Tutores descobrem que cães comprados vieram de canis envolvidos com maus-tratos

Casos de maus-tratos a animais em canis que os exploram para reprodução e venda são comuns. Apenas no estado de São Paulo, mais de 4,6 mil denúncias relacionadas a criadores foram registradas em 2018, segundo dados da Polícia Ambiental. Muitos tutores que optam por comprar animais, no entanto, não tem consciência dessa realidade. Outros, passam a descobrir com o tempo.

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É o caso da médica veterinária Daniela Mello, que comprou um chihuahua em uma das lojas da rede Petland e, recentemente, descobriu que o animal veio de um canil fechado por maus-tratos. Hoje, ela lamenta o sofrimento dos pais de Mogli, como é chamado o cão, devido aos maus-tratos que eles sofreram para que o chihuahua nascesse.

Um spitz alemão comprado por uma mulher que preferiu não se identificar também sofreu as consequências de ter nascido em um canil que ficou conhecido por maltratar animais. O filhote foi comprado em uma pet shop nos Jardins, em São Paulo, e pouco meses depois foi diagnosticado com alopecia, uma doença de pele sem cura. Pior foi saber que o animal vinha de um canil que praticava maus-tratos. As informações são do blog Comportamento Animal, do Estadão.

“Quando soube, chorei, chorei muito, porque nunca imaginei que um dia eu poderia ter financiado aquela barbárie”, disse. “Eu fiquei muito decepcionada, sempre me preocupei com essas questões de qualidade de vida dos pais do meu cachorro, é uma sensação de profunda tristeza saber que o meu bebê vive tão bem, enquanto os pais estavam naquelas condições insalubres”, completou.

A tutora afirma que os proprietários da pet shop que venderam o cachorro também não sabiam das condições do canil. “A dona do canil os recebia em um ambiente totalmente diferente daquele encontrado pela polícia”, explicou. Lidyane, proprietária da pet shop, está avaliando se continuará vendendo cães no estabelecimento.

Ao ser questionada se recomendaria que outras pessoas comprassem animais, a mulher respondeu que prefere indicar a adoção. “Com a quantidade de cães de abrigo, tanto SRD como os de raça, eu sugeriria adoção”, afirmou.

Pikakoko/Creative Commons

Assim como o spitz alemão, o buldogue francês comprado pela gerente de Estudos Clínicos, Camila Canale, também apresentou doenças devido a forma como foi criado no canil. O animal foi comprado em uma loja da Petz, que revendia cães do canil Céu Azul, fechado por maus-tratos na última semana. Camila pretendia comprar um pug, mas decidiu antes conversar com o marido. Quando retornou ao estabelecimento, o cão havia sido vendido e ela decidiu, então, levar o buldogue. A tutora conta que os vendedores não fizeram nenhuma pergunta para ela e nem a alertaram sobre problemas que poderiam ocorrer com o animal. “Foi uma compra impulsiva. Estava muito triste pela perda do meu cachorro e pensei que outro animal poderia me ajudar neste período difícil” contou Camila, que comprou o buldogue logo após a morte de um labrador da família.

O buldogue, porém, veio muito doente. Durante os oito anos de vida dele, diversos tratamentos foram feitos para várias patologias, algumas associadas a fatores genéticos. “Conversei muito com meu marido sobre a origem dos próximos animais que teríamos e quando nos interessamos pelo filhote na Petz, tínhamos uma falsa segurança que ele viria de um criador responsável e que seria saudável. Só percebemos que algo estava errado depois de mais ou menos 2 meses com o filhote. Levamos ao veterinário e veio a confirmação de displasia femoral”, lamentou. O buldogue veio do canil Sakura Kennel, ainda em atividade.

“Hoje sou totalmente contra a venda de animais em pet shop. A forma como ele é vendido o transforma em objeto. Se alguém compra por impulso e não tem noção da responsabilidade de cuidar de um animal, certamente devolve ou ‘se livra’ de alguma forma. Acredito que hoje, as ONGs que fazem adoção, tenham mais cuidado com a escolha dos tutores de animais que os pet shops que vendem”, alertou Camila.

