Grupo ativista lança campanha sobre direitos animais em Londres

Por Rafaela Damasceno

Um grupo em defesa dos direitos animais, Surge, lançou uma campanha em Londres. A ação apresenta um cartaz com a foto de um porco em uma fazenda de criação do Reino Unido com a pergunta “podemos mesmo nos considerar uma nação amante dos animais?”.

O cartaz exposto no metrô

Foto: Surge

Os cartazes foram espalhados pelos metrôs mais movimentados de Londres. Estima-se que quase um milhão de pessoas terão visto os anúncios até o final da campanha.

A imagem e a pergunta fazem referência a um documentário da Surge, Land of Hope and Glory, de 2017, que mostra imagens secretas de criações de animais no Reino Unido. Esta é a segunda campanha de cartazes lançada pelo grupo ativista este ano.

A primeira campanha incluía perguntas como “o que tem mais valor, o gosto ou a vida?”. Também havia cartazes de um cachorro ao lado de um porco com a indagação “qual a diferença?”.

“No Reino Unido, nos orgulhamos de ser uma nação amante dos animais. Mas milhões de animais continuam sofrendo por escolhas que fazemos”, afirmou Ed Winters, um dos fundadores da Surge, a Plant Based News.

Ele disse que o objetivo do grupo com os anúncios é encorajar as pessoas a refletir e perceber as contradições em alegar que ama os animais, mas pagar para que eles sejam mortos.

“A imagem mostra a brutalidade da indústria e o medo que os animais de fazenda sentem em todos os dias de suas vidas. A emoção nos olhos do porco é inegável”, afirmou Winters.


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Proposta da União Europeia quer proibir que nomes como ‘hambúrguer’ sejam usados em produtos veganos

Uma proposta da União Europeia (UE), apresentada em abril, quer impedir que alimentos veganos sejam chamados, por exemplo, de “salsicha”, “hambúrguer” ou de qualquer outro nome usado em produtos de origem animal. Para discutir a proposta, o Reino Unido marcou uma audiência para a próxima quarta-feira (26), na Câmara dos Lordes, em Londres, na Inglaterra. Ativistas e especialistas devem participar do debate.

Na opinião de ativistas vegetarianos e veganos, a aprovação da proposta, que a transformaria em lei, em setembro, faria com que produtores de alimentos tivessem que adotar nomes alternativos desagradáveis, como “tubos vegetais” ou “discos de vegetais” para se referir a salsichas e hambúrgueres, o que faria com que os fabricantes perdessem consumidores em um momento de alta do interesse global pela redução do consumo de carne. As informações são do G1.

Foto: Wellington Nemeth / Divulgação/Wellington Nemeth

A proposta, conhecido como Alteração 41, foi apresentado pelo Comitê de Agricultura do Parlamento Europeu como parte de um projeto de lei que pretende atualizar a Política Agrícola Comum da União Europeia. Deputados apoiadores da medida argumentam que a proibição do uso de palavras como “hambúrguer” em produtos veganos contempla o “bom senso” e evita confusões. No entanto, David Lindars, diretor de operações técnicas da Associação Britânica de Processadores de Carnes (BPMA, por sua sigla em inglês), que defende que “termos como salsicha, bife, hambúrguer e escalope são sinônimos de carne e isso deve ficar claro no rótulo”, admite que não existem provas, nem mesmo evidências, de que os consumidores confundem termos como “hambúrguer vegetariano” e admite que essas expressões caíram no senso comum.

Defensores da proposta pedem que as proibições relacionadas a produtos que imitam laticínios, como leites vegetais, sejam estendidas para imitações vegetarianas e veganas de carne. Em 2017, a Corte Europeia de Justiça proibiu que o leite de soja continuasse a ser vendido com esse nome. O produto passou a ser rotulado como “bebida de soja”.

