SeaWolrd fecha última atração que homenageava a orca “Shamu”

Shamu foi uma orca criada e explorada em cativeiro durante anos pelo SeaWorld. A baleia foi capturada quando tinha apenas 3 anos de idade.

Segundo informações, a mãe de Shamu foi morta por baleeiros e a jovem orca se recusou a sair do lado dela. Então ela foi capturada e vendida para o SeaWorld San Diego, onde foi privada de comida para aprender truques e treinada para se tornar a primeira orca do parque.

Ela foi usada em shows até um incidente em 1971 no qual uma funcionária do parque foi instruída a montar nas costas do animal para uma campanha publicitária.

Foto: Jeff Kraus | Flickr

Refletindo o estresse a que era submetida e as precárias condições de sua minúscula piscina, Shamu, mordeu a perna Annette Eckis e foi aposentada dos shows. A triste realidade da orca não serviu de exemplo ao parque, que capturou dezenas de animais para serem exploradas como ela.

A pobre orca foi escravizada no SeaWorld por seis anos depois de sua captura em 1963, morrendo em 1971 por uma infecção uterina. Desde então, seu nome foi dado a shows do parque e a outras orcas como uma “homenagem”.

A última atração que levava o nome de Shamu. Foto: Divulgação

Esta semana, o SeaWolrd em San Antônio, no Texas, anunciou que a montanha-russa com tema Shamu foi fechada. As informações são do Live Kindly.

De acordo com Orlando Weekly, a atração será reaberta antes da temporada de 2019 e renomeado como “Box Car Derby da Super Grover”.

As orcas em cativeiro do SeaWorld

Desde o sucesso do documentário “Blackfish”, em 2013, onde instrutores e ex-funcionários do parque se uniram para revelar a triste verdade das vidas das orcas cativas, o SeaWorld tem sido criticado por negligenciar o bem-estar animal. Por causa disso, o parque está saindo da moda entre os visitante, com a venda de ingressos e os lucros  caindo.

O filme mostra a triste história de Tilikum, outra orca criada em cativeiro, que matou sua treinadora, como consequência do estresse causado pelo confinamento e exploração.

Apesar de encerrar seu programa de criação de orcas em 2016, o parque ainda mantém 21 orcas cativas ao lado de vários outros animais, incluindo pinguins, focas e golfinhos.

Ativistas, celebridades e membros do público pedem incessantemente para que as orcas sejam transferidas para um santuário marítimo, encerrando suas apresentações para sempre.

A personal trainer das estrelas Kathy Kaehler recentemente se juntou à organização de direitos dos animais PETA (Pessoas pelo Tratamento Ético dos Animais) para mostrar uma rotina de exercícios simulada para orcas. Com movimentos como nadar em círculos minúsculos, gritando para o seu bebê, rangendo os dentes e flutuando indiferente, o vídeo destaca o quão pequeno são os tanques no parque e como as orcas podem ficar deprimidas.

“Até que o SeaWorld envie os animais para um santuário à beira-mar, é isso que todas as orcas de lá fazem… bem, além disso, elas morrem muito mais cedo do que na natureza”.

 

Alfândega africana apreende US $ 1,7 milhão em chifre de rinoceronte com destino a Dubai

Autoridades da alfândega da África do Sul disseram na quinta-feira (10) que apreenderam 36 chifres de rinoceronte no valor de US $ 1,7 milhão, com destino a Dubai, no aeroporto internacional de Johanesburgo.

Cerca de um quarto da população mundial de rinocerontes foi morta na África do Sul nos últimos oito anos, devido à demanda por seu chifre

Cães farejadores detectaram algo suspeito no dia anterior em oito caixas embrulhadas em bolha rotuladas como contendo “itens decorativos” em um depósito de armazenagem para carga de saída.

Em uma inspeção mais profunda, a polícia encontrou chifres pesando 116 quilos, embalados individualmente.

