícia Civil, faltam testemunhas para serem ouvidas.

Entenda o caso

O canil, que funcionava no bairro Goiabas, na zona rural de Piedade, foi fechado em fevereiro pela Polícia Militar Ambiental após constatação de maus-tratos. A ação policial ocorreu após uma denúncia anônima.

A polícia afirma que encontrou 1.743 animais no canil, sendo 1.708 em situação de maus-tratos. Um auto de infração e de interdição do local foi lavrado pela Prefeitura de Piedade, por meio da Vigilância Sanitária. O estabelecimento não tinha alvará de funcionamento, nem inscrição municipal, além de não pagar impostos.

Foto: Arquivo pessoal

No canil, foram encontrados cachorros cegos, doentes e sem dentes. Havia também, no local, uma área de incineração de animais que estava irregular, já que o canil não dispunha de autorização para cremar corpos.

A proprietária do canil assinou um termo de doação dos cães, que foram, em sua maioria, resgatados pelo Instituto Luísa Mell. Os resgates tiveram início na quarta-feira (16) e terminaram apenas no domingo (20), devido à alta quantidade de animais. Após assinar o termo, a proprietária acionou a Justiça para tentar barrar a retirada dos cachorros, mas teve o pedido negado pela juíza Luciana Mahuad.

O canil vendia filhotes de cachorro para a Petz, que, após inúmeras críticas, anunciou que não vai mais comercializar cachorros e gatos nas 82 lojas da rede espalhadas pelo país.

Rita Lee vai lançar livro infantil baseado em história de ursa explorada em circo

Não é a primeira vez que Rita Lee decide publicar livros infantis voltados à conscientização sobre os animais (Fotos: Rita Lee/Instagram)

A cantora, escritora e ativista Rita lee vai lançar até julho um livro infantil que estimula o respeito aos animais. A obra intitulada “Amiga Ursa – Uma História Triste, Mas com Final Feliz” é baseada na história da ursa-parda Marsha, vítima de tráfico de animais que ficou conhecida como “A Ursa Mais Triste do Mundo”.

Nascida na Rússia, Marsha foi forçada a atuar por 25 anos em um circo que excursionava pelo Brasil. Depois a enviaram para o Parque Zoobotânico de Teresina (PI), onde a sua tristeza atraiu atenção internacional. A liberdade de Marsha veio apenas no ano passado, aos 32 anos, quando ativistas se juntaram para enviá-la a um santuário e também lhe deram um novo nome – Rowena.

Não é a primeira vez que Rita Lee decide publicar livros infantis voltados à conscientização sobre os animais. Em 1988, ela publicou o livro “Dr. Alex”, que conta a história do cientista Joseph Karl Alex, defensor dos direitos animais que se transforma em um rato de laboratório. A história é baseada em uma visita que Rita e seus três filhos fizeram ao Instituto Biológico, em São Paulo.

A cantora já declarou também que o seu respeito pelos animais a impede de comer carne. Em entrevista publicada pela revista IstoÉ em 10 de setembro de 2010, Rita Lee, que também costuma resgatar animais, foi questionada sobre até onde vai sua vaidade? Entre outras coisas, ela respondeu: “Não como cadáveres de animais.”

Zoo abusa de leões e permite que visitantes tirem fotos dentro da jaula

Foto: Captive Wildlife Watchdog

Embora a realidade cruel dos zoos já tenha sido revelada, algumas pessoas parecem não se importar com isso e continuam financiando o sofrimento de animais selvagens.

O Taigan Safari Park é um triste exemplo disso, assim como o zoológico de Lujan, na Argentina, onde, aparentemente dopados, os grandes felinos servem para satisfazer o ego humano e enriquecer os proprietários destas instalações.

Foto: Captive Wildlife Watchdog

A experiência de “caminhar com os leões” no Taigan está disponível para aqueles que pagam um valor mais alto pela “atração especial”.

A decisão do zoológico em permitir esse tipo de interação gerou polêmica – especialmente desde julho do ano passado após o incidente com uma visitante enquanto posava para fotografias com um dos felinos. O animal estressado e coagido segurou e arrastou a mulher pelo recinto.

Especialistas estão pedindo ao zoológico para acabar a prática cruel e perigosa de uma vez por todas.

“Os casos em que grandes felinos prejudicam ou até matam turistas são trágicos”, disse Thomas Pietsch, especialista em vida selvagem da Four Paws International”.

