Maiores padarias de Israel estão abandonando os ovos e se tornando veganas

Foto: Marc Israel Sellem

Foto: Marc Israel Sellem

A Vegan Friendly entrou em contato com algumas das maiores redes de padaria do país do Oriente Médio para ajudá-las a recriar suas receitas sem o uso de produtos de origem animal.

La Farina, Mr. Donuts, Davidovich, Lehamim, Biga, Neeman, Biscotti, Piece of Cake, Antikovich, Gold Cookies e Roladin, a maior rede de padaria de Israel com 81 filiais, participaram da iniciativa.

La Farina introduziu um bolo vegano de chocolate em seus 15 locais. O novo item economizará 12 mil ovos, 370 litros de leite de vaca e 250 quilos de manteiga a cada ano.

A Mr. Donut – que fornece milhares de donuts a cafés, lanchonetes, hotéis e salões de banquetes todos os dias – se comprometeu a tornar-se totalmente vegana depois da Páscoa. A decisão vai economizar para a empresa cerca de 200 mil ovos por ano.

A certificação da Vegan Friendly agora aparece em quase 5 mil produtos em Israel.

Visão vegana

A organização sem fins lucrativos explicou ao jornal ISRAEL21c que os produtos de origem animal não são necessários para que os assados sejam saborosos e vendam bem.

“Consultamos especialistas e eles disseram que não havia motivo para muitos produtos não serem veganos. Ovos, manteiga e leite estão lá apenas por tradição e hábito ”, disse o fundador da Vegan Friendly, Omri Paz, à publicação.

A Vegan Friendly descobriu que não precisava convencer as empresas a se envolver, já que atualizar as receitas para ser vegano geralmente torna os produtos mais baratos e saudáveis.

Foto: Livekindly

Foto: Livekindly

O movimento também torna os itens disponíveis para uma gama mais ampla de pessoas, incluindo aquelas com alergias a laticínios ou ovos e clientes kosher à procura de produtos parve (sem laticínios ou carne). O serviço prestado pelo Vegan Friendly também é gratuito.

Paz apontou que grandes redes de padaria não se comprometeriam com a troca se as receitas não tivessem um sabor tão bom, ou melhor, até que o original.

A mudança não é demorada, geralmente levando apenas de uma a três visitas até que a empresa esteja satisfeita com o novo produto livre de animas. O Vegan Friendly trabalha com o chef de pastelaria premiado Tal Hausen para reestruturar as receitas.

Hausen treinou em Paris e fez sobremesas para a família real britânica, incluindo aniversários para a rainha. Hausen ganhou um prêmio pelo melhor chef de pastelaria em Londres em 2011, enquanto trabalhava na culinária vegana.

Paz quer levar o projeto da Vegan Friendly ainda mais longe. “No momento, estamos nos concentrando em padarias. Quando chegamos a um ponto em que 60% a 70% dos doces em Israel passarem a ser veganos, passamos para outros produtos ”, disse ele. “Eu realmente acredito que este projeto será um divisor de águas”.

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Primeiro ministro nomeia ativista vegana como conselheira de direitos animais em Israel

Foto: Supplied

Foto: Supplied

A prolífica ativista vegana, Tal Gilboa, foi oficialmente nomeada pelo primeiro-ministro israelense como conselheiro para assessorá-lo em questões de direitos animais.

Tal, que é mais conhecida por ter vencido o reality show Big Brother Israel, é o co-fundadora da Total Liberation Israel e Glass Walls. Ela documentou o que acontece em 95% das fazendas leiteiras de Israel.

A ativista diz que quer usar seu novo papel para conscientizar a população e as autoridades sobre o sofrimento dos animais.

Assessora para direitos animais

“Eu pedi a Tal Gilboa para ser minha conselheiro em questões de direitos animais”, disse o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu em um comunicado enviado ao Plant Based News. “Este é um assunto que gradualmente se tornou mais e mais caro ao meu coração”.

“Fui influenciado pela minha família, pelos livros que li, pela própria Tal e devo acrescentar, pelo minha cachorra Kaya. Minha conexão com Kaya, vendo como ela entende as coisas, testemunhando seus sentimentos e movimentos, tudo isso teve um efeito profundo em mim”, diz o primeiro ministro israelense.

