Gatos se tornam companheiros dos tutores e fazem parte da família
Para muitos, os gatos são os companheiros ideais. Geralmente são animais calmos, gostam de dormir, vivem em espaços pequenos e são higiênicos. Por isso, acabam se tornando parte de famílias e da vida dos donos. E hoje, 17 de fevereiro é comemorado o Dia Mundial do Gato.
A data foi criada por uma instituição italiana com o objetivo de ajudar a promover uma campanha contra os maus-tratos aos gatos, e é comemorada por ONG’s e instituições de apoio aos animais em todo o mundo.

Luke (Foto: Kellyn Teixeira/Arquivo pessoal)
Para a publicitária Kellyn Teixeira Marinho, de 23 anos, ter um gato em casa é sinônimo de muito amor e gratidão. Ela conta que Luke, hoje com 4 anos, nasceu em uma garagem, em Campo Grande, e foi adotado por ela.
“A mãezinha dele teve seis filhotes e ela deu à luz em uma garagem que vende carros. A minha mãe era amiga da dona dessa garagem e eles precisavam doar os filhotinhos pois lá não era um ambiente seguro pra eles”, relembra.
Ao G1, ela disse que na época era muito sozinha e decidiu adotar um dos filhotes para ser uma companhia. “Quando cheguei ao local, reparei que Luke era o único que não ficava por perto, e parecia não gostar de interagir com os irmãos, aparentemente pensando que ele também era muito sozinho, resolvi adotá-lo”, conta.
Com o tempo ela percebeu que o comportamento faz parte da personalidade do animal. Ele é quieto, quase não ronrona, escolhe os momentos de carinho ou de colo, mas sempre está por perto, do jeito dele.

Luke (Foto: Kellyn Teixeira/Arquivo pessoal)
Ele já teve alguns problemas de saúde. Na ocasião, uma infecção a fez pensar que ia perdê-lo. Segundo a publicitária, isso a deixou com mais certeza do quanto o animal é importante.
“Eu o amo da maneira que ele é. Mesmo sendo mais reservado, ele só me faz bem, e por isso ele é tão importante. Sei que ele também me ama, do jeito dele”, conclui.
Para a vendedora Diana Valensuela, de 30 anos, a adoção da gata Frida foi uma forma de superar a perda de um cachorro em 2016. Ela relembra que após a morte do animal, devido a uma doença, sentia-se muito sozinha. O esposo de Diana sugeriu então que ela adotasse um gato.
“Eu estava muito triste, e então meu esposo me sugeriu adotar um filhote de gato. Comecei a procurar pela internet. Sempre compartilho publicações de pessoas que estão doando, mas nunca havia me interessado por gatos”, diz.
Alguns dias depois, ela compartilhou uma publicação na qual filhotes haviam sido abandonados em um terreno baldio e mostrou ao marido. Ele então a convenceu a irem até o Centro de Controle de Zoonoses de Campo Grande (CCZ). Ao chegarem no local, a intenção era escolher um filhote, quieto e dócil.

Frida (Foto: Diana Valensuela/Arquivo pessoal)
Mas uma gata em especial chamou a atenção, era a Frida. Diana lembra que ao perceber o movimento, a gata fez de tudo para chamar atenção, subindo na tela e miando. Ao ser pega no colo, foi amor a primeira vista.
“Ela estava em pé, me olhando, quando a peguei foi instantâneo. Ela veio no meu colo, fez carinho e me olhou profundamente. Não tem explicação, eu só sabia que a partir daquele instante ela era minha”, conta.
Para a vendedora, Frida os escolhera assim que chegaram ao abrigo. Hoje, muito amada, ela é a rainha da casa e uma companheira inseparável de todos os dias.
Atualmente, de acordo com censo do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), existem aproximadamente 22,1 milhões de gatos no Brasil.
Fonte: G1


























