Leões e tigres estão nascendo com deformidades graves em fazendas de reprodução

Foto: Getty

Foto: Getty

Leões e tigres estão nascendo com deformidades dolorosas em centros de reprodução industrial, provavelmente causadas por endogamia. Nesses centros os animais são criados com o único objetivo de terem partes de seus corpos extraídas para serem vendidas no comércio abastecido pela demanda da “medicina” tradicional asiática, revelaram investigadores.

Grandes felinos foram encontrados com anormalidades no rosto, pés e pernas, e também podem vir a sofrer problemas de visão, audição, respiração e mastigação, segundo as informações contidas em um relatório detalhado.

Os animais estão entre os milhares de tigres e leões confinados em minúsculos cercados dentro de fazendas industriais, onde são mortos e têm partes de seu do corpo extraídas, que são fervidas ou picadas para fazer vinho de osso de tigre e remédios para condições de saúde que vão de artrite a meningite, expõe o documento.

Foto: World Animal Protection

Foto: World Animal Protection

O primeiro estudo global sobre a cadeia de suprimentos da “medicina” chinesa mostra como a fé em tratamentos não comprovados está causando diretamente o sofrimento e a morte de grandes felinos cativos em grande escala e também ameaçando sua existência na natureza.

Populações cada vez mais ricas na China e no Vietnã estão impulsionando a demanda por produtos de “medicina tradicional”, diz o relatório – e à medida que o tigre selvagem é levado à extinção, também leões, onças e leopardos estão sendo mortos pelo o mesmo fim.

As pessoas acreditam que remédios feitos a partir de partes de grandes felinos podem tratar doenças como artrite e reumatismo, promover força e aumentar o vigor sexual.

Foto: World Animal Protection

Foto: World Animal Protection

A maioria dos entrevistados em ambos os países prefere que os animais sejam tirados da natureza em vez de criados em cativeiro, acreditando que os produtos são mais eficazes, de acordo com a World Animal Protection (WAP), que produziu o relatório.

Os pesquisadores também encontraram evidências de que a endogamia e reprodução em alta velocidade deixam alguns animais com problemas de saúde dolorosos, incluindo deformidades, e podem também sofrer problemas de visão, audição, respiração e mastigação.

A China tem até 6 mil tigres à espera da morte, a África do Sul até 8 mil leões e a Tailândia 1.500 tigres. O Laos e o Vietnã também criam e reproduzem leões e tigres em fazendas, afirma a ONG.

Os grandes felinos são arrancados de suas mães na natureza ou nascem em fazendas de reprodução – uma tendência crescente, uma vez que a demanda por produtos de tigre aumentou muito nos últimos anos.

Na China, os investigadores encontraram longas filas de gaiolas ao estilo de fazendas de criação em larga escala, abrigando centenas de tigres e leões e fornecendo apenas comida e água mínimas. Muitos animais estavam desnutridos, com suas costelas e coluna vertebral altamente visíveis, disseram as testemunhas.

O maior centro tinha mais de mil grandes felinos em “gaiolas mínimas, sombrias e de concreto – ambientes hostis e distantes, tão distantes de seus lares naturais e selvagens”. Muitos andavam de um lado para o outro, demonstrando estresse.

Foto: World Animal Protection

Foto: World Animal Protection

O relatório também destaca como os “medicamentos” ameaçam a existência de grandes felinos, dizendo: “É provável que leões selvagens sejam ilegalmente traficados por sindicatos do crime organizado para a África do Sul a partir de países vizinhos como Zimbábue e Botsuana e adicionados às populações de fazendas de leões”.

Populações de tigres selvagens estão à beira da extinção, com menos de 4 mil restantes em todo o mundo.

Especialistas há muito alertam que “medicamentos tradicionais” não têm benefícios médicos comprovados.

Foto: Anonymous/Blood Lions

Foto: Anonymous/Blood Lions

Mas as pesquisas da ONG WAP descobriram:

• No Vietnã, quase 90% dos consumidores de tais medicamentos acreditam em sua eficácia, e um quarto da população usa produtos feitos com membros da vida selvagem, como “emplastros de tigre”.

• Um número similar de consumidores preferem produtos de animais capturados na natureza

• Na China, duas em cada cinco pessoas já usaram drogas ou produtos para a saúde que continham produtos feitos de grandes felinos.

Mas a pesquisa também descobriu que dois terços dos entrevistados vietnamitas estavam dispostos a tentar alternativas herbáceas ou sintéticas, com metade dizendo que isso dependia do preço.

