a empresária com os gatos

Empresária constrói condomínio para mais de 20 gatos de rua em Palmas (TO)

A Secretaria Estadual da Saúde informou que o Tocantins tem mais de 60 mil gatos. Do total, cerca de 6 mil vivem em Palmas. O número pode ser ainda maior se todos os animais abandonados nas ruas fossem contados. Tentando colaborar com o bem-estar dos animais sem família, a empresária Lilian Castilho construiu um minicondomínio para mais de 20 gatos.

a empresária com os gatos

Foto: G1

A mulher conta que começou a cuidar dos animais aos arredores de casa há seis meses. Para que os gatos se protejam do sol e da chuva, ela reutilizou restos de móveis e de materiais de construção e fez um abrigo. “A princípio eu imaginei que fossem cinco, seis animais, mas depois eu consegui contar e nomear 23 gatos, que foram abandonados ao mesmo tempo”, conta Lilian.

A mulher conta com ajuda para manter os animais saudáveis. “Alguns têm apadrinhamento, algumas ONGs me ajudam e o CCZ [Centro de Controle de Zoonoses] também tem me ajudado bastante por eu ter recolhido tantos gatos de uma única vez”, explica.

Para ajudar no controle populacional dos bichos, as Unidades de Vigilância e Controle de Zoonoses fazem castrações gratuitas. Os procedimento em clínicas particulares custam de R$ 150 a R$ 200.

O médico veterinário do UVCZ de Palmas diz que o controle populacional de animais de rua é realizado com parcerias. “As pessoas se disponibilizam, trazem os animais e a gente faz o procedimento cirúrgico, faz a devolução aos locais e tenta-se a adoção deles”, explica.

Os cuidados também reduzem o risco de transmissão de doenças. “Algumas doenças de pele ou doenças como a raiva, que inclusive é prevenida com a vacina. A gente tem a vacina o ano todo, gratuitamente, para a população imunizar os animais”, disse o veterinário Leandro.

Fonte: G1

Professor promove aula beneficente de yoga para ajudar cães e gatos abandonados

Um professor de yoga tem aliado, uma vez ao mês, a prática milenar de equilíbrio de corpo e mente para dar amor e solidariedade aos animais de um abrigo em Cacoal (RO), a 480 quilômetros de Porto Velho. Todo o dinheiro arrecado durante na aula beneficente é revertido para um abrigo que cuida de 50 cães e gatos resgatados das ruas da cidade.

O projeto, realizado pelo professor James Alencar, tem atraído pessoas de todas as idades, algumas, motivadas pelos benefícios que a prática proporciona, física, espiritual e mentalmente.

E foi por causa desses resultados que a psicóloga Deisi Ferraciolli começou a fazer as atividades de yoga, há cerca de quatro meses. Ela buscava a preparação para seu parto natural.

“A yoga é muito importante para a gestação. Além da questão da respiração, e autoconhecimento, ela ajuda muito na flexibilidade, e fortalecimento do assoalho pélvico para a gestante. Trabalha muito concentração, respiração, você tem domínio do seu corpo. Quando você conhece seus estímulos, controla em várias outras situações quando for preciso”, diz.

As aulas de yoga acontecem uma vez ao mês no parque Sabiá e não existe um valor específico a ser doado. As doações ficam a critério de cada um que decide apoiar a causa para o abrigo “Vira Lata, Vira Amor”.

E foi justamente o amor pelas quatro patas que a estudante Poliana Barros se interessou pelo projeto do professor. “É minha primeira aula, vamos ver como vai funcionar”, conta.

#Gratidão

A voluntária do abrigo de animais abandonados, Marinez dos Santos, destaca a importância da ação realizada pelo professor, que por meio da sua profissão, tem levado outras pessoas a contribuir com as atividades do local

“É fundamental esse projeto do professor. Ele falou que todo mês vai ficar fazendo esse projeto. Nós não temos condições nem o apoio. Sempre estamos devendo o veterinário, em questão de tratamento e medicamentos”, destaca ela.

Fonte: G1 

Calendário com cães e gatos vítimas de maus-tratos é lançado em Volta Redonda (RJ)

Calendário com cães e gatos vítimas de maus-tratos é lançado em Volta Redonda — Foto: Reprodução/TV Rio Sul

Cães e gatos vítimas de maus-tratos estrelam um calendário lançado este ano em Volta Redonda, RJ, como parte de uma campanha de proteção aos animais, feita por uma ONG. O objetivo é chamar atenção para casos de violência contra os animais.

