Nove bilhões de animais são mortos por ano pela indústria de carne na União Europeia

Os políticos da União Europeia estão na mira de eleitores, ativistas, ambientalistas e da população em geral, para que ajudem os fazendeiros que vivem da criação de animais em larga escala (agropecuária industrial) a fazer a transição para a agricultura de cultivo de legumes, verduras, e frutas a fim de impulsionar a tendência crescente da alimentação baseada em vegetais que vem se consolidando cada vez mais.

Em um evento ocorrido esta semana no parlamento europeu, organizado pela Humane Society International, fazendeiros, ecologistas e acadêmicos concordaram que há uma necessidade urgente da União Europeia apoiar essa transição ajudando os fazendeiros a se adaptarem e aproveitarem a oportunidade econômica que a mudança na alimentação dos consumidores (queda no consumo de carne, laticínios e ovos) vem causando.

Um importante relatório da Fundação Rise advertiu recentemente que a produção de carne e laticínios da Europa deve ser reduzida pela metade até 2050, como exemplo de atitude responsável a ser tomada, dada sua contribuição significativa para a degradação ambiental do planeta, com as emissões de gases de efeito estufa e a perda de biodiversidade.

Atualmente, a UE cria 9 bilhões de animais para alimentação por ano – com mais de 360 milhões desses animais gastando toda ou parte de suas vidas em sistemas intensivos de criação em cativeiros – e, globalmente, estima-se que 82 bilhões de animais sofram por causa da alimentação humana.

Dr. Marco Springmann, da Universidade de Oxford, e Dra. Helen Harwatt, da Universidade de Harvard, participaram do simpósio realizado em Bruxelas, realizado pelo ecologista e especialista em transição, Alan Watson Featherstone, e pelo agricultor sueco Adam Arnesson, que esta fazendo a transição de sua fazenda de criação de porcos para agricultura de cultivo de aveia para uma empresa de leite vegetal.

Os incentivos políticos também foram tratados na primeira exibição pública na Europa do curta-metragem premiado BAFTA 2019, “73 Cows”(73 vacas, na tradução livre), sobre os fazendeiros britânicos Jay e Katja Wilde que mandaram todo o seu rebanho para um santuário e mudaram seu negócio para o cultivo de colheitas de legumes e vegetais.

Foto: 73 Cows/Divulgação

Foto: 73 Cows/Divulgação

“Os consumidores europeus estão mais conscientes do que nunca das questões relacionadas ao bem-estar animal e aos impactos ambientais da produção de carne, laticínios e ovos. O nível atual de produção de carne de origem animal é simplesmente insustentável, e o crescimento contínuo das alternativas à base de vegetais é inevitável”, disse Alexandra Clark, consultora de política alimentar da HSI/Europa, em um comunicado.

“O momento oferece aos fazendeiros de criação europeus uma oportunidade única de atender a essa demanda variável, fazendo a transição da criação animal industrial para a produção de culturas de vegetais e frutas. Com a atual reforma da política agrícola da UE, os deputados têm uma clara oportunidade de ajudar os fazendeiros na direção dessa transição, deslocando os subsídios da produção animal industrial, para apoiar os fazendeiros a mudar para frutas, legumes, cereais e leguminosas que estão crescendo em demanda para um público cada vez mais consciente e compassivo”, disse Clark.

A UE está atualmente reformando sua política agrícola, com uma votação crucial planejada na Comissão de Agricultura para o início de abril. A Dra. Helen Harwatt, da Universidade de Harvard, acredita que esta é uma grande oportunidade para os políticos assumirem a liderança em em relação as mudanças necessárias para migrar da criação animal para o plantio e cultivo vegetal.

A Dra. Harwatt disse: “Reaproveitar porções de terras utilizadas na agropecuária para remover o dióxido de carbono da atmosfera será crucial para limitar o aquecimento a 1,5°C. Por sua vez, a restauração desta terra ao seu habitat natural abrirá as portas para a reintrodução de espécies animais, o que ajudaria a combater a crise da vida selvagem. Mudanças da criação de animais para consumo para cultivo de colheitas são essenciais e os políticos devem garantir que medidas de apoio sejam implementadas para ajudar os fazendeiros a fazerem essa transição inevitável”.

O agricultor sueco Adam Arnesson mudou sua criação de animais pela carne para o cultivo de várias culturas para consumo humano, incluindo aveia para a produção de leite. Ao fazer isso, ele dobrou o número de pessoas que sua produção alimenta anualmente e reduziu pela metade o impacto climático de seu negócio por caloria.