Foto: Camila Canale

Portas abertas para a adoção

Nas últimas décadas, a forma como os animais são tratados por empresas do ramo tem mudado. A Cobasi é um exemplo dessa mudança. Há 21 anos, a empresa começou a trabalhar com a adoção de cachorros e gatos.

“Em 1998 fiz uma viagem aos Estados Unidos e observei a forma que eles trabalham a adoção nas lojas e achei importante trazer um projeto desse para o Brasil. Assim que retornei da viagem quis implementar as adoções nas lojas e criei o primeiro centro de adoções na Cobasi Villa Lobos, primeiro dentro de um pet shop”, contou Ricardo Nassar, Sócio Diretor da Cobasi.

Atualmente, a empresa é parceira de 27 entidades de proteção animal e eventos de adoção são organizados em 28 lojas no país. O objetivo é ampliar as unidades com eventos de adoção. “Nesses 21 anos de centros de adoções já conseguimos lares para mais de 30 mil animais”, comemorou Ricardo.

Na terça-feira (19), a Petz anunciou que também não irá mais vender filhotes de cães e gatos em suas lojas. A decisão, tomada tardiamente, veio após um escândalo tornar pública a parceria da empresa com o canil Céu Azul, fechado na última semana por maus-tratos. A pressão feita por ativistas e internautas para que a empresa parasse de vender cachorros e gatos surtiu efeito.

Rex Sorgatz/Creative Commons

“É uma decisão assertiva, seguindo o caminho que a Cobasi tomou há alguns anos de não comercializar esses animais e promover a adoção”, disse Ricardo, da Cobasi.

O fim das vendas de cachorros e gatos na Petz foi cobrado durante cinco anos pela entidade Ampara Animal, que levou profissionais à empresa, apontou a existência de grandes redes, brasileiras e americanas, que não vendem animais. Porém, o presidente da Petz, Sergio Zimerman, mostrava-se irredutível. Foi necessário um lamentável caso de maus-tratos ligado à empresa ocorrer para que as vendas fossem finalizadas. Esse tipo de comércio era realizado pela Petz desde a inauguração da empresa, há 16 anos.

As últimas ninhadas que estão nas lojas permanecerão à venda, segundo o presidente. O dinheiro arrecadado com a venda dos filhotes será destinado a ONGs – prática, no mínimo, controversa, que opta por doar a entidades dinheiro adquirido com base na exploração e crueldade animal ao invés de disponibilizar os cães e gatos para adoção.

No entanto, apesar das mudanças, nem todas as lojas puseram fim às vendas. É o caso da Petland, que ainda comercializa animais, mostrando que está desalinhada com a luta pela defesa dos animais, amplamente difundida em todo o mundo. “Estamos avaliando os possíveis cenários e desdobramentos, antes de tomar qualquer decisão”, afirmou um porta-voz da empresa.

A Petland, porém, também realiza ações sociais voltadas aos animais. São mais de 150 eventos de adoção realizados por ano, parcerias com 23 entidades, doações feitas para as ONGs por franqueados e pela franqueadora através do programa sócio-colaborador & ONG Aila, além da empresa reverter parte das vendas dos produtos da PET CHOICE, marca própria, para ONGS parceiras, realizar o SRDay, no último sábado do mês de outubro, quando o valor arrecadado em royalties das lojas é destinados a três entidades parceiras e fazer o programa voluntários por um dia, no qual ONGs são visitadas para que os animais recebam amor e carinho dos voluntários. Todas essas ações, no entanto, não anulam a exploração animal perpetuada pela empresa ao comercializar seres vivos.

Dona de canil que explorava cães em Piedade (SP) é multada em mais de 5 milhões

A dona do canil Céu Azul, interditado em Piedade, no interior de São Paulo, foi multada pela Polícia Militar Ambiental em R$ 5.124.000, o equivalente a R$ 3 mil por cada cachorro mantido em condições de maus-tratos no local. Nena Miyazaki Kubaiassi deve ser autuada ainda em mais R$ 13.240 pelo Procon.

Foto: Divulgação/PM

As instalações do local foram vistoriadas pela Polícia Ambiental, Vigilância Sanitária Municipal e Sub-secretaria do Bem-estar Animal da Casa Militar do Governo do Estado. A vistoria concluiu que os animais sofriam maus-tratos.