Além das fotos, em cada página uma mensagem de alerta ao tutor do animal. No mês de janeiro, por exemplo, tem o seguinte lembrete: “Ano novo, velhos amigos”.

A mensagem é clara: maltratar os animais é crime. Para fazer o alerta, os animais capricharam nas poses. Eles foram fotografados pela presidente de uma ONG que trabalha acolhendo animais nesta situação, Liz Guimarães.

“O objetivo é a gente linkar [cada situação com um mês]. Janeiro tem muito abandono, a gente começa com meu Preto, que é um cachorrinho velho. Aí começa ‘Ano novo, velhos amigos’, uma amizade que tem que perdurar. Acho que Março começa a chover, coloquei um cachorrinho com um guarda-chuva de frevo. Muita coisa que às vezes configura maus tratos e ninguém percebe é o animal não ter uma cobertura para sol e chuva”, explica Liz.

Assim os outros meses foram surgindo, cada mês com uma foto e reflexão.

“É como se o e o gato estivessem falando aquilo, [pedir] água, ração vacina, higiene, cobertura de sol, proteção de chuva e sol.”, conta Liz.

A ideia da ONG, conta a Liz, é ter mais campanhas como esta, fazendo calendários assim todos os anos, abordando temas diversos, mas sempre priorizando os animais.

Campanha tenta suprir necessidade que números refletem

Apesar das inúmeras campanhas, os casos de maus-tratos de animais não param de crescer. No canil da Sociedade de Proteção aos Animais, há 150 cães e gatos abrigados atualmente. O objetivo é reabilitá-los e encontrar um lar com responsabilidade e capacidade para cuidar adequadamente nesses animais.

O vice-presidente da instituição, Igor Reis, diz que todos os dias chegam relatos de maus-tratos.

“Hoje um dos casos de maus-tratos mais comum é a restrição do animal a vida na corrente, o que em Volta Redonda é proibido por lei. Outra coisa é a privação de alimento, muita gente no final do ano viaja e acaba deixando o animal com um pote de ração e comida para uma semana. E outro caso muito comum é o abandono, o abandono é um dos casos mais sérios de maltrato aos animais. Um animal que hoje você pega filhote, cria em casa e solta na rua, a chance de sobrevivência dele é quase mínima”, diz Igor.

Para denunciar maus-tratos ou abusos aos animais basta ligar para o telefone 0300 253 1177 ou denunciar a situação na delegacia e nas secretarias de meio ambiente das cidades.

Casos recentes na região

No Sul do Rio de Janeiro, dois casos recentes de violência contra animais, ocorridos entre o fim de 2018 e o começo de 2019, chamaram a atenção da população.

No mais recente deles, uma gata foi morta a pauladas por uma mulher no domingo (6), dentro de um mercado de Paraty, na Costa Verde do Rio. Segundo os responsáveis pelo estabelecimento, a suspeita matou o animal após pisar acidentalmente no rabo dele e ser arranhada.

A mulher foi atendida pelas pessoas presentes no local após o arranhão, mas voltou com um pedaço de pau minutos depois e atingiu a gata na cabeça, que morreu na hora. Uma câmera de segurança do mercado registrou o crime. A suspeita foi levada para a 167ª Delegacia de Polícia (Paraty). Ela foi ouvida e vai responder em liberdade.

No outro caso, um cachorro foi morto a tiros por um idoso no dia 31 de dezembro de 2018, em Valença. O homem teria brigado com a vizinha e fez disparos que acertaram o animal.

Segundo a PM, o suspeito é um capitão da Marinha do Brasil e atirou no cachorro com uma espingarda calibre 22, que foi apreendida. O idoso foi encaminhado a 91ª Delegacia de Polícia (Valença), onde foi autuado na lei de maus tratos aos animais e por disparos de arma de fogo. Ele também vai responder em liberdade.

Fonte: G1

um cachorro sendo segurado por um soldado

Abrigo de emergência que acolhia centenas de animais fecha na Califórnia

Depois de dois meses, o Condado de Butte, na Califórnia, Estados Unidos, está fechando as portas de seu abrigo de animais de emergência que foi montado após o incêndio florestal. Eles começaram a retirar os animais na sexta-feira (04/01).

um cachorro sendo segurado por um soldado

Foto: KRCR

Os dois abrigos de animais de emergência administrados pelo condado de Butte incluem um abrigo de animais de pequeno porte em Oroville, e um abrigo de animais de grande porte, em Gridley.