O Sindicato Nacional de Agricultores do Reino Unido, que participará do debate, apoia a proposta parcialmente. “Gostaríamos de proteger termos tradicionais baseados em carne. Por isso, nos opomos a termos como ‘carne moída sem carne'”, disse um porta-voz. “Mas não achamos que palavras como hambúrguer e salsicha caiam nessa categoria”, completou.

Para a Vegan Society, proibir o uso dos termos vai “criar confusão” e fazer a indústria de alimentos vegetais recuar. “Isso teria um impacto sobre a capacidade dos veganos de escolher alimentos de acordo com suas crenças facilmente”, diz Mark Banahan, diretor de campanhas e política da organização.

Banahan explica que termos como “hambúrguer” e “salsicha” transmitem a forma, o sabor, a maneira de cozinhá-los e como devem ser servidos – por exemplo, hambúrguer com batata frita ou dentro do pão.

O argumento da Vegan Society é reforçado por Lynne Elliot, presidente-executiva da Sociedade Vegetariana, que acrescenta ainda que, caso o projeto se torne lei, os produtores de alimentos terão que arcar com enormes custos para mudar sua marca, marketing e embalagem.

“O McDonalds tem um hambúrguer vegetariano há muito tempo. Greggs apresentou sua receita vegana de salsicha e o KFC lançou seu hambúrguer vegano esta semana. Eles estão satisfeitos com esses termos porque isso significa algo para seus clientes”, disse.

Alguns deputados e ONGs de caridade consideram a Alteração 41 como uma medida usada para proteger a indústria de carne. Isso porque, segundo uma pesquisa feita pela Waitrose em 2018, um em cada oito britânicos é vegetariano ou vegano, outros 21% afirmam comer carne apenas ocasionalmente.

Uma previsão da União Europeia prevê que o consumo per capita de carne irá sofrer uma queda de 69,3 kg por ano para 68,6 kg nos próximos 12 anos.

Relatos indicam que há boa chance da Alteração 41 ser aprovada pelo Parlamento Europeu em setembro. Banahan, no entanto, considera que é possível que a legislação não chegue tão longe. Segundo ele, o Parlamento acaba de realizar eleições e, portanto, o Comitê de Agricultura será reconvocado e não se sabe o novo grupo irá apoiar ou não a proposta, devido à polêmica que envolve o tema.

Além disso, a Grã-Bretanha também estaria livre para não seguir a lei, segundo Banahan, após sair da UE. No entanto, segundo o diretor de campanhas da Vegan Society, ainda assim os regulamentos afetariam os produtos do Reino Unido vendidos para a UE.

“Muitos fabricantes podem ter de adotar novas linguagens de qualquer maneira… Assim como tudo relacionado ao Brexit, é complicado”, conclui.


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Príncipe Charles tenta convencer Trump sobre a importância de agir contra as mudanças climáticas

Donald Trump resistiu à defesa do Príncipe Charles de que é preciso agir ainda mais contra as mudanças climáticas (Fotos: Getty)

Donald Trump resistiu à defesa do Príncipe Charles de que é preciso agir ainda mais contra as mudanças climáticas (Fotos: Getty)

Por David Arioch

Hoje, durante encontro com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o Príncipe Charles passou a maior parte do tempo tentando convencê-lo sobre os perigos das mudanças climáticas, segundo o jornal britânico The Guardian.

No decorrer do encontro em Londres com duração de 90 minutos, o príncipe ressaltou que hoje em dia uma das suas principais preocupações é o aquecimento global, e que é preciso agir contra as mudanças climáticas.

Trump defendeu que os Estados Unidos não têm culpa disso, mas sim países como China, Rússia e Índia, além de outras nações.

“Eles não têm um ar muito bom, a água não é muito boa e há uma sensação de poluição. Se você vai a determinadas cidades, você nem consegue respirar, e agora esse ar está subindo. Eles não assumem a responsabilidade”, disse durante participação no programa Good Morning Britain, da iTV, em entrevista ao jornalista Piers Morgan.

