Seis meses é a idade máxima que um porco alcança na criação industrial quando é morto para consumo. É também o título do curta-metragem que a holandesa Eline Helena Schellekens estreou com o apoio da organização espanhola Igualdad Animal. O filme relata a vida de um leitão desde o nascimento até ser levado para o matadouro. Assista ao trailer no final do texto.
Foto: Igualdad Animal
M6NTHS ganhou o Prêmio Panda, tido como a premiação mais importante atribuída a filmes sobre animais, também chamado de “Green Oscar”.
O que motivou Eline Helena a fazer esse vídeo foi a luta contra a criação de animais em jaulas. “Os nossos desejos, enquanto consumidores, de conseguirmos muito por pouco são os culpados dessa vida; você tomaria as mesmas decisões se pudesse olhar nos olhos do animal?”, questiona a cineasta.
Aproveitando a coincidência do projeto com o ano chinês do porco, Eline Helena decidiu conhecer melhor o animal e segui-lo com uma câmera durante os seis meses da sua vida, através do seu ponto de vista, sem acrescentar comentários nem locuções. O som que se ouve é o que o animal também ouve.
O filme traz sequências duras, como as de porcas sendo obrigadas a cuidar dos seus leitões em pequenas jaulas; o momento em que lhes são mutilados os genitais e administrados todo o tipo de antibióticos e remédios; bem como a agonia de habitarem um espaço reduzido à espera de serem mortos.
Com o objetivo de acabar com a criação enjaulada, a Igualdad Animal colocou em marcha essa iniciativa de âmbito europeu, com a qual pretende conscientizar os cidadãos para o enorme sofrimento dos animais quando lhes é vedado o desenvolvimento de quase todos os seus comportamentos naturais.
Com suas imagens, M6nths pretende dar visibilidade a uma realidade e convidar o espectador a refletir sobre a forma como tratamos os animais explorados para consumo. Com essa sensibilização, a Igualdad Animal quer que, enquanto consumidores, mudemos os nossos hábitos alimentares para acabar de uma vez por todas com estas ações tão cruéis.
A marca Avocado Green Mattress, de Nova Jersey (EUA), lançou recentemente uma linha de colchões veganos que são comparáveis à sua linha de produtos principais, mas feitos de algodão orgânico em vez de lã.
De acordo com a organização que atua pelos direitos animais, PETA, a empresa de colchões projetou sua opção vegana depois de aprender sobre a crueldade inerente da indústria de lã em recentes denúncias da PETA.
“Os compradores de hoje querem evitar a crueldade com os animais, e isso inclui rejeitar a lã de cordeiros que foram feridos, ensanguentados e explorados pelo processo de tosquia”, disse Anne Brainard, diretora da PETA. “As criações veganas aprovadas pela PETA, como os colchões ecológicos de algodão da Avocado Green Mattress, são um sonho para os consumidores conscientes e compassivos e também para as ovelhas”.
Para agradecer à empresa por criar uma opção sem lã, a PETA enviou aos executivos da Avocado uma caixa de chocolates veganos em forma de ovelhas.
A marca Casper recentemente lançou uma campanha para destacar seus colchões sem lã, incentivando seus clientes a “acordarem todas as manhãs com um vegano (colchão)”.
Ovelhas abusadas na indústria de lá
A PETA já fez diversas denúncias contra a exploração das ovelhas pelas fazendas de lá, imagens secretas foram reveladas mostrando trabalhadores abusando dos animais indefesos. As torturas iam desde o uso irresponsável de máquinas de tosa elétricas que feriam os animais até bater a cabeça das ovelhas violentamente no chão.
Após a exposição das imagens de abuso, a PETA apresentou uma queixa de 12 páginas solicitando que a Society for the Prevention of Cruelty to Animals (SPCA), lance uma investigação e registre as acusações criminais contra os trabalhadores por violações das leis que proíbem a crueldade contra os animais.
“As imagens de vídeo, obtidas pela testemunha, destacam apenas algumas das crueldades observadas em 24 fazendas de ovelhas visitadas por tosquiadores”, disse um porta-voz da PETA.
