Golfinhos e outros animais são resgatados de cativeiro em hotel onde eram explorados para entretenimento

Foto Meka Hotel

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Após a morte de um golfinho, que estava sendo mantido como atração turística em um hotel na cidade de Lovina, no norte de Bali, no sábado, uma investigação da agência de conservação do país foi iniciada resultando no resgate de dois outros golfinhos, assim como uma série de outros animais que eram mantidos no mesmo local. A operação aconteceu ontem (6), após anos de alegações de abuso de animais.

O Projeto Dolphin, uma organização sem fins lucrativos com sede nos EUA que trabalha para proteger golfinhos em todo o mundo, publicou em seu site que foram resgatados dois golfinhos e mais outros animais ontem, que segundo as autoridades estavam “sofrendo e sendo mantidos em condições deploráveis”.

Foto Meka Hotel

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Autoridades do Centro de Conservação de Recursos Naturais do governo indonésio (BKSDA) em Bali, bem como membros da Rede de Ajuda a Animais de Jakarta (JAAN), participaram da missão de resgate dos animais.

O Projeto Dolphin disse que o resgate foi planejado antes da morte de um dos golfinhos no sábado. A maioria dos animais mantidos no Hotel Melka, incluindo três crocodilos de água salgada, dois macacos de folhas (lutungs), assim como cobras e porcos-espinhos, foram todos removidos das instalações do hotel.

“A evacuação dos animais no Hotel Melka no norte de Bali começou ontem, [depois] a equipe realizou um exame de saúde de todos os animais. Todos eles eram mantidos dentro de instalações horríveis, de concreto, estéreis, úmidas [e] pequenas”, escreveu JAAN. um post no Instagram.

Foto: JAAN / Facebook

Foto: JAAN / Facebook

O grupo ativista animal disse que ainda há mais dois golfinhos sendo mantidos no hotel, mas eles disseram que também serão resgatados em breve.

“Com base em seu exame de saúde ontem, apenas dois [dos golfinhos] estavam aptos para o transporte. O resgate dos outros dois está atualmente adiado porque eles não estavam saudáveis o suficiente”, disse Sumarsono, da BKSDA Bali, conforme citado pelo Detik.

O coordenador de Mamíferos Marinhos da JAAN, Amang Raga, disse ao Detik que os golfinhos que ainda estavam no cativeiro, chamados de Rocky e John, eram cegos.

Os dois já haviam sido fruto de uma tranferência, eles vieram do Dolphin Lodge Bali, no sul de Denpasar, enquanto os outros animais haviam vindo do Zoológico de Bali e do Bali Safari e Marine Park, e é nestes locais que ficarão por enquanto.

Foto Meka Hotel

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“Nós [continuaremos] a monitorar sua saúde e bem-estar, e planejamos o melhor para os animais: significando sua potencial reabilitação e liberação de volta à vida selvagem”, disse JAAN.

Segundo a BKSDA, o Hotel Melka possui uma licença de conservação, que permite abrigar animais protegidos, como os golfinhos.

O Melka Hotel descreve-se como um “Hotel Dolphin” (Hotel dos Golfinhos, na tradução livre) e oferece aos seus hóspedes a oportunidade de assistir ao seu show diário de golfinhos ou nadar com golfinhos nas piscinas de água salgada do hotel (este último por um custo adicional, de acordo com seu site).

Agora, o hotel está prestes a perder sua permissão, e pode até enfrentar acusações criminais se a agência determinar que há sinais de negligência, Ketut Catur Marbawa, do BKSDA de Bali, disse ao Detik na segunda-feira.

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Treinadora de golfinhos é acusada de maus-tratos após sentar em cima dos animais

Foto: Instagram/Cetacean.inspiration

Foto: Instagram/Cetacean.inspiration

Uma “treinadora de golfinhos” do Dubai Dolphinarium está sendo investigada por abusos de animais após um vídeo ter sido divulgado nas redes sociais mostrando a instrutora sentada nas costas de um dos animais.

As imagens, filmadas nos Emirados Árabes Unidos na semana passada, mostram a treinadora sentada nas costas de um golfinho por cerca de seis segundos antes de mergulhar em uma piscina.

Especialistas dizem que o golpe poderia facilmente ter danificado os órgãos do golfinho pois os mamíferos não suportam o próprio peso do corpo fora da água, portanto, acrescentar o peso de um ser humano a esse risco pode causar sérios danos aos mamíferos marinhos.

Ativistas identificaram duas treinadores que foram acusadas de serem as responsáveis pelo vídeo, as quais, desde então, excluíram suas contas na rede social.

Um porta-voz do Dolphinarium, inaugurado em 2008, confirmou que uma investigação estava em andamento, mas se recusou a discutir mais.

