Investigação revela mais de 50 leões mortos em dois dias em fazenda de criação na África do Sul

Um dos leões mantidos em caixas de transporte sem poder sequer se levantar ou se mover | Foto: Lord Ashcroft

Um dos leões mantidos em caixas de transporte sem poder sequer se levantar ou se mover | Foto: Lord Ashcroft

Um fedor avassalador e um enxame de moscas deram a inspetora Reinet Meyer a certeza de que ela havia encontrado algo verdadeiramente repugnante.

Meyer é inspetora da Society for the Prevention of Cruelty to Animals (Sociedade para a Prevenção da Crueldade contra os Animais, na tradução livre) e foi avisada por uma denúncia que os leões estavam sendo mantidos em pequenas gaiolas na fazenda Wag-en-Bietjie, a 32 quilômetros de Bloemfontein, na província de Free State da África do Sul.

Sabendo que a cruel e vergonhosa indústria de criação de leões de seu país abastece o sujo comércio internacional de ossos de leões e troféus, ela já esperava o pior.
Mas nada poderia preparar a inspetora para a cena grotesca e macabra que encontraria dentro daquela fazenda anônima de aparência comum.

A construção estava sendo usada como matadouro de leões, um supervisor e oito trabalhadores estavam tirando a pele e a carne dos cadáveres frescos de um grupo de leões mortos recentemente quando ela chegou.

Muitos leões mortos jaziam no local, alguns esfolados e outros à espera de serem esfolados (ter a pele arrancada), todos espalhados pelo chão manchado de sangue. Uma pilha de entranhas com vísceras e ossos estava amontoada em outro canto, enquanto partes internas do corpo dos animais descartadas, estavam empilhadas em sacos de plástico pretos transbordantes em um trailer do lado de fora.

Troféus de leões | Foto: Lord Ashcroft

Troféus de leões | Foto: Lord Ashcroft

Fotografias tiradas por investigadores mostram uma cena sórdida e sangrenta. Muitas imagens são fortes demais para serem exibidas.

“Foi chocante”, disse Meyer. “Não conseguíamos acreditar no que estava acontecendo. Você podia sentir o cheiro do sangue. Os leões foram baleados no acampamento e todos foram trazidos para aquele quarto. O número de moscas e o cheiro eram terríveis.

“Para mim, um leão é um animal imponente, uma majestade da natureza. Aqui ele é massacrado pelas pessoas em troco de dinheiro, isso é absolutamente repugnante”.

A cerca de duzentos metros do matadouro, dois leões estavam presos em caixas de transporte de aço que eram pequenas demais para que eles se levantassem ou se virassem. Meyer disse que eles foram deixados nas caixas sem comida ou água por três dias.

Ela inicialmente até chegou a pensar que um deles estava morto pois o animal debilitado não estava se movendo. “O leão estava tão deprimido que nem se mexeu”.

“Foi um momento totalmente repugnante descobrir que os leões eram mantidos desta forma indigna”.

“Um leão é um animal selvagem, que nasceu para ser livre, mas ao contrário disso, é mantido em uma pequena gaiola por três dias. É absolutamente deplorável”.

Um total de 54 leões foram mortos na fazenda em apenas dois dias. Eles foram acertados pela primeira vez com dardos tranquilizantes antes de serem mortos a tiros com um rifle calibre 22. Entende-se que as balas foram disparadas através do ouvido e chegaram diretamente no cérebro porque os compradores estrangeiros não pagarão pelos crânios danificados.

Acredita-se que alguns dos leões tenham sido transportados em caminhões por cerca de 400 quilômetros até a fazenda, a partir de um “parque de safári” próximo a Johanesburgo.

Absurdamente, os trabalhadores da fazenda Wag-‘n-Bietjie tem permissão do governo para matar leões. O local, de propriedade do criador de leões Andre Steyn, faz parte de uma série de matadouros de leões licenciados na África do Sul que suprem a enorme demanda por ossos de leões do Sudeste Asiático.

O país permite que 800 esqueletos de leões criados em cativeiro sejam exportados a cada ano, mas os ativistas acreditam que muitos mais sejam mortos sem registro para alimentar o comércio nojento, mas lucrativo.

Wag-‘n-Bietjie, que se autodenomina uma “fazenda ecológica” que coloca “a natureza em primeiro lugar”, parece ter recebido as permissões relevantes do Free State (Estado Livre).

Steyn, ex-membro do Conselho da South African Predator Association, uma organização comercial que atua para a indústria de reprodução em cativeiro, deu a Meyer acesso irrestrito à sua propriedade.

Mas junto com seu capataz, Johan van Dyke, ele agora enfrenta acusações relacionadas ao bem-estar animal sobre os dois leões mantidos em pequenas jaulas, e pode enfrentar ainda mais acusações ligadas à maneira como os leões estavam sendo mortos e à condição de fome e inanição em que os animais são mantidos.

O que acontecerá aos 246 leões encontrados na fazenda ainda não está claro. Cerca de 100 foram declaradamente marcados para morrer, mas as permissões da fazenda foram revogadas. Seu destino não será decidido até que o processo judicial de Steyn e Van Dyke seja concluído.

