Cadela com deficiência adota filhote de gato e produz leite para alimentá-lo

Uma cadela da raça poodle, com deficiência, adotou um filhote de gato recém-chegado na casa onde ela vive, em Rio Pardo, do Rio Grande do Sul.

Foto: Reprodução / GAZ

A autônoma Rosi Trindade, de 35 anos, é tutora de Jady e dos pais dela, Aycha e Ravy. Ela ficou surpresa ao ver o carinho de Jady com um filhote de gato que foi viver com a família. As informações são do portal GAZ.

“Ela anda pela casa e adota as meias. E não deixa ninguém chegar perto”, conta, ao falar da cadela.

Há duas semanas, a família decidiu adotar Theodoro, um gato de 35 dias de vida. No começo, Rosi teve medo dos cães machucar o filhote, mas todos eles acolheram o animal, especialmente Jady.

A cadela, inclusive, produziu leite e foi flagrada pela tutora amamentando Theodoro. “Eu olhava na televisão, mas nunca tinha presenciado. Ela criou leite, não muito, mas criou. O amor verdadeiro eu vi hoje entre uma mãe adotiva e seu filhote de espécie diferente”, conta.

Estudantes de química criam réplica vegana de leite integral

Startup vegana se une a universitários para criar leite integral livre de animais | Foto: VegNews/Reprodução

Startup vegana se une a universitários para criar leite integral livre de animais | Foto: VegNews/Reprodução

A proprietária da empresa de produtos veganos e antialérgicos Awesome Bites, Jennifer Thai, de Houston, Texas (EUA), fez recentemente uma parceria com estudantes de química da Rice University para criar um leite a partir de sementes de linhaça e coco que se mantivesse estável e homogêneo (sem o uso de emulsificantes).

Thai foi a criadora da receita de leite – livre de laticínios – e afirma que o produto tem o mesmo gosto e a sensação ao paladar de leite integral, mas é feita com ingredientes à base de vegetais.

No entanto, a rápida separação dos ingredientes impediu que ela colocasse o produto no mercado comercialmente. O primeiro lote de Thai manteve sua integridade por sete dias antes dos componentes se separarem, mas a estabilidade do leite era imprevisível.

Idealmente, a Thai queria que o produto permanecesse homogêneo nas prateleiras por duas semanas a um mês sem a utilização de emulsificantes como a lecitina. No decorrer de um semestre, os alunos assumiram a solução de parte do problema para testar a mistura de ingredientes, como processá-los, a acidez e a moagem antecipada da linhaça.

Os alunos foram obrigados a seguir rigorosamente o método científico e manter notas abrangentes sobre os procedimentos adotados por toda parte. No final do semestre, eles apresentaram suas receitas à Rice University, onde puderam cozinhar e experimentar suas criações pela primeira vez.

“Na apresentação final, eles sugeriram alterações relativamente simples que, segundo eles, prolongariam a vida útil”, disse Michelle Gilbertson, professora da Rice University.

As mudanças incluíam mudar a proporção de linhaça para a quantidade de coco e a utilização de um filtro de metal no lugar de gaze. “Esta foi uma vitória para mim em todos os aspectos possíveis”, disse Thai.

A empreendedora planeja incorporar as soluções dos alunos em sua fórmula para criar um leite novo e melhorado que estará disponível em sua padaria e sorveteria com sede em Houston (que abre no próximo mês) em sabores como original, sem açúcar e horchata.

Uma vez que a nova versão for testada tanto para validade e como para separação (homogenização), Thai espera embalar e distribuir localmente o produto com o objetivo de longo prazo de expandir nacionalmente e internacionalmente.

Startup levanta 20 milhões de dólares para fazer leite de sementes de pongamia

Foto: TerViva

Foto: TerViva

A companhia californiana TerViva recentemente conseguiu 20 milhões de dólares em financiamento com a finalidade de trazer ao mercado novos alimentos à base de vegetais, derivados das sementes da árvore pongamia.

A TerViva cultiva imensos pomares da árvore restaurando a produtividade terras já em ociosidade agrícola, gerando energia limpa, apoiando a produção local de alimentos e restaurando a saúde ambiental.

