Bebê elefante encontra nova família após perder a mãe de forma trágica

Foto: One Green Planet

Foto: One Green Planet

Quando o telefone destinado a atender e socorrer elefantes órfãos toca, a equipe do Projeto Orfanato de Elefantes na Zâmbia (África) prepara-se para receber notícias de algum elefante que perdeu a mãe, assustado e muitas vezes machucado.

Em 8 de agosto de 2017, o Centro de Elefantes Órfãos recebeu um chamado sobre um filhote do sexo feminino, frágil e desamparado, com apenas 16 meses de idade.

Ela havia sido cruelmente separada de sua família e privada de se alimentar do leite materno rico em nutrientes, alimento básico dos elefantes bebês, o que significava que ela estava fraca e vulnerável e precisava de ajuda urgente.

Em função dos incidentes causados pela caça terem sido relatados na mesma área durante o período em que o elefante surgiu, os funcionários do projeto deduziram que o filhote tenha perdido sua família e se visto sozinha e confusa por causa da ganância humana.

A equipe resgatou-a e transportou-a para o berçário de elefantes Lilayi em Lusaka – uma das instalações do Projeto Orfanato de Elefantes. Ela foi nomeada de Mkaliva. A vida de Mkaliva estava agora em mãos carinhosas e capazes.

Foto: One Green Planet

Foto: One Green Planet

A órfã foi cercada de cuidados por humanos que lutavam para que ela vivesse. Mkaliva recebeu atendimento 24 horas por dia, enquanto seus níveis de energia caíam constantemente, mostrando como seu corpo estava lutando para lidar com o trauma físico e emocional que ela estava experimentando.

Dias se passaram enquanto a equipe se dedicava em recuperar a saúde da órfã. Aos pouco ela começou a se sentir mais confortável em seu novo ambiente e na presença de seus irmãos substitutos nas acomodações próximas a ela, tão perto que suas trombas podiam alcançar suas acomodações e tocá-la. Esses momentos ternos foram os primeiros compartilhados com sua nova família.

Assim que ganhou mais confiança, Mkaliva juntou-se à nova família nas caminhadas diárias, onde pode interagir com eles, passando a conhecê-los um pouco melhor. Os elefantes a receberam com carinho, encorajando-a a quebrar as barreiras e aproveitar a vida mais uma vez.

Foto: One Green Planet

Foto: One Green Planet

O mini rebanho ficou bem perto um do outro durante sua primeira caminhada juntos o que deu a eles uma sensação extra de segurança, enquanto os cuidadores mantinham um olhar atento sobre os filhotes.

A última vez que a órfã andou ao lado de elefantes ela estava com sua manada original; rodeada por aqueles que conhecia desde que nasceu e provavelmente como os demais elefantes, ela teria percorrido livremente seu ambiente selvagem protegida pela mãe e demais parentes, inconsciente do destino que a aguardava.

Infelizmente a elefantinha não pode seguir com sua família e teve sua vida transformada para sempre.

Foto: One Green Planet

Foto: One Green Planet

Ela provavelmente nunca mais verá sua família de sangue, mas os laços que está formando com seus novos amigos órfãos fazem parte dos passos que Mkaliva dá rumo à sua recuperação.

A cada dia que passa, esses laços tendem a se fortalecer e ela poderá continuar com sua vida cercada por aqueles que também perderam suas famílias. Juntos, eles vão se curar e terão uma segunda chance na vida.

Ver esse jovem grupo se comportar como uma família é comovente, e embora eles nunca possam realmente substituir as famílias naturais um do outro, eles estão fazendo um trabalho muito bom ao tentar.

Homem resgata canguru órfão com intenção de mantê-lo como animal doméstico

Foto: Amaroo Wildlife Shelter

Foto: Amaroo Wildlife Shelter

Um canguru órfão foi resgatado no meio da noite de uma rua movimentada em Melbourne na Austrália depois que um homem, que queria mantê-lo como animal doméstico, ligou para um hospital veterinário em busca de orientações sobre o leite que deveria comprar para alimentá-lo.

