Casa sustentável de papelão é construída em um dia e dura 100 anos

O estúdio de design holandês Fiction Factory criou uma casa sustentável, feita de papelão, que é construída em apenas um dia, pode ser transportada para qualquer lugar e dura 100 anos.

Reprodução/Blog da Arquitetura

Atualmente, existem 12 unidades da casa fabricadas, todas na Europa. Os criadores do projeto, no entanto, querem popularizá-lo em todo o mundo. As informações são do Blog da Arquitetura.

A casa tem garantia de 50 anos, é três vezes mais sustentável que os imóveis de alvenaria e tem baixo custo – cerca de 25 mil euros, o correspondente a 91 mil reais. Móvel e montada em blocos, ela tem tamanho variável e pode ser desmontada.

O que faz com que ela dure 100 anos e resista a ventos e chuvas, segundo os desenvolvedores, é a supercola que une as diversas camadas do papelão, que depois é coberto com madeiras ou outra opção mais resistente à escolha do proprietário.

Reprodução/Blog da Arquitetura


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Criação de pugs não será mais permitida na Holanda

Por David Arioch

Agora o governo vai começar a exigir que a legislação seja cumprida | Foto: Pixabay

De acordo com informações da Animal’s Health e do Vet Times, o governo holandês vai cobrar a partir deste ano o cumprimento de uma lei que proíbe a criação de 20 raças de cães com focinhos muitos curtos, entre eles o popular pug.

A justificativa é que animais que possuem focinho com comprimento inferior a um terço do crânio desenvolvem facilmente problemas respiratórios e cardíacos. Categorizados como braquicefálicos, cães como pugs são criados para terem um maxilar inferior normal e um maxilar superior recuado.

A consequência dessa predileção estética é que eles nascem com estenose, ou seja, narinas muito estreitas; além de hipoplasia traqueal, palato mole solto na garganta e problemas oculares. Também sofrem de hipertermia e têm maior facilidade de desenvolvimento de doenças periodontais em decorrência do estreitamento dos dentes.

Na Holanda, a lei que proíbe a criação de cães braquicefálicos como pugs, buldogues ingleses e franceses existe desde 2014, mas somente agora o governo vai começar a exigir que a legislação seja cumprida.


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Três leões albanianos são resgatados de zoo particular em péssimas condições

Foto: Associated Press

Foto: Associated Press

Três leões foram resgatados pela ONG Four Paws na última terça-feira (7), de um parque chamado de “o pior zoológico da Europa”, na Albânia e devem acordar já em sua nova casa – os animais foram sedados e transportados para um centro especializado em grandes felinos na Holanda.

Os animais foram resgatados de um parque de animais privado no sul da Albânia, onde foram econtrados desnutridos e mantidos em condições terríveis.

Os felinos foram alojados temporariamente no Zoológico de Tirana, capital da Albania, até que se finalizasse uma discussão burocrática sobre o futuro deles.

Mas os funcionários da ONG finalmente conseguiram transportá-los para sua nova casa no Felida Big Cat Centre, na Holanda.

Foto: Associated Press

Foto: Associated Press

Ioana Dungler, líder do projeto da Four Paws, que é um grupo reconhecido internacionalmente que tia em defesa do bem-estar animal, disse que os especialistas colocaram os leões em veículos especialmente equipados na última terça-feira e estavam conduzindo os animais – chamados Lenci, Bobby e Zhaku – para a Holanda.

“Eles estão seguros para viajar”, disse o veterinário Marc Goelkel, após examinar os animais.

Os leões e outros oito animais foram retirados do mesmo zoológico particular no oeste da Albânia em outubro do ano passado, em razão de suspeitas e temendo que estivessem desnutridos.

Eles permaneceram em gaiolas no zoológico público de Tirana, que a Four Paws também considera inapto, enquanto as autoridades estavam em uma disputa legal com seus antigos donos.

Uma equipe da ONG cuidou deles durante esse período.

Foto: Associated Press

Foto: Associated Press

Dungler disse que os leões foram autorizados a sair depois que outras nações e grupos de animais passaram a pressionar as autoridades albanesas.

Ela também agradeceu ao Tirana Zoo por oferecer uma “solução temporária”. Caso contrário, toda a operação de resgate não seria possível, mas desde o começo foi dito que eles não poderiam ficar lá permanentemente.

“Se você observa as condições aqui, eu não acho que você precisa ser um especialista para entender que essa não é a maneira de se tratar animais selvagens”, disse Dungler, observando que o zoológico de Tirana tem pequenas gaiolas de piso de cimento.

