Após denúncias, fazenda com leões explorados na África do Sul é investigada

Leões contraíram sarna, filhotes não andavam devido a problemas neurológicos, tudo causado pela negligência do proprietário do local.

A organização internacional de proteção à vida selvagem Born Free Foundation informou recentemente que acusações criminais contra o responsável pela fazenda onde foram encontrados mais de 100 leões vivendo em condições precárias já estão sendo iniciadas.

Dentre muitas outras doenças, foi diagnosticado que os mamíferos sofriam com severas infecções parasitárias, como a sarna, devido a falta de higiene do local onde eram viviam. Dois dos filhotes eram incapazes de andar devido a problemas neurológicos, e todos eram mantidos em cercas superlotadas e extremamente imundas.

Fotos chocantes, providas de fontes anônimas, revelaram as condições deploráveis em que os animais foram forçados a enfrentar nas instalações encardidas. O local facilitou a reprodução e o surto de parasitas, causando a proliferação de sarna, deixando os leões quase totalmente sem pelos.

Estes grandes felinos faziam parte da indústria do “snuggle scam” do país (esquema do aconchego, na tradução livre), como chama a Humane Society International/Africa. Esse tipo de indústria se mantem com o dinheiro de turistas que pagam para ter uma interação artificial com os leões, como acariciar, tirar selfies abraçados com os felinos, sem saber como essas fazendas tratam estes animais, para deixá-los no estado submisso em que se encontravam, como foi informado pelo The Independent.

A fazenda Pienika que está sob investigação liderada por autoridades da National Society for the Prevention of Cruelty to Animals (NSPCA), foram encontrados 108 felinos negligenciados pela administração da propriedade, entre eles haviam leões, tigres, linces-do-deserto e leopardos. A HSI/África, que apoia assiduamente o fim da indústria de cruzamento de leões encarcerados, elogiou os inspetores da NSPCA pela atitude.

Segundo artigo publicado no último sábado (4), a fazenda Pienika é alegadamente propriedade do membro da South African Predator Association (SAPA), Jan Steinman. Associação esta que, por muitos e muitos anos, apoiou a indústria do “snuggle scam”.

A NSPCA prestou acusações de transgressão do Ato 71 de Proteção Animal de 1962 contra Steinman na última quinta (2). “Frente a tantas evidências de apoio às atrocidades dos direitos animais e atividades ilegais, incluindo os falsos padrões da indústria, o governo sul-africano não pode ficar parado”, afirma Audrey Delsink, diretor da HSI/Wildlife. “Nós exigimos que o governo feche esta indústria de uma vez por todas; este é o único jeito da África do Sul conseguir se recuperar e redimir diante flagelo.”

 

Animais são explorados a vida inteira em fazendas industriais para abastecer o apetite humano

Foto: humanesociety

Foto: humanesociety

O Dia do Campo ou dia da fazenda é comemorado anualmente em 10 de maio. Em algumas regiões do Brasil, no entanto, a data pode ser celebrada no dia 5 de maio. A data surgiu com o objetivo de homenagear e conscientizar a população sobre a importância do campo.

Infelizmente para os animais como vacas, bois, porcos, galinhas, tidos como animais “de fazenda” não há motivos de comemoração, o campo, que deveria ser seu habitat natural, fonte de alimento e desenvolvimento tem se convertido em sinônimo de tortura de escravidão.

Muitos desses animais jamais vão sentir a grama do campo em seus pés, a brisa orvalhada do vento nas manhã ao ar livre e o calor do sol esquentando sua pele. Nascidos em confinamento e para um único fim, só encontrarão a liberdade com a morte.

Os seres humanos tem convertido os campos em verdadeiras fazendas industriais de produção de carne, leite e ovos. Num modo de operação que despreza deliberadamente qualquer valor à vida desses seres sencientes e capazes de amar, sofrer e compreender o mundo ao seu redor.

Em alguns países, como os EUA, mais de 99% dos animais se encontram em fazendas de criação, sendo explorados como produtos para gerar lucro e ao não servirem mais são descartados e mortos.

Foto: pasadosafehaven

Foto: pasadosafehaven

Vacas são exploradas por seu leite, passando sua vida inteira presas a equipamentos desenvolvidos especialmente para sugar seu leite, o leite de seus filhos, retirado de suas mamas diariamente.