O relatório, que será lançado em uma importante reunião da Cites no mês que vem, descreve as leis internacionais e domésticas como “inadequadas”.

Segundo as leis vigentes fazendas de criação de animais da África do Sul, que abastecem a indústria de caça “enlatada”, são perfeitamente legais, e ossos de animais são exportados dentro de cotas.

Foto: Terrence McCoy/The Washington Post via Getty Images

Foto: Terrence McCoy/The Washington Post via Getty Images

O dr. Jan Schmidt-Burbach, consultor de fauna silvestre da WAP, disse: “Esses grandes felinos são explorados por ganância e dinheiro – para remédios que nunca foram comprovados como tendo propriedades curativas. Só por essa razão, é inaceitável”.

“Mas, dado o fato que eles sofrem imensamente durante toda a sua curta vida – isso torna-se um ultraje absoluto”.

“Muitos desses animais só verão o mundo através de barras de metal, eles apenas sentirão o concreto duro sob suas patas e nunca poderão experimentar seu instinto predatório mais básico – uma caçada.

Foto: World Animal Protection

Foto: World Animal Protection

“Esses animais são majestosos – eles não são brinquedos – nem são remédios”.

No ano passado, a World Animal Protection descobriu que onças-pintadas estavam sendo caçadas na América do Sul para abastecer o comércio de itens medicinais.

Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


 

Caçador tira fotos ao lado dos cadáveres de animais ameaçados de extinção

Foto: Take Aim Safaris

Foto: Take Aim Safaris

Além de caçador, Carl Knight, de 45 anos, é dono de uma empresa de “turismo” que recebe hóspedes e proporciona caçadas a animais em extinção lucrando em cima da morte de elefantes, girafas, leões, leopardos, rinocerontes, crocodilos e demais espécies.

Acredita-se que ele seja o único caçador britânico conhecido por matar pelo menos um de cada espécie de animal em extinção pertencente ao grupo conhecido como “Big Five” (Cinco Grandes) da África.

Assim como leopardos e elefantes, Knight admite orgulhoso ter matado rinocerontes e búfalos ameaçados de extinção – cuja população está em declínio.

O leão, o leopardo e o elefante africanos são todos classificados como vulneráveis – enquanto o rinoceronte negro está criticamente em perigo segundo da classificação da IUCN.

Ativistas dizem que ele é o único caçador britânico a ter completado a lista de animais “Dangerous Seven” – que inclui ainda crocodilos e hipopótamos.

Foto: Take Aim Safaris

Foto: Take Aim Safaris

Surrey que é nascido Knight (Reino Unido) foi acusado esta semana de ajudar a conduzir “espécies ameaçadas ao extermínio”, relatou o Mirror.

Crise da extinção

A Campanha Para Proibir a Caça ao Troféu disse que, em face de uma “crise de extinção”, matar animais por diversão era “um dos últimos males sociais”.

A indignação vem em seguida ao evento parlamentar na quarta-feira (03) no Reino Unido, que é um dos maiores importador de troféus de caça junto com os Estados Unidos, pedindo novas leis contra a indústria de troféus.

Knight, que é pai de dois filhos, insiste que ele e seus clientes ricos estão ajudando a salvar espécies em risco, caçando animais para se divertir.

Ele disse no site da empresa Take Aim Safaris que participou de mais de 400 caçadas na África.

Foto: Take Aim Safaris

Foto: Take Aim Safaris

Em uma foto, Knight, que vive hoje em Johanesburgo, é visto posando ao lado do corpo de um leão morto.

Outra foto mostra Knight com dois homens agachados atrás de um cadáver de leopardo – enquanto um terceiro é visto segurando sua arma ao lado de um elefante do sexo masculino morto.

Ele supostamente cobra até £ 30.000 para ajudar clientes ricos a rastrear feras em viagens pela África do Sul, Zimbábue e Namíbia.

Os “hóspedes” ficam em alojamentos luxuosos de cinco estrelas e podem até caçar rinocerontes, chitas, girafas, zebras e macacos.

E Knight se orgulha de seus assassinatos: “Eu tenho caçado os Big Five e Dangerous Seven como um cliente, a maioria das espécies desses grupos algumas vezes, sem mencionar os guiá-los muitas vezes mais”

Seu catálogo on-line acrescenta que os hóspedes podem “relaxar com um copo de vinho”, enquanto suas mortes são “preparadas profissionalmente pelo taxidermista”.

Matança patrocinada

Eduardo Gonçalves, da Campaign To Ban Trophy Hunting (Campanha Para Proibir a Caça ao Troféu), criticou ferozmente o negócio do caçador que ele diz estar “encharcado de sangue”.

