Burro preso em ilha minúscula e desabitada aguarda resgate há mais de dois anos

Foto: CBS

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Equipes de resgate estão furiosas com o tempo que esta levando para que um burro ferido seja resgatado de uma pequena ilha no Lago McClure, no condado de Mariposa, a cerca de 64 quilômetros a leste de Modesto, na Califórnia (EUA).

“Como você pode ignorar um animal que está machucado com uma perna quebrada como ela (a barrinha) esta e não a ajuda?”, Disse Bobbie Carne, especialista em resgate de cavalos.

Ela está entre o grupo de pessoas que querem resgatar o burro da ilha e oferecer ao animal o cuidado necessário.

“Isso vem acontecendo há quase três anos”, disse o detetive da polícia aposentado de Merced, Harry Markarian que foi quem descobriu o burro na ilha.

Markarian disse que está frustrado por ver o burro ainda preso na pequena ilha depois de todo esse tempo.

“Esta ilha tem apenas cerca de um acre agora porque os níveis de água ao redor dela subiram muito”, disse ele.

Quando o ex-policial encontrou o burro em 2017, ele disse que a ilha estava conectada a outra que agora está submersa.

“Isso realmente nos assustou porque você pode ver que não há realmente muita comida para ela, somente uma vegetação escassa”, disse ele.

Markarian disse que uma família que possui uma casa flutuante no lago tem alimentado o burro várias vezes por semana. Mas eles agora têm que vender seu barco, então ele está preocupado porque ninguém será capaz de alimentar o burro quando eles se forem.

“Estamos muito preocupados com sua perna quebrada também”, disse Markarian.

Então, cerca de um mês atrás, ele entrou em contato com um centro de resgate de cavalos para ajudar e eles criaram um plano para resgatar o burro.

Foto: CBS

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“É ridículo quanto tempo leva para fazer alguma coisa”, disse Carne. “Nós tínhamos tudo pronto. Tínhamos tranquilizantes, tínhamos o barco, tínhamos os veterinários, já tínhamos tudo preparado em duas semanas”.

Markarian disse que planejam resgatar o burro no sábado e que o Merced Irrigation District, que administra o lago, estava a bordo. O Bureau of Land Management, que possui parte da ilha, também deu a luz verde.

“Esta ilha em particular está dividida. Metade pertence ao MID e metade pertence ao BLM. Bem, eu tenho permissão de ambos e ambos disseram para fazer o que é melhor para o burro ”, disse Markarian.

Ele disse que o Departamento de Pesca e Vida Selvagem da Califórnia os impediu porque eles precisam de tempo para interpretar a lei.

“Nós meio que ‘tiramos o vento de nossas velas’ “, disse Markarian.

A legislação da Califórnia diz que é ilegal capturar um burro selvagem, a menos que o proprietário da terra faça o pedido. Mesmo assim, apenas um oficial ou empregador de uma agência local de controle de animais pode fazê-lo. Até agora, as agências não determinaram quem deve assumir a responsabilidade pelo animal.

“Eles continuam apontando os dedos uns para os outros. É como um jogo de pingue-pongue. É ridículo. Toda essa burocracia do governo”, disse Carne.

Então, por enquanto, Markarian e Carne têm que suspender seus planos e esperam que uma decisão seja tomada em breve.

“Nós não precisamos ir ao tribunal para isso, estamos apenas tentando fazer o bom senso prevalecer”, disse Markarian.

O Departamento de Pesca e Vida Selvagem da Califórnia disse que está ciente do caso e planeja enviar alguém para avaliar a condição do jumento e elaborar um plano.

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Cachorro tem o rosto desfigurado ao pedir comida a um homem bêbado

Foto: AsiaWire

Foto: AsiaWire

A polícia está a procura de um cruel agressor de animais que cortou o focinho de um cão faminto “por diversão”.

Fotos com imagens fortes e comoventes foram compartilhadas on-line mostrando um cachorro com o rosto seriamente ferido, sem pele, com a carne a mostra e a boca completamente exposta.

Em outros, o focinho cortado pode ser visto no chão com o nariz e os dentes ainda intactos.

O filhote indefeso foi encontrado vagando pelas ruas de Sabah, na Malásia.

Relatórios locais dizem que o homem estava bêbado e fez isso “por diversão” depois que o cachorro inocente veio até ele em busca de alimento.

