França proíbe gata de Karl Lagerfeld de herdar fortuna do estilista

Foto: Reprodução / Instagram

Karl Lagerfeld morreu na última terça-feira (19), aos 85 anos, e o destino de sua fortuna está gerando polêmica.

Declaradamente apaixonado por sua gata Choupette, o estilista da Chanel não era casado, nem tinha filhos e sempre falou sobre deixar seu patrimônio para a felina.

O problema é que a legislação da França, onde ele residia, proíbe deixar heranças para não-humanos, embora Paris reconheça os animais como sencientes.

“Não é possível designar um animal como herdeiro. O herdeiro precisa ter capacidade jurídica na França”, explicou a advogada Joanne Glévarec, especialista no Direito das sucessões na França e na Alemanha, em entrevista ao jornal Le Monde.

Foto: Reprodução / Instagram

A Alemanha, onde Lagerfeld nasceu, autoriza essa possibilidade, porém a lei do país de residência é a que deverá ser aplicada.

Choupette já dona de uma fortuna depositada previamente em uma conta bancária, aberta em seu nome.

Alternativas

De acordo com o site RFI, existiriam algumas formas de realizar o desejo de Lagerfeld.

A gata poderia ser a beneficiada direta ou indireta dos bens do tutor se, em vida, ele tivesse assinado um testamento esclarecendo a questão.

Lagerfeld dispunha de três alternativas: especificar que gostaria que a legislação alemã prevalecesse no seu caso; designar uma pessoa de confiança para receber o dinheiro, em troca de cuidados vitalícios ao animal; ou ainda estabelecer uma doação para uma instituição de proteção de animais, para que cuidasse da felina após a sua morte. Uma quarta possibilidade ainda poderia ter sido criar a própria fundação para este fim.

Outra alternativa é a mais comum na França – em 2018, a Sociedade de Proteção dos Animais (SPA) recebeu cerca de 33 milhões de euros (aproximadamente 141 milhões de reais) em doações oriundas de heranças, que equivalem a 70% das receitas da entidade, segundo o Monde. Em quase todos os casos, os falecidos não deixaram filhos, e não por coincidência – o direito francês proíbe uma pessoa de excluir os filhos da herança. Pelo menos uma parte dos bens deve ser repartida entre seus descendentes.

A possibilidade mais concreta é que ele tenha designado um responsável legal por Choupette. Os nomes cogitados pela imprensa francesa são o modelo americano Brad Koenig, amigo do costureiro, e o também modelo Baptiste Giabiconi, “tratado como um pai” pelo estilista e primeiro tutor da gata, de acordo com a revista Oh My Mag.

Animais herdeiros

Michael Jackson, morto em 2009, deixou uma fortuna de dois milhões de dólares e um castelo para o seu chimpanzé Bubbles.

A condessa alemã Carlotta Liebenstein, em 1991, deixou a seu pastor alemão Gunther, cerca de oitenta milhões dólares.

Pesca está matando golfinhos na França

Retrato da pesca comercial: golfinho morto depois de ficar preso em uma rede de arrasto (Foto: Sea Shepherd)

A pesca comercial está matando golfinhos na costa atlântica francesa. Na semana passada, a Sea Shepherd encontrou mais dois golfinhos mortos sendo içados por dois arrastões que pescavam na região. Não é a primeira vez este mês que a organização de conservação da vida marinha flagra golfinhos mortos ou feridos em consequência da pesca comercial.

Só nas últimas seis semanas, a Sea Shepherd contabilizou mais de 600 golfinhos, a maioria mutilados, encontrados nas praias francesas. Os animais foram atingidos por redes de arrasto. “Embora esse número possa parecer enorme, está muito abaixo da verdadeira escala de mortes em curso”, garante a organização.

Segundo o Observatório Científico Pelagis, a estimativa é de que 80% dos golfinhos mortos na costa atlântica francesa afundam no mar e nunca chegam à costa. “Durante nossas patrulhas, encontramos diariamente muitos golfinhos nessa área particularmente sensível”, informa a presidente da Sea Shepherd France, Lamya Essemlali.

A organização rejeita a tese de que os animais são mortos em consequência da “pesca acidental”. A justificativa é que as técnicas de pesca comercial utilizadas na região são sistemáticas. Ou seja, os pescadores assumem conscientemente o risco de matarem os golfinhos.

