Indústria madeireira ameaça florestas e animais selvagens no Congo

Foto: Wildlife Conservation Society

Foto: Wildlife Conservation Society

Um novo estudo diz que as florestas tropicais da África Ocidental Equatorial estão diminuindo cada vez mais sob a pressão da extração de madeira, caça e aos demais distúrbios associados a essas atividades.

Publicando na revista Frontiers in Forests and Global Change, pesquisadores do Lincoln Park Zoo, da Wildlife Conservation Society e da Washington University em St. Louis descobriram que a construção de estradas pelas madeireiras havia acelerado nas últimas duas décadas causando um declínio terras florestais na região.

O aumento da imigração humana e a degradação dos recursos naturais seguem no rastro dessa expansão das estradas.

Pesquisadores, incluindo Crickette Sanz, professor associado de antropologia biológica em Artes e Ciências, documentou os primeiros casos de incursões de elefantes na região do Triângulo Goualougo no Parque Nacional Nouabalé-Ndoki – considerado o bloco mais intocado da floresta remanescente em toda a bacia do Congo.

Isso coincidiu com a chegada de estradas e o desmatamento ativo na floresta adjacente. O aumento do acesso a terras florestais intactas que facilitam a caça gera preocupação e aumenta os desafios para as autoridades encarregadas de proteger a vida selvagem na África Ocidental Equatorial.

Paisagens florestais intactas (IFLs) são florestas e mosaicos associados sem distúrbios humanos, como infra-estrutura. A grande maioria dos IFLs encontrados na República do Congo está localizada no norte do país, que também é habitada por extraordinária biodiversidade, incluindo chimpanzés e gorilas das planícies ocidentais.

As florestas do norte do Congo também são compostas de povoamentos ricos em madeira, cuja exploração indiscriminada e a ganância pelo lucro fácil atrai a ocupação humana para região.

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Cosméticos veganos são a mais nova tendência na indústria da beleza

Foto: We heart living

Foto: We heart living

Um estudo realizado pela equipe responsável pela ferramenta de busca de beleza “Cosmetif” como parte de um estudo já em andamento sobre o surgimento de tendências de beleza consciente, descobriu que as mulheres britânicas tem dado preferência aos cosméticos veganos mesmo sem ser veganas.

Os resultados mostraram que 56% das mulheres britânicas estão comprando produtos de beleza veganos, mas 39% desse grupo não se identificam como veganas.

Para a pesquisa, a Cosmetify questionou mais de 2.200 mulheres com idades entre 18 e 45 anos, todas que usam maquiagem regularmente.

Verificou-se que quase uma em cada 10 mulheres optou propositadamente por comprar apenas produtos de beleza veganos. Em torno de 44% delas disseram que estariam preparados para pagar mais por produtos de beleza “conscientes”, e a maioria das mulheres (62%) declarou que seus hábitos conscientes de compra de beleza mudaram significativamente nos últimos cinco a 10 anos.

Em termos de hábitos de compra consciente/ética em cosméticos, as entrevistadas foram questionadas sobre o tipo de produtos que compram com mais frequência: o orgânico foi o mais popular (68%), depois o natural (61%) e os veganos (49%). Enquanto apenas 9% admitiram apenas comprar produtos veganos, 47% disseram que o fazem mais do que costumavam fazer antes (comprar produtos de beleza veganos), fazendo desta a mais popular tendência ascendente da beleza.

Curiosamente, dos 56% das entrevistadas que admitiram comprar produtos veganos o tempo todo ou mais do que costumavam, quase dois quintos (39%) revelaram que elas mesmas não eram realmente veganas.

Falando sobre as conclusões do estudo, Isa Lavahun, Gerente de Marca Digital da Cosmetify.com, disse: “Muitas das tendências atuais na indústria da beleza são impulsionadas pela beleza consciente, especialmente quando se trata de produtos orgânicos, veganos e naturais. Isso coincide com a rápida mudança nas escolhas de estilo de vida e que os consumidores são mais eticamente conscientes do que nunca. A informação é a chave para mudar, por isso as marcas de beleza precisam ser mais transparentes sobre como fazem e distribuem seus produtos. É ótimo ver consumidores questionando determinadas embalagens e que movimentos como “livre de plástico” estejam ganhando força e popularidade”.