Ele disse ao Mirror: “Knight não só mata animais selvagens raros por diversão, ele faz milhares de dólares dessas expedições doentias. Ele está literalmente fazendo uma matança patrocinada.

“As pessoas no Reino Unido ficarão com o coração partido ao saber que ele organiza caças de chitas, e indignados ao entender ele ganha a vida ajudando a matar rinocerontes ameaçados de extinção”.

“Knight organiza caçadas para matar girafas e zebras e guia os caçadores para atirarem em macacos, avestruzes e porcos-espinhos”.

Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


 

Com pureza e profundidade os animais respondem ao amor independente do sexo

Foto: littlethings

Foto: littlethings

O Dia Internacional do Orgulho LGBTI (Gays, Lésbicas, Bissexuais, Transexuais e Pessoas Intersexo) é comemorado anualmente em 28 de junho em todo o mundo. A data foi escolhida com base nos acontecimentos que se desenrolaram no bar gay Stonewall Inn, em Nova York em 1969.

Ali o primeiro grito de revolta contra a intolerância à comunidade LGBTI foi dado, com pessoas se reunindo e opondo-se à repressão policial num confronto direto entre a população e as autoridades.

Mas não são só os seres humanos formam casais homoafetivos, no reino animal esta orientação não é rara e é tratada com naturalidade nas espécies.

A formação de pares do mesmo sexo no reino animal é frequente. Estudos sugerem que cerca de 1.500 espécies de animais são conhecidas por se unir a companheiros do mesmo sexo. Conheça dez belos exemplos de espécies de animais que fazem parte da gigantesca família LGBTI do reino animal:

Girafas

Foto: Imago/Nature Picture Library

Foto: Imago/Nature Picture Library

Entre as girafas, há mais atividade sexual com casais do mesmo sexo do que do sexo oposto. De fato, estudos dizem que as relações entre indivíduos do mesmo sexo é responsável por mais de 90% de toda a atividade sexual observada em girafas. E essas belas criaturas não vão direto ao assunto. Girafas machos sabem flertar, primeiro se esfregando – isto é, esfregando suavemente o pescoço ao longo do corpo do outro. Essas preliminares podem durar até uma hora.

Golfinho-nariz-de-garrafa

Foto: Picture-Alliance/Mary Evans Picture Library

Foto: Picture-Alliance/Mary Evans Picture Library

Os golfinhos-nariz-de garrafa do sexo feminino e masculino exibem comportamento homossexual, incluindo movimentos em que um golfinho estimula o outro com o focinho. No mundo dos golfinhos a atividade homossexual ocorre com aproximadamente a mesma freqüência que a heterossexual. Os golfinhos-nariz-de-garrafa são geralmente bissexuais – mas passam por períodos exclusivamente homossexuais.

Leões

Foto: Artis/R. Van Weren

Foto: Artis/R. Van Weren

A homossexualidade é comum entre os leões também. Dois a quatro leões do sexo masculino geralmente formam o que é conhecido como uma “coalizão”, onde eles agem em conjunto para cortejar as leoas.

Eles dependem uns dos outros para afastar outras coalizões. Para garantir a lealdade, os leões fortalecem o vínculo entre eles fazendo sexo uns com os outros. Muitos pesquisadores referem-se a esse comportamento como o clássico “bromance” em vez de formação de pares homossexuais.

Bisões

Foto: Imago/Nature Picture Library

Foto: Imago/Nature Picture Library

O sexo entre os bisões machos é mais comum que a relação heterossexual. Isso porque os bisões do sexo femininos só se acasalam com machos uma vez por ano. Durante a época de acasalamento, os machos que sentem desejo se envolvem em atividades do mesmo sexo várias vezes ao dia. E assim, mais de 50% das relações entre jovens bisões masculinos acontece entre o mesmo sexo.

Macacos

Foto: Picture-Alliance/Robert Harding

Foto: Picture-Alliance/Robert Harding

Tanto os macacos do sexo masculino quanto os do sexo feminino praticam atividades com indivíduos do mesmo sexo. Mas enquanto os machos geralmente só o fazem por uma noite, as fêmeas formam fortes laços entre si e geralmente são monogâmicas. Em algumas populações de macacos, o comportamento homossexual entre as mulheres não é apenas comum, mas a norma. Quando não estão se relacionando sexualmente, essas fêmeas ficam juntas para dormir e se proteger, e se defendem de inimigos externos.