A África do Sul está lutando contra um flagelo da caça ilegal de rinocerontes, em alto risco de extinção, alimentada pela demanda insaciável por chifre na Ásia, onde acredita-se que cura o câncer e aumenta a virilidade – alegações para as quais não há provas científicas.

O chifre de rinoceronte é composto principalmente de queratina, a mesma substância que compõe as unhas humanas, e normalmente é vendida em pó.

A demanda colocou a África no epicentro de uma crise global de caça e tráfico.

Nos últimos oito anos, cerca de um quarto da população mundial de rinocerontes foi morta na África do Sul, onde vivem 80% dos animais restantes.

Rinoceronte africano. Foto: Pixabay

O país perdeu 1.028 rinocerontes para a caça furtiva em 2017.

O tráfico de animais na Ásia

A exploração de rinocerontes e tigres continua sendo ilegal na China e proíbe a exploração, comércio, transporte e exibição desses animais. Esta lei existe há vinte e cinco anos.

Em outubro do ano passado, ela foi revogada abrindo uma exceção que permitia o uso de partes de rinocerontes e tigres para fins medicinais. A decisão causou revolta a grupos de ativistas, como a fundação WWF e a Humane Society International.

De acordo com Huang Caiyi, porta-voz do Departamento Nacional de Gestão Ambiental, a repressão ao comércio ilegal de rinocerontes e tigres, assim como suas partes, ocorre em todo o país.

“Luta com touros” gera revolta em ativistas dos direitos animais

Usar animais como entretenimento é uma prática cruel e torturante, causa sofrimento, ferimentos graves, depressão e, em alguns casos, até a morte deles.

A “luta com touros” na Índia.

Touradas e outras atividades envolvendo touros são extremamente brutais e dolorosas para os animais, que são, propositalmente, estressados antes dos eventos bizarros para garantir maior “diversão” e “emoção” ao público e aos participantes.

Este é o caso do tradicional festival de “luta com touros” no sul da Índia, que atraiu a ira de ativistas de animais, na última quarta-feira (9).

Durante o festival Jallikattu, em Tamil Nadu, os touros são enfeitados e soltos de pequenos currais para uma arena, onde homens tentam agarrar seus chifres para ganhar prêmios como scooters e whitegoods. As informações são do Daily Mail.

Terrivelmente, os críticos afirmam que os touros são alimentados com álcool e pó de pimenta é jogado em seus rostos para agitá-los antes do confronto. Os organizadores insistem que os animais não são maltratados, o que é claramente uma mentira. Qualquer tipo de atividade humana com esses animais são extremamente maléficas.

Cerca de 500 touros e um número semelhante de “domadores” participaram abertura do festival em Madurai, disse S. Natarajan, um funcionário do governo da cidade.

“Quarenta e nove pessoas ficaram feridas. Nove foram levadas ao hospital por ferimentos leves”, disse ele à AFP.

O resultado é simplesmente uma consequência do ambiente estressante, dos maus tratos e do desespero dos touros explorados diariamente para o “divertimento” humano.

Nos próximos dias teremos o dobro do número de touros e competidores no “ringue”, acrescentou Natarajan.

A Suprema Corte da Índia proibiu Jallikattu, em 2016, depois de um apelo de grupos de defesa dos direitos animais, mas Tamil Nadu insistiu que o Jallikattu era uma parte crucial de sua cultura e identidade.

Lamentavelmente, as crescentes tensões na capital do estado, Chennai, e em outras cidades levaram o primeiro-ministro Narendra Modi a emitir uma ordem executiva para que o festival secular prosseguisse.

 

Mais de 13 milhões de animais são explorados para fins científicos

Estatísticas revelam que mais de 13 milhões de animais foram explorados em pesquisas científicas, testes e estudos em Queensland, Austrália, durante todo o ano de 2018. Isso foi um aumento de 194% em relação ao ano anterior, quando foi calculado um total de 4,52 milhões de animais explorados.

galinhas

Foto: Getty Images

Segundo o relatório anual do Comitê de Ética Animal da Austrália, aves domésticas como galinhas e patos compunham o maior grupo de animais explorados para fins científicos no período entre 2017 e 2018, com mais de 12 milhões, seguidos por quase meio milhão de “outros mamíferos nativos”, que incluíam raposas voadoras e bandicoots, uma espécie de marsupial australiano.