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Ascensão do veganismo afeta fazendas de criação diminuindo a demanda por carne

Foto: Adobe

Foto: Adobe

Com a maior conscientização da população sobre a crueldade animal envolvida na produção de carne e nas fazendas de criação de animais, a indústria da carne tem sofrido golpes no mundo todo. O último exemplo disso são os produtores de carne em Bristol (Inglaterra) que, de acordo com especialistas, já estão sentindo o impacto causado pela ascensão do veganismo e queda da demanda.

Alex Demetriou é o diretor administrativo da Regency, que abastece a indústria de catering (distribuição de carne) do Reino Unido. Ele diz que a demanda por carne de bois e vacas caiu 5% em relação ao mesmo período do ano passado.

Ele citou vários fatores para o declínio, incluindo o impacto do iminente Brexit (saída da Inglaterra da União Europeia), e o aumento nos estilos de vida vegetariano e vegano.

Movimento vegano

“Parece que isso foi impulsionado pelo movimento vegano, vegetariano e flexitário, que está se tornando cada vez mais popular como uma escolha de estilo de vida, em vez de qualquer tipo de tendência passageira”, disse Demetriou ao Bristol Live.

Hambúrguer vegano da Beyond Meat | Foto: Beyond Meat

Hambúrguer vegano da Beyond Meat | Foto: Beyond Meat

“Houve um aumento na demanda no primeiro trimestre por causa de toda a incerteza em torno do Brexit e do impacto potencial nos mercados de carne bovina se tivéssemos saído da UE no final de março, como planejado”.

Produtores de carne no vermelho

De acordo com o periódico do setor de produção Farmers Weekly, os problemas para os produtores de carne de bois e vacas se espalharam para além de Bristol.

Ela afirma que a queda na demanda é resultado do fato de os consumidores receberem “uma variedade de mensagens negativas sobre carne vermelha, incluindo advertências sobre obesidade, câncer e o efeito da criação de animais sobre o meio ambiente”.

Mensagens que inclusive – faça-se um adendo – são estudos divulgados pela mídia contendo informações corroboradas por especialistas, tanto médicos, como cientistas e pesquisadores.

Ele diz que isso está levando à queda da demanda nos setores de varejo e hospitalidade, e cita Sam Chesney, presidente do conselho de carne de boi e cordeiro da Ulster Farmers Union: “Eu diria que a maioria dos produtores de carne está definitivamente no vermelho no momento”.

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Investigação revela tortura sofrida por elefantes e macacos na indústria do turismo

Foto: PETA

Foto: PETA

Uma investigação recentemente divulgada sobre indústria de turismo animal revelou os graves abusos e exploração de animais na Tailândia.

As imagens foi feita pela ONG PETA na Samutprakarn Crocodile Farm and Zoo

Abuso de animais

O vídeo mostra elefantes – incluindo um bebê – presos por correntes pesadas e extremamente curtas. Manipuladores (mahouts) são mostrados espetando os animais com ferramentas criadas especialmente para “treiná-los” que tem pontas de metal afiadas em forma de gancho (bullhooks) para forçá-los a dar passeios e executar truques antinaturais, deixando-os com feridas sangrentas.

Elefantes são vistos continuamente balançando para frente e para trás, um sintoma de sofrimento psicológico, como resultado de serem incapazes de interagir uns com os outros.

De acordo com a PETA, os investigadores e também testemunhas oculares da ONG encontraram animais, incluindo um tigre, um chimpanzé e um orangotango, usados como adereços para fotos de turistas, e mantidos em gaiolas apertadas e insalubres entre uma foto e outra.

Violência e privação

“Os animais deste zoológico tailandês não vêem nada além de concreto, correntes e gaiolas”, diz o vice-presidente de campanhas internacionais da PETA Asia, Jason Baker.

“A PETA está convocando viajantes e turistas do mundo todo a ficar longe de qualquer instalação que condene animais selvagens a uma vida miserável de violência e privação”.

A investigação segue um grande relatório da National Geographic que expõe a crueldade na indústria de turismo animal.

Guia turístico afunda filhote de elefante no mar para turistas tirarem fotos

Foto: Viral Press

Foto: Viral Press

A exploração dos elefantes pela indústria de turismo nos países em que a espécie habita é notória e vergonhosa. Abusos de toda espécie são noticiados diariamente com animais tendo que fazer truques para plateias, pintar quadros com a tromba, dançar e até dirigir quadrículos.