Albatroz

Foto: Imago/Mint Images

Foto: Imago/Mint Images

O albatroz de Layson, que nidifica no Havaí, é conhecido por seu grande número de parcerias homossexuais. Cerca de 30% dos casais na ilha de Oahu são compostos de duas mulheres. Eles são monogâmicos e geralmente permanecem juntos por toda a vida – o que leva dois pais do mesmo sexo a criar um filhote com sucesso. Os filhotes geralmente são criados por aves do sexo masculino que já estão comprometidos em outro relacionamento.

Bonobos

Foto: Picture-Alliance/R. Lanting

Foto: Picture-Alliance/R. Lanting

Os bonobos são considerados os parentes vivos mais próximos dos seres humanos e são conhecidos por buscar prazer sexual. Eles tem ralações sexuais freqüentemente, inclusive com o mesmo sexo. Esses primatas o fazem por prazer – mas também para se unirem, subir na escala social e reduzir a tensão. Cerca de dois terços das atividades homossexuais acontecem entre as mulheres da espécie, mas os homens também desfrutam de prazer sexual um com o outro.

Cisnes

Foto: Sputnik/Владимир Вяткин

Foto: Sputnik/Владимир Вяткин

Como muitos pássaros, os cisnes são monogâmicos e ficam com um parceiro por anos. Muitos deles escolhem um parceiro do mesmo sexo. De fato, cerca de 20% dos casais de cisnes são homossexuais – e eles geralmente criam famílias juntos. Às vezes, um cisne em um casal masculino terá relações com uma fêmea, e então a abandonará assim que ela colocar uma ninhada de ovos. Em outros casos, eles adotam ovos abandonados.

Morsas

Foto: Imago/Nature n Stock

Foto: Imago/Nature n Stock

As morsas do sexo masculino só atingem a maturidade sexual aos 4 anos de idade. Até lá, são quase exclusivamente gays. Quando atingem a maturidade, a maioria dos homens da espécie é bissexual e tem relações sexuais com as fêmeas durante a época de reprodução – enquanto faz sexo com outros machos no resto do ano. Não é apenas sexo gay – os machos também se abraçam e dormem perto um do outro na água.

Ovelhas

Foto: Getty Images/M.Cardy

Foto: Getty Images/M.Cardy

Estudos sugerem que até 8% dos indivíduos do sexo masculino em rebanhos de ovelhas preferem outros machos, mesmo quando há fêmeas férteis estão por perto. No entanto, isso ocorre apenas entre ovelhas domésticas. Estudos descobriram que essas ovelhas homossexuais têm uma estrutura cerebral diferente de suas contrapartes heterossexuais e liberam menos hormônios sexuais.

Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


 

Leoa vigia e assiste seus filhotes descobrindo o mundo em reserva natural

Foto: Ferrari Press

Foto: Ferrari Press

Esta filmagem impressionante mostra três leões filhotes irmãos de apenas um mês de idade brincando de brigar enquanto tentavam impressionar seus pais.

Os filhotes nasceram em Port Lympne Hotel & Reserve, em Kent (Reino Unido), no mês passado, tendo como pais: Adras, um enorme e impressionante leão do sexo masculino e a bela leoa Oudrika.

Eles são os primeiros leões da espécie (Panthera leo leo) a nascer na reserva em mais de 10 anos, após Oudrika deu à luz na madrugada de 13 de maio.

Agora, com pouco mais de um mês de idade, os filhotes estão crescendo em tamanho e confiança todos os dias.

Foto: Ferrari Press

Foto: Ferrari Press

A filmagem do trio mostra-os brincando e explorando enquanto seus pais observam. A equipe da reserva diz que ela está encantada com o progresso.

Richard Barnes, representante da reserva, disse: “Os filhotes estão ficando agitados e brincalhões agora, estão em ótima forma e estão claramente curtindo brigas de brincadeira entre si”.

Foto: Ferrari Press

Foto: Ferrari Press

“Suas travessuras são encantadoras, mas não demorará muito para que eles saiam a brincar por aí e deixem seus pais de lado”.

Os visitantes do local já viram os jovens leões arteiros – mas não é necessária uma visita à reserva para ver os recém-chegados.

Foto: Ferrari Press

Foto: Ferrari Press

Port Lympne agora montou o Cub Cam (Câmera dos Filhotes, na tradução livre), permitindo que os fãs do trio se mantenham atualizados sobre seu progresso e comportamento, sem perder nada.

E uma compilação dos destaques do vídeo do Cub Cam foi montada na página da reserva no Youtube.