Pongamia é uma cultura de árvores não transgênicas que pode ser cultivada com pouca ou nenhuma irrigação e produz sementes oleaginosas que são processadas em óleo para biocombustível, proteína vegetal, alimentação animal ou biogás, e biomassa para geração de eletricidade de base.

Natural do continente asiático, a pongamia foi introduzida nas planícies tropicais úmidas nas Filipinas, Malásia, Austrália, Ilhas Seychelles Estados Unidos e Indonésia.

Existem diversas pesquisas que fundamentam seu uso na área de produção de biocombustível. Ela também é muito usadas e fundamental no controle de erosão do solo na Índia.

A árvore, famosa por sua alta capacidade de fixação de carbono (também conhecida como “soja vertical”), produz sementes com alto teor de proteína, mas não foram cultivadas até agora para consumo humano porque contêm antinutrientes.

A TerViva descobriu uma maneira de remover esses componentes negativos e teve sucesso ao transformar as sementes em proteína, óleo e leite vegano à base de vegetais.

“Analisando pelo lado da proteína, a semente – pertencente à família das leguminosas – tem alguns tipos análogos de proteína que são encontradas na ervilha e na soja e em alguns outros legumes, mas o que realmente nos impressionaram são propriedades realmente fortes de gelificação e emulsificação”, disse o fundador e CEO da TerViva. Naveen Sikka disse à Foodnavigator USA.

“Recentemente, produzimos um leite pongamia que tem dá uma excelente sensação na boca por causa dessa capacidade de emulsificação e o teor de proteína é bastante alto em relação aos leites de nozes. Ele possui 10 vezes mais proteína que no leite de amêndoa. Para a nutrição humana, é um substituto ideal para a soja”.

A empresa plantou 150 mil árvores pongamia em colaboração com fazendeiros em vários estados, incluindo vários agricultores cítricos da Flórida, e planeja adicionar mais 200 mil árvores usando seu investimento recebido recentemente.

“O consumo de proteínas e óleos vegetais está crescendo rapidamente, mas a quantidade de terra arável para cultivar essas sementes é cada vez mais limitada”, disse Sikka. “Desenvolvemos uma abordagem sustentável, orientada para o mercado, para os agricultores lucrarem com terras marginais cultivando árvores que possam alimentar o planeta.”

Startup produz “leite idêntico” ao de vaca a partir de levedura e fermentação microbiana

O processo, segundo eles, cria todas as proteínas existentes no leite e garante o mesmo sabor e textura do leite de vaca (Foto: Divulgação)

A startup Perfect Day, fundada em San Francisco, nos Estados Unidos, por Ryan Pandya e Perumal Gandhi, está investindo na produção de um “leite idêntico” ao de vaca a partir de levedura e fermentação microbiana.

No início do ano passado, por meio da companhia de investimentos Temasek Holdings, de Singapura, a dupla arrecadou 24,7 milhões de dólares para investir no projeto.

O processo, segundo eles, cria todas as proteínas existentes no leite e garante o mesmo sabor e textura do leite de vaca, com a principal diferença de que não há nada de origem animal no processo produtivo.

A ideia do projeto surgiu a partir de um desejo pessoal de encontrar uma alternativa aos laticínios que faça com que até pessoas que são muito apegadas a esses alimentos abandonem tal consumo.

Pandya e Perumal, que se tornaram vegetarianos na faculdade, contam que assim que se informaram sobre as implicações do processo de produção de carne e laticínios decidiram abdicar desses alimentos de origem animal.

O leite desenvolvido e aperfeiçoado pela Perfect Day ao longo de quatro anos, ainda não está no mercado, mas eles adiantam que isso deve mudar em no máximo dois anos, já que a prioridade agora é “refinar o processo de produção”.

Atualmente, Ryan Pandya e Perumal Gandhi estão firmando parcerias com empresas de alimentos e apontam como diferencial o fato de o produto ser livre de hormônios, antibióticos, lactose, corantes e sabores artificiais.

Também enfatizam que o leite a partir de levedura e fermentação microbiana tem condições de competir com a indústria de laticínios em um futuro não muito distante, inclusive em relação a preços.