Após o nascimento de seus filhos em uma sequência cruel de reprodução sem intervalos, essas mães sequem podem ver seus recém-nascidos, sendo afastadas deles antes mesmo que sintam seu cheiro.

Caso sejam do sexo femininos essas vacas vão encontrar pela frente o mesmo destino de suas mães, um vida inteira de exploração confinadas a alojamentos mínimos e super lotados, sem qualquer possibilidade de interação ou liberdade.

Caso sejam do sexo masculino outro destino aguarda os bezerrinhos, como não poderão dar leite para comercialização dessa indústria de laticínios são mortos aos montes, jogados em valas ou terão sua carne aproveitada na indústria de carne de vitela (novilhos), cujos tipos de morte são ainda mais assustadores e menos misericordiosos (sem balas para preservar a carne, morte a marretadas).

Galinhas são mantidas em compartimentos de “produção fordista” do tamanho de seus corpos, sem poder se mexer, sem poder caminhar, nada além de botar ovos para abastecer o consumo humano.

treehugger

Foto: treehugger

Os pintinhos do sexo masculinos são moídos em máquinas de grande porte, especialmente desenvolvidas para “descarte” desses seres inocentes. As pintinhas, assim como as vacas bebês, vão encontrar o mesmo destino da mãe: exploração e morte.

Da mesma forma se repete o círculo de exploração e crueldade com porcos e porcas, sendo que elas são mantidas em caixas de gestação de aço, frias e de proporções mínimas, com o único propósito de dar à luz e trazer ao mundo mais leitõezinhos prontos para serem “industrializados”.

Após nascerem, os bebês mal consegue chegar perto de sua mãe para mamar com uma parede se interpondo entre eles apenas com o espaço das mamas para que possam se alimentar do leite materno e por poucos dias.

Estes são apenas alguns exemplo de como o campo tem sido utilizado para explorar, usar, torturar e matar os animais.

Que a data sirva de reflexão para que os seres humanos possam se conscientizar de que os animais não são produtos. São vidas.

Companheiros de planeta, não são inferiores a humanidade, são sim sensíveis, inteligentes e amorosos e sofrem calados as duras penas que lhes impomos, tendo em vista nossa ganância, vaidade e falsa superioridade.

Chimpanzé morre aos 17 anos após viver aprisionado em zoo desde o nascimento

O chimpanzé Lunga morreu na última semana aos 17 anos, no Zoológico de Belo Horizonte, em Minas Gerais, após viver aprisionado desde que nasceu. No local, ele vivia com o pai e com a meia-irmã.

Divulgação / Prefeitura de BH / Suziane Fonseca

A Fundação de Parques Municipais e Zoobotânica afirmou que o macaco apresentou um comportamento alterado e estava sendo monitorado desde a segunda-feira (29) da última semana. Ele morreu no dia seguinte. As informações são do portal R7.

As possíveis causas da morte estão sendo investigadas. O corpo do animal será submetido a exames de necropsia e os resultados devem estar prontos em 30 dias.

Além de Lunga, que completaria 18 anos no mês de outubro, outros chimpanzés vivem presos no zoológico, privados da vida em liberdade, sendo explorados para entretenimento humano. Serafim, de 31 anos, é pai de Lunga e veio do zoológico de Barcelona, na Espanha. Já Dorothéia, de 39 anos, é meia irmã do chimpanzé e, assim como ele, também nasceu em Belo Horizonte.

Empresa americana lança primeira linha de colchões veganos totalmente livres de lã

Foto:/vanyaland.com

Foto:/vanyaland.com

A marca Avocado Green Mattress, de Nova Jersey (EUA), lançou recentemente uma linha de colchões veganos que são comparáveis à sua linha de produtos principais, mas feitos de algodão orgânico em vez de lã.

De acordo com a organização que atua pelos direitos animais, PETA, a empresa de colchões projetou sua opção vegana depois de aprender sobre a crueldade inerente da indústria de lã em recentes denúncias da PETA.

“Os compradores de hoje querem evitar a crueldade com os animais, e isso inclui rejeitar a lã de cordeiros que foram feridos, ensanguentados e explorados pelo processo de tosquia”, disse Anne Brainard, diretora da PETA. “As criações veganas aprovadas pela PETA, como os colchões ecológicos de algodão da Avocado Green Mattress, são um sonho para os consumidores conscientes e compassivos e também para as ovelhas”.

Para agradecer à empresa por criar uma opção sem lã, a PETA enviou aos executivos da Avocado uma caixa de chocolates veganos em forma de ovelhas.