Em uma reviravolta sinistra no comércio de “criação de leões” da África do Sul, alguns operadores importaram tigres, que não têm lugar no continente africano, para se reproduzir com leões e produzir “ligers” (quando o pai é um leão) ou “tigons” ( quando o pai é um tigre).

Leões e tigres sendo mantidos juntos em reserva | Foto: Lord Ashcroft

Leões e tigres sendo mantidos juntos em reserva | Foto: Lord Ashcroft

Um liger de três anos de idade ou tigon pode ser do mesmo tamanho de um leão de nove anos de idade, produzindo assim mais peso ósseo – e maiores lucros – uma vez mortos.

Ligers tem o maior valor financeiro: eles pesam uma média de 71 libras e alcançam quase 12 pés de altura apoaiados em suas patas traseiras.

Especialistas dizem que o processo de criação abusivo freqüentemente resulta em defeitos congênitos e morte prematura de filhotes, bem como complicações para as mães, porque elas têm que dar à luz filhotes superdimensionados.

Um relatório de quatro anos atrás estimou que havia 280 tigres na África do Sul em 44 locais. A investigação da ONG, no entanto, sugere que esta é uma subestimava dramática, com cerca de 50 tigres que se acredita estarem em apenas um local.

Em outra instalação de vida selvagem na província de Free State, os investigadores fizeram uma descoberta perturbadora. Em um cativeiro cercado, um grupo de três tigres e cinco leões estavam deitados juntos na sombra. No mesmo recinto, outro leão e um tigre foram encontrados juntos perto da cerca do perímetro.

Um dos investigadores descreveu a experiência como “perturbadora”, acrescentando: “Não é algo que você espera ver. Nós estávamos pensando: “para que eles estão aqui, para onde eles estão indo?”

Os funcionários do parque disseram aos investigadores que os leões e os tigres só eram mantidos juntos até atingirem a idade de reprodução por volta dos dois anos de idade. O parque na semana passada não respondeu quando perguntado se os animais eram reproduzidos entre si.

Em outro parque de vida selvagem perto de Joanesburgo, um dos investigadores encontrou um enorme tigre do sexo feminino grávida, esperando uma ninhada de filhotes.

Sem realizar testes de DNA, os pesquisadores não conseguiram provar cruzamentos em nenhum centro individual, mas os conservacionistas acreditam que a endogamia na África do Sul é “desenfreada”. Enquanto isso, os turistas estão, inadvertidamente, alimentando tanto o comércio de ossos quanto a caça de troféus, pagando para ter filhotes de leão de estimação ou para viverem experiências como “caminhar com leões”.

A reserva de Ukutula, a cerca de 80 quilômetros a noroeste de Pretória, cobra aos visitantes £ 46 por uma “caminhada de enriquecimento” de uma hora com os leões. Os visitantes devem assinar um acordo de que as fotografias tiradas são para uso privado.

O porta-voz Willi Jacobs disse: “Ukutula conduz essas caminhadas para enriquecer as vidas de animais que, de outra forma, ficariam confinados em seus recintos. A receita gerada nos permite apoiar projetos de pesquisa que contribuem significativamente para a conservação”.

A Grã-Bretanha, no entanto, continua a oferecer permissões aos caçadores para importar peles e cabeças de leão, desde que o troféu tenha sido obtido de uma operação de caça “sustentável”.

Em dezembro passado, uma investigação revelou como o número de partes de corpos de leões enviados para a Grã-Bretanha disparou.

E hoje revelações mostram como essa brecha pode ser explorada por caçadores determinados a desrespeitar a proibição dos EUA também.

Um dos investigadores da ONG disfarçados gravou Adrian Sailor, um representante do Reino Unido dos Settlers Safaris na África do Sul, explicando como uma pele de leão poderia ser contrabandeada para os EUA via Grã-Bretanha, escondendo-a em uma pele de veado.

Sailor admitiu que a questão era “tão quente, na imprensa e em todo o resto”, acrescentando: “Eles querem que tudo seja feito corretamente”.

Mas para contornar a lei dos EUA, Sailor sugeriu legalmente importar a pele através do Reino Unido, atirando um cervo vermelho na Escócia, então “você enfia a pele de leão dentro do cervo sangrento, você só precisa enrolar tudo, e depois apenas exporta a mercadoria como um simples veado vermelho”.

“É um pouco desonesto, mas você sabe. Está tudo dobrado, o cadáver está duro, você não pode abri-lo. Tudo é salgado e duro como pedra. Quero dizer, um leão é uma coisa grande, para entrar ali, mas a única coisa que você não consegue enfiar ali é um crânio.

Quando confrontado pelo The Mail, Sailor não negou seu discurso, mas salientou que “nenhum crime foi cometido” e que “tudo é feito legalmente”.

Ele disse que não negocia com ninguém nos EUA, acrescentando: “Como um leão caberia dentro de uma pele de veado? Grande diferença de tamanho”.

Santuário na Jordânia acolhe animais vítimas de trauma das guerras da região

Simba e Asal (ao fundo) | Foto: Santuário Al Ma'wa

Simba e Asal (ao fundo) | Foto: Santuário Al Ma’wa

Hamzeh começou a construir uma nova vida para si no norte da Jordânia dois anos depois de fugir de sua terra natal devastada pela guerra na Síria.