Especialistas preveem o desaparecimento da indústria de laticínios em 10 anos

Foto: FreeImages.com/ Peter Mazurek

Foto: FreeImages.com/ Peter Mazurek

Dados confirma que os consumidores estão ficando cansados dos laticínios. As vendas de leite tem apresentado uma queda contínua – dados recentes divulgados pela Dairy Farmers of America mostraram uma perda de 1,1 bilhão de dólares em receita para os resultados da indústria em 2018 – uma queda de 8% em reação a 2017.

O declínio é muito mais sistêmico e prejudicial para os produtores de leite nos EUA e no mundo todo – o consumo de leite atualmente representa apenas uma fração do que era no início dos anos 2000. De acordo com dados do USDA, as vendas de leite diminuíram 22% entre 2000 e 2016. Esses números caíram significativamente desde as décadas de 1970 e 1980.

O declínio da indústria de leite

“Na época em que a famosa campanha publicitária “Got Milk” (Tome Leite, na tradução livre) chegou as massas e as páginas das revistas, as vendas de leite já estavam em declínio”, relata o The Salt, da NPR.

E apesar da áurea de saúde que cercava o leite, especialmente para crianças – um mito que ainda hoje permeia os sistemas escolares do país e do mundo – na década de 1970, as pesquisas já começavam a apontar para os riscos à saúde ligados ao consumo de laticínios.

Quase 75% dos negros americanos são intolerantes à lactose, e a universidade de Harvard cita os produtos lácteos como a fonte número um de gordura saturada. Altos níveis de gordura saturada podem levar a sérios problemas de saúde, incluindo doenças cardíacas e diabetes.

Foto: Jo Anne McArthur

Foto: Jo Anne McArthur

“O leite é o alimento perfeito para os bezerros”, diz Marion Nestle, professora de nutrição, estudos sobre alimentação e saúde pública na Universidade de Nova York e autora de “Food Politics”, à NPR. “Não há dúvida sobre isso. Mas para os humanos, pode realmente não ser. E pode não ser sequer necessário, há muitas evidências de que o consumo de leite não é necessário à alimentação humana”.

As vendas de laticínios continuam em declínio conforme os consumidores optam pelo leite vegano

E a indústria de laticínios está sentindo a pressão.

Em uma recente conferência em Glasgow, especialistas discutiram o crescente interesse do público em produtos lácteos – optando por alternativas veganas em vez do leite tradicional. OS estudiosos alertaram que, se a mensagem atual contra os produtos lácteos persistir, a indústria poderá deixar de existir na próxima década.

A consultora de sustentabilidade da pecuária, Dra. Judith Capper, afirmou que, apesar dos veganos representarem apenas uma pequena percentagem da população, eles ainda têm uma voz ativa e alta que é ouvida pelas massas.

Foto: Jo Anne McArthur

Foto: Jo Anne McArthur

“Há uma necessidade de desmistificação no setor de produtos lácteos. Se os consumidores não comprarem nossos produtos – leite, creme, manteiga, queijo etc. – não teremos uma indústria de lácteos em cinco a dez anos ”, disse Capper.

Apesar da crença de Capper de que a indústria de laticínios precisa romper com os mitos, a verdade é que muitas pessoas estão optando por abandonar os laticínios por razões de saúde, a maioria das quais apoiadas por pesquisas científicas confiáveis e especialistas que se apoiam em evidências fortes.

Vendas de produtos “livres de leite” disparam

Os consumidores podem estar reduzindo seu consumo de leite de vaca, mas não estão renunciando ao laticínios completamente. Eles estão comprando opções de latínios “livres-de-leite” (dairy-free, no termo original) em massa e quantidade. Enquanto as vendas de leite caem, o mercado de leite vegano está crescendo – as vendas subiram 9% em 2018 e devem ultrapassar 34 bilhões de dólares até 2024.

Foto: Livekindly/Reprodução

Foto: Livekindly/Reprodução

Opções líquidas “livres-de-leite” dominam a categoria vegan, mas outras categorias estão crescendo e alcançando as primeiras rapidamente. Sorvetes sem leite estão em alta, com marcas como Magnum, Ben & Jerry’s e Halo Top lançando e expandindo suas ofertas. A IKEA lançou recentemente um sorvete de morango vegano.

