Cerca de 200 animais vítimas de maus-tratos são resgatados em 3 meses em Curitiba (PR)

Aproximadamente 200 animais foram resgatados em situação de maus-tratos em três meses na cidade de Curitiba, no Paraná, segundo a prefeitura. As aves nativas ameaçadas de extinção e os animais domésticos estão entre os animais maltratados. Os resgates foram feitos pela Rede de Proteção Animal, que é da administração municipal, e pela Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (DPMM) da Polícia Civil, que passaram a trabalhar em conjunto em 2019.

Foto: Divulgação/Prefeitura de Curitiba

De acordo com a prefeitura, ocorreram, em média, duas operações de resgate por semana. Os animais começaram a ser resgatados em fevereiro. Ao todo, 27 autos de infração foram registrados e as multas aplicadas ultrapassam os R$ 250 mil. As informações são do G1.

Levados para ONGs e protetores independentes, os animais domésticos foram tratados para, depois, serem encaminhados para adoção. Os silvestres foram encaminhados para o Centro de Apoio à Fauna Silvestre (CAFS).

Foto: Divulgação/Prefeitura de Curitiba

Denúncias

Para denunciar casos de maus-tratos a animais em Curitiba, ou cativeiro de silvestres, basta ligar para a Central da Prefeitura de Curitiba, pelo telefone 156.

Cerca de 30 denúncias referentes a esse tipo de crime são recebidas por dia pela Rede de Proteção Animal, segundo a administração municipal.

Abrigo é arrombado e cinco cães são encontrados mortos no RS

Cinco cachorros foram encontrados mortos no domingo (21) em um abrigo em Encruzilhada do Sul, no Rio Grande do Sul. Marcio Morais, que trabalha no local, encontrou sinais de arrombamento no abrigo. A suspeita é de que os cães tenham sido mortos a pauladas.

Foto: Marcio Morais/Arquivo Pessoal

“Nos fins de semana e feriados, vamos de manhã e de tarde alimentar, limpar, ver se está tranquilo. Quando ele [colega] chegou domingo, se deparou com a cena. Nem entrou, me ligou e disse que tinham arrombado. Eu moro perto, cheguei ali e me deparei com essa cena também”, conta.

O colega de Marcio esteve no abrigo no sábado e tudo estava normal. O lugar acolhe animais desde 2017 e os disponibiliza para adoção. As informações são do G1.

Ao encontrar os cães mortos, a dupla acionou a Brigada Militar e foi orientada a fazer um boletim de ocorrência em uma delegacia. Na manhã da segunda-feira (22), o registro do crime foi feito.

Foto: Marcio Morais/Arquivo Pessoal

Além dos cachorros terem sido mortos, ração, medicamentos e produtos de limpeza foram levados pelos criminosos.

O caso é investigado pela Polícia Civil, que apura os crimes de furto qualificado e crueldade contra animais. Segundo a delegada Raquel Schneider, uma denúncia está sendo apurada. “Já teve uma denúncia que está nos auxiliando, estamos tentando identificar o autor ou os autores. Mas continuamos pedindo que, se alguém tiver mais informação, que nos passe, não precisa se identificar”, salienta. A delegada lembra que se alguém tentar comercializar um saco de ração de 25 kg, é para desconfiar. “Foram levados 10 sacos do local”, diz.

Denúncias sobre o caso podem ser feitas através dos números (51) 37331042 ou final 1976, além do 197 da Polícia Civil e 190, da Brigada Militar. No abrigo, não há câmeras de segurança.

Foto: Marcio Morais/Arquivo Pessoal

Gata esfolada viva e vários gatos mortos a pauladas na Semana Santa

Por Fátima ChuEcco*

Gatinha não sobreviveu aos maus-tratos | Divulgação

A semana que antecedeu a Páscoa foi um verdadeiro inferno felino no Brasil. Uma gata foi esfolada viva e teve o rabo arrancado em Maceió (Alagoas). Foi encontrada viva na última quinta-feira, véspera da sexta-feira da Paixão, com um corte que se estendia do pescoço à cauda. “Alguém pegou uma faca, arrancou o couro dela e cortou o rabo”, detalha Naíne Teles ao G1 , coordenadora do Projeto Acolher que resgatou a gatinha batizada de Melissa e morreu na noite do último domingo.