“A gerência está investigando o vídeo. Não podemos falar sobre as imagens enquanto a investigação estiver em andamento “, disse a atração em um comunicado.

Elsayed Mohammad, diretor regional do Fundo Internacional para o Bem-Estar Animal, disse ao Gulf News: “É bem sabido que o corpo dos golfinhos é muito sensível”.

“O corpo do golfinho não é adaptável a qualquer pressão fora da água. Pressionar o abdômen do golfinho no chão pode facilmente prejudicar seus órgãos internos”.

“Se você der um soco no abdômen de uma pessoa, pode imaginar como é doloroso”.

“Independentemente de saber se são alguns segundos ou não, está errado. É crueldade contra animais”.

Foto: Instagram/Cetacean.inspiration

Foto: Instagram/Cetacean.inspiration

O Dubai Dolphinarium é uma pretensa atração turística que explora os animais vendendo ao público “a chance de assistir a golfinhos e focas realizarem truques em estilo de circo em shows diários”. O que a maioria das pessoas ignora é que esses animais realizam os truques em troca de comida, vivem famintos, infelizes, presos e sob tortura, privados da imensidão do oceano e da companhia de seus iguais.

Esses animais muitas vezes desenvolvem doenças compulsivas de fundo mental como a zoocose. O sofrimento desses seres é tamanho que eles batem suas cabeças nos portões ou mesmo nas grades de seu cativeiro, auto mutilando-se. A repetição de movimentos compulsivos sem finalidade, como nadar a deriva nos taques também esta entre os sintomas da doença.

As apresentações de 45 minutos incluem os animais dançando, cantando, fazendo malabarismo, jogando bola e pulando através de aros.

Os hóspedes também podem pagar mais por uma experiência de “nadar com golfinhos”, que envolve ser transportado segurando nas barbatanas da barriga do animal ou na barbatana dorsal.

Os clientes também são informados de que conseguirão abraçar, beijar e dançar com os animais.

Nascidos livres no oceano, esses animais jamais serão felizes em cativeiro. Acostumados a nadar quilômetros em altas velocidades, ao ficarem confinados a tanques artificiais eles perdem a vontade de viver e muitos morrem porque param de comer ou mesmo de respirar.

Foto: Gulf News

Foto: Gulf News

Animais extremamente inteligentes e capazes de vínculos sociais sólidos e profundos, seu sofrimento só se torna ainda maior em função de suas habilidade cognitivas e da compreensão do mundo ao seu redor.

Grupos de defesa dos direitos animais pedem o fim de todos os shows de animais em cativeiro, denunciando a crueldade e o abuso por trás desses espetáculos.

No mês passado, a Virgin Holidays anunciou que deixaria de oferecer viagens de férias organizadas para cinco resorts que incluem experiências com baleias e golfinhos em cativeiro.

Enquanto isso, a Seaworld anunciou em 2016 que estava cancelando os espetáculos com orcas e acabando com seu programa de reprodução em cativeiro após a reação em massa do público pedindo o fim das atividades.

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Dois filhotes de elefante-marinho superam as expectativas e retornam ao oceano

Foto: Mindy Schauer, Orange County Register/SCNG

Foto: Mindy Schauer, Orange County Register/SCNG

Os dois elefantes-marinhos tinham muita coisa contra eles quando foram resgatados por uma equipe do Pacific Marine Mammal Center (PMMC, na sigla em inglês) em Laguna Beach, na California (EUA).

Um dos filhotes, uma menina apelidada pelo centro de Fat Tuesday (Terça-feira Gorda, na tradução livre), foi achada perto da Rua 24ª na Praia de Newport no dia 10 de março pesando 28 kg – pelo menos 4 kg a menos do que o que ela estaria provavelmente pesando quando nasceu.

O bebê foi o menor animal que o centro resgatou este ano, ela teve dificuldade em se manter com os outros filhotes de elefante-marinho maiores e em um ponto quase se afogou em uma piscina.

Depois, apareceu Theon, encontrado em 28 de abril na Orange Street, em Newport Beach, pesando cerca de 37 kg. Ele estava desidratado e tinha uma ferida cheia de pus.

Depois de ficar no centro por um mês, Theon teve pneumonia e quase morreu. Ele esteve em estado crítico por várias semanas.

Foto: Mindy Schauer, Orange County Register/SCNG

Foto: Mindy Schauer, Orange County Register/SCNG

Mas na segunda-feira, 15 de julho, a Fat Tuesday, agora com 74 kg, e Theon, com 80 kg, estavam prontos para voltar ao oceano. Acompanhados pela equipe da PMMC, os elefantes-marinhos, foram levados a bordo de um barco de Patrulha do Porto do Xerife e levados para o mar aberto perto de Dana Point.