Os fazendeiros Jay e Katja Wilde, que estrelam o curta-metragem “73 cows” de Alex Lockwood, expressam seu desejo de que os deputados europeus compreendam que a pressão e o medo que muitos fazendeiros sentem pelo futuro poderiam ser aliviados se houvesse apoio para que eles pudessem mudar com segurança e pelo bem do planeta.

Ao falar no evento da exibição do curta “73 cows”, no parlamento europeu, Jay Wilde disse: “Estamos entusiasmados com o fato do nosso filme ter chegado ao parlamento europeu, onde esperamos que inspire os políticos a votarem num futuro melhor tanto para os fazendeiros como para os animais. Dando nossas vacas para um santuário para viver em um refúgio seguro foi a melhor decisão de nossas vidas, tornou-se a única decisão certa quando enviá-las para o matadouro não era mais algo que eu poderia fazer e viver com isso. Mas tem sido uma jornada muito assustadora também porque você está entrando em território desconhecido.

“Essa mudança não é apenas uma escolha pessoal, é necessário proteger o meio ambiente, então, se houvesse apoio financeiro e prático para ajudar os fazendeiros como eu a plantar pelo planeta, isso tornaria a vida muito mais fácil”, disse ele.

A eurodeputada finlandesa Sirpa Pietikäinen disse que “se todos mudassem a sua alimentação para uma dieta a base de vegetais, isso seria benéfico para a saúde pública, o bem-estar dos animais, a biodiversidade e o clima”.

Vendas de leite desabam mais de um bilhão de dólares em 2018 nos EUA

Foto: Vegnews/Reprodução

Foto: Vegnews/Reprodução

As vendas de leite despencaram 1,1 bilhão de dólares em 2018, de acordo com estatísticas reveladas pelo Dairy Farmers of America (Fazendeiros Produtores de Laticínios da América)durante sua reunião anual. Em 2017, as vendas de produtos derivados do leite totalizaram 14,7 bilhões de dólares e caíram oito%, para 13,6 bilhões de dólares em 2018.

Apesar das alegações de que os baixos preços do leite são os culpados, a indústria de laticínios entrou em extinção já há algum tempo devido a uma mudança no comportamento do consumidor que caminha em direção a alternativas baseadas em plantas.

Tanto é assim que os lobistas que representam a indústria de laticínios recentemente reavivaram os esforços para banir a terminologia comercializável, como “leite” e “queijo” – mesmo com termos qualificadores como “sem leite” – de serem usados em produtos veganos em um movimento para derrubar a concorrência.

Esta semana, senadores de estados produtores de laticínios reintroduziram uma legislação que visa implementar essa proibição – um renascimento da chamada “Lei do Orgulho Leiteiro” de 2016. “O projeto de lei prevê uma medida de defesa contra as imitações e substituições de iogurte, leite e queijo para promover a ingestão regular diário de laticínios.”

Michele Simon – diretora executiva do grupo de lobby da Associação de Alimentação a base de Plantas, composto por 130 membros, acredita que essa legislação proposta é preocupante, enganosa e inconstitucional.

“Em uma era de crescente inovação na indústria de alimentos, essa legislação enviaria uma mensagem assustadora para empresas pequenas e emergentes: o mercado é manipulado contra você em favor de interesses particulares dos grandes e poderosos”, disse Simon.

“Essa lei mal-intencionada prejudicaria as empresas de alimentos inovadores baseados em plantas que estão crescendo rapidamente, oferecendo novas opções de excelente sabor aos consumidores. Esse projeto de lei, caso aprovado, declararia a livre iniciativa morta com a promoção de políticas protecionistas impulsionadas por representantes da indústria leiteira e seus lobistas”, disse a diretora

Um relatório de 2017 do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos revelou que o consumo de leite diminuiu em 22% de 2000 a 2016. A indústria de produtos lácteos veganos vale atualmente 17,3 bilhões de dólares e prevê-se que dobre de valor para 29,6 bilhões até 2023.

Indústria da carne realiza conferência sobre o mercado de alternativas vegetais na Holanda

Evento deve reunir apenas empresas que estão investindo ou pretendem investir no mercado de substitutos da carne e de outros alimentos de origem animal (Foto: The Vegetarian Butcher)

Uma conferência internacional vai ser realizada na Holanda no dia 26 de junho para discutir sobre o mercado de alternativas vegetais. Mas o que surpreende é que o evento não está sendo organizado pelo mercado vegano holandês, mas sim pela indústria da carne, que está de olho no crescimento da demanda por produtos de origem vegetal.