A marca Casper recentemente lançou uma campanha para destacar seus colchões sem lã, incentivando seus clientes a “acordarem todas as manhãs com um vegano (colchão)”.

Ovelhas abusadas na indústria de lá

A PETA já fez diversas denúncias contra a exploração das ovelhas pelas fazendas de lá, imagens secretas foram reveladas mostrando trabalhadores abusando dos animais indefesos. As torturas iam desde o uso irresponsável de máquinas de tosa elétricas que feriam os animais até bater a cabeça das ovelhas violentamente no chão.

Após a exposição das imagens de abuso, a PETA apresentou uma queixa de 12 páginas solicitando que a Society for the Prevention of Cruelty to Animals (SPCA), lance uma investigação e registre as acusações criminais contra os trabalhadores por violações das leis que proíbem a crueldade contra os animais.

“As imagens de vídeo, obtidas pela testemunha, destacam apenas algumas das crueldades observadas em 24 fazendas de ovelhas visitadas por tosquiadores”, disse um porta-voz da PETA.

Os tosquiadores são pagos em volume, não por hora, o que encoraja um manejo rápido e violento, abrindo feridas nos corpos dos animais, que os tosquiadores costuravam usando uma agulha e linha, mas sem alívio da dor.

As imagens recentes seguem uma investigação de agosto, onde foi exposto o primeiro vídeo sobre crueldade na indústria de lã inglesa, que mostrou abuso similar.

“Depois de expor a crueldade na indústria de lã da Inglaterra, encontramos os mesmos abusos sendo cometidos com as ovelhas das fazendas da Escócia”, diz Jason Baker, vice-presidente sênior da PETA Ásia.

“Quando não se importam de onde se origina ou de que reivindicações éticas ou responsáveis é feita a produção de lã, milhões de ovelhas sofrem e morrem para essa indústria.”

Noruegueses dizem que baleia pode estar sendo explorada como arma pelo governo russo

Por David Arioch

Segundo Hersten, na parte interna do arnês, que foi removido da baleia, estava escrito “Equipamento de São Petersburgo” (Foto/Acervo: Associated Press)

Na semana passada, pescadores noruegueses do vilarejo de Inga encontraram uma baleia-beluga usando um estranho arnês. “Nós íamos lançar a rede quando vimos uma baleia nadando entre os barcos”, disse Joar Hesten à emissora norueguesa NRK.

Segundo Hersten, na parte interna do arnês, que foi removido da baleia, estava escrito “Equipamento de São Petersburgo”. A situação trouxe suspeitas de que o animal pudesse ter sido treinado pela marinha russa para transportar câmeras ou até mesmo algum tipo de arma, embora sejam apenas hipóteses.

O pescador declarou que a baleia era muito mansa e parecia acostumada a interagir com seres humanos. “Se essa baleia vem da Rússia, e há grandes razões para acreditar nisso, então não são cientistas russos, mas sim a Marinha que fez isso”, concluiu Martin Biuw, do Instituto de Pesquisa Marinha da Noruega.

Já o professor do departamento de biologia ártica e marinha da Universidade do Ártico da Noruega (UiT), Audun Rikardsen, disse que a Rússia manteve baleias por cativeiro durante um período e que aparentemente algumas foram libertadas.

Rikardsen conversou com alguns pesquisadores russos que ele conhece, mas estes disseram que a baleia não tem nada a ver com eles, mas talvez com a marinha russa em Murmansk.

O professor cita que na década de 1980 a União Soviética usou alguns golfinhos em treinamento limitar, como “instrumento de detecção de armas”, mas o programa foi encerrado nos anos 1990.

Porém um relatório de 2017 da TV Zvezda, uma estação de propriedade do Ministério da Defesa, revelou que a Marinha russa estava treinando belugas, focas e golfinhos nariz-de-garrafa para fins militares em águas polares. A pesquisa foi realizada pelo Instituto de Pesquisa em Biologia Marinha de Murmansk, no norte da Rússia.

O objetivo era ver se as belugas poderiam ser usadas para “proteger entradas de bases navais” em regiões árticas e também a “auxiliar mergulhadores em águas profundas”. Há denúncias também de que golfinhos e focas foram treinados para transportar ferramentas para mergulhadores e detectar torpedos, minas e outras munições a uma profundidade de até 120 metros.