O último ato de violência contra os elefantes, movido pela indústria do turismo, foi protagonizado por um guia turístico foi filmado afundando um bebê elefante no mar para que uma turista que também estava na praia pudesse tirar fotos do animal.

O mahout (nome dado aos manipuladores de elefante) arrastou o filhote para o oceano em Phuket, no sul da Tailândia, em 14 de maio, após os dois turistas pagarem por passeios ao lado dos animais, elefantes são explorados.

Um homem é visto no vídeo, tirando selfies enquanto estava sentado em cima de um elefante adulto que estava ao fundo com água até os joelhos no mar.

Uma mulher usando um biquíni branco – que provavelmente estava de férias – tirou fotos do bebê elefante preso pelo guia no mar.

O elefante bebê parecia nervoso e desconfortável na água, mas o mahout colocou as mãos no pescoço do elefante e o empurrou de volta para o mar, prendendo-o.

Quando o filhote acenou com a tromba em aparente desconforto, o mahout colocou a mão na cabeça do animal enquanto continuava a prendê-lo na água.

Foto: Viral Press

Foto: Viral Press

O comportamento cruel praticado conta o filhote era uma tentativa de manter o elefante imóvel para que o turista pudesse tirar uma foto dele no mar, segundo informações do Daily Mail.

Ela bate a foto do elefante bebê e em seguida, vira a câmera em direção ao seu parceiro, que está montando o outro elefante, porém adulto.

A cena provocou revolta dos defensores dos direitos animais que afirmaram que além de ser uma violência levar os elefantes contra a vontade para o mar também danificou os recifes de corais na área.

Thammarat Suwannaposri do Spotlight Phuket disse: “Os elefantes eram parte da atração turística organizada por um restaurante próximo e eles não pediram permissão para fazê-lo”.

“A praia é muito rochosa, mas está cheia de antigos recifes de coral, cuja retirada não foi autorizada de acordo com a lei. Mas eles trouxeram um profissional para escavar e limpar a área, para que esses elefantes pudessem entrar na água e posar para fotos com os turistas”.

“O que eles fizeram foi considerado ilegal e deveriam ser punidos por destruir o meio ambiente e abusar dos animais”.

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Comissão aprova projeto que proíbe uso de coleiras de choque no adestramento de animais

Por David Arioch

O projeto será encaminhado para as Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Foto: Getty)

Na quarta-feira, a Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria, Comércio e Serviços da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 1113/19, que proíbe a comercialização e uso de coleiras de choques no adestramento de animais.

De autoria do deputado Célio Studart (PV-CE), a proposta foi acolhida pelo deputado e relator do projeto Emanuel Pinheiro Neto (PTB-MT), que classificou como cruel o uso de coleiras de choque.

“Não há justificativa que permita a comercialização de produtos dessa natureza, em contraponto a outros mais amigáveis que podem ser utilizados na finalidade educativa a que se propõe”, argumentou.

O projeto será encaminhado para as Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável e depois para a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.


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Preocupações com o bem-estar animal têm impacto de mais de 3 bilhões de dólares na indústria de carne

Foto: Livekindly/Foto

Foto: Livekindly/Foto

Com um ativismo jovem, corajoso, ousado e incansável o movimento em defesa dos direitos animais e o veganismo crescem e se espalham cada vez mais e ao contrário do que a indústria de carne imaginava, não vão desaparecer com o tempo ou se intimidar, na contramão disso, ele cresce cada dia mais e quem se intimida são os criadores e exploradores de animais.

Na outra ponta do debate, Jacqueline Baptista, gerente de envolvimento comunitário na Meat and Livestock Australia (MLA), falou em uma recente reunião da Federação de Fazendeiros de Victoria, em Darnum, Victoria (Austrália), sobre “desafiar o crescente movimento vegano”, informa a ABC. Baptista conversou com mais de 30 produtores de carne, laticínios e ovelhas no encontro.

A agropecuária – atualmente avaliada em 15 bilhões de dólares – deverá sofrer uma perda de 3,8 bilhões até 2030, e 84% dela é resultado do fato dos produtores não se adaptarem às mudanças que tem ocorrido nas atitudes dos consumidores envolvendo o bem-estar animal, disse ela.

“Não podemos mudar o que as pessoas escolhem para comer, se preferem comer legumes, ou vegetais, carne vermelha ou não – essa é a escolha individual de cada um e respeitamos isso”, disse Baptista.

