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A Europa vem ganhando destaque nas questões de bem-estar animal e conservação do planeta. Embora os desafios e obstáculos ainda sejam sejam grandes, o crescente número de pessoas que aderiram ao veganismo pela conscientização dos problemas e da crueldade causados pelo consumo de carnes é animador.
Recentemente, o Reino Unido foi considerado o “líder mundial do veganismo” devido ao crescimento dessa população no país. Mais de 50% dos veganos britânicos mudaram a alimentação por questões éticas.
Agora é a vez da Holanda surpreender e mostrar que está engajada na causa animal, após escândalos e denúncias de maus-tratos em fazendas e laboratórios.
Os holandeses estão se afastando da carne mais do que nunca. Mais de 30% das pessoas dizem que diminuíram significativamente o consumo.
Um estudo de 20.000 indivíduos revelou que um em cada três holandeses reduziu o número de bifes e hambúrgueres no ano passado, segundo pesquisa da Nu .
Alimentos à base de plantas são cada vez mais populares: dois por cento dos participantes se dizem vegetarianos e um por cento são veganos.
Novamente, as questões de bem-estar animal e do planeta foram os principais motivadores para aqueles que optaram abandonar o consumo de carne. Cerca de 90% dos vegetarianos e veganos disseram que a crueldade animal era a principal razão para evitar a carne.
A questão ambiental é a principal razão pela qual os consumidores reduzem a ingestão de carne. Cerca de 50% dos consumidores de carne também citaram o bem-estar animal como uma preocupação – o que é bastante contraditório, como já mencionou a cantora vegana Miley Cyrus.
Carne vegana na Holanda
As opções veganas e vegetarianas de carnes estão se tornando mais populares entre os holandeses. Nos primeiros 11 meses de 2018, 97 milhões de euros foram gastos em carnes sem originam animal, destacou a DutchNews.
Em março, a “Semana Nacional Sem Carne da Holanda” será realizada pela segunda vez. A campanha anual incentiva as pessoas em todo o país a abrir mão da carne por razões éticas, ambientais e de saúde.

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De acordo com a organização por trás da iniciativa, todos os adultos que deixam de comer carne durante a semana economizam 770 gramas de carne animal, 130 litros de água e o impacto ambiental equivalente de 76 quilômetros de direção. As informações são do DutchNews.
O Conselho de Infra-estrutura Ambiental dos Países Baixos, que oferece soluções políticas, também reconheceu o potencial de uma dieta baseada em vegetais e recomendou que, por razões de sustentabilidade e saúde pública, o governo e o parlamento devem ajudar os cidadãos a cortar a carne.
“Uma dieta mais saudável terá um impacto positivo nos custos dos cuidados de saúde, enquanto uma dieta mais sustentável beneficiará o ambiente natural e humano” , escreveu o Conselho.
Segundo o LiveKindly, em resposta ao crescente interesse, a cadeia de supermercados Spar Supermarket, fundada pelos holandeses, acaba de lançar sua própria linha vegana com mais de 100 produtos, incluindo carne à base de vegetais e sorvete sem laticínios.
Outra cadeia de supermercados, chamada Jumbo Foodmarkt, acrescentou várias prateleiras dedicadas a produtos veganos.