Tartarugas, bois, cangurus, coelhos, cães, baleias e golfinhos, gambás, porcos, gatos, coalas, ratos e vombates também foram explorados.

Dos 154 projetos científicos do ano passado, quase 70% envolveram “intervenção consciente sem anestesia”, 3,2% envolveram animais inconscientes sem recuperação, enquanto 1,9% tiveram a morte dos animais como ponto final.

Isso significa que a morte do animal era uma medida deliberada da coleta de dados, e poderia incluir testes de toxicidade ou estudos de doenças nos quais se planejava que os animais morreriam.

“Inconsciente sem recuperação” poderia envolver o ensino de técnicas cirúrgicas em animais vivos e anestesiados que não poderiam se recuperar após o procedimento, ou animais assassinados para uso científico posterior, como ratos e sapos para dissecação.

O detalhamento completo de quantos indivíduos estavam envolvidos em cada categoria de projeto não foi fornecido pelo comitê.

Mais da metade dos projetos eram estudos ambientais; um em cada quatro eram para a “manutenção e melhoria de espécies ou saúde e bem-estar humanos”; 10% dos projetos tinham intenção “educativa”; 3,2% eram para a “compreensão da biologia humana ou animal”; e 5,8% para melhorar a gestão ou produção animal.

A diretora-executiva da Humane Research Australia, Helen Marston, disse que sua organização queria que a pesquisa com animais fosse eliminada, já que algumas das coisas às quais os animais foram expostos eram “verdadeiramente horrendas”.

“Além da óbvia crueldade em explorar os animais envolvidos como ferramentas de pesquisa, isso não é relevante para a medicina humana, pegar dados de um animal e os usar para correlacionar com os humanos”, disse ela.

“Existem tantas alternativas que são mais humanas e mais específicas, e precisamos abandonar esses métodos retrógrados de pesquisa.”

Ativistas pelos direitos animais cancelam evento de patinação com pinguins

Organizações de direitos animais conseguiram cancelar evento bizarro em que o público poderia patinar no gelo ao lado de pinguins.

Pinguins Humboldt

O Queens Skate Dine Bowl em Bayswater, no oeste de Londres, ofereceu aos clientes a oportunidade de conhecer cinco pinguins Humboldt , como uma colaboração ao Penguin Awareness Day, para arrecadar fundos para a Bird Life, uma organização dedicada à caridade animal.

Vários grupos de bem-estar animal, incluindo a PETA, a World Animal Protection UK e o Born Free Foundation, se manifestaram contra o evento.

“Usar pinguins para atrair clientes pagantes é cruel e irrefletido”, escreveu Peta no Twitter.

“Os pinguins de Humboldt pertencem à água fria e às ilhas rochosas da costa da América do Sul, e não a pista de patinação em Londres”.

“Forçá-los a suportar o estresse de serem transportados e depois soltos em um ambiente desconhecido – com pessoas estranhas – deixariam esses animais sensíveis confusos, estressados ​​e petrificados.”

A Fundação Born Free acrescentou: “@Queens_London Patinação no gelo com pinguins vivos é uma ideia terrível e exploradora, mesmo que os lucros sejam destinados à caridade.

“A melhor coisa para o #PenguinAwarenessDay é cancelar este evento.”

O Queens Skate Dine Bowl anunciou, no último sábado (12), que estava cancelando o evento.

Uma declaração na página do local do evento dizia: “Infelizmente, devido às preocupações levantadas por vários grupos de proteção animal, incluindo a Peta & Freedom for Animals – tivemos que cancelar o evento pelo interesse dos pinguins e dos nossos convidados.