Os leões aque vivem na reserva de Kent são os leões de Barbary, que foram extintos na natureza por pelo menos 50 anos.

Foto: Ferrari Press

Foto: Ferrari Press

Todos os leões do parque descendem de um grupo que antes era mantido no zoológico particular do Rei do Marrocos, de acordo com informações da reserva.

Os leões de Barbary eram nativos do norte da África e foram encontrados em lugares como Egito, Marrocos e Argélia.

Eles foram extintos após a caça em massa nos séculos 19 e 20.

Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


 

Filhote de leão dá um abraço em seu pai em uma cena que lembra o filme “Rei Leão”

Foto: Caters News Agency

Foto: Caters News Agency

O adorável filhote de leão trouxe a tona o lado mais suave de seu pai, enquanto os dois se abraçavam em um momento real, belo e comovente que lembrou uma cena da animação produzida pelos estúdios Disney: “O Rei Leão”.

Sabine Bernert, 53 anos, de Paris, estava documentando a vida selvagem no Quênia, quando capturou a sequência de fotos impressionante.

Foto: Caters News Agency

Foto: Caters News Agency

As imagens da fotógrafa mostram um pai olhando para seu território nas planícies antes de seus filhotes se esgueirarem pela grama alta, fingindo atacá-lo e buscando por carinho.

Sabine capturou o momento nas primeiras horas da manhã enquanto fotografada a vida selvagem na reserva para um livro infantil.

Foto: Caters News Agency

Foto: Caters News Agency

Conheça mais sobre os leões, os animais mais inteligentes entre os grandes felinos

Dotados de altos níveis de percepção e inteligencia cognitiva, os leões podem resolver quebra-cabeças que leopardos e tigres sozinhos não conseguem – evidências científicas apontam que a sociabilidade promove a altos níveis de cognição.

A teoria da inteligência social afirma que ter uma vida comunitária complexa, que envolve desafios como acompanhar quem é amigo e quem é inimigo, levou os animais de grupo a desenvolver a engenharia mental necessária para resolver e lembrar de tarefas mentais. Em outras palavras, a complexidade social leva à complexidade cognitiva.

Foto: Caters News Agency

Foto: Caters News Agency

Pesquisadores há muito exploram essa ideia observando animais como chimpanzés, golfinhos e elefantes, mas a bióloga Natalia Borrego, da Universidade de KwaZulu-Natal, na África do Sul, se concentra em grandes felinos. “Você tem muitas espécies intimamente relacionadas com esses diversos desafios ecológicos e diferentes sistemas sociais”, ela diz.

Dez fatos sobre os leões

1. Os leões são os únicos grandes felinos a viver em grupos, chamados de “orgulho”. Os orgulhos (prides) são grupos familiares próximos. Eles trabalham juntos para defender o território e caçar.

2. As fêmeas do grupo tendem a fazer a maior parte da caça. Elas agem juntas e usam táticas inteligentes de caça para capturar presas que não seriam capazes de capturar sozinhas, pois esses presas são mais rápidas que elas (leoas).

Foto: Caters News Agency

Foto: Caters News Agency

3. Os leões gostam de relaxar e descansar no sol. Eles passam entre 16 e 20 horas por dia descansando e dormindo. Eles têm poucas glândulas sudoríparas, então sabiamente eles tendem a conservar sua energia descansando durante o dia e se tornando mais ativos à noite quando está mais frio.

4. As leoas são mães atenciosas que cuidam de um filhote negligenciado, permitindo que ele mame nelas e lhes dando uma chance de sobreviver. Duas ou mais leoas em um grupo tendem a dar à luz na mesma época, e os filhotes são criados juntos. Filhotes são extremamente brincalhões.

Foto: Caters News Agency

Foto: Caters News Agency

5. Leões rugem para comunicar sua posição a outros membros do grupo. O rugido de um leão é o mais alto de qualquer outro felino de grande porte e pode ser ouvido a até 8 km de distância.

6. Os leões têm uma excelente visão noturna. Eles são 6 vezes mais sensíveis à luz que os humanos. Isto dá-lhes uma vantagem distinta sobre algumas espécies de animais quando caçam à noite.

7. Os leões se comunicam através de uma série de comportamentos e seus movimentos expressivos são altamente desenvolvidos. Eles realizarão ações táticas e pacíficas, como lamber-se e esfregar as cabeças. Cabeça esfregando, ou “nuzzling”, é um comportamento de saudação comum para os leões. Eles também se comunicam através de uma variedade de vocalizações, incluindo ronronados, rosnados, miaus e assobios. Suas vocalizações também variam em intensidade e duração.