“Ele realmente está por dentro das mudanças climáticas, e eu acho ótimo. Ele quer que as futuras gerações tenham um bom clima, em oposição a um desastre, e eu concordo”, disse Donald Trump em referência ao encontro com o Príncipe Charles.

Por outro lado, o presidente disse que não acha que os EUA têm que fazer mais do que já têm feito em relação às mudanças climáticas, e defendeu que os Estados Unidos têm um dos melhores climas, “segundo todas as estatísticas”.

Questionado se reconhece os estudos científicos sobre as mudanças climáticas, Donald Trump disse que acredita que “há uma mudança no clima”, e lembrou que antes a mudança climática era chamada de aquecimento global, mas que, segundo ele, como não estava atraindo a atenção houve uma mudança.

O presidente dos EUA não pareceu muito à vontade falando sobre o assunto e quando Morgan perguntou se o Príncipe Charles conseguiu convencê-lo a dar mais importância ao assunto, ele desconversou e disse apenas que o que o comoveu foi a paixão do príncipe pelo futuro das próximas gerações.

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Protestos do movimento Rebelião Contra a Extinção vão durar o mês todo

Protestos organizados pelo movimento Rebelião Contra a Extinção | Foto: Extinction Rebellion

Protestos organizados pelo movimento Rebelião Contra a Extinção | Foto: Extinction Rebellion

Tomando a frente das ações para conscientização da população em relação a emergência climática em que vivemos e a ameaça de extinção em massa já prevista e alertada pelos cientistas, a organização ambiental fechou áreas de Londres, na Inglaterra, na semana passada na tentativa de chamar a atenção para a urgência da questão e intimar os líderes políticos a agir e tomar posição.

Movidas pela seriedade e embasamento cientifico das manifestações uma série de empresas (Ecotricity, The Body Shop, entre outras) tem apoiado a organização ambiental Extinction Rebelion (Rebelião contra a Extinção, na tradução livre).

A Extinction Rebellion (XR, na sigla em inglês) fechou partes de Londres na última semana durante os protestos de conscientização realizados na cidade. A polícia executou 1.065 prisões. As manifestações começaram em 15 de abril e estão programados para continuar até dia 29. Os ativistas têm áreas-alvo como a Parliament Square, Marble Arch e Picadilly Circus.

Exigindo ações em relação ao clima

A organização, que se descreve como “uma rede apolítica internacional”, usa uma ação direta não-violenta para “persuadir os governos a agir sobre a situação do clima e a emergência ecológica” a que esgamos submetidos.

Eles tem três demandas, pedindo ao governo que “diga a verdade” declarando uma emergência climática e ecológica, trabalhando com outras instituições para comunicar a urgência da mudança.

O governo precisa agir agora para deter a perda de biodiversidade e reduzir as emissões de gases causadores do efeito estufa à estaca zero até 2025, e ir além da política, criando e sendo guiados pelas decisões de uma Assembléia de Cidadãos sobre justiça climática e ecológica.

Empresas líderes

Representantes de várias empresas de grande porte e líderes de setor escreveram para o jornal The Times, apoiando os protestos e dizendo que “indústrias e empresas inteiras” precisam ser redesenhadas

“Ao contrário do que se acredita, há apoio do setor empresarial para a agenda da Extinction Rebellion (XR)”, escreveram os líderes empresariais. “Os custos de vários milhões de libras que os protestos da Extinction Rebellion impuseram aos negócios são lamentáveis, assim como os inconvenientes para os londrinos. Mas os custos futuros impostos às nossas economias pela emergência climática serão muito maiores”.

“As pressões intensas pedem por mudanças, mas mesmo as empresas mais comprometidas precisarão de tempo para responder às demandas. Saudamos a notícia de que a Extinction Rebellion está desenvolvendo uma nova plataforma, a XR Business, para envolver líderes empresariais, investidores e consultores, no intuito de impulsionar as coisas, a ideia é convocar uma reunião de ativistas e especialistas da XR com líderes de negócios e influenciadores”.

