Novo filme de animação gráfica aborda o papel da China na agricultura industrial

Foto: Pixabay/ Jai79

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Co-produzido pelo cineasta chinês Jian Yi e pelo cineasta norte-americano vencedor do Emmy, Allison Argo, “Piggy’s New Year’s Dream” (O Sonho de Ano Novo do Porquinho, na tradução livre) é um curta-metragem de animação que usa rotoscopia, que acompanha o documentário da suinocultura de verdade.

Em homenagem ao Ano do Porco, que cai em 2019 sob o calendário lunisolar chinês, o documentário mostra um porco de estimação que sai para explorar o mundo em busca de outros porcos, apenas para descobrir a realidade aterrorizante da pecuária industrial.

“O projeto foi uma colaboração multicultural (e multi-fuso horário). Eu acho que o fato de nossos países serem tão diferentes ajudou a criar uma história universal”, disse a cineasta Allison Argo.

“De fato, a história poderia ser narrada em qualquer país. A criação de porcos existe em todo o mundo e está se tornando cada vez mais mecanizada. Infelizmente, essa mecanização está levando a maiores e mais intensos maus-tratos aos porcos e outros animais”, acrescentou.

A China consome cerca de 28% da carne do mundo e cerca de metade disso é carne de porco. Em 2016, o governo chinês publicou diretrizes nutricionais recomendando que o público reduzisse seu consumo de carne pela metade, conforme informações do Vegan News.

“É o Ano do Porco, um bom momento para celebrar esses incríveis animais”, conclui o filme.

“No zodíaco chinês, as pessoas nascidas no ano do porco são descritas como gentis e generosas”.

“Infelizmente, milhões de porcos nascidos neste ano especial não viverão para ver o final do ano.”

Lançado na China em meados de fevereiro durante o Festival das Lanternas, cerca de duas semanas após o Ano Novo Lunar, “O Sonho de Ano Novo do Porquinho” foi visto dezenas de milhares de vezes.

O curta está disponível em inglês, narração em inglês com legendas em chinês, inglês com legendas em inglês e narração em chinês com legendas em inglês. Para todos os gostos.

Sensíveis e inteligentes

Os porcos são animais extremamente inteligente, cientistas afirmam que esses animais, inclusive, são mais espertos que os cachorros e seu nível de inteligência seria similar ao dos parentes mais próximos dos humanos: os chimpanzés.

Entre as principais evidências da inteligência dos porcos encontradas estão a excelente memória a longo prazo, o poder de compreender a linguagem simbólica simples e a capacidade de aprender combinações complexas de símbolos para ações e objetos.

Foto: Divulgação

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Além disso, os porcos são ótimos em cooperação e demonstram empatia. Esses animais possuem um número maior de capacidades cognitivas de outras espécies muito inteligentes como cachorros, chimpanzés, elefantes, golfinhos e até mesmo humanos.

São esses animais únicos e singulares que são explorados, abusados, privados de sua liberdade e perdem suas vidas na indústrias de criação de animais. As porcas, principalmente, passam a maior parte de suas vidas em ‘celas de gestação’, que não permitem que os animais sequer se mexam. Após darem a luz, logo engravidam novamente e o ciclo reinicia até serem mortas.

Esses animais, donos de uma inteligência ímpar tem o sofrimento duplicado por entenderem e sentirem exatamente o que se passa com eles. Essa crueldade é inaceitável e qualquer pessoa que se diga compassiva, precisa se colocar contra esse abuso criminoso.

Filme Dumbo gera debate sobre exploração de animais em circos

O filme Dumbo, dirigido por Tim Burton, que acaba de estrear no Brasil, está gerando debates sobre a exploração de animais em circos. Ao contrário da animação de mesmo nome, lançada pela Disney em 1941, na qual o desenho é apresentado sob a perspectiva dos animais, o filme foca na relação entre humanos e animais.

Foto: Reprodução / Portal Bem Paraná

Na animação, Dumbo, um elefante de orelhas grandes, que sofre com a desconfiança e piadas dos outros, aprende a voar. O filme, porém, não se resume a capacidade do animal de alçar voos, mas também mostra a dura realidade de animais explorados em circos. Em uma das cenas, Dumbo sofre ao ser separado da mãe. O sofrimento dos animais devido a condição dos espetáculos também é revelado. As informações são do portal Bem Paraná.

“Um circo, muitas vezes, não tem capacidade técnica de oferecer recintos adequados para os animais, que ficam em jaulas, na pior condição possível. Além disso, em um circo, o ambiente em que os animais vivem são muito artificializados, sem relação com ambiente natural. Essa condição e a falta de oportunidade de interação com outros animais, resulta em uma fonte permanente de estresse”, explica o biólogo e membro da Rede de Especialistas em Conservação da Natureza, Sérgio Lucena Mendes.

O biólogo lembra ainda que animais explorados por circos podem desenvolver problemas de saúde causado pelo estresse e pela falta de estrutura dos estabelecimentos, já que muitos deles não conseguem, segundo o especialista, oferecer aos animais uma condição médica e nutricional adequada.