Como muitos dos 1,2 milhão de sírios que buscaram refúgio na Jordânia desde 2012, Hamzeh recebeu abrigo e se adaptou a um novo clima e culinária. Ele desfrutou da hospitalidade dos jordanianos, que doaram alimentos e brinquedos e até fizeram dezenas de amigos jordanianos.

Mas uma coisa diferencia Hamzeh das centenas de milhares de sírios que agora chamam o Jordânia de lar: Hamzeh é um leão.

Na Reserva de Vida Selvagem de Al Ma’wa, a 48 km a noroeste de Amã, a Jordânia e os defensores da vida selvagem estão proporcionando um lar e uma nova esperança para as vítimas esquecidas das guerras da região: a vida selvagem ameaçada de extinção.

Numa colina repleta de carvalhos e pinheiros, com vista para os olivais e pomares de maçã de Jerash, leões, tigres e ursos convivem em harmonia. Os grandes animais, alguns deles estão a milhares de quilômetros dos seus habitats naturais, revelam rapidamente que estas florestas antigas populares entre os caminhantes e para os piqueniques de sexta-feira são a sua casa.

Sukkar | Foto: Santuário Al Ma'wa

Sukkar | Foto: Santuário Al Ma’wa

O santuário, que resgata, reabilita e abriga a vida selvagem vítima das guerras da região, é uma iniciativa conjunta da Fundação Princesa Alia, uma ONG de conservação e desenvolvimento fundada por um membro da família real hachemita, e da Four Paws, uma organização internacional sediada em Viena. Voltada para o bem-estar animal.

Desde 2016, a equipe do Al Ma’wa tem curado e reabilitando 26 animais resgatados de zoológicos locais, contrabandistas e vizinhos dilacerados pela guerra da Jordânia: leões de Aleppo, na Síria; um urso de Mosul, no Iraque; e filhotes de leão de Gaza.

Animais domésticos

Em um lote de 250 acres doados pelo Ministério da Agricultura jordaniano, o Al Ma’wa construiu habitats espaçosos para os grandes felinos e ursos, permitindo que eles andassem livremente pela primeira vez em suas vidas.

A ideia da reserva veio em 2011, quando a Fundação Princesa Alia procurou encontrar um lar para os imenso número de membros da vida selvagem resgatados, particularmente Balou, um urso pardo retirado de um zoológico privado mal administrado em Amã.

A localização do santuário é conveniente. A Jordânia está no coração das rotas de contrabando de animais silvestres, através das quais animais exóticos do norte da África, criadores ou zoológicos privados são vendidos a indivíduos ricos da vizinha Arábia Saudita que estão procurando por um animal de estimação.

Sukkar aproveitando o sol | Foto: Santuário Al Ma'wa

Sukkar aproveitando o sol | Foto: Santuário Al Ma’wa

As autoridades jordanianas já haviam capturado filhotes de tigres escondidos em caixas de sapato sob o banco do motorista de um carro que ia para a Arábia Saudita, pítons escondidas em malas e indivíduos postando filhotes de leão à venda no Facebook.

Mas com a violência contínua na Síria, no Iraque e em Gaza deixando centenas de animais de zoológicos sem alimentação, doentes e abandonados, o Al Ma’wa também decidiu resgatar animais, tornando-se o primeiro campo de refugiados de animais da região.

Traumas Psicológicos

Uma vez que a Four Paws resgata os animais necessitados das zonas de conflito e os transporta para a Jordânia, sua saúde geralmente está em uma condição crítica: leões e ursos com marcas de queimaduras e cicatrizes em seus rostos; corpos absurdamente magros e judiados, com as costelas salientes sob a pele flácida; bochechas e olhos afundados em seus crânios.

Os especialistas em saúde de Al Ma’wa fornecem aos animais resgatados vitaminas e dietas especiais fortalecedoras, frutas e até mesmo arroz e macarrão para restaurá-los fisicamente.

Mas mais do que simplesmente fornecer cuidados médicos e comida, a equipe de Al Ma’wa ajuda os animais a se curarem dos traumas da guerra.

Simba, Nina and Asal | Foto: Santuário Al Ma'wa

Simba, Nina and Asal | Foto: Santuário Al Ma’wa

“Nosso cuidado é baseado em uma abordagem particular: como podemos fazer com que os animais esqueçam o que eles passaram?”, Diz Saif al-Rawashdeh, tratador e supervisor de animais em Al Ma’wa.

Durante semanas após sua chegada, dizem os funcionários, os animais resgatados exibem um comportamento “agressivo”, gritando e uivando constantemente, ou jogando seus corpos contra os portões em protesto.

E há outro comportamento induzido por trauma que dura ainda mais tempo.

Quando ouviam o barulho de aviões passando no céu, os ursos e leões de Aleppo corriam para se esconder e passavam horas em seus abrigos noturnos, tremendo de medo, pavor causado pela destruição provocada pelos aviões de guerra e barris de bombas do presidente Bashar al-Assad.

É um trauma compartilhado por centenas, se não milhares, de crianças sírias que, de acordo com os defensores dos refugiados e professores de escolas jordanianas, sofrem episódios de estresse pós-traumático semelhantes nos aviões por vários meses depois de chegarem à Jordânia.