“Por isso, começamos a implementar mudanças nas políticas do governo meio de vários caminhos, sentidos e medidas nos últimos anos e continuaremos a fazer isso com maior intensidade no próximo governo“.

Sensibilização

“Eu gostaria de aumentar a conscientização para o sofrimento dos animais”, acrescentou Gilboa. “Animais que estão em fazendas, animais que estão em abrigos e muitos mais”.

Quando perguntada se ela gostaria de ver Israel como o primeiro país vegano, ela disse: “Absolutamente, mas isso depende da vontade das pessoas. A coisa mais importante para a qual eu trabalharia seria tomar a jurisdição em questões relativas à crueldade contra os animais das mãos do Ministério da Agricultura”.

“É um absurdo que o mesmo ministério, que trabalha de perto com produtores de leite e avicultura, também supervisione questões de crueldade contra os animais. Isso deve mudar urgentemente”.

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Vândalos pintam suástica no corpo de burros

Foto: Polícia de Israel

Foto: Polícia de Israel

Uma suástica foi encontrada recentemente pintada a spray em um burro na cidade de Be’er Sheva, no sul do país.

A polícia abriu uma investigação sobre o caso, que ganhou notoriedade nas mídias sociais. Um residente de 40 anos da cidade vizinha de Tel Sheva, foi detido e levado para prestar esclarecimentos. Foram encontrados vários burros na propriedade do suspeito marcados com a suástica.

A associação “Let the Animals Live” respondeu duramente aos relatórios, conclamando as autoridades a processar os responsáveis em toda a extensão da lei.

“Esperamos que a polícia lide com a gravidade aqueles que zombaram do Holocausto e torturaram um animal”, disse o fundador da Let the Animals Live, Eti Altman.

“Como filha de um sobrevivente do Holocausto, fiquei chocado. A justiça deve ser feita e esses criminosos devem ser punidos severamente.”

Burros em Israel

De acordo com informações do Ali Findlay, gerente de programas do Oriente Médio da ONG internacional, World Society for the Protection of Animals (WSPA), para o Telegraph, os burros que vivem em Israel precisam de muita ajuda: os animais continuam desempenhando seu papel tradicional de transporte para aqueles que não podem pagar carros, caminhões ou motocicletas. Burros carregam carroças lotadas de suprimentos e pesadíssimas, outros mal conseguem caminhar, cheios de caixas e sacolas nas costase a amarradas às laterais de seus corpos.

“Eu até vi um pobre burro lutando para carregar um homem adulto a pleno galope ao longo do acostamento de uma rua movimentada ao sol do meio da tarde”, conta Findlay.

Lucy's Sanctuary for Holy Land Donkeys

Foto: Lucy’s Sanctuary for Holy Land Donkeys

Com o aumento do custo do combustível, os jumentos são mais procurados do que nunca, não apenas em Israel, mas em todo o mundo em desenvolvimento explica o ativista. “Eles são frequentemente negligenciados: quando as pessoas acham difícil sustentar suas famílias, o bem-estar animal diminui a lista de prioridades”.

Fatos pouco conhecidos sobre os burros

De acordo com informações do santuário Lucy’s Sanctuary for Holy Land Donkeys que resgata e abriga burros abusados vítimas de maus-tratos em Israel e também na Palestina com unidades móveis de tratamento “in loco”, esses animais são muito mais inteligentes e amorosos do que a maioria das pessoas imagina.

Os burros são provavelmente os animais mais subestimados do mundo. Com seu comportamento silencioso e estoico, muitas pessoas não percebem que pequenas criaturas inteligentes, sensíveis, sábias e leais elas realmente são.

Conheça 16 características dos burros:

1. Esses animais têm excelentes memórias, eles são capazes de se lembrar de um lugar onde estiveram ou de outros burros que encontraram há 25 anos.

2. Um burro nunca se envolverá em uma atividade se considerá-la insegura.

3. Com o devido cuidado e amor, um burro pode viver por mais de 40 anos.

4. Os burros não são teimosos em tudo. No caso de sentirem algo de errado durante a viagem, eles simplesmente não seguirão em frente e começarão a estacar. Este é um comportamento que demonstra de sua inteligência. Esse comportamento fez as pessoas pensarem que os burros são teimosos.