A cerca de uma milha (cerca de 1,6 km) de distância, o barco parou e os funcionários abriram as portas do compartimento onde os animais estavam.

A cabeça de Fat Tuesday apareceu primeiro. Ela acariciou Theon ainda dentro da gaiola dele. Então eles se aproximaram do degrau de mergulho do barco. Fat Tuesday – mais próxima da água – parecia insegura. Depois de alguns minutos, pareceu que Theon a empurrou para o lado e mergulhou.

Então Fat Tuesday, começou a balançar para frente e para trás, um sinal de que ela estava estressada, disse Wendy Leeds, uma coordenadora de cuidados com animais que estava assistindo tudo de um segundo barco. Mas Keith Matassa, que lidera a pesquisa animal para PMMC, estava lá para ajudar.

“Vamos lá menina, entra na água”, ele chamou Fat Tuesday a partir do segundo barco. Ela olhou para ele e em poucos segundos, pulou na água. Ao contrário de Theon, ela ficou na superfície nadando em direção a Matassa. Enquanto ele afastava o barco, ela mergulhou de cabeça na água – fazendo o que os elefantes-marinhos fazem.

Em comparação com os leões-marinhos, que nascem nas colônias de Channel Island em junho e julho e permanecem com suas mães por seis a nove meses, os elefantes-marinhos ficam por conta própria depois de apenas quatro semanas.

Foto: Mindy Schauer, Orange County Register/SCNG

Foto: Mindy Schauer, Orange County Register/SCNG

Normalmente, os elefantes-marinhos, nascidos em viveiros perto de San Simeon, ao norte de Santa Cruz e Point Reyes, estariam no mar alto do Pacífico, nadando a milhares de milhas das praias neste momento.

Desde 2017, centros de resgate de mamíferos marinhos ao longo da costa da Califórnia têm visto um aumento no número de elefantes-marinhos que precisam de ajuda. Os animais também começaram a chegar em maior número no início deste ano, com maior frequência do que o habitual, disse Kristen Sakamaki, veterinária da PMMC. Fat Tuesday foi um dos primeiros elefantes-marinhos que o centro recebeu este ano.

Até agora, o centro resgatou 35 elefantes-marinhos em 2019. O SeaWorld San Diego resgatou 20, o Centro de Mamíferos Marinhos de Los Angeles, em 86, e o Centro de Mamíferos Marinhos, em Sausalito, em 157.

Sakamaki disse que o alto número de encalhes pode ser atribuído a fortes ondas e tempestades durante a época de reprodução dos elefantes-marinhos, de janeiro a março.

Alguns dos filhotes podem ter ficado órfãos e então foram para o mar com menos reservas de gordura do que o necessário. Alguns, incluindo Fat Tuesday e Theon, podem não ter descoberto como caçar peixes.

Foto: Mindy Schauer, Orange County Register/SCNG

Foto: Mindy Schauer, Orange County Register/SCNG

Este ano, a PMMC recebeu 170 animais, o mais recente deles um leão-marinho resgatado terça-feira, 16 de julho, em Huntington Harbor. Além dos elefantes-marinhos, o centro recebeu 119 leões-marinhos, oito focas, três focas de Guadalupe e cinco golfinhos.

“A quantidade de tempo, cuidado e atenção aos detalhes realmente faz a diferença”, disse Sakamaki sobre a recuperação dos animais. Ela disse que o vínculo de Matassa com a Fat Tuesday é provavelmente a razão pela qual o filhote pode ser libertado com segurança.

“Custou muito tempo e esforço extra com ela e com Theon”, disse ela. “Eu acho que Fat Tuesday e Keith desenvolveram um respeito mútuo e amor.”

A experiência de segunda-feira foi especial, disse Matassa.

“É uma sensação indescritível ter um animal olhando para você entre outras 13 pessoas”, disse ele. “Isso remonta à Bíblia. Devemos ser guardiães do meio ambiente e proteger as espécies também”.

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Focas apavoradas se ferem e morrem ao fugir de turistas que invadem seu habitat

Foto: The Seal Alliance

Foto: The Seal Alliance

Focas apavoradas foram filmadas saltando e se arriscando em penhascos em uma tentativa desesperada de evitar que turistas chegassem perto demais delas.

Vídeos mostram as focas caindo de costões rochosos no mar, muitas vezes se machucando no caminho para baixo.

Outras imagens capturaram uma debandada de focas provocada pelo aparecimento de um drone, e outra mostra um animal flagrado tentando escapar de um cachorro depois dele ter sido solto pelo tutor.

Um aumento acentuado no número de incidentes como este levou a realização de um relatório chamado “Não perturbe! A crescente ameaça às nossas focas”.