“A pior parte é que esses incidentes são completamente evitáveis. Grandes felinos como leões e tigres nunca devem ser usados como atrações turísticas, particularmente em atividades onde você pode acariciar alimentar, nadar ou brincar com eles”.

Foto: Captive Wildlife Watchdog

Ganância humana

Esta autorização não é a primeira a causar polêmica por suas intenções.

O zoológico de Dartmoor, na Inglaterra, oferece aos visitantes uma disputa de cabo de guerra com tigres e leões. Por 15 libras esterlinas (cerca de 72 reais), equipes de quatro pessoas, incluindo crianças com oito anos, seguram uma corda com umas das extremidades amarrada a uma fatia de carne, que um dos felinos tenta manter dentro de suas mandíbulas.

Sue Dally, que criou uma petição no site 38 Degrees disse: “Parece que estamos andando para trás, o zoológico está agindo mais como um circo do que em algum lugar que realmente se preocupa com a saúde e segurança dos animais em extinção em cativeiro”.

“Você não pode ser feminista se come ovos”, diz anúncio em ônibus

Foto: PETA

Os anúncios estão fixados em seis veículos de Oberlin, incluindo o Conector Oberlin e ainda dizem: “Ovos e laticínios são um produto do abuso de fêmeas”.

“Oberlin é um reduto de realizações femininas e ativismo progressivo, o que torna o local perfeito para desencadear uma conversa sobre a misoginia evidente das indústrias de ovos e laticínios”, disse a presidente da PETA, Ingrid Newkirk, em um comunicado.

“As fêmeas são exploradas sexualmente para que os seres humanos possam beber seu leite e roubar seus ovos, e os anúncios da PETA encorajam as pessoas a ajudar a acabar com essa opressão, deixando de comer ovos e mudando para o consumo de leites e queijos veganos”. As informações são do Plant Based News.

Campanha em vídeo

Além dos anúncios, um vídeo também foi lançado pela PETA expondo a exploração sexual das fêmeas nas indústrias e dizendo que “as feministas que usam ovos e produtos lácteos”, que vêm de indústrias que exploram os sistemas reprodutivos femininos, são culpadas pelo especismo”.

“Os produtores de leite mantêm as vacas quase sempre grávidas inseminando-as à força – o que é feito empurrando instrumentos em suas vaginas enquanto eles estão presos em um dispositivo que os especialistas da indústria chamam de ‘estupro'”, acrescenta PETA.

“Os amados bezerros das vacas são retirados deles logo após o nascimento, para que, em um ato perverso, o leite de suas mães possa ser vendido para consumo humano”.

A indústria

Investigações em todo o mundo já revelaram os horrores que acontecem em fazendas leiteiras e em granjas.

Vacas são criadas em currais minúsculos e mantidas constantemente em estado de prenhes. Quando realmente dão à luz a seus filhotes, se estes são machos, eles são descartados com poucas horas de vida ou vendidos para matadouros. Mães e filhos sequer se conhecem e o leite produzido para bezerros, é consumido por humanos.

Com as galinhas poedeiras a realidade não é melhor – elas vivem em gaiolas apertadas, sujas e superlotadas em galpões sem iluminação enquanto foram ‘úteis’. Após isso são assassinadas cruelmente também para consumo humano.

Pista de corridas volta a funcionar após a morte de 19 cavalos em menos de dois meses

Foto: Santa Anita Park

Foto: Santa Anita Park

Na segunda-feira última (25), o Santa Anita Park Horse Racing autódromo de corridas de cavalos em Arcadia, na California (EUA) fechou suas portas após a morte de nada menos que 19 cavalos nos últimos dois meses. Hoje surpreendentemente, foi dada a notícia de que a pista de corridas do parque anunciava a reabertura de suas portas o que chocou tanto ativistas pelos direitos animais como o público em geral.

O fechamento, infelizmente temporário, foi efetuado para determinar se a chuva excessiva teria sido um fator contribuinte para as mortes recentes, mas de acordo com um comunicado de imprensa divulgado esta manhã pelo Santa Anita Park, a pista principal, de uma milha no total, foi considerada “cem por cento pronta”. A questão sem resposta permanece a mesma: como a pista pode estar pronta depois de ocorrerem 19 mortes de cavalos inesperadamente?