Ambientalistas alertam para número recorde de encalhe de golfinhos na França

Imagem de arquivo mostra golfinho morto em praia da costa francesa — Foto: Ré Nature Environnement/ Divulgação France Nature Enviroment

Mais de 400 golfinhos foram encontrados mortos na costa atlântica francesa desde o fim de dezembro de 2018 e o início de janeiro, informou o observatório Pelagis, especializado em mamíferos e aves marinhas, lamentando um fenômeno alarmante.

O número é recorde se comparado ao mesmo período de anos anteriores, segundo a associação para a conservação da natureza “France Nature Environment“.

“A maioria dos animais examinados tinha traços de captura acidental e, portanto, morreu em redes de pesca”, explicou à AFP Hélène Peltier, pesquisadora do observatório Pelagis.

“Desde o início de janeiro, mais de 400 corpos de golfinhos foram encontrados encalhados na costa oeste da França, entre o sul da Bretanha e a fronteira espanhola”, disse ela.

A associação para a conservação da natureza “France Nature Environment” lamentou em um comunicado o número que “já bate os recordes de invernos anteriores para o mesmo período observado”.

“No mesmo período, houve mais (encalhes) este ano do que no ano passado. No ano passado, os maiores encalhes ocorreram em fevereiro-março, quando contabilizamos 800. Mas esse ano já temos 400 no início de fevereiro. Então a grande questão é saber se a situação vai se acalmar ou não”, apontou Peltier.

A France Nature Environnement pede “uma redução imediata” do número de embarcações de pesca, alertando para o fato de que, todos os anos, “mil carcaças de golfinhos aparecem na costa francesa. E isso é apenas a ponta do iceberg, já que a maioria dos corpos simplesmente afunda no oceano”.

O Observatório Pelagis estima que o número total de golfinhos capturados em redes de pesca seria de mais de 4000 por ano, incluindo aqueles que simplesmente afundam no mar sem encalhar nas praias. A longo prazo, é a sobrevivência das populações de golfinhos comuns (uma espécie que se reproduz lentamente) no Golfo da Biscaia, que está sob ameaça.

Medir a extensão do fenômeno é particularmente complexo, de acordo com Hélène Peltier, porque durante as outras estações do ano, “mesmo se houvesse esses eventos, não os veríamos porque os ventos não nos trariam necessariamente os cadáveres”.

Além disso, é difícil identificar as causas. Em parte, porque eles “se alimentam das mesmas presas que o robalo e a pescada, que são alvos de alguns pescadores”, ressalta Peltier. Os cetáceos ficam “presos nas redes e depois entram em pânico e morrem”.

Fonte: G1

Governo francês pede que cidadãos consumam menos carne e laticínios

Recentemente, a França atualizou suas recomendações aos cidadãos a respeito de dietas e estilo de vida saudável. Na última publicação das diretrizes alimentares do país, o governo pediu que os franceses aumentassem o consumo de frutas e vegetais e reduzissem a ingestão de carne e laticínios.

O Programa de Nutrição e Saúde Nacional da França incentiva a ingestão de frutas, vegetais e grãos integrais. (Foto: pixabay)

O Programa de Nutrição e Saúde Nacional Francês (PNNS), que apresenta as diretrizes para alimentação no país, propõe três categorias. A primeira, chamada “increase”, em português, aumento, é relacionada ao consumo de frutas, vegetais, legumes, leguminosas e castanhas.

O “go towards”, vá fundo em português, se refere à ingestão de azeites, produtos orgânicos, locais e uma quantidade modesta de laticínios. O último, “reduce”, em português reduza, é direcionado aos produtos de carne, açúcares e álcool.

Outro foco

Mais um ponto levantado pelo programa foi o consumo de castanhas, legumes e leguminosas, além de produtos integrais. Aos adultos, a diretriz indica que consumam um punhado de castanhas sem sal todos os dias.

O governo também apontou o logo Nutri-Score, que ajuda o consumidor a fazer escolhas mais saudáveis quando compra produtos processados. A marca é baseada em uma escala de cinco cores, que vão desde o verde escuro ao laranja. Também são utilizadas as letras de A a E com o objetivo de categorizar a qualidade nutricional dos alimentos.