O relatório – publicado pelo Seal Protection Action Group e pelo Cornwall Seal Group Research Trust – afirma que as focas são frequentemente perturbadas por embarcações motorizadas, jet-skis, caiaques, paddle boarders, passeios de observação da vida selvagem em terra ou mar, bem como por pescadores e caminhantes.

As pessoas que tentam alimentar focas também são motivo de crescente preocupação.

Andy Ottaway, do Action Group, disse que as focas já enfrentam ameaças suficientes em problemas de habitat e excesso de pesca nas águas, e precisam ser deixadas em paz.

Foto: The Seal Alliance

Foto: The Seal Alliance

“Nossas focas estão sob ameaça crescente de mortes deliberadas, mudanças climáticas, pesca, poluição tóxica, emaranhamento de redes, ingestão de plástico e ferimentos graves causados por colisões com navios”, disse ele.

“Precisamos dar a todos os nossos preciosos animais marinhos, incluindo as focas, mais espaço”.

“O impacto cumulativo de todas essas ameaças, juntamente com esses crescentes problemas de perturbação, está colocando esses maravilhosos animais em sério risco.”

Foto: The Seal Alliance

Foto: The Seal Alliance

Com o início das férias de verão, milhões de visitantes viajam para a costa e a superlotação aumenta a pressão sobre a fauna marinha, incluindo focas.

O relatório destaca o crescente impacto prejudicial que a atividade humana pode ter sobre essa vida selvagem.

A análise também documenta estudos de caso em torno da costa britânica, onde populações de focas protegidas estão sofrendo distúrbios crônicos causados por atividades humanas.

Foto: The Seal Alliance

Foto: The Seal Alliance

As ONGs dizem que tais atividades podem causar ferimentos graves e ter conseqüências potencialmente fatais.

O relatório cataloga graves incidentes no sudoeste da Inglaterra; North-West Wales; Nordeste da Inglaterra e nordeste da Escócia em locais de importância crítica.

Foto: The Seal Alliance

Foto: The Seal Alliance

Os pesquisadores encontraram evidências de que a população de focas está sofrendo por causa da intrusão humana por meio de atividades recreativas.

O relatório adverte que a perturbação repetida pode causar sérios danos aos animais individualmente, por meio de estresse e até mesmo de ferimentos graves.

A perturbação também pode afetar a população local e nacional, reduzindo o sucesso reprodutivo, causando abandono de filhotes dependentes e até a morte prematura.

Sue Sayer, do Cornwall Seal Group Research Trust, disse: “Muitas comunidades se beneficiam financeiramente do turismo e do tipo de vida selvagem confiável (não-agressiva) que as focas proporcionam.

“No entanto, precisamos tomar cuidado e reduzir os já altos níveis de perturbação caso contrário, esses benefícios ambientais, sociais e econômicos poderão desaparecer em breve, junto com as focas”, concluiu Sayer.

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Turistas colocam populações de golfinhos em risco ao alimentá-los


As operadoras de turismo podem estar colocando em risco as populações de golfinhos, permitindo que elas sejam alimentadas pelos turistas da Austrália Ocidental, revela uma nova pesquisa sobre o assunto.

Os golfinhos são visitantes frequentes nas praias do país e em outros locais no mundo, mas um novo estudo da Universidade Murdoch, que observou mais de 60 golfinhos ao redor da área de Bunbury, apontou que golfinhos que não foram alimentados pelo Bunbury Discovery Center eram duas vezes mais propensos a dar à luz e tinha mais sucesso criando filhotes.

A pesquisadora-chefe Valeria Senigaglia disse que pouco mais de um terço dos filhotes de mães dependentes de alimentos dados por humanos em Bunbury sobreviveu até a idade de desmame cerca de três anos de idade.

“Cerca de 75% da população é desmamada com sucesso e prospera, se levarmos em conta apenas os golfinhos alimentados por humanos, esse percentual cai para 38%”, disse ela.

A pesquisa considerou uma série de fatores que poderiam impactar a sobrevivência dos filhotes em Bunbury, incluindo a mudança climática, mas Senigaglia disse que eles não tiveram um grande efeito sobre a população de golfinhos.

“O fator que tem a influência mais negativa sobre a sobrevivência é se a mãe do filhote recebeu ou não comida do centro dos golfinhos”, disse ela.

Ela disse que era provável que o resultado fosse esse porque os golfinhos se tornaram dependentes de humanos para alimentação, o que poderia levar as fêmeas a se tornarem menos maternas em relação aos filhotes.

“É apenas um par de peixes por dia, o que significa que os golfinhos ainda têm que se alimentar sozinhos, mas por ser uma fonte tão confiável como fonte de alimento que eles são fisgados para ir à praia todos os dias.”

