Cerca de 100 milhões de tubarões são mortos em pescarias anualmente

Foto: linkedin.com

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Embora o tubarão carregue o falso estereótipo de ser uma espécie selvagem e perigosa, quase tudo o que as pessoas acham que sabem sobre os tubarões, na maioria das vezes, é falso, e a humanidade corre o risco de perder a presença desses belos animais completamente dos oceanos, antes mesmo de conhecê-los de verdade.

Esses animais incríveis existem no planeta há mais de 400 milhões de anos, muito antes dos seres humanos, e até mesmo antes das árvores evoluírem. No entanto, hoje, esses reis dos mares estão sendo discretamente aniquilados pelos oceanos, com cerca de 100 milhões deles sendo mortos em pescarias todos os anos.

Esse é um número enorme, grande demais para se crer nele o que requer uma contextualização. Ao longo de décadas e séculos, as pessoas capturaram e mataram tubarões, o que levou a declínios maciços em algumas espécies e levou muitos à extinção. Hoje, um quarto das espécies de tubarões e raias é considerado ameaçado de extinção e em oceano aberto essa taxa sobe para uma em cada três espécies.

Algumas populações foram tão gravemente afetadas que foram reduzidas em 99%.

Foto: Getty Images

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Parte disto é porque os tubarões são alvos de pesca para alimentação, ou apenas por suas barbatanas, mas uma grande quantidade é chamada de “captura acessória”, quando as espécies são acidentalmente capturadas e mortas em pescarias que tinham como alvo outra espécie.

As capturas acessórias (quando a espécie-alvo é outra) simplesmente não deveriam acontecer, mas as frotas implacáveis de barcos de pesca rondando indiscriminadamente o oceano, forma-se uma ameaça fenomenal à vida marinha, incluindo aves marinhas, tartarugas, tubarões, golfinhos e baleias.

Isso acontece porque redes enormes e linhas de anzóis com muitos quilômetros de comprimento cruzam o oceano para pegar peixes. Os tubarões, possivelmente procurando por comida, são pegos e arrastados a bordo com as redes e acabam morrendo.

Foto: Antony Dinckinson/AFP

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Relatórios também descobriram que algumas pescarias atacam tubarões diretamente e, para piorar, muitas dessas espécies estão em extinção. O tubarão mako de barbatana curta (Isurus oxyrinchus), provavelmente o tubarão mais veloz do oceano, está sendo pescado até a extinção.

Um novo relatório do Greenpeace mostra que cerca de 25 mil desses animais foram mortos em 2017, um número incrivelmente alto, apesar de um claro alerta dos cientistas recomendando que nenhum tubarão da espécie seja pego ou morto sob nenhuma circunstância. Esses números são alarmantes e provam que tanto os oceanos quanto os tubarões estão sob séria ameaça.

No oceano os tubarões são os principais predadores, mas o verdadeiro predador do topo da cadeia que eles devem temer são os seres humanos. A pesca tem destruído repetidamente a vida selvagem em todo o mundo, levando algumas das mais icônicas criaturas oceânicas à beira do abismo – incluindo atum-azul, tartarugas marinhas, albatrozes e muitas, inúmeras espécies de tubarões também.

Foto: Mark Conlin/VW PICS/UIG

Foto: Mark Conlin/VW PICS/UIG

Quando se trata de leis de proteção ao oceano, o déficit é claro. Isso é ainda mais óbvio quando se trata de alto mar, as áreas fora da jurisdição dos países – que são basicamente o oeste selvagem, lugar sem lei para a vida selvagem.

Os cientistas calculam que pelo menos 30% dos oceanos devem ser protegidos como santuários seguros para a vida selvagem. Isso não é essencial apenas para uma vida marinha saudável e próspera, é também de grande importância para a sustentação de populações de peixes em todo o mundo e para permitir que os oceanos lidem com os impactos da mudança climática.

Este ano, os países estão discutindo um novo Tratado de Oceanos Globais nas Nações Unidas. Esse tratado pode, e deve, ser o primeiro grande passo para proteger os oceanos e toda a vida marinha. Mas questão também abrange a proteção da humanidade – porque dependemos dos mares para metade do oxigênio que respiramos, e para nos ajudar a lidar com o crise climática.