A imprensa local informou que o fechamento foi anunciado após a égua chamada Batalha de Midway, campeã de um dos campeonatos realizados no local, ter sofrido morte por indução após uma lesão grave durante o treinamento no final de semana. Infelizmente, os veterinários determinaram que o animal teria que ser sacrificado.

Como é possível que depois de 19 mortes em um espaço de tempo tão curto – de apenas dois meses – que a pista de corrida do Santa Anita reabra tão rapidamente?

Acredita-se que a resposta esteja nos lucros gerados pela inescrupulosa indústria bilionária de exploração de cavalos em corridas por meio de apostas. A cada dia que a pista permanece fechada é contabilizado prejuízo para os investidores e eles não querem mais perder nem um tostão a que custo for. Mesmo que o de vidas inocentes.

Sem qualquer sombra de dúvida o bem-estar e a vida dos animais deve prevalecer sobre os bolsos de quem quer que seja. As mortes de cada um dos 19 cavalos precisam ser investigadas, responsabilidade atribuídas e ações tomadas para que o Hipódromo de Santa Anita responda pelo que aconteceu.

De acordo com a HorseracingWrongs, uma organização que trabalha para acabar com corridas de cavalos por meio da educação nos Estados Unidos, mais de dois mil cavalos morrem correndo ou treinando em pistas americanas anualmente.

Quantas mortes mais serão necessárias antes que a população acorde e perceba que corridas de cavalos são cruéis e deveriam estar extintas há tempos?

Enquanto aguarda-se pela resposta mais cavalos morrem em pistas onde são obrigados a correr, sem qualquer oportunidade de escolha, escravos da diversão de humanos entediados e ávidos por dinheiro.

Cães explorados para caça de animais são encontrados em veículo no PR

Dez cachorros explorados para a caça de animais silvestres foram resgatados pelo Batalhão de Polícia Ambiental – Força Verde (BPAmb – FV) no município de Cruzeiro do Oeste, no Paraná. Objetos utilizados nos crimes foram apreendidos e três pessoas foram levadas à delegacia. O caso foi descoberto após denúncia.

(Foto: BPAmb-FV)

A ação policial ocorreu no último domingo (24). Ao perceberem a presença das viaturas, dois homens tentaram fugir, mas foram contidos em uma rodovia. No carro usado para a fuga foram encontradas duas espingardas, cartuchos de arma de fogo intactos, facas, lanterna, sacos plásticos, nove rádios de comunicação e dois celulares – materiais supostamente usados para caça. As informações são do portal Bem Paraná.

Dentro do veículo estavam ainda os dez cachorros. De acordo com os policiais, os animais estavam com a saúde em estado precário. Todos eles sofriam de desidratação e apresentavam sinais de má alimentação e maus-tratos.

As pessoas detidas são moradoras dos municípios paranaenses de Maria Helena, Maringá e Paiçandu. Eles foram encaminhados à Delegacia de Polícia Civil de Cruzeiro do Oeste, para onde foram levados também os materiais apreendidos.

Não há informações sobre o destino dos cachorros resgatados pela polícia.

Cães explorados para venda são resgatados após maus-tratos em canil no PR

Vinte cachorros explorados para venda foram encontrados em situação de maus-tratos nos fundos de uma casa no bairro Três Lagoas, em Foz do Iguaçu, no Paraná, na terça-feira (28). Onze deles foram resgatados pela ONG Vida Animal e receberão cuidados veterinários.

Foto: Reprodução / Rádio Cultura Foz

O caso foi descoberto após uma denúncia. Ao chegar no local, a Polícia Ambiental, acompanhada de servidores do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), da Vigilância Sanitária e de membros da entidade de proteção animal, confirmou os maus-tratos. As informações são da Rádio Cultura Foz.

A responsável pelo canil estava no local e recebeu as equipes. De acordo com o policial Marcos Giordani, o canil é clandestino, já que não possui liberação para funcionamento.

 

Segundo a direção da ONG, os cachorros eram mantidos molhados e ração de péssima qualidade era oferecida para eles, jogada no chão, sem qualquer vasilha. Alguns deles estavam com carrapatos, sarna e fungos.

“Hoje fizemos o resgate de 11 animais. Após todos os procedimentos medico-veterinário e de banho e tosa, eles serão encaminhados a lares temporários, sob responsabilidade da ONG”, afirmou um representante da entidade.