Estima-se que 99% dos animais criados nos EUA estejam vivendo atualmente em fazendas industriais, de acordo com uma análise do Sentience Institute (SI).
O que significa sofrimento, maus-tratos, cativeiros minúsculos, privação de sol e liberdade entre outras violências que os animais sofrem submetidos à indústria do lucro e da ambição humanos.
O estudo de onde a informação foi trada, utiliza dados do USDA Census of Agriculture de 2017, que foi divulgado este mês, estima-se que 70,4% das vacas, 98,3% dos porcos, 99,8% dos perus, 98,2% dos frangos criados para os ovos e mais de 99,9% dos frangos criados para a carne são criados em fazendas industriais.
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A SI também afirma que praticamente todas as fazendas de peixes dos EUA são adequadamente descritas como fazendas industriais – embora haja dados limitados sobre as condições das fazendas de peixes e nenhuma definição padronizada.
Pesquisas globais também conduzidas pela organização sem fins lucrativos SI, sugerem que mais de 90% dos animais cultivados no mundo vivem em fazendas industriais.
Ultraje público
“Apesar da indignação pública em relação ao bem-estar animal e as conseqüências ambientais da agropecuária industrial, este ainda é o sistema predominante na criação de animais”, disse o diretor executivo Kelly Witwicki em referência a uma pesquisa de 2017 realizada pela SI.
Foto: MSPCA
“O público tem sido capaz de empurrar a indústria a fazer algumas mudanças na direção certa, por exemplo, começando a tirar galinhas poedeiras de gaiolas, mas infelizmente temos visto pouca mudança na porcentagem de animais que vivem em fazendas industriais em anos recentes”.
Uma catástrofe moral
Witwicki acrescentou: “Entre o sofrimento desses animais e os impactos devastadores da agrpecuária em nosso clima e na sustentabilidade do sistema alimentar, essa é uma catástrofe moral que não podemos mais negligenciar”.
A Banyan Hill, uma fonte on-line de informações sobre ações e investimentos, comentou sobre o contínuo e muito comentado declínio da indústria de laticínios, apontando que o mercado de bebidas à base de amêndoas (leite) vem crescendo na mesma medida e citando especificamente o leite de amêndoas como a “tendência número 1 em alternativas ao produto de origem animal”.
O artigo de Banyan Hill dá o exemplo de um vídeo postado nas mídias sociais na semana passada, mostrando um produtor de leite de Minnesota (EUA), falando de forma honesta sobre as dificuldades financeiras enfrentadas em uma fazenda leiteira moderna.
O vídeo recebeu mais de 400 mil visualizações até agora, a publicação vem de encontro ao declínio acentuado que o site de investimentos descreve como o “desmantelamento” da indústria de laticínios. Em 2017, a renda média de um produtor de leite era de 43 mil dólares e agora esse produtor ganha menos de 15 mil dólares.
A indústria de laticínios está em declínio constante há anos; de acordo com a Dairy Farmers of America (DFA), as vendas de leite caíram cerca de 1,1 bilhão de dólares no ano passado. Ao mesmo tempo, estima-se que o mercado de alternativas lácteas ultrapasse 37,5 bilhões de dólares até 2025, de acordo com um novo relatório de pesquisa da Global Market Insights.
Vários produtores de leite no estado da Califórnia (EUA), por exemplo, estão aparentemente se adaptando a esse “desmantelamento” do setor, ao fazer uma transição para a produção de amêndoas, de acordo com o artigo.
O Presidente e CEO da Almond Board of California, diz que os produtores de leite estão agora “diversificando-se e investido em amêndoas” como o caminho mais lucrativo.
Geoff Regier e alguns outros socorristas estavam resgatando e salvando galinhas de uma fazenda em Abbotsford, British Columbia, Canadá.
A primeira coisa que eles notaram foi o cheiro. Então, pelo brilho das lanternas, conseguiram identificar os pássaros.
Regier se abaixou e pegou no colo uma galinha muito frágil. Até pouco tempo atrás, quando foi resgatada ela estava coberta de fezes e severamente desidratada, disse Regier ao The Dodo.
Foto: Animal Justice
“Suas unhas estavam absurdamente grandes e seus pés deformados por terem passado toda a sua vida em pé no chão de uma gaiola de criação de aves em escala industrial”.