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Leis que permitem crueldade contra animais em rodeios são anuladas pela Justiça

Leis criadas pelos municípios de Marília e Pereiras, no interior de São Paulo, foram anuladas pelo Tribunal de Justiça de São Paulo por autorizarem o tratamento cruel contra animais em rodeios. As prefeituras informaram que entrarão com recursos.

(Foto: Ricardo Nasi/G1)

Uma das ações levou à anulação da Lei nº 8.104, de 26 de junho de 2017, que autorizou a realização de práticas nocivas aos animais durante rodeios, impondo a eles sofrimento físico intenso. A ação foi movida contra o prefeito e o presidente da Câmara de Marília. A Procuradoria-Geral, órgão máximo do Ministério Público de São Paulo (MP-SP), questionou a prova “laço em dupla”, na qual um animal é laçado pela cabeça e pelos pés. As informações são do Estadão.

A Procuradoria-Geral de Justiça afirmou que “a Constituição de São Paulo se viu agredida nos artigos 144 e 193, que impõem o dever de os municípios atenderem aos comandos nela expressados e aqueles da Carta Republicana nacional, assim como escudam a fauna, adotando medidas protetivas que impeçam a submissão dos animais a atos de crueldade”.

No caso de Pereiras, a ação foi movida contra o prefeito e o presidente da Câmara, devido à presença da expressão “prova de laço” na Lei Municipal n.o 1.044/2017, que passa a considerar o rodeio e provas similares como patrimônio cultural imaterial da cidade. A ação cita um trecho da legislação que define que “nas provas com a utilização de touros deverá haver, sempre que possível, a atuação de no mínimo um laçador de pista”, e a parte que aborda apetrechos de montaria, como sedéns, cintas, cilhas e barrigueiras.

Pareceres e laudos técnicos anexados ao processo indicam que esses apetrechos causam incômodo, estresse, dor e sofrimento nos animais, fazendo com que eles apresentam um comportamento anti-natural. Ainda segundo os documentos, a prática de laçar o animal “caracteriza procedimento brusco e agressivo, que lhe pode ocasionar lesões à estrutura orgânica, trazendo o risco, inclusive, de causar paralisia ou levá-lo a óbito (…)”. A Justiça acatou os argumentos.

A Prefeitura de Pereiras alegou já te alterado a legislação para adequá-la à Lei Federal 13.364/2016, que autoriza rodeios e vaquejadas no Brasil quando registrados como manifestações culturais de natureza imaterial. Essa classificação também foi dada ao rodeio e à vaquejada na Emenda Constitucional 96, de 2017, que marca um retrocesso na proteção animal brasileira.


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Advogados e juristas do mundo todo se reúnem em conferência para discutir os direitos animais

Foto: The Vegan Society

Foto: The Vegan Society

A proposta do parlamento europeu de proibir o uso de rótulos como ‘hambúrguer’ e ‘salsicha’ de serem usados para descrever produtos vegetarianos e veganos é uma das questões que serão discutidas por especialistas legais em uma conferência pioneira de direitos animais e veganos na Itália.

As propostas, se aprovadas, significariam que produtos como hambúrgueres vegetarianos e veganos poderiam ser chamados de “discos” e salsichas de “tubos”.

À luz dessas questões e assuntos semelhantes, advogados e juristas veganos de todo o mundo se reunirão em uma conferência jurídica anual para discutir como influenciar a lei em benefício dos animais e do planeta. O evento é organizado pela Aliança Internacional dos Direitos Veganos (IVRA) e pela The Vegan Society, com a primeira fusão oficial para se tornar a Rede Internacional de Direitos da Sociedade, no dia 31 de maio.

O tema da Conferência da IVRA deste ano – que acontece na Universidade de Milão, Itália, de 31 de maio a 1 de junho – é como os direitos veganos podem ajudar a criar uma sociedade que respeite, em vez de explorar, os animais.