“O sol, o cuidado, a atenção que eles receberão no Santuário Felida mais a abundância de grama e liberdade farão toda a diferença para eles.”

O Ministério do Meio Ambiente da Albânia, que está supervisionando o assunto, disse que não tem comentários a fazer sobre a transferência.

A Albânia tem outros animais silvestres que são mantidos em lugares impróprios e precisam de um ‘perfil completamente diferente’ para viver, disse Dungler, pedindo às autoridades albanesas que cooperem em futuras transferências de animais.

“Só precisamos do compromisso deles e da legislação adequada”, disse Dungler.

A Four Paws também está ajudando as autoridades albanesas com um estudo de viabilidade para um santuário de animais em Dajti Mountain, perto de Tirana, a capital.

Brasileira receberá prêmio por propor soluções para reduzir atropelamento de animais

A bióloga brasileira Fernanda Abra, de 33 anos, que em dez deles tem trabalhado em prol dos animais, percorrendo vias do Brasil e propondo soluções para reduzir o atropelamento de animais nas estradas, está entre os vencedores do prêmio Future for Nature. A cerimônia de premiação será realizada na próxima sexta-feira (3), em Amsterdã, na Holanda.

O prêmio homenageia jovens pesquisadores que trabalham pela proteção de animais e plantas. Fernanda, uma das pessoas escolhidas pela Fundação Future for Nature, irá falar, durante a cerimônia, sobre a lamentável postura do Brasil, que apesar de ter a maior biodiversidade do mundo, planeja seu crescimento sem protegê-la.

Foto: Reprodução / DW Brasil

“Isso é muito visível quando a gente fala da expansão da rede de transporte. O Brasil tem a quarta maior malha rodoviária do mundo, mas que não vem acompanhada de inovações técnicas que respeitem o patrimônio natural”, disse a bióloga, em entrevista à Deutsche Welle Brasil.

“Essa expansão é uma ameaça que vai crescer exponencialmente nas próximas décadas nos países ricos em biodiversidade. O trabalho da Fernanda Abra antecipa essa ameaça e, baseado numa ciência sólida, fornece evidências e soluções concretas”, justifica o comitê, que escolheu a bióloga como uma entre três vencedores da edição de 2019.

Contabilizar o número de animais mortos em rodovias faz parte do trabalho de Fernanda. Dentre as estradas observadas por ela, está a MS-40, que liga os municípios de Campo Grande e Santa Rita do Rio Pardo, no Mato Grosso do Sul. Segundo dados da Fundação Ipê, 289 animais morreram na pista no primeiro semestre do ano passado. Entre as vítimas, está a anta, animal ameaçado de extinção.

Diante desse cenário, a bióloga se uniu à Fundação para mover uma ação civil pública contra o estado do Mato Grosso do Sul. “As condicionantes do licenciamento não foram cumpridas. Não foi feito estudo de fauna ou ações para evitar atropelamentos. Os animais morrem e podem causar grandes acidentes e prejudicar a saúde das pessoas”, disse.

A criação de pontos de passagem, medida adotada em algumas rodovias brasileiras, é parte da solução para o problema, segundo a bióloga. Através desses pontos, os animais conseguem cruzar as estradas em segurança.

“No Brasil, a legislação permite que a pessoa que sofre dano nas estradas num acidente com animais na pista, por exemplo, seja indenizada. As administradoras das rodovias preferem pagar ou prevenir?”, questionou. De acordo com Fernanda, medidas de combate ao atropelamento de animais têm retorno rápido.

Entre 2003 e 2013, 28 mil acidentes com animais foram registrados apenas no estado de São Paulo, segundo a Polícia Militar Rodoviária. De acordo com um estudo feito por Fernanda, 38 mil mamíferos de médio e grande porte morrem por ano nas rodovias pavimentadas paulistas. Os dados fazem parte da pesquisa de doutorado da bióloga, que está em fase final e foi feita com base em modelagem computacional e registros de casos para tentar prever locais de atropelamento em estradas paulistas, segundo variáveis ambientais. O objetivo é, com os resultados, salvar a vida de animais e motoristas.

Foto: Reprodução / DW Brasil

“Todo esse esforço é para promover uma mudança de cultura no país, fazer com que administradores de rodovias entendam que é importante integrar a dinâmica de fauna ao planejamento das estradas”, afirmou. “É possível reduzir o impacto. É o que vemos no nosso monitoramento. Cada animal que usa uma passagem de fauna é motivo de comemoração”, completou Fernanda.