Uma iniciativa da GlobalMeat News, um dos maiores sites de notícias da indústria da carne, a conferência deve reunir apenas empresas que estão investindo ou pretendem investir no mercado de substitutos da carne e de outros alimentos de origem animal.

A fundadora da empresa alimentícia vegana VBites, Heather Mills, vai fazer o discurso de abertura do evento que conta também com palestras como “Sucessos da indústria de proteínas baseadas em vegetais”. Entre os palestrantes está David Welch, do Good Food Institute (GFI).

“Estamos satisfeitos em apresentar nossa nova e empolgante conferência que destacará os mais recentes desenvolvimentos e barreiras do mercado de proteínas baseadas em vegetais que segue em rápida expansão”, informa o site da Plant Protein Conference, que vai ser sediada no Hotel Marriott em Amsterdã.

Site de notícias sobre comércio de carnes promove conferência vegana

Foto: Beyond Meat

Um dos maiores sites de notícias da indústria da carne, o GlobalMeat News, está promovendo uma conferência vegana na Holanda. A iniciativa demonstra que o crescimento do mercado vegano é inegável e concorre diretamente com produtores de carne tradicional.

O GlobalMeat News escreveu em sua página que está satisfeito em apresentar a nova conferência, que destacará os mais recentes desenvolvimentos e barreiras no mercado de proteínas vegetais em rápida expansão.

Líderes da indústria – de empresas internacionais a start-ups, varejistas e fabricantes reunirão no no Marriott Hotel Amsterdam no dia 26 de junho.

O dia contará com um discurso de abertura de Heather Mills , fundadora da VBites, sobre “Como as dietas baseadas em plantas podem mudar vidas.”

Entre os palestrantes estão David Welch, do Good Food Institute e Jago Pearson, do Finnebrogue, que falarão sobre diferentes tópicos, como “Sucessos da indústria de proteína baseada em vegetais” e “Barreiras de mercado e como superá-las”.

Mudanças no mercado

O site da conferência diz: “Em nossa pesquisa anual (de produtores de produtos de carne), os participantes revelaram que 6% das proteínas alternativas afetaram seus negócios em 2017”, acrescentando que “61% eram favoráveis ​​a ver mais conteúdo em proteínas alternativas no futuro.”

Desde o ano passado, o aumento de opções veganas que são lançadas no mercado aumentou significativamente.

O hambúrguer vegano “que sangra” do Beyond Meat foi um dos que mais se destacou. Feito com proteína de ervilha ele já está no A & W Canada, Carl’s Jr. e TGI Fridays. A Beyond Meat recentemente revelou seus planos de tornar sua carne vegetals mais barata do que a carne de origem animal. As informações do LiveKindly.

Vídeo mostra elefante acorrentado forçado a pintar na frente de turistas

Foto: Viral Press

Foto: Viral Press

Ao visitar a Tailândia, os turistas tem uma chance enorme de receber a oferta para um passeio ou uma experiência com um elefante. Este animal é considerado um símbolo nacional e os tailandeses tem muito orgulho disso.

Porém, este tipo de turismo envolvendo exploração de animais, como passeios e subjugação da vontade dos elefantes, são severamente criticados por grupos de bem-estar animal em todo o mundo. Um vídeo surgiu recentemente mostrando um elefante em uma creche tailandesa, pintando seu autorretrato.

A primeira vista pode parecer cativante a imagem do imenso animal segurando delicadamente um pincel ao colorir um desenho de si mesmo. Mas, enquanto o vídeo prossegue, é possível ver a enorme corrente em volta de seu pescoço e, de repente, as imagens tomam um rumo sombrio.


O vídeo foi filmado no National Elephant Day, que existe desde 1998.

Quando os milhões de turistas vão para a Tailândia todos os anos, muitos deles desejam tirar fotos em cima de elefantes, ou pelo menos perto de um deles.

Mas os pesquisadores descobriram que esse desejo de estar perto do gigante africano é também “alimentar a crueldade” contra esses animais. Isso não quer dizer que a creche no vídeo é culpada de crueldade, mas a indústria como um todo precisa de conscientização urgente.