A Dra. Jeanette Rowley, fundadora da IVRA, falará em seu discurso de abertura sobre o uso da lei dentro do movimento vegano e criticará as recentes propostas da UE para proibir certas denominações de produtos veganos.

A Dra. Rowley disse: “O veganismo na lei interrompe a ideia de direitos exclusivos de proteção apenas para os seres humanos.

“Ele enfatiza nossa capacidade natural de ser responsável, zeloso e compassivo em resposta à vulnerabilidade, injustiça, opressão e sofrimento dos animais.

“Promover o veganismo na lei ajudará a trazer a mudança de paradigma de que precisamos para garantir que os animais recebam a proteção de que precisam e merecem.”

A fundadora da IVRA também dirige o serviço de direitos da Sociedade Vegana, que ajudou com casos como na ajuda a crianças em idade escolar, pacientes de hospitais e prisioneiros a terem acesso a comida vegana; garantir permissões para os alunos usarem materiais amigáveis aos veganos em suas avaliações; e conseguir que os trabalhadores tivessem acesso a uniformes amigáveis aos veganos. Este é o único serviço legal gratuito dessa natureza atualmente em execução.

Louise Davies, Chefe de Campanhas, Políticas e Pesquisas da The Vegan Society, disse: “Estamos muito felizes por estar assumindo o importante trabalho da IVRA. “Esperamos trabalhar com toda a nova Rede Internacional de Direitos para liderar na defesa de veganos vulneráveis e, por extensão, proteger e promover os direitos dos animais”.

Os participantes ouvirão especialistas veganos que viajam da Inglaterra, Escócia, Irlanda, Estados Unidos, Canadá, Itália, Portugal, Alemanha e França, e compartilharão suas experiências com lobby de vários governos e se envolverão em casos legais relacionados ao veganismo.

Os palestrantes da conferência também incluem Sandra Higgins da Go Vegan World, cuja campanha de cartazes “inumanos” foi aprovada pela Advertising Standards Authority e Mark Banahan, da The Vegan Society, falando sobre sua revolucionária campanha Catering for Everyone para opções veganas em cardápios do setor público.

Os detalhes da conferência podem ser encontrados nesta página e informações sobre a Rede Internacional de Direitos da Sociedade Vegana podem ser encontradas aqui.

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Prefeito de Londrina (PR) sanciona lei que institui “Dia do Protetor de Animais”

O prefeito Marcelo Belinati sancionou duas leis importantes, na manhã dessa quinta-feira (30), em defesa e proteção dos animais. A Lei nº 12.865/2019, que institui, no calendário de Comemorações Oficiais do Município, o Dia do Protetor de Animais, e a Lei nº 12.867/2019, que altera a estrutura organizacional da SEMA (Secretaria Municipal do Ambiente), para criar um setor de proteção animal.

O Dia do Protetor de Animais será comemorado anualmente no dia 10 de agosto, com o objetivo de conscientizar a população sobre a importância da proteção animal para a saúde pública e para a preservação e promoção dos direitos animais. O projeto de lei é de autoria da vereadora Daniele Ziober. A data já era comemorada nacionalmente.

Foto: Pixabayto-

Por meio da lei nº 12.867/2019, acrescenta-se, na estrutura da SEMA, a Diretoria de Bem Estar Animal, a Gerência de Proteção Animal e a Gerência de Fauna. No primeiro momento, a estrutura contará com um diretor e dois gerentes, além de alguns fiscais, que deverão ser remanejados para o setor.

O prefeito Marcelo Belinati disse que Londrina nunca teve um política pública voltada especificamente para os animais e que esta administração está criando e construindo políticas públicas nesta área. “Isso é uma questão de saúde pública e de amor aos animais. Com uma diretoria específica, voltada para os cuidados dos animais da cidade, tenho certeza de que vamos conseguir muitos avanços para área”, disse.