O cão atualmente esta sendo mantido aos cuidados da Associação de Animais da Malásia, mas veterinários recomendam que o animal seja sacrificado para acabar com o seu sofrimento.

A polícia está procurando pelo culpado pela agressão, mas ainda não o encontrou, relata o Mirror.

As autoridades estão oferecendo uma moto Daelim History S125 – no valor de £ 1.890 – para qualquer um que possa identificar o agressor do animal.

Arie Dwi Andika, presidente da Associação de Animais da Malásia, disse: “Queremos que o culpado seja pego, acusado e sentenciado de acordo com a promulgação do bem-estar animal de Sabah.”

Nós aqui na península não podemos intervir como Sabah e Sarawak (estados na Malásia) têm sua própria legislação.

”Leis de bem-estar animal foram introduzidas na Malásia em 1953, mas foram alvo de críticas por serem fracas e sub-aplicadas.

Em 2015, o país fortaleceu as leis de proteção aos animais e introduziu várias penalidades por crueldade contra animais.

Segundo a Seção 29 do Ato Contra a Crueldade Animal, as pessoas podem ser multadas e presas por até três anos por abuso de animais.

Isso inclui morrer de fome, mutilar ou abandonar um animal.

A multa mínima é de RM 20.000 na moeda da Malásia Ringgett – equivalente a cerca de £ 3983 em libras esterlinas (cerca de 18 mil reais).

A multa máxima é mais que o triplo dessa penalidade.

Aqueles considerados culpados de infligir dano extremo ou abuso a um animal na Malásia podem ser multados em até RM100.000.

Em libras, isso equivale a quase 20.000 libras ou cerca de 93 mil reais.

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Singapura faz apreensão histórica de nove toneladas de marfim

Por Rafaela Damasceno

Singapura fez recentemente sua maior apreensão de marfim contrabandeado e confiscou cerca de nove toneladas de presas, retiradas de cerca de 300 elefantes africanos, segundo as autoridades.

Vários marfins de elefante enfileirados no chão

Foto: AFP/Getty

A carga ilegal foi descoberta na República Democrática do Congo, em um contêiner, e também havia escamas de pangolim – a terceira apreensão em poucos meses – entre os marfins. As autoridades afirmaram que o contêiner deveria estar carregado de madeira, que se dirigiria até o Vietnã, com uma parada em Singapura.

O carregamento de marfim foi avaliado em cerca de 13 milhões de dólares (quase 44 milhões de reais) e essa foi a maior apreensão de presas de elefante em Singapura até hoje. As escamas de pangolim pesavam cerca de 12 toneladas, vindas de 2.000 animais, e foram avaliadas em 35,7 milhões de dólares (quase 134 milhões de reais).

Desde abril, Singapura apreendeu 37,5 toneladas de escamas de pangolim. Esses mamíferos, conhecidos como tamanduás escamosos, estão ameaçados de extinção. Eles costumam ser caçados por sua carne, considerada uma iguaria, e sua escamas, que alguns acreditam possuir qualidades medicinais.

Já o marfim de elefante é muito usado em ornamentos, jóias, pingentes etc. A espécie também está ameaçada de extinção.

Singapura declarou que irá destruir todas as cargas apreendidas.


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Milhares de bois aguardam embarque da Nova Zelândia para a China

Por Rafaela Damasceno

Recentemente, um grupo ativista em defesa dos direitos animais afirmou que cerca de 5.400 bois seriam enviados da Nova Zelândia para a China. O Ministério das Indústrias Primárias (MPI) foi informado e recebeu um pedido para que a exportação acontecesse, mas concluiu que isso não era correto.

Alguns bois presos em uma carreta

Foto: Getty

O governo está, atualmente, revisando as leis de exportação de animais vivos. “Há um processo a ser trabalhado para mudar as leis e é isso que estamos fazendo”, declarou a MPI em um comunicado.

O ministro da agricultura da Nova Zelândia, Damien O’Connor, disse em junho que o governo já estava considerando proibir a exportação de animais vivos. “Chegou a hora de repensar sobre isso e considerar se é algo que se encaixa nos nossos valores como país”, afirmou o ministro.

Damien ainda explicou que, por mais que cuidados sejam tomados, acidentes acontecem no transporte dos bois. Quando os animais deixam o país, não há muita coisa que possa ser feita para garantir seu bem-estar. “Isso é algo inaceitável para mim e para um grande número de neozelandeses”, disse.