No Canadá, a diretriz para 2019 segue a mesma tendência ao também promover uma alimentação baseada em plantas.

 

Matadouro vira fábrica de queijos veganos na França

Entre as fontes de matéria-prima estão a batata, o óleo de coco e as proteínas de girassol (Foto: Divulgação)

Um matadouro em Saint-Nazaire, na França, fechou e deu lugar a uma fábrica de queijos veganos. Fundada pelos irmãos Joualt, a All in Foods também produz maioneses e sobremesas sem ingredientes de origem animal sob a marca Nature & Moi, de acordo com informações do Huffington Post. Entre as fontes de matéria-prima estão a batata, o óleo de coco e as proteínas de girassol. Outro diferencial é que os queijos são ricos em fibras, cálcio e vitamina B12.

Em 2013, a produção da All in Foods contava apenas com o trabalho dos dois irmãos Joualt. Hoje a equipe é formada por 20 pessoas e eles devem contratar mais 12 para atenderem a demanda. A empresa também pretende produzir e comercializar saudáveis substitutos de linguiça e salsicha ainda este ano.

Fonte: Vegazeta 

comida vegana

Venda de alimentos veganos e vegetarianos cresce 24% na França

As vendas de produtos vegetarianos e veganos na França aumentaram 24% no último ano, de acordo com um estudo recente do grupo de pesquisa francês Xerfi.

comida vegana

Foto: Getty Images

Os dados, reunidos com base em pesquisas feitas nos supermercados do país, apontaram que o mercado vegano valia 380 milhões de euros em 2018, e deve continuar crescendo. O grupo prevê que a categoria crescerá 17% ao ano nos próximos dois anos, alcançando um valor de mercado de 600 milhões de euros em três anos.

A crescente conscientização dos consumidores sobre os efeitos negativos do consumo de carne e laticínios sobre a saúde e uma maior sensibilidade ao bem-estar animal são fatores que contribuem para o crescimento da categoria, de acordo com Xerfi.

A Danone e a Nestlé também contribuíram para o crescimento da categoria, lançando mais produtos veganos no último ano. Em 2017, a Nestlé afirmou que a tendência crescente do veganismo “chegou para ficar”.

“Os múltiplos escândalos na indústria alimentar, o questionamento dos supostos benefícios do leite e da carne e o aumento da sensibilidade ao bem-estar animal de fato levaram os franceses a se afastarem dos produtos derivados de animais em favor das proteínas vegetais”, observou Xefri.

O relatório também creditou a ascensão de pequenas marcas independentes, veganas e vegetarianas, para o crescimento da categoria, observando que a comida vegana e vegetariana é muito mais do que “substitutos para carne e laticínios” agora. Por exemplo, a Petite Veganne, com sede na região de Lorraine, cria uma variedade de queijos autênticos – incluindo camembert – a partir de leite de nozes.

“Os produtos baseados em vegetais estão se libertando de seu papel de substitutos para construir sua própria identidade, que os fabricantes e distribuidores têm todo o interesse em desenvolver e valorizar”, disse o relatório.

De acordo com a revista financeira Bloomberg, o movimento vegano está finalmente crescendo na França. “Os consumidores franceses estão finalmente acordando, décadas depois de todos os outros”, Geoffroy Le Guilcher, um ativista dos direitos dos animais, disse à revista.

manifestantes com bandeiras da frança

Centenas de celebridades se reúnem em campanha para incentivar dieta vegana

Uma campanha na França está incentivando as pessoas a abandonar produtos de origem animal e adotar uma dieta livre de crueldade. Chamada Green Monday, ou “Lundi Vert” em francês, a campanha lançou uma petição que reuniu 500 assinaturas de figuras públicas da França como políticos, artistas, pesquisadores e ONGs, bem como o “homem mais feliz do mundo” – o monge budista tibetano Matthieu Ricard.

manifestantes com bandeiras da frança

Foto: Live Kindly

A Green Monday incentiva a população a passar um dia por semana sem comer carne. Iniciativas semelhantes existem em mais de 40 outros países ao redor do mundo, no entanto, é a primeira vez que essa campanha é realizada na França.

Uma campanha de mesmo nome baseada em Hong Kong concentrou-se em ajudar a comunidade asiática a adotar uma dieta baseada em vegetais. Desde o seu lançamento em 2012, a Green Monday de Hong Kong inspirou mais de 1,6 milhão de pessoas na região a reduzir o consumo de carne.