“Na verdade, temos um problema com o comportamento e as campanhas dos ativistas”, disse ela. “Invasões agrícolas são obviamente um problema sério para nós”.

Ativistas realizaram invasões em fazendas e protestos pacíficos em toda a Austrália para conscientizar as pessoas sobre a crueldade envolvida nas indústrias de carne, laticínios e ovos.

Foto: Livekindly/Foto

Foto: Livekindly/Foto

Muitos desses protestos encorajam o público a assistir “Dominion”, um documentário que investiga o “lado negro da criação de animais industrial” através do uso de câmeras escondidas e drones aéreos.

Baptista observou que a MLA, uma autoridade pública que fornece pesquisas para o mercado de carne do país, quer “proteger nossos produtores”.

Ela afirmou que as questões subjacentes aos protestos não desapareceriam. “Passamos décadas pensando que essa ameaça desapareceria, ou mudaria, ou seria apenas uma espécie de grupo ativista de esquerda que sumiria magicamente e lidamos com isso de maneiras diferentes”, disse ela.

“Um deles foi ignorá-los e esperar que eles fossem embora, outra tática foi agressiva ou defensiva – nenhuma dessas atitudes realmente funcionou muito bem para nós como indústria”, disse Baptista.

Ela incentivou a indústria a ser mais transparente sobre suas práticas e encontrar “o método de entrega que as pessoas querem”.

Em um comunicado, a ONG Animal Liberation Victoria, um grupo independente e sem fins lucrativos de direitos animais, disse que “ficaria feliz em ver a indústria se abrir sobre suas práticas”, mas afirmou que “a trajetória do movimento vegano” não está diminuindo.

“O movimento dos direitos animais é jovem e só está ficando cada dia mais forte”, disse ela.

Animal Liberation Victoria acrescentou: “Com a disponibilidade cada vez maior de proteína de carne vegetal, que o próprio MLA reconhece que ‘é cada vez mais semelhante à carne’, na aparência, sabor e até mesmo cheiro” – bem como a crescente consciência de questões éticas na pecuária, e a destruição causada ao nosso meio ambiente, o movimento, sem dúvida, continuará a crescer ”.

Crocodilos têm o pescoço cortado e a pele arrancada para fazer bolsas

Foto: PETA

Foto: PETA

Uma investigação realizada pela ONG PETA expôs o sofrimento desses animais em fazendas de criação de répteis nos EUA e na África, e agora o depoimento de uma testemunha revela a horrível realidade de dezenas de milhares de crocodilos no Vietnã, criados e violentamente mortos para fazer bolsas de couro de luxo vendidas em todo o mundo.

Duas das fazendas investigadas são responsáveis pelo fornecimento de peles de crocodilo para a empresa controladora da Louis Vuitton, a LVMH, e “algumas das maiores marcas de moda”, de acordo com um proprietário de fazenda.

As imagens mostram o que consumo de bolsas de pele de crocodilo, cintos, sapatos ou pulseiras de relógio podem estar apoiando e, em seguida, e a necessidade urgente de medidas para ajudar a parar este abuso.

Foto: PETA

Foto: PETA

Trabalhadores eletrocutam os crocodilos, e em seguida, tentam matá-los cortando seus pescoços e enfiando espetos e hastes de metal em suas colunas vertebrais. Os animais tremem vigorosamente enquanto isso acontece.

A perna de crocodilo pode ser vista levantando-se depois que ele foi aberto. Então os trabalhadores o deixam para sangrar até a última gota.

Este método de morte cruel há muito se mostra desumano, e especialistas descobriram que os crocodilianos permanecem conscientes por mais de uma hora depois que sua medula espinhal foi rompida e seus vasos sanguíneos cortados.

Foto: PETA

Foto: PETA

Um especialista em répteis que assistiu a cenas dos crocodilos sendo mortos e disse que “as incisões no pescoço dos animais teriam sido muito dolorosas e desumanas”, e “não há probabilidade de que esses animais ‘morram instantaneamente’”.

A investigação mostra no vídeo os trabalhadores levando os crocodilos para uma sala adjacente onde eles cortam sua pele – um processo que leva de 15 a 20 minutos por animal. Imagens mostram que um crocodilo continuou a se mover depois de ser esfolado.