“Durante o incêndio e no ponto mais alto, havia cerca de 2 mil animais que estavam sendo acolhidos em abrigos de emergência, então estamos agora com 600”, disse Callie Lutz, porta-voz do Condado de Butte uma semana antes da data de fechamento. “O abrigo de emergência não é para ser um local residencial de longo prazo,” acrescentou.

O Condado de Butte vem trabalhando com famílias para encontrar soluções para seus animais domésticos por várias semanas. O dia 04 de janeiro foi uma data prevista para o encerramento do abrigo de emergência de animais e o condado está seguindo com isso.

O condado trabalhou com cada tutor para encontrar a melhor solução para eles durante esse período difícil. Algumas opções incluíam abrigar o animal, enviá-lo para outro lugar ou abir mão dele. Michelle Coya, que tinha vários animais hospedados no abrigo de emergência em Oroville, escolheu pegar seus animais no abrigo e colocá-los em um orfanato até encontrar uma solução de moradia permanente desde a perda de sua casa no incêndio florestal.

“Meus animais são parte de nossa família e eu me lembro de muitas noites chorando por não tê-los por perto”, diz Coya. “Perdemos nossa casa e, em seguida, tivemos que tomar uma decisão sobre o que faríamos com os animais. Eu conheci uma moça muito legal, a Lisa, que me ajudou a encontrar uma família adotiva para que eu pudesse levá-los até que pudéssemos garantir alguma moradia.”

No entanto, o Condado de Butte diz que eles não foram capazes de entrar em contato com vários tutores, deixando a eles a decisão sobre o que fazer com os animais cujos tutores não entraram em contato. Por semanas, eles tentaram ligar, mandar mensagens por e-mail e entrar em contato com os tutores nas redes sociais, na esperança de encontrar soluções para os animais que foram deixados em seus abrigos.

O condado diz que esses animais serão transferidos para outros abrigos locais se não forem reclamados e as soluções não puderem ser encontradas com o tutor. De lá, eles serão mantidos por 14 dias antes de serem colocados para adoção.

O controle de animais local não matará nenhum animal. Eles disseram que uma vez que os animais que não são apanhados são transferidos para outros abrigos, está fora de suas mãos o que acontece com eles. No entanto, o condado diz que eles estão confiantes de que nenhum dos animais será morto, incluindo os gatos selvagens.

“Não haveria razão para matar nenhum dos animais vítimas do incêndio. Há tantas pessoas interessadas em adoção que eu tenho toda a confiança de que cada animal que deixa este abrigo que não tem um tutor terá uma adoção bem sucedida “, disse Lisa Almaguer, porta-voz do Butte County Public Health.

Os abrigos de emergência não estão oficialmente fechados, pois ainda estão limpando e transferindo os animais. No entanto, o abrigo será fechado num futuro próximo, assim que todos os animais forem recolhidos pelos seus tutores ou transferidos para abrigos locais próximos.

Irlanda usa tecnologia antiterrorismo para rastrear fábricas clandestinas de filhotes

O Projeto Capone, é baseado em um software que examina sites de vendas de filhotes, rastreando imagens, números de telefone e endereços semelhantes para identificar criadores, que geralmente usam nomes falsos e vários números diferentes para cobrir seus rastros.

Foto: Pixabay

Fábricas de filhotes não cumprem os padrões de bem-estar animal; os cães geralmente são mantidos em compartimentos pequenos e apertados – muitas vezes sujos, onde são vulneráveis ​​a doenças e depois forçados a realizar ciclos de reprodução constantes.

O designer de software, amante de animais e ativista Keith Hinde, desenvolveu o novo programa – que é semelhante ao usado pela polícia para investigar casos de abuso infantil ou terrorismo – para impedir que essa crueldade ocorra.

“Se você postar um anúncio em um site, estamos monitorando e, em cerca de cinco minutos, ele estará em nosso banco de dados” , explicou ele ao The Times . “Nós poderemos ver o quanto você está envolvido na venda”.

De acordo com o Live Kindly, as informações descobertas – como o fato de que meio milhão de animais foram listados para venda online no ano passado – são passadas para instituições de caridade do Reino Unido , como a Dogs Trust e a HM Revenue and Customs, porque a maior parte do comércio ilegal de cães é feito com dinheiro na mão.

A Irlanda é considerada a capital dos canis da Europa graças às leis relaxadas de reprodução, de acordo com o Times. Graças ao Projeto Capone, houve duas invasões a fábricas de filhotes ilegais na Irlanda em agosto passado, resgatando 125 cães no total. A Hinde também desenvolveu tecnologia para ajudar a Associação de Bem-Estar dos Coelhos – que desde então tem sido compartilhada com organizações maiores de bem-estar animal – e até criou sua própria organização sem fins lucrativos chamada Tech4Pets.