Foto: One Kind Planet

Foto: One Kind Planet

8. A juba do leão macho é uma característica distintiva dos leões, como nenhum outro felino tem. Isso faz com que os leões machos pareçam maiores, permitindo que eles sejam mais intimidadores. Também sinaliza maturidade sexual e estado de saúde; as leoas tendem a favorecer (se interessar) por leões com jubas mais densas e mais escuras.

9. Os Leões são símbolos de força e coragem e foram celebrados ao longo da história por essas características. Eles também são símbolos comuns para a realeza e a grandiosidade, daí a expressão “rei da selva”.

10. Os antigos egípcios veneravam os leões como símbolos de guerra devido à sua força, poder e ferocidade. As esfinges famosas são apenas uma das muitas representações míticas do leão na cultura egípcia.

Fonte: onekindplanet.org

Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


 

Proprietário de zoo no Canadá é acusado de crueldade contra animais

Foto: Humane Society International

O dono do Zoológico St-Édouard, em Quebec, foi acusado na última terça-feira (21) de crueldade e negligência contra os mais de 100 animais que são mantidos aprisionados no local. Entre as vítimas há leões, tigres, zebras, ursos, lobos, cangurus e macacos. A investigação teve início após a Sociedade para a Prevenção da Crueldade contra os Animais (SPCA, na sigla em inglês) receber inúmeras denúncias de visitantes frequentes e turistas.

A organização sem fins lucrativos realizou uma visita ao local em agosto do ano passado (2018) e flagrou diversas irregularidade, além de “vários problemas significativos em relação ao estado físico dos animais e suas condições de vida”. Na ocasião, duas alpacas, mamíferos sul americanos, foram resgatados em condições severas de debilidade, e quatro animais foram encontrados mortos, incluindo dois tigres.

Foto: Humane Society International

O proprietário do local, Norman Trahan, enfrenta duas acusações e poderá cumprir até cinco anos de detenção e está proibido de manter animais em cativeiro para o resto da vida, se tornando o primeiro dono de zoológico a ser preso por este crime no Canadá. A SPCA e a Humane Society International montaram um hospital de campanha e estão avaliando a condição dos animais do zoo. Neste momento estão sendo feitos contatos com santuários para encontrar abrigo para os animais, que atualmente estão sob a guarda de autoridades locais.

O Zoológico St-Édouard, a 100 km de Montreal, existe há 30 anos e estava prestes a abrir temporada de visitações.

Ativistas na Ucrânia exigem a proibição da exploração de animais em circo

Grupos de ativistas em defesa dos direitos animais se uniram pela causa após um leão reagir e atacar um treinador.


Ativistas da organização Animal Defenders International (ADI) protestaram na Ucrânia, e em outros países, pelo fim da exploração de animais nos circos após um leão estressado reagir e atacar o treinador durante uma performance em Luhansk.

O vídeo do ataque do leão viralizou em 23 de março, causando controvérsias nas redes sociais. A AAP Animal Advocacy constatou no Twitter: “Leão de circo lança um ataque em seu ‘domador’ em frente a uma audiência aterrorizada, a grande maioria são crianças. Nós continuaremos repetindo: animais selvagens colocam a segurança do público em severos riscos e a União Europeia deveria proibi-los completamente. #EUCircusBan.”

https://platform.twitter.com/widgets.js

Presidente da ADI, Jan Creamer, afirma: “Explorados em prol do entretenimento, animais em circos suportam uma vida cheia de sofrimento e abuso.

“É hora para os países, que ainda não proibiram essa prática, para tomar um passo e parar de colocar os animais e pessoas em risco.”

Após denúncias, fazenda com leões explorados na África do Sul é investigada

Leões contraíram sarna, filhotes não andavam devido a problemas neurológicos, tudo causado pela negligência do proprietário do local.

A organização internacional de proteção à vida selvagem Born Free Foundation informou recentemente que acusações criminais contra o responsável pela fazenda onde foram encontrados mais de 100 leões vivendo em condições precárias já estão sendo iniciadas.

Dentre muitas outras doenças, foi diagnosticado que os mamíferos sofriam com severas infecções parasitárias, como a sarna, devido a falta de higiene do local onde eram viviam. Dois dos filhotes eram incapazes de andar devido a problemas neurológicos, e todos eram mantidos em cercas superlotadas e extremamente imundas.