Esse assunto será discutido no Comitê de Desenvolvimento Econômico do Gabinete, para considerar os impactos de uma proibição absoluta ou condicional. Por enquanto, todas as exportações de animais do país permanecem suspensas.

Mais de dez mil neozelandeses assinaram uma petição no mês passado, pedindo a proibição da exportação dos animais vivos para países com padrões mais baixos de bem-estar animal do que o país.


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Ativistas em defesa dos direitos animais são definidos como “terroristas domésticos” na Austrália

Por Rafaela Damasceno

Ativistas em defesa dos direitos animais que invadem fazendas australianas para protestar serão multados a partir de agora pelo governo do sudoeste da Austrália, depois de serem definidos como “terroristas domésticos” por um dos políticos da região, John Barilaro.

Um grupo de pessoas protestam a favor do veganismo em uma rua, segurando cartazes

Foto: EPA

O governo de Nova Gales do Sul introduziu multas de mil dólares (3.750 reais) para cada ativista flagrado em terras agrícolas privadas. Outras punições também foram impostas (corporações podem ter de pagar 440 mil dólares – 1,65 milhões de reais – por violarem as regras da Lei de Biossegurança), e as novas regras entram em vigor a partir do dia primeiro de agosto.

As penalidades foram criadas para tentar conter uma onda de protestos realizadas por ativistas dos direitos animais realizadas em fazendas privadas e matadouros nos últimos meses.

“Esta é apenas uma primeira parte de um pacote mais completo de reformas que o governo está trabalhando, e a prisão será incluída nas próximas legislações”, afirmou Barilaro.

O grupo Aussie Farms diz que as novas multas incluídas pelo governo são muito pesadas. “Mais uma vez, a biossegurança está sendo usada como desculpa para limitar a consciência do consumidor sobre a crueldade que acontece em fazendas e matadouros do país”, informou o diretor, Chris Delforce.


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Indústria de peles de animais paga apoiadores para protestar ao seu favor

Por Rafaela Damasceno

O fim completo do comércio exploratório das peles de animais parece enfim uma possibilidade. Proibições propostas na cidade de Nova York e no estado da Califórnia marcam o que pode ser o início de uma série de leis. Desesperada, a indústria de peles está pagando as pessoas para que apoiem o comércio.

Um animal preso em uma gaiola

Foto: Jo-Anne McArthur/We Animals

Os ativistas protestam a respeito da injustiça na prisão e esfolamento dos animais, enquanto grupos religiosos e étnicos contra argumentam. Segundo membros das comunidades afro-americanas, judaica ortodoxas e nativa americanas, andar sem peles sacrificaria a tradição cultural dos povos – embora as peles possam ser substituídas facilmente por versões sintéticas e livres de crueldade.

Quanto mais proibições chegam perto de se tornarem lei, mais os oponentes levantam questões inesperadas sobre as consequências do encerramento da indústria de peles – e estão sendo pagos para isso.

Vários opositores da proibição do comércio de peles compareceram em uma audiência recente do projeto de lei em Sacramento, na Califórnia. Muitos receberam dinheiro pelos seus protestos, segundo informações do The Intercept.

De acordo com documentos obtidos pelo jornal, Matt Gray é uma das pessoas mais bem pagas para protestar. Ele recebeu pelo menos 7 mil dólares (equivalente a mais de 26 mil reais) e também foi pago para liderar um grupo de pessoas até o Edifício do Estado.

Andrew Aguero, um estudante nativo americano da Universidade Politécnica do Estado da Califórnia, se declarou fortemente contra a proibição da venda de peles. Ele disse que a pior parte é ouvir que sua cultura é cruel.

Há um mês, Andrew perguntou em uma postagem de seu Facebook se alguém gostaria de “fazer 100 dólares fácil em Sacramento e lutar contra a tirania”.

Um voluntário do grupo ativista de direitos animais Direction Action Everywhere (DxE) se passou por um opositor e respondeu ao post. Ele recebeu então os detalhes da transação através de uma firma de consultoria republicana, Mobilize the Message. Os acertos incluíam 175 dólares e alguns bônus adicionais.

A Califórnia não é o único lugar dos Estados Unidos que está sendo bombardeada pela oposição. A cidade de Nova York, que também considera a proibição da venda de peles, tem lobistas empenhados em revogar o projeto de lei.