O queijo vegano foi uma das tendências mais fortes e celebradas da recente Natural Products Expo em Anaheim, na Califórnia (EUA), a maior feira da indústria de alimentos naturais no país. Marcas como a Miyoko’s estão provando que os queijos sem leite de vaca podem ser feitos da mesma maneira que os queijos tradicionais – fermentando e envelhecendo o leite feito de nozes, sementes ou feijões.

 

48% dos britânicos já preferem café com leite de origem vegetal

É uma boa oportunidade para as cafeterias e outros estabelecimentos comerciais que oferecem bebidas quentes investirem em mais opções não lácteas (Foto: SBS)

De acordo com uma pesquisa realizada pela marca alimentícia belga Alpro, 48% dos britânicos já preferem café com leite de origem vegetal em vez de café com leite de origem animal, e principalmente quando consomem café fora de casa.

Segundo a chefe de marketing da Alpro do Reino Unido, Abbie Hickman, é uma boa oportunidade para as cafeterias e outros estabelecimentos comerciais que oferecem bebidas quentes investirem em mais opções não lácteas.

Segundo a Alpro, cerca de três milhões de britânicos consomem 21 milhões de bebidas baseadas em café por semana, conforme informações da Drinks Insight Network.

“Para aproveitar ao máximo essa oportunidade, os baristas e donos de cafeteiras devem adicionar mais opções baseadas em vegetais ao seu cardápio”, destaca Abbie, que também encara esse fato como uma tendência mundial.

No Brasil, das redes de cafeterias, a Starbucks está entre as mais antenadas à demanda por opções não lácteas, oferecendo opções com leite de amêndoas, castanha-de-caju e coco.

Vendas de leite desabam mais de um bilhão de dólares em 2018 nos EUA

Foto: Vegnews/Reprodução

Foto: Vegnews/Reprodução

As vendas de leite despencaram 1,1 bilhão de dólares em 2018, de acordo com estatísticas reveladas pelo Dairy Farmers of America (Fazendeiros Produtores de Laticínios da América)durante sua reunião anual. Em 2017, as vendas de produtos derivados do leite totalizaram 14,7 bilhões de dólares e caíram oito%, para 13,6 bilhões de dólares em 2018.

Apesar das alegações de que os baixos preços do leite são os culpados, a indústria de laticínios entrou em extinção já há algum tempo devido a uma mudança no comportamento do consumidor que caminha em direção a alternativas baseadas em plantas.

Tanto é assim que os lobistas que representam a indústria de laticínios recentemente reavivaram os esforços para banir a terminologia comercializável, como “leite” e “queijo” – mesmo com termos qualificadores como “sem leite” – de serem usados em produtos veganos em um movimento para derrubar a concorrência.

Esta semana, senadores de estados produtores de laticínios reintroduziram uma legislação que visa implementar essa proibição – um renascimento da chamada “Lei do Orgulho Leiteiro” de 2016. “O projeto de lei prevê uma medida de defesa contra as imitações e substituições de iogurte, leite e queijo para promover a ingestão regular diário de laticínios.”

Michele Simon – diretora executiva do grupo de lobby da Associação de Alimentação a base de Plantas, composto por 130 membros, acredita que essa legislação proposta é preocupante, enganosa e inconstitucional.

“Em uma era de crescente inovação na indústria de alimentos, essa legislação enviaria uma mensagem assustadora para empresas pequenas e emergentes: o mercado é manipulado contra você em favor de interesses particulares dos grandes e poderosos”, disse Simon.

“Essa lei mal-intencionada prejudicaria as empresas de alimentos inovadores baseados em plantas que estão crescendo rapidamente, oferecendo novas opções de excelente sabor aos consumidores. Esse projeto de lei, caso aprovado, declararia a livre iniciativa morta com a promoção de políticas protecionistas impulsionadas por representantes da indústria leiteira e seus lobistas”, disse a diretora

Um relatório de 2017 do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos revelou que o consumo de leite diminuiu em 22% de 2000 a 2016. A indústria de produtos lácteos veganos vale atualmente 17,3 bilhões de dólares e prevê-se que dobre de valor para 29,6 bilhões até 2023.