Mudando a maneira como os negócios funcionam

A organização acrescentaram que a maioria das empresas “não foi projetada para o contexto em que estamos vivendo de emergência climática em desenvolvimento” e disse que há, portanto, uma necessidade urgente de “redesenhar indústrias e empresas inteiras, usando metas baseadas em ciência”.

Os líderes empresariais propuseram que as empresas fizessem uma declaração assumindo o compromisso de enfrentarmos a emergência climática e organizarmos uma sessão extraordinária em uma reunião de diretoria para considerar o caso de ação urgente, acrescentando: “Incentivaremos as equipes de gerência sênior das quais

Festas noturnas em zoos são flagrantes de mais crueldade contra os animais

ZSL London Zoo | Foto: secretldn

ZSL London Zoo | Foto: secretldn

Como se não bastasse serem privados de sua liberdade e presos em cativeiros, distantes de seus habitats naturais e de suas famílias, sendo obrigados a servir de entretenimento humano, os animais agora tem que suportar barulho, bagunça e intrusos em sua hora de descanso noturna.

“Zoo nights”- um evento apenas para adultos, onde o SLZ London Zoo (zoológico de Londres) serve álcool e toca música alta – foi criticado e acusado de representar um “flagrante crueldade contra animais”.

A vegana e ativista pelos direitos animais, Abbie Andrews, criou uma petição pedindo que o zoológico cancele o evento, que recebeu quase 500 assinaturas em menos de 24 horas.

Sem consideração pelos animais

“Este é um evento recorrente onde o zoológico é basicamente transformado em uma boate noturna, com música tocando alto e álcool sendo vendido, sem nenhum cuidado com os animais como mostram os incontáveis incidentes que ocorreram nos anos anteriores”, disse Andrews.

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

A petição afirma que incidentes anteriores ocorridos no zoológico incluem pessoas tentando entrar em locais cercados e protegidos, pessoas derramando cerveja sobre os tigres, pinguins sendo perseguidos e supostamente feridos, e borboletas sendo esmagadas.

Absolutamente nenhuma consideração

“Não há absolutamente nenhuma consideração pelos animais que já são mantidos no zoológico contra sua vontade, é tudo para os consumidores e visando lucro e dinheiro”, diz o texto da petição.

“A última coisa que esses animais precisam é estar cercados de pessoas bêbadas e música alta. Esse evento foi renomeado várias vezes sem nenhuma indicação de que seja cancelado de uma vez por todas.”

Convite do evento | Foto: ZSL Zoo

Convite do evento | Foto: ZSL Zoo

Andrews está pedindo ao público para assinar a petição antes de junho, quando o evento ocorrerá todas as sextas-feiras do mês.

O ZLS London Zoo disse: “Temos medidas rigorosas em vigor e bem-estar animal é sempre uma prioridade ao planejar nossos eventos. Em todos os eventos Zoo Nights, temos um oficial de bem-estar animal junto com nossos tratadores especialistas que cuidam de nossos animais. Nós também monitoramos os níveis sonoros para garantir que sejam cumpridas todas as políticas relevantes.

“No Zoológico ZSL de Londres, nossos animais vêm em primeiro lugar. Durante o dia, ou em eventos especiais, nossos especialistas veterinários, funcionários do zoológico dedicados e especialistas em bem-estar animal são dedicados a garantir que fornecemos tudo o que precisam para se manter saudáveis, estimulados e em forma”.
O zoológico também alegou que os supostos incidentes foram “reportagens altamente sensacionalistas” e que “nenhum visitante jamais feriu um animal nem entrou em um cercado de animais”.

Zoológicos – fábricas de morte

Todo tipo de cativeiro, sem exceções, causa prejuízos aos animais. Estes seres sencientes nasceram livres, com a natureza por habitat, e nenhum local ou nenhuma justificativa (como proteção das espécies e reprodução assistida) pode isentar o crime que esse fato representa.

Além do sofrimento psicológico e físico, dos traumas, da perda de vontade de viver e uma série e outros sintomas ligados a privação da liberdade, os animais ainda são afastados de seus bandos, suas estruturas sociais, seus vínculos consanguíneos e amorosos.