Aprendendo a esquecer

O som do motor de um carro e a aproximação de um veículo também faziam com que os animais corressem assustados ou se tornassem agressivos, revivendo o trauma dos caminhões das milícias ou contrabandistas de vida selvagem. A presença de um estranho já era o suficiente para fazer com que os animais corressem.

A fim de que os animais fossem acostumados aos veículos do santuário entregando alimentos para suas refeições, o pessoal reserva se aproximava lentamente dos habitats em seus caminhões, estacionando em distâncias progressivamente mais curtas – 50 metros, 40, 30, 20, 10 – até que os animais descobriram que os caminhões não eram uma ameaça, mas um sinal de que uma refeição estava chegando.

Lula comendo frutas | Foto: Santuário Al Ma'wa

Lula comendo frutas | Foto: Santuário Al Ma’wa

Outro componente-chave para sua reabilitação é uma mistura de aromas agradáveis, mas incomuns, espalhados por seus seus habitats, como canela e vários perfumes, mantendo seus sentidos olfativos atentos e uma série de novos jogos e brinquedos para manter suas mentes ativas.

“Toda vez que damos a eles brinquedos, espalhamos perfumes, estimulamos atividades e jogos, suas mentes estão ocupadas e isso os ajuda a esquecer”, diz al-Rawashdeh.

Aberto ao público, o Al Ma’wa recebe até mil visitantes em visitas guiadas por semana, incluindo dezenas de crianças em idade escolar em viagens de campo.

Este verão, a reserva vai abrir um centro de educação para ensinar aos visitantes a importância de cuidar da vida selvagem e da natureza, além de um restaurante e pousadas com vista para os habitats para os hóspedes que desejam passar a noite.

Tash e Sky | Foto: Santuário Al Ma'wa

Tash e Sky | Foto: Santuário Al Ma’wa

Há muitos sinais de que, após dois anos, os hóspedes do Al Ma’wa estão se sentindo em casa – e não temem mais a presença de seres humanos.

Loz, um urso negro asiático brincalhão resgatado de Aleppo em 2017, entra e sai da sua sala de estar, jogando um jogo de “esconde-esconde” com o Sr. al-Rawashdeh e um repórter, abrindo a boca num gesto que só podia ser descrito como um sorriso travesso.

Tendo terminado o almoço, Halab, uma leoa da Síria, rola de costas, deitada de barriga para cima no sol a poucos centímetros do portão para um cochilo pós-refeição – como um gatinho pedindo para ser acariciado.

Max, outro leão, caminha em direção à beirada do portão e, de frente para o repórter, calmamente se senta sem um som, atento e curioso.

Caçador que matou mais de 5 mil elefantes diz não estar arrependido e espera conseguir mais troféus

Foto: Ron Tomsom/Reprodução

Foto: Ron Tomsom/Reprodução

O caçador zimbabueano Ron Thomson foi identificado como um assassino voraz da vida selvagem em um novo relatório que revela como as populações de elefantes despencaram em cerca de dois terços.

Assim como milhares de elefantes, o caçador de 80 anos, conta em seu site que “também matou mais de 800 búfalos, cerca de 60 leões, até 40 leopardos, cerca de 50 hipopótamos e muitos mais”.

Pai de dois filhos, ele diz que passou a vida como guarda florestal em parques nacionais africanos, o caçador negou ter sido motivado por uma incontrolável sede de sangue e insistiu que ele mata os animais para “ajudar” as populações a sobreviverem.

Com impressionante frieza, Thomson defendeu-se com o argumento falacioso de que “se as espécies não fossem reduzidas, seu número crescente destruiria seus próprios habitats”.

Foto: Ron Tomsom/Reprodução

Foto: Ron Tomsom/Reprodução

E o caçador foi mais longe ainda lançando acusações infundadas aos conservacionistas ocidentais, acusando-os de espalhar “mentiras fraudulentas” para extrair dinheiro do público.

Porém contra fatos não é argumentos: o número de elefantes caiu de cerca de 1,3 milhão na década de 1980 para cerca de 400 mil, de acordo com uma investigação da Campanha para Proibir a Caça ao Troféu (CBTH).

The Great Elephant Census, um levantamento de alcance mundial realizado por uma ONG que atua em defesa da vida selvagem, finalizado em 2016, apontou 352.271 elefantes da savana africana em 18 países, 30% a menos que os números de sete anos atrás. Uma queda rápida e perigosa.

Thomson negou ser um caçador de troféus ou um assassino de animais, argumentando que seu trabalho era em prol de “uma grande redução populacional” e apesar de já não caçar regularmente, em função da idade, ele diz que pode fazê-lo se for convidado.

Foto: Ron Tomsom/Reprodução

Foto: Ron Tomsom/Reprodução

“Eu fiz o suficiente na minha vida para satisfazer qualquer sede de sangue que as pessoas possam pensar que eu tenho. Não foi sede de sangue, foi o meu trabalho”, acredita o assassino impiedoso.

“Quando eu levanto um rifle para um animal, eu tenho que matá-lo absolutamente com um tiro”, disse ele ao The Independent.

O ato de tirar a vida de animal parece não incomodar em nada o caçador sanguinário, que alega não ter nenhum arrependimento ou dor na consciência pelo número surpreendente de animais mortos por ele: “Eu sou um ecologista universitário treinado – eu certamente tenho que saber algo sobre isso”, afirma ele como se tentasse convencer a si mesmo.

