Releitura do filme ‘O Rei Leão’ tem animais da Amazônia como protagonistas

A versão brasileira do filme “O Rei Leão” é uma releitura do longa-metragem da Disney, criado em 1994. A animação original tem como protagonistas leões e leoas, um suricato, um javali, um pássaro, um macaco babuíno e hienas. Na releitura, idealizada pelo designer gráfico e ilustrador Vilmar Rossi Júnior, as estrelas são os animais da Amazônia.

Foto: Arquivo pessoal/Vilmar Rossi Júnior

“Eu me inspirei com a chegada do novo filme [lançamento da versão computadorizada do Rei Leão]. Sou muito fã de animação e, conversando com a minha esposa sobre política e o que está acontecendo, sobretudo no meio ambiente, a junção das ideias foi natural”, explicou Rossi ao G1.

“Eu gosto muito de ‘mashups’, pois a gente mistura dois temas muito conhecidos e gera um terceiro resultado e, nesse momento, gera uma leitura nova. No original a gente dá pouca atenção para a savana e foca no drama do jovem príncipe”, disse.

“Ao mudar o cenário, a gente passa a questioná-lo: se o Rei Leão fosse aqui, teria que lidar com o desmatamento, as queimadas, os madeireiros, os latifundiários, a extinção. O ‘mashup’ aflorou as questões ecológicas que se escondiam na animação original – e isso foi inesperadamente bom”, completou.

Oito cenas já foram reproduzidas até agora. A do Hakuna Matata foi a primeira. “Ela tem uma certa alegria despretensiosa, sabe? De quem só estava se divertido… estava ‘Hakuna Matata’ (risos). Mas gostei do resultado da cena da abertura, da conversa do Simba com o espírito do pai e da última, onde o Mufasa diz ao Simba que até onde a luz toca é o reino deles. Ao fundo, coloquei uma queimada, subindo um rolo de fumaça. Quem conhece o filme sabe que o Simba pergunta ‘E aquele lugar escuro?'”, explicou.

Foto: Arquivo pessoal/Vilmar Rossi Júnior

Simba, nas ilustrações, é uma onça-pintada, Timão é um cateto e Pumba uma irara ou papa-mel. “Alguns animais foram fáceis de escolher, mas tentei trazer espécies mais desconhecidas, como o araçari (em vez do tucano que todos já viram). O Rafiki fiz, na primeira vez, um mico-leão, mas algumas pessoas chamaram a atenção de que ele não é tão típico da Amazônia. Então lembrei do uacari, que acho um macaco imponente, lindo. Agora, as hienas me deram dor de cabeça, pois não temos animais carniceiros desse tipo aqui. Até que o cachorro-do-mato-vinagre coube nesse papel”, disse.

Dentre as espécies escolhidas pelo ilustrador, a onça-pintada é a mais conhecida. Extinta nos Estados Unidos, a onça-pintada, considerada o maior felino das Américas, está criticamente em perigo na Caatinga e Mata Atlântica, em perigo no Cerrado e vulnerável na Amazônia e Pantanal. A espécie é uma das prioridades da Lista Vermelha da União Internacional de Conservação da Natureza (IUCN).

O cateto está presente em quase todos os biomas e é considerado quase ameaçado, vulnerável ou em perigo, dependendo da localização. Eles vivem em bandos de 5 a 25 membros, segundo o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

Foto: Arquivo pessoal/Vilmar Rossi Júnior

Presente em vários habitats, especialmente naqueles de vegetação densa, segundo o ICMBio, a irara ou papa-mel tem olfato bastante apurado. O araçari-castanho, que tem status de conservação considerado “menos preocupante”, alimenta-se de frutos e vive no alto das árvores.

Conhecido como macaco-da-noite ou macaco-da-noite-de-pescoço-cinza, o uacari tem uma população de cerca de 10 mil animais. Eles vivem na Amazônia do Brasil e de outros países, como Colômbia, Equador e Peru.


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Pássaro explorado para entretenimento morre durante gravação de filme

Um pássaro explorado para entretenimento humano morreu durante as gravações do filme “Them That Follow”. A ave morreu nas mãos da atriz Alice Englert, deixando-a abalada.