Dos 3 mil elefantes observados na pesquisa na Ásia feita pela World Animal Protection, aproximadamente três quartos deles viviam em “condições de extrema crueldade”.

Maria Mossman, fundadora da ONG Action for Elephants do Reino Unido, disse ao The Guardian: “Muitos parques se anunciam como santuários, mas eles não são nada disso”.

“Nunca vá a um parque que anuncie shows, comportamentos não naturais, truques ou pintura de quadros – e, por favor, nunca monte um elefante”, pede ela.

Foto: PA

Foto: PA

Maria acrescenta ainda que alguns parques permitem que centenas de turistas filmem a si mesmos brincando com elefantes em área de irrigação.

“Em alguns lugares isso significa que muitas pessoas ficarão com os elefantes na água, a cada hora – isso não é natural para um elefante: ficar na água o dia todo com um monte de pessoas subindo em cima deles”, disse ela.

Em 2016, o TripAdvisor anunciou que estava cortando laços com qualquer serviço que oferecesse contato direto com elefantes. Mas isso não impede que milhões de turistas, quando chegam ao país, recebam ofertas de experiências com os animais dos moradores locais.

Veterinário e consultor de vida selvagem global da World Animal Protection, Dr. Jan Schmidt-Burbach, disse à BBC: “A tendência cruel de usar elefantes para passeios e shows está crescendo – queremos que os turistas saibam que muitos desses animais são tirados de suas mães ainda bebês, forçados a suportar duros treinamentos e sofrer condições precárias de vida durante toda a vida”.

O governo tailandês está ajudando a acabar com o abuso de animais nesses parques, criando um banco de dados de todos os elefantes em cativeiro. Espera-se com isso que eles seja capazes de rastrear a saúde do animal e garantir que eles não estejam sofrendo.

Mortalidade aumenta a taxa de mortalidade entre porcas nos EUA

Porcas passam a vida toda em caixas de reprodução | Foto: Andia/Getty Images

Porcas passam a vida toda em caixas de reprodução | Foto: Andia/Getty Images

Porcas exploradas pela indústria de criação passam a vida inteira presas em locais apertados, mal conseguindo se movimentar, em pé o tempo todo, em condições não naturais. Elas são mantidas em caixas específicas para reprodução e parto, apenas com o objetivo de procriar até não suportarem mais, e quando chega esse momento são mortas e substituídas por outras mais jovens.

Dada a velocidade com que têm subido essa taxa de mortalidade de porcas nos EUA, especialistas estão preocupados com o impacto na espécie. Estima-se que sejam mais de três milhões de porcas exploradas para reprodução no país.

A taxa de mortalidade subiu de 5,8% para 10,2% em fazendas de criação que possuem mais de 125 porcas entre 2013-2016, segundo informações de uma organização que coleta dados em 800 empresas.

Os números estão ligados a um aumento preocupante do prolapso, que seria o colapso do reto, da vagina ou do útero do animal. Em alguns casos, o prolapso é fatal. Em outros, a porco acaba sendo eutanasiada. Algumas fazendas não admitem o aumento, mas um relatório do ano passado descobriu que algumas delas possuíam altos índices de prolapso, causando entre 25% e 50% das mortes de porcas.

A Associação Americana de Veterinários de Suínos criou um grupo de trabalho para estudar exclusivamente como lidar com o prolapso em porcas, mas suas descobertas até agora foram inconclusivas. Em abril, o National Pork Board anunciou uma pesquisa de longo prazo em colaboração com o Iowa Pork Industry Center da Iowa State University, projetado para obter uma ampla visão do problema. Iowa (EUA) é o maior produtor de carne suína do país. O estudo, que ainda está em andamento, tem como objetivo coletar dados detalhados de 400 mil porcas – ou cerca de 13% das 3 milhões de porcas exploradas em cativeiro do país – em mais de 100 fazendas em 16 estados.

Várias causas possíveis para o problema foram sugeridas, incluindo deficiência de vitaminas, microtoxinas na ração, dietas de alta densidade ou problemas abdominais. Alguns especialistas culpam os sistemas de confinamento na criação intensiva – as porcas gastam uma grande porcentagem de suas vidas em caixas de gestação e parto que não permitem que elas se movimentem. Práticas “modernas” de criação também têm sido sugeridas como um fator causal.