Segundo Tomsom, o fato do elefante africano estar comprovadamente a beira da extinção não passa de uma “mentira inventada por ONGs de direitos animais que pedem dinheiro”.

Foto: The independent/Reprodução

Foto: The independent/Reprodução

E para justificar sua matança descontrolada ele defende que está na verdade “contribuindo” garantir que a população não aumente além da capacidade de seu habitat. Teoria que os especialistas já derrubaram por meio de argumentos baseados em evidências populacionais: a natureza se auto-regula, sem necessidade de intervenção humana.

O CBTH descobriu que 1,7 milhão de troféus foram importados entre 2004 e 2014, entre esses 200 mil eram de espécies ameaçadas.

Os leões foram uma das espécies mais afetadas, sofrendo o maior aumento de vítimas na caça de troféus entre as principais espécies desde 2004.

Eduardo Gonçalves, fundador da campanha contra a caça, disse: “A caça ao troféu é uma prática cruel e repugnante que data dos tempos coloniais. O recente aumento na caça de elefantes mostra que essa indústria está fora de controle”.

“A população de elefantes africanos como um todo está em um declínio muito sério”, disse ele. “Há numerosos exemplos de desculpas usadas como ‘seleção de manejo’ como cobertura para a caça de troféus”.

“Caça e morte de animais podem criar mais conflitos e desequilíbrio entre humanos e animais selvagens. Se você remover um elefante maduro de um rebanho, os machos jovens frequentemente exibem um comportamento semelhante à delinquência juvenil entre os humanos. Isso causa mais conflito e perseguição. ”

Caçador pisoteado por elefante é comido por leões na África do Sul

Um caçador de rinocerontes foi pisoteado por um elefante e, em seguida, comido por um grupo de leões no Parque Nacional Kruger, na África do Sul.

Foto: BBC

O caso foi descoberto após outro caçadores avisarem à família do homem que ele havia morrido após ser pisoteado pelo elefante. Os familiares notificaram a guarda florestal que, após iniciar buscas, encontrou um crânio humano e um par de calças dois dias depois, na última quinta-feira (4).

“Entrar no Parque Nacional Kruger ilegalmente e a pé não é (uma decisão) inteligente”, afirmou um representante da direção do parque. “Há muitos perigos e esse incidente é prova disso”, completou. As informações são do portal UOL.

O parque tem sofrido com a presença de caçadores que matam rinocerontes para comercializar os chifres desses animais em países asiáticos, onde se acredita que esses itens tenham propriedades medicinais.

No último sábado (6), o maior chifre de rinoceronte dos últimos cinco anos foi apreendido por autoridades aeroportuárias de Hong Kong, na China. O chifre está avaliado em US$ 2,1 milhões (R$ 8,14 milhões).

Curta metragem expõe a indústria de criação de filhotes de leão para os torneios de caça ao troféu

Foto: WAN/Reprodução

Foto: WAN/Reprodução

Um novo e poderoso curta-metragem tem aumentado a conscientização pública sobre a situação dos leões na África do Sul, que são cruelmente explorados desde o nascimento até a morte.

Patrocinado pela Fundação de Ajuda Internacional para a Proteção e Bem-Estar dos Animais (IAPWA, na sigla em inglês), em parceria com a The Born Free Foundation e Olsen Animal Trust, o curta Claws Out: The Truth About Cub Petting, Garras de Fora: A verdade sobre a criação de filhotes de leão, veio para preencher uma lacuna enorme presente na formação de voluntários e conscientização de turistas sobre as contribuições que eles podem fazer, mesmo sem saber, para alimentar essa indústria criminosa que se alimenta da exploração de animais inocentes.

A campanha Claws Out, lançada em 2015, foi criada com base na experiência pessoal de Beth Jennings da IAPWA. Antes de ingressar na ONG, Ela fez uma viagem à África do Sul, onde se voluntariou para tabalhar com filhotes de leão órfãos, acreditando que seriam soltos na natureza.

Jennings logo descobriria que no país, mais de 6 mil leões definham nos mais de 200 parques de criação de filhotes, onde são ditas as mesmas mentiras aos voluntários, a verdade é que muitos desses filhotes são vendidos para a indústria de caça aos troféus quando não podem mais ser usados a indústria do voluntariado. Esse número corresponde ao dobro do número de leões selvagens no país.

Eu criei o documentário Claws Out depois de perceber o impacto que minha história pessoal poderia ter sobre os outros”, Jennings falou com ao site da WAN (Word Animal News). “Desde o lançamento do blog há quatro anos, tenho recebido inúmeras mensagens de apoio de pessoas que não tinham ideia de que uma indústria como essa existia – voluntários criando leões com fins lucrativos, sem saber que eles morreriam em cativeiro por concursos de caça ou mortos por seus esqueletos”.

A campanha Claws Out pretende lançar um programa educacional em todo o Reino Unido com expansão planejada para outros países, assim como trabalhar para a conscientização sobre esse tema por meio do curta-metragem.

“É vital que todos usemos nossa voz para espalhar a verdade sobre essa indústria cruel para o mundo todo e possibilitar a conscientização para aqueles que ignoram a realidade, de modo que possamos romper essa cadeia de exploração”, disse Nicky Stevens, fundador e CEO da IAPWA ao site da WAN.