Em todo o Estados Unidos, a proibição do uso de peles vem ganhando força. “Estamos ansiosos pelo dia em que as pessoas não matarão mais animais pela moda”, declarou Dan Mathews, do grupo ativista PETA.

Todos os anos, mais de 100 milhões de animais são criados e mortos pela sua pele. Eles passam a vida dentro de gaiolas apertadas, privados de se comportarem naturalmente.

“A Califórnia é um estado de tendências”, disse Laura Friedman, membro da Assembleia, que apresentou o projeto em dezembro do ano passado. “Banir o comércio de peles enviaria uma mensagem ao redor do mundo”.

A lei precisa de mais dois votos do Senado antes de ser enviada para o governador, para receber a assinatura final.


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População de girafas sofre declínio acentuado

Foto: Nature Picture Library

Foto: Nature Picture Library

Uma das espécies de girafas que sempre teve uma população saudável e numerosa foi oficialmente declarada ameaçada de extinção, o que significa que os números de indivíduos da espécie estão extremamente baixos. A girafa Masai foi listada como ameaçada de extinção fato que agora lança uma luz sobre a gravidade da situação desses animais e a urgência de medidas para proteção das girafas.

Esta raça específica de girafa que vive no Quênia e na Tanzânia sempre teve uma população saudável, apesar de outras raças de girafas lutarem para sobreviver na natureza, graças a ameaças como caça, comércio ilegal de animais selvagens e caçadas de troféus.

A listagem da espécie como ameaçada é um apelo imediato para que sejam tomadas medidas de regulamentação do comércio de girafas, bem como, uma razão forte para proibir imediatamente a caça de girafas por troféus.

Estudo apontam que, das nove espécies de girafa, duas delas foram listadas como ameaçadas de extinção e duas como criticamente ameaçadas, o que significa que as girafas precisam ser protegidas com urgência ou a situação pode ficar perigosamente difícil de ser revertida.

Os animais selvagens da África são algumas das espécies mais ameaçadas do planeta, com diversas variedades de espécies enfrentando futuros incertos, principalmente devido a questões relacionadas a humanos.

Elefantes, leões, tigres, leopardos, girafas, rinocerontes, etc., esses animais estão todos correndo o risco de serem extintos do planeta como resultado das ações humanas. As autoridades responsáveis caminham de forma muito lenta quando se trata de resolver os problemas que levaram a essa ameaça tão presente.

A caça para a venda de partes do corpo desses animais e a caça particular de troféus representam ameaças diretas aos animais selvagens, ambas movimentadas por indústrias criminosas que visam apenas o lucro e ambição. Outra medida de impacto seria a proibição da exportação de produtos feitos de derivados de girafa. O comércio de partes de animais selvagens possui uma demanda alta que estimula os caçadores a matarem

A África está a caminho de perder alguns dos animais mais reconhecidos e icônicos do planeta porque, como comunidade global, simplesmente não está fazendo o suficiente para protegê-los.

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Dia Mundial da Lei: legislações criadas para defender animais são ineficazes

Hoje, dia 10 de julho, celebra-se o Dia Mundial da Lei. O ordenamento jurídico é um recurso imprescindível na construção de uma sociedade ética, mas é falho e não protege os animais como deveria.

(Foto: ThinkStock)

Atualmente, muitos municípios brasileiros, principalmente as metrópoles, dispõe de legislações que punem maus-tratos a animais. A nível federal, existe ainda a Lei de Crimes Ambientais, que além de punir práticas ilegais promovidas contra o meio ambiente, combate casos de violência e negligência promovidos contra os animais.

No entanto, nenhuma lei brasileira costuma levar para cadeia aqueles criminosos que praticaram maus-tratos a animais. O caso de Dalva Lina da Silva, a serial killer de animais de São Paulo, foi o primeiro a haver condenação de prisão – mas não em regime fechado. Em 2017, ela foi condenada a 16 anos e seis meses de reclusão em regime semiaberto. Após ficar cerca de quatro meses foragida, ela foi presa em fevereiro de 2018.

Antes de Dalva, os crimes eram punidos apenas com aplicação de multas e obrigatoriedade do condenado executar serviços comunitários. A condenação da serial killer, no entanto, não mudou o cenário brasileiro e, após a Justiça emitir a decisão de manter Dalva em regime semiaberto por mais de 16 anos, novos casos continuaram a receber penas alternativas que passam bem longe da prisão.