Foto: Pixabay

No Reino Unido, no ano passado, mais legislações foram aprovadas para reprimir as fábricas de filhotes. Em dezembro, entrou em vigor a “Lei de Lucy” – batizada em homenagem a uma cadela resgatada em um canil -, proibindo as vendas em todo o país de cachorros e gatinhos vindos de fábricas de filhotes. Califórnia e Ohio, nos EUA, também introduziram leis mais duras para essa indústria cruel em 2018.

Justiça desconsidera bem-estar animal e obriga protetora a retirar gatos de apartamento

Uma decisão de 2015 da 13ª Vara Cível do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, que tem sido reafirmada após diversos recursos judiciais, ainda tem causado problemas para a protetora de animais e fundadora da ONG Oitovidas, Lilian Queiroz. Isso porque o juiz Gustavo Silva determinou que gatos mantidos em um apartamento de 200 m² de propriedade da protetora fossem retirados do local mesmo sem que tenha sido comprovado que esses animais causassem qualquer tipo de prejuízo para os moradores do condomínio.

(Foto: Divulgação / Lilian Queiroz)

A decisão judicial veio após o condomínio onde Lilian reside acionar a Justiça. Ela conta que o trabalho que ela faz há anos com gatos abandonados sempre incomodou determinados moradores do prédio, mas que não era de conhecimento deles o número de gatos que ela mantinha no apartamento e que por bastante tempo ninguém reclamou desses animais. As reclamações e, depois, a decisão judicial, vieram após uma reportagem sobre o trabalho voluntário da protetora ser veiculada em um jornal, conforme lembra o advogado do caso, Marcelo Turra, que é coordenador do Núcleo de Prática Jurídica da Faculdades Integradas Hélio Alonso (FACHA).

“Lilian sempre teve gatos em sua unidade autônoma sendo esta circunstância completamente desconhecida por quem quer que fosse. Tal situação somente veio à baila quando Lilian, que inclusive é presidente de uma ONG que defende animais, teve seu nome e trabalho noticiados em matéria jornalística em um jornal de grande circulação no Rio de Janeiro. A matéria jornalística, que eu entendo ter sido a causa propositura da ação judicial pelo condomínio contra a Lilian, foi super bem intencionada, mas fez com que as pessoas interpretassem de forma equivocada toda a situação, principalmente no que diz respeito ao quantitativo de animais que a Lilian tinha naquele momento”, disse o advogado.

Lilian conta que, desde que começou a cuidar de uma colônia de gatos que vive em um parque nas proximidades do apartamento dela, passou por diversos constrangimentos. “Virei a mulher dos gatos e alguns moradores gritavam comigo quando me viam alimentar os gatinhos. Durante muito tempo alguns esvaziavam os pneus do meu carro, soltavam parte do para-choque do meu carro, eu chegava atrasada no trabalho. Um deles passou a urinar nas minhas portas de entrada. Só parou quando coloquei câmeras. Esse tipo de constrangimento e agressões acontece com a maioria das pessoas que cuidam de gatos de colônia”, lamentou.

(Foto: Divulgação / Lilian Queiroz)

Com o tempo, o caso passou a ser analisado pela juíza Ledir Dias de Araujo, que deu prosseguimento ao que já havia sido determinado pelo magistrado anterior, mantendo a decisão que determinava a retirada dos gatos. Para o advogado, a decisão judicial “pecou em alguns pontos”.

“No procedimento judicial não houve, formalmente, uma perícia técnica efetiva a fim de se analisar a pertinência ou não da alegação, por parte do condomínio autor da ação, se efetivamente os animais que lá se encontravam traziam problemas (de salubridade, segurança e/ou sossego) para o condomínio. Esta perícia seria de suma importância para que se comprovasse que, realmente, os gatos causavam algum dano ou inconveniente, conforme defendido pelo condomínio autor da ação. O juiz sentenciante, Gustavo Silva, não determinou fosse feita perícia alguma no processo”, explicou Turra.

“Apenas laudos de vistoria da SEPDA e da Secretaria de vigilância e controle de zoonoses foram juntados no processo, constatando que não havia descontrole algum tampouco necessidade de remoção dos animais do apartamento. Tais documentos não foram sequer levados em conta pelo juiz sentenciante, Gustavo Silva. Verdadeiro absurdo!”, completou o advogado, que lembrou ainda que a decisão se baseou fundamentalmente em depoimentos de alguns moradores que se disseram incomodados com os gatos mas que, até que a reportagem sobre a protetora tivesse sido publicada no jornal, sequer tinham conhecimento da existência dos animais.