Assim como em Hong Kong, três causas principais estão impulsionando a iniciativa francesa: saúde pública, meio ambiente e bem-estar animal.

Estudos já mostraram que o consumo de carne pode causar inúmeras doenças. Cientistas e especialistas em nutrição recomendam uma dieta vegana para melhorar a saúde e reduzir o impacto ambiental. Pesquisas mostram que as dietas baseadas em vegetais melhoram a saúde do cérebro e reduzem o risco de diabetes, doenças cardíacas e câncer.

Abandonar o consumo de carne, laticínios e ovos também pode beneficiar o planeta. A indústria pecuária continua a ser uma dos principais causadores do aquecimento global, do desperdício de água, do uso da terra, das zonas mortas do oceano e do desmatamento. O jornal Le Monde destaca que 85% das florestas da América do Sul foram destruídas para a criação de gado para consumo humano.

O impacto ambiental é um tema amplamente discutido nos dias atuais, já que as preocupações com a mudança climática se tornam mais relevantes e necessárias do que nunca. A ONU recentemente nomeou a carne como o problema mais “urgente” do mundo e um relatório divulgado em outubro de 2018 alertou que os humanos têm apenas 12 anos para evitar uma catástrofe de mudança climática.

As preocupações com a crueldade animal na indústria de carne e laticínios estão inspirando muitos a deixarem os alimentos de origem animal fora de sua dieta. O bem-estar animal foi a principal razão pela qual 79 mil consumidores de carne se inscreveram no Veganuary de 2018.

As atrizes francesas Isabelle Adjani e Juliette Binoche estão entre os signatários da petição, assim como a organização Sea Shepherd e o Greenpeace France.

O fotógrafo Yann Arthus-Bertrand também apoia a causa. Arthus-Bertrand trabalhou com a Meat Free Monday, uma campanha similar criada pelo cantor vegano Paul McCartney. A Green Monday “é uma contribuição pessoal para a Terra”, disse Arthus-Bertrand, acrescentando que a campanha envolve cuidar uns dos outros e se envolver em uma causa que vai além de si mesmo.

Rede Carrefour choca o mundo mais uma vez vendendo carne de zebra

Um grupo de defesa dos direitos animais chamou os supermercados franceses de “chocantes” por vender carne de animais exóticos, especialmente a zebra, que é uma espécie ameaçada de extinção.

Foto: Pixabay

Uma organização de defesa dos direitos animais condenou várias das maiores cadeias de supermercados da França por venderem carnes exóticas como a de zebra, avestruz, canguru e bisonte, durante as épocas festivas.

Um estudo realizado pela instituição de caridade 30 Milhões D’amis identificou os supermercados Carrefour, Auchan, Intermarché, Houra e Cora como vendedores das carnes desses animais na loja física ou online com as marcas Damien de Jong, Maître Jacques ou Saveurs forestières, que oferece bifes de zebra marinados em mel.

A venda dessas carnes não é ilegal, mas a organização disse que é ultrajante os supermercados venderem a carne de animais como a zebra, que é uma espécie em extinção.

A carne de zebra vendida na França vem de fazendas sul-africanas que são completamente legais. Mas na natureza, um quarto da população de zebras comuns desapareceu nos últimos 25 anos e, em alguns países, eles só são encontrados em reservas naturais.

“No momento em que a biodiversidade do mundo está em colapso, vender carne de uma espécie ameaçada de extinção é desconcertante”, disse a organização. “Isso envia um sinal muito ruim para os consumidores e dá a impressão – que é completamente falsa – de que as populações de zebras selvagens são robustas”.
As pessoas também expressaram sua indignação nas mídias sociais.

Foto: Reprodução | Twitter

“Hello @CarrefourFrance, Para 2019, você também poderia fazer filés de panda? Obrigado por ter bifes de zebra em suas prateleiras porque há cada vez menos animais selvagens“, comentou sarcasticamente o comediante Rémi Gaillard no Twitter.
Segundo o The Local, os franceses não comem muita carne exótica. O consumo médio é de uma vez por ano e menos de 300 gramas por pessoa por ano contra 86 kg em média de carne ‘normal’.