Ameaçadas de extinção, lontras vivem aprisionadas em cativeiro

Lontras estão sendo traficadas e criadas em cativeiro para atender ao desejo humano de tratar esses animais como domésticos, ignorando a necessidade da espécie de viver em liberdade. No Japão, a presença de lontras em cafeterias nas quais os clientes interagem com os animais é crescente. No país, muitos desses estabelecimentos, e também pet shops, vendem as lontras para qualquer um.

“A demanda e a popularidade são crescentes. Mas a oferta não acompanha”, disse um atendente em um café. Esses animais também tem sido vítimas do tráfico na Indonésia, Tailândia, Vietnã e Malásia. As informações são da Folha de S. Paulo.

Lontras exploradas por um café em Tóquio  – Noriko Hayashi/The New York Times

Segundo a bióloga conservacionista da Oregon State University e co-presidente do comitê de lontras da União Internacional para a Conservação da Natureza, Nicole Duplaix, a internet é a responsável por aumentar a popularidade da espécie, condenando-a à vida no cativeiro.

“Vendedores anunciam online e pessoas postam fotos fofas de lontras. Isso difunde a ideia de que seriam ótimos animais domésticos, o que não é o caso”, diz Duplaix.

Por ser difícil reproduzir lontras em cativeiro, conservacionistas suspeitam que a maior parte desses animais está sendo retirada da natureza.

As lontras lisas e as lontras-de-nariz-peludo são vítimas do tráfico. Mas a principal espécie traficada é a lontra-anã-oriental, segundo Duplaix. Todas elas estão ameaçadas de extinção.

Não há informações precisas sobre como começou o tráfico de lontras. O antropólogo Vincent Nijman, da Oxford Brookes University, no Reino Unido, acredita que o início foi há cinco anos, na Indonésia. No país, a lontra-anã-oriental não é protegida, mas todo comércio de animais silvestres não protegidos possui cotas. No entanto, não há cotas para a lontra.

De acordo com Nijman, isso significa que comercializar lontras sem autorização é ilegal. “Agora vemos centenas sendo vendidas no Facebook e Instagram. Nenhuma com autorização”, diz.

Apesar da ilegalidade e da crueldade existente na manutenção de lontras em cativeiro, Nijman conta que tutores de lontras se unem em comunidades e desfilam pelas ruas de Jacarta, na Indonésia, carregando os animais. “Nos noticiários isso é descrito como aceitável, divertido, inovador”, afirma. “Para quem quer algo diferente de um cão ou gato comum”, completa.

Na Tailândia, capturar, vender ou exportar lontras é ilegal, mas isso não impede que o tráfico ocorra. Ao “Journal of Asia-Pacific Biodiversity”,  Penthai Siriwat, doutoranda da Oxford Brookes University que monitorou páginas do Facebook que vendiam o animal, afirmou que mais da metade das lontras traficadas são ninhadas de recém-nascidos que nem abriram os olhos.

Da Tailândia, a prática de aprisionar lontras em cativeiro se disseminou, principalmente para o Japão, onde, segundo a entidade Traffic Japan, uma série de TV ajudou a popularizar a espécie ao retratar uma lontra como animal doméstico.

“Temos uma cultura que valoriza o bonitinho, o que tem um grande papel nisso”, diz a pesquisadora Yui Naruse, da Traffic Japan.

Em maio, representantes vão decidir, durante uma reunião da Convenção sobre o Comércio Internacional das Espécies de Fauna e da Flora Silvestres Ameaçadas de Extinção (Cites), se a lontra-anã-oriental e a lontra lisa vão receber uma proteção maior, com proibição do comércio internacional dessas espécies.

Galgos explorados em corridas na Europa são vendidos para China após descartados

Foto: Macau Daily Times

Foto: Macau Daily Times

Nove meses depois do último estádio de corridas de galgos da China fechar suas portas, ativistas pelos direitos animais estão voltando seus esforços para a crueldade e exploração praticada em pelo menos 25 pistas de corridas com esses cães no continente, bem como pelos criadores afiliados a elas.

O Canidrome de Macau (Yat Yuen) fechou suas portas em 20 de julho do ano passado, admitindo a derrota após uma campanha que durou vários anos feita por ativistas locais e internacionais pelos direitos animais para expor o vergonhoso tratamento dado pela empresa aos galgos. O canil e pista de corridas funcionou em Macau durante mais de meio século.