5. Os burros são originários das áreas desérticas do Oriente Médio e da África e estão anatomicamente bem equipados para sobreviver nessas condições.

6. Um burro é capaz de ouvir outro burro a uma distância de 97 km em condições adequadas no deserto. Isso é possível por causa de suas orelhas grandes e audição poderosa.

7. Suas orelhas grandes também ajudam a mantê-los frescos no clima quente e árido do deserto.

8. Comparados aos cavalos, os burros são muito mais capazes de pensar e tomar decisões independentes, garantindo sua segurança.

9. Burros odeiam chuva. Sua pelagem não é à prova d’água e permanecer na chuva por um longo período na verdade prejudica a sua saúde.

10. Assim como com chimpanzés e macacos, os jumentos em um rebanho se cuidam e se mantêm limpos.

11. Os burros são capazes de utilizar 95% de toda a refeição que comem. Isso é porque eles são basicamente animais do deserto. Em áreas de deserto, a comida é escassa e desperdiçar comida não é um luxo possível nessas áreas.

12. Burros ficam deprimidos com muita facilidade quando deixados sozinhos. Essa é a razão pela qual eles vivem em grupos.

13. Burros e cavalos têm a mesma marcha, mas os burros raramente são vistos correndo. Sendo os desertos o seu clima nativo, os burros provavelmente entenderam que correr como uma atividade desnecessária em altas temperaturas. Este instinto de não correr ficou com eles desde a sua evolução.

14. Ao contrário dos cavalos, um burro dificilmente mostra dor até que seja tarde demais. É por isso que eles são frequentemente tão maltratados. Como tutor de um burro, você deve sempre observar mudanças de comportamento para não perder sinais de doença ou desconforto.

15. Um burro não deve carregar mais do que aproximadamente 20 a 25% do seu próprio peso corporal para se manter saudável.

16. Os burros podem construir um relacionamento muito forte com outro amigo burro. Se um parceiro morre, o outro pode sofrer por muito tempo.

Membro vegana do governo de Israel pede por cadeiras livres de couro no parlamento

Indústria de couro | Foto: PETA

Indústria de couro | Foto: PETA

Miki Haimovich uma política israelense e vegana, em uma iniciativa inédita, solicitou recentemente que seu assento de couro no plenário do Knesset (legislatura nacional de Israel) fosse substituído por um que fosse feito com materiais livres de animais.

“A maior parte do couro na indústria de produtos de couro é feito de animais que foram explorados e mortos em outras indústrias, principalmente na indústria da carne”, escreveu Haimovich, que é membro do Partido Azul e Branco, em uma carta ao presidente da Knesset, Yuli Edelstein.

Miki Haimovich | Foto: VegNews/ Reprodução

Miki Haimovich | Foto: VegNews/ Reprodução

“Esses animais sofrem muito e, durante a maior parte de suas vidas, são vítimas de violência e negligência.” Haimovich se ofereceu para pagar a mudança e sugeriu a substituição de todas as cadeiras do Knesset por outras que fossem feitas com materiais sintéticos para servir de exemplo para o mundo, a iniciativa segue esforços semelhantes realizado por ela para instalar painéis solares nos edifícios do parlamento.

*A moda e uso do couro*

O mercado da moda trouxe ao longo dos anos roupas, sapatos e acessórios carregados de medo, dor e sofrimento animal. Peles e pelos são arrancados de criaturas indefesas para satisfazer o prazer fútil de vesti-los.

“Vacas são espancadas, abatidas e esfoladas – tudo isso para que a etiquetas de moda possam exibir coleções de roupas, bolsas e sapatos feitos da sua pele. O uso do couro de origem animal tem pelo menos três vezes o impacto ambiental negativo que a maioria dos couros veganos disponíveis no mercado.

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

Em 2017, a PETA conseguiu chegar a um acordo com a linha de roupas Hart N Dagger, de Jon Bon Jovi, para dispensar o patch de couro e em maio deste ano está em contato com a marca de Jeans Levi´s para conseguir que eles dispensem o uso de couro nas etiquetas com o nome da marca de seus produtos.