Sim, eles criam vínculos, são capazes de amar, sofrer, sentir, compreender o mundo ao seu redor e responder a estímulos externos. Essa capacidade de sentimento e consciência foi registrada sob o título de senciência animal e conta com a aprovação cientifica de especialistas do mundo que assinaram a Convenção de Cambridge em 2012.

Dessa forma essa evidencia científica só torna o sofrimento de nossos companheiros de planeta ainda maior e nossa culpa ainda mais condenável e vexatória.

Baleia beluga solitária avistada no rio Tâmisa finalmente retorna ao Ártico

O conto da solitária baleia que nadava pelo urbano rio Tâmisa, na Inglaterra, encalhada a milhares de quilômetros de distância de sua casa, prendeu a imaginação do público quando o animal foi descoberto nas águas fliviais ano passado.

Centenas de pessoas vieram de todo o país para ver “Benny”, a beluga, quando a baleia foi descoberta em setembro por observadores de pássaros que analisavam a região.

Enquanto muitos temiam que a baleia estivesse presa, os especialistas descobriram mais tarde que a criatura do Ártico estava perfeitamente feliz alimentando-se dos peixes abundantes no trecho do rio de Gravesend Inglaterra.

A única preocupação dos espcialistas era que o animal estivesse sozinho, pois as belugas são animais altamente sociáveis.

A visitante incomum agora parece estar a caminho de casa, esperançosamente para junto do seu grupo de origem. A baleia beluga é freqüentemente encontrada no Ártico.

Os responsáveis por monitorar a baleia estimam que ela tenha partido por volta de dezembro, quando os peixes migraram para longe do rio Tâmisa, levando com eles sua fonte de alimento.

No entanto, os especialistas não sabem exatamente ao certo para onde a baleia teria ido, assim como não sabem de onde ela veo.

Um porta-voz do departmento de Resgate de Vida Marinha da British Divers disse ao The Telegraph: “Provavelmente já seguiu em frente”.

“Não sabemos para onde foi, porque não sabemos de onde veio, mas temos razões para creditar que o cetáceo retornou ao Ártico, seu local de origem e habit primário”

Os chefes do setor de Autoridade do Porto de Londres disseram em um comunicado: “O último avistamento confirmado da baleia foi em dezembro de 2018, mais próximo de Gravesend.

“Os hidrofones foram colocados na água e podem gravar o ruído produzido pela baleia – estes também não registraram nenhuma evidência de atividade do animal marinho mais”.

“Como os peixes que provavelmente eram a fonte preferida de alimento da baleia migraram fora do estuário no início do ano, concluímos que a baleia se mudou para outro lugar “.

Enquanto muitos dos moradores de Gravesend, Kent, podem ficar desamparados pelo fato de seu visitante incomum ter partido, o conselho local pode ficar contente que a interrupção causada pela baleia acabará.

Eventos como a Noite da Fogueira tiveram que ser cancelados no ano passado por medo de prejudicar a baleia, e os navios tiveram que emendar suas viagens ou viajar lentamente pelas áreas onde a baleia estava alimentando e nadando.

Os moradores locais aproveitaram ao máximo o entusiasmo causado pela baleia, com lojas vendendo brinquedos beluga de pelúcia e uma cervejaria local batizando uma cerveja em homenagem ao animal do Ártico.

Norte da Inglaterra é considerado o epicentro da revolução vegana

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

O norte da Inglaterra pode se tornar o epicentro da “revolução vegana” se a empreendedora e também celebridade, Heather Mills, conseguir realizar seu intento.

A ativista e empresária – que afirma que o veganismo a salvou depois que ela perdeu a perna em um acidente de carro – comprou fábricas em County Durham e Northumberland (Inglaterra) para sua marca de alimentos baseada em vegetais, a VBites.