A Indústria de criação se recusa a comentar a acusação, mas alguns reconheceram que estão tendo que lidar com a questão. “É um tópico em nossas reuniões, tanto nos corredores quanto nas salas de reunião”, disse Tom Burkgren, diretor executivo da Associação Americana de Veterinários Suínos, um grupo referência para veterinários em todo o país.

Estima-se que 97% dos 73 milhões de porcos dos EUA sejam criados em ambientes isolados e fechados ou em operações de alimentação em confinamento, condições cruéis. Nesses sistemas, as porcas geralmente vivem a maior parte de suas vidas em caixas de gestação ou parto que não permitem que elas se levantem ou se virem. Nessas condições, a porca dá em média a luz a 23 leitões por ano – ou dez por ninhada. Depois de duas a quatro ninhadas, a maioria das porcas tende a ser substituída por fêmeas mais jovens que podem produzir filhotes a uma taxa mais alta.

A indústria de reprodução forçada e intensiva está colhendo as consequências de suas atividades. Segundo especialistas, um dos efeitos de selecionar os animais pelos mais férteis é uma tendência a claudicância.

No final dos anos 80, os porcos eram criados com três características em mente: ganho de peso rápido, pouca gordura nas costas e um grande lombo. Agora, eles estão criando as porcas para produzir muitos bebês. Porém, chega um ponto em que esse sistema foi longe demais.

Porcas pastando ao ar livre | Foto: Nyman Ranch

Porcas pastando ao ar livre | Foto: Nyman Ranch

“Nós construímos uma contradição nesses animais”, explica Leah Garces, diretora da Compassion in World Farming (Compaixão na Criação Mundial de Animais). “Nas últimas décadas, as porcas foram criadas para ter menos gordura nas costas – porque não é interessante para o comércio que elas tenham tanta gordura – mas agora é esperado que elas produzam mais e mais bebês. E isso não é biologicamente possível; seus ossos são fracos e eles não têm gordura suficiente para suportar o processo reprodutivo. Nós os criamos e modificamos até o limite e as mortes entre esses animais está nos dizendo isso.”

O ideal seria jamais escravizar ou explorar os animais mas quando os porcos eram criados em uma escala menor, talvez de 200 a 300 de cada vez, e permitindo que eles passassem um tempo fora do cativeiro, tendo comportamentos que são típicos de porcos, como chafurdar na lama e construir ninhos de palha, o diretor afirma que as mortes eram em muito menos quantidade. Mas criados desta forma, os porcos produzem apenas cerca de metade dos descendentes por ano do que nos sistemas industriais.

Um sistema especista que dita as regras de acordo com a ambição e o lucro assassina animais inocentes anualmente, animais capazes de sentir, dotados de inteligência e conscientes de tudo o que lhes acontecem, morrem enclausurados, muitas vezes sem jamais terem conhecido a liberdade.

Foto captura momento em que filhote resgatado de canil descobre a liberdade

Filhote de cão se deslumbra perante a liberdade recém adquirida | Foto: National Mill Dog Rescue/Facebook

Filhote de cão se deslumbra perante a liberdade recém adquirida | Foto: National Mill Dog Rescue/Facebook

Filhotes de cães nos remetem à imagens ternas, figuras doces com imensos olhos carentes, rabinhos alegres abanando sem parar e narizes molhados acompanhados de patinhas saltitantes. Há uma razão pela qual associamos filhotes de cachorro com felicidade e fofura: é quase impossível ver um deles e não se comover. Embora as afirmações acima sejam verdadeiras, a triste realidade é que a vida dos filhotes nem sempre é tão divertida e feliz.

Os cãezinhos fofos que vemos nas vitrines das pet shops e feirinhas de venda de animais vem de fábricas de filhotes. Estas indústrias são instalações unicamente construídas para criação em grande escala, onde os cães são tratados como mercadorias com o único objetivo de venda. Cães reprodutores são mantidos em pequenas gaiolas de arame pela vida toda, privados de qualquer tipo de assistência médica – e até mesmo das necessidades básicas como água e comida limpas e na quantidade adequada.

Esses filhotes nunca saberão o que é correr livre pela grama ou vão experimentar o simples prazer de uma cama confortável para dormir. O aspecto mais abominável de tudo isso é o fato de que a venda desses filhotes alimenta a própria indústria da reprodução de animais. Na vitrine o que esta exposto são apenas cachorrinhos doces e bonitos, mas o que não se pode ver é a quantidade incalculável de sofrimento e abuso por trás daquele animal e sua história até ali.