Diante da situação estabelecida, Lilian decidiu começar a tirar parte dos gatos do apartamento. Muitos deles foram levados para um abrigo em outro local. No entanto, 27 permanecem no apartamento, fazendo com que multas por descumprimento de decisão judicial, que a protetora e o advogado consideram abusivas, continuem a ser cobradas.

“A multa estabelecida pelo Judiciário, por conta do pretenso descumprimento da ordem de retirada dos felinos do apartamento de Lilian é, certamente, abusiva ao extremo. Lilian já efetuou a retirada da maior parte dos animais de seu apartamento restando, apenas poucos, que são idosos, doentes e que requerem cuidados mais do que especiais. A retirada, transporte para outro local apropriado (que, na verdade, inexiste) e manuseio destes felinos comprometeria as suas vidas. E isto foi comprovado e fartamente relatado no processo, mas a atual magistrada que está à frente agora da questão, de nome Ledir Dias de Araújo, insiste em querer que todos os animais sejam retirados, desconsiderando por completo os apelos e argumentos que trouxemos no processo”, explicou o advogado.

(Foto: Divulgação / Lilian Queiroz)

 

A impossibilidade de retirar os 27 gatos do apartamento foi reforçada por Lilian. Segundo ela, retirá-los do local poderia ser fatal por eles estarem debilitados e doentes. “Achei tudo muito cruel e exacerbado. Pela Constituição posso ter no meu apartamento o que eu quiser, respeitando os três ‘S’: salubridade, segurança e sossego. A maioria dos condomínios tem animais. Muitos têm cães. Tudo foi muito injusto e cruel.”, disse a protetora.

“A juíza não levou em consideração os laudos de todas as vistorias feitas, a pedido dela, em meu apartamento. Todas tiveram laudos favoráveis à mim. Também não considerou laços afetivos meus e dos gatinhos, seres sencientes, mesmo com laudos de veterinários que acompanham meus gatinhos há anos, como a Dra. Heloisa Justen, que acompanha meus gatinhos desde que tive os primeiros”, afirmou Lilian. “A decisão da juíza, considerando o pedido do ex síndico, mantendo a retirada de todos os gatos foi cruel demais, assim como as multas: 10.000, 15.000, 500,00 por dia e agora de 5000,00 por dia. Tenho muito pouca ajuda financeira na Oitovidas e os custos da ONG são altos. Estão sob a tutela da Oitovidas quase 500 gatinhos, contando com os da colonia. As multas e as contas bloqueadas há mais de dois anos, me fazendo usar durante todo esse período o cheque especial para pagar as minhas contas e as da Oitovidas, me deixaram descapitalizada e engessada”, acrescentou.

A expectativa do advogado é de conseguir, na Justiça, “com base nos princípios de proporcionalidade e razoabilidade e para evitar o enriquecimento ilícito do condomínio”, reduzir a multa que, conforme lembra Turra, “já está alcançando o surreal patamar de quase um milhão de reais”. Ele lembra ainda que houve cumprimento parcial da determinação judicial, já que a maior parte dos gatos foi retirada do apartamento, o que, segundo o advogado, “justifica a redução e até mesmo a suspensão da multa arbitrada, diante do cumprimento quase total da tutela jurisdicional e a justificativa, com atestado de profissional especializado (médico veterinário) do impedimento de seu cumprimento, o que demonstra a boa-fé de Lilian em cumprir a obrigação judicial”.

O advogado disse ainda que alguns dos gatos estão com a protetora há mais de 15 anos, o que reforça a necessidade de não retirá-los do ambiente em que estão. “Estamos diante de um caso judicial sem precedentes, onde a insensibilidade foi a tônica, do início ao fim, desconsiderando por completo o bem-estar destes animais, desconsideração esta que particularmente acredito ter havido por ignorância dos personagens desta ação. Animais são seres sencientes e foram, como não poderia deixar de se imaginar, tratados pelo Judiciário como simples coisas. Que pelo menos fossem levados, mesmo que minimamente, em conta. O que não ocorreu”, concluiu Turra.

Após envenenamento de 15 gatos, Carrefour planeja construção de gatil

Depois de pelo menos 15 gatos comunitários que viviam nas dependências do Carrefour da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, terem sido encontrados mortos, e da Justiça ter sido acionada sobre o caso, o hipermercado anunciou que construirá um gatil para abrigar os gatos e dará a eles tratamento adequado, o que inclui atendimento veterinário, castração e vacinação. Exames laboratoriais feitos, após a morte, em uma gata que vivia no local comprovaram envenenamento por chumbinho.