Irregularidades nos cuidados veterinários também foram encontradas. No local, havia medicamentos vencidos e outras condições inadequadas de recintos atestadas por um médico veterinário que avaliou o canil.

A polícia contabilizou 1.743 cães no local, sendo 1.708 em situação de maus-tratos. A ocorrência levou cinco dias para ser concluída. As informações são do portal G1.

O canil vendia filhotes de cachorro para a Petz, loja do seguimento animal, que os revendia aos clientes. Após o caso de maus-tratos ser descoberto, a empresa anunciou, na quarta-feira (20), que não vai mais vender cães e gatos nas 82 lojas espalhadas pelo Brasil. “A partir de agora, a rede de pet shop só terá cães e gatos para adoção em parceria com ONGs do projeto Adote Petz”, diz a nota.

Foto: Reprodução/TV TEM

O caso é investigado pela Polícia Civil e está sendo acompanhado pelo Ministério Público Estadual, que solicitou à polícia que mais pessoas sejam ouvidas sobre as denúncias de maus-tratos. No processo, o MP afirma que é necessário também analisar documentos e ouvir pessoas e empresas que compraram animais para saber se elas tinham conhecimento das condições em que eles eram mantidos no canil. O delegado responsável pelo caso aguarda o resultado dos laudos da perícia. Policiais que atenderam à ocorrência e agentes da Vigilância Sanitária já foram ouvidos.

Entenda o caso

O canil funcionava em um sítio na zona rural de Piedade, no bairro Goiabas, e o caso de maus-tratos foi descoberto após uma denúncia anônima. Uma equipe da polícia esteve no local na última quarta-feira (13). Após confirmação da denúncia, os policiais solicitaram o fechamento do canil.

Foto: Divulgação/PM

Um auto de infração e interdição foi lavrado pela Prefeitura de Piedade, por meio da Vigilância Sanitária. De acordo com a administração municipal, o canil não tem alvará de funcionamento, inscrição municipal e não paga impostos. Um relatório da Vigilância Sanitária apontou ainda que a proprietária não avisou a Zoonoses sobre três casos suspeitos de leishmaniose em humanos. O resultado feito em homens, que ficou pronto na segunda-feira (18), descartou a doença. Outros dois exames são aguardados.

No local, foram encontrados cães cegos, sem dentes e doentes. Havia também um espaço de incineração de animais que funcionava de forma irregular, já que o canil não tinha autorização para cremar corpos.

Antes da retirada dos cães do canil, a proprietária do local assinou um termo doando-os. Em seguida, ela acionou a Justiça com um mandado de segurança para barrar a retirada dos animais, mas o pedido foi negado pela juíza Luciana Mahuad. O local funcionava há 20 anos e nunca foi alvo de fiscalização.

Em 2018, mais de 4,6 mil denúncias de maus-tratos em canis foram registradas no estado de São Paulo, segundo a Polícia Ambiental.

Polícia Ambiental recebeu mais de 4,6 mil denúncias de maus-tratos em canis de SP em 2018

1,7 mil cães que foram resgatados na semana passada do Canil Céu Azul em Piedade (SP) (Foto: Reprodução)

O polêmico caso dos 1,7 mil cães que foram resgatados na semana passada do Canil Céu Azul em Piedade (SP), e que agora estão recebendo cuidados do Instituto Luisa Mell, chamou a atenção para uma situação que pode ser ainda mais alarmante do que se imagina. De acordo com a Polícia Ambiental de São Paulo, só em 2018 a corporação recebeu 4670 denúncias de maus-tratos em canis onde animais são criados com finalidade de venda.

Isso significa uma média de 389 denúncias por mês e no mínimo 12 por dia. Por enquanto, se um animal for maltratado em um canil, o responsável pode ser punido com detenção de três meses a um ano e multa de R$ 3 mil. Em caso de morte, a reclusão pode ser ampliada em 1/3 e a multa pode subir para R$ 6 mil.

No entanto a pena ainda é considerada branda por defensores dos animais. Inclusive a Frente Mista de Defesa dos Animais, relançada hoje em Brasília, disse que vai defender punição de um a quatro anos de detenção em caso de maus-tratos.