Em décadas passadas, a demanda do consumidor por couros tradicionais era alta, especialmente quando se tratava de calçados. Mas, nos últimos anos, muitos compradores se conscientizaram das implicações ambientais e éticas do uso de couro de origem animal e começaram a rejeitar o material.

*Sapatos de couro vegano*

Essa mudança nas atitudes do consumidor levou inúmeras marcas a introduzir sapatos feitos de materiais que não vêm de animais. As alternativas ao produto são diversas, como plástico, cogumelos, abacaxi, microfibra, entre outros.

Além disso, a qualidade do couro sintético aumentou tanto que a maioria dos consumidores não consegue sequer distingui-lo do verdadeiro.

Toxinas e sangue em curtumes | Foto: PETA

Toxinas e sangue em curtumes | Foto: PETA

De acordo com Jocelyn Thornton, vice-presidente sênior de serviços de criação de uma empresa de consultoria de moda e varejo chamada Doneger Group, os consumidores mais jovens estão na vanguarda da tendência de abandonar o couro real.

Como Thornton explicou, nos dias de hoje, as pessoas nesta faixa etária preferem sapatos mais casuais como tênis, ao invés de sapatos sociais, diminuindo naturalmente sua demanda por couro.

Além disso, acrescentou Thornton, os compradores mais jovens estão procurando marcas com uma “história boa” por trás de sua produção. Isso sugere um desejo por sapatos produzidos com responsabilidade entre esses consumidores.

“Eles não estão necessariamente procurando sintéticos. Eles estão apenas procurando por coisas que são melhores para o meio ambiente, melhores para o futuro “, disse Thornton.

*Avanços no setor*

Dessa forma, a busca por alternativas reduziu significativamente a demanda por couro genuíno.

A grande seca de 2014 nos Estados Unidos, que diminuiu consideravelmente o número de bois, e consequentemente aumentou o preço do couro, também é um fator no encolhimento do mercado.

Em 2016, as vendas de calçados de couro caíram 12%, enquanto as vendas de calçados esportivos tiveram um aumento de 14,3%, de acordo com a Statista, uma empresa de pesquisa de mercado sediada em Hamburgo.

Logo, essa indústria está perdendo espaço para a crescente popularidade das alternativas veganas.

É animador saber que muitos consumidores estão mudando seus hábitos de compra em prol do bem-estar animal e do planeta.

Vilarejo vegano em Israel existe há mais de 60 anos e possui 800 moradores

Imagem do vilarejo vegano Amirim | Foto: Livekindly/Reprodução

Imagem do vilarejo vegano Amirim | Foto: Livekindly/Reprodução

Amirim, uma aldeia vegetariana e vegana no norte de Israel, perto da Floresta da Galileia, é um popular e muito procurado destino turístico.

Nenhuma carne é permitida em Amirim, uma pequena vila vegetariana e vegana localizada a 600 metros acima do nível do mar no norte de Israel.

Amirim foi fundada em 1958 por um pequeno grupo de veganos, vegetarianos e aqueles que estavam em busca de um estilo de vida saudável. Entre eles estavam alguns Ramo Davidianos, uma seita adventista do sétimo dia, que professa uma fé cristã na qual muitos seguidores se alimentam de forma vegetariana, liderada pelos co-presidentes Benjamin e Lois Roden.

Um grupo de imigrantes norte-africanos tentou colonizar a terra no início da década, mas abandonou a ideia depois de enfrentar muitas dificuldades. Os primeiros moradores de Amirim montaram tendas, plantaram jardins e, finalmente, atraíram mais pessoas e cresceram até se tornar o que é hoje – uma vila vegetariana e vegana com mais de 800 moradores.

Por que Amirim é vegana?

“Tudo começou com o amor pelos animais e a preocupação com o direito deles de viver”, explicou a dra. Ohn-Bar, que administra uma pousada no vilarejo com o marido, em uma entrevista concedida em 2013 ao Our Compass. Ela também tem doutorado em ciências naturais da saúde e mestrado em psicologia educacional.