O prefeito lembrou as diversas conquistas alcançadas até agora, entre elas a ampliação da castração dos animais, a criação do COMUPDA (Conselho Municipal de Proteção e Defesa dos Animais); a instituição do Centro de Zoonoses, que já está com o projeto estrutural pronto; a criação do Banco de Ração; e a proibição uso de fogos de artifício com efeitos sonoros, que causam desconforto para os animais e crianças com autismo. “Ainda precisamos avançar, pois temos diversas demandas para resolver nesta área, como a circulação de animais de grande porte em vias da cidade e a questão dos protetores dos animais e ONGs, que precisam do apoio do poder público. O que posso dizer é que estamos caminhando e construindo políticas públicas voltada para os animais”, enfatizou.

A gerente de Fiscalização da SEMA, Graziella Santana, representando o secretário municipal do Ambiente, José Roberto Behrend, destacou que, com a sanção da Lei nº 12.867/2019, está se criando um espaço voltado especificamente para pensar na causa animal de Londrina, buscando desenvolver políticas públicas mais efetivas para a área. “Também melhorar a qualidade da fiscalização, que já era feita pela Fiscalização Ambiental, e pensar na questão da guarda responsável e adoção de animais”, afirmou. Segundo Graziela, a SEMA recebe cerca de 20 denúncias de maus-tratos a animais por dia, representando a maior demanda da Fiscalização Ambiental.

A população pode continuar fazendo denúncias de maus-tratos a animais entrando em contato com a SEMA, pelo telefone (43) 3372-4771 ou pelo whatsapp (43) 99994-8677. A multa, para quem pratica maus-tratos a animais, pode variar de R$ 50,00 a R$ 100 milhões, estipulado pelo Código Ambiental Municipal.

A vereadora Daniele Ziober, autora do projeto de Lei que instituiu o Dia do Protetor de Animais, destacou que além as ONGs de proteção animal, os protetores independentes fazem um trabalho fundamental em Londrina. “É uma data para se comemorar e olhar para estes protetores, vendo como eles estão vivendo e de que forma o poder público pode auxiliar estas pessoas”, disse. Com relação a instituição da Diretoria de Bem Estar Animal e as gerências, Daniele contou que é uma grande conquista, pois a secretaria passa a ter pessoas para cuidar especificamente da proteção animal.

Também estiveram presentes na solenidade de sanção das leis, a presidente do Conselho Municipal de Proteção e Defesa dos Animais, Bruna Ontivero; os vereadores João Martins, Emanuel Gomes, Jamil Janene e Pastor Gerson Araújo; além de representantes de ONGs de proteção animal e protetores.

Fonte: BONDE


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Como a África se tornou líder mundial na eliminação de resíduos plásticos

Foto: Livekindly/Reprodução

Foto: Livekindly/Reprodução

A África está liderando o caminho para a eliminação de resíduos plásticos por meio de várias proibições ao uso de sacos e sacolas plásticas em todo o continente, incluindo países como Tanzânia e Quênia.

A Tanzânia implementou a primeira etapa de sua proibição de sacolas plásticas em 2017, que proibia a fabricação e a “distribuição no país” de sacolas plásticas de qualquer tipo.

A segunda fase, que entrará em vigor em 1º de junho, limita o uso de sacolas plásticas para os turistas. Em um comunicado divulgado em 16 de maio, o governo da Tanzânia estendeu a proibição original aos turistas, alegando que “um balcão especial será designado em todos os pontos de entrada para a entrega de sacolas plásticas que os visitantes possam trazer para a Tanzânia”.

A proibição reconhece a necessidade de sacolas plásticas, por enquanto, em alguns cenários, como por exemplo nas indústrias médica, industrial, de construção e agrícola, bem como por razões sanitárias e de gestão de resíduos.

Sacos “Ziploc” usados para transportar produtos de higiene pessoal através da segurança do aeroporto também estão isentos da proibição, desde que os viajantes os levem de volta para casa.

África livre de plástico

A Tanzânia não é o único país africano a introduzir tal proibição. Mais de 30 países africanos adotaram proibições semelhantes, principalmente na África subsaariana, de acordo com a National Geographic.

O Quênia teve um sucesso diversificado com sua proibição, implementada em 2017. O país introduziu as mais severas punições, com os culpados enfrentando “até 38 mil dólares em multas ou quatro anos de prisão”.