“A ave estava tão fraca e magra que foi uma luta para que ela apenas conseguisse manter o equilíbrio e ficar em pé”, acrescentou ele.
Ficou claro para Regier que a pequena galinha sem penas, mais tarde batizada de Penny, não sobreviveria se a deixassem para trás.
Foto: Animal Justice
Próximo a ela havia um “ovo gelatinoso” caído no chão, nome dado aos ovos que as galinhas botam sem casca. “Ela estava tão deficiente em cálcio pela intensa produção de ovos que seu corpo tinha feito, que não tinha o cálcio suficiente para produzir uma casca para o óvulo”, disse Regier.
“Com pouco mais de um ano de idade, aquela galinha severamente explorada havia chegado ao fim de sua vida útil para a indústria de ovos”.
Regier imediatamente levou Penny e algumas outras galinhas de aparência doentia ao veterinário. Penny foi colocada em um regime de antibióticos, desparasitação medicamentos e suplementos vitamínicos e de cálcio. Regier tentou limpá-la o melhor que pôde, mas Penny estava fraca demais para suportar um banho completo.
Foto: Animal Justice
Depois de alguns dias de descanso em um ambiente especial aquecido, Penny começou a recuperar sua força. Mas a vida na fazenda a deixara com medo das pessoas.
Regier fez o melhor que pôde para ganhar sua confiança – e, quando as penas de Penny começaram a crescer, sua personalidade também floresceu.
“Penny passou de uma galinha medrosa a tolerante a mostrar claramente que preferia minha companhia”, disse ele.
Um ano depois de passar por toda aquela provação, e Penny esta irreconhecível: da galinha careca encontrada no fundo da lama, ela se tornou uma ave plena, bela e garbosa. Mas não é apenas a aparência dela que mudou.
Foto: Animal Justice
Penny é obcecada por seu pai e insiste em segui-lo aonde quer que ele vá. Ela até exige compartilhar sua cama, em vez de dormir em um galinheiro como as outras galinhas resgatadas.
“Quando vou para a cama, ela me segue para a cama e dorme lá agora”, disse Regier. “Todas as manhãs, por volta das 7h30, ela começa a espiar para me avisar que está pronta para sair. Quando eu levanto ela me segue para fora do quarto até a porta da frente, que eu abro para deixá-la sair”.
Penny passa seus dias no quintal, socializando com as outras galinhas, tomando banho de sol e arranhando a terra atrás de insetos. Mas quando o pai dela está por perto, Penny nunca fica muito atrás.
Foto: Animal Justice
“Se eu chamar o nome dela, ela vem correndo. Se estou trabalhando no quintal, ela está bem ao meu lado “, disse Regier.
“Todas as noites, antes de o sol se pôr, Penny vem até a frente da casa e começa a cacarejar para me avisar que ela está pronta para entrar. Ela vai se sentar ao meu lado no sofá enquanto eu trabalho no meu laptop ou assisto TV. Quando vou para a cama ela segue”.
“Penny ainda fica nervosa com a proximidade de novas pessoas”, ele acrescentou, “mas ela está ganhando confiança a cada dia”.
Elefantes no parque nacional de Hwange no Zimbábue | Foto: Philimon Bulawayo/Reuters
Os países Zimbábue, Botsuana e Namíbia fazem um novo apelo a um órgão de fiscalização global para suspender as medidas restritivas ao comércio de marfim cru.
A convenção da Cites, proíbe o comércio não regulamentado envolvendo espécies ameaçadas de extinção em todo o mundo.
Os três países da África do Sul, que abrigam 61% dos elefantes do continente, farão sua solicitação para a mudança na próxima conferência da Cites, em Colombo, no Sri Lanka. O último apelo para a suspensão das medidas, na conferência Cites de 2016 na África do Sul, foi rejeitado.
De acordo com o Ministério da Informação do Zimbábue, são quase 13 anos desde a última venda comercial de marfim do país. “Nosso estoque de marfim vale mais de 300 milhões de dólares, o que não podemos vender porque países que não possuem elefantes estão dizendo àqueles que os tem, o que fazer com seus animais”, disse Nick Mangwana, secretário permanente do ministério.
Há um clamor crescente sobre a proibição, e os movimentos para suspendê-la alegam que vão conseguir fundos para a conservação das espécies.