Além de participar da cerimônia de premiação na Holanda, a bióloga receberá 50 mil euros da Fundação Future for Nature. Ao voltar para o Brasil, ela afirma que irá aplicar o dinheiro no custeio do treinamento de pessoas que trabalham com engenharia nas estradas, agências de meio ambiente e de transporte pelo país.

“Existe um despreparo de órgãos públicos, que precisam ser mais rígidos e oferecer um roteiro às empresas que constroem as rodovias”, explicou.

A bióloga Patricia Medici, que trabalha na conservação das antas, foi a primeira brasileira a ganhar o prêmio em dinheiro, em 2008. “A contribuição financeira permitiu que o trabalho fosse expandido num novo bioma, o Pantanal”, relembrou.

Toda a atenção recebida na época também ajudou a conscientizar a população brasileira sobre a importância da preservação das antas. “Ganhar o prêmio foi um respaldo de confiança por parte da comunidade científica, um reconhecimento de que fazíamos um trabalho com uma abordagem científica sólida”, pontuou.

Atualmente, Patricia está à frente da Iniciativa Nacional para a Conservação da Anta Brasileira (INCAB), que trabalha com pesquisa científica, programas de educação ambiental e capacitações em prol da conservação das antas.

Dados acusam o aumento de experimentos utilizando animais no país

Foto: Depositphotos.com

Foto: Depositphotos.com

O número de experimentos científicos registrados com animais subiu 18% o que corresponde a mais de 500 mil testes de laboratório com animais em 2017, a maioria dos quais envolveu ratos ou peixes-zebra, conforme informações do conselho de segurança de produtos e alimentos, NVWA, na quarta-feira.

O tipo de abuso cruel e exploração intensa que esses animais sofrem nesses testes de laboratório muitas vezes comprometem sua saúde de forma irreversível. Indefesos, eles são expostos a drogas, tóxico e produtos químicos que muitas vezes causam um sofrimento lento e indescritível a esses seres.

Peixes da zebra estão sendo usados para pesquisas sobre drogas anticâncer e como parte de um projeto de pesquisa em toda a Europa sobre desordens hormonais, disse a NVWA. Os ratos são usados para vários experimentos, mas principalmente na pesquisa do câncer.

O aumento tem ocorrido apesar do compromisso assumido pelo governo em reduzir a quantidade de experimentos envolvendo animais. Em 2015, os ministros disseram que a Holanda pretendia ser a nação mais avançada do mundo em termos de pesquisa livre de animais até 2025. Até o final de 2017, 80 instituições acadêmicas e científicas tinham licenças para realizar experimentos envolvendo animais. Sete novas licenças foram concedidas e oito foram retiradas.

Os números também mostram que a utilização de gatos e cachorros em experimentos médicos aumentou em quase 50% entre 2016 e 2017 e que mais licenças foram distribuídas para 2018 e além. No total, 656 cães e 89 gatos foram usados em experimentos em 2016, mas um ano depois esse número aumentou para 909 cães e 200 gatos, segundo a NVWA.

Metade dos cães e um terço dos gatos explorados nos experimentos morreram. O grupo responsável pela campanha anti-vivissecção, Animal Rights, lançou uma nova petição contra o uso de cães e gatos em experimentos.

“Existe um amplo consenso de que esses experimentos com animais são desnecessários”, disse o líder da campanha, Robert Molenaar. “É por isso que é tão difícil aceitar que mais cães e gatos morram em experiências tão dolorosas”.

Lobos reaparecem na Holanda após 140 anos

As primeiras aparições ocasionais de lobos começaram em 2016 (Foto: Getty)

De acordo com informações divulgadas ontem pela BBC, os lobos reapareceram na Holanda após 140 anos. As primeiras aparições ocasionais começaram em 2016.

Os ecologistas do país acreditavam que se tratava apenas de uma passagem de retorno à Alemanha. No entanto o trabalho de organizações como FreeNature e Wolven in Nederland tem provado que é mais do que isso.

A conclusão veio a partir de um estudo baseado no rastreamento de duas fêmeas na área montanhosa de Valuwe, onde coletaram pegadas e dejetos dos lobos para análise de DNA.

O resultado foi que uma das fêmeas já está vivendo na Holanda há mais de seis meses, o que indica que o animal se “estabeleceu”. A confirmação foi feita por especialistas que participaram do programa Costing the Earth, da rádio BBC 4.