(Foto: Divulgação / ONG 8 Vidas)

“Os gatos ficarão no novo gatil, porém, caso haja interesse de adoção, haverá um processo para tal, obedecendo todos os critérios e requisitos recomendados pelas entidades de proteção animal, com vista à segurança e bem-estar do animal adotado”, explicou o Diretor de Sustentabilidade e Responsabilidade Social do Carrefour, Paulo Pianez.

O Carrefour se comprometeu, também, a executar ações a nível nacional. Segundo Pianez, são elas: “revisão dos procedimentos internos em relação ao adequado tratamento de animais que são abandonados nas dependências de nossas lojas; elaboração de material de treinamento, capacitação e sensibilização de funcionários e prestadores de serviços no tema; coordenação e apoio em mutirões de castrações gratuitas em diversas localidades do país; organização e implementação de eventos de adoção nas lojas Carrefour; criação de campanhas e ações educativas para sensibilização e engajamento público em prol da causa animal; apoio do Carrefour na viabilização de projeto da AMPARA Animal para conscientização infantil no tema”.

Não há ainda, no entanto, um prazo para que essas ações sejam colocadas em prática. De acordo com Pianez, “as propostas e os respectivos planos de ação já estão sendo discutidos e tão logo concluídos serão divulgados, incluindo os prazos de execução”. O diretor afirmou que “paralelamente, ações imediatas já vêm sendo adotadas para assegurar o bem-estar de animais nas dependências das nossas lojas pelo Brasil” e que “ações emergenciais para garantir a segurança dos gatos já estão em andamento”. Pianez disse ainda que, no que se refere ao caso os gatos da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, reuniões foram realizadas, assim como uma visita técnica. “O plano de implementação das ações já está desenhado e a execução inicia-se ainda neste mês de janeiro”, concluiu.

(Foto: Divulgação / ONG 8 Vidas)

Crueldade animal

O Carrefour é conhecido pelas polêmicas envolvendo crueldade animal. Além dos casos de violência cometidos contra os gatos no Rio de Janeiro e o cachorro Manchinha, que morreu após ser brutalmente espancado por um segurança do hipermercado em Osasco (SP), outras situações já foram reveladas no Brasil e também mundo afora.

Em Vila Velha, no Espírito Santo, gatos foram submetidos a maus-tratos nas dependências de uma unidade do Atacadão, supermercado de propriedade da rede Carrefour. Um vídeo mostra um grupo de funcionários do local ferindo um gato com um pedaço de madeira. A denúncia foi feita à Sociedade Protetora dos Animais do Espírito Santo (Sopaes). O crime ocorreu em 2015. Na época, a assessoria da Rede Carrefour emitiu nota repudiando o caso e afirmando que abriu sindicância interna para apurar a denúncia e tomar as providências cabíveis. Não há, no entanto, informações sobre ações efetivamente tomadas pela empresa.

Em 2011, outro caso foi noticiado, desta vez no estacionamento do Carrefour de Santo André (SP). Um cachorro foi vítima de maus-tratos no local, segundo denúncia. O animal foi agredido por clientes e funcionários com chutes. Os agressores também usaram carrinhos de compras para bater no cão.

(Foto: Divulgação / ONG 8 Vidas)

Na França, o Carrefour tem comercializado carne de zebra – espécie ameaçada de extinção – na loja física e online. Na natureza, um quarto da população de zebras comuns desapareceu nos últimos 25 anos e, em alguns países, elas só são encontradas em reservas naturais. “No momento em que a biodiversidade do mundo está em colapso, vender carne de uma espécie ameaçada de extinção é desconcertante. Isso envia um sinal muito ruim para os consumidores e dá a impressão – que é completamente falsa – de que as populações de zebras selvagens são robustas”, afirmou uma ONG de proteção animal.

No final do ano passado, imagens revelaram que o matadouro municipal de Boischaut, na França, responsável por fornecer carne para o Carrefour, estava matando os animais de forma extremamente cruel: cortando-os ainda vivos. O escândalo de maus-tratos repercutiu em todo o mundo e levou ao fechamento do matadouro. Assim que tomou conhecimento do caso, o Grupo Carrefour Brasil emitiu nota por meio da qual afirmou que “rompeu imediatamente relações comerciais com o frigorífico em questão”.