Crianças locais perseguem um trator carregando um elefante morto para sua aldeia | Foto: Gemma Catlin/Rex Features
O Zimbábue também fará um apelo separado na conferência para a permissão de vender alguns de seus elefantes, à medida que o conflito entre pessoas e a vida selvagem aumenta.
O país tem uma população de elefantes em expansão, que está cada vez mais em contato com as pessoas. Cerca de 200 pessoas morreram de ataques de elefantes nos últimos cinco anos.
Estima-se que 40% dos casos envolveram elefantes invadindo comunidades humanos em busca de água. Só neste ano, quatro pessoas foram pisoteadas, de acordo com o departatamento de Gestão de Parques e Vida Selvagem do Zimbábue (Zimparks).
O Zimbábue tem 85 mil elefantes, mas os parques nacionais e áreas de conservação do país só conseguem lidar com 55 mil.
Aldeias em áreas de baixa altitude perto de grandes parques de caça como Hwange e Gonarezhou reclamaram de incursões feitas por animais selvagens.
A Zimparks informou que fazendeiros que vivem perto de áreas de preservação perderam mais de 7 mil hectares de cultivos para elefantes que se desviaram.
Encurralados ao terem seus habitats naturais invadidos por ocupações humanas os animais são cada vez mais espremidos em terrenos menores o que causa o conflito humanos X elefantes.
Uma crescente população humana, por sua vez, levou as pessoas a invadirem parques de caça, florestas e outros ecossistemas em busca de terras.
Mokgweetsi Masisi, presidente de Botswana, entrega bancos feitos de pés de elefante aos seus partidários do Zimbábue, Zâmbia e Namíbia | Foto: The Guardian
O governo do Zimbábue está desenvolvendo uma política para limitar o conflito entre seres humanos e animais selvagens à medida que ele se move para aliviar o atrito sobre os recursos. As autoridades também querem ver as regras da Cites mais frouxas para que possam vender mais animais. Entre 2012 e 2018, o Zimbábue vendeu 98 elefantes, principalmente para a China.
Farawo disse que a seca induzida pelo El Niño estava ameaçando a vida selvagem, à medida que os veios de água se esgotavam. “Estamos enfrentando a seca. Como vamos cuidar desses elefantes? É por isso que estamos dizendo que os elefantes cuidem de si mesmos pedindo a suspensão da proibição do comércio”, disse ele.
Botswana também está considerando suspender a proibição de caçar elefantes para usar sua carne como fonte de alimentação. Enquanto o movimento foi recebido com críticas generalizadas de especialistas em conservação, o presidente do país, Mokgweetsi Masisi, diz que a caça impulsionaria o turismo ao mesmo tempo em que gerenciaria a população nacional de elefantes.
O elefante africano, o leão e o hipopótamo aparecem na “lista vermelha” da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN) de animais em risco de extinção, e precisam de maior proteção para que continuem a andar sobre o planeta.
Restaurantes que servem carne de cavalo não são novidade na Coréia do Sul, que tem esse tipo de estabelecimento tanto em variedade como em quantidade, mas agora o país ambiciona explorar esses animais indefesos de novas maneiras investindo pesado para se tornar um dos grandes participantes das corridas de cavalos internacionais. Os coreanos apostam mais de 8 bilhões de dólares por ano em corridas.
Assim como nos Estados Unidos, as corridas ocorrem principalmente em pistas de terra, assim sendo, a Korea Racing Authority (KRA,a sigla em inglês) importa centenas de cavalos americanos a cada ano para corridas e reprodução e criação de animais. Enquanto reproduz agressivamente os animais e traz sangue novo para “melhorar” os resultados das corridas sul-coreanas, o KRA descarta aqueles cavalos que se machucam ou que não conseguem vencer.
Restaurante de carne de cavalo | Foto: PETA
Um oficial da KRA afirmou em 2018 que dos 1.600 cavalos “aposentados” da indústria de corrida a cada ano, apenas 50 (ou cerca de 3%) são considerados adequados para outros usos “equestres”.
Para onde vai todo o resto? Carne de cavalo é vendida em restaurantes e mercearias, e gordura de cavalo ou “óleo” é usado em produtos de beleza. Os investigadores da PETA viajaram para Jeju, na Coréia do Sul, para expor o destino desses cavalos e seus descendentes.