Os tosquiadores são pagos em volume, não por hora, o que encoraja um manejo rápido e violento, abrindo feridas nos corpos dos animais, que os tosquiadores costuravam usando uma agulha e linha, mas sem alívio da dor.
As imagens recentes seguem uma investigação de agosto, onde foi exposto o primeiro vídeo sobre crueldade na indústria de lã inglesa, que mostrou abuso similar.
“Depois de expor a crueldade na indústria de lã da Inglaterra, encontramos os mesmos abusos sendo cometidos com as ovelhas das fazendas da Escócia”, diz Jason Baker, vice-presidente sênior da PETA Ásia.
“Quando não se importam de onde se origina ou de que reivindicações éticas ou responsáveis é feita a produção de lã, milhões de ovelhas sofrem e morrem para essa indústria.”
A empresa holandesa esta investindo em carne vegana | Foto: Bobeldijk Food Group
Antes de 2015, a empresa Bobeldijk Food Group (Grupo de Alimentos Bobeldijk), com sede na Holanda, costumava usar outro nome: Bobeldijk Meat Company (Empresa de carnes Bobeldijk). Fundada em 1975, a marca começou no ramo de açougues. Mas uma recente mudança na empresa levou a marca a se concentrar na demanda crescente por carne sem-carne.
A empresa introduziu sua linha de carne vegetariana e vegana chamada Vegafit em 2008, com opções como rissóis sem carne, schnitzel, almôndegas e peixe empanado. Tudo é feito de soja ou proteína de trigo (também conhecida como seitan).
“Na Holanda, mais e mais pessoas estão se tornando flexitárias. Eles conscientemente não comem carne um ou dois dias por semana e, em seguida, optam por alternativas à base de vegetais”, explica a marca em seu site. “Com esses conceitos, fornecemos uma demanda cada vez maior por alternativas à carne à base de vegetais”, menciona o site.
Embora a empresa trabalhe com carne tradicional há 44 anos, ela está lentamente mudando seus negócios para se concentrar predominantemente em plantas, de acordo com o Vegan Strategist. Bobeldijk Food Group anunciou que deixaria de investir em carne e espaço de fábrica foi liberado para ajudar a crescer a divisão livre de carne.
O que faz um açougueiro se tornar vegano?
A clara de ovo – um ingrediente comum de ligação na carne vegetariana – foi substituído pela proteína da batata em alguns produtos, de acordo com um comunicado de imprensa de abril de 2018. Eventualmente, Bobeldijk Food Group pretende tornar-se totalmente vegano.
“Daqui a vinte anos, não haverá carne suficiente para alimentar mais ninguém. Então, precisaremos de algo mais ”, explicou Remko Vogelenzang, CEO da Bobeldijk Food Group, em uma visita em vídeo da fábrica em abril de 2018.
Foto: Bobeldijk Food Group
Especialistas preveem que a população mundial chegará a 10 bilhões até 2050. De acordo com um estudo publicado na revista Nature em outubro passado, a mudança para uma dieta baseada em vegetais não apenas ajudará a manter um sistema alimentar sustentável, mas também ajudará a combater a mudança climática.
“Uma das alternativas é obter proteína de fontes vegetais em vez de carne”, disse Vogelenzang. “Para que isso aconteça, a ideia aqui é que nós queremos enfocar totalmente a produção baseada em vegetais. E isso parece um pouco estranho para uma empresa que se originou em Deventer como um açougue”.
Quando bezerros machos nascem na indústria de laticínios, eles são considerados um “desperdício” porque não podem produzir leite, então estes animais são imediatamente enviados para a indústria de vitela (carne de novilhos) apenas momentos após o nascimento. Os filhotes são colocados em caixas, isolados de suas mães e privados de todos os cuidados que início da vida requer.
A indústria da carne de vitela é essencialmente cruel, mas felizmente para dois novilhos que estavam destinados a serem mortos na mais tenra idade por sua carne, seu destino sombrio mudou para algo bem melhor.