“Agradecemos àqueles que compartilharam nossa empolgação com este evento – seus ingressos serão reembolsados ​​nas próximas 48 horas.”

A empresa também acrescentou que o evento foi “planejado como uma experiência sem fins lucrativos, educacional e acessível” com o objetivo de aumentar a conscientização e educação sobre pinguins.

Novas críticas

Mesmo com o cancelamento, os organizadores ainda foram criticados por expressarem sua decepção com a não realização do evento e pela falta de um pedido de desculpas pela ideia cruel.

“Péssima decisão, em primeiro lugar, e mais falha pela falta do pedido de desculpas que vocês precisavam em redes sociais por esse erro.  #boycottQueensLondon ”, escreveu uma pessoa no Twitter.

Outro acrescentou: “Eu sou grato pelo cancelamento você cancelou, mas este tweet mostra que, apesar de tudo, fundamentalmente vocês ainda não entendem que estavam errados, o que é uma verdadeira vergonha.”

Hong Kong intensifica os esforços contra o abuso de animais

Hong Kong é, no geral, é uma cidade que adora animais domésticos, mas certamente está longe de ser perfeita. Isso se deve à falta de espaço e ao clima quente e úmido durante quase o ano todo. É difícil encontrar bairros ou instalações favoráveis ​​a cães. Parque os locais públicos para os amimais se exercitarem são escassos.

Foto: Pixabay

Uma pesquisa de 2016 da Petfood Industry com 27.000 consumidores on-line classificou Hong Kong em segundo lugar na Ásia em propriedade de animais domésticos, com 35% dos entrevistados dizendo que tinham animais em casa, após 37% do Japão e à frente dos 31% da Coreia do Sul. As informações são do South China Morning Post.

Com as estatísticas do governo mostrando pelo menos um quarto de milhão de cães compartilhando espaços apertados na cidade densamente povoada, os ativistas pelos direitos animais diriam que isso é impraticável ou mesmo absolutamente cruel criar animais nestas condições.

Apesar dos cuidados e amor declarados por grande parte da população, após o fim das festas de fim de ano, uma triste realidade se instala e filhotes comprados como presentes de Natal são deixados em abrigos de animais ou são abandonados nas ruas.

Muitas pessoas, incluindo crianças, muitas vezes sentem o desejo de ter ou comprar um animal, porque são atraídos pela fofura do animal. Infelizmente, o seu impulso muitas vezes não é apoiado pela sensibilidade ou know-how para cuidar desses animais ou apreciar o ditado muito pregado de que “um cachorro é para a vida”. Hong Kong tem muito a aprender com a vizinha Taiwan.

Recentemente, um membro do Legislativo Yuan (principal órgão legislativo de Taiwan), Wang Yu-min, vem pressionando por mais direitos e bem-estar para os animais, especialmente cães e gatos.

Desde que seu primeiro mandato começou em 2012, Wang fez o máximo para introduzir emendas marcantes para ampliar o escopo da Lei de Proteção Animal de Taiwan. As mudanças que ela introduziu incluem a proibição do consumo de carne de cães e gatos, a proibição da morte misericordiosa de animais vadios, aumento das penas e condenações por crueldade contra os animais e, recentemente, a introdução de uma educação obrigatória de proteção animal aos 12 anos no currículo nacional, o primeiro desse tipo na Ásia.

Foto: AP Photo

A introdução da educação obrigatória em proteção animal pode ser um passo significativo e inovador para aumentar a conscientização de uma forma muito mais ampla e profunda. Educar os filhos pode moldar fundamentalmente a mentalidade das futuras gerações para ajudar a realizar mudanças de atitude de longo alcance.

Como em Taiwan, Hong Kong também está tendo mudanças de atitudes, já que os cães são vistos como animais domésticos, companheiros de longo prazo ou até mesmo como substitutos de crianças em uma família.

Muitas vezes, casos de alto perfil de tortura ou abuso de animais sendo expostos nas redes sociais levando a uma grande indignação pública e resultando em processo criminal.