Selvagens

Na Austrália Ocidental existem dois locais de alimentação de golfinhos licenciados pelo Departamento de Biodiversidade, Conservação e Atrações (DBCA), o Bunbury Discovery Centre e a reserva de Monkey Mia a 900 km ao norte de Perth.

Outros operadores de turismo em todo o estado, incluindo o Mandurah Cruises, não alimentam golfinhos.

A diretora de educação da Mandurah Cruises, Natalie Goodard, disse que isso se deve ao impacto do fornecimento de alimentos aos golfinhos selvagens. “É prejudicial para sua saúde e bem-estar”, disse ela.

Sem planos para parar com a alimentação dos golfinhos

O departamento responsável (DBCA) não quis dizer se pretendia proibir a prática, mas uma porta-voz do entidade afirmou que haviam condições estritas para proteger os golfinhos em Bunbury e Monkey Mia.

Em um comunicado, o Centro de Descoberta de Golfinhos disse que estudaria a pesquisa como parte de sua estratégia para proteger a população de golfinhos da cidade.

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Incêndios destroem a natureza e matam animais em Vilhena (RO)

Focos de incêndio estão sendo registrados na cidade de Vilhena, em Rondônia. O fogo tem destruído regiões de mata e tirado a vida de animais silvestres. As chamas atingem principalmente a área rural.

Foto: Reprodução / Redes sociais / Portal Rondônia ao Vivo

Na última semana, parte da área onde funcionava o Polo de Plasticultura, nas proximidades da Unir, foi atingida por um incêndio, assustando moradores e levando animais silvestres a fugir do local para procurar abrigo seguro. As informações são do portal Rondônia ao Vivo.

Uma professora que mora na cidade publicou, em rede social, uma foto de um pássaro que perdeu o ninho para o fogo e, depois, acabou morrendo. Aves, mamíferos e animais peçonhentos buscaram abrigo em casas próximas dos focos de incêndio.

Os casos tendem a aumentar nos próximos dias e, segundo o Corpo de Bombeiros, há o risco de incêndios ocorrerem após serem causados de maneira proposital.


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Belas e únicas, as girafas estão ameaçadas exatamente por sua exuberância

Foto: Getty Images

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O Dia Internacional da Girafa comemorado em 21 de junho, foi criado pela Giraffe Conservation Foundation (GCF) como uma iniciativa para conscientizar a população sobre a importância e a ameaça que recai sobre esse belo e perseguido animal.

Considerados os maiores mamíferos do mundo, esses gigantes esbeltos e belos, nativos das savanas africanas estão ameaçados exatamente por sua beleza exuberante, o que inclui sua padronagem única de manchas na pele. Não há dois indivíduos da espécie com as manchas distribuídas de forma igual.

Com seus longos pescoços e pernas imensas uma girava pode chegar a medir 6 metros de altura, e esses animais alcançam mais de 50 km/h ao correr, e elas adoram correr pelas savanas!

Além de contribuir na hora de conseguir alimento – as girafas são herbívoras – alcançando facilmente as folhas na copa das árvores, sua altura também é usada como forma de proteção pois esses animais imensos podem enxergar predadores ou ameaçadas a uma boa distância e se proteger a tempo.

Foto: Getty Images

Foto: Getty Images

Mas infelizmente esses animais de porte impressionante podem estar seriamente ameaçados pelo impacto humano. As populações de girafas caíram até 40% nos últimos 30 anos, em consequência da caça, perda de habitat e conflitos humanos que atingiram grande parte de sua área de circulação e habitação, de acordo com o jornal The Independent.

Mas, enquanto o comércio de produtos de elefantes e rinocerontes enfrentam controles cada vez mais rígidos, a “extinção silenciosa” das girafas até agora tem sido negligenciada.

Ativistas alertam que a enxurrada de troféus de caça, ornamentos de ossos de girafas e comércio de peles tem contribuído para a sua morte.

Partes do corpo de girafas tem sido comercializadas para serem transformadas em bolsas, tapetes e até pulseiras – facilmente encontradas à venda no Reino Unido, na Europa e no mundo todo.

Apesar de estar na Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas, com cerca de apenas 97 mil sobreviventes da espécie, essas criaturas soberanas, ainda estão sendo mortas por um esporte hediondo em que caçadores sanguinários posam ao lado de seus corpos sem vida para tirar selfies e divulgar nas redes sociais.

Foto: Aryanna Gourdin/Facebook

Foto: Aryanna Gourdin/Facebook

Sem falar que durante a última década, 40 mil itens de partes de girafa foram exportadas para os EUA, as investigações também revelaram demandas no Reino Unido e em outras partes da Europa.