“E então as razões de saúde começaram entrar em foco, e as pessoas que se curavam de doenças mortais por meio de uma dieta vegetariana, procuravam um lugar para criar seus filhos e se juntaram à vila”, ela continuou, acrescentando que os efeitos da agropecuária no aquecimento global também estão atraindo mais atenção para Amirim.

Amirim é um pequeno destino turístico. Há caminhadas arborizadas na floresta da Galileia, restaurantes, música ao vivo, spas para descanso, passeios e oficinas espirituais.

A maior parte da aldeia é secular, embora alguns moradores sejam religiosos. A vila também tem vistas panorâmicas da floresta montanhosa.

Vista de Amirim para as montanhas | Foto: Amirim.com

Vista de Amirim para as montanhas | Foto: Amirim.com

“A Terra é de suma importância para nós, e a preservação ambiental está sempre presente em nossas preocupações, que incluem vegetarianismo/veganismo, construção isolada e sombreada de todas as nossas cabanas de madeira, suítes de madeira e unidades exclusivas para hóspedes”, afirma o site.

A maioria das janelas e portas das casas no vilarejo foram construídas para absorver o fluxo de ar e capturar a brisa do verão, economizando assim energia que pode ser usada para o ar condicionado. Todos os produto disponíveis em Amirim são cultivados organicamente.

Uma pequena aldeia em Israel dá o exemplo e a lição ao mundo todo de como a humanidade deveria se orientar para que o planeta não estivesse à beira de um colapso ambiental, humano e silvestre como atualmente se encontra.

A nós resta apenas, observar e aprender.

Quatro filhotes de leão congelam até a morte no zoo de Gaza

SAID KHATIB/AFP/Getty Images

SAID KHATIB/AFP/Getty Images

Um zoológico na Faixa de Gaza vai fechar as portas após um clamor público pela morte de animais em suas instalações, de acordo com relatos. os filhotes de leão teria morrido devido as condições climáticas, com a temperatura muito baixa e as péssimas condições de acomodação dos animais, incapazes de abrigá-los de forma eficiente do frio.

A ONG Four Paws que defende os direitos animais, lançou uma campanha pedindo o fechamento do zoológico de Rafah, após quatro filhotes de leão congelarem até a morte e vários outros animais serem mortos em ataques aéreos, segundo informações do jornal Times of Israel.

O zoológico, criado em 1999, enfrenta dificuldades financeiras desde o bloqueio israelense na Faixa de Gaza em 2007.

Para arrecadar fundos, em uma atitude desesperada, os proprietários cortaram as garras uma leoa de 14 meses para que o zoológico pudesse cobrar uma taxa dos visitantes que quisessem brincar com ela. Isso provocou a ira de ativistas que criaram uma petição pública pedindo o fechamento do zoológico, o documento foi assinado por mais de 150 mil pessoas.

Mohammed Jumaa, o dono do parque, disse ao The Times of Israel que o procedimento não era doloroso e que o corte das garras do animal simplesmente reduziria a agressividade do leão para que “ele pudesse ser amigável com os visitantes”.

Agora, os habitantes do zoológico, que juntos somam mais de três dúzias de animais, incluindo hienas, porcos-espinhos e cinco leões, serão realocados em santuários na Jordânia, e o zoológico será fechado definitivamente, informou o Times.

A ONG Four Paws informou que já havia retirado animais de outros dois zoológicos em Gaza, onde a pobreza desesperadora resultou em condições terríveis para os animais, informou a Agence France Presse.

De acordo com seu site, o grupo de bem-estar animal está trabalhando em Gaza desde 2014 e já evacuou e fechou dois outros zoológicos na região – o zoológico Al-Bisan e o zoológico Khan Younis. A ONG conta que também resgatou filhotes de tigre em 2015.

Em um comunicado, o veterinário e chefe de missão, Amir Khalil, da Four Paws disse: “Por muito tempo, os animais do zoológico de Rafah tiveram que viver em condições inimaginavelmente terríveis”.
“Estamos felizes em finalmente pôr fim a esse horror”, disse ele no comunicado.