O que reforça a tese de uma alcateia se formando na Holanda nos próximos meses é que um macho também foi visto na região. Vale lembrar que os lobos foram caçados em muitos países da Europa nos séculos passados, o que também motivou as migrações. Mas agora tudo indica que os animais estão voltando a povoar antigos territórios.

Indústria da carne realiza conferência sobre o mercado de alternativas vegetais na Holanda

Evento deve reunir apenas empresas que estão investindo ou pretendem investir no mercado de substitutos da carne e de outros alimentos de origem animal (Foto: The Vegetarian Butcher)

Uma conferência internacional vai ser realizada na Holanda no dia 26 de junho para discutir sobre o mercado de alternativas vegetais. Mas o que surpreende é que o evento não está sendo organizado pelo mercado vegano holandês, mas sim pela indústria da carne, que está de olho no crescimento da demanda por produtos de origem vegetal.

Uma iniciativa da GlobalMeat News, um dos maiores sites de notícias da indústria da carne, a conferência deve reunir apenas empresas que estão investindo ou pretendem investir no mercado de substitutos da carne e de outros alimentos de origem animal.

A fundadora da empresa alimentícia vegana VBites, Heather Mills, vai fazer o discurso de abertura do evento que conta também com palestras como “Sucessos da indústria de proteínas baseadas em vegetais”. Entre os palestrantes está David Welch, do Good Food Institute (GFI).

“Estamos satisfeitos em apresentar nossa nova e empolgante conferência que destacará os mais recentes desenvolvimentos e barreiras do mercado de proteínas baseadas em vegetais que segue em rápida expansão”, informa o site da Plant Protein Conference, que vai ser sediada no Hotel Marriott em Amsterdã.

Site de notícias sobre comércio de carnes promove conferência vegana

Foto: Beyond Meat

Um dos maiores sites de notícias da indústria da carne, o GlobalMeat News, está promovendo uma conferência vegana na Holanda. A iniciativa demonstra que o crescimento do mercado vegano é inegável e concorre diretamente com produtores de carne tradicional.

O GlobalMeat News escreveu em sua página que está satisfeito em apresentar a nova conferência, que destacará os mais recentes desenvolvimentos e barreiras no mercado de proteínas vegetais em rápida expansão.

Líderes da indústria – de empresas internacionais a start-ups, varejistas e fabricantes reunirão no no Marriott Hotel Amsterdam no dia 26 de junho.

O dia contará com um discurso de abertura de Heather Mills , fundadora da VBites, sobre “Como as dietas baseadas em plantas podem mudar vidas.”

Entre os palestrantes estão David Welch, do Good Food Institute e Jago Pearson, do Finnebrogue, que falarão sobre diferentes tópicos, como “Sucessos da indústria de proteína baseada em vegetais” e “Barreiras de mercado e como superá-las”.

Mudanças no mercado

O site da conferência diz: “Em nossa pesquisa anual (de produtores de produtos de carne), os participantes revelaram que 6% das proteínas alternativas afetaram seus negócios em 2017”, acrescentando que “61% eram favoráveis ​​a ver mais conteúdo em proteínas alternativas no futuro.”

Desde o ano passado, o aumento de opções veganas que são lançadas no mercado aumentou significativamente.

O hambúrguer vegano “que sangra” do Beyond Meat foi um dos que mais se destacou. Feito com proteína de ervilha ele já está no A & W Canada, Carl’s Jr. e TGI Fridays. A Beyond Meat recentemente revelou seus planos de tornar sua carne vegetals mais barata do que a carne de origem animal. As informações do LiveKindly.

Mais de 40% dos holandeses reduzem drasticamente o consumo de carne

Foto: Pixabay

A Europa vem ganhando destaque nas questões de bem-estar animal e conservação do planeta. Embora os desafios e obstáculos ainda sejam sejam grandes, o crescente número de pessoas que aderiram ao veganismo pela conscientização dos problemas e da crueldade causados pelo consumo de carnes é animador.

Recentemente, o Reino Unido foi considerado o “líder mundial do veganismo” devido ao crescimento dessa população no país. Mais de 50% dos veganos britânicos mudaram a alimentação por questões éticas.

Agora é a vez da Holanda surpreender e mostrar que está engajada na causa animal, após escândalos e denúncias de maus-tratos em fazendas e laboratórios.