Nicola Rae, uma voluntária do Amaroo Wildlife Shelter, disse que o homem, supostamente sob a influência de drogas, ligou na noite da terça-feira última (30), para perguntar sobre que leite poderia ser comprado em uma loja de conveniência para alimentar a canguru bebê de quatro quilos, agora chamada de Mia.

Segundo informações do Daily Mail, a mãe de Mia foi morta em um acidente de trânsito em algum lugar perto da fronteira de New South Wales e Victoria, mas o motorista do caminhão parou para tirá-la da bolsa da mãe.

O amigo do motorista, que mantinha Mia envolta em um casaco para aquecê-la, foi quem chamou os especialistas em vida selvagem.

Foto: Amaroo Wildlife Shelter

Foto: Amaroo Wildlife Shelter

Rae disse que teve que convencer o interlocutor de que Mia só poderia ser criada por profissionais especializados e treinados em animais selvagem e que o leite destinado a humanos poderia fazer muito mal ao animal, correndo o risco de deixá-la doente.

Cuidadores de vida selvagem têm leite especialmente formulado para cada espécie.

“Eventualmente, eu consegui convencer este homem a me deixar vir buscar o bebê canguru”, disse Rae em um post no Facebook.

Selma, uma das veterinárias do Amaroo Wildlife Shelter, acompanhou Rae até uma “área muito perigosa e de má fama de Melbourne” tarde da noite para pegar Mia.

“As pessoas que estavam com Mia em seu poder eram rudes, mas gentis o suficiente para protegê-la e a tinham envolvido em um casaco de frio, que o homem que a segurava estava orgulhosamente me contando”, Rae descreveu sua experiência.

“A pessoa que a tinha nos braços estava mais preocupada em não conseguir tirar fotos com o canguru, pois ela estava tão assustada que se enrolava e escondia na manga do casaco”.

Cancy e Mia | Foto: Amaroo Wildlife Shelter

Cancy e Mia | Foto: Amaroo Wildlife Shelter

Rae explicou à pessoa que estava com o animal que a exposição ao estresse pode matar animais selvagns e tirar fotos não era uma boa idéia para um animal assustado que passou por um trauma severo como perder a mãe e passar por um acidente.

Eles prometeram que mandariam fotos de Mia para ele mais tarde e levaram o canguru para o Centro de Proteção à Vida Selvagem Amaroo.

Já no abrigo, Mia foi colocada na companhia com Clancy, um canguru do sexo masculino da mesma espécie que ela, e os dois estão se dando bem.

Cancy e Mia | Foto: Amaroo Wildlife Shelter

Cancy e Mia | Foto: Amaroo Wildlife Shelter

“Leah fez um trabalho maravilhoso ao criá-lo [Clancy] até aqui, mas tem tantos outros pequenos precisando de ajuda que fazia sentido que ele viesse morar com Mia, já que eles têm a mesma idade e ela estava sozinha.”

Animais selvagens não devem ser mantidos como animais domésticos, eles tem necessidades especiais, que os diferenciam de cães e gatos e não conseguem se adaptar à vida em cativeiro.

Tanto em zoológicos como em residências a pratica de retirar animais selvagens de seus habitats naturais é condenável e causa danos severos a esses seres inocentes que muitas acabam morrendo em decorrência de tal violência.

Criadores vendem animais selvagens como domésticos

Os animais nativos mais emblemáticos da Austrália estão sendo negociados por criadores americanos que os vendem como animais domésticos por milhares de dólares.

A repercussão do terrível comércio de animais nativos surgiu depois que os australianos ficaram chocados com um kookaburra chamado “Thunder” sendo vendido em uma gaiola em uma loja de animais em Virginia Beach por 1.200 dólares (cerca de 5 mil reais).

Infelizmente, Thunder é apenas a ponta do comércio crescente de animais nativos australianos nos EUA.

Uma pesquisa rápida em sites de animais domésticos nos EUA revela que cangurus, wallabies, planadores de açúcar e emas estão disponíveis – por um preço. Um criador divulgou online de seis cangurus albinos 45 mil dólares (cerca de 175 mil reais).