(Foto: Divulgação / ONG 8 Vidas)

Em 2017, após realizar visita a duas filiais do Carrefour na cidade de Xuzhou, na China, a empresa de consultoria Ya Dong descobriu que o hipermercado continuava a comercializar carne de cachorro mesmo após ter se comprometido, em 2012, a deixar de obter lucros a partir da crueldade da indústria de carne de cachorro.

“É extremamente decepcionante para os amantes de animais em todo o mundo que o Carrefour esteja colocando os lucros na frente do bem-estar dos cachorros da China. Nossas investigações sobre a indústria, que compartilhamos com o Carrefour, revelam a ilegalidade, a crueldade e as preocupações de segurança pública em todas as etapas da cadeia de fornecimento de carne de cachorro. No entanto, eles continuam a vender produtos de carne de cachorro”, afirmou Jill Robinson, fundadora e CEO da Animals Asia.

Nota da Redação: as ações do Carrefour – desde a construção do gatil até a implementação de políticas de bem-estar animal a nível nacional – devem servir para evitar novos casos de maus-tratos e mortes de animais. Essas ações, porém, não vão apagar as mortes que já ocorreram, tampouco irão reparar todo sofrimento vivido pelos animais vítimas de violência nas dependências de unidades do hipermercado.

Rússia proíbe zoológicos, rinhas e matança de animais abandonados

Foto: Omar Sobhani | Reuters

De acordo com o jornal Moscow Times, a nova lei “Sobre o tratamento responsável dos animais e emendas a certos atos legislativos da Federação Russa”, proíbe zoológicos em shoppings, brigas de animais, alojamento de animais em bares e restaurantes e matança de gatos e cachorros perdidos. O Kremlin afirma que a nova lei é guiada pelos “princípios da humanidade”. Originalmente introduzida em 2010, os legisladores levaram oito anos para finalizar o ato.

A lei também determina que os tutores cuidem bem de seus animais de companhia . Também proíbe manter animais exóticos em casas e apartamentos.

Animais selvagens como camelos e avestruzes foram abandonados na natureza nos últimos anos. Manter animais silvestres “sem licença” resultará no animal sendo capturado pelo estado. RT observa que isso tornará mais difícil para os circos “semi-legais” operarem.

O assassinato de cães e gatos abandonados tem se tornado cada vez mais comum nas cidades russas nos últimos anos. A nova lei exige que todos os animais sejam capturados, esterilizados ou castrados, vacinados, microchipados e liberados.

Restrições para cães de raças “perigosas”

Embora a nova lei estabeleça uma infinidade de novas proteções para animais na Rússia, ela foi criticada pela inclusão de uma lei que exige que os tutores de animais domésticos fujam de raças de cães “potencialmente perigosos” . O estado irá definir isso em uma data posterior. Também estabelece áreas designadas para a caminhada de cães. As informações são do Daily Mail.

“Depois do Ano Novo, as pessoas saem às ruas com seus cães e se tornam fora-da-lei”, disse o senador Andrei Klishas ao Kommersant, acrescentando que a lei é “caos legal”.

Outros criticaram a nova lei por não ir longe o suficiente. “Esta lei cobre apenas um por cento do que gostaríamos de ver”, disse Irina Novozhilova, chefe do grupo de direitos dos animais Vita, ao RBC.

Enquanto a lei concede proteção aos animais domésticos e selvagens mantidos pelos humanos, o Kremlin observa que ela não se aplica à vida selvagem, criação de peixes , caça ou uso de animais de fazenda e de laboratório .

Abrigo recebe doação de ração e oferece cães e gatos para adoção

Associação Barramansense de Proteção de Animais APA-BM de Barra Mansa faz campanha para doações — Foto: Divulgação/APA-BM

2019 começou e entre as tradicionais promessas têm a de ajudar mais o próximo e os animais também. Seja adotando um cachorro ou ajudando um abrigo. Um dos lugares que auxiliam os animais abandonados é a Associação Barramansense de Proteção de Animais (APA-BM), em Barra Mansa, no Sul do Rio de Janeiro. O abrigo, atualmente, está com mais de 100 cachorros, muitos deles retirados das ruas doentes, atropelados, ou com alguma deficiência, cães cegos, idosos, sem pata, filhos, etc. Há também alguns gatos castrados.

A APA-BM utiliza três sacos de 15 kg de ração por dia para alimentá-los e realiza campanha durante todo o ano para arrecadar alimentos e materiais necessários. Além das campanhas, a ONG tem um bazar, na Rua Francisco Vilela, nº 105, no Centro, em frente antigo HSBC. Ele funciona de segunda a sexta-feira, de 9h às 17h e aos sábados de 9h às 13h. As pessoas podem ajudar comprando peças de roupas e objetos ou fazer doações para que sejam vendidas no local. Todo o valor arrecadado vai para o bem-estar dos animais.