Este pequeno e indefeso ser mostrado na foto está sob os cuidados do abrigo – e também equipe de resgate – National Mill Dog Rescue, onde cães como ele, resgatados de criadores de animais para venda, receberão todo o cuidado de que precisam antes de serem adotados por uma família e encontrarem um lar definitivo. Graças a pessoas como essas, este cão e inúmeros outros finalmente terão a oportunidade de aprender o que significa ser amado e cuidado – a vida que todos os cães realmente merecem.

A indústria de criação de filhotes é cruel e inescrupulosa, movida única e exclusivamente pela ambição e pelo dinheiro ao custa de milhares de vidas inocentes e indefesas.

A adoção de um cão é um ato de amor, oferecer um lar àquele que precisa de uma família, ao comprar um animal o indivíduo está colocando preço em uma vida, tratando o cão como um produto e o pior de tudo: alimentando um comercio criminoso e desprezível.

Cantor vegano Bryan Adams diz que a indústria da carne mente sobre proteína

Conhecido por sucessos como “Heaven”, “Please Forgive Me”, “Everything I Do”, “Summer of 69”, Bryan Adams quer que os fãs saibam que, ao contrário do que a indústria da carne diz, é possível obter toda a proteína necessária em uma dieta vegana.

Foto: Reprodução | Instagram

“Tem muitas “pedradas de rock” na nova turnê canadense e frequentemente as pessoas me perguntam de onde eu ganho proteína em uma dieta vegana pra isso “, escreveu o cantor e compositor em um post recente no Instagram.

“Bem, não acredite na propaganda da indústria da carne dizer que se você está comendo animais e peixes, você está consumindo proteína, porque todos os alimentos precisam ser transformados em aminoácidos no estômago antes que o corpo os transforme em proteínas.”

Uma das perguntas mais frequentes aos veganos é sobre as fontes as proteínas, devido ao mito de que os produtos animais são as únicas. Mas de acordo com especialistas, é possível não apenas obter proteína adequada, mas também ter sucesso em vários aspectos com uma dieta baseada em vegetais.

“Então a resposta é: se você está comendo legumes frescos, incluindo saladas e frutas, seu corpo naturalmente encontra o que precisa e expulsa o resto”, afirma o cantor.

Adams é vegano por quase três décadas e revelou em uma entrevista ao The Tribune em outubro do ano passado que ele acredita que animais são amigos, não comida.

“Os animais são meus amigos e eu não como meus amigos”, disse ele. O músico canadense também falou dos encontros mágicos com animais que ele teve na Índia, relembrando como, em sua primeira viagem ao país, seu táxi foi forçado a parar “porque um elefante estava dormindo no meio da estrada”.

A dieta vegana é saudável?

Bryan Adams acrescentou que comer animais é “perigoso para uma boa saúde a longo prazo”.

A celebridade já creditou a sua dieta vegana o motivo para não ficar doente, observando como a alimentação saudável baseada em vegetais fortalece o sistema imunológico.

Foto: Reprodução | Instagram

Evidências médicas revelam que alimentos à base de animais, particularmente carnes vermelhas e processadas, têm sido associados a vários problemas de saúde, incluindo várias formas de câncer, doenças cardíacas e diabetes tipo 2.

O movimento vegano é tão importante para Adams que ele usa regularmente suas redes sociais para promover a causa, desafiando até seus fãs preocupados com o meio ambiente. As informações são do Live Kindly.

Embora tenha admitido que a mudança do seu estilo de vida, em 1989, tenha sido motivada pelo “conhecimento sobre um estilo de vida mais saudável”, o músico também diz que sua dieta livre de carne também é impulsionada pelo respeito ao planeta e aos animais.

Em dezembro passado, ele escreveu para milhões de fãs no Facebook: “Você não pode ser um verdadeiro ambientalista se comer animais”.

Adams disse anteriormente que seu lema de vida é “Se você ama animais, não os coma”, um mantra que fazia sentido para ele desde bem pequeno. “No momento em que comecei a entender o que estava acontecendo com o tratamento dos animais, isso me levou cada vez mais ao caminho em que sigo agora, que é de um vegano completo”.