Peanut e Alicia | Foto: Farmsantuary.org
Seis anos atrás, quando o Peanut (Amendoim) e o Cocoa (Cacau) tinham menos de uma semana, eles foram resgatados da indústria da carne de vitela. Durante os primeiros anos de suas vidas, eles moraram no abrigo do Santuário Fazenda Southern California Shelter da Farm Sanctuary.
Uma de suas voluntárias e membro da equipe de resgate e agora administradora do abrigo, Alicia, visitava a dupla com frequência e a amizade entre Alicia e Peanut florescia cada dia mais.
Quando Peanut e Cocoa eram bezerros, Alicia ajudava a dar mamadeira para eles de vez em quando. Cocoa é um pouco mais reservado, mas Peanut foi muito aberto sobre o seu amor descarado por Alicia.
Peanut e Cocoa | Foto: Farmsantuary.org
Quando tinham dois anos de idade, Peanut e Cocoa mudaram-se para o Abrigo do Norte da Califórnia do Farm Sanctuary, onde puderam desfrutar de mais espaço.
Mas não pense que o Peanut esqueceu de Alicia. Embora eles não se vejam com tanta frequência, quando Alicia visita algumas vezes por ano, Peanut vem correndo quando ela chama – reconhecendo-a instantaneamente.
Os bois e vacas são como gatos e cachorros. Eles anseiam por carinho e gostam de construir laços e relacionamentos com os outros – não importa a espécie.
Infelizmente, como vacas e outros animais de fazenda são tipicamente considerados “alimentos”, eles são tratados como mercadorias e não como indivíduos. A maioria nunca consegue experimentar os laços profundos de família ou amizade.
Peanut e Cocoa comendo | Foto: Farmsantuary.org
Ao contrário disso, esses animais estão sujeitos a uma vida cheia de medo, estresse e tristeza – sendo privados de sua liberdade, do convívio de seus filhos e muitas vezes explorados até sua morte.
Ao trazer o assunto à pauta, divulgando e transmitido essas informações com pessoas no convívio social, podemos despertar ou aumentar a conscientização dos demais para que eles também possam entender como os animais são afetuosos e inteligentes. Esta é uma forma de ajudar muitos animais indefesos e vítimas da ganância humana.
Aprender mais sobre o assunto, lendo e visitando um dos muitos santuários de animais onde as vacas, boi, porcos, frango se outros conseguem viver em paz também são formas de compreender melhor a realidade desses seres sencientes.
Felicidade explícita
Outro exemplo registrado dos sentimentos e emoções desses animais especiais é este bezerro, Bandit que literalmente dança de felicidade ao ser libertado, como pode ser vista no vídeo abaixo.
As imagens falam muito mais à nossa consciência que apenas a teoria e a alegria de Bandit expressa em seus movimentos, saltos, corridas, roladas no chão e lambidas ao seu salvador são incontestavelmente comoventes.
Depois de viver ser amarrado em um estábulo com baias de proporções mínimas durante a maior parte de sua vida, Bandit realiza sua dança em celebração da liberdade mostrando sua gratidão aos seus salvadores do Gut Aiderbichl Sanctuary (lar de 500 animais incluindo vacas, touros e bezerros resgatados).
Presenciar e atestar as emoções em animais é extremamente importante para uma melhor compreensão de suas necessidades e desejos. Como Bandit mostra, ele possui uma forte necessidade (e desejo) de correr livre, saltar, brincar, se jogar no chão e ter a chance de seguir seus próprios instintos naturais.
Foto: Gut Aiderbichl
Ele era um dos milhões de animais destinados a vida cruel e limitada em uma fazenda industrial – mas este vídeo prova que, com expressões de sentimentos intensas e plenas como estas, ele nunca se acostumou em viver acorrentado.
Bandit expressa claramente a felicidade em estar livre e assistir a imagens como estas despertam a necessidade de compaixão por estes seres sencientes obrigados a viver em um ciclo de sofrimento sem fim terminando com a morte ao final.
Ao se recusar a alimentar-se de carne e adotar uma dieta vegana estamos nos recusando a contribuir para que animais como Bandit continuem sendo explorados pela indústria da carne.