Sentenças de morte
Os investigadores da PETA testemunharam filmagens de cavalos no maior matadouro de cavalos da Coreia do Sul em nove datas diferentes, entre abril de 2018 e fevereiro de 2019 e foram capazes de identificar 22 cavalos de corrida de raça pura.
Instalação destina à morte de cavalos | Foto: PETA
Um deles nasceu nos EUA, 19 tiveram pais americanos e 11 tiveram mães americanas. Suas idades variavam de quase 2 anos a 13 anos de idade quando foram mortos, com uma idade media de 4 anos entre os cavalos assassinados.
Seungja Yechan – Celebre o vencedor e coma o perdedor
Seungja Yechan significa “louvado seja o vencedor” em coreano – é o nome dado e que serve de pouco consolo para este filho da lenda americana Medaglia d’Oro, filmado no matadouro de Nonghyup em 8 de maio de 2018.
Marcas em seus ombros alertaram os investigadores sobre sua identidade. Os registros mostram que ele correu quatro vezes e foi eliminado de sua quinta corrida.
Ao contrário das meias-irmãs Rachel Alexandra e Songbird, que ganharam 3,5 milhões e 4,69 milhões de dólares, respectivamente, Seungja Yechan não ganhou um centavo (a menos que você conte os 17 dólares por quilo cobrado por sua carne no supermercado).
Foto: PETA
Disfarçada de esporte apenas mais uma indústria de morte por carne
Como parte integrante do Ministério da Agricultura, Alimentação e Assuntos Rurais (MAFRA), o KRA tenta ganhar o respeito mundial para Coréia do Sul como um sério país de corrida, ao mesmo tempo em que apoia o consumo de carne de cavalo.
O presidente da KRA afirmou em 2012: “Ao contrário de outros animais criados principalmente para comida, os cavalos podem atender a múltiplos propósitos. […]a carne é boa e vamos trabalhar em maneiras de encorajar as pessoas a comê-la no futuro”.
Um plano anual para fortalecer a indústria de equinos incluía a promoção de “carne de cavalo, cosméticos e outros produtos comerciais”.
Uma autoridade disse: “A criação de cavalos criará empregos, como treinadores de cavalos e veterinários. A carne de cavalo e outros produtos feitos a partir de cavalos estarão mais prontamente disponíveis ”.
Alguns dos cavalos que chegavam ao matadouro pareciam ter saído direto da pista; um deles, Cape Magic, chegou numa manhã de segunda-feira com uma grande atadura na perna. Registros mostraram que ele havia corrido na sexta-feira em Busan – e ele foi morto menos de 72 horas depois de terminar o dinheiro.
Outros cavalos nomeados de “puro-sangue” que a ONG viu no matadouro estavam sujos, magros, cobertos de lama, com os pelos emaranhados, ou doentes e abatidos. Depois de ver o filhote de 4 anos de idade Winning Design chegar em mau estado, os investigadores visitaram a fazenda da qual ela tinha acabado de vir.
De propriedade de uma família que também opera um restaurante de carne de cavalo, a fazenda confinou dúzias de cavalos todos sujos e desgrenhados em pequenas baias e barracas cheias de esterco.
O fedor de fezes predominava no ambiente. Um cavalo magro parecia gravemente doente – ela tinha um olho ulcerado, perda de pelo generalizada e feridas pelo corpo todo.
No matadouro, os investigadores da ONG ficaram chocados ao ver trabalhadores batendo nos cavalos com paus para fazê-los virar e sair dos caminhões e passar pela porta. Os cavalos se amontoavam, claramente em pânico, enquanto os homens os golpeavam, inclusive no rosto.
Embora toda morte de animais realizada por humanos seja total e inquestionavelmente condenável, como a sociedade pratica esse método cruel de alimentação e consumo, foram criados meios catalogados legalmente para que isso seja feito de forma a não causar mais sofrimento aos animais do que a prática em si.
O especialista em mortes comerciais de animais, Dr. Temple Grandin, assistiu ao filme e concluiu: “O manuseio dos cavalos durante a descarga do caminhão não é aceitável. Acertar um cavalo no rosto é abusivo. É óbvio que as pessoas que descarregavam os cavalos nunca tinham tido treinamento algum para realizar essa atividade”.