Fotos chocantes, providas de fontes anônimas, revelaram as condições deploráveis em que os animais foram forçados a enfrentar nas instalações encardidas. O local facilitou a reprodução e o surto de parasitas, causando a proliferação de sarna, deixando os leões quase totalmente sem pelos.

Estes grandes felinos faziam parte da indústria do “snuggle scam” do país (esquema do aconchego, na tradução livre), como chama a Humane Society International/Africa. Esse tipo de indústria se mantem com o dinheiro de turistas que pagam para ter uma interação artificial com os leões, como acariciar, tirar selfies abraçados com os felinos, sem saber como essas fazendas tratam estes animais, para deixá-los no estado submisso em que se encontravam, como foi informado pelo The Independent.

A fazenda Pienika que está sob investigação liderada por autoridades da National Society for the Prevention of Cruelty to Animals (NSPCA), foram encontrados 108 felinos negligenciados pela administração da propriedade, entre eles haviam leões, tigres, linces-do-deserto e leopardos. A HSI/África, que apoia assiduamente o fim da indústria de cruzamento de leões encarcerados, elogiou os inspetores da NSPCA pela atitude.

Segundo artigo publicado no último sábado (4), a fazenda Pienika é alegadamente propriedade do membro da South African Predator Association (SAPA), Jan Steinman. Associação esta que, por muitos e muitos anos, apoiou a indústria do “snuggle scam”.

A NSPCA prestou acusações de transgressão do Ato 71 de Proteção Animal de 1962 contra Steinman na última quinta (2). “Frente a tantas evidências de apoio às atrocidades dos direitos animais e atividades ilegais, incluindo os falsos padrões da indústria, o governo sul-africano não pode ficar parado”, afirma Audrey Delsink, diretor da HSI/Wildlife. “Nós exigimos que o governo feche esta indústria de uma vez por todas; este é o único jeito da África do Sul conseguir se recuperar e redimir diante flagelo.”

 

Três leões albanianos são resgatados de zoo particular em péssimas condições

Foto: Associated Press

Foto: Associated Press

Três leões foram resgatados pela ONG Four Paws na última terça-feira (7), de um parque chamado de “o pior zoológico da Europa”, na Albânia e devem acordar já em sua nova casa – os animais foram sedados e transportados para um centro especializado em grandes felinos na Holanda.

Os animais foram resgatados de um parque de animais privado no sul da Albânia, onde foram econtrados desnutridos e mantidos em condições terríveis.

Os felinos foram alojados temporariamente no Zoológico de Tirana, capital da Albania, até que se finalizasse uma discussão burocrática sobre o futuro deles.

Mas os funcionários da ONG finalmente conseguiram transportá-los para sua nova casa no Felida Big Cat Centre, na Holanda.

Foto: Associated Press

Foto: Associated Press

Ioana Dungler, líder do projeto da Four Paws, que é um grupo reconhecido internacionalmente que tia em defesa do bem-estar animal, disse que os especialistas colocaram os leões em veículos especialmente equipados na última terça-feira e estavam conduzindo os animais – chamados Lenci, Bobby e Zhaku – para a Holanda.

“Eles estão seguros para viajar”, disse o veterinário Marc Goelkel, após examinar os animais.

Os leões e outros oito animais foram retirados do mesmo zoológico particular no oeste da Albânia em outubro do ano passado, em razão de suspeitas e temendo que estivessem desnutridos.

Eles permaneceram em gaiolas no zoológico público de Tirana, que a Four Paws também considera inapto, enquanto as autoridades estavam em uma disputa legal com seus antigos donos.

Uma equipe da ONG cuidou deles durante esse período.

Foto: Associated Press

Foto: Associated Press

Dungler disse que os leões foram autorizados a sair depois que outras nações e grupos de animais passaram a pressionar as autoridades albanesas.

Ela também agradeceu ao Tirana Zoo por oferecer uma “solução temporária”. Caso contrário, toda a operação de resgate não seria possível, mas desde o começo foi dito que eles não poderiam ficar lá permanentemente.

“Se você observa as condições aqui, eu não acho que você precisa ser um especialista para entender que essa não é a maneira de se tratar animais selvagens”, disse Dungler, observando que o zoológico de Tirana tem pequenas gaiolas de piso de cimento.

“O sol, o cuidado, a atenção que eles receberão no Santuário Felida mais a abundância de grama e liberdade farão toda a diferença para eles.”

O Ministério do Meio Ambiente da Albânia, que está supervisionando o assunto, disse que não tem comentários a fazer sobre a transferência.

A Albânia tem outros animais silvestres que são mantidos em lugares impróprios e precisam de um ‘perfil completamente diferente’ para viver, disse Dungler, pedindo às autoridades albanesas que cooperem em futuras transferências de animais.