Essas condenações brandas se devem à forma como estão estruturadas as legislações brasileiras relacionadas aos direitos animais. A legislação federal, por exemplo, tem como pena máxima um ano de detenção. Um projeto, que foi aprovado pelo Senado e seguiu para a Câmara dos Deputados, quer aumentar a punição para até quatro anos de detenção. O aumento, porém, não impediria as punições ineficazes. Isso porque, segundo o artigo 44 do Código Penal, a prisão pode ser substituída por alternativas – como multas e prestação de serviços comunitários – se a pena for menor do que quatro anos.

A falta de conhecimento e o descaso das autoridades policiais no combate aos crimes aos quais os animais são submetidos também contribui para este cenário alarmante. É comum que denúncias de maus-tratos a animais não sejam fiscalizadas, assim como a ausência de estrutura do governo, que obrigatoriamente deveria dispor de local, profissionais e insumos para abrigar animais vítimas de violência e abandono, também dificulta a aplicação correta da lei, uma vez que são registrados casos de animais que permanecem em situação de risco devido à impossibilidade de destiná-lo para um lugar adequado.

Todas essas questões favorecem os criminosos e dão força à impunidade, gerando um ciclo vicioso no qual animais são diariamente agredidos, abusados sexualmente, explorados, abandonados, negligenciados e violentados de diversas formas sem que seus algozes paguem por isso.


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Ativistas pelos direitos animais fecham matadouro clandestino de cães na China

Foto: VShine

Foto: VShine

Um grupo de ativistas pelos direitos animais fizeram uma parceria com a polícia local para fechar um matadouro de cães na China.

O grupo de proteção animal chamado VShine agiu de acordo com lei e ao lado das autoridades ao efetuar a ação que ocorreu em Dalian, após a denúncia de um cidadão.

De acordo com o grupo, Dalian trabalha com uma política de tolerância zero ao comércio de carne de cachorro, e o matadouro só estava funcionando porque tinha sido aberto recentemente e por um homem que mora fora da cidade.

Foto: VShine

Foto: VShine

Cães resgatados

Os ativistas encontraram sete cães vivos na propriedade, incluindo cães das raçãs pastores alemães, golden retrievers e um rottweiler. Os cães foram entregues por um funcionário do matadouro.

Eles foram então levados para o abrigo da VShine, que é apoiado pela Humane Society International, para que eles pudessem receber atendimento veterinário. O financiamento da HSI ajudará a apoiar seu tratamento e sua reabilitação.

O grupo acredita que alguns dos cães era animais que tinham lares e foram roubado de suas famílias, já que eles usavam coleiras. Acredita-se que outros sejam cães em situação de rua ou cães de fazenda que foram roubados ou comprados de seus tutores.

Por pressão de entidades de defesa animal, cidades vetam passeios de charrete

Pressionadas por entidades de defesa animal, cidades paulistas têm proibido a circulação de carroças e charretes em áreas urbanas, mesmo em roteiros turísticos tradicionais. Em Aparecida, por exemplo, os passeios de charrete estão com os dias contados. O Ministério Público Estadual (MPE) entrou com ação civil contra a prefeitura, alegando que os cavalos sofrem maus-tratos.

Foto: Andressa Canejo

Na sexta-feira (28), 38 charretes com tração animal têm licença para passeio turístico com passageiros. Os animais, diz a Promotoria, são obrigados a puxar veículos com até seis pessoas e excesso de peso, além de haver uso de chicotes. Como exemplo, é citado um cavalo que desmaiou no asfalto por esforço excessivo. O MPE pede que as licenças sejam revogadas e os cavalos doentes ou idosos sejam colocados sob cuidados da prefeitura ou de órgãos de defesa animal.

A prefeitura disse que vai pedir à Justiça mais prazo para atender ao pedido e vai estudar um modo de manter os passeios turísticos com veículos sem tração animal. Também promete discutir alternativas de renda aos charreteiros.

O passeio de charrete é um tradição centenária na cidade, na qual está o Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil. Um dos principais destinos dos charreteiros é o Porto de Itaguaçu, no Rio Paraíba do Sul, erguido no ponto exato onde a imagem da padroeira foi achada em 1717. As charretes chegam à beira do rio e os turistas aproveitam para fazer um passeio de barco.

“Os cavalos ficam lá atrelados ao veículo o dia todo, quando deviam ser soltos para descanso e alimentação”, diz Rosangela Coelho, ativista do Santuário Filhos de Shanti.