Campanhas como essa são indispensáveis para possibilitar a mudança necessária que não apenas os animais inocentes precisam e merecem, mas também para as pessoas compassivas que tentam salvá-los e acabam sendo enganadas.

Diversidade genética dos leões sofre impacto de mais de cem anos de caça

Foto: Getty Images/Reprodução

Foto: Getty Images/Reprodução

Ainda aclamado como o rei da selva, as populações de leões têm entrado em um declínio rápido e alarmante em sua composição genética herdada de seus ancestrais, que viveram há mais de 100 anos.

Um estudo realizado por pesquisadores da Zoological Society of London, mostra o impacto que a caça de grandes felinos tem causado uma queda e um enfraquecimento preocupantes em seu status genético.

De acordo com a pesquisa, o declínio em sua força física ao longo de um século foi provavelmente em função do impacto causado pela caça incessante de animais selvagens na África.

O estudo, intitulado “Um século de declínio: Perda de diversidade genética no leão da África do Sul”, tinha como objetivo analisar “a mudança na diversidade genética sobre uma área definida” e trazer a luz sobre o declínio das populações de leões.

Foto: Getty Images/Reprodução

Foto: Getty Images/Reprodução

Para analisar o declínio, a equipe de especialistas em animais comparou as amostras de leões antigos e atuais da região do Kavango-Zambeze.

O principal autor e biólogo conservacionista da Sociedade Zoológica de Londres, Simon Dures, disse: “Nossa análise demonstra que, no último século, a população de leões da região do Kavango-Zambeze perdeu muito de sua diversidade genética”.

Além de coletar o DNA de leões selvagens da área de conservação de Kavango-Zambeze, os pesquisadores também coletaram amostras de pele e osso de leões que haviam sido mortos entre os anos de 1879-1935 e enviados para o Museu de História Natural.

No relatório, Dures acrescentou: “O rápido declínio observado na riqueza alélica e nos níveis mais altos de diferenciação genética coincide com a chegada dos primeiros colonos ocidentais em 1890 e o subseqüente aumento da presença humana na região após o fim das Guerras Matabele em 1897.

Além disso, as armas de fogo modernas tornaram-se mais presentes durante a colonização europeia e os animais eram frequentemente perseguidos e mortos em profusão, o que provavelmente contribuiu para o declínio precoce dos leões na região do estudo.

“Enquanto o tempo de declínio genético e os assentamentos da colonização forem compatíveis o suficiente para sugerir a causa, a evidência não é conclusiva”, esclarece o biólogo.

O novo estudo fornece mais evidências sobre a importância de proteger as espécies de animais selvagens dos caçadores e sobre os efeitos das mudanças climáticas.

Aposentado britânico mata mais de 500 animais selvagens e entra para elite dos caçadores

Foto: profihunt

Foto: profihunt

Chapéu: Covardia

Título: Aposentado britânico mata mais de 500 animais selvagens e entra para elite dos caçadores

Olho: Malcom King, de 74 anos, começou a matar por diversão a partir de 2000 e desde então viaja pelo mundo atrás de suas “presas” dedicando-se especialmente a leões, rinocerontes e elefantes

Um pensionista britânico foi nomeado “matador de elite” após atirar e assassinar centenas de animais por diversão.

Malcolm King ganhou uma diversos de prêmios do Safari Club International (SCI), uma organização que promove a caça como “conservação”.

O pai de dois filhos, o aposentado de 74 anos tem sido caçador de troféus desde o ano 2000 e alcançou uma série de marcos como a morte de alguns dos “cinco maiores” da África, que incluem leões, elefantes, rinocerontes, búfalos e leopardos.

Um blog que detalhava suas “façanhas” em Camarões dizia que o caçador senior esta viajando há algum tempo em busca de alguns animais específicos das florestas tropicais.

Uma descrição do homem, que é diretor de agentes de gestão de propriedades nas Ilhas Virgens Britânicas, também está no site, e diz:

“Muitos caçadores de renome mundial podem sentir inveja de sua extensa coleção de troféus”.

“Ele ganhou alguns dos troféus mais difíceis e desejados da Ásia, Europa e América, e até da África”, dizia o site.

A publicação on line acrescenta que o Sr. King estava em Camarões para tentar concorrer ao prêmio Weatherby – um prêmio de caça de prestígio.

Foto: Optimum Hunting

Foto: Optimum Hunting

Eduardo Gonçalves, fundador da Campanha de Proibição da Caça ao Troféu, disse ao Sunday Telegraph: “King está entre os caçadores da elite dos assassinos – muito poucos acumularam tantos prêmios dessa indústria obscena”.

“Se você somar o número mínimo de mortes necessárias para todos os seus prêmios, ele ultrapassará a mais de 500 animais”, diz Gonçalves.

“O Direito Internacional permite que os caçadores da vida selvagem escapem das acusações de assassinato”, lamenta ele.

Foto: Safari Club Online Record Book

Foto: Safari Club Online Record Book

Numa entrevista ao The Sunday Telegraph de seu escritório em Gloucestershire, o aposentado disse que não era um caçador de troféus.

Ele acrescentou que ele era apenas “um homem que gostava de caçar” e que já havia se aposentado, para King “não há diferença entre perseguir ou abater animais” e completou, “não há nada de errado nisso se for feito de maneira ética e legal”.