A empresa – que oferece peixe, bacon, frango, hambúrgueres veganos e queijos sem laticínios – está em operação há mais de 25 anos e afirma oferecer mais variedade do que qualquer outra marca do gênero no mercado.

Mills diz que os produtos VBites possuem alta demanda, não apenas no Reino Unido, mas também de empresas no exterior. As novas fábricas permitirão que a marca atenda a essa demanda crescente e impulsione a economia também, criando centenas de empregos para os trabalhadores locais.

“O que temos é que cada grande empresa do mundo está chegando até nós por nossos produtos, só precisamos expandir”, disse Mills em uma conferência para empreendedores em Gateshead esta semana, de acordo com o Chronicle Live. “Nossa única limitação é o fluxo de caixa e a compra das máquinas, mas nós estamos trabalhando nisso e vamos fazer acontecer.”

Ela acrescentou: “Eu coloquei tudo na VBites e fazer acontecer só depende de encontrar alguém que seja tão corajoso quanto eu”.

Carne vegana no norte

A VBites não é a única marca que fabrica grandes fábricas sem carne naregião.

A popular marca vegetariana e vegana Quorn abriu a maior fábrica de carne vegetariana do mundo em Teesside no ano passado. No momento da abertura, a instalação havia sido projetada para produzir mais de um milhão de produtos a cada semana, o que equivale a poupar a vida de cerca de 1600 vacas.

A nova fábrica foi necessária depois que a Quorn superou a capacidade em seu espaço em Stokesley, North Yorkshire. O CEO Kevin Brennan disse na época que “estamos crescendo a 15% a cada ano e planejamos crescer a uma taxa a cada ano”. A empresa pretende ser uma empresa de £ 1 bilhão até 2027.

“Temos um interessante canal de produtos apto para crescer no Reino Unido”, acrescentou Brennan. Desde o anúncio da nova fábrica, a Quorn lançou um novo hambúrguer vegano “que sangra”, filés de peixe vegano, e fez uma parceria com a rede de padarias Greggs para fazer seu best-seller de salsicha vegana.

Epicentro vegano

A revista Time Out London publicou uma pesquisa recente que aponta que 36% dos londrinos estão reduzindo seu consumo de carne

“Uma loja vegana de salgadinhos e batatas fritas, um pub totalmente vegano e uma loja de frango frito vegana são apenas alguns exemplos da tendência que vem tomando conta de Londres nos últimos anos – e parece que a demanda está realmente crescendo”, observa a Time Out.

De acordo com o Índice Time Out deste ano, “mais de um terço dos londrinos estão ingerindo uma alimentação mais rica em vegetais. A pesquisa mostra que 5% dos londrinos são veganos, 11% são vegetarianos e 20% estão reduzindo a carne. Isso dá um total de 36% se somados todos que mudaram ou estão migrando para um consumo menor de produtos de origem animal”.

Veganismo por idade

De acordo com o estudo, os londrinos mais jovens, com idades entre 18 e 27 anos, tem quase o dobro de probabilidade de serem vegetarianos e três vezes mais de serem veganos, em comparação aos idosos com mais de 58 anos.

A tendência reflete a mudança que vem sendo acusada em dados coletados no mundo todo, mostrando que as gerações mais jovens estão diversificando suas opções de proteína e produtos lácteos, especificamente optando por incluir carne vegana, leite e produtos derivados de ovos.

Eles tem reduzido ativamente o consumo de produtos de origem animal, principalmente em função de preocupação com o meio ambiente, saúde e maior conscientização sobre o tratamento antiético que sofrem os animais.

Reino Unido vegano

Londres, em particular, tem dado provas de ser um epicentro vegano. As principais redes de supermercados do país – Tesco, Sainsbury’s e Waitrose – têm ofertas veganas variadas, incluindo produtos de marca própria, assim como uma ampla oferta das principais marcas veganas.

Os restaurantes no Reino Unido continuam aumentando suas ofertas de opções veganas também. O McDonald’s recentemente adicionou Happy Meals e sanduíches veganos aos cardápios do Reino Unido.