O especialista em tráfico de vida selvagem pela Humane Society Internacional (HSI), Adam Peyman disse: “A demanda por partes de girafa têm aumentado exatamente porque não há regulamentações protegendo esse animal – são itens fáceis de serem obtidos, você não precisa de uma permissão ou qualquer coisa para comprá-la”.

Banir esses produtos feitos de partes de girafas é um ato de responsabilidade para com essa espécie indefesa perante os interesses que movem o mercado paralelo de tráfico de animais. Se medidas urgentes não forem tomadas, logo não fará mais diferença proibir o comércio desses itens pois as girafas não mais existirão no planeta.

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Veterinários denunciam as condições abusivas em que são mantidos os golfinhos no zoo de Madrid

Golfinho no zoo e aquário de Madrid | Foto: SEA SHEPHERD CONSERVATION SOCIETY

Golfinho no zoo e aquário de Madrid | Foto: SEA SHEPHERD CONSERVATION SOCIETY

Em uma tarde comum no Zoo Aquarium de Madrid, três treinadores em roupas de mergulho se movimentam ao ritmo da música, enquanto os golfinhos são obrigados a fazer truques para a plateia que aplaude alienada ao sofrimento escondido por trás daquelas piruetas e saltos.

Uma narradora no microfone fala sobre os mamíferos marinhos, ela ressalta inteligência, anatomia, hábitos e o sorriso que nunca deixa seus rostos. Ela também fala sobre as ameaças que eles enfrentam na natureza.

Os sons agudos desses cetáceos despertam aplausos das crianças e de seus pais. Eles acham os golfinhos engraçados. Depois de uma hora, a música pára e a mulher despede os visitantes enquanto os golfinhos afundam sob a superfície da piscina semi-circular que eles habitam 24 horas por dia, 7 dias por semana. Os animais se retiram com seus sorrisos sempre presentes, que na verdade não são sorrisos.

O fato é que, mesmo que estivessem tristes, eles pareceriam estar sorrindo. Um relatório veterinário enviado à Seprona – o departamento de proteção da natureza da Guarda Civil Espanhola – conclui que os nove golfinhos do Aquário Zoológico de Madri estão, de fato, doentes. Eles têm problemas oculares e dois deles, Lala e Guarina, apresentam lesões na pele.

A Seprona aceitou a denúncia de uma associação espanhola chamada Proyecto Gran Simio (ou Projeto Grande Macaco) com base no relatório veterinário. Este grupo realizou uma investigação denominada Operação 404, sob o patrocínio da organização internacional Sea Shepherd Conservation Society. A investigação concentrou-se nas consequências de manter os animais em cativeiro, sendo os golfinhos de Madri um exemplo disso.

Pedro Pozas, diretor executivo do Proyecto Gran Simio, entregou fotos para as autoridades responsáveis juntamente com um vídeo e um resumo das conclusões do veterinário Agustín González, especialista em animais marinhos selvagens, com 15 anos de experiência trabalhando com cetáceos nas Ilhas Canárias. “Eu vi o relatório do veterinário e meu coração se partiu”, diz Pozas. “Então, decidimos apresentar uma queixa formal como representantes de uma organização de bem-estar animal.”

O relatório veterinário concluiu que os nove golfinhos-nariz-de-garrafa estão doentes por terem sido mantidos em cativeiro, embora o foco principal seja dois deles chamados Lala e Guarina. Todos eles têm problemas oculares, provavelmente devido ao contato constante com o cloro, enquanto os dois últimos também têm problemas severos de pele.

“Nas fotos, você pode ver claramente que um deles tem todo o seu corpo coberto por uma condição dermatológica ulcerosa que aparece na forma de crateras”, diz Pozas. “As lesões vão da cabeça até as costas e dali até a barbatana caudal. As lesões medem vários centímetros de diâmetro e estão em diferentes fases de desenvolvimento, desde inflamação, inchaço, eritema e caroços até úlceras profundas”.

As descobertas reacenderam o debate sobre se é ou não ético criar animais no cativeiro em uma piscina ou tanque quando seu habitat natural é o mar aberto. No que diz respeito à associação de bem-estar animal, isso é um abuso criminoso. Mas os gerentes do Aquário do Zoológico de Madri discordam das alegações e afirmam que estão “ajudando a proteger a espécie”.

Mas o veterinário González é categórico em sua postura. “É bárbaro”, diz ele. “Os golfinhos nadam uma média de 100 quilômetros por dia na natureza. Eles fazem muito exercício. Quando estão em cativeiro, dão voltas e voltas na piscina e vivem o dia todo no mesmo lugar onde comem e defecam. Eles precisam limpar a água com cloro porque vivem submersos em bactérias. É por isso que eles mantêm os olhos fechados”.