No interior do matadouro, os trabalhadores empurravam os cavalos até as rampas e pra dentro de uma caixa de morte destinada à bois e vacas. Um funcionário da Agência de Quarentena de Animais e Plantas disse ao jornal The Korea Observer: “Nós matamos os cavalos com o mesmo martelo que usamos para as vacas. As coisas podem ficar um pouco confusas se não desmaiarem no primeiro golpe”.
No entanto, além das óbvias diferenças anatômicas, os cavalos também são geralmente mais nervosos e ansiosos e podem se afastar quando uma arma vem na direção de sua cabeça. Cavalos inadequadamente contidos tornam muito difícil para o matador administrar um tiro certeiro.
Foto: PETA
Pior ainda, muitos dos cavalos chegaram aos pares, e o investigador viu a égua Royal Oak levar um tiro na frente de sua companheira, Air Blade, que teve que vê-la sendo jogada no ar pelo impacto.
Essa prática viola a Lei de Proteção Animal Coreana, e a PETA e um grupo de proteção animal coreano apresentaram uma queixa sobre isso e sobre os espancamentos ao Ministério Público do Distrito na cidade de Jeju.
A ambição irrefreável da KRA de elevar a qualidade das corridas sul-coreanas levou a entidade a importar mais de 3.600 cavalos americanos para corridas e reprodução nos últimos 10 anos. Na enorme instalação de criação do órgão e nas demais fazendas particulares em todo o país, cavalos machos são tratados como máquinas de sêmen, feitas para montar éguas várias vezes por dia na época de reprodução.
As éguas são amarradas, lavadas, tem a cauda presa no alto, lubrificadas e levadas a uma mesa especial de reprodução que as prende pelo peito. Os trabalhadores prendem as éguas pela boca com cordas torcidas pertadas firmemente para mantê-los no lugar.
Foto: PETA
Outros prendem botas de contenção nos pés traseiros das éguas, para que não possam ferir os cavalos chutando. Lesões parecem ser comuns.
Alguns maus-tratos denunciados pelos investigadores do PETA:
• A égua Catch Me Later, cujo pé traseiro esquerdo estava tão ferido que ela não podia colocar seu peso sobre ele para que os trabalhadores pudessem colocar uma bota de contenção em seu outro pé, ainda foi forçada a suportar o peso de um cavalo imenso chamado Coronel John durante a reprodução. Ela mancou terrivelmente quando os funcionários do local a levaram para fora do galpão de criação.
• O olho direito do cavalo Sadamu Patek estava inchado de uma maneira absurda, ulcerado e lacrimejando.
• A laminite (doença do pé) da égua Annika Queen era tão grave que ela mal conseguia andar, mas seus exploradores a fizeram amamentar um segundo potro além do dela. (Por causa de sua claudicação, ela não foi capaz de empurrar o outro potro)
Um gerente da fazenda disse que ela seria enviada para a morte quando não fosse mais necessária para amamentação.
Reflexão
Os horrores divulgados nessa matéria são responsabilidade de toda a humanidade e não apenas de um país. Nossas crenças especistas fazem com que acreditemos que a humanidade é superior aos animais e que por isso pode dispor deles como bem entender.
Animais são vidas, companheiros de planeta, tão dignos de respeito, amor e respeito como qualquer ser humano.
O sofrimento desses animais fica mais difícil ainda de aceitar e imaginar uma vez que sua senciencia foi comprovada pela Declaração de Cambridge em 2012, onde especialistas do mundo todo, em diversas áreas da ciência e medicina atestaram a capacidade desses seres de sentir, sofrer, alegrar, criar laços e compreender e responder ao mundo ao seu redor.
Crimes como esses permanecem condenados ao mesmo silêncio com que suas vítimas inocentes e indefesas padecem sem escapatória.
Especialistas afirmam que esse tipo de indústria fará a cadeia alimentar se desestabilizar, causando déficit no estoque alimentar marítimo.
Grupos de cientistas se juntaram para provar que fazendas reprodutivas de polvos são “eticamente injustificáveis”, e têm alertado empresas para bloquear qualquer fundo de investimento para as novas fábricas.