“Só precisamos do compromisso deles e da legislação adequada”, disse Dungler.

A Four Paws também está ajudando as autoridades albanesas com um estudo de viabilidade para um santuário de animais em Dajti Mountain, perto de Tirana, a capital.

Mais de 100 filhotes de leão esquálidos e doentes são encontrados em fazenda de criação sul-africana

Os filhotes de leão encontrados na Fazenda Pienika, na África do Sul, estavam tão doentes que mal conseguiam andar, os animais foram tão negligenciados que muitos ficaram calvos por causa da sarna não tratada.

Inspetores que invadiram a fazenda localizada na África do Sul encontraram mais de 100 leões, tigres, leopardos e caracais (Caracal caracal) ou linces-do-deserto em condições de superlotação e sem água para beber.

Eles foram mantidos em compartimentos imundos, o que facilitou a reprodução e o surto de parasitas que se espalham facilmente entre os animais.

As fotos mostram que muitos dos leões – destinados a serem mortos por caçadores em troca de dinheiro ou assassinados por seus ossos na lucrativa indústria do país – estavam quase totalmente sem pelo por causa de infecções parasitárias.

Autoridades de bem-estar animal acusaram o homem suspeito de administrar o centro de violar a lei de proteção aos animais.

Os grandes felinos faziam parte da indústria do “snuggle scam”(esquema do aconchego, na trdução livre) do país, que recebe dinheiro de turistas que pagam para acariciar, alimentar e tirar selfies com leões criados à mão (em cativeiro), sem saber que as fazendas são empresas que vendem esses animais para a morte – conforme informações do The Independent.

Praticamente sem pelo por causa da sarna, leão é mantido em ambiente sujo | Foto: The Indepedent

Praticamente sem pelo por causa da sarna, leão é mantido em ambiente sujo | Foto: The Indepedent

Os oficiais da Sociedade Nacional para a Prevenção da Crueldade contra os Animais da África do Sul descreveram as condições em que viviam os 108 animais negligenciados como “horrendas”.

“Outras questões, como recintos pequenos demais e abrigos inadequados, sem fornecimento de água, superlotação e condições imundas e parasitárias foram observadas nos cativeiros que continham leões, caracóis, tigres e leopardos”, disse o inspetor sênior da NSPCA, Douglas Wolhuter.

“Vinte e sete dos leões encontrados tinham sarna e os caracais eram obesos e incapazes de se limpar adequadamente.”

Dois filhotes que pareciam ter uma condição neurológica de doença eram incapazes de andar, ele disse. Eles foram confiscados e levados para receber tratamento especializado.

Estima-se que até 12 mil leões sejam criados nas 260 instalações de reprodução em cativeiro da África do Sul. A cota do país para exportar ossos de leões é de 1.500 esqueletos por ano.

O comércio de ossos de leão para a medicina asiática surgiu da caça de leões criados em cativeiro.

Depois que a fazenda foi descoberta, o grupo de conservação Humane Society International/África pediu que o governo sul-africano acabasse com a indústria de reprodução em cativeiro.

Audrey Delsink, diretora de vida selvagem da HSI/África, disse: “Filhotes de leão são arrancados de suas mães com poucos dias de vida para serem criados por voluntários de países como o Reino Unido, que são levados a acreditar que os filhotes são órfãos .

“Os filhotes são explorados a vida toda, primeiro como adereços por turistas pagantes, e depois como parte de safaris que oferecem os passeios de ‘caminhar com leões’. Uma vez grandes e perigosos demais para isso, eles são mortos por seus ossos que são exportados para a Ásia para serem usados em remédios tradicionais ou vendidos para serem mortos em caçadas por caçadores de troféus. Esses caçadores são em grande parte vindos dos Estados Unidos para participar de caçadas chamadas de “enlatadas” nas quais leões criados em cativeiro são baleados em áreas cercadas”.

”O destino dos leões dependerá do resultado do processo legal”, disse Delsink.

A Fazenda Pienika é de propriedade de Jan Steinman, membro do conselho da Associação de Predadores da África do Sul (Sapa), que afirma não apoiar a caça enlatada de leões mas considera a atividade covarde uma “caça responsável”.

Uma declaração da SAPA ao The Independent dizia: “A SAPA está ciente das queixas. Agora será tratado em termos do código de conduta e processo disciplinar da organização. As medidas corretivas serão aplicadas assim que o conselho analisar todos os fatos em mãos ”.