(Foto: Pixabay/Ilustrativa)

O longa-metragem, de suspense, foi lançado nos cinemas neste final de semana e participou do Festival de Sundance em janeiro. A denúncia da morte do animal foi feita pelo portal de notícias TMZ.

O site obteve imagens que mostram Alice no momento em que a atriz percebe que há algo errado com o pássaro. Ela entrega, então, a ave à pessoa responsável por submeter a ave a treinamentos anti-naturais para explorá-la para entretenimento. Em seguida, a atriz confirma a morte do animal e fica completamente atordoada com o fato.

O TMZ afirmou que os produtores do filme confirmaram e lamentaram a morte da ave. Eles dizem que não sabem o que levou o animal a perder a vida e alegam que não houve “maltrato ou falta de cuidado com a ave”.

Alice Englert (Foto: AMANDA EDWARDS / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / AFP)

Nota da Redação: havendo ou não maus-tratos e negligência, treinar animais para forçá-los a aprender truques e a desenvolver comportamentos anti-naturais para que ele sejam explorados para entretenimento humano, com o objetivo de gerar lucro aos treinadores e produtores dos filmes, é uma prática inaceitável. Atualmente, a tecnologia está extremamente avançada, o que permite que animais sejam criados por meio de programas de computador, não havendo, portanto, desculpa que justifique a exploração animal em filmes e similares. Recentemente, o filme “O Rei Leão” deu exemplo ao não envolver nenhum único animal real nas gravações, tendo recorrido integralmente à tecnologia para a produção das imagens.


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PETA pede para que Leonardo DiCaprio resgate chimpanzé de “O lobo de Wall Street”

Por Rafaela Damasceno

O grupo ativista PETA está pedindo para que Leonardo DiCaprio, ator ambientalista e vencedor do Oscar, resgate o chimpanzé, Chance, que participou do filme “O lobo de Wall Street”.

Chance no colo de Leonardo Dicaprio

Foto: Livekindly

O filme recebeu muitas críticas na época de sua estreia, em 2013, com a organização em defesa dos direitos animais Amigos dos Animais pedindo um boicote. O grupo disse que o chimpanzé sofreria danos psicológicos permanentes por ser obrigado a atuar no filme.

Seis anos depois, Chance continua sofrendo. Agora ele pertence a um zoológico de beira de estrada, que o obriga a se apresentar e realizar truques. A ONG PETA pediu ajuda a DiCaprio e Martin Scorsese, o diretor do filme, para que o resgate seja possível.

A organização deseja que Chance seja realocado em um santuário, onde passaria o resto de sua vida sem ser forçado a entreter pessoas.

Explorar os animais em filmes, felizmente, parece algo que está diminuindo pouco a pouco, devido às tecnologias atuais. Jon Favreau, que dirigiu a adaptação do “Rei Leão” para uma versão mais realista, disse à Vanity Far: “O fato da tecnologia poder fazer parecer tão visualmente real torna mais e mais difícil precisar colocar animais em perigo para fazer um filme”.


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Diretor de “O Rei Leão” diz que não havia razão para usar animais reais

Por David Arioch

Diretor da nova versão do clássico “O Rei Leão”, que estreou no Brasil no dia 18 de julho, Jon Favreau explicou à revista Vanity Fair que não havia razão para usar animais reais no filme, e que hoje com toda a tecnologia disponível se torna injustificável colocar animais em perigo para fazer uma obra cinematográfica.

“Espero que com essas imagens tão realistas, que as crianças verão pela primeira vez, elas possam desenvolver um senso de responsabilidade em ajudar a proteger isto [a natureza]” (Imagens: Vanity Fair)

“Você tem bibliotecas e bibliotecas de filmagens de animais e com toda a referência que você poderia querer”, acrescentou. Favreau explicou também que a aparição do rinoceronte-branco do norte no filme é uma homenagem ao animal já extinto na natureza.

O filme ambientado na África Subsaariana, e que já arrecadou mais de um bilhão de dólares nas bilheterias, contou com uma equipe de designers gráficos na idealização e concepção dos personagens:

“Espero que com essas imagens tão realistas, que as crianças verão pela primeira vez, elas possam desenvolver um senso de responsabilidade em ajudar a proteger isto [a natureza].”