“Não é sua mãe? Não é seu leite!”, diz outdoor da PETA

Foto: PETA

Mais uma vez a PETA tenta para chamar a atenção das pessoas para o sofrimento das vacas em fazendas leiteiras.

O outdoor mostrará uma vaca e seu bezerro ao lado das frases: “Não é sua mãe? Não é seu leite! Escolha vegana”. O local escolhido para a exibição do alerta é o cruzamento da Highway 43 com a Pond Road, em Bakersfield, onde um caminhão que transportava cerca de 30 vacas ficou preso nos trilhos da ferrovia foi atingido por um trem.

“É difícil imaginar o terror e a dor que essas vacas presas sentiram com um vagão de trem passando dentro delas”, disse Tracy Reiman, vice-presidente executivo da PETA.

“A PETA espera homenageá-las com um outdoor lembrando que a melhor maneira de evitar que vacas sofram na indústria de laticínios é se tornar vegano”.

“Na indústria de laticínios de hoje as vacas são mantidas quase constantemente grávidas para maximizar a produção de leite. Os bezerros são retirados de suas mães em poucas horas ou dias de nascimento para que seu leite seja consumido por humanos”, acrescentou a ONG. As informações são do Plant Based News.

“Os bezerros machos são normalmente enviados para serem abatidos para a indústria vitícola, enquanto as fêmeas têm o mesmo destino de suas mães: serão constantemente inseminadas até que a produção de leite diminua. Quando isso acontecer, irão para um matadouro.”

Leites vegetais estão em alta, mas qual é melhor para o ambiente?

Cresce interesse em leites vegetais — Foto: BBC

Janeiro, mês em que muitos cumprem resoluções de mudanças no estilo de vida, é também o mês em que consumidores se abrem mais para experimentar produtos veganos ou simplesmente mais saudáveis.

No Reino Unido, isto tem se refletido também nas latas de vendas dos leites vegetais, alternativas ao leite de vaca, à base de aveia, soja, amêndoa ou coco.

Agora, evidências coletadas por pesquisadores da Universidade de Oxford, na Inglaterra, mostram que o critério de impacto ao meio ambiente pode fomentar ainda mais essa tendência.

É que eles mostraram, por exemplo, que a produção de um copo de leite de vaca gera quase três vezes mais emissões de gases do efeito estufa do que qualquer alternativa vegetal.

Considerando o uso de terra necessário para a produção, a diferença é ainda maior.

A produção de um copo de leite de vaca para todos os dias de um ano requer 650 metros quadrados de terra – o equivalente a dois campos de tênis e mais de dez vezes o necessário para a mesma quantidade de leite de aveia, de acordo com o estudo.

Infográfico mostra impacto dos leites vegetais — Foto: BBC

O leite de amêndoa requer mais água para sua produção do que soja ou aveia. Um único copo demanda 74 litros – mais do que a quantidade gasta em um banho de chuveiro padrão. O leite de arroz também é relativamente “sedento”, demandando 54 litros de água na produção para resultar em um copo.

No entanto, tanto a bebida à base de amêndoa quanto à de arroz ainda precisam de menos água na produção do que um copo de leite de vaca.

Impacto sobre o clima

O impacto da produção de leite de vaca sobre o clima varia de região para região. América Latina, Caribe e África, por exemplo, ficam acima da média global na emissão de gases poluentes para a produção de um copo de leite.

O gráfico abaixo leva em conta as emissões da agropecuária e, além disso, o transporte, a embalagem e o processamento. Onde a alimentação do gado teve um impacto no desmatamento, essa medida também foi incluída.

A nível local, a opção por produção local ajuda a reduzir a pegada de carbono.

Impacto climático da produção de leite de vaca — Foto: BBC

O custo ambiental ‘invisível’ do consumo

A produção de alimentos é responsável por um quarto de todas as emissões de gases do efeito estufa produzidas pelo homem, contribuindo para o aquecimento global, de acordo com os estudos liderados por Joseph Poore, da Universidade de Oxford.

A pesquisa descobriu também que carne e outros produtos animais são responsáveis ​​pela maior parte das emissões relacionadas à alimentação – apesar de fornecerem apenas um quinto das calorias consumidas.