No entanto, o governo não considerou alternativas à medidas, levando aos chamados “cartéis de sacolas”, grupos que negociavam e traziam sacolas plásticas de países vizinhos. A National Geographic também informou que o cumprimento da proibição não podia ser considerado totalmente confiável.

“A proibição teve que ser drástica e dura, caso contrário, os quenianos a teriam ignorado”, disse o ativista Walibia à publicação. Embora novas tentativas de ampliar a proibição não tenham sido bem-sucedidas, o país está ciente de sua responsabilidade em fazer mais.

Geoffrey Wahungu, diretor-geral da Autoridade Nacional de Meio Ambiente do Quênia, disse: “Todos estão observando o Quênia agora por causa do passo ousado que demos. Nós não estamos olhando para trás”.

Ruanda também está trabalhando duro na questão ambiental. O objetivo é ser o primeiro país livre de plástico e seus esforços estão sendo reconhecidos.

Quartz informou que as Nações Unidas nomearam a capital Kigali como a cidade mais limpa do continente africano, “graças em parte à proibição de plástico não biodegradável em 2008”.

Filhote de cachorro é abandonado com um elástico amarrado na boca

Filhote sendo atendido pelo veterinário | Foto: Pearl Video

Filhote sendo atendido pelo veterinário | Foto: Pearl Video

Um filhote de cachorro da raça poodle ficou seriamente machucado após seu dono aparentemente usar um elástico apertado, dando várias voltas em torno de seu focinho, para impedir que ele latisse.

O cão de aproximadamente 40 dias de idade, foi abandonado com o focinho todo amarrado em uma estrada no norte da China até ser encontrado por uma pessoa que o resgatou e compartilhou a história nas mídias sociais.

O anel de borracha estava tão apertado ao redor da boca do cão que chegou a cortar sua pele gerando sangramento, segundo informações do veterinário que atendeu e cuidou do filhote.

“O tutor poderia até não querer ficar com o cachorro mas daí a machucá-lo e deixá-lo pra morrer é uma covardia sem explicação” disse o salvador do filhote ao site de notícias Pearl.

O poodle foi adotado por seu resgatante e está se recuperando da terrível provação.

A identidade do tutor do cão permanece desconhecida.

O incidente ocorreu na cidade de Liaoyang, na província de Liaoning, norte da China. A situação atraiu a atenção do público depois que um político e acadêmico chinês pediu ao governo, semana passada, que criasse uma lei para proteger cães domésticos .

Guo Changgang, reitor do Instituto de Estudos Internacionais de Xangai, da Universidade de Xangai, disse que a China precisa estabelecer uma lei relevante para proteger os animais domésticos, especialmente os cães, o mais rápido possível.

O reitor apresentou a proposta ao governo central na última terça-feira, em Pequim, durante a reunião política mais importante do país, conhecida como Two Sessions (Duas Sessões, na tradução livre).

Guo, que era um representante local na reunião, disse que os cães são amigos da humanidade e muito leais a seus donos, sejam os tutores residentes civis, policiais ou membros de equipes de resgate.

“Portanto, cães domésticos não são produtos e sim criaturas capazes de fornecer um forte apoio emocional”, argumentou o estudioso.
Embora a China possua uma legislação que proteja a vida selvagem terrestre e aquática do pais, atualmente não há leis que protejam o bem-estar animal, nem impeçam a crueldade contra os animais domésticos.

Denúncias relatam que os chineses tutores de animais domésticos em Chengdu foram flagrados levando os cães a um veterinário não licenciado para remover as cordas vocais dos animais, procedimento efetuado em plena rua, para evitar os latidos dos animais.

Antes da proposta de Guo, ativistas pelos direitos animais e especialistas jurídicos na China já haviam apresentado dois projetos de lei às autoridades do país em uma tentativa de pôr um fim à crueldade contra os animais no país. Ambas as leis ainda estão pendentes de aprovação.

Estima-se que entre 10 e 20 milhões de cães são abatidos pela carne na China anualmente. Segundo a estatal chinesa Wenhui News, cerca de 70% deles são animais domésticos roubados.