A estratégia progressista de Taiwan para ajudar a luta contra a crueldade animal em salas de aula, aumentando a conscientização em tenra idade, esperançosamente será levada para Hong Kong e para toda a Ásia. Muitos ativistas pelos direitos animais, como o fundador da World Dog Alliance, Peng Hong-ling, também conhecido como Genlin, acreditam que essa tática efetivamente ajudará a acabar com as várias formas de tratamento brutal de cães.

Hong Kong deve se unir à tendência crescente de impedir todo tipo de tratamento desumano ao melhor amigo do homem. Ao fazê-lo, pode refletir o fato de que a maioria dos moradores está chocada com a crueldade e com outros crimes relacionados.

Além disso, enviará um forte sinal para o restante da Ásia, onde a brutalidade animal e o comércio ilícito de carne de cachorro continuam desenfreados.

Bom exemplo asiático

Cumprindo uma proposta de governo, Moon Jae-in, atual presidente da Coreia do Sul, adotou o  cãozinho “Tori” com o objetivo de aumentar a conscientização sobre os cães abandonados e os direitos animais.

A história de Tori é emblemática na mudança de atitudes em toda a sociedade sul-coreana, à medida que os cães vão da mesa de jantar para  os corações das pessoas como companheiros queridos. Ele sofreu anos de abuso de seu antigo tutor antes de ser resgatado por um grupo sul-coreano de direitos animais. Depois de mais dois anos morando em um abrigo, o animalzinho se tornou o “Primeiro Cão” da Coreia do Sul em junho de 2017.

 

Audiência do caso de crueldade contra macacos explorados em testes é suspensa

Na Alemanha, um processo judicial de crueldade animal contra funcionários do Instituto Max Planck de Cibernética Biológica (MPI) foi suspenso. Os pesquisadores do MPI foram acusados ​​de causar sofrimento a três macacos durante a pesquisa que aconteceu em 2014.

um macaco ensanguentado e encolhido no canto de uma cela

Foto: Cruelty Free International e Soko Tierschutz

Processos criminais foram lançados pelo gabinete do procurador estadual, mas de acordo com a Cruelty Free International, o tribunal distrital de Tübingen anunciou que houve um acordo de um pagamento em dinheiro no valor de quatro a cinco dígitos em vez do julgamento.

As acusações tinham seguido uma investigação secreta conjunta sobre o MPI pela Cruelty Free International e pela organização de bem-estar animal alemã Soko Tierschutz, revelando que os macacos foram submetidos a grandes cirurgias na cabeça, privação de água e contenção física.

“Estamos extremamente desapontados pelo fato da audiência ter sido suspensa e as alegações de crueldade contra animais não serem abordadas agora”, disse a Dra. Katy Taylor, diretora de Ciência e Assuntos Regulatórios da Cruelty Free International – que agora está pedindo pela divulgação de um relatório preparado pela Universidade de Bochum, que foi apresentada pelo advogado de defesa dos pesquisadores.

“Durante nossa investigação no Instituto Max Planck, ficamos chocados com o nível de sofrimento a que os macacos foram submetidos. Os macacos são animais inteligentes e sociais e é absolutamente terrível para eles serem tratados dessa maneira.”

MPI disse que havia acabado com a exploração de macacos nesses experimentos em 2017.

Teresita, a elefanta solitária, morre no zoo de SP após anos de sofrimento e exploração

Teresita, a elefanta africana que vivia solitária no zoo de São Paulo, morreu hoje aos 34 anos.

Foto: Santuário de elefantes do Brasil

Ela nasceu em 1984, no Zimbábue, África. Por volta dos dois anos de idade, foi capturada e vendida para um circo na América Latina, onde foi treinada e forçada a se apresentar por dez anos. Aos 12 anos, foi levada para o zoológico de São Paulo, onde viveu até hoje em cativeiro.