O time de pesquisadores responde aos noticiários que algumas companhias de frutos do mar esperam exportar polvos produzidos em massa para restaurantes até 2020. Os especialistas afirmam que esses planos podem ser fatais para esses animais, e colocam em risco o estoque de comida dos oceanos.
A líder do grupo, professora Jennifer Jacquet, da Universidade de Nova York, afirma que a fazenda de polvos é “eticamente e ecologicamente injustificável”, e que muitos destes animais poderiam morrer de estresse no meio do processo.
“Polvos comem peixe e marisco. [Para uma indústria] fornecer uma quantidade o suficiente para um grande número destes animais colocaria pressão na cadeia alimentar. É insustentável”.
Para alimentar os polvos, as empresas iriam precisar pescar quantidades exuberantes de peixe, o que futuramente colocará em risco o estoque de alimentos da vida marinha. Grupos internacionais já alertaram companhias privadas, instituições acadêmicas e até mesmo governos para bloquear os fundos para estas indústrias.
Há mais de 300 espécies de polvos que vivem nos oceanos, e já exploramos pelo menos 350 mil toneladas de frutos do mar para serem servidos em restaurantes todo o ano. Especialistas afirmam que estes animais são extremamente inteligentes e são conhecidos por usarem ferramentas, até mesmo cruzar labirintos simples e proteger a entrada para sua toca. Em um experimento, o cefalópode conseguiu construir um abrigo feito de cascas de coco.
Os planos para as indústrias ainda estão em fase de desenvolvimento, mas pesquisadores esperam poder parar com qualquer proposta de fundos para estas fazendas. Eles afirmam que estes animais são uma raridade, e não deveriam ser alvos para intensa produção em massa.
“As cabras sofrem em todas as fazendas na China e na Mongólia que foram visitadas por nossas testemunhas” (Imagem: Reprodução/PETA)
A organização Pessoas Pelo Tratamento Ético dos Animais (PETA) publicou hoje um vídeo que mostra a crueldade por trás da indústria de casimira, também conhecida como lã de caxemira.
Para a obtenção da matéria-prima, as cabras-da-caxemira que vivem nos planaltos da China e da Mongólia são submetidas a um tratamento bastante violento.
No vídeo publicado pela PETA, animais são arrastados e aparecem agonizando enquanto são obrigados a suportar o peso dos tosquiadores. Como as cabras resistem nesse tipo de situação, homens sentam sobre elas para imobilizá-las.
Como a extração de lã deve ser feita de forma rápida, os animais ficam feridos nesse processo. Além disso, o vídeo mostra que mais tarde as cabras-da-caxemira também são abatidas, sem insensibilização e por degola.
A China e a Mongólia são os maiores exportadores do mundo de casimira. “As cabras sofrem em todas as fazendas na China e na Mongólia que foram visitadas por nossas testemunhas”, garante a PETA, acrescentando que o único meio de acabar com essa violência é não usando a casimira tradicional.
A sueca H&M, considerada a segunda maior varejista de roupas do mundo, teve acesso às investigações sobre a origem da matéria-prima utilizada em suas roupas e anunciou que está banindo o uso de casimira baseado em pelos de animais.
Focas manchadas (Phoca largha) já foram muito caçadas, mortas e perseguidas por seu uso na medicina tradicional chinesa.
Grupos de defesa dos direitos animais celebraram a libertação de 37 filhotes de focas selvagens na natureza no norte da China depois de terem sido resgatados das mãos de traficantes de animais.
Foto: Xinhua/AP
A Humane Society International disse que os filhotes foram descobertos há três meses pela polícia em um galpão dentro de uma fazenda afastada na cidade de Dalian, no norte do país, muitos deles famintos e a ponto de morrer.
Oito suspeitos foram presos na operação.
O grupo disse que os filhotes foram retirados da natureza por traficantes para serem vedidos para a indústria de aquários e para exibição em locais comerciais como lojas e restaurantes.
Outros 29 filhotes morreram apesar dos esforços para salvá-los, tendo apenas duas semanas de idade quando foram encontrados e eles ainda não tinham ainda sido desmamados de suas mães.
Uma vez caçados para uso na medicina tradicional chinesa, as focas manchadas são agora uma espécie protegida na China.