Uma investigação do Sunday Mirror trouxe à luz o submundo escuro em que os galgos aposentados enfrentam quando as lesões ou a velhice os impedem de continuar correndo. Muitos desses cães foram criados e explorados em corridas na Grã-Bretanha e na Irlanda.

Entrevistando ativistas pelos direitos animais e criadores e agentes de corridas, britânicos e irlandeses, de galgos, o Sunday Mirror descobriu que os cães ex-campeões estavam sendo vendidos para centros de reprodução e criação de filhotes (fábricas de filhotes) na China, onde seu esperma é extraído diariamente até que não sejam mais férteis e então são vendidos para o comércio de carne de cachorro.

De acordo com o jornal britânico, “os preços do esperma dos campeões alcançam até 10 mil libras por litro, o que faz com que os machos tenham seus espermatozoides repetidamente extraídos e até congelados para que os criadores possam lucrar com os anos de sucesso dos cães até mesmo depois que eles morrem”.

Pelo menos 40 ex-cães de corrida do Reino Unido e da Irlanda estão atualmente engaiolados na China e costumavam e suspeita-se que sejam usados para abastecer (em esperma e números) cerca de 25 corridas de galgos ilegais atualmente em operação.

Um ativista pelos direitos dos animais, que não foi identificado pelo jornal, disse que os tutores de galgos que vendem seus cães para compradores chineses não estavam cientes da realidade.

“As pessoas pensam em galgos aposentados vivendo uma vida tranquila e confortável em um sofá, mas para esses cães indefesos, a realidade é muito mais brutal”, disse o ativista, citado pelo Sunday Mirror.

“Essas lindas criaturas estão sendo tratadas como uma mercadoria. Depois de correr por uma pista por anos a fio, eles são enviados para um país onde as leis de bem-estar animal são frouxas ou nem existem. Eles são completamente sugados até esvaírem-se”.

As condições dentro das instalações chinesas são sombrias, de acordo com Kerry Lawrence, da ONG de proteção aos galgos, Birmingham Greyhound Protection, que ajuda a coordenar resgates de ex-cães de corrida.

Galgos machos são usados para produzir espermatozóides que serão usados para inseminação artificial ou serão congelados para uso após a morte do animal. Em outros casos, os cães podem ser mantidos em posição de reprodução por horas enquanto seus manipuladores tentam coagi-los a acasalar.

Os métodos são cruéis e desumanos, a abordagem implacável, a falta de cuidado chocante e as circunstâncias sombrias que cercam o processo são assustadoras”, disse Kerry.

De acordo com o Sunday Mirror, alguns treinadores de galgos nos dois países europeus estão ficando mais cautelosos com os compradores chineses depois que vídeos de abuso de animais apareceram online.

O jornal informou que um treinador de cães irlandês tinha parado de vender galgos a um comprador de Hong Kong depois de ver um vídeo de um cachorro de corrida jogado em água fervente.

Embora não haja proibição de exportar os galgos para a China, o órgão regulador da Grã-Bretanha disse que está reprimindo a prática de exportação por razões de bem-estar animal.

Na Irlanda, o Irish Greyhound Board está trabalhando com o governo em uma legislação para proteger os animais e está lançando um banco de dados digital para rastrear os cães de corrida depois que eles deixam o país.

Comissão do Senado aprova criação do Dia Nacional do Rodeio

A Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE) do Senado aprovou, na terça-feira (23), o relatório do senador Wellington Fagundes (PR-MT) que cria o Dia Nacional do Rodeio (PLC 108/2018), a ser celebrado em 4 de outubro. A análise do projeto segue agora para o Plenário do Senado.

(Foto: Shark)

A aprovação representa um retrocesso para os direitos animais, já que os rodeios são eventos extremamente cruéis, que exploram e maltratam animais em provas feitas para entreter o público.

Ironicamente, a opção por escolher o dia 4 de outubro para a comemoração do Dia Nacional do Rodeio ocorreu por ser celebrado nesta data o Dia dos Animais e de São Francisco de Assis, santo da comunidade católica que é padroeiro dos animais. A escolha escancara o quanto a proposta aprovada pela Comissão ignora o sofrimento imposto aos animais pelos rodeios.

O relator do projeto usou do fato de ser veterinário para defender que os animais são bem tratados nos rodeios, o que é rebatido por ativistas pelos direitos animais e desmentido por fotos e vídeos dos eventos, além de ser refutado por especialistas comprometidos com os animais.