A decisão de não comer seus amigos é, segundo o músico, “a melhor coisa que já fiz”.

ovelhas em fazenda

Com o progresso do combate ao uso de peles, é importante lutar pelo fim do uso de lã

Depois de décadas de incontáveis ​​protestos, 2018 foi finalmente o ano em que a moda começou a pôr um fim no uso de peles de animais. Com esse grande progresso realizado, organizações como a People for the Ethical Treatment of Animals (PETA) voltaram suas atenções para um novo objetivo: lutar contra o uso de lã.

ovelhas em fazenda

Foto: PETA

A PETA afirma que não existe nenhuma maneira ética de tosquiar as ovelhas e retirar sua lã. Em seus esforços para esclarecer como o material é produzido, o grupo internacional de direitos animais lançou campanhas contra varejistas como a Forever21 pelas vendas de lã, e, mais recentemente, lançou 11 exposições focadas em revelar o quão prejudicial e dolorido é o processo de corte para as ovelhas.

“O que é importante perceber é que não se trata de denunciar uma ou duas fazendas ruins, isso é um problema sistemático”, diz a diretora-associada da PETA, Ashley Byrne. “Nós encontramos as mesmas coisas [através de operações de corte de ovelhas.] Animais são espancados, chutados, perfurados e mutilados na frente um do outro de maneiras horríveis.”

Embora existam empresas que afirmam que seus materiais são produzidos de forma responsável e ética, a PETA diz que toda a indústria está repleta de abuso de animais. Por exemplo, Byrne diz que parte da investigação da PETA incluiu a observação de fazendas que abastecem empresas como a Patagonia, uma marca que enfatiza publicamente seu uso de materiais “sustentáveis e socialmente responsáveis”.

Depois de uma investigação de 2017 ter descoberto que um fornecedor de lã da Patagonia abusava de ovelhas em sua fazenda, a empresa suspendeu duas vezes as compras com esse fornecedor. Em setembro de 2018, a Patagonia se negou a revelar seus últimos fornecedores de lã para a PETA, apesar das promessas de transparência por parte da empresa.

Tribunal veta a proibição de investigações secretas em fazendas industriais e matadouros

O Tribunal Distrital dos EUA derrubou a lei Ag-Mord de Iowa, na última quinta-feira (10), sustentando que a proibição de investigações secretas em fazendas industriais e matadouros viola a Primeira Emenda.

Foto: Pixabay

O Animal Legal Defence Fund, em 2017, liderou uma coalizão de grupos de defesa animal, ambiental e comunitária, desafiando a constitucionalidade da lei. Tribunais federais da mesma forma derrubaram as leis Ag-Gag em Idaho e Utah como inconstitucionais.

A lei Ag-Gag de Iowa criminaliza investigações secretas em uma ampla gama de instalações de animais, incluindo fazendas industriais, fábricas de filhotes e matadouros, impedindo que os defensores exponham a crueldade e o meio ambiente, os direitos dos trabalhadores e as violações de segurança alimentar. A lei alcançou seu objetivo de suprimir investigações secretas – nenhuma investigação foi realizada desde a aprovação da lei em 2012.

“As leis da Ag-Gag são uma tentativa perniciosa das indústrias de exploração animal de esconder algumas das piores formas de abuso de animais nos Estados Unidos”, diz o diretor executivo do Animal Legal Defense Fund, Stephen Wells. “A vitória de hoje deixa claro que o governo não pode proteger essas indústrias em detrimento de nossos direitos constitucionais.” As informações são do The Poultry Site.

Foto: Pixabay

Por mais de um século, o público contou com investigações secretas para expor práticas cruéis e ilegais em fazendas industriais e matadouros. Nenhuma lei federal governa a condição em que os animais de criação são criados e as leis que tratam do assassinato e do transporte são frouxamente aplicadas. Investigações secretas são a principal via pela qual o público recebe informações sobre operações de pecuária. Iowa é o maior produtor de suínos criados para carne e galinhas criadas para ovos nos Estados Unidos, o que torna extremamente importante que as investigações não sejam suprimidas.

O Animal Legal Defense Fund é a organização de defesa legal proeminente do país para animais e liderou coalizões para derrubar as leis Ag-Gag em Idaho e Utah. Litígios contra a lei Ag-Gag da Carolina do Norte estão em andamento.

Foto: Pixabay

Os autores do processo são o Animal Legal Defense Fund, Iowa Citizens for Community Improvement, Beverly Benji, People for the Ethical Treatment of Animals (PETA) e o Center for Food Safety. Eles são representados pelo Animal Legal Defense Fund, pela American Civil Liberties Union (ACLU) de Iowa, pela Public Justice e pelo Law Office de Matthew Strugar.