Foto: Xinhua/AP
Peter Li, da Humane Society International, disse: “Estamos entusiasmados com o fato de nosso grupo parceiro chinês, VShine, ter conseguido enviar ativistas e observadores pelo bem-estar animal para a liberação desses filhotes de focas de volta à natureza.
“Infelizmente, a crescente obsessão da China por manter espécies marinhas como focas e tartarugas em cativeiro está alimentando crimes contra a vida selvagem como este, o que causa imenso sofrimento animal e perda de vidas.”
O Dia do Campo ou dia da fazenda é comemorado anualmente em 10 de maio. Em algumas regiões do Brasil, no entanto, a data pode ser celebrada no dia 5 de maio. A data surgiu com o objetivo de homenagear e conscientizar a população sobre a importância do campo.
Infelizmente para os animais como vacas, bois, porcos, galinhas, tidos como animais “de fazenda” não há motivos de comemoração, o campo, que deveria ser seu habitat natural, fonte de alimento e desenvolvimento tem se convertido em sinônimo de tortura de escravidão.
Muitos desses animais jamais vão sentir a grama do campo em seus pés, a brisa orvalhada do vento nas manhã ao ar livre e o calor do sol esquentando sua pele. Nascidos em confinamento e para um único fim, só encontrarão a liberdade com a morte.
Os seres humanos tem convertido os campos em verdadeiras fazendas industriais de produção de carne, leite e ovos. Num modo de operação que despreza deliberadamente qualquer valor à vida desses seres sencientes e capazes de amar, sofrer e compreender o mundo ao seu redor.
Em alguns países, como os EUA, mais de 99% dos animais se encontram em fazendas de criação, sendo explorados como produtos para gerar lucro e ao não servirem mais são descartados e mortos.
Foto: pasadosafehaven
Vacas são exploradas por seu leite, passando sua vida inteira presas a equipamentos desenvolvidos especialmente para sugar seu leite, o leite de seus filhos, retirado de suas mamas diariamente.
Após o nascimento de seus filhos em uma sequência cruel de reprodução sem intervalos, essas mães sequem podem ver seus recém-nascidos, sendo afastadas deles antes mesmo que sintam seu cheiro.
Caso sejam do sexo femininos essas vacas vão encontrar pela frente o mesmo destino de suas mães, um vida inteira de exploração confinadas a alojamentos mínimos e super lotados, sem qualquer possibilidade de interação ou liberdade.
Caso sejam do sexo masculino outro destino aguarda os bezerrinhos, como não poderão dar leite para comercialização dessa indústria de laticínios são mortos aos montes, jogados em valas ou terão sua carne aproveitada na indústria de carne de vitela (novilhos), cujos tipos de morte são ainda mais assustadores e menos misericordiosos (sem balas para preservar a carne, morte a marretadas).
Galinhas são mantidas em compartimentos de “produção fordista” do tamanho de seus corpos, sem poder se mexer, sem poder caminhar, nada além de botar ovos para abastecer o consumo humano.
Foto: treehugger
Os pintinhos do sexo masculinos são moídos em máquinas de grande porte, especialmente desenvolvidas para “descarte” desses seres inocentes. As pintinhas, assim como as vacas bebês, vão encontrar o mesmo destino da mãe: exploração e morte.
Da mesma forma se repete o círculo de exploração e crueldade com porcos e porcas, sendo que elas são mantidas em caixas de gestação de aço, frias e de proporções mínimas, com o único propósito de dar à luz e trazer ao mundo mais leitõezinhos prontos para serem “industrializados”.
Após nascerem, os bebês mal consegue chegar perto de sua mãe para mamar com uma parede se interpondo entre eles apenas com o espaço das mamas para que possam se alimentar do leite materno e por poucos dias.
Estes são apenas alguns exemplo de como o campo tem sido utilizado para explorar, usar, torturar e matar os animais.
Que a data sirva de reflexão para que os seres humanos possam se conscientizar de que os animais não são produtos. São vidas.
Companheiros de planeta, não são inferiores a humanidade, são sim sensíveis, inteligentes e amorosos e sofrem calados as duras penas que lhes impomos, tendo em vista nossa ganância, vaidade e falsa superioridade.
O status de alienação em que vive nossa sociedade em relação ao sofrimento animal é o resultados de séculos de especismo, doutrina arraigada na mente da população como crença predominante.