Criminosos costumam usar dardos venenosos para roubar ou matar cães domésticos, mas poucos são presos e punidos, em parte devido à falta de leis de proteção animal.

O cruel festival anual Yulin Dog Meat ainda acontece todos os anos no solstício de verão, apesar do protesto de celebridades e ativistas pelos direitos animais em todo o mundo.

Muitos outros animais de pequeno porte estão sujeitos à crueldade na China todos os dias.

No início do ano passado, um golden retriever foi espancado até a morte por um policial em plena rua na frente de pessoas em estado de choque, incluindo crianças, na cidade de Changsha.

Imagens que circularam na internet mostravam o cachorro sendo acorrentado ao acostamento de uma estrada e espancado repetidamente por um policial com um pedaço de madeira.

O departamento de polícia local afirmou que o policial estava cumprindo seu dever de impedir que os cidadãos fossem feridos pelo cão “fora de controle”.

O oficial foi posteriormente detido por cinco dias.

Milhares de pessoas marcham pelos direitos animais pedindo por penas mais duras

South China Morning Post

Foto: South China Morning Post

Milhares de pessoas enfrentaram o calor escaldante de Hong Kong, na tarde de domingo para protestar pelos direitos dos animais, pedindo por punições mais duras para os agressores de animais, de acordo com informações do South China Morning Post.

Alguns manifestantes trouxeram seus animais de estimação, enquanto outros carregavam cartazes com slogans que diziam “parem com o abuso de animais” e “10 anos de prisão”, enquanto caminhavam num calor de quase 33ºC do Chater Garden, na Central, para a sede do governo no Almirantado.

Os organizadores afirmaram que cerca de 6 mil pessoas participaram do protesto, enquanto a polícia estimou a participação em 900 pessoas.

O parlamentar do Partido Democrata Roy Kwong Chun-yu, que ajudou a organizar o evento, disse que o comparecimento foi maior que o esperado.

“Isso nos dá um impulso enorme”, disse ele. “Agora podemos mostrar à comunidade internacional que estamos prontos e vamos tomar medidas para proteger os animais”.

Outro organizador, Mark Mak Chi-ho, presidente executivo do grupo de bem-estar animal sem fins lucrativos, a Veterinary Services Society (Sociedade de Serviços Veterinários, na tradução livre), também disse: “Os abusadores de animais devem ser presos por 10 anos. Eles estão tirando vidas”.

Uma participante, Lily Chung, que levou seu cão à marcha, disse: “Trata-se de respeitar a vida. O governo não deveria mais continuar ignorando a questão. É hora de agir”.

A preocupação pública com o abuso de animais aumentou recentemente após um caso terrível de crueldade em um abrigo de animais em Ta Kwu Ling, onde um quarto dos cerca de 150 cães e gatos morreram de fome.

A marcha de domingo coincidiu com uma consulta pública em andamento com duração de três meses sobre a alteração das leis para melhorar o bem-estar animal.

Crueldade animal que envergonha Hong Kong

A lei proposta define a obrigação dos tutores de animais domésticos de cuidar deles, sejam essas pessoas, detentores ou criadores, bem como os trabalhadores que manipulam animais vivos em locais públicos como mercados.

Estes cuidados incluem levar os cães para caminhar regularmente, vacinar os animais domésticos e levar os animais doentes ao veterinário provendo os medicamentos e tratamento adequado e necessário.

As autoridades também terão poderes extras para intervir em casos de suspeita de abuso, incluindo aqueles que exigirem inspeção e supervisão. A lei proposta prevê aumentar as penas, como os prazos de prisão, para até 10 anos.

A Lei de Prevenção contra a Crueldade Animal, promulgada em 1935 e atualizada em 2006, é a principal legislação de proteção animal em Hong Kong.

A pena máxima é atualmente de três anos de prisão e multa de HK $ 200.000 (cerca de 25 mil dólares) por atos de crueldade contra animais. De 2016 a 2018, o governo recebeu uma média de cerca de 300 casos suspeitos de crueldade com animais por ano, e houve um total de 47 casos de acusação bem-sucedidos (denúncia e acusação legal). A sentença mais pesada proferida pelo tribunal desde 2006 foi de 16 meses de prisão.