Co-produzido pelo cineasta chinês Jian Yi e pelo cineasta norte-americano vencedor do Emmy, Allison Argo, “Piggy’s New Year’s Dream” (O Sonho de Ano Novo do Porquinho, na tradução livre) é um curta-metragem de animação que usa rotoscopia, que acompanha o documentário da suinocultura de verdade.
Em homenagem ao Ano do Porco, que cai em 2019 sob o calendário lunisolar chinês, o documentário mostra um porco de estimação que sai para explorar o mundo em busca de outros porcos, apenas para descobrir a realidade aterrorizante da pecuária industrial.
“O projeto foi uma colaboração multicultural (e multi-fuso horário). Eu acho que o fato de nossos países serem tão diferentes ajudou a criar uma história universal”, disse a cineasta Allison Argo.
“De fato, a história poderia ser narrada em qualquer país. A criação de porcos existe em todo o mundo e está se tornando cada vez mais mecanizada. Infelizmente, essa mecanização está levando a maiores e mais intensos maus-tratos aos porcos e outros animais”, acrescentou.
A China consome cerca de 28% da carne do mundo e cerca de metade disso é carne de porco. Em 2016, o governo chinês publicou diretrizes nutricionais recomendando que o público reduzisse seu consumo de carne pela metade, conforme informações do Vegan News.
“É o Ano do Porco, um bom momento para celebrar esses incríveis animais”, conclui o filme.
“No zodíaco chinês, as pessoas nascidas no ano do porco são descritas como gentis e generosas”.
“Infelizmente, milhões de porcos nascidos neste ano especial não viverão para ver o final do ano.”
Lançado na China em meados de fevereiro durante o Festival das Lanternas, cerca de duas semanas após o Ano Novo Lunar, “O Sonho de Ano Novo do Porquinho” foi visto dezenas de milhares de vezes.
O curta está disponível em inglês, narração em inglês com legendas em chinês, inglês com legendas em inglês e narração em chinês com legendas em inglês. Para todos os gostos.
Sensíveis e inteligentes
Os porcos são animais extremamente inteligente, cientistas afirmam que esses animais, inclusive, são mais espertos que os cachorros e seu nível de inteligência seria similar ao dos parentes mais próximos dos humanos: os chimpanzés.
Entre as principais evidências da inteligência dos porcos encontradas estão a excelente memória a longo prazo, o poder de compreender a linguagem simbólica simples e a capacidade de aprender combinações complexas de símbolos para ações e objetos.
Foto: Divulgação
Além disso, os porcos são ótimos em cooperação e demonstram empatia. Esses animais possuem um número maior de capacidades cognitivas de outras espécies muito inteligentes como cachorros, chimpanzés, elefantes, golfinhos e até mesmo humanos.
São esses animais únicos e singulares que são explorados, abusados, privados de sua liberdade e perdem suas vidas na indústrias de criação de animais. As porcas, principalmente, passam a maior parte de suas vidas em ‘celas de gestação’, que não permitem que os animais sequer se mexam. Após darem a luz, logo engravidam novamente e o ciclo reinicia até serem mortas.
Esses animais, donos de uma inteligência ímpar tem o sofrimento duplicado por entenderem e sentirem exatamente o que se passa com eles. Essa crueldade é inaceitável e qualquer pessoa que se diga compassiva, precisa se colocar contra esse abuso criminoso.
A proprietária da butique de moda vegana com sede em Los Angeles, Vegan Scenerecently, lançou uma grife de moda totalmente vegana, de origem sustentável, dirigida por mulheres, gerida de forma também de forma sustentável.
A Legends & Vibes nasceu do desejo de criar alternativas veganas ao vestuário derivado de animais produzido em massa. “Como proprietária de uma boutique vegana, eu me esforcei para encontrar marcas de roupas veganas que não apenas cumprissem nosso alto padrão de qualidade, estilo e modelo de conduta ética, mas que pudessem oferecer um preço que nossos clientes pudessem pagar”
A proprietária da marca Vegan Scene, Amy Rebecca Wilde, disse ao VegNews. “Se os consumidores não conseguem encontrar ou comprar moda vegana e sustentável, qual é o objetivo disso tudo? Foi aí que ficou claro que tínhamos que lançar nossa própria linha de moda”. A etiqueta oferece estilos que combinam uma moda sofisticada e um glamour feminino com uma suave vibração do sul da Califórnia.