A melhor maneira de quebrar esse círculo vicioso é educar e conscientizar as crianças, futuros herdeiros do planeta, sobre a crueldade de que são vítimas esses seres sencientes, indefesos perante a ganância e a irresponsabilidade humana.
Criar animais com a intenção de matá-los para consumir sua carne ou roubar o leite de seus filhos é um ato cruel. Essas vacas, bois, porcos, galinhas e demais animais explorados são mantidos sob condições terríveis, em compartimentos superlotados, insalubres, sem tratamento veterinário e privados de sua liberdade para atender aos interesses humanos.
Brinquedos lançados pela franquia Lego da Playmobil mostram fazendas com animais felizes, rotinas tranquilas e bucólicas em harmonia com fazendeiros e animais.
Na intenção de conscientizar os pequenos e corrigir esse engano ativistas veganos estão pedindo à gigante de brinquedos Playmobil que lance um brinquedo de matadouro realista para crianças.
De acordo com os defensores da ONG PETA, a empresa de brinquedos enganou os consumidores no passado, retratando animais felizes em seu conjunto de brinquedos “Grande Fazenda”.
A PETA diz que essas figuras felizes “deturpam a realidade da vida dos animais de criação, que sofrem com o sofrimento e a violência muitas vezes passando a vida presos e só se libertando com a morte”.
Sem resposta
A ONG tentou contato com a Playmobil no passado, pedindo para que a empresa removesse os animais felizes, mas ainda não recebeu resposta.
Como resultado, a PETA tem uma nova proposta para a marca: pedir para lançar um conjunto na franquia de sucesso Lego, “My First Abattoir'”, que “mostraria às crianças como as vacas e bois são realmente tratadas na indústria de laticínios e carne para consumo”.
Mentir para as crianças
“Como as vacas usadas pela indústria de laticínios são enviadas para a morte uma vez que não produzem mais leite suficiente para serem lucrativas para os fazendeiros, o brinquedo “My First Abattoir”, idealizado pela ONG, incluiria duas figuras de vacas que foram penduradas de cabeça para baixo e cortadas”, disse PETA em uma declaração enviada ao Plant Based News.
“E porque os bezerros machos são considerados inúteis para a indústria de laticínios, o conjunto mostra um bezerro jogado em um carrinho de mão para ser descartado”.
“Se a Playmobil vai oferecer brinquedos que representem negócios que exploram animais para alimentação, ela não deve, no mínimo, deturpar as condições em que esses seres vivem e morrem”, acrescentou a diretora da PETA, Elisa Allen.
“A PETA está pedindo à companhia que pare de mentir para as crianças sobre o horror e a crueldade por trás de cada copo de leite de vaca e de cada hambúrguer de carne bovina que eles consomem”.
O site Plant Based News entrou em contato com a Playmobil para comentar mas não obteve resposta.
A realidade dos matadouros
Com o objetivo de mostrar a realidade dos matadouros uma organização australiana que atua pelos direitos animais, a Aussie Farms, disponibiliza em seu site um banco de dados com mais de 14 mil fotos, vídeos e documentos de investigações realizadas em fazendas, além de um mapa interativo que mostra a localização de mais de cinco mil fazendas industriais e matadouros.
O objetivo é mostrar que o sofrimento dos animais criados nesse sistema não se resume à exceções, fatos pontuais.
A iniciativa é resultado de um trabalho de oito anos do diretor-executivo da Aussie Farms, o cineasta Chris Delforce, que em 2018 lançou o documentário “Dominion”, que tem aproximadamente duas horas de duração e explora seis facetas primárias da relação humana com os animais – animais de companhia, vida selvagem, pesquisa científica, entretenimento, vestuário e alimentos. O filme se propõe a questionar a moralidade e a validade do nosso domínio sobre o reino animal.
Ao disponibilizar os arquivos envolvendo as fazendas industriais e os matadouros, a intenção da organização também é forçar as empresas a atuarem com transparência, já que a realidade da cadeia de produção de alimentos de origem animal normalmente está bem distante dos consumidores.
“Acreditamos na liberdade de informação como uma ferramenta poderosa na luta contra o abuso e a exploração de animais. Defendemos que os consumidores têm o direito de saber da existência, localização e operações desses negócios”, afirmou Delforce em um comunicado oficial da Aussie Farms.