A equipe de investigadores visitou uma fazenda que contém dezenas de milhares de crocodilos e mata 1.500 deles a cada três meses. Nesta fazenda – que fornece peles para Louis Vuitton – cerca de 5 mil crocodilos eram mantidos em pequenos recintos de concreto – alguns mais estreitos do que o comprimento de seus corpos, onde os animais mal podiam se mexer.

Foto: PETA

Foto: PETA

Um dos investigadores foi informado de que eles são mantidos nessas condições, o que um especialista em répteis chamou de “excessivamente restritivo, desestimulante e desumano” para animais de grande porte como os crocodilos, que chegam a fica confinados por 15 meses antes de finalmente serem mortos.

Nesta fazenda e outra que fornece peles para a LVMH, crocodilos foram colocados em poços de concreto. Quando vários animais são alojados juntos, é provável que resultem agressões e ferimentos, e estes geralmente levam a infecções e doenças. Um crocodilo estava sem cauda.

Foto: PETA

Foto: PETA

Depois que os crocodilos foram abatidos, os trabalhadores cortaram e arrancaram a pele – tudo apenas para fazer bolsas de luxo, carteiras e outros itens a serem vendidos pela Louis Vuitton e outras marcas.

A PETA expôs a crueldade em fazendas de répteis em três continentes, e a história é sempre a mesma: confinamento severo e fechado e uma morte violenta. Antes de comprar itens feitos de peles de animais, é mandatório, parar e pensar nos animais de onde esses itens vieram e em seu intenso sofrimento.

A conscientização tem como objetivo alertar a população para que não apoiem essa crueldade com suas compras.

Bezerros machos são mortos cruelmente na frente uns dos outros

Foto: L’association PEA - Pour l’Égalité Animale

Foto: L’association PEA – Pour l’Égalité Animale

Uma investigação secreta realizada pela ONG suíça PEA (Pour l’Égalité Animale) no matadouro de Moudon, no Cantão de Vaud, na Suíça, revela como os filhotes de vacas estão sendo mortos de forma cruel, na frente uns dos outros.

De acordo com a PEA, esta instalação de morte abastece empresas como a HappyMeat, que afirma ser uma “solução ética” para os consumidores de carne (abate humanitário).

Por que eles estão matando bebês?

Matar bezerros parece cruel demais para a maioria das pessoas, afinal, eles são apenas bebês. No entanto, matar bezerros do sexo masculino é uma parte essencial da produção de laticínios, uma medida assassina que todas as fazendas leiteiras praticam.

Isso ocorre porque as vacas, como todos os mamíferos, só podem produzir leite após o parto (para amamentar seus bebês). Assim como os humanos ou os cães, as vacas mães acabam parando de produzir leite e só voltam a amamentar se derem à luz mais uma vez.

Bezerros do sexo masculino são inúteis para fazendas leiteiras.

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

Fazendas de laticínios, incluindo fazendas pequenas e familiares, têm que rotineiramente deixar as vacas grávidas para que o leite continue a fluir.

Para evitar que os bebês sejam amamentados, eles levam os filhotes para longe de suas mães logo após o nascimento. Isso é feito para que os bebês não bebam o leite que as fazendas estão interessadas em vender.

Metade dos bebês que nascem em fazendas de leite são do sexo masculino.

Infelizmente, os bezerros do sexo masculino são mortos ainda muito novos, já que não serão capazes de produzir leite e deixá-los viver por mais de alguns meses não é lucrativo.

Foto: L’association PEA - Pour l’Égalité Animale

Foto: L’association PEA – Pour l’Égalité Animale

O que pode ser feito para ajudar essas vacas?

A fim de ajudar mais animais a escapar de um destino de morte ou uma vida de sofrimento, o veganismo é a solução mais ética e compassiva possível. Ao abrir mão do consumo de produtos e origem animal, estamos poupando animais ao mesmo tempo que melhoramos nossa saúde e ainda contribuímos para a conservação do planeta.

Denúncias nos Estados Unidos

Um vídeo filmado pela The Humane Society dos Estados Unidos mostrou um dos métodos cruéis usados pelas fazendas leiteiras para matar bezerros machos.

A filmagem denunciou operários em uma fazenda na Flórida que atiram na cabeça dos bezerros e os deixam morrendo lentamente e sangrando em uma vala.

De acordo com a fazenda, cada bezerro recebe apenas uma bala para economizar custos.