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Ex-morador de rua e gato que salvou sua vida encontram o amor ao mesmo tempo

James Bowen e o gato Bob | Foto: Reuters

James Bowen e o gato Bob | Foto: Reuters

Um morador de rua e um gato que se apoiaram mutuamente no caminho para a recuperação têm outro motivo para comemorar, agora que ambos encontraram o amor.

James Bowen e seu gato Bob se tornaram mundialmente famosos depois que James escreveu uma história sobre como o animal o resgatou de uma vida de abandono e vício.

Enquanto James se apaixonou por Monika e ficou noivo no início deste mês, o Daily Mail também revelou que Bob encontrou sua alma gêmea no mesmo período, em uma linda gatinha malhada que vice com Monika.

James Bowen, Monika, o gato Bob e sua namorada | Foto: Reuters

James Bowen, Monika, o gato Bob e sua namorada | Foto: Reuters

Eles agora moram juntos na casa de quatro quartos de James, em Surrey, na Inglaterra onde, como esperado, os quartos estão cheios de petiscos de gatos, brinquedos de penas e arranhadores.

“Não podemos acreditar na nossa sorte”, disse James, que completou 40 anos em março e ainda não acredita como sua vida se transformou.

Seus oito livros, incluindo o primeiro, A Street Cat named Bob (Um gato de rua chamado Bob), venderam nove milhões de cópias e foram traduzidos para mais de 40 idiomas.

Bob e o livro que o tornou famoso mundialmente | Foto: Reuters

Bob e o livro que o tornou famoso mundialmente | Foto: Reuters

Um filme baseado no relacionamento de James e Bob, ganhou o prêmio de melhor filme britânico no National Film Awards de 2017. Uma sequência deve começar a ser filmada ainda este ano.

James ainda se lembra do dia em que o gato ferido apareceu no corredor do lado de fora de seu apartamento de um quarto em Tottenham, na primavera de 2007.

Depois que ele não localizou o tutor do gato, James gastou suas últimas 30 libras em uma visita ao veterinário. para tratar a perna ferida do gato.

Bob | Foto: Reuters

Bob | Foto: Reuters

Ele decidiu nomeá-lo após o personagem de Twin Peaks, Killer Bob. “Eu nunca teria mudado minha vida se não fosse por ele”, diz ele.

“Eu tinha que ser responsável, pois ele precisava de mim para cuidar dele. Tudo de positivo em minha vida pode ser rastreado até isso.

“Sua influência na minha vida tem sido extraordinária. Ele é meu melhor amigo. ”

O laço incrivelmente próximo entre James e Bob parecia inquebrável e qualquer mulher que quisesse roubar o coração de James teve que superar o maior obstáculo de todos, obtendo a aprovação de Bob.

“Me ame, ame meu gato” sempre foi o mantra de James.

“Era impensável que eu pudesse estar com alguém que não amasse Bob tanto quanto eu”, disse ele.

Foto: Reuters

Foto: Reuters

Felizmente para Monika Hertes, que se descreve como uma “amante louca e confessa de gatos”, Bob lhe deu sua bênção instantânea.

A cantora de 36 anos, que conheceu James através de amigos do Facebook, diz que ela e Bob estão tão próximos, que ele corre até ela logo de manhã, quando quer o café da manhã.

Bob não apenas recebeu Monika com as patas abertas, mas também sua gata Pom Pom.

“Eles aproveitaram o tempo para se conhecerem”, diz Monika.

“Os gatos tendem a ser cautelosos uns com os outros, mas logo eles estavam brincando e correndo pela casa e se enrolando para dormir. Eles realmente se amam”.

”Nenhum dos gatos esteve presente no início deste mês quando James se ajoelhou e pediu a Monika que se casasse com ele durante as férias do casal em Tenerife.

“Quando você sabe, você sabe”, diz James. “Esperei muito tempo para conhecer a mulher certa. Monika e eu simplesmente não conseguíamos ficar longe um do outro. Nós nos conectamos em muitos níveis”, finaliza o tutor de Bob.