Segundo a matéria do G1, a presidente da comissão de Bem-Estar Animal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/AL), Rosana Jambo, acredita que algumas pessoas sabem quem são os assassinos, mas não denunciam por medo de represálias: “Para fazer um crime desse nível com o animal, ele deve ter sido amarrado. Provavelmente o ato não foi feito por uma pessoa sozinha. Um animal que sofre esse nível de dor deve ter gritado muito. É impossível que ninguém escute. Que ninguém saiba”.

Em São Luís do Maranhão, um local conhecido como “Sítio dos Gatos também virou palco de chacina de animais na “Semana Santa”. Na sexta-feira, dia 19, um gato adulto e dois filhotes foram encontrados mortos com lesões por todo o corpo. O pior é que não é a primeira vez que isso acontece naquele local. Há anos gatos vem sendo mortos das formas mais cruéis sem que ninguém seja preso ou punido.

“Há um ritual que ele (autor das mortes) faz questão de continuar. Ele mata os animais e coloca enfileirados. O instrumento que ele utiliza é um pedaço de pau, que fica ensanguentado ao lado. O chão fica ‘banhado’ de sangue”, disse Jô Veras, uma das voluntárias que cuidam dos gatos abandonados ao G1.

Gatos são vítimas de chacina em São Luís, no Maranhão | Divulgação

Animais podem ser torturados em rituais?

Crimes como esses, ocorridos durante a Semana Santa, costumam ser apontados como rituais de seitas religiosas. Recentemente, uma decisão do STF- Supremo Tribunal Federal sobre a constitucionalidade do sacrifício de animais em cultos religiosos, causou muita revolta e, principalmente, pânico e confusão entre os defensores de animais.

Mas a advogada Adriana Cecílio que, inclusive, é uma estudiosa da Constituição brasileira, afirma: “A liberdade religiosa está em nossa Constituição, mas isso não significa que as pessoas estão autorizadas a torturar animais. A mesma Constituição não permite maus-tratos a animais e, portanto, continua sendo crime”.

Ela explica que o STF se baseou na constitucionalidade dos sacrifícios das religiões de matriz africana cujos adeptos conseguiram provar, durante o processo de julgamento de uma lei do Rio Grande do Sul, que não existe crueldade animal nos sacrifícios: “Então todos os demais cultos que sacrificam, por exemplo, cães e gatos, que fazem coisas horríveis com esses animais e os largam nas ruas, não estão contemplados na decisão do STF porque isso não é próprio de religião de matriz africana”.

Psicopatas à solta

Vale ressaltar que não importa a motivação (seja religiosa, vingança ou de outra natureza) de um crime hediondo como esses que têm ocorrido com certa frequência contra cães e gatos. Em todo o Brasil (e também no Exterior) têm surgido casos dos mais perversos, como o noticiado pela ANDA, em primeira mão, de um gatinho que teve olhos perfurados, abdômen aberto, dentes e unhas arrancados. O que importa é o ato em si que revela uma personalidade extremamente perigosa não só para os animais, mas também para as pessoas.

Foto: Divulgação

Estudos do FBI mostram que os psicopatas começam matando animais e, inclusive, a pesquisa vai mais longe, mostrando que é possível detectar um psicopata até mesmo na infância. John Edward Douglas, um dos analistas de crimes perversos do FBI, declarou: “Incêndios propositais e crueldade contra animais são sinais que surgem na infância sinalizando um assassino serial em potencial”.

Aqui mesmo no Brasil, um estudo dirigido pelo Capitão da Polícia Militar Ambiental de São Paulo, Marcelo Robis, prova que a violência doméstica, em muitos lares, tem início com o abuso aos animais. “As pessoas que maltratam animais tendem a causar violência contra outras pessoas. Quem faz mal aos animais provavelmente também vai bater na esposa ou machucar os filhos, porque não tem respeito pela vida. Nos EUA, por exemplo, quando a esposa é agredida, ela pode sair de casa e levar o animal junto, para que ele não fique nas mãos do marido”, comentou o capitão à revista Veja.

Em 2011, foi realizada uma pesquisa com mulheres vítimas de violência doméstica pela Associação Amigos Defensores dos Animais e do Meio Ambiente (AADAMA). Cerca de 71% delas revelaram que seus bichos de estimação também foram ameaçados, agredidos e até mortos pelos companheiros. E na mídia, não raro, também surgem notícias de animais espancados ou mortos por maridos e namorados violentos.

Os psicopatas não são apenas criminosos frios e sádicos. Eles são também covardes. Agridem animais, mulheres, idosos e crianças indefesos ou pessoas em situação que não permita uma reação ao ataque. Essa é a principal característica do psicopata: torturar e matar quem não pode se defender. Por isso é tão importante a Polícia e as autoridades atentarem para os “matadores e torturadores de animais”. Porque neles reside uma personalidade cruel sempre em busca de mais vítimas, sejam animais ou pessoas.