González continua explicando que os golfinhos são muito exigentes com quem passam o tempo. Eles escolhem seus próprios grupos, que são em torno de 80, e eles se comunicam usando sons agudos que, de acordo com o veterinário, ecoam das paredes da piscina e os enlouquecem aos poucos.

González está atualmente trabalhando em um centro veterinário em Málaga com animais domésticos, mas ele ainda se sente profundamente perturbado pelas imagens desses golfinhos em cativeiro. “Lala está coberta de úlceras”, diz ele. “É obviamente uma doença de pele. Você pode ver que algumas de suas lesões melhoraram e outras estão apenas começando a emergir e isso é muito doloroso porque a peles dos golfinhos é muito sensível. Idealmente, você faria uma biópsia e, é claro, impediria que eles trabalhassem. Porque quando eles estão se apresentando, não é só exercício que esses pobres animais estão fazendo, eles estão trabalhando por comida”.

Segundo González, a saúde de Guarina também é preocupante. “Ela está perdendo parte do nariz”, diz ele. “Imagine, os golfinhos não têm mãos; eles usam o nariz para tocar e é como se [o nariz] estivesse cru. Isso pode ter sido causado por um arranhão de uma roupa de mergulho dos treinadores ou por se bater contra as paredes da piscina”.

González diz que não consegue entender como o público pode aceitar ser cúmplice desse “abuso”, pagando a entrada, que custa em média 23,85 euros para um adulto e 19,30 euros para uma criança, especialmente quando você pode sair em um barco no mar aberto para observar os mesmos animais em estado selvagem. Ele acredita que o negócio funciona graças a ignorância das pessoas.

“O grande problema dos golfinhos é que eles parecem sempre estar felizes porque a anatomia lhes dá um sorriso”, diz ele. “Um golfinho triste simplesmente não parece triste. Eu tive que colocar um número de golfinhos que estavam sofrendo “para dormir”, mas que pareciam estar felizes. De fato, eles expressam felicidade pulando e nadando, e as pessoas não percebem que ele fazem isso para conseguir comida. Muitos deles ficam deprimidos e circulam ao redor de si mesmos o tempo todo. Alguns param de comer e, o que é pior, param de respirar porque respirar para golfinhos e baleias é voluntário, assim como acontece com os humanos. Então, quando eles não querem [fazer isso], eles simplesmente param. O famoso golfinho Flipper cometeu suicídio. Ele não aguentava mais e foi para a água e parou de respirar voluntariamente. Isso foi desencadeado pela vida em cativeiro”.

Seja em um zoológico ou em um aquário, a vida em cativeiro causa uma morte lenta e dolorosa aos animais, que nascidos livres jamais serão felizes presos em pequenos espaços – que não chegam a frações mínimas de seus habitats naturais – apenas para entretenimento tendo em vista os lucros obtidos com sua exploração.

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Mais de 70 baleias cinzentas apareceram mortas em menos de 6 meses preocupando cientistas

Foto: NOAA

Foto: NOAA

Mais de 70 baleias cinzentas surgiram na costa oeste da América do Norte causando preocupação aos cientistas. Mas por que tantas baleias cinzentas estão morrendo de repente?

Desde janeiro deste ano, mais de 70 baleias cinzentas morreram na costa dos estados da Califórnia, Oregon, Washington, Alasca e também do Canadá. Isso é o máximo de mortes ocorridas em um único ano desde 2000, e os especialistas afirmam que tem motivos para se preocuparem.

Na semana passada, a NOAA – Administração Nacional Oceânica e Atmosférica – classificou esses encalhes como parte de um evento de mortalidade incomum (UME). Sob a lei de Proteção aos Mamíferos Marinhos dos EUA, a designação de uma UME significa que mais recursos e perícia científica serão dedicados a investigar o que está causando tantas mortes de baleias.

O avistamento de diversas baleias cinzentas (Eschrichtius robustus) nadando ao longo da costa oeste nesta época do ano é esperado. De março a junho, esses grandes mamíferos marinhos nadam para o norte a partir da costa da Baja California, no México, até as águas frias e ricas em alimentos dos mares de Bering e Chukchi, ao norte do Alasca. Eles vão começar sua viagem de volta ao sul em novembro.

Esses belos gigantes marinhos já foram severamente ameaçados por baleeiros. Havia apenas cerca de 2 mil deles em 1946, quando um acordo internacional para parar a caça às baleias cinzentas foi iniciado com o objetivo de ajudar a população da espécie a se recuperar, segundo o Centro de Mamíferos Marinhos, uma ONG que resgata e reabilita mamíferos marinhos na Califórnia.

As baleias cinzentas foram retiradas da lista de espécies ameaçadas dos EUA em 1994, quando a população era estimada em cerca de 20 mil membros.