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Atriz Evanna Lynch estrela curta-metragem vegano que ironiza o antropocentrismo

Foto: Vegan Life

Foto: Vegan Life

A atriz irlandesa e ativista pelos direitos animais, Evanna Lynch, está estrelando um novo curta-metragem vegano.

Lynch fez sucesso interpretando a bruxa sonhadora de olhos arregalados Luna Lovegood na série de filmes “Harry Potter”, que terminou em 2011. Desde então, entre outros projetos, ela estrelou como a personagem principal no filme de 2015 “My Name is Emily”, competiu no programa “Dancing With the Stars” e apresentou seu próprio podcast vegano, “The Chickpeeps ”.

Agora, ela está desempenhando o papel de uma rainha alienígena em um novo curta vegano chamado “You Eat Other Animals” (Você come outros animais, na tradução livre). Não se sabe muito sobre o curta, mas Lynch confirmou em seu Instagram que seu personagem sequestra os seres humanos da Terra.

Ao lado de uma foto dela vestida e maquiada como a personagem, a atriz escreveu: “minha caracterização para o curta-metragem vegan ‘You Eat Other Animals’ interpretando uma rainha alienígena que sequestra dois terráqueos, o filme será lançado no final deste ano, manterei vocês informados”.

Foto: Vegan Life

Foto: Vegan Life

A maquiadora vegana Tabitha Mei-Bo Li fez o cabelo, a maquiagem e as próteses de Lynch para o filme, usando materiais e produtos sem crueldade. Li enviou sua própria foto de Lynch em fantasia para o Instagram, ela legendou o post “alien heartbreaker” (alien destruidora de corações, na tradução livre).

“Assim que me tornei vegana, encontrei minha identidade”

Lynch tornou-se vegana em 2015. De acordo com o Veganuary, sua decisão foi tomada com base na compaixão. Ela disse em um comunicado: “era o caminho certo para mim”.

Eu senti que, assim que me tornei vegana, eu assumi a mim mesma, como se eu estivesse apenas vivendo de acordo com o que eu acreditava, o que é uma coisa muito libertadora quando você finalmente se compromete com isso ”.

“Eu nunca encontrei uma religião ou uma fé que estivesse exatamente de acordo com o que eu acreditava, porque há muitas coisas das quais eu não tenho certeza”, ela continuou. “Mas eu acredito fortemente na não-violência, que não devemos estar machucando outras pessoas ou criaturas.”

Lynch também narrou o documentário vegano “iAnimal: The Dairy Industry in 360 Degrees”, produzido pela organização sem fins lucrativos Animal Equality.

Os espectadores experimentaram uma visita a uma fazenda leiteira através de um fone de ouvido de realidade virtual no curta, que recebeu uma indicação para “Melhor Experiência de Impacto Social” no Festival de Cinema de Raindance de 2018.

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Cachorros poderão assistir ‘Homem-Aranha’ em cinema de Curitiba (PR)

O Cinesystem Shopping Curitiba, no Paraná, decidiu realizar uma nova sessão do Cine Pets após o sucesso da primeira edição do projeto que permite que tutores levem seus cachorros para o cinema. A próxima sessão será realizada neste sábado (13) e os participantes poderão assistir o filme “Homem-Aranha: Longe de Casa”.

(Foto: Reprodução/Assessoria de Imprensa)

O filme aborda uma viagem do personagem Peter Parker na qual ele percorre a Europa ao lado de amigos e é surpreendido pela visita de Nick Fury. No longa-metragem, Parker enfrenta vilões em cidades como Londres, Paris e Veneza. As informações são do portal Barulho Curitiba.

A sessão terá início às 14 horas e é restrita para pessoas que queiram assistir ao filme na companhia de seus cachorros. Animais de todos os portes podem participar, desde que estejam com a carteira de vacinação atualizada.
Durante o filme, os cães podem ficar no colo do tutor ou no chão, em frente à poltrona.

A inteira do ingresso custa R$ 29 e a meia é vendida por R$ 14,50. Mais informações podem ser obtidas no site oficial do cinema.