As peças incluem o macacão, Oakwood Romper, com um recorte de gola em v, longas mangas de ombro solto e bolsos; o vestido, Valencia Dress, possui um ajuste fluído e relaxado e um decote redondo; e a jaqueta, Eastwood Jacket, é feita de veludo cotelê com uma gola destacável de pele de ovelha falsa. Os designs de Wilde foram inspirados em matéria-prima veganas – de excesso de tecido de fábricas, confecções de roupas e marcas maiores que sempre compram mais do que precisam.
“Em vez de criar mais desperdício, transformamos esses retalhos de tecido em coleções limitadas”, disse Wilde. “Usar tecidos em estado morto significa que, às vezes, as tiragens da produção serão muito pequenas, mas em um mundo de fast fashion e vestuário produzido em massa, há algo realmente especial em saber que poucas mulheres conseguirão ter essa peça de roupa”.
Após dois anos de preparação, a campanha de lançamento da Legends & Vibes Kickstarter é o primeiro passo no plano de Wilde para começar a produzir em escala e aumentar a produção de forma sustentável e para disponibilizar seu produto em uma mistura de pequenas butiques locais e grandes varejistas em todo o país. Wilde não é tímida sobre suas intenções: ela quer criar uma moda totalmente sustentável e vegana no futuro.
“Nosso objetivo é revolucionar a indústria da moda, de cima para baixo, criando uma mudança sistêmica ao fazer escolhas conscientes e éticas que começam com os materiais que escolhemos usar, como os identificamos, onde os transformamos em vestimentas e como os trabalhadores são tratados”. Disse Wilde. A primeira coleção da Legends and Vibes estará disponível para pré-encomenda até 20 de abril.
A senciência animal é um fato comprovado e corroborado por cientistas e autoridades mundiais no assunto desde 2012 com a Convenção de Cambridge.
Isso quer dizer que os animais são capazes de sentir, amar, sofrer e compreender o mundo ao seu redor. Tudo.
Mas as imagens falam muito mais à nossa consciência que apenas a teoria e a alegria de Bandit expressa em seus movimentos, saltos, corridas, roladas no chão e lambidas ao seu salvador são incontestavelmente comoventes.
Depois de viver ser amarrado em um estábulo com baias de proporções mínimas durante a maior parte de sua vida, Bandit realiza sua dança em celebração da liberdade mostrando sua gratidão aos seus salvadores do Gut Aiderbichl Sanctuary (lar de 500 animais incluindo vacas, touros e bezerros resgatados).
Presenciar e atestar as emoções em animais é extremamente importante para uma melhor compreensão de suas necessidades e desejos. Como Bandit mostra, ele possui uma forte necessidade (e desejo) de correr livre, saltar, brincar, se jogar no chão e ter a chance de seguir seus próprios instintos naturais.
Ele era um dos milhões de animais destinados a vida cruel e limitada em uma fazenda industrial – mas este vídeo prova que, com expressões de sentimentos intensas e plenas como estas, ele nunca se acostumou em viver acorrentado.
Bandit expressa claramente a felicidade em estar livre e assistir a imagens como estas despertam a necessidade de compaixão por estes seres sencientes obrigados a viver em um ciclo de sofrimento sem fim terminando com a morte ao final.
Ao se recusar a alimentar-se de carne e adotar uma dieta vegana estamos nos recusando a contribuir para que animais como Bandit continuem sendo explorados pela indústria da carne.
O governo da Noruega apresentou ao Parlamento, na quarta-feira (10), um projeto de lei que proíbe a criação de animais para extração de pele. A proibição terá início em 2025 e é resultado de um acordo político feito em janeiro de 2018, quando o governo conservador se aliou ao pequeno partido liberal, que exigiu o fim da prática cruel.