“É comum verificar animais nos circos com problemas de desnutrição ou obesidade. Além disso, o estresse também causa impactos secundários, como queda da imunidade – o que deixa o animal suscetível a doenças também transmitidas por humanos”, comenta.

Casos de maus-tratos contra animais em circos podem ser denunciados à polícia, já que qualquer tipo de abuso configura crime, segundo o artigo 32 da Lei de Crimes Ambientais. Além das delegacias da Polícia Militar, as denúncias podem ser feitas também ao Ministério Público e ao Disque-Denúncia do Ibama, através do número 0800-61 8080. Municípios e estados, como Curitiba, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo e Santa Catarina possuem canais de denúncia e delegacias especializadas para registrar esse tipo de ocorrência.

Na Câmara dos Deputados, o Projeto de Lei 7.291, que proíbe a exploração de animais em circos em todo o Brasil, aguarda votação. No entanto, muitos estados brasileiros – como Paraná, Goiás, Minas Gerais, Pernambuco, São Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul – já proíbem a presença de animais em espetáculos circenses.

Rede de Especialistas

A Rede de Especialistas de Conservação da Natureza, da qual o biólogo Sérgio Lucena Mendes faz parte, é um grupo de profissionais, de referência nacional e internacional, que atua em prol da proteção da biodiversidade e assuntos relacionados com a intenção de divulgar posicionamentos que prezem pela defesa da conservação da natureza brasileira. A Rede foi fundada no ano de 2014 por iniciativa da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza.

Casal vegano Rooney Mara e Joaquin Phoenix estrela novo filme baseado na Bíblia

Foto: Vegnews/Reprodução

Foto: Vegnews/Reprodução

O novo filme, Maria Madalena, chegará aos cinemas americanos em 12 de abril. O filme é estrelado por Rooney Mara (que interpreta o personagem-título) e Joaquin Phoenix (que interpreta Jesus Cristo), um casal vegano que namora desde 2017.

Embora tenha sido filmado em 2016 e exibido em locais selecionados, o lançamento do filme foi adiado devido ao colapso de seu distribuidor, The Harvey Weinstein Company.Chapéu: Lançamento

O novo filme, Maria Madalena, chegará aos cinemas americanos em 12 de abril. O filme é estrelado por Rooney Mara (que interpreta o personagem-título) e Joaquin Phoenix (que interpreta Jesus Cristo), um casal vegano que namora desde 2017.

Embora tenha sido filmado em 2016 e exibido em locais selecionados, o lançamento do filme foi adiado devido ao colapso e posterior falência de seu distribuidor, The Harvey Weinstein Company, cujo dono foi alvo de denúncias de assédio sexual.

O enredo gira em torno de Maria Madalena e conta a história de Jesus Cristo e seus seguidores através de seus olhos, um enredo que promove a compaixão – uma ideologia que tanto Phoenix quanto Mara praticam em suas vidas fora das telas.

Phoenix tem sido um defensor declarado do veganismo por décadas, mais recentemente emprestando sua voz para narração do documentário sobre direitos animais “Dominion”, um filme que também com a presença de Mara.

Ano passado, Mara lançou uma marca de roupas vegana chamada Hiraeth Collective que vem de encontro a causa defendida por ela, de utilizar apenas materiais livres de crueldade na indústria da moda.

O enredo gira em torno de Maria Madalena e conta a história de Jesus Cristo e seus seguidores através de seus olhos, um enredo que promove a compaixão – uma ideologia que tanto Phoenix quanto Mara praticam em suas vidas fora das telas.

Phoenix tem sido um defensor declarado do veganismo por décadas, mais recentemente emprestando sua voz para narração do documentário sobre direitos animais “Dominion”, um filme que também com a presença de Mara.

Ano passado, Mara lançou uma marca de roupas vegana chamada Hiraeth Collective que vem de encontro a causa defendida por ela, de utilizar apenas materiais livres de crueldade na indústria da moda.

Atriz Natalie Portman participa de tributo ao ativista vegano Isaac Singer

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

Natalie Portman juntou-se ao filho de Bob Dylan, Jesse, para gravar um vídeo-tributo em homenagem ao ícone da luta pelos direitos animais, Isaac Bashevis Singer.

Ambos citaram o autor e vencedor do Prêmio Nobel como uma forte influência, assim como Moby, que é responsável pela música para do filme.

“Décadas atrás, um homem articulou a situação dos animais de forma tão ousada que o mundo moderno não teve como ignorá-lo”, diz Portman no novo vídeo.

“Os heróis de seus romances defenderam a luta das mulheres, o casamento gay e, especialmente, e os direitos animais décadas antes que a PETA trouxesse a causa ao público”.

O novo vídeo está disponível no site da PETA.

Enquanto isso, o ativista pelos direitos animais, Sir Paul McCartney, convocou os políticos poloneses a homenagear o falecido escritor enquanto se preparava para um concerto em Cracóvia, na data que teria sido o aniversário de Singer (21 de Novembro) no ano passado.

O pedido do ex-Beatle foi concedido em uma declaração pública lida em voz alta no parlamento.