Jeff, que mora no estado de Nova York e cria emus, disse ao Daily Mail na quinta-feira (28) que entendia completamente a popularidade dos animais nativos da Austrália – especialmente os cangurus.

“Quem não gostaria de um?” ele disse.

“Eles são fofos e fofinhos quando são bebês – não há nada como ter um canguru, as pessoas enlouquecem quando o veem.”

Ele disse que viu uma pessoa passeando com seu canguru em uma loja dentro um carrinho de compras para o deleite de outros compradores.

Chris, que cria lorikeets, disse ao Daily Mail Australia que ela estava confusa sobre o motivo pelo qual os australianos ficaram tão indignados ao saber que um kookaburra estava à venda, e alega que animais australianos nativos foram legalmente enviados para zoológicos nos Estados Unidos na década de 1970, e esses zoos passaram o excedente para os criadores – o que significa que não é ilegal para os criadores americanos venderem os animais.

De acordo com a lei australiana, os animais nativos não podem ser retirados do país, mas Chris disse que não acredita que “Thunder” tenha sido obtido ilegalmente, pois conhece seu criador – um homem idoso que está no mercado há décadas. A loja de animais também negou que o Thunder fosse contrabandeado para o país.

Anúncios em lojas de animais online mostram que os animais australianos estão à venda em todos os EUA, com preços que atingem mais de alguns milhares de dólares.

Casais de baby emus são vendidos online de 500 a 979 dólares (cerca de 2 a 4 mil reais), com um site oferecendo até mesmo o envio de aves nativas australianas para qualquer lugar dos EUA via avião.

O petauro-do-açúcar é outro animal faz sucesso entre os americanos, com os marsupiais sendo criados para uso doméstico por mais de uma década nos Estados Unidos. As informações são do Daily Mail.

O pet shop onde está “Thunder” disse em um comunicado postado em sua conta do Facebook que não há qualquer irregularidade da parte deles, mas explicaram com detalhes de onde o kookaburra veio.

Urso polar arrisca a vida em penhasco para encontrar seu filhote perdido

Foto: Paul Goldstein

Foto: Paul Goldstein

A busca dramática de um urso polar fêmea por seu filhote sobre enormes calotas de gelo foi capturada em uma impressionante e rara série de fotos.

A enorme ursa foi vista descendo desajeitadamente um perigoso despenhadeiro de gelo para procurar pela filha, mas após ter subido de volta sem nenhum sucesso, ela ouve os gritos da ursinha e volta imediatamente descendo toda a extensão de novo.

O drama familiar se desenrolou em frente às lentes de um fotógrafo da vida selvagem nas calotas polares do Canadá.

Na imensa área gelada da Ilha de Baffin, no Círculo Polar Ártico, semana passada, uma mãe ursa polar preocupada perdeu de vista sua filha de apenas um ano de idade.

Embora ela pudesse ouvir os gritos da jovem, ela não conseguia localizá-la pois a ursinha estava fora de sua vista, bem na base de uma enorme parede de gelo.

Foto: Paul Goldstein

Foto: Paul Goldstein

O fotógrafo Paul Goldstein, por acaso, capturou a o desenrolar da ação quando notou que a filhote não conseguia subir a borda íngreme, enquanto a mãe estava no alto aflita.

Quando ela ouviu os chamado de seu filhote, a mãe decide, sem cerimônia, descer pelo gelo íngreme.

Depois de não encontrar sua filha, ela subiu novamente, apenas para repetir mais uma vez o desajeitado salto da calota de gelo para encontrá-la na neve logo abaixo do penhasco.

Foto: Paul Goldstein

Foto: Paul Goldstein

Visivelmente feliz por ter encontrado a filha em segurança, a dupla se desviou e seguiu pela a paisagem de neve.

“Finalmente, o filhote perdido localizou sua mãe e, após uma curta reunião de reencontro, eles investigaram os limites superiores do penhasco gelado”, disse o fotógrafo Paul Goldstein.