Vison preso em gaiola onde ficará até ser morto (Foto: Pinterest)
O projeto conta com um programa de indenizações aos proprietários de criadouros e proíbe que animais sejam criados e mortos para “vender ou usar sua pele”. Para o setor peleiro, as indenizações tem valor insuficiente.
O governo determinou o pagamento de 500 milhões de coroas – o equivalente a cerca de 52 milhões de euros – em indenizações aos criadores para que eles busquem outras atividades no mercado de trabalho.
Atualmente, a Noruega é responsável por 1% da produção mundial de pele de vison e entre 2 e 3% da produção de pele de raposa.
A crueldade da indústria de pele
Os animais explorados pela indústria podem ser criados em cativeiro, mantidos aprisionados em gaiolas, vivendo vidas miseráveis, ou capturados no habitat, por meio de armadilhas frequentemente cruéis.
Quando o animal atinge a maturidade e o inverno chega – período em que o pelo está mais longo e abundante -, ele é morto. Essa morte pode ser provocada a pauladas, por estrangulamento ou eletrocussão. Neste último caso, os animais são eletrocutados a partir da introdução no ânus de ferramentas que fritam os órgãos internos.
Após a morte, os animais são escalpelados. Em casos mais cruéis, a pele é tirada com os animais ainda vivos.
Dados confirma que os consumidores estão ficando cansados dos laticínios. As vendas de leite tem apresentado uma queda contínua – dados recentes divulgados pela Dairy Farmers of America mostraram uma perda de 1,1 bilhão de dólares em receita para os resultados da indústria em 2018 – uma queda de 8% em reação a 2017.
O declínio é muito mais sistêmico e prejudicial para os produtores de leite nos EUA e no mundo todo – o consumo de leite atualmente representa apenas uma fração do que era no início dos anos 2000. De acordo com dados do USDA, as vendas de leite diminuíram 22% entre 2000 e 2016. Esses números caíram significativamente desde as décadas de 1970 e 1980.
O declínio da indústria de leite
“Na época em que a famosa campanha publicitária “Got Milk” (Tome Leite, na tradução livre) chegou as massas e as páginas das revistas, as vendas de leite já estavam em declínio”, relata o The Salt, da NPR.
E apesar da áurea de saúde que cercava o leite, especialmente para crianças – um mito que ainda hoje permeia os sistemas escolares do país e do mundo – na década de 1970, as pesquisas já começavam a apontar para os riscos à saúde ligados ao consumo de laticínios.
Quase 75% dos negros americanos são intolerantes à lactose, e a universidade de Harvard cita os produtos lácteos como a fonte número um de gordura saturada. Altos níveis de gordura saturada podem levar a sérios problemas de saúde, incluindo doenças cardíacas e diabetes.
Foto: Jo Anne McArthur
“O leite é o alimento perfeito para os bezerros”, diz Marion Nestle, professora de nutrição, estudos sobre alimentação e saúde pública na Universidade de Nova York e autora de “Food Politics”, à NPR. “Não há dúvida sobre isso. Mas para os humanos, pode realmente não ser. E pode não ser sequer necessário, há muitas evidências de que o consumo de leite não é necessário à alimentação humana”.
As vendas de laticínios continuam em declínio conforme os consumidores optam pelo leite vegano
E a indústria de laticínios está sentindo a pressão.
Em uma recente conferência em Glasgow, especialistas discutiram o crescente interesse do público em produtos lácteos – optando por alternativas veganas em vez do leite tradicional. OS estudiosos alertaram que, se a mensagem atual contra os produtos lácteos persistir, a indústria poderá deixar de existir na próxima década.
A consultora de sustentabilidade da pecuária, Dra. Judith Capper, afirmou que, apesar dos veganos representarem apenas uma pequena percentagem da população, eles ainda têm uma voz ativa e alta que é ouvida pelas massas.
Foto: Jo Anne McArthur
“Há uma necessidade de desmistificação no setor de produtos lácteos. Se os consumidores não comprarem nossos produtos – leite, creme, manteiga, queijo etc. – não teremos uma indústria de lácteos em cinco a dez anos ”, disse Capper.