O médico veterinário Dr. C.G. Haber, que trabalhou durante 30 anos como inspetor federal de carne em matadouros e viu vários animais descartados de rodeios serem vendidos para que fossem mortos para consumo, descreveu os animais como “tão machucados que as únicas áreas em que a pele estava ligada à carne eram cabeça, pescoço, pernas e abdome. Eu vi animais com 6 a 8 costelas quebradas à partir da coluna, muitas vezes perfurando os pulmões. Eu vi de 2 a 3 galões de sangue livre acumulado sobre a pele solta. Estes ferimentos são resultado dos animais serem laçados nos torneios de laçar novilhos ou quando são montados através de pulos nas luta de bezerros”, segundo informações divulgadas pela ONG Apasfa.

Ainda de acordo com a entidade, o veterinário Dr. T.K. Hardy, que também trabalha como laçador de bezerros, desmentiu o argumento dos organizadores de rodeio de que os animais são bem tratados. “Eu mantenho 30 cabeças de gado para prática, a U$200 por cabeça. Você pode aleijar três ou quatro numa tarde… É um hobby bem caro”, disse à revista Newsweek.

A veterinária e zootecnista Julia Maria Matera é outra especialista que expõe o horror dos rodeios. Ao falar sobre os apetrechos sem os quais seria impossível realizar as provas na arena, Maria Julia abordou a crueldade imposta aos animais.

“A utilização de sedém, peiteiras, choques elétricos ou mecânicos e esporas gera estímulos que produzem dor física nos animais em intensidade correspondente à intensidade dos estímulos. Além da dor física, esses estímulos causam também sofrimento mental aos animais uma vez que eles têm capacidade neuropsíquica de avaliar que esses estímulos lhes são agressivos, ou seja, perigosos à sua integridade”, afirmou.

Empresa explora cães em procedimento de clonagem na Coreia do Sul

Cachorros da raça ovcharka asiático estão sendo explorados por cientistas em Seul, na Coreia do Sul. Clonados, os animais recebem uma numeração, ao invés de um nome, após o nascimento, o que deixa claro que são tratados como meros objetos.

A cadela que dá à luz aos filhotes clonados é “uma mistura de raças”, segundo o pesquisador Jae Woong Wang, que trabalha com o cirurgião Hwang Woo-suk para criar os clones. Os dois atuam na Sooam Biotech Research, primeira empresa do mundo especializada em clonar cães. “Nós selecionamos as mães para que sejam dóceis e gentis”, explica Wang.

Foto: Pixabay / Ilustrativa

Assim como foi feito com a ovelha Dolly, há mais de 20 anos, a clonagem de cachorros acontece. Outra empresa responsável por esse serviço, que explora seres vivos e é alvo de críticas de ativistas, é a ViaGen Pets. Foi ela quem clonou uma cadela da cantora e atriz americana Barbra Streisand, que em 2018 revelou que as cadelas da raça coton de tulear, Miss Violet e Miss Scarlett, são clones de Samantha, cadela que morreu em 2017. A revelação gerou repúdio entre ONGs defensoras dos animais. A atriz foi apresentada à clonagem pelo bilionário norte-americano Barry Diller, fundador da rede de TV Fox, que contratou uma empresa para fazer três cópias de Shannon, um cachorro da raça jack russel terrier.

A empresa que clonou a cadela da atriz começou armazenando e preservando o DNA de vacas, porcos e cavalos. Com o tempo, adquiriu amostras genéticas da Genetic Savings, companhia que clonava gatos, e comprou os direitos de uso de tecnologias desenvolvidas pelos responsáveis pela clonagem da ovelha Dolly. No início, a empresa licenciava os serviços para os coreanos, mas em 2016 passou a oferecer os próprios serviços.

O procedimento de clonagem envolve dor e sofrimento. Para produzir um único clone, mais de dez embriões precisam ser implantados. A cadela explorada como “barriga de aluguel” é tratada com hormônios que podem ser perigosos. Além disso, muitos fetos são abortados, nascem mortos ou deformados.

Em 2005, quando um cachorro foi clonado pela primeira vez, mais de mil embriões foram implantados em mais de cem cadelas. “A história delas lembra a série O Conto da Aia”*, diz Jessica Pierce, expert em ética animal da Universidade do Colorado. “É uma versão canina.” Na série citada por Jessica, a humanidade se torna infértil e as poucas mulheres que conseguem engravidar são exploradas como máquinas reprodutoras pelo Estado.