Os bezerros machos, de apenas um dia de idade, são mortos já que nunca produzirão leite e são assim considerados inúteis na indústria de laticínios.

Algumas fazendas deixam os bezerros viverem por alguns meses para matá-los e consumir carne de vitela.

Como as vacas só podem produzir leite após o parto, elas são constantemente forçadas a engravidarem.

Dessa forma, enquanto as fêmeas são destinadas a uma vida de exploração, um número alto de bezerros machos também nascem e são mortos diariamente na indústria.

Elefante bebê desmaia de exaustão ao acompanhar a mãe que levava turistas nas costas

Foto: Daily Mail/Reprodução

Foto: Daily Mail/Reprodução

O filhote de elefante que perdeu os sentidos estava preso por uma corda ao corpo de sua mãe que levava turistas nos famosos e cruéis “passeios de elefantes” nas costas, relatos afirmam que o animal estava há horas andando no calor sufocante e teria caído de exaustão.

Os elefantes são explorados indiscriminadamente pela indústria do turismo na região, o incidente ocorreu no leste da Tailândia, na semana passada.

Acredita-se que o animal tenha cerca de um ano de idade e foi amarrado à sua mãe pelo pescoço com um pedaço de corda, os dois estavam na cidade de Pattaya, na Tailândia.

No vídeo, filmado por uma turista que ficou comovida pela situação, pessoas podem ser ouvidas dizendo “que horror, ele está cansado” quando o bebê desmorona no chão com o sol a pino e as temperaturas já se aproximando dos 40C.



Ele então se levanta e corre para acompanhar o elefante adulto pelo Nong Nooch Tropical Gardens.

De acordo com a turista, que não quis ser identificada, o bebê elefante parecia estar exausto de tanto andar pela área em busca de turistas que pagam para passear nas costas de sua mãe.

Ela disse: “Há muitos filhotes de elefantes amarrados às mães que são exploradas carregando turistas às costas, essas pessoas alienadas estão apenas curtindo sob o calor do sol, enquanto esses pobres animais estão sofrendo”.

“Esse filhote de elefante estava tão exausto que você pode ver nas imagens a mãe consolando-a e encorajando-a a ficar de pé”.

Foto: Daily Mail/Reprodução

Foto: Daily Mail/Reprodução

A turista é uma trabalhadora e migrante filipina no país vizinho da Tailândia: Myanmar, onde é professora.

Ela estava com amigos passando férias na área quando o incidente aconteceu.

A responsável pela filmagem acrescentou: “Estou apenas preocupada com os elefantes e quero garantir que seu bem-estar seja garantido”.

Um porta-voz do Nong Nooch Tropical Gardens negou hoje que o elefante estivesse cansado ou sendo maltratado.

Eles disseram: “Todos os elefantes são saudáveis e muito bem tratados. Se houver um problema, eles são examinados por veterinários. Todos os bebês aqui são saudáveis”.

Foto: Daily Mail/Reprodução

Foto: Daily Mail/Reprodução

No começo do mês, um bebê elefante apelidado de Dumbo morreu em um show em Phuket, no sul da Tailândia, o animal ficou tão esquelético que suas pernas quebraram durante a apresentação.

O animal de três anos de idade, que era forçado a realizar até três apresentações por dia, foi fotografado com aspecto doentio e sofria de uma infecção antes de desmaiar.

Seus detentores o levaram para uma clínica veterinária em 17 de abril, onde um exame mostrou que ele havia quebrado as duas patas traseiras e morreu três dias depois.

Sofrimento e morte

Não são raros os casos de elefantes obrigados a pintar, saltar, dirigir quadriciclos, se equilibrar sobre duas patas, fazer poses antinaturais, jogar água em turistas e ostentar tintas e enfeites religiosos em seus corpos na Ásia.

Toda e qualquer imposição sobre a vontade desses animais sencientes é uma violência e um atentado à sua dignidade e liberdade.

Elefantes nasceram livres, são animais altamente sociais, capazes de vínculos profundos, que vivem em estruturas familiares e tem uma das maiores capacidades de cognição do reino animal.

Com uma inteligência incomparável e sensibilidade profunda esses animais padecem sob o jugo de uma humanidade ambiciosa e bárbara que os explora até as últimas consequências, rouba e ocupa seus habitats, os caça por suas presas de marfim, vende seus filhos, os escraviza, e da qual na maioria das vezes, só conseguem se ver lives com a morte.