Foto: Paul Goldstein

Foto: Paul Goldstein

Meu coração estava na boca quando as duas se aproximaram do precipício, mas elas rapidamente se viraram e encontraram um caminho mais suave antes de partir.

“Nos trinta anos que passei acompanhando a vida selvagem, isso estava acontecendo bem lá em cima e confesso que valeu a queimadura de sol, o congelamento da geada e as doenças gerais associadas à exposição ao congelamento profundo.”

Paul Goldstein lidera tours fotográficos especiais pela vida selvagem em todo o mundo para viagens guiadas.

A ilha de Baffin, no Canadá, certamente não é um lugar para se perder. A paisagem do Ártico, batizada em homenagem ao explorador inglês William Baffin, tem cerca de 507.451 km2 de tamanho, com apenas 13 mil habitantes.

Foto: Paul Goldstein

Foto: Paul Goldstein

Ameaçados de extinção

De acordo com a União Internacional pela Conservação da Natureza (IUCN, na sigla em inglês), 30% da população de ursos polares pode desaparecer em um período de 35 anos. A espécie integra a Lista Vermelha da IUCN, na qual está classificada como “em situação de vulnerabilidade”.

A instituição alerta que a mudança climática não só aumenta o risco de extinção de determinadas espécies, como os ursos polares, mas também contribui para o crescimento da possibilidade de conflitos entre a vida selvagem e seres humanos. Isso porque a mudança climática destrói o habitat dos animais, que, sem abrigo e alimento, buscam novos recursos para que possam sobreviver. Com isso, eles se aproximam dos locais onde vivem humanos.

O verão é o período mais importante para a alimentação do urso polar, que neste período se alimenta de grandes quantidades de gordura com o intuito de gerar uma reserva necessária para os meses mais frios do ano. No entanto, o derretimento de geleiras ocasionado pelo aquecimento global tem reduzido as áreas de caça desses animais, dificultando a alimentação. Caso o derretimento prossiga no ritmo atual, sem que seja freado, em 2040 poderá não haver mais gelo marinho no verão para os ursos.

Conflitos com humanos

Em 2006, a primeira “patrulha de proteção ao urso polar” foi enviada à Chukotka, na Rússia, para afastar ursos de locais onde vivem humanos, mas sem feri-los ou matá-los. A intenção era evitar conflitos entre os animais e os humanos. Atualmente, a WWF continua apoiando equipes que fazem trabalhos semelhantes no Alasca, no Canadá, na Groenlândia e na Rússia.

“A solução pode ser colocar em segurança os recursos de fácil acesso, como os resíduos orgânicos que atraem os ursos, e o desenvolvimento de técnicas de dissuasão em casos específicos de ursos que frequentam assiduamente os lugares habitados”, explicou Isabella Pratesi, diretora de Conservação da WWF Itália.

Na Groenlândia, a equipe tem tentado tornar as aldeias habitadas por humanos menos atraentes para os ursos. No aterro de Ittoqqortoormiit foram ativados sensores infravermelhos e térmicos que detectam a presença de diversas espécies, sendo capaz de distinguir cães de ursos, e encaminha mensagens de alerta para o celular de um dos membros da patrulha.

Atualmente, a população de ursos polares é estimada entre 22 mil e 31 mil animais, sendo que 60% deles vivem no Canadá.

Golfinho em luto carrega seu filho morto pelas águas

Mãe carrega o filhote morto | Foto: Western Australia's Parks and Wildlife/Facebook

Mãe carrega o filhote morto | Foto: Western Australia’s Parks and Wildlife/Facebook

Uma imagem comovente que mostra uma mãe carregando seu filhote golfinho morto pelas águas, surgiu nas redes sociais. Segundo as autoridades marinhas australianas o bebê teria ficado preso em uma armadilha em forma de rede para capturar caranguejo que não foi recolhida por pescadores.

A foto foi tirada em Perth, na Baia de Claremont, na Austrália e foi compartilhada no Facebook pela Departamento de Parques e Vida Selvagem da Austrália Ocidental na terça-feira.