A Sooam Biotech Research já clonou mais de mil cães, a US$ 100 mil cada. Wang admite que a “clonagem se tornou um negócio”, ignorando o fato de que seres vivos estão envolvidos nesta prática.

Profissional da empresa, o cirurgião Hwang Woo-suk foi tratado como herói nacional na Coreia do Sul quando, em 2004, ao atuar na Universidade Nacional de Seul, publicou um artigo no jornal Science afirmando que clonou, junto de sua equipe, um embrião humano. Em 2006, foi descoberto que a afirmação do médico era falsa e ele foi expulso da instituição por ter forjado provas, desviado dinheiro público e comprado óvulos de mulheres que trabalhavam em seu laboratório. Após pedir desculpas públicas, ele foi condenado a dois anos de prisão, mas a pena foi suspensa por um juiz. Após esse período, Hwang fundou a Sooam Research.

Inicialmente, ele clonava porcos e vacas. Em 2007, clonou Missy, cadela da namorada do bilionário americano John Sperling, fundador da Universidade de Phoenix. Depois disso, ele passou a oferecer serviços de clonagem de cães.

Ao ser questionado sobre a questão ética em relação à clonagem de cães, Hwang expõe sua defesa ao especismo e trata humanos como seres superiores aos animais e reduz, de forma antiética e desumana, os animais a coisas. “A ética da clonagem de animais e a ética da clonagem de humanos são duas coisas completamente diferentes”, diz. “Aqui na Sooam nós somos totalmente contra a clonagem humana. Mas acreditamos que a clonagem [animal] traz benefícios para a sociedade”, completa Hwang, que foi proibido pelo governo da Coreia do Sul de mexer com óvulos humanos.

Os benefícios aos quais o cirurgião se refere estão relacionados a um melhor entendimento do desenvolvimento celular em animais como forma de explorá-los para ajudar a tratar doenças humanas, tratando-os como objetos usados para beneficiar as pessoas e não como sujeitos de direito.

Yeonwoo Jeong, diretor de pesquisas da empresa, diz que a tecnologia evoluiu muito e que hoje basta implantar uma dezena de embriões, em três cadelas, para nascer um clone. Isso, no entanto, é contestado por muitos pesquisadores. “Eu não acredito que eles estejam conseguindo um [clone] a cada três [gestações]”, diz o especialista em clonagem Rudolf Jaenisch, do Whitehead Institute, em Boston. “A clonagem é ineficiente. Você perde muitos clones. Alguns morrem na gestação. E também há a epigenética anormal”, afirma, ao se referir ao conjunto de mudanças que o DNA de um animal sofre ao longo da vida.

“Quando você pega células de animais adultos e as insere num óvulo, você herda os erros genéticos daquele DNA velho. Isso não aconteceria com um embrião gerado naturalmente”, explica Jaenisch.

E se são necessárias três gestações para obter um clone, o que acontece com os fetos que não sobrevivem, questiona o especialista em bioética Hank Greely, da Universidade Stanford. “Eles nascem mortos ou deformados? Sentem dor?”, pergunta. Para ele, a clonagem é antiética porque causa mais sofrimento que a reprodução natural. Um dos motivos disso é o fato das cadelas receberem hormônios. “São os mesmos hormônios usados em humanos, nos tratamentos de fertilização in vitro”, diz CheMyong Jay Ko, diretor do laboratório de ciência reprodutiva da Universidade de Illinois. “Injetar esses hormônios não faz bem, especialmente se isso for feito repetidas vezes”, afirma.

Para combater a clonagem, ativistas lançaram uma campanha denominada #adoptdontclone (Adote, não clone, em tradução livre). “As pessoas que pagam US$ 100 mil para gerar um novo cachorro se esquecem de que há muitos cães com os quais ninguém se importa”, diz Vicki Katrinak, diretora da ONG Humane Society.

Ursos fantasiados são forçados a dançar e pular corda em circo norte-coreano

Foto: Mark Woodman

Foto: Mark Woodman

Imagens perturbadoras mostram ursos covardemente explorados, obrigados a dançar e fazer truques antinaturais, como pular corda e saltar sobre obstáculos, em um circo norte-coreano.

O australiano Mark Woodman, de 42 anos, foi levado ao circo em Pyongyang, na Coreia do Norte, como parte de uma excursão de cinco dias pelo país.