As pessoas tendem a subestimar a poluição embutida em alimentos e – o leite não é exceção, de acordo com Adrian Camilleri, psicólogo da Universidade de Tecnologia de Sydney, na Austrália.

“As emissões de gases do efeito estufa do leite são cerca de 30 vezes maiores do que as pessoas estimam”, disse ele à BBC News.

Embora não se saiba exatamente o quanto os consumidores estão informados sobre as diferenças no impacto ambiental dos diversos tipos de leite, é fato que a venda de opções alternativas está crescendo muito no Reino Unido, segundo a consultoria de mercado Mintel.

As buscas na internet por leite de aveia, por exemplo, dispararam no Reino Unido desde que o produto foi lançado no mercado.

Gráfico mostra interesse em leites veganos — Foto: BBC

No ano passado, um recorde de 50 mil pessoas se inscreveram para a última campanha Veganuary (uma fusão das palavras “vegano” e “janeiro” em inglês), que propõe a abstinência de produtos de origem animal por um mês.

Mas como esta tendência se traduz em números reais?

Existem cerca de 540 mil veganos no Reino Unido, de acordo com uma pesquisa de 2016 da organização Vegan Society. Em 2006, estimava-se que este número era de 150 mil.

No entanto, alguns representantes do setor agropecuário são críticos à ideia do Veganuary.

Segundo a Associação Nacional de Criadores de Ovelha, esta campanha pelo veganismo ignora o fato de que a criação destes animais “trabalha muito em harmonia com o meio ambiente, nossas paisagens e a ecologia humana” no Reino Unido.

“Algumas pessoas parecem empenhadas em retratar (a criação de) ovelhas como um inimigo global – mas, na verdade, elas são o máximo de uma tecnologia renovável e uma forma eficiente de gestão da terra produtiva de forma amigável ao planeta”, diz Phil Stocker, executivo da associação.

Fonte: G1

“Você não pode ser feminista se come ovos”, diz anúncio em ônibus

Foto: PETA

Os anúncios estão fixados em seis veículos de Oberlin, incluindo o Conector Oberlin e ainda dizem: “Ovos e laticínios são um produto do abuso de fêmeas”.

“Oberlin é um reduto de realizações femininas e ativismo progressivo, o que torna o local perfeito para desencadear uma conversa sobre a misoginia evidente das indústrias de ovos e laticínios”, disse a presidente da PETA, Ingrid Newkirk, em um comunicado.

“As fêmeas são exploradas sexualmente para que os seres humanos possam beber seu leite e roubar seus ovos, e os anúncios da PETA encorajam as pessoas a ajudar a acabar com essa opressão, deixando de comer ovos e mudando para o consumo de leites e queijos veganos”. As informações são do Plant Based News.

Campanha em vídeo

Além dos anúncios, um vídeo também foi lançado pela PETA expondo a exploração sexual das fêmeas nas indústrias e dizendo que “as feministas que usam ovos e produtos lácteos”, que vêm de indústrias que exploram os sistemas reprodutivos femininos, são culpadas pelo especismo”.

“Os produtores de leite mantêm as vacas quase sempre grávidas inseminando-as à força – o que é feito empurrando instrumentos em suas vaginas enquanto eles estão presos em um dispositivo que os especialistas da indústria chamam de ‘estupro'”, acrescenta PETA.

“Os amados bezerros das vacas são retirados deles logo após o nascimento, para que, em um ato perverso, o leite de suas mães possa ser vendido para consumo humano”.

A indústria

Investigações em todo o mundo já revelaram os horrores que acontecem em fazendas leiteiras e em granjas.

Vacas são criadas em currais minúsculos e mantidas constantemente em estado de prenhes. Quando realmente dão à luz a seus filhotes, se estes são machos, eles são descartados com poucas horas de vida ou vendidos para matadouros. Mães e filhos sequer se conhecem e o leite produzido para bezerros, é consumido por humanos.

Com as galinhas poedeiras a realidade não é melhor – elas vivem em gaiolas apertadas, sujas e superlotadas em galpões sem iluminação enquanto foram ‘úteis’. Após isso são assassinadas cruelmente também para consumo humano.