Em abril de 2017, durante a campanha do grupo militante Estado Islâmico para retomar Mosul no Iraque, a ONG Four Paws resgatou um leão e um urso de um zoológico da cidade. No ano anterior, também ajudou a realocar um tigre que estava em Gaza para a África do Sul.

Israel servirá hambúrgueres veganos a estudantes para combater obesidade

Foto: Rilbite

Como em grande parte do mundo, Israel está sofrendo uma crise pela obesidade infantil e decidiu oferecer hambúrgueres veganos para tentar diminuir os índices – 12,6% das crianças do país estão classificadas como obesas, perdendo apenas para os Estados Unidos.

A Rilbite e a empresa produtora da carne vegana que será servida no Projeto 2030 que visa reduzir as taxas em 50% até 2030.

“Nosso produto foi escolhido para ser usado pelas escolas de lançamento em Israel. Somos o único produto vegano que se qualifica para ser usado em Israel em serviços alimentícios para crianças”, disse o co-fundador da Rilbite, Itai Farkas. As informações são da Vegan News.

“Como temos muita proteína dentro do Rilbite, podemos dar para as crianças do jardim de infância uma pequena quantidade e ainda ter proteína suficiente por lei – em Israel, temos que dar 15g de proteína por dia”, Farkas afirmou.

“Então, na verdade, duas pequenas bolinhas Rilbite com um pouco de molho bolonhesa ou meio patty são suficientes para as crianças.”

Desde 2016, o Ministério da Saúde de Israel tornou imperativo que todas as escolas estaduais servissem aos alunos pelo menos uma refeição vegetariana por semana.

Mais iniciativas

Um novo projeto de lei  apresentado recentemente na Califórnia incentiva escolas públicas de ensino fundamental e médio a oferecer refeições e leite à base de plantas.

O projeto “Almoço Escolar Saudável e Amigável para o Clima” é co-patrocinado pela Esperança animal na legislação, Amigos da Terra, Comitê de Médicos para Responsável Medicina , e Compaixão Social na Legislação. Se aprovado, contará com verbas estaduais para funcionar.

No Brasil, falafel a base de grão de bico, hambúrgueres de feijão preto, bolinho de ervilha e molho à lentilhesa (a tradicional bolonhesa, mas que em vez de carne leva lentilhas)  são algumas das receitas propostas pela chef de cozinha brasileira Bela Gil e que entrarão no cardápio das escolas da rede pública municipal de São Paulo em 2019.

Os pratos serão incorporados ao programa da Secretaria Municipal de Educação que tem como objetivo diversificar a oferta de proteínas aos alunos da cidade.

Desde 2011, a Prefeitura de São Paulo começou a incorporar à merenda da sua rede cardápios sem carne, às segundas. A ação atende a um movimento internacional de redução de consumo de proteína animal neste dia. Outros chefs-celebridade também fazem campanha por refeições mais saudáveis em escolas, como o britânico Jamie Oliver.

Gato que vive em barraca de frutas faz sucesso em feira em Israel

A foto de um gato que vive em uma barraca de frutas no Shuk HaCarmel, uma feira ao ar livre em Tel Aviv, em Israel, tem sido publicada por diversos internautas nas redes sociais. Na feira, o gato chama atenção e faz sucesso entre os clientes.

(Foto: Reprodução / Lindekin / Laíze Damasceno)

No Linkedin, Laíze Damasceno divulgou um vídeo do animal. Nas imagens, é possível ver o proprietário da barraca encostando a cabeça no gato, em um ato de carinho.

“Tenha um atendente gato e atraia clientes imediatamente”, escreveu Laíze. De acordo com ela, o “gatinho faz o maior sucesso na barraca de frutas”.

O animal fica sentado no local, em meio às frutas, observando o movimento da feira. “Impossível passar e não notá-lo entre as bananas como se fosse um feirante assistente”, disse. “Assim como eu, muitas pessoas param pra tirar fotos e fazer vídeos. Algumas acabam fazendo umas comprinhas”, completou.

Laíze contou que gosta muito de gatos e que, por isso, filmou o animal. “Eu, a louca dos gatos, obviamente não resisti e parei pra fazer esse registro”, explicou.