Uma UME anterior de 1999 a 2000 derrubou essa população, chamada população do Pacífico Norte Oriental, para cerca de 16 mil indivíduos, mas as baleias se recuperaram. Em 2016, os cientistas estimaram que havia cerca de 27 mil baleias cinzentas.

“Sabemos com base em dados passados que essa população é capaz de se recuperar de uma perda na ordem de pelo menos 6 mil, talvez”, disse David Weller, biólogo especializado em pesquisa da vida selvagem do Centro de Ciências da NOAA Southwest. Mas ainda não está claro o que está causando tantas mortes de baleias.

Por enquanto, a prioridade é aprender o máximo possível com os animais mortos que chegam as praias, disse Weller. “Os números são alarmantes e precisamos continuar a monitorá-los de perto”.

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Caça dizima populações enormes de mamíferos nas florestas tropicais

Foto: travelforsenses

Foto: travelforsenses

A caça está causando um declínio catastrófico nas populações de mamíferos que vivem nas florestas tropicais remanescentes do mundo, alerta um novo estudo.

Onças-pintadas, leopardos, elefantes e rinocerontes tiveram uma queda populacional de 40% em apenas 40 anos e o estudo alertou que a caça deixou muitas florestas tropicais “vazias” de vida selvagem.

Mesmo as selvas mais intocadas do mundo estão tendo seus ecossistemas danificados à medida que espécies-chave são exterminadas por caçadores que buscam coletar chifres e ossos (altamente valorizados no mercado pararelo), descobriu uma equipe internacional de pesquisadores liderada pela Universidade Radboud, na Holanda.

Nos trópicos, apenas 20% dos habitats restantes são considerados intactos.
“Sem medidas adequadas, a caça da vida selvagem aumentará no futuro”, disse o pesquisador-chefe Benítez-López ao The Independent.

“Nossos cálculos mostram que, mesmo em áreas protegidas, as populações de mamíferos podem estar sob pressão de caça, particularmente na África Ocidental e Central e no Sudeste Asiático. Se as projeções do crescimento da população humana na África forem verdadeiras, a demanda continuará aumentando. Além disso, há muitas estradas planejadas que vão atravessar as florestas tropicais”.

Florestas do Laos | Foto: Divulgação

Florestas do Laos | Foto: Divulgação

Até agora, havia vastas áreas não estudadas nos trópicos, onde os impactos da caça nas comunidades de mamíferos eram desconhecidos, de acordo com o estudo publicado na revista Plos Biology.

Os maiores declínios foram vistos na África Ocidental, com mais de 70% de reduções populacionais. Pesquisadores descobriram que primatas e pangolins estavam em maior risco.

Os declínios foram em grande parte causados pelo aumento da acessibilidade humana a áreas remotas.

O Dr. Benítez-López disse: “Os caçadores atacam principalmente espécies de grande porte porque rendem mais carne relativamente e subprodutos comercialmente valiosos, como chifres e ossos. Além disso, grandes mamíferos se reproduzem em taxas lentas, o que significa que leva mais tempo para suas populações se recuperarem quando exploradas”.

O estudo estima o impacto da caça em 4 mil espécies de mamíferos nos trópicos. Mais da metade das florestas tropicais estão sob pressão da caça.

Benítez-López disse: “A caça de carnívoros pode levar a um aumento de herbívoros com consequências negativas para a vegetação, enquanto a caça a espécies que se alimentam de frutas e dispersam suas sementes pode ter consequências negativas na regeneração da floresta”.

O declínio dos mamíferos pode ter implicações profundas no funcionamento do ecossistema.

“Nos trópicos, a perda de habitat devido à mudança no uso da terra (desmatamento e conversão para terras agrícolas ou pastagens) ainda é a principal causa de defaunação (perda da fauna), mas a caça tem efeitos comparáveis e, mais importante, é responsável por declínios maciços em populações animais em florestas aparentemente não perturbadas”, disse o Dr. Benítez-López.

“Mesmo as florestas consideradas intactas de acordo com imagens de satélite – nas quais não há desmatamento ou extração de madeira visível – podem ser parcialmente defaunadas”.

“Efeitos de caça não foram considerados em avaliações de biodiversidade em larga escala e nossos resultados podem ajudar a preencher essa lacuna e eventualmente produzir estimativas mais representativas da perda de biodiversidade induzida pelo homem”, disse ela.

O estudo analisou mais de 3.200 estimativas de dados dos últimos 40 anos. Incluiu mais de 160 estudos e centenas de autores estudando cerca de 300 mamíferos nos trópicos.

Pesquisadores dizem que este novo estudo deve ajudar a informar as avaliações de risco de extinção de espécies e o planejamento de conservação.