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Pit bull sensível não para de chorar na parte mais triste do “O Rei Leão”

Foto: Facebook/Josh Myers

Foto: Facebook/Josh Myers

Os orgulhosos adotantes e novos pais de uma pit bull resgatada estão descobrindo só agora o quão sensível e doce sua cachorrinha, Luna, realmente é.

Luna veio ao mundo há meses atrás em uma situação muito difícil. Ela nasceu de uma pit bull grávida e desabrigada, muiro sofrida, que foi levada para um lar temporário bem a tempo de ter seus 12 filhotes.

Felizmente, várias semanas depois, a mãe pit bull, Melon e seus doze bebês começaram a ser adotados, graças à Humane Educational Society, um abrigo no Tennessee nos EUA.

Foto: Facebook/Josh Myers

Foto: Facebook/Josh Myers

Foi assim que Luna encontrou sua nova família.

Luna foi adotada por Josh Myers e Hannah Huddleston, um jovem casal que vive em Chattanooga.

O casal conta que nunca esquecerá aquela primeira volta para casa com Luna, Myers dirigindo enquanto Huddleston estava ao lado dele com a filhotinha toda enrolada e encolhida em seus braços.

Foto: Facebook/Josh Myers

Foto: Facebook/Josh Myers

Nesses meses em que Luna já faz parte da família, ela cresceu e amadureceu. E Myers e Huddleston estão conhecendo sua doce personalidade pouco a pouco.

Mas o que Luna fez outro dia realmente os surpreendeu de forma única.

Eles estavam assistindo ao desenho em animação do clássico da Disney “O Rei Leão” enquanto Luna estava na sala brincando “descontroladamente” com seus brinquedos, como estava costumada a fazer, de acordo com a página do Facebook de Myers.

Foto: Facebook/Josh Myers

Foto: Facebook/Josh Myers

Quando o filme mostrou uma cena trágica, Luna parou de repente.

“Assim que Mufasa cai morto, ela para e se vira para a TV e parece estar assistindo a cena”, escreveu Myers.

Quando o filme mostra Simba está tentando acordar seu pai na tela, Luna começou a choramingar e ganir.

“Ver ela chorando em frente a televisão foi a coisa mais doce e encantadora que eu já vi”, escreveu Myers. “Ela até se deita logo depois que Simba se deita com seu pai morto também”.

Luna não é a única que tem um lado sensível, de acordo com Brad Ladd, da família que adotou o outro irmão de Luna; ele disse que toda a ninhada de pit bulls daquele resgate é sentimental e emocional.

“A história de vida deste filhote prova que o amor se sobrepõe ao sofrimento” Lad comentou. “Eles foram amados e mimados mais do que qualquer filhote de cachorro no mundo”.

Foto: Facebook/Josh Myers

Foto: Facebook/Josh Myers

A família, conhecida como The Melon Dozen (Os 12 filhos da Melon), ainda se reúne para em datas específicas para matar a saudade e se divertir e acima de tudo para que os irmãos possam continuar interagindo enquanto crescem.

“Nós não merecemos cachorros”, acrescentou Myers. “Quatro meses de idade e ela já está mostrando empatia”.

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Documentário conta a história da mulher que arriscou tudo para resgatar e abrigar aves

Foto: Supplied

Foto: Supplied

O documentário premiado, For The Birds (Pelos Pássaros, na tradução livre), dirigido pelo cineasta vegano Richard Miron, tem atraído a atenção do publico e da crítica por onde passa.

O filme consta a história de Kathy cujo amor por seus patos, galinhas, gansos e perus – todos os 200 deles – chama a atenção de resgatadores de animais locais e coloca seu casamento em perigo”, diz a sinopse do filme.

Miron conheceu Kathy em 2011, quando ele estava trabalhando como voluntário para o santuário Woodstock Farm Sanctuary. Miron seguiu com sua câmera enquanto os trabalhadores do abrigo tentavam negociar com Kathy a liberação de seus animais domésticos.

Mas a devoção de Kathy a seus pássaros – e seu fervor em proteger a vida que construiu com eles – logo fascinou Miron, cujo filme contempla o impacto do amor de Kathy pelas aves.

“For the Birds” permanece com Kathy por mais de cinco anos, documentando as consequências pessoais e jurídicas da paixão de Kathy, observando sem julgamentos sua luta, seu sofrimento e suas alegrias, segundo o site Plant Based News.