(Foto: Reprodução / Lindekin / Laíze Damasceno)

ascídias

Cientistas israelenses encontram plástico no organismo de invertebrados marinhos

Um novo estudo da Universidade de Tel Aviv (TAU), em Israel, descobriu que microplásticos – minúsculos pedaços de plástico ingeridos por animais aquáticos – estão presentes em ascídias solitárias, invertebrados marinhos, ao longo da costa israelense.

ascídias

Foto: Pixabay

A pesquisa também confirmou a presença de aditivos plásticos, que são substâncias adicionadas aos plásticos para aumentar sua flexibilidade, transparência, durabilidade e longevidade.

A pesquisa, liderada pelo professor Noa Shenkar da Escola de Zoologia da Faculdade de Ciências Biológicas da TAU e do Museu Steinhardt de História Natural, foi publicada na edição de janeiro de 2019 do Boletim de Poluição Marinha. O estudo foi conduzido em colaboração com o professor Dror Avisar, chefe do Centro de Pesquisa Marinha na Faculdade de Ciências Exatas da TAU, e com o estudante pós-graduado Aviv Kaplan, do laboratório de Avisar.

“Este é o primeiro estudo que examina a contaminação por aditivos plásticos em organismos marinhos no Mediterrâneo Oriental e no Mar Vermelho”, diz Gal Vered, co-autor do estudo e um estudante de doutorado no laboratório de Shenkar.

“As ascídias solitárias são animais filtradores altamente eficientes e são excelentes exemplos do estado de poluição que afeta muitos outros organismos marinhos. Nossas descobertas são extremamente perturbadoras. Mesmo em praias protegidas, havia evidências de microplásticos e aditivos plásticos em ascídias. De fato, em todos os locais de amostragem, descobrimos níveis variados desses poluentes.”

Shenkar observou que “este é um resultado direto do uso humano do plástico. Pode parecer que os sacos plásticos e os outros produtos plásticos volumosos que vemos flutuar no mar são o maior problema. Mas um motivo de preocupação mais importante é a fragmentação desses produtos em pequenas partículas que são ingeridas por muitos organismos e chegam até mesmo às zonas mais profundas do oceano.”

Cerca de 350 milhões de toneladas de plástico são produzidas em todo o mundo a cada ano, e este número está aumentando. A pesquisa sugere que, se o material é encontrado nas ascídias, provavelmente também está presente em outras criaturas marinhas.

Os pesquisadores estão preparando seus resultados para os políticos interessados ​​em evitar mais danos à costa israelense. Eles também continuam investigando a extensão e o efeito da poluição plástica no recife de corais de Eilat.

“Ao comunicar nossos resultados ao público”, disse Shenkar, “esperamos aumentar ainda mais a conscientização pública sobre as ações que todos podem tomar para acabar com a poluição plástica”.

Atriz Natalie Portman usa roupas totalmente veganas em seu novo filme

A atriz vegana, Natalie Portman, aparece no novo filme “Vox Lux” usando um guarda-roupa totalmente livre de animais.

Foto: Jim Smeal REX Shutterstock

Portman pediu ao figurinista Keri Langerman, antes de filmar Vox Lux, para que produtos de origem animal não fossem usados ​​durante a construção de suas roupas.

Em Vox Lux, Natalie interpreta Celeste, uma menina sobrevivente a um tiroteio em uma escola que virou estrela pop. Nas cenas, a atriz usa uma jaqueta de couro vegano que Langerman pintou à mão e um macacão feito sob encomenda, junto com outras roupas feitas sem materiais animais.

“Isso realmente me faz pensar se eu poderia fazer isso com mais, se não todos os projetos, porque usar um animal não faz sentido quando você pode fazer um filme cinematográfico deslumbrante sem ele”, disse Landerman ao Dead Line. O figurinista já trabalhou anteriormente com a atriz vegana Rooney Mara.

“Eu não acho que foi mais difícil; era apenas uma maneira diferente de fazer o figurino ”.
Vox Lux, que também é estrelado por Jude Law e a atriz Raffey Cassidy, de 16 anos, foi lançado em 17 de dezembro nos Estados Unidos.