*Fátima ChuEcco é jornalista ambientalista e atuante na causa animal

Cadela atropelada duas vezes é operada e pode voltar a andar em MG

A cadela atropelada duas vezes por um motorista em João Monlevade (MG), em março deste ano, ganha agora uma nova oportunidade de voltar a andar. De acordo com a Associação Cãopanhia do Bem, a cadela teve “destruídas” as duas patas traseiras, o fêmur de uma, a tíbia e a fíbula de outra. Na última sexta-feira (19), a ONG anunciou que a cadela, agora chamada de Maria Tereza, foi operada por um ortopedista em Belo Horizonte.

Foto: Reprodução / De Fato Online

O caso aconteceu na tarde de um domingo, na saída do estacionamento externo de um hipermercado. O motorista de um Fiat Argo teria passado em cima do animal duas vezes com o veículo e deixado o local sem prestar socorro. A cadela foi internada sob tutela da ONG em uma clínica veterinária em João Monlevade. Devido à complexidade do caso, a Cãopanhia do Bem iniciou uma campanha para arrecadar recursos e levar o animal para ser operado em Belo Horizonte.

“Nós conseguimos! Gratidão a todos que colaboraram para que a Maria Tereza volte a andar. Ela foi operada por um ortopedista em Belo Horizonte. Cirurgia extremamente delicada em virtude do estrago causado pelo homem que a atropelou. ‘Sem querer’ ele destruiu suas duas patas. Fêmur de uma, tíbia e fíbula de outra. Foram dias difíceis, sofrimento para Maria, angústia para nós, voluntárias. Mas, como o bem é maior do que a crueldade, vencemos!”, informou a ONG através das redes sociais.

Maria Tereza vivia em situação de rua, nos arredores do hipermercado e era conhecida por funcionários e clientes. As pessoas que testemunharam o atropelamento acionaram a Polícia Militar e as voluntárias da Associação Cãopanhia do Bem.

A ONG chamou atenção ainda para que novos casos de atropelamento de animais e omissão de socorro, que são considerados crimes de maus-tratos. Em dezembro do ano passado, o Governo de Minas Gerais regulamentou a lei que pune os praticantes de maus-tratos contra os animais no estado. Pelas regras, quem maltratar um animal está sujeito a multa de até R$ 3 mil. Além disso, o agressor não está livre de sanções penais.

“Estejamos atentos. Anotem placas, divulguem, denunciem. Atropelamentos podem ocorrer, mas não socorrer é crime, além de uma desmonstração clara de falta de compaixão”, declarou a ONG, que pretende alterar seu estatuto de forma que seja possível buscar na Justiça punição para crimes contra animais.

Fonte: De Fato Online

Lei pune maus-tratos a animais com multa de R$ 3 mil em Osasco (SP)

Além de ser contra a lei, o abandono de animais e maus-tratos agora também vai ter multa para quem praticar essas ações, pelo menos no município de Osasco, na Grande São Paulo. A medida faz parte do Projeto de Lei Substitutivo 8/2018, que quer proteger ainda mais os animais da região.

Foto: Shutterstock/Reprodução

A multa para quem praticar maus-tratos e abandono de animais é de R$3.146,60, e se o animal morrer, o valor dobra. Vale acrescentar que a medida vale para abandono em lugares públicos e privados.

Além disso, o projeto também prevê o pagamento de R$ 619,28 para quem não vacinar o seu animal e de R$ 314, 64 para quem não recolher as fezes do animal. Também é proibida a criação, alojamento e manutenção de cavalos, mulas, asnos, bois, cabras, ovelhas e porcos no município. Quem desobedecer pagará R$ 1.573,20.

Agora, além de serem indiciados por abandono de animais, quem praticar a ação vai ter uma perda de dinheiro grande, o que pode tornar a ação menos atrativa, e fazer quem pretendia abandonar o animal pensar duas vezes antes de realiza-lo.

Fonte: Canal do Pet

Gatos são mortos em praça de São Luís (MA) e voluntários pedem justiça

Um crime que se repete há três dias, com requinte de crueldade. As vítimas são gatos que vivem da ajuda de cuidadores, mas também da própria sorte. No local chamado “Sítio dos Gatos”, na Avenida Vitorino Freire, animais tem sido encontrados mortos. Nesta sexta-feira (19), foram encontrados os corpos de um gato adulto e dois filhotes. A Prefeitura de São Luís não se manifestou sobre o assunto.