Em seu discurso político no ano passado, a líder da cidade, Carrie Lam Cheng Yuet-ngor, prometeu alterar a lei para proteger o bem-estar animal.

Em Hong Kong, uma em cada 10 famílias mantêm animais domésticos. De acordo com uma pesquisa realizada pela Secretaria do Conselho Legislativo em 2017, o número de cães e gatos mantidos por famílias aumentou 40%, de cerca de 297 mil para mais de 400 mil entre 2005 e 2010.

Mais de 10 milhões de animais são mortos em dissecações anualmente

Foto: PETA

Foto: PETA

Apesar dos avanços na tecnologia realizados em todo o mundo com o objetivo de melhorar a formação e o treinamento de médicos, os alunos do ensino fundamental e médio nos EUA ainda são solicitados (e às vezes forçados) a abrir e dissecar animais mortos em laboratórios de dissecação arbitrários e desnecessários.

Na verdade, milhões de animais tais como sapos e peixes – que são retirados de seus lares na natureza – são mortos por esse motivo e com essa finalidade. E esse fato se dá apesar de empresas de simulação de organismo, impressionantes e modernas, como eMind, Froggipedia, MERGE, SynDaver e outras oferecerem opções de alta tecnologia e éticas para substituir o uso de animais.

A ONG PETA, em conjunto com Ash Kalra, membro da Assembléia da Califórnia, mais o Comitê de Médicos para a Medicina Responsável e a Instituição para Compaixão Social na Legislação – recentemente apresentaram uma lei histórica para acabar com a dissecação nas salas de aula do ensino médio e substituí-la por métodos mais modernos e eficazes de ensino com custos menores, mais seguros e que não usam animais.

Educadores, cientistas, médicos, enfermeiros, estudantes, pais e até mesmo um biólogo molecular mostraram seu apoio – junto com mais de 3 mil outros membros da população. O projeto conta com o apoio de grupos progressistas de professores – como o Comitê de Educação Humanitária da Federação dos Professores das Nações Unidas, o Instituto de Educação Humanitária e a Associação Nacional de Médicos Hispânicos que representam mais de 50 mil médicos hispânicos licenciados em todo o país.

Embora o projeto de lei ainda não tenha passado (faltando apenas um voto), esse exemplo serve parar inspirar o mundo todo, sendo um enorme passo à frente para informar o público que a dissecação de animais é cruel, desnecessária e cara – e a luta pelos direitos desses animais à vida é legítima e necessária.

Apesar do discurso de alguns professores aos estudantes, a maioria dos animais usados para dissecação não morre “humanamente”. Uma investigação da PETA em uma empresa fornecedora de amostras biológicas, Bio Corporation, mostrou pombos sendo afogados em caixas e lagostins sendo injetados com látex enquanto ainda estavam vivos.

A dissecação animal não é apenas tão antiquada quanto usar um ábaco para aprender matemática como pode até dissuadir os alunos de praticar ciência. Muitos adultos, médicos entre outros profissionais, e estudantes de hoje em dia, se lembram da época em que foram solicitados a cortar um gato, porco, sapo ou outro animal – o quão incômodo e tóxico o formaldeído (um conhecido agente cancerígeno) cheirava nos corredores e como eles eram muitas vezes intimidados ou provocados por se colocar contra ou argumentar contra a dissecação.

A dissecação não tem lugar na sala de aula moderna – esse método retrógrado deve terminar. Diversos esforços legislativos, doações às escolas para substituí-los e apoio de estudantes que dizem não ao corte de animais mortos estão acontecendo simultaneamente nesse sentido.

Usar animais e tirar suas vidas para uma aula única que a maioria dos alunos sequer leva a sério e considera uma piada deve ser preocupante para pais e educadores que desejam ver padrões elevados de educação e ensino – além do fato desse método ser altamente especista.