“Quando fui fazer esse filme, meu plano inicial era contar uma história sobre resgate de animais, mas apresentá-lo sob de vários pontos de vista”, diz Miron.

“Mas como a história teve incontáveis reviravoltas nos últimos cinco anos, ela se transformou em algo que eu nunca poderia ter previsto. Quanto mais eu filmava, mais inspirado eu era para me aprofundar na história humana permeando a história dos pássaros.”

Mas o que faz “For the Birds” se destacar é sua edição primorosa de acordo com o New York Times, que cuidadosamente constrói uma história a partir de múltiplas perspectivas, simpatizando com Kathy, Gary e os trabalhadores do santuário Woodstock Farm Sanctuary. Miron evita conclusões fáceis sobre o que leva Kathy a resgatar as aves e seu amor por elas, e ele fica com ela o tempo suficiente para a sua história surpreender.

A recompensa de sua paciência é um retrato psicológico que desenvolve mais mistérios quanto mais revela. De sujeira e do abandono, brota a vida – não menos preciosa por suas origens enlameadas ou tristes.

O documentário, que foi exibido em mais de 20 festivais de cinema ao redor do mundo, recebeu o Grande Prêmio do Júri de Melhor Documentário no New Orleans Film Festival e no Ridgefield Independent Film Festival.

Documentário inovador é lançado com o objetivo de salvar os pangolins da extinção

Pangolins são os animais mais traficados do mundo | Foto: greenme

Pangolins são os animais mais traficados do mundo | Foto: greenme

Eye of the Pangolim foi idealizado e produzido pelos premiados cineastas sul-africanos Bruce Young (Blood Lions) e Johan Vermeulen (Kalahari Tails) que concluíram sua missão de mostrar ao mundo as quatro espécies de pangolim africano todas em um filme desenvolvido para aumentar a consciência sobre essas criaturas tímidas e sedutoras e acabar com a caça e o comércio de suas escamas que esta próximo de levá-los à extinção.

Young conta que Johan o abordou em 2017 com seu sonho de fazer um filme sobre pangolins. Como a maioria das pessoas, ele confessa que sabia muito pouco sobre essas pequenas criaturas estranhas e Young nem sonhava que eles eram o mamífero mais traficado do planeta – ainda mais do que rinocerontes. Johan conhecia o professor Ray Jansen, diretor do Grupo de Trabalho Africano do Pangolim, que os colocaria no mundo dos pangolins.

O apoio inicial da Biggestleaf, uma empresa de viagens e marketing on-line da Cidade do Cabo, ajudou os cineastas a chegar a Gana para a primeira filmagem. Com essa filmagem eles montaram a primeira promo (piloto) que mostrava às pessoas o que era possível com por meio do filme.

O próximo momento chave foi formar uma parceria com a Pangolin Africa, uma nova organização sem fins lucrativos dedicada à conservação de pangolins. Eles ajudaram os produtores a alcançar os financiadores sem os quais o filme não seria possível.

A dupla começou a trabalhar em meados de 2017 e as primeiras filmagens aconteceram em Gana em setembro daquele mesmo ano. A última sessão de filmagem aconteceu no Gabão em fevereiro de 2019.

Para encontrar as quatro espécies africanas de pangolins, foi necessário viajar para longe. Eles cobriram algumas localidades na África do Sul para acompanhar a história do pangolim-terrestre-de-temmincks e também viajaram para Gana em busca do pangolim-de-barriga-branca, e até a República Centro-Africana para encontrar o pangolim-de-barriga-preta, e a última viagem foi Gabão para tentar capturar em filme o pangolim gigante – o mais raro e difícil de encontrar de todos eles.

A ideia toda do filme, segundo seus criadores, é aumentar a conscientização sobre as quatro espécies africanas de pangolim. Se as pessoas souberem mais sobre esses animais e como eles são especiais, podem começar a se importar o suficiente para ajudar a conservá-los e pôr fim ao comércio de suas escamas e carne.

“Para fazer isso, precisávamos contar sua história – as pessoas se lembram de histórias muito mais do que fatos e números. Os pangolins são notoriamente tímidos e evasivos e por isso foi um enorme desafio colocá-los no cinema”, diz Johan.