Foto: Reprodução / TV Mirante

“Há um ritual que ele (autor das mortes) faz questão de continuar. Ele mata os animais e coloca enfileirados. O instrumento que ele utiliza é um pedaço de pau, que fica ensaguentado ao lado. O chão fica ‘banhado’ de sangue”, disse Jô Veras, uma das voluntárias que cuidam dos gatos abandonados.

Toda estrutura que existe no local foi investimento de grupo de cuidadores. É o ORNI que cuida todos os dias do local e chegou encontrar o criminoso maltratando os gatos.

Praticar atos como abuso, maus tratos, ferir ou mutilar animais é crime no Brasil. A pena varia de três meses a um ano de prisão e a punição pode ser ainda maior em caso de morte dos animais.

A morte de animais que são abandonados e acabam encontrando abrigo e cuidados no “Sítio dos Gatos” acontece há anos. Em 2016, mais de 30 gatos morreram após serem mordidos por cães no local. Em 2017, vários foram encontrados mortos do mesmo jeito, o que provocou uma inspeção judicial na área.

O Ministério Público do Maranhão (MP-MA) entrou com uma ação pedindo que a Prefeitura de São Luís tomasse conta do local, mas nada foi feito até hoje.

“Aqui são dois crimes que acontecem. Um crime de ação, pelo assassinato desses animais, e um crime de omissão, que pra mim ainda é o mais perigoso. É a omissão dos poderes constituídos, das autoridades”, disse a ativista Diana Serra.

A Prefeitura de São Luís foi questionada, mas não respondeu as perguntas sobre a situação dos animais.

Fonte: G1

Ladrões atiram em boca de cachorro que latiu para defender tutores

Dois homens invadiram uma casa e deram um tiro na boca do cachorro que latiu para defender a residência. O fato ocorreu, na quinta-feira (18), no Bairro Francisca Garcete, em Rondonópolis, a 218 km de Cuiabá (MT).

De acordo com ao boletim de ocorrência da Polícia Militar, ao ouvir o disparo, a dona da casa saiu para ver o que estava acontecendo e acabou sendo rendida pelos assaltantes.

Foto: Pixabay / Ilustrativa

Os suspeitos levaram o carro da vítima. Entretanto, não foram muito longe, pois, o veículo tem rastreador e a empresa prestadora do serviço conseguiu localizá-lo.

A polícia foi até o local onde o carro estava escondido. Ao chegarem, perceberam a presença de um indivíduo em atitude suspeita.

“Estranhamos a presença do suspeito porque a via não tem saída e em uma região sem movimento”, afirmou a tenente da PM, Bruna Porto.

O suspeito estava com uma chave de fenda que seria usada para retirar o aparelho de som do veículo. Ele tentou disfarçar a ação, dizendo à polícia que estava no local para fazer uso de entorpecentes. No entanto, não havia nenhuma substância ilícita com ele.

Os policiais também viram que outro carro estava parado próximo ao local, mas ao perceber a presença dos militares, os ocupantes fugiram.

O detido foi conduzido para a delegacia e confessou que tinha a intenção de roubar o som do carro. Porém, se negou a entregar os nomes dos demais suspeitos que estavam no outro veículo.

O carro roubado foi recuperado e encaminhado para a delegacia, onde os proprietários puderam fazer o reconhecimento.

A situação do cachorro baleado não foi informada.

Fonte: G1

Cadela é resgatada após ser agredida pelo tutor em Patos de Minas (MG)

Uma cadela foi resgatada na última quarta-feira (17) após ser agredida pelo tutor em Patos de Minas, no Alto Paranaíba, em Minas Gerais. A agressão foi registrada por câmeras de segurança.

Foto: Pixabay / Ilustrativa

O resgate foi feito pela Associação de Proteção Animal e Ambiental (ASPAA). A presidente da entidade, Neicy Milila Barros de Moraes, relevou que as imagens mostram a cadela sendo agredida repetidas vezes pelo tutor. A advogada da entidade teve acesso ao vídeo e, em seguida, acionou o Ministério Público de Minas Gerais.

Um mandado de busca e apreensão foi expedido pelo juiz da 1ª Vara Criminal, Vinicius de Ávila Leite, em atendimento a um pedido do promotor do Meio Ambiente, José Carlos de Oliveira Campos Júnior.