Tratar animais sensíveis e inteligentes como sapos, porcos, ratos, tubarões, pombos e outros como se fossem simples ferramentas de sala de aula para serem mortos, cortados e descartados é antiético e ensina aos alunos a lição errada: que aqueles que são diferentes de nós são menos digno de consideração e respeito.

Governo do Reino Unido permanece neutro em relação aos testes de laboratório com animais

Global Cosmetic News/Reprodução

Global Cosmetic News/Reprodução

A ONG Cruelty Free International manifestou sua decepção em relação ao fracasso do governo do Reino Unido em descartar testes em animais após a saída da Grã-Bretanha da União Europeia (Brexit).

Kwasi Kwarteng, subsecretário de estado do Comitê de Saída da União Europeia, foi questionado de forma parlamentar (oficial) pela ministra Jenny Chapman sobre a saída da UE na Câmara dos Comuns na semana passada, com relação ao fracasso do ministro em descartar os testes em animais, com Chapman perguntando ao ministro se ele realmente “se opunha a testes desnecessários em animais”.

Kwarteng respondeu que a moção já havia sido discutida no verão passado e que o governo “tentaria manter os padrões (e regulamentações) sobre a proteção dos direitos animais”.

Desapontada com a resposta, a Cruelty Free International escreveu ao ministro pedindo confirmação sobre o assunto e pediu ao governo que “use o Brexit como uma oportunidade para fortalecer políticas e criar mudanças significativas e duradouras para os milhões de animais usados em experimentos. .

Kerry Postlewhite, diretor de relações públicas da ONG, afirmou que “esta é uma questão que o público britânico considera ser de grande preocupação, além de sua importância fundamental à medida que nos movemos de regras de segurança química da UE para as regras do Reino Unido.

“Esperamos sinceramente, no interesse dos animais, dos cidadãos do Reino Unido e da indústria química do Reino Unido, que o governo deixe bem claro que não haverá testes em animais como resultado dessa transição. Em face do repetido questionamento por parte da indústria, políticos e ativistas, sendo que todos acreditam que não devem haver testes , a resposta do governo tem sido profundamente decepcionante ”, concluiu ele.

Idosos e vacas ganharão lares especiais onde poderão coexistir em paz

A segunda maior cidade da Índia, Delhi, planeja criar uma casa especial para os idosos e para algumas das milhares de vacas, em uma nova campanha de bem-estar animal que também visa reduzir o número de macacos e cães abandonados.

Foto: Pixabay

De acordo com o Daily Mail, o Ministro do Desenvolvimento, Gopal Rai, disse que o programa divulgou na última quarta-feira que “vacas e cidadãos idosos coexistirão, cuidando uns dos outros” nas instalações-piloto planejadas no sudoeste de Delhi.

“Quando uma vaca envelhece, geralmente, ela é abandonada e acaba em um gaushala (abrigo para vacas). Da mesma forma, os seres humanos também são abandonados e enviados para lares de idosos, mesmo por famílias ricas”, disse Rai à uma mídia local.

Outras medidas incluem o “controle de natalidade” para os macacos onipresentes, travessos e ocasionalmente perigosos da capital indiana, a esterilização de cães abandonados e chips eletrônicos em vacas e animais domésticos.

Além disso, pessoas incapazes de cuidar de suas vacas – uma visão comum nas estradas de Delhi, que impedem o tráfego e comem lixo – poderão alojar seus animais em albergues especiais por uma pequena taxa.

Desde que BJP, de direita, do PM Narendra Modi, subiu ao poder em 2014, as vacas – sagradas para os hindus – ganharam um status quase VIP na Índia.

Desde que o Partido da Direita Bharatiya Janata, do primeiro-ministro nacionalista hindu Narendra Modi, subiu ao poder em 2014, as vacas – sagradas para os hindus – ganharam um status quase VIP.

Rumores de vacas sendo levados para matadouros provocaram represálias sangrentas e tumultos religiosos.

Todos os meses, cerca de 600 cabeças de gado são reunidas em Delhi e realocadas em cinco abrigos.

Um censo de 2012 descobriu que havia mais de cinco milhões de vacas perdidas em toda a Índia e mais de 12.000 em Delhi.