“É muito importante as doações, pois é dele que tiramos o sustento da APA. Gastamos três sacos de 15kg de ração por dia, precisamos muito de doações”, reforçou Cecília Amaral, presidente da APA-BM. As doações de ração podem ser feitas diretamente em agropecuárias, que entregam no abrigo, como a Folha Verde, Zebu, Agropecuária da Estamparia, Agropires e Cantinho Animal, ou no próprio bazar da APA. “Também estamos precisando de material de limpeza: vassouras, desinfetantes, cloro, pano de chão…”, pontuou.

Outra opção é entrar em contato com os voluntários pela página na internet do abrigo ou pelo telefone (24) 98142-4894.

Doação de animais

A APA também vai retomar a Feira de Adoção de Animais no próximo sábado (12), mas até a publicação desta reportagem, o horário e o local não haviam sido definidos. Os interessados em adotar os cães precisam levar RG, CPF, comprovante de residência, e ser maior de idade.

“Precisamos doar esses animais, mas a nossa preocupação é muito grande com quem adota, pois na maioria das vezes é mais empolgação e logo que começa a dar trabalho querem devolver”, lamentou Cecília, que enfatizou que ao tomar uma decisão de ter um animal de estimação tem que pensar em todas as situações, como por exemplo: local apropriado; custos com ração, veterinário, vacinas; tempo de vida no mínimo 9/10 anos; quando filhotes fazem bagunça, pois eles têm uma disposição enorme.

Fonte: G1

Mecanismo de ‘amortecimento’ faz gatos sobreviverem a quedas

Os gatos têm um instinto que faz com que eles gostem de se abrigar em locais altos. Ligado a isso, há também nesses animais um mecanismo de amortecimento de quedas que garante que eles sobrevivam após caírem de grandes alturas.

“Quando eles estão no alto, eles têm uma visão de tudo, se sentem mais seguros. Faz parte do bem-estar felino”, explicou ao G1 a veterinária Amanda Lacerda, especialista em gatos. As informações são do portal G1.

Gato vive em cima de árvore (Foto: Matson Malveira/ Arquivo pessoal)

É o caso de um gato que apareceu na comunidade de Facela, em Montes Claros (MG). Adotado por Matson Malveira há dois meses, o gato vive em uma árvore. “Os cachorros sempre o acuavam. Daí ele subia na árvore e tinha medo de descer. Para ajudar, instalamos uma estrutura no local, com a vasilha de água e comida, além da caixinha de areia para fazer cocô”, contou Malveira.

Além de sobreviverem a tombos, os gatos não se ferem em determinadas quedas, a depender da altura. De acordo com a veterinária, há mais risco desses animais sofrerem lesões quando caem do primeiro andar do que quando a queda ocorre em locais de altura mediana.

“O gato que cai de uma altura do sexto andar, por exemplo, tem a possibilidade de ter lesões menores que um que cai do primeiro andar. Isso acontece porque ele tem mais tempo de ativar o mecanismo de planagem. Anatomicamente o gato tem uma pele bem elástica, ela abre para poder adquirir posição, faz como se fosse paraquedas e cai em pé”, explicou.

A queda, no entanto, pode ser perigosa aos gatos em alguns casos. Eugênio Teixeira da Costa, proprietário de uma clínica veterinária, chega a atender de três a cinco gatos por mês que foram vítimas de quedas.

“É certo que os felinos têm uma flexibilidade maior que o cachorro. Mas não podemos esquecer que eles podem sofrer lesões. O gato é escalador, vai subir no muro mesmo, mas ele consegue se adaptar. Um erro de algumas pessoas é o de cortar as unhas porque eles arranham os móveis. Isso faz com que o animal perca a proteção e fique mais propício a cair sem as garras. Por isso, é importante comprar arranhadores e colocar telas em janelas, por exemplo”, disse.

Para evitar acidentes com quedas, o recomendado é colocar telas nas janelas e nos quintais, impedindo que o animal tenha acesso à rua – onde, também, ele pode se contaminar com doenças, algumas fatais, ser atropelado, agredido, e procriar, no caso de animais que não são castrados, colaborando para o aumento do abandono de animais com o nascimento de filhotes sem lares.

Em caso de acidentes, os especialistas recomendam que o tutor ou a pessoa que encontrar o gato ferido preste socorro, levando-o imediatamente até uma clínica veterinária.