Zoo abusa de leões e permite que visitantes tirem fotos dentro da jaula

Foto: Captive Wildlife Watchdog

Embora a realidade cruel dos zoos já tenha sido revelada, algumas pessoas parecem não se importar com isso e continuam financiando o sofrimento de animais selvagens.

O Taigan Safari Park é um triste exemplo disso, assim como o zoológico de Lujan, na Argentina, onde, aparentemente dopados, os grandes felinos servem para satisfazer o ego humano e enriquecer os proprietários destas instalações.

Foto: Captive Wildlife Watchdog

A experiência de “caminhar com os leões” no Taigan está disponível para aqueles que pagam um valor mais alto pela “atração especial”.

A decisão do zoológico em permitir esse tipo de interação gerou polêmica – especialmente desde julho do ano passado após o incidente com uma visitante enquanto posava para fotografias com um dos felinos. O animal estressado e coagido segurou e arrastou a mulher pelo recinto.

Especialistas estão pedindo ao zoológico para acabar a prática cruel e perigosa de uma vez por todas.

“Os casos em que grandes felinos prejudicam ou até matam turistas são trágicos”, disse Thomas Pietsch, especialista em vida selvagem da Four Paws International”.

“A pior parte é que esses incidentes são completamente evitáveis. Grandes felinos como leões e tigres nunca devem ser usados como atrações turísticas, particularmente em atividades onde você pode acariciar alimentar, nadar ou brincar com eles”.

Foto: Captive Wildlife Watchdog

Ganância humana

Esta autorização não é a primeira a causar polêmica por suas intenções.

O zoológico de Dartmoor, na Inglaterra, oferece aos visitantes uma disputa de cabo de guerra com tigres e leões. Por 15 libras esterlinas (cerca de 72 reais), equipes de quatro pessoas, incluindo crianças com oito anos, seguram uma corda com umas das extremidades amarrada a uma fatia de carne, que um dos felinos tenta manter dentro de suas mandíbulas.

Sue Dally, que criou uma petição no site 38 Degrees disse: “Parece que estamos andando para trás, o zoológico está agindo mais como um circo do que em algum lugar que realmente se preocupa com a saúde e segurança dos animais em extinção em cativeiro”.

Conservadores prometem proibir a importação de troféus de caça de leões no Reino Unido

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Cobiçados por caçadores de troféu inescrupulosos, leões são assassinados e partes de seus corpos são vendidas pelos mundo | Foto: Getty Images

Segundo a IUCN (The Internacional Union for Conservation of Nature), o leão é considerado “vulnerável” na lista de espécies ameaçadas de extinção, atualmente restam menos de 20 mil leões no mundo. Ainda assim as caçadas aos leões, conhecidas como “caça ao troféu”, verdadeiros jogos de morte e crueldade, são permitidas pois atendem a interesses de grupos específicos.

A proibição da importação de troféus de caça, mesmo não sendo uma medida definitiva (como proibição total da caça em si), já é um passo na direção ao desestímulo desse chamado “esporte” cruel e assassino.

No Reino Unido essa medida vêm sendo prometida desde 2015, quando o então ministro do Meio Ambiente, Rory Stewart, declarou que seriam suspensas as importações de partes de grandes felinos até 2017.

No ano seguinte, sua sucessora, Liz Truss, repetiu a promessa em uma carta, dizendo: “A menos que vejamos melhorias na forma como a caça acontece, julgados com base em critérios rígidos, baniremos as importações de troféus nos próximos dois anos”.

Até agora, nada mudou.

Alertas não faltam, especialistas declaram que as populações selvagens de leões africanos caíram de cerca de 20.000 para cerca de 15.000.

Mais de 150 membros do parlamento assinaram uma moção parlamentar criada por Zac Goldsmith pedindo a proibição da importação de troféus de caça.

Mas o governo se mostra reticente e afirma que tem mantido as regras sobre revisão.

Chris Macsween representante da fundação LionAid declarou ter ficado chocada com a quebra da promessa feita.

“É horrível. O número de leões selvagens está caindo e o número de leões nascidos e criados em cativeiro pela cruel indústria de caçadas está subindo, mas ninguém fala sobre isso. É de partir o coração”, disse ela.

Uma média de seis corpos de leões são importados por ano no Reino Unido, a LionAid diz que uma proibição efetiva mandaria uma mensagem para o mundo inteiro.

Segundo a porta-voz da Humane Society International a situação na África do Sul é exatamente a mesma de 2016 e eles são responsáveis pela exportação de mais troféus de leões do que qualquer outro país.

Já os Estados Unidos classificam os leões como espécies ameaçadas de extinção, o que significa que importar partes de leões é efetivamente proibido.

Em 2015, foram realizados dois encontros da fundação LionAid com Stewart (naquela época ministro do meio ambiente) e Macsween conta que durante a segunda reunião, Rory Stewart disse: “nós vencemos”.

O ex-ministro prometeu em novembro de 2015 que a menos que melhorias significativas fossem adotadas pela indústria de caça, “o governo se mobilizaria para proibir a importação de troféus de caça.”