Singer, que morreu em 1991, certa vez escreveu no prefácio de um livro: “O que dá a um homem o direito de matar um animal, muitas vezes torturá-lo, para que ele possa encher sua barriga com sua carne?”

“Nós sabemos agora, como sempre soubemos instintivamente, que os animais podem sofrer tanto quanto os seres humanos. Suas emoções e sua sensibilidade são frequentemente mais fortes que as de um ser humano”.

Premiado filme sobre pecuarista que se torna vegetariano vai ser disponibilizado gratuitamente

O curta conta a história de Jay Wilde, um fazendeiro que atuava no ramo de produção de leite e carne (Arte: Divulgação)

Premiado este mês no BAFTA, na Inglaterra, o filme de curta-metragem “73 Cows”, de Alex Lockwood, que conta a história do ex-pecuarista britânico Jay Wilde, que se tornou um vegetariano ético, vai ser disponibilizado gratuitamente no Vimeo no dia 1º de abril.

O curta conta a história de Jay Wilde, um fazendeiro que atuava no ramo de produção de leite e carne. Um dia, incomodado com a ideia de ter que enviar suas vacas para o matadouro, já que esse é o destino comum quando cai a produção de leite, Wilde decidiu mudar a sua vida e a das vacas que viviam em sua propriedade.

Em vez de enviá-las para a morte, Jay Wilde, de Derbyshire, na Inglaterra, as levou para um santuário, iniciando uma nova jornada de respeito e compaixão pelos animais. No filme com duração de 15 minutos, Wilde rompe uma tradição familiar e passa a investir na produção orgânica de vegetais com o apoio da organização The Vegan Society.

Fonte: Vegazeta

Filme expõe a realidade da caça de rinocerontes

“A magia daquele momento desapareceu quando descobri que essa criatura magnífica estava à beira da extinção” (Imagem: Sides of a Horn)

Recentemente o diretor Toby Wosskow lançou o filme de curta-metragem “Sides of a Horn”, que expõe a realidade dos rinocerontes, animais que têm sido perseguidos e mortos na África porque seus chifres são muito valorizados no mercado asiático. O último rinoceronte-negro-ocidental por exemplo, foi extinto em 2011, assim como uma subespécie do rinoceronte javanês no Vietnã.

“Em 2016, enquanto viajava pela África do Sul, eu estava andando pela mata com um guarda florestal quando nos deparamos com um rinoceronte branco pastando em paz. Além da beleza do animal, o que mais me impressionou foi que essa cena poderia ser a mesma de 50 milhões de anos atrás. Mas a magia daquele momento desapareceu quando descobri que essa criatura magnífica estava à beira da extinção”, relata Wosskow.

Segundo o realizador, uma demanda absurda por chifre de rinoceronte em partes da Ásia está fomentando uma guerra ilegal na África do Sul. “As organizações criminosas internacionais estão atacando as pessoas mais desesperadas financeiramente que vivem em áreas protegidas e oferecendo a elas uma fração dos lucros no exterior para se aproveitarem de sua própria vida selvagem. Enquanto isso, outras pessoas nessas mesmas comunidades rurais estão tomando o caminho legítimo de se tornarem guardas florestais antipopulares e colocando suas vidas em risco para proteger sua herança da vida selvagem”, enfatiza.

Considerando esses fatos, Toby Wosskow idealizou um curta que mostra como duas pessoas do mesmo nível de pobreza, da mesma comunidade e até mesmo da mesma família podem acabar em lados opostos dessa guerra. “A crise da caça furtiva é uma questão complexa e a discussão deve ir além do simples certo e errado. Espero que ‘Sides of a Horn’ seja um catalisador que inspire uma discussão maior que possa levar a uma mudança positiva. O número de mortes humanas está aumentando e o rinoceronte pode entrar em extinção na próxima década”, lamenta.

Atriz Natalie Portman usa roupas totalmente veganas em seu novo filme

A atriz vegana, Natalie Portman, aparece no novo filme “Vox Lux” usando um guarda-roupa totalmente livre de animais.

Foto: Jim Smeal REX Shutterstock

Portman pediu ao figurinista Keri Langerman, antes de filmar Vox Lux, para que produtos de origem animal não fossem usados ​​durante a construção de suas roupas.

Em Vox Lux, Natalie interpreta Celeste, uma menina sobrevivente a um tiroteio em uma escola que virou estrela pop. Nas cenas, a atriz usa uma jaqueta de couro vegano que Langerman pintou à mão e um macacão feito sob encomenda, junto com outras roupas feitas sem materiais animais.

“Isso realmente me faz pensar se eu poderia fazer isso com mais, se não todos os projetos, porque usar um animal não faz sentido quando você pode fazer um filme cinematográfico deslumbrante sem ele”, disse Landerman ao Dead Line. O figurinista já trabalhou anteriormente com a atriz vegana Rooney Mara.

“Eu não acho que foi mais difícil; era apenas uma maneira diferente de fazer o figurino ”.
Vox Lux, que também é estrelado por Jude Law e a atriz Raffey Cassidy, de 16 anos, foi lançado em 17 de dezembro nos Estados Unidos.