 

Homem é preso após atirar em cachorros com arma de pressão em MS

Um homem, que não teve a identidade revelada, foi preso pela Polícia Militar na segunda-feira (18) após uma denúncia indicar que ele estava usando uma espingarda de pressão modificada para atirar em cachorros em Ivinhema, município do interior do Mato Grosso do Sul. Ele confessou o crime e foi preso.

(Foto: Pixabay / Ilustrativa)

A denúncia foi feita através do 190. Pelo telefone, um morador da região Gleba Ouro Verde, zona rural do município, contou que um homem havia disparado em um cachorro dias antes e que estava novamente andando armado pela região. As informações são do portal Campo Grande News.

Após realizarem buscas, os policiais localizaram o homem. Ao ser confrontado pelos militares, ele confessou que atirou em cachorros porque eles estavam tentando morder aves que ele mantém na casa onde mora. O agressor não soube dizer se os tiros atingiram os cães e afirmou ter atirado “para assustar”. O homem contou ainda que usou um rifle de ar comprimido adaptado para munição calibre 22.

Uma espingarda, um cano de espingarda de cartucho calibre 40, 12 munições calibre 22 e cinco cartuchos de espingarda calibre 40, sendo quatro carregados, foram apreendidos na casa do homem. Levado à Delegacia de Polícia Civil da cidade, ele foi preso.

Polícia procura responsável por matar cão de forma brutal em MG

Um cachorro de pequeno porte foi morto de forma brutal no bairro Platina, em Ituiutaba, no estado de Minas Gerais. A Polícia Militar de Meio Ambiente tenta identificar o responsável pelo crime.

Foto: PM Meio Ambiente/Divulgação

O animal foi encontrado com vários ferimentos pelo corpo feitos com objeto cortante. A polícia acredita que o cão foi esfaqueado. As informações são do portal G1.

Segundo informações do 3º Grupamento de Polícia Militar de Meio Ambiente, o corpo do cachorro foi encaminhado ao Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) do município para que exames possam ser realizados com o intuito de atestar a causa real da morte.

Depois que o resultado dos exames estiverem prontos e um laudo sobre a causa da morte for emitido, um Boletim de Ocorrência será redigido para que a Polícia Civil passe a investigar o caso.

A Polícia Militar de Meio Ambiente pede que quem tiver informações sobre o paradeiro do agressor do animal faça uma denúncia através do Disque Denúncia 181. A ligação não tem custos e é anônima.

Cães explorados em canil são resgatados após maus-tratos no DF

Nove cachorros explorados para reprodução e venda em um canil irregular no Distrito Federal foram resgatados após serem submetidos a maus-tratos. Os animais eram mantidos em um ambiente sem higiene, com urina e fezes. Eles também “não dispunham de água fresca nem alimentação disponível”, segundo a Polícia Militar. Os cães estavam em uma casa na QR 208, em Santa Maria.

Foto: PMDF/Divulgação

O dono do canil assinou um termo circunstanciado de ocorrência na sexta-feira (15) e se comprometeu a comparecer em juízo quando solicitado. Ele deve responder pelo crime de maus-tratos a animais em liberdade. Isso porque, de acordo com o Código Penal, trata-se de uma infração de “menor potencial ofensivo”, com pena de até um ano de detenção, que costuma ser substituída por punições alternativas. Por isso, mesmo com flagrante, os infratores não são presos.

No local, viviam oito cachorros da raça shih tzu e um chow chow. Foram encontrados também os corpos de cinco filhotes mortos, dentro de uma sacola de lixo. O proprietário do canil irregular afirma que os cães “morreram de forma natural”. As informações são do portal G1.

Em relação à sujeira do local, o homem alegou que o canil estava em processo de mudança para uma nova sede em Novo Gama (GO). “Devido a isso não estaria zelando pelos animais”, revelaram os policiais.

Os cães foram encaminhados para a ONG Projeto São Francisco, que os disponibilizará para adoção responsável após serem tratados. Eles receberam os primeiros cuidados veterinários e foram alimentados.

Foto: PMDF/Divulgação

Denúncias

Para denunciar casos de maus-tratos a animais no Distrito Federal, deve-se recorrer à Ouvidoria do