“Uma morte tão triste para um filhote golfinho tão jovem e cheio de vida pela frente”, dizia o post.

A mãe, chamada de Moon, estava nadando e carregando o filhote morto com o bico quando os dois foram avistados pelo Serviço de Parques e Vida Selvagem na segunda-feira, depois do episódio ter sido denunciado por um residente local.

“O bebê golfinho morto foi então libertado da armadilha de caranguejo, mas os oficiais o deixaram na água com a mãe, enquanto ela passa pelo luto ocasionado pela perda recente”.

Oficiais da patrulha marinha libertam o filhote morto| Foto: Western Australia's Parks and Wildlife/Facebook

Oficiais da patrulha marinha libertam o filhote morto| Foto: Western Australia’s Parks and Wildlife/Facebook

Os golfinhos são criaturas altamente inteligentes, com capacidade de percepção e resposta admiráveis, são frequentes os episódios documentados desses animais permanecendo com seus filhotes por um período de tempo após a morte.

Esses animais sencientes, são comprovadamente sensíveis e capazes de amar e sofrer, eles precisam do tempo do luto para superar a perda e voltar a responder normalmente à vida em sociedade.

“Vamos continuar a monitorar o par e remover o filhote quando for apropriado, revela o oficial responsável pelo monitoramento da situação. “Pedimos às pessoas que fiquem bem longe da mãe golfinho e de seu filhote morto durante este tempo”, esclarece ele.

Os usuários das mídias sociais ficaram sensibilizados pela imagem, sendo que algumas pessoas lutavam consigo mesmas para conseguir olhar para a foto, tamanho o seu impacto.

Armadilha de caranguejo que matou o golfinho | Foto: Western Australia's Parks and Wildlife/Facebook

Armadilha de caranguejo que matou o golfinho | Foto: Western Australia’s Parks and Wildlife/Facebook

“Terrível e tão triste. Devemos limpar nosso lixo sempre para que isso não aconteça”, disse uma pessoa em um comentário no post.

“Perda trágica deste bebê! Vergonha de que um ser humano tenha causado essa morte cruel porque eles estavam com preguiça de remover o equipamento do rio! Espero que algo seja feito para evitar outra tragédia”, dizia outro comentário.

“Não, eu não posso nem olhar – é de partir o coração – você pode sentir a dor da mãe só de olhar para a foto. Tão injusto e desnecessário”, concluiu outro usuário.

Mais uma morte causada pela irresponsabilidade humana, que inadvertidamente invade os oceanos para saquear e roubar a vida marinha. Não contentes em capturar os caranguejos indefesos, deixam a armadilha pra trás, causando com isso um rastro maior ainda de morte e dor, iniciado por sua insensatez assassina.

Fotógrafo flagra momento em que girafa dá à luz em reserva africana

Foto: Richard Lane

Foto: Richard Lane

As imagens acima mostram o momento único e belo em que um filhote de girafa é recebido por sua mãe com lambidas estimulantes e higiênicas assim que chega ao mundo, logo antes de dar os primeiros passos cambaleantes, durante uma cena que foi descrita pelo autor das imagens, como “única na vida”.

O fotógrafo especializado em vida selvagem Richard Lane, de 46 anos, esperou duas horas de trabaho de parto para que a girafa desse à luz, depois que o guia que o acompanhava percebeu que ela estava entrando em trabalho de parto, em Masai Mara, no Quênia (África).

O pequeno filhote caiu de um altura de seis pés no chão (do ventre da mãe) antes que ela começasse o processo de limpeza do animal, dando-lhe um banho com a língua e protegendo-o até que ele estivesse pronto para dar os primeiros passos.

Depois de uma hora, o recém-nascido começou a equilibrar-se de pé e andar devagar, marcando o início de sua vida na natureza.

Foto: Richard Lane

Foto: Richard Lane

Richard, de Westbury, Wiltshire (Inglaterra), tirou as fotos em novembro do ano passado.