Esse santuário é mantido por doações e atua em Taubaté, Pindamonhangaba, Tremembé e mais cidades do Vale do Paraíba. Já resgatou muitos cavalos doentes. Um deles, a égua Shanti, resgatada em 2015, deu nome ao santuário, que abriga 50 animais vítimas de maus-tratos.

Em Taubaté, cidade da região, foi sancionada lei proibindo veículos de tração animal em vias públicas urbanas. A medida começou a vigorar em janeiro de 2018, mas, nesse caso, o MPE se moveu contra o veto, que afetava cerca de 300 carroceiros. O Tribunal de Justiça acatou a alegação de inconstitucionalidade e suspendeu a lei. Conforme a prefeitura, nova lei foi aprovada, restringindo o tráfego de carroças só na região central.

Em Campos do Jordão, passeios de charrete com cavalos não são proibidos, mas parte desses veículos foi trocada por tuk-tuks asiáticos. Restam cerca de 15 charreteiros, levando até três turistas por vez às cachoeiras, como a Ducha de Prata e a Véu da Noiva.

O ativista e ex-vereador Luciano Honório (Solidariedade) chegou a apresentar projeto de lei, há dois anos, para abolir as charretes, mas não conseguiu os votos necessários na Câmara de Campos do Jordão. “Fizemos grande mobilização e conseguimos 20 mil assinaturas. O projeto não passou, mas a prefeitura foi sensibilizada e mudou as regras para os charreteiros. Agora, charrete só anda em via sem asfalto e há fiscalização sobre os cuidados sanitários e com a alimentação dos cavalos”, disse.

Em São Roque, a Entrada dos Carros de Lenha, realizada anualmente, em agosto, desde 1881, correu o risco de ser extinta diante da pressão dos defensores da causa da animal. A madeira, doada à igreja, era transportada da zona rural para a paróquia em carroças e carros de boi. Em 2013, ativistas criaram uma página em rede social acusando os organizadores de maltratar os animais. Os veículos de tração animal tiveram de ser substituídos por tratores e caminhões para que a festa fosse mantida. Em agosto, alguns carros de boi foram admitidos no desfile, mas sem a carga de lenha.

A cidade tem tradição em corridas de charretes, o que também incomodou ativistas. Em outubro, dois homens foram flagrados em um “racha” de charretes em plena rodovia Raposo Tavares, entre Mairinque e São Roque. Atiçados pelos competidores, os animais chegaram a atingir velocidade de 50 km por hora e um dos cavalos acabou caindo no asfalto, sofrendo ferimentos. Um vídeo mostrando a queda do animal repercutiu nacionalmente. Os competidores foram identificados e respondem a processo por maus-tratos.

Em Sorocaba, a Semana do Tropeiro, encerrada com um desfile de cavaleiros e charretistas, resiste à pressão e as charretes permanecem.

Outros Estados

Em outros Estados, iniciativas semelhantes proíbem ou restringem o uso de veículos puxados por animais. No Rio, a lei 7.194/2016, sancionada pelo então governador Luiz Fernando Pezão (MDB), proibiu o transporte de cargas e pessoas em carroças ou charretes nos grandes centros, mas abriu exceção para áreas rurais e atividades turísticas. Assim, os cavalos e charretes foram mantidos na Praça dos Cavalinhos, na Tijuca, bairro da zona norte da capital, e na Ilha do Paquetá.

Em Petrópolis, cidade da região serrana do Rio, veículos de tração animal foram vetados após plebiscito em 2018, com 68,5% dos votos. A prefeitura disse que os charreteiros terão veículos elétricos para trabalhar, mas a medida ainda está em estudo. As charretes eram adotadas desde 1940 e ganharam o apelido de “Vitórias”, em homenagem à rainha da Grã-Bretanha.

Em Natal, Belém e Fortaleza, também foram adotadas leis que restringem ou proíbem veículos com tração animal na área urbana.

Fonte: Estadão

Nota da Redação: a ANDA é veementemente contra a tração animal, independentemente do peso transportado pelo animal. Isso porque forçar um animal a puxar charretes e similares depõe contra o direitos animais, já que coloca o animal em condição de submissão, impedindo-o de realizar as ações que ele mesmo julga necessárias para obrigá-lo a agir em benefício humano. É urgente que a sociedade entenda que os animais existem por propósitos próprios e que, portanto, não estão no mundo para servir aos seres humanos.


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