E depois do sucesso de um teste durante Veganuary – campanha com duração de um mês que encoraja as pessoas a se tornarem veganas que acontece em janeiro – a Pizza Hut tornou a pizza vegana de jaca um item permanente do cardápio em todos os restaurantes do Reino Unido.

O teste foi tão bem-sucedido que a rede também expandiu suas ofertas veganas, incluindo um cardápio de três pratos que, além das opções de pizza vegana, apresenta pãezinhos do tipo ‘Jack’ N ‘Rolls recheados com chili doce, jaca grelhada e queijo vegano e até uma opção de sobremesa vegana: Bolinhos de canela, cobertos com gotas de açúcar congelado.

A rede de restaurantes, Wetherspoons, que atende um público “estilo família” em sua cadeia de lojas, também aumentou as opções veganas, adicionando até mesmo cervejas veganas ao seu cardápio para a próxima Ale and Beer Fest (Festival de Cervejas) no Reino Unido.

Polícia britânica já prendeu 750 ativistas ambientais

Mais de 750 ativistas contra mudanças climáticas que bloquearam as vias em torno de alguns dos principais pontos turísticos de Londres, na Inglaterra, foram presos nos últimos seis dias, disse a polícia no último sábado (20), número maior que os 682 divulgados na sexta-feira (19).

Foto: Pixabay / Ilustrativa

Os protestos, organizados pelo grupo de combate às mudanças climáticas Extinction Rebellion, vêm há dias interrompendo o tráfego na região central de Londres, incluindo em torno do Arco de Mármore e da Ponte de Waterloo.

Os ativistas também bloquearam o bairro comercial de Oxford Circus, mas as vias foram depois liberadas pela polícia.

O Extinction Rebellion convocou uma onda de desobediência civil não violenta para forçar o governo britânico a reduzir para zero, até 2025, a taxa de emissão de gases do efeito estufa, para enfrentar o que chama de crise climática global.

Vinte e oito dos presos foram processados, disse a polícia de Londres em comunicado.

A comissária de polícia Cressida Dick disse ao canal BBC News que os protestos provocaram “péssimas interrupções”. Ela disse haver agora 1.500 policiais ativos na liberação de vias, ante os mil mobilizados anteriormente.

Na Ponte de Waterloo, que liga o sul ao centro de Londres, a polícia retirou cartazes e outros objetos que obstruíam a via. Mas a área continua repleta de ativistas. A polícia reiterou que os protestos podem continuar somente no Arco de Mármore.

Fonte: Simon Dawson / Reuters

Criado na embaixada equatoriana, gato de Julian Assange teria sido levado para abrigo

Apesar das dúvidas sobre o destino do gato de Julian Assange, preso na manhã desta-quinta (11), o escritor James Ball garante que o animal foi levado para um abrigo de animais.

O gato foi dado a Assange pelos filhos dele em 2016. A ideia era oferecer uma companhia ao ativista na embaixada equatoriana, em Londres, na Inglaterra, segundo a BBC.

Foto: Reprodução/Twitter @EmbassyCat

No entanto, segundo um dos advogados do ativista, Carlos Poveda, Michi, como é chamado o gato, foi retirado da embaixada pela polícia britânica antes que Assange, criador do Wikileaks, fosse preso.

“Pelo menos o gato se salvou. Foi entregue, não sei se a um amigo, mas saiu da embaixada semanas antes”, disse o advogado.

Não há, no entanto, informações concretas sobre a data em que o gato foi retirado do local. Algumas fontes afirmam que a polícia levou o animal em novembro, após a Embaixada do Equador afirmar que não iria mais arcar com os gastos de Michi. Assange teria permitido que o gato fosse levado para que pudesse ter uma vida mais saudável, segundo informações do jornal italiano La Repubblica.

E mesmo havendo dúvidas sobre o paradeiro do gato, inclusive por parte dos advogados de Assange, James Ball assegura que o animal foi levado para um abrigo, conforme publicou no Twitter. O escritor disse ainda que se ofereceu para adotar o gato, mas não obteve sucesso na tentativa de adoção.

