“Leite é como metanfetamina”, diz médico

Médicos e cientistas vêm alertando a população sobre os perigos para a saúde e para o futuro do planeta relacionados ao consumo de carnes e derivados. Além de serem obtidos através de práticas extremamente cruéis, produtos de origem animal aumentam os risco de doenças e causam dependências preocupantes, como o queijo que já foi comparado a uma droga.

O médico Milton Mills afirma que o leite de vaca é como a metanfetamina – dizendo que as pessoas podem até apreciá-lo, mas ele carrega uma série de problemas de saúde.

Dr. Mills, um médico crítico que trabalha em uma UTI e participou do documentário vegano de sucesso “What a Healthh” que fala sobre os perigos dos laticínios.

De acordo com o médico, ele está “em uma missão para educar o público sobre as consequências dos produtos lácteos – tanto para a saúde individual quanto para a sociedade”.

A verdade sobre o leite

No novo podcast da Switch4Good sobre os benefícios da vida livre de produtos lácteos, Dr. Mills disse: “Eu penso no leite como uma espécie de metanfetamina. Você pode optar por ingeri-lo por diversão e recreação, mas em nenhum sentido da imaginação de alguém pode ser considerado saudável ou bom para você.”

“Se você olhar para o mundo todo, os países que consomem mais laticínios, também têm os maiores incidentes de osteoporose. Os lácteos são o alimento menos natural que os seres humanos consomem”.  As informações são do LiveKindly.

“Beber leite para os nutrientes é como inalar a fumaça do cigarro para o oxigênio. É tudo marketing – eles recomendam produtos lácteos porque o lobby dos produtos lácteos incentiva o consumo”.

Jovem ganha a vida com serviço de entrega de leite vegetal em Los Angeles

Steven Macedo oferece leites vegetais de nozes, sementes de girassol, gergelim e nozes pecan (Foto: Divulgação)

Steven Macedo, de 19 anos, vive em Los Angeles, na Califórnia, onde teve a ideia de produzir leites vegetais de nozes, sementes de girassol, gergelim e nozes pecan para vender. E é assim que ele ganha a vida atualmente.

Mas o grande diferencial é que Macedo oferece um serviço mensal de entrega de leite, o que lembra o trabalho dos leiteiros, com a diferença de que nesse caso nenhum animal é explorado para a entrega ou extração do leite.

O jovem garante que o “Leche”, como batizou seu produto, é baseado apenas em ingredientes orgânicos. Na sua página comercial no Instagram, ele diz que sua intenção é mostrar uma grande variedade de sabores e ingredientes, e que não há necessidade em consumir leite de animais.

Os leites vegetais são oferecidos em garrafas de vidro e os resíduos que sobram após a produção do “Leche” são utilizados na fabricação de outros produtos artesanais que Steven Macedo também começou a comercializar – como bombas de banho, hidratantes corporais, esfoliantes e protetores labiais.

Publicidade que afirma que o leite é livre de hormônios é vetada no Canadá

Decisão foi tomada pela Advertisings Standard Canada, órgão que regula a publicidade no Canadá (Fotos: Divulgação)

A Advertising Standards Canada, órgão que regula a publicidade no Canadá, está proibindo os laticínios do país de veicularem publicidade afirmando que seus produtos são livres de hormônios do crescimento. A justificativa é que no leite há o IGF-1, um hormônio produzido pela vaca que faz com que os filhotes dobrem de peso em aproximadamente um mês e meio.

Embora o IGF-1 não seja um hormônio sintético, mas pode ter a sua produção estimulada, o argumento é de que a publicidade pode induzir o consumidor a crer que não há nenhum tipo de hormônio no leite. Atualmente, o uso de hormônios sintéticos na produção leiteira é ilegal no Canadá, embora isso também não torne impossível a utilização, mas sim responsabilize legalmente quem for flagrado usando.

No Canadá, o governo tem recomendado cada vez menos o consumo de laticínios e cada vez mais o consumo de alimentos de origem vegetal. Prova disso é a última atualização do Guia Alimentar do Canadá, que inclusive qualifica uma dieta vegana ou vegetariana estrita como saudável.