Especialistas dizem que caçadas a leões machos exterminam manadas inteiras

Teresa Telecky, vice-presidente do depto. de vida selvagem da HSI, disse: “Em setembro passado, o magnífico leão Skye, que era o líder de sua manada e estava no seu no auge quando foi atraído para fora do parque nacional e levado para uma reserva particular, onde foi baleado e morto por um caçador americano”.

“Como resultado, muitos de seus filhotes foram mortos e algumas de suas leoas da alcateia foram severamente agredidas, enquanto novos machos tentavam assumir o controle. A dinâmica da espécie nesta região foi severamente comprometida”.

Uma manifestação está marcada para 13 de abril deste ano, onde milhares de defensores da vida selvagem marcharão rumo a Downing Street para pedir proteções mais rígidas, e para que todos os animais ameaçados de extinção fiquem fora da caça de troféus.

Goldsmith disse que estava aguardando uma atualização no assunto das autoridades ambientais.

Questionado sobre as críticas, o Departamento de Meio Ambiente citou uma declaração da ministra Thérèse Coffey, em que ela afirmava que “as importações já eram rigorosamente controladas”.

O governo afirma que esta analisando cuidadosamente a questão e planeja realizar uma mesa redonda com organizações representando todos os ângulos do debate para obter uma melhor compreensão das questões, e esta disposto a considerar outros ponto de vista científicos.

O atual secretário do Meio Ambiente, Michael Gove, afirmou que as regras estão constantemente sob revisão, mas não chegou a dizer se uma proibição seria considerada.

Encontro anual de caçadores selvagens revela os horrores da prática

Alguns países insistem em ignorar toda a destruição e crueldade que a caça causa aos animais e ao planeta.  A indiferença e a frieza do homem em relação a tudo isso lamentável.

Infelizmente, no último final de semana, o Safari Club International realizou novamente sua convenção anual de matança implacável de animais indefesos, incluindo espécies ameaçadas com armas, arcos e flechas para o chamado “esporte”.

O desprezível encontro acontece em Reno, Nevada, nos Estados Unidos.

Segundo a World Animal News, a convenção com imagens assustadoras, lembrou o encontro do ano passado, em Las Vegas que incluiu: exibições intermináveis ​​de animais mortos ameaçados, deploravelmente considerados “troféus” por alguns; uma grande variedade de armas e munições facilmente acessíveis; casacos de pele com os rostos e pés de animais ainda presos; e empresas que equipam “caçadores” com “oportunidades” patéticas para matar espécies ameaçadas e em extinção por quantias obscenas de dinheiro. Homens, mulheres e, crianças participaram de todo o horror.

“Depois de entrar na Convenção Internacional do Safari Club em Las Vegas no ano passado, a sensação de choque e ansiedade foi esmagadora”.

“A glorificação de matar algumas das espécies mais belas do mundo estava em exibição de uma maneira tão chocante e cruel que precisamos fazer algo para acabar com essa farsa de uma vez por todas ”, disse a presidente e fundadora da Peace 4 Animals and WAN , Katie Cleary.

“Quando olhamos em volta para a enorme multidão de 20.000 participantes, não poderíamos deixar de nos perguntar se estávamos em um planeta diferente e qual era o método para essa loucura”.

Foto: World Animal News

“Algumas das espécies mais ameaçadas do planeta estavam em exibição, juntamente com outras que são listadas como espécies vulneráveis ​​e no Apêndice I da CITES, tais como: leopardos da neve, elefantes, rinocerontes e outros como leopardos africanos, ursos polares, lobos, leões africanos. Muitas outras espécies impressionantes que foram mortas sem sentido, também foram recheadas e expostas, outras eram réplicas realistas”, acrescentou Cleary.

“Existem aqueles que alegam, falsamente, que a caça é para “conservação”, o que claramente não é a razão pela qual muitos sub-humanos na Convenção Internacional do Safari Club caçam. É, infelizmente, para pessoas doentes “emoção” e “esporte”, que deve terminar”.

Carrie LeBlanc, diretora executiva da CompassionWorks International, escreveu na página da organização falando sobre o Rally Mundial contra o Troféu de Caça 2019  – IRA:

Foto: World Animal News

“Os caçadores de troféus dizem que se importam com a conservação. Pergunte a qualquer um deles se eles vão gastar os US $ 50 mil de uma expedição de extermínio, renunciar à caça e doar o dinheiro diretamente para os esforços legítimos de conservação. Quando eles negarem, você terá uma compreensão completa do quanto os caçadores de troféus realmente se importam com a conservação”.

A luta ativista

Muitas cidades e países ao redor do mundo estão se posicionando contra a caça de troféus internacionais e nacionais, juntando-se aos comícios:  Buffalo, Nova York, em 20 de janeiro; Houston, Texas, de 25 a 27 de janeiro; Bloemfontein, África do Sul, em 26 de janeiro; Portland, Oregon , em 23 de fevereiro; e Toronto, no Canadá, em março.

Em 2015, a morte do leão Cecil, de 13 anos, causou indignação mundial e defensores dos animais prometeram nunca esquecer e nunca parar de lutar por justiça para todos os animais que tiveram suas preciosas vidas interrompidas por indivíduos ricos e egoístas que consideram matar animais “divertidos”.

Cecil teve praticamente toda a sua vida monitorada por cientistas da Universidade de Oxford, no Reino Unido, que estudavam a conservação de leões no Zimbábue.