“Para registro: o gato de Julian Assange foi entregue a um abrigo pela embaixada do Equador tempos atrás, então não esperem uma extradição felina pelas próximas horas”, escreveu.

Michi tinha perfis no Twitter e no Instagram com o nome “gato da embaixada”. No entanto, desde outubro de 2017 não há atualizações nas redes sociais dele.

Loja de queijos veganos artesanais aberta recentemente é sucesso em Londres

Foto: La Fauxmagerie/Instagram

Foto: La Fauxmagerie/Instagram

A loja que foi inaugurada em fevereiro Londres, vive lotada, com pessoas inclusive, aguardando nas calçadas pela sua vez. O sucesso pode ser creditado ao conceito de estabelecimento moderno e acolhedor, oferecido pela loja, com belíssimos e saborosos queijos veganos que reúnem, beleza, sabor e compaixão. O estabelecimento também vende pães, biscoitos e uma variedade de molhos.

Os queijos artesanais oferecidos pelo estabelecimento são totalmente veganos, esta é a primeira loja do gênero no Reino Unido, embora tenha aberto as portas recentemente, já é um sucesso. Os clientes ressaltam qualidades como textura, aroma e aparência semelhantes ou até melhores qoe os concorrentes de origem animal, conforme informações do Plant Based News.

La Fauxmagerie fica em Brixton Village, e é o resultado de uma ideia das irmãs Charlotte e Rachel Stevens, juntas as duas desenvolveram e colocaram em prática a concepção da loja que oferece uma gama variada de produtos de marcas como Kinda Co., Tyne Chease e Black Arts Vegan.

Mudança de percepção

Charlotte afirma que ela e sua irmã estão muito satisfeitas por trazerem a primeira “queijaria” à base de vegetais para o Reino Unido, “é um sonhos que virou realidade”, disse a cofundadora da loja ao site Brixton Buzz.

“Como alguém que é consciente em fazer escolhas de alimentação éticas e também sofre de intolerância à lactose, tenho vivido em primeira mão e na pele, a dificuldade em encontrar um substituto lácteo que seja adequado tanto em sabor quanto em textura aos queijos de origem animal”

As irmãs Charlotte e Rachel Stevens fundadoras da La Fauxmagerie | Foto: Plant Based News

As irmãs Charlotte e Rachel Stevens fundadoras da La Fauxmagerie | Foto: Plant Based News

“Nosso objetivo com a La Fauxmagerie é reunir os mais deliciosos queijos em um só lugar, para que aqueles que procuram produtos “livres de leite” não precisem abrir mão do sabor nem da variedade”, disse Rachel Stevens, cofundadora da La Fauxmagerie.

“Historicamente, os queijos veganos têm sido vistos como alternativas inferiores em relação as suas contrapartidas leiteiras; a La Fauxmagerie pretende desafiar essa percepção comercializando queijos artesanais veganos que são verdadeiramente deliciosos por si mesmos”, disse Rachel ao Plant Based News.

Queijo vegano

A abertura da loja vem de encontro a uma pesquisa recente que descobriu que quase metade (45%) dos britânicos gostariam de se tornar veganos, mas dizem que não conseguem abrir mão do queijo.

Foto: La Fauxmagerie

Foto: La Fauxmagerie

“Apesar da popularidade crescente do veganismo, muitos britânicos acreditam que não há alternativas veganas suficientes para manter um estilo de vida interessante e agradável”, disse Simon Orchard, gerente da marca vegana Violife, que foi a responsável por encomendar a pesquisa.

“A Violife tem procurado resolver essa questão oferecendo uma série de alternativas sem laticínios com um sabor excelente, que cortam, ralam e derretem como o queijo, facilitando a experiência para que as pessoas desfrutem de seus pratos favoritos, como torradas, pizzas ou massas assadas, livres de laticínios.”