Ele disse: “Ficamos impressionados com a beleza do momento – a maioria das pessoas nunca conseguirá ver isso”.

“Essa foi uma oportunidade única na vida de ver um evento natural tão incrível. Ver o bebê emergir de dentro de sua mãe foi um momento mágico”, confessou o fotógrafo.

“Estávamos observando e esperando silenciosamente há duas horas depois que a girafa mostrou sinais de estar em trabalho de parto”, conta Richard.

Eu sabia que quando ele começasse a nascer, eu teria apenas alguns segundos para capturar toda a sequência.

Uma vez que o pequeno nasceu, sua mãe o limpou inteiro e encorajou-o a ficar de pé. Demorou pouco mais de uma hora até que o pequenino desse seus primeiros passos vacilantes.

Enquanto observávamos o animal dando à luz, estávamos todos muito tensos.

“Estávamos torcendo para que isso acontecesse com relativa rapidez, pois era nossa última manhã na reserva e tínhamos um voo para pegar”.

Enquanto Richard e seu guia de safári observavam o nascimento, ambos ficaram encantados com a visão “deslumbrante”.

Foto: Richard Lane

Foto: Richard Lane

Richard disse: “Ter a oportunidade de testemunhar essa cena em sua totalidade é algo muito raro – mesmo nosso guia, que esteve lá todos os dias do ano, nunca tinha testemunhado isso antes”.

“Estávamos tomando café da manhã em um local próximo ao rio Mara quando outro guia nos disse que uma girafa parecia estar prestes a dar à luz. Nós corremos imediatamente para lá para ter certeza de que conseguiríamos testemunhar isso”, conta o fotógrafo.

“Eu não podia acreditar em quão silencioso todo o processo foi, a mãe não emitiu um som durante as três horas inteiras de trabalho de parto”.

“Isso é para que ela não atraia predadores – foi um exemplo real de graça natural”.

Richard conta que até hoje as pessoas ficam maravilhadas ao ver as imagens feitas por ele e ter o privilégio de compartilhar o precioso momento com outros.

“Um evento comum na natureza como este torna-se realmente mágico ao ser assistido por um ser humano – nascimentos são raramente vistos na selva por olhos humanos”.

“Sentimos muita falta disso [na vida cotidiana] porque não conseguimos presenciá-los mesmo que aconteçam ao nosso redor no mundo selvagem, muitas vezes eles acontecem escondidos, no silêncio da natureza”m conclui ele.

Animais órfãos podem ter depressão e morrer mesmo após resgate

Filhotes de animais resgatados sem a mãe correm um risco de vida maior que outros animais e podem até desenvolver depressão. O coordenador do Centro de Reabilitação de Animais Silvestres (CRAS) de Campo Grande (MS), Marlon Cezar Cominetti, que recebe filhotes órfãos com frequência, conta que a ausência da mãe pode prejudicar a vida do animal.

Foto: Marina Pacheco / Campo Grande News

“A onça pode morrer por conta disso, não conseguimos prever, o animal entra em depressão”, disse. As informações são do portal Campo Grande News.

Um dos casos relatados por Cominetti é de um bugio que morreu de tristeza após ser resgatado. “Recebemos um há algum tempo que morreu, provavelmente, de tristeza, porque não tinha nada fisiologicamente. A gente não consegue dizer que é uma tristeza igual do ser humano, mas notamos na aparência. Ele fica apático, não brinca”, contou.

Entre os animais órfãos recebidos pelo CRAS, estão um beija-flor, tamanduás e papagaios. “Cuidamos do beija-flor no biquinho, mas quando está quase pronto para sair e pegar voo morre sem ter nenhum problema aparente. Tá perfeito, porém o que falta é a mãe. Recebemos ainda muitos tamanduás que se tivessem a mãe seria mais fácil. Filhotes de papagaio a gente dá comida dentro do papo, igual os pais fariam. Faz falta para todos. Alguns são mais sensíveis a ausência, diferente dos répteis que não costumam ter cuidado parental”, explicou.