Enquanto ele assistia ao “show”, os ursos eram cruelmente ordenados a saltar sobre seus treinadores, dançar, dar piruetas, e pular corda antes de se curvar agradecendo a platéia pelos aplausos. Woodman disse que ninguém se atreveu a reclamar ou sair durante o show.

“Foi apresentada uma série de performances clássicas de circo, realizadas por artistas excepcionalmente talentosos e bem treinados – trapezistas, malabares e equilibristas – intercalados com atos cômicos”, disse ele.

“Os ursos dançarinos eram a única apresentação com animais. Eu fiquei inicialmente chocado e paralisado, o que me fez filmar essa performance em particular. Era diferente de tudo que eu tinha visto, absolutamente assustador”.

Woodman conta que embora eu tenha ouvido dizer que os ursos ainda eram usados em apresentações na Ásia Central e na Rússia, ele confessa que nunca pensou que veria uma coisa dessas.

“Tudo o que podíamos fazer era observar e absorver a cena tétrica. Não havia espaço para reclamações ou para deixar a apresentação”

Woodman, que é Perth, na Austrália Ocidental, disse que o comportamento dos ursos era tão antinatural que alguns espectadores pensaram que eram pessoas fantasiadas de animais.

Foto: Mark Woodman

Foto: Mark Woodman

“Depois de assistirmos ao espetáculo no circo, enquanto esperávamos pelo nosso ônibus, eu estava conversando com nosso guia turístico e outro companheiro de turnê”, lembrou ele.

“Uma mulher que fazia parte da excursão de turismo disse que pensou o todo que os animais vistos no show eram pessoas vestidas de ursos! O guia turístico e eu tivemos que dizer a verdade a ela”.

Fotografias de outros espetáculos recentes usando macacos provam que eles também foram submetidos ao mesmo tratamento cruel.

O grupo que atua em defesa dos direitos animais, Animal Defenders International (ADI), disse que animais de circo como estes foram treinados a este ponto vindos de uma vida inteira de sofrimento.

Foto: Mark Woodman

Foto: Mark Woodman

O presidente da ADI, Jan Creamer, disse: “Forçados a se apresentar em shows de circo, esses pobres animais sofrem uma vida inteira de tortura e privações”.

“Sem o estímulo normal, social e mental que eles desfrutariam com suas famílias na natureza, a resignação desses animais inteligentes e sensíveis é conseguida através de violência, ameaças e privação de comida, água e afeto durante o treinamento.

O público pode ajudar a acabar com o sofrimento desses animais, evitando shows desse tipo e deixando que os circos saibam porque eles estão indo se divertir em outro lugar.

Woodman disse não ter se arrependido de sua viagem à Coreia do Norte.

“Desde uma viagem que fiz ao Oriente Médio, a partir de 2009, passei a visitar países que são cultural e religiosamente distintos do que eu estava acostumado”, disse ele.

Woodman se define como um ateu gay que se concentra em viajar para países que “amam a Deus e odeiam os gays”. “É um estilo de viagem desafiador, mas infinitamente gratificante, que me levou a conhecer pessoas LGBT e outros locais em todo o mundo”, disse ele.

“Isso ajuda a superar os estereótipos e as narrativas divulgadas pela mídia e/ou pelo governo e distinguir as pessoas dos regimes”.

Exemplos pelo mundo

Segundo informações da PETA esses 26 países já proibiram circos que usam animais selvagens: Áustria, Bolívia, Bósnia Herzegovina, Colômbia, Costa Rica, Croácia, Chipre, El Salvador, Estônia, Grécia, Guatemala, Irlanda, Israel, Itália, Luxemburgo, Macedônia, Malta, México, Nova Zelândia, Paraguai, Peru, Romênia, Escócia, Singapura, Eslováquia e Eslovênia

Mais e mais pessoas estão boicotando qualquer entretenimento que envolva exploração animal, e essa mudança na opinião pública tem motivado muitos governos a agir.

No final do ano passado, o Havaí proibiu o uso de animais selvagens em circos, tornando-se o segundo estado americano a fazê-lo depois de Nova Jersey.

Em novembro, Portugal aprovou uma proibição semelhante. A lei aprovada pelo parlamento português impede que mais de mil animais diferentes, incluindo leões, avestruzes, camelos, pinguins, elefantes e rinocerontes sejam forçados a se apresentar.