Foto: Santuário de elefantes do Brasil

Membros do Santuário de Elefantes do Brasil, preocupados com a situação dos animais, estiveram no zoológico de São Paulo, em 2014, para avaliar as condições de Teresita e de outras duas elefantas, Serva e Hangun.

Eles disseram que ela andava de um lado para outro em seu minúsculo recinto e depois voltava ao mesmo lugar, procurando meios de ocupar seu tempo. Teresita também tentava escalar a cerca de madeira que delimitava seu perímetro. A elefanta se esticava ao máximo para tentar alcançar alguns ramos frescos ou grama para comer.

Teresita tentava comer fora do seu recinto, pois grama estava completamente cheia de urina e fezes. Foto: Santuário de elefantes do Brasil

Segundo o Santuário de Elefantes do Brasil, no recinto de um elefante, se esse local é pequeno, toda a terra e a grama ficam contaminadas pela urina e pelas fezes e, por isso, ela não a comia. Teresita viveu confinada, por 22 anos, em um recinto de aproximadamente 23m x 23m, sujo, pequeno, solitário e contaminado.

Eles descreveram também que havia um “suor” escorrendo de um de seus olhos e que ela tinha apenas uma das presas, que estava quebrada. Ninguém sabe ao certo o que aconteceu com elas.

Na página da organização eles escreveram: “Pelo que escutamos, Teresita foi rotulada como pouco cooperativa e agressiva, entre outras palavras pelas quais são chamados os “maus” elefantes em cativeiro – mas a maioria dos elefantes é apenas mal compreendida e não recebem a oportunidade de mostrarem quem realmente são”.

Foto: Santuário de elefantes do Brasil

“ Todas essas características são resultado do ambiente onde estão; falta de espaço, incapacidade de escolha, ausência de estímulo, equipe inexperiente, todos esses fatores são responsáveis por esses rótulos, não os elefantes propriamente ditos. E quando recebem um ambiente de cuidados, com espaço e outros elefantes, eles rapidamente mostram a você os seres surpreendentemente inteligentes e emocionais que eles realmente são – desprendendo-se para sempre daqueles rótulos”

A vida dos elefantes

Elefantes são animais de cérebro grande, inteligentes e curiosos. Em liberdade, movimentam-se pelo menos 20 de cada 24 horas, de forma ativa, caminham 20 ou mais quilômetros por dia em busca por alimentos, explorações, sociabilizações e procura por indivíduos da mesma espécie.

Dedicam apenas duas ou três horas ao descanso – quando podem ficar parados ou se deitar para dormir, mantendo-se em atividade física e mental todo o resto do tempo.

O objetivo declarado dos zoológicos é atender às necessidades comportamentais e biológicas das espécies em cativeiro. Quando se trata de elefantes e de tantos outros animais, os jardins zoológicos são terrivelmente inadequados.

Teresita viveu triste e confinada em um zoológico por 22 anos.  Foto: Santuário de elefantes do Brasil

Em 2014, a Costa Rica deu um exemplo a ser seguido, ao anunciar que fecharia seus dois zoológicos e que parte dos animais seriam destinados a centros de resgate e a outra seria devolvida à natureza.

A luta pela liberdade

Em todo o mundo, ativistas e organizações de diretos animais lutam pela liberdade dos elefantes e de outros animais selvagens que são explorados pelas mais cruéis e abomináveis razões.

Ano passado, a Suprema Corte de Nova York, no Condado de Orleans, ouviu os argumentos do caso sobre direitos dos elefantes trazido pelo Projeto de Direitos Não-Humanos (NhRP) em nome de Happy, uma elefanta asiática de 47 anos mantida sozinha em cativeiro no zoológico do Bronx. O processo foi a primeira audiência de habeas corpus do mundo em nome de um elefante e a segunda audiência de habeas corpus em nome de um animal não humano nos EUA, ambos garantidos pelo NhRP.

Steven M. Wise, o principal advogado e presidente do NhRP, argumentou que Happy, como um ser autônomo, é uma pessoa legal com o direito fundamental à liberdade protegida pela lei comum de habeas corpus.