Foto: Discoverwildlife

Foto: Discoverwildlife

Segundo os produtores, a logística para chegar a algumas das áreas mais remotas para filmar as quatro espécies de pangolim não foi fácil. E isso foi apenas o começo. Nunca houve qualquer garantia, ao chegarem, de que poderíamos encontrá-los.

Três das espécies são principalmente noturnas e duas delas vivem em sua maioria no topo das árvores de algumas das florestas mais densas do continente africano. A busca pelo pangolim gigante no Gabão foi a mais difícil, contam eles: “nós caminhamos por horas à noite e uma ou duas vezes esbarramos em elefantes da floresta no escuro, o que certamente levou a adrenalina a fluir”

O filme que foi realizado com um orçamento muito apertado, dessa forma o tempo no local de filmagem significava uma enorme pressão para obter as imagens necessárias.

A melhor parte das filmagens foi poder aproximar-se e conhecer estes notáveis animais contam os cinetastas. Os pangolins sao descritos por eles como inquestionavelmente algumas das criaturas carismáticas na natureza.

O privilégio passar um tempo com as pessoas que trabalham incansavelmente para ajudar a salvá-las – os pesquisadores, veterinários e enfermeiros veterinários, monitores de pangolim e pessoas ativamente envolvidas em campanhas para resgatá-los do comércio de vida selvagem e devolvê-los à natureza foi um dos benefícios enumerados pela dupla.

Porém ambos confessam que muitas vezes foi difícil testemunhar o tratamento de animais tão doces e inofensivos por pessoas que só os viam como uma mercadoria – algo para ser consumido ou feito dinheiro. Mas o momento mais difícil para Johan, segundo ele, foi ouvir que um pangolim com quem eles passaramo um ou dois dias durante a reabilitação e depois filmaram sua libertação congelou até a morte dois dias depois de voltar à vida selvagem. “Havia muita esperança na liberação dele, assim, quando foi ele morreu, fiquei muito consciente de quão precária é a situação em torno de seu futuro”.

A coisa mais difícil de filmar, segundo Young, foi o comércio de carne de caça em Gana. “No nosso primeiro dia, já havíamos encontrado pangolins cozinhando em fogueiras ao longo da estrada. Era muito difícil ver uma bela criatura como o pangolim de barriga branca, que estamos tão perto de perder para sempre, em circunstâncias como essa. Também foi muito doloroso ver imagens fornecidas a nós sobre o quanto os caçadores tratam os pangolins capturados vivos”.

Joahn conta que um dia, eles viram um pequeno pangolim-de-árvore-de-barriga-preta subindo livremente acima de suas cabeças enquanto ele se movia de árvore em árvore. “Foi emocionante ver um pequeno animal saudável e forte em seu ambiente natural. De repente o galho em que ele estava subindo estalou e ele caiu diretamente por alguns metros antes de ser resgatado por alguns galhos. Eu sei que era projeção minha total, mas o pangolim definitivamente parecia para mim como se estivesse um pouco envergonhado por ter sido pego em um pequeno erro assim”.

Johan e Young refletem que se pessoas que assistirem ao filme se tornarem encantadas por essas pequenas criaturas como eles ficaram, talvez comecem a olhar ao seu redor para outras criaturas na natureza e reavaliem seu relacionamento com aquela parte do nosso mundo que esta tão incrivelmente ameaçada.

“Se as pessoas se perguntarem o que perderiam se perdêssemos o pangolim, então teríamos começado a atingir nosso objetivo com este filme. Se eles começarem a questionar o que significará viver em um mundo com cada vez menos lugares selvagens para criaturas selvagens, então eles começarão a ver com seus corações”, diz Young.

Eye of the Pangolin será disponibilizado gratuitamente como um filme de código aberto, acessível para visualização em todo o mundo através de inúmeras plataformas online.

O filme também será levado a festivais de filmes de conservação e vida selvagem e dirigido por meio de redes de educação, conservação e turismo, para que as exibições cheguem às pessoas em áreas-chave onde a conscientização sobre a situação desse animal é crítica.