Apesar da crença de Capper de que a indústria de laticínios precisa romper com os mitos, a verdade é que muitas pessoas estão optando por abandonar os laticínios por razões de saúde, a maioria das quais apoiadas por pesquisas científicas confiáveis e especialistas que se apoiam em evidências fortes.
Vendas de produtos “livres de leite” disparam
Os consumidores podem estar reduzindo seu consumo de leite de vaca, mas não estão renunciando ao laticínios completamente. Eles estão comprando opções de latínios “livres-de-leite” (dairy-free, no termo original) em massa e quantidade. Enquanto as vendas de leite caem, o mercado de leite vegano está crescendo – as vendas subiram 9% em 2018 e devem ultrapassar 34 bilhões de dólares até 2024.
Foto: Livekindly/Reprodução
Opções líquidas “livres-de-leite” dominam a categoria vegan, mas outras categorias estão crescendo e alcançando as primeiras rapidamente. Sorvetes sem leite estão em alta, com marcas como Magnum, Ben & Jerry’s e Halo Top lançando e expandindo suas ofertas. A IKEA lançou recentemente um sorvete de morango vegano.
O queijo vegano foi uma das tendências mais fortes e celebradas da recente Natural Products Expo em Anaheim, na Califórnia (EUA), a maior feira da indústria de alimentos naturais no país. Marcas como a Miyoko’s estão provando que os queijos sem leite de vaca podem ser feitos da mesma maneira que os queijos tradicionais – fermentando e envelhecendo o leite feito de nozes, sementes ou feijões.
Um novo e poderoso curta-metragem tem aumentado a conscientização pública sobre a situação dos leões na África do Sul, que são cruelmente explorados desde o nascimento até a morte.
Patrocinado pela Fundação de Ajuda Internacional para a Proteção e Bem-Estar dos Animais (IAPWA, na sigla em inglês), em parceria com a The Born Free Foundation e Olsen Animal Trust, o curta Claws Out: The Truth About Cub Petting, Garras de Fora: A verdade sobre a criação de filhotes de leão, veio para preencher uma lacuna enorme presente na formação de voluntários e conscientização de turistas sobre as contribuições que eles podem fazer, mesmo sem saber, para alimentar essa indústria criminosa que se alimenta da exploração de animais inocentes.
A campanha Claws Out, lançada em 2015, foi criada com base na experiência pessoal de Beth Jennings da IAPWA. Antes de ingressar na ONG, Ela fez uma viagem à África do Sul, onde se voluntariou para tabalhar com filhotes de leão órfãos, acreditando que seriam soltos na natureza.
Jennings logo descobriria que no país, mais de 6 mil leões definham nos mais de 200 parques de criação de filhotes, onde são ditas as mesmas mentiras aos voluntários, a verdade é que muitos desses filhotes são vendidos para a indústria de caça aos troféus quando não podem mais ser usados a indústria do voluntariado. Esse número corresponde ao dobro do número de leões selvagens no país.
Eu criei o documentário Claws Out depois de perceber o impacto que minha história pessoal poderia ter sobre os outros”, Jennings falou com ao site da WAN (Word Animal News). “Desde o lançamento do blog há quatro anos, tenho recebido inúmeras mensagens de apoio de pessoas que não tinham ideia de que uma indústria como essa existia – voluntários criando leões com fins lucrativos, sem saber que eles morreriam em cativeiro por concursos de caça ou mortos por seus esqueletos”.
A campanha Claws Out pretende lançar um programa educacional em todo o Reino Unido com expansão planejada para outros países, assim como trabalhar para a conscientização sobre esse tema por meio do curta-metragem.
“É vital que todos usemos nossa voz para espalhar a verdade sobre essa indústria cruel para o mundo todo e possibilitar a conscientização para aqueles que ignoram a realidade, de modo que possamos romper essa cadeia de exploração”, disse Nicky Stevens, fundador e CEO da IAPWA ao site da WAN.
Campanhas como essa são indispensáveis para possibilitar a mudança necessária que não apenas os animais inocentes precisam e merecem, mas também para as pessoas compassivas que tentam salvá-los e acabam sendo enganadas.