Agricultores são obrigados a retirar anúncios falsos de laticínos que dizem ‘não contém hormônios de crescimento’

Foto: Plant Based News

De acordo com o Conselho de Alimentos Vegetais, todos os laticínios contêm naturalmente o fator de crescimento 1 (IGF-1), que promove o rápido crescimento de bezerros e também grandes quantidades de estrogênio e progesterona produzidos quando as vacas são ordenhadas durante as gestações. Além disso, contém somatropina bovina (BST).

Leite e hormônios

Anna Pippus, advogada e diretora do Centro de Políticas Vegetais disse: “Embora o hormônio de crescimento bovino sintético seja proibido principalmente no Canadá por causa do dano que causa às vacas, o leite canadense contém vários hormônios”.

“Como todo o leite de mamíferos, o leite de vaca é destinado a promover o rápido crescimento nos filhotes. O leite contém hormônios de crescimento naturais para ajudar a alcançar isso. O leite também contém altos níveis de estrogênio e progesterona. Em fazendas leiteiras modernas, as vacas são mantidas em um estado de gravidez quase constante para garantir a continuidade da lactação.

“A maior parte do leite vem de vacas prenhes. O anúncio de que o leite canadense contém zero hormônios de crescimento é falso, o que viola os padrões de publicidade”. As informações são do Plant Based News.

Laticínios no Canadá

A proibição é mais um alerta para os produtores de leite canadenses, que veem o consumo de leite cair desde 2009 à medida que as alternativas à base de plantas se tornaram mais populares.

O recém-lançado New Canada Food Guide revisou as sugestões dietéticas dramaticamente – abandonando os laticínios e aconselhando os canadenses a comer mais alimentos vegetais e menos carne.

Agricultura e veganismo

O crescimento do veganismo tem abalado a indústria de laticínios e vários diretores das maiores empresas e fábricas de laticínios expuseram os problemas enfrentados, culpando o crescimento do veganismo entre a população, assim como o movimento pelos direitos animais.

Há poucos dias, a Blue Heron, uma loja independente de queijos veganos no Canadá que terá que deixar de usar a palavra “queijo” para comercializar seus produtos que são feitos de leite de coco, castanha de caju e amêndoas.

A Agência Canadense de Inspeção de Alimentos enviou um e-mail à Blue Heron em Vancouver no final do mês passado, dizendo que recebeu reclamações sobre “produtos sendo rotulados como ‘queijo’ quando supostamente não são”.

Uma outra loja de queijos veganos, desta vez em Londres , no Reino Unido, também enfrenta atualmente pedidos semelhantes para abandonar a nomenclatura relacionada a produtos lácteos. A La Fauxmagerie, inaugurada recentemente em Brixton, foi alvo da organização agrícola Dairy UK, que ameaçou com ações legais caso a loja não deixe de usar a palavra-chave.

leite de amêndoas

Governo dos EUA declara que leite de amêndoas não é ‘imitação de leite’

O Tribunal de Apelações do Nono Circuito dos Estados Unidos recentemente rejeitou uma ação coletiva contra a Blue Diamond Growers, produtora de leite de amêndoa Blue Diamond, com sede na Califórnia, determinando que seu rótulo de “leite” não viola a lei federal.

leite de amêndoas

Foto: Getty Images

Na audiência Painter vs. Blue Diamond Growers, os demandantes alegaram que os produtos de leite de amêndoa da Blue Diamond deveriam ser rotulados como “leite de imitação” porque “substituem e se assemelham a leite de vaca mas são nutricionalmente inferiores.”

O tribunal determinou que, de acordo com o padrão “consumidor razoável” que rege essas alegações, os queixosos devem provar que os membros do público “provavelmente serão enganados” pelas práticas de rotulagem e publicidade da Blue Diamond.

“Não obstante qualquer semelhança com o leite de vaca, o leite de amêndoa não é um ‘substituto’ para o leite como contemplado pela legislação federal, porque o leite de amêndoa não envolve literalmente a substituição de ingredientes inferiores por leite lácteo”, concluiu a corte.

No ano passado, a agência americana Food and Drug Administration (FDA) buscou informações do público sobre seu entendimento de termos como “leite”, “queijo” e “iogurte” quando incluídos nos nomes de produtos à base de vegetais. As informações coletadas informarão a decisão da FDA sobre se os produtos lácteos à base de vegetais precisam de regras especiais de rotulagem.