A Polícia Militar foi até a casa do tutor do animal, com a ordem judicial em mãos, e resgatou a cadela, que foi entregue à entidade. As informações são do portal G1.

“Ela estava muito magra, com lesões e muitos problemas na pele. Já levamos no veterinário e fizemos os exames necessários”, contou Neicy.

O tutor da cadela, segundo a presidente da entidade, não estava na casa no momento em que a polícia esteve no local. A esposa dele atendeu os policiais e, ainda segundo Neicy, teria mentido o nome do marido, usando o nome do cunhado.

“A mulher disse que ele se entregaria em breve, o que indicou que ele seria foragido da Justiça”, constatou.

O tutor do animal e o advogado de defesa dele não foram encontrados para dar entrevista. O processo segue em andamento e a cadela ficará com a ONG até que a decisão definitiva da Justiça sobre a guarda dela seja divulgada.

“Caso continue com a gente, a cadela continuará recebendo os cuidados necessários até procurarmos alguém de bem para adoção”, finalizou.

Cão é internado em estado grave após ser enterrado vivo no interior de SP

Um cachorro da raça dálmata foi internado em estado grave após ser enterrado vivo no Bandeira Branca, na cidade de Jacareí, no interior de São Paulo. Dois homens foram detidos na quarta-feira (18) após serem apontados por uma testemunha como responsáveis por enterrar o cão. Eles confessaram o crime e vão responder por maus-tratos a animais.

Foto: Arquivo Pessoal

Um morador da região presenciou o momento em que os homens enterravam o cachorro, na terça-feira (16). Ao perceber que o cão estava vivo, ele o desenterrou e levou para uma clínica veterinária. As informações são do G1.

Após receber uma denúncia anônima sobre o caso, a polícia conseguiu, com a ajuda de testemunhas, identificar os responsáveis pelo crime, que foram levados para a delegacia para prestar depoimento.

Um dos homens que enterrou o cão é tutor dele. Em entrevista à TV Vanguarda, ele afirmou que o animal é idoso, estava doente e que decidiu enterrá-lo para “amenizar a dor que o animal sentia” e que, para isso, pediu a ajuda de um amigo. Os dois alegam que não sabiam como agir diante da situação do cachorro e que se arrependeram de terem o enterrado vivo.

Foto: Arquivo Pessoal

Billy, como é chamado o cachorro, tem 12 anos de idade. Ele recebeu o primeiro atendimento em uma clínica veterinária de Jacareí. A veterinária que o socorreu, que preferiu não ser identificada, afirmou que ele tinha ferimentos e cortes nas orelhas e no pescoço e que chegou à clínica inconsciente, em estado crítico. Depois de receber os primeiros cuidados, ele foi transferido para outra clínica.

O caso é investigado pela Polícia Civil. Os agressores foram ouvidos e liberados em seguida, já que se trata de um crime considerado como de menor potencial ofensivo pelo ordenamento jurídico. Eles responderão por maus-tratos a animais em liberdade.

Morre cachorro enterrado vivo pelo tutor em Jacareí (SP)

Billy, o dálmata agredido e enterrado vivo por dois homens, sendo um deles o tutor, morreu nesta sexta-feira (19). Com 12 anos, o cachorro foi resgatado na quarta-feira (17). O caso aconteceu em Jacareí (SP). Os agressores foram detidos e vão responder por maus-tratos a animais em liberdade.

Foto: Arquivo Pessoal

A clínica veterinária na qual o cão estava internado informou ao G1 que Billy teve um agravamento do quadro neurológico na noite de quinta-feira (18). Eles tinha ferimentos principalmente nas orelhas e no pescoço. A causa exata da morte ainda não foi identificada.

A família da antiga tutor de Billy pede justiça. O cachorro morava com um casal e ficou com o agressor quando eles se separaram, devido a um pedido do próprio homem, que demonstrou interesse em tutelar o animal.

Foto: Arquivo Pessoal

“Quero que ele pague pelo o que ele fez, não tem cabimento”, disse a mulher. Ela foi a responsável por denunciar o caso à polícia. Após o crime, ela também socorreu outra cadela que estava vivendo com o ex-companheiro.

Os dois agressores confessaram o crime e alegaram arrependimento. O tutor afirmou que Billy era idoso e tinha problemas de saúde e, por isso, ele decidiu enterrá-lo.

De acordo com a Polícia Civil, a pena inicial prevista para o caso é de três meses a um ano. A punição, porém, pode ser agravada, com ampliação da pena, devido à morte do animal.