Os holandeses estão se afastando da carne mais do que nunca. Mais de 30% das pessoas dizem que diminuíram significativamente o consumo.

Um estudo de 20.000 indivíduos revelou que um em cada três holandeses reduziu o número de bifes e hambúrgueres no ano passado, segundo pesquisa da Nu .

Alimentos à base de plantas são cada vez mais populares: dois por cento dos participantes se dizem vegetarianos e um por cento são veganos.

Novamente, as questões de bem-estar animal e do planeta foram os principais motivadores para aqueles que optaram abandonar o consumo de carne. Cerca de 90% dos vegetarianos e veganos disseram que a crueldade animal era a principal razão para evitar a carne.

A questão ambiental é a principal razão pela qual os consumidores reduzem a ingestão de carne. Cerca de 50% dos consumidores de carne também citaram o bem-estar animal como uma preocupação – o que é bastante contraditório, como já mencionou a cantora vegana Miley Cyrus.

Carne vegana na Holanda

As opções veganas e vegetarianas de carnes estão se tornando mais populares entre os holandeses. Nos primeiros 11 meses de 2018, 97 milhões de euros foram gastos em carnes sem originam animal, destacou a DutchNews.

Em março, a “Semana Nacional Sem Carne da Holanda” será realizada pela segunda vez. A campanha anual incentiva as pessoas em todo o país a abrir mão da carne por razões éticas, ambientais e de saúde.

Foto: Pixabay

De acordo com a organização por trás da iniciativa, todos os adultos que deixam de comer carne durante a semana economizam 770 gramas de carne animal, 130 litros de água e o impacto ambiental equivalente de 76 quilômetros de direção. As informações são do DutchNews.

O Conselho de Infra-estrutura Ambiental dos Países Baixos,  que oferece soluções políticas, também reconheceu o potencial de uma dieta baseada em vegetais e recomendou que, por razões de sustentabilidade e saúde pública, o governo e o parlamento devem ajudar os cidadãos a cortar a carne.

“Uma dieta mais saudável terá um impacto positivo nos custos dos cuidados de saúde, enquanto uma dieta mais sustentável beneficiará o ambiente natural e humano” , escreveu o Conselho.

Segundo o LiveKindly, em resposta ao crescente interesse, a cadeia de supermercados Spar Supermarket, fundada pelos holandeses, acaba de lançar sua própria linha vegana com mais de 100 produtos, incluindo carne à base de vegetais e sorvete sem laticínios.

Outra cadeia de supermercados, chamada Jumbo Foodmarkt, acrescentou várias prateleiras dedicadas a produtos veganos.

 

 

 

 

 

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Vídeo mostra abuso de porcos na Holanda e governo conduz debate sobre bem-estar animal

A Animal Rights Netherlands divulgou um vídeo mostrando as terríveis condições em que porcas e leitões são obrigados a viver em uma fazenda em Venray, Holanda. Um debate sobre a vida dos animais na indústria pecuária foi conduzido nesta quinta-feira (24) na Câmara dos Deputados do país.

porcos

Foto: Animal Rights Netherlands

A organização afirmou que enviou as imagens para a NVWA, o órgão do governo holandês que monitora a segurança e o bem-estar animal no país, solicitando que eles tomassem providências quanto à situação deplorável dos porcos. Infelizmente, cenas terríveis como essas são comuns na indústria pecuária, onde os animais são forçados a viverem em gaiolas apertadas em meio às próprias fezes.

“Qual é o nível de imundície que um estabelecimento precisa atingir para que o governo intervenha e feche a empresa?”, questionou a diretora da Animal Rights Susan Hartland, referindo-se ao estábulo mostrado no vídeo, onde há teias de aranha, poeira e sujeira acumuladas junto a instalações elétricas.

De acordo com a organização, os problemas elétricos e de curto-circuito são a principal causa de incêndios em estábulos ​​na Holanda, e é um dos tópicos a serem discutidos durante a reunião na Câmara dos Deputados.

“A vida dos porcos nos estábulos holandeses é extremamente deplorável”, observou Erwin Vermeulen, gerente de campanha da Animal Rights. Tragicamente, mais 5,4 milhões de leitões são mortos a cada ano nos estábulos holandeses.

No entanto, de acordo com a organização, a Federação Holandesa de Agricultura e Horticultura e a Associação Holandesa de Criadores de Porcos não aborda mais as questões de bem-estar, mas todo o seu foco está em atacar os investigadores e chamar os ativistas pelos direitos animais de “extremistas”.