O destino de Happy ainda não foi decidido.

Luto

A ativista pelos direitos animais, Luisa Mell, fez um post no Instagram lamentando a morte de Teresita. Ela ressalta as péssimas condições em que ela vivia, critica a existência dos zoológicos e condena o uso de animais como entretenimento humano – o que causa a eles dor, sofrimento e um vida inteira de solidão e maus tratos.

 

 

 

Galinhas poedeiras desenvolvem órgãos vitais alargados e tumores

Realidade de muitas galinhas poedeiras em regime industrial (Foto: Itamar K.)

De acordo com a especialista em aves Mary Britton Clouse, fundadora da Chicken Run Rescue, uma organização sediada nos Estados Unidos, e que oferece abrigo para aves que seriam descartadas pela indústria de ovos, é comum as as galinhas poedeiras desenvolverem órgãos vitais alargados, como fígados maiores, e tumores em decorrência do desgaste constante em seus organismos.

Mary Britton revela que muitas vezes, o oviduto, um tubo pelo qual os ovos passam através do ovário, se desintegra e o material do ovo se rompe na cavidade do corpo e apodrece, o que chamamos de peritonite do ovo, envenenando lentamente a galinha.

“A pressão dos órgãos aumentados e a acumulação de líquido impede que seu trato digestivo funcione e ela acaba por morrer literalmente de fome. É uma morte horrível,” garante a fundadora da Chicken Run Rescue, acrescentando que essa é uma infeliz consequência da demanda por ovos.

Ação civil pública tenta impedir realização de rodeios na Guarafest 2019

Foto: Curta Mais | Ilustração

O Fórum de Defesa dos Direitos dos Animais de Curitiba e Região (FDDA Curitiba e Região), representado pela organização SOS Bicho e pela Associação de Proteção aos Animais Arca de Noé, impetrou a abertura de uma ação civil pública com pedido de liminar para impedir a exploração de animais em rodeios que serão realizados no evento Guarafest 2019, na cidade de Guaratuba, no litoral do Paraná.

O evento está sendo organizado pela empresa Sólida Rodeios Promoção de Eventos e Fogos e contará com provas de montaria e espetáculos de rodeios country. A Guarafest 2019 será realizada entre os dias 10 e 20 de janeiro e contará ainda com um show do cantor Luan Santana.

Intrinsecamente cruel e abusiva, a prática de rodeios é proibida na cidade de Guaratuba desde 2017, após aprovação da lei municipal 1.719 que cria o Código de Defesa, Controle de Natalidade e Proteção dos Animais e proíbe a exploração de animais em espetáculos circenses, carreatas ou qualquer outra atividade que os exponha a situação de maus-tratos.

Reprodução | Facebook

Em um ofício enviado à Promotoria de Justiça de Guaratuba, a FDDA Curitiba e Região reforça que o abuso e maus-tratos em espetáculos como rodeios são inconstitucionais e que a indiferença do Estado compactua com a tortura de animais. “É inaceitável que o Estado do Paraná, às vésperas do terceiro milênio, reste em silêncio ante a tortura e maus-tratos impostos a um animal indefeso. Assim, imprescindível a aplicação da lei para combater os fortes interesses econômicos individuais em prol de uma sociedade justa, sensível e que impeça o tratamento desumano e brutal conferido aos animais. A prática do rodeio tem sido cada vez mais condenada no Brasil, seja por causar danos físicos e psíquicos nos animais, seja por não compactuar com as normas constitucionais e infraconstitucionais de proteção animal. Várias são as notícias veiculadas na mídia sobre a proibição pelo Judiciário de atividades de rodeio ao longo do país”, diz trecho do documento.

O ofício, que pode ser visto na íntegra aqui, reúne ainda estudos de casos, provas de maus-tratos e tratamento cruel de animais explorados em rodeios, além de um levantamento de testemunhos de peritos e veterinários sobre os maus-tratos intrínsecos à atividade.