Foto: Marina Pacheco / Campo Grande News

Para tentar salvar o animal que fica deprimido, os cuidadores do CRAS dão carinho para ele. “Damos carinho, mas não podemos deixar que façam laços com humano. Temos que manter o equilíbrio entre carinho e isolamento para o bem deles”, afirmou.

O CRAS abriga atualmente cerca de 400 animais. Segundo Cominetti são répteis, aves e felinos. Na terça-feira (2), dois filhotes de onça-parda chegaram ao local.

“Aqui era para ser uma passagem rápida. Recebemos cinco animais por semana, mas nesse ano soltamos poucos desde janeiro”, falou o coordenador, que explicou ainda que há espécies mais fáceis de serem devolvidas à natureza do que outras.

Foto: Marina Pacheco / Campo Grande News

“Os mais fáceis são os répteis, com eles não têm muito problema. Agora, mamífero já é mais complicado assim como as aves, isso num panorama geral. No entanto, de espécie a onça é mais difícil ainda por conta do espaço”, afirma. “Temos um exemplo das aves. Elas precisam voar, mas vão se aproximar das pessoas porque são sociáveis. Precisamos ver isso na hora de soltar também”, complementa.

De acordo com ele, apesar de terem sido resgatados e levados para o CRAS, os animais não perdem o instinto. “O problema é que estão acostumados com a gente. Aqui não temos um recinto para a onça ficar, pois precisa de espaço de no mínimo 1 hectare. Outra questão é que é a mãe que ensina os filhotes a abaterem, sobreviverem”, disse.

Dependendo da época, o CRAS recebe filhotes com bastante frequência. “Nessa semana já chegou um filhote de tamanduá e outro de capivara, que morreu logo depois, pois deve ter sofrido um trauma interno que ninguém percebeu”, relatou.

Macaca se recusa a afastar-se do cadáver do filho morto

Foto: YouTube/Happy Channel

Foto: YouTube/Happy Channel

Uma macaca foi vista recusando-se a deixar o corpo sem vida de seu bebê em uma região deserta e selvagem no sudoeste da China.

O momento de luto e dor foi filmado na quinta-feira por vistantes na Montanha Emei, um destino turístico extremamente popular na província de Sichuan (China).

A mãe desesperada estava embalando o macaquinho morto em seus braços enquanto procurava comida perto da trilha dos visitantes na encosta da montanha.

O bebê morreu pouco depois de nascer, disse um funcionário do local ao Beijing News.

A macaca em luto foi filmada andando de um lado para o outro no frio, enquanto segurava cuidadosamente o bebê imóvel em seu braço, recusando-se afastar-se dele.

A demonstração de dor da mãe também foi capturada em outra foto, onde ela aparecia sentada, indefesa, no chão coberto de neve com o corpo de seu bebê ao lado.

O funcionário, de sobrenome Chen, disse que o bebê morreu de causas naturais loggo após o nascimento.

“Às vezes, os animais são vistos carregando seus filhos mortos, talvez para superar a perda”, acrescentou ele.

Há dias a macaca vem carregando seu bebê ao redor da montanha. Somente quando o corpo começar a se decompor, ela irá enterrá-lo”, disse Chen.

Em agosto passado, uma baleia orca foi flagrada carregando seu filhote morto por 17 dias ao largo da ilha de Vancouver, no Canadá, o período mais longo de luto registrado em qualquer orca.

Os usuários da rede social, muitos deles amantes dos animais, expressaram tristeza pelo incidente.

“Esse é o poder do amor de uma mãe”, dizia um comentário no site de microblogs chinês Weibo.

“Ela está esperando que seu bebê acorde? Isso é tão triste”, disse outro usuário.

“Às vezes os animais mostram mais devoção e compromisso do que os humanos”, acrescentou.

Localizado próximo a capital da província de Chengdu, o Monte Emei é considerado patrimônio mundial pela Unesco e é também uma das montanhas budistas sagradas da China.

Seu famoso Topo Dourado (Golden Summit) está localizado a uma altura de 3.077 metros acima do nível do mar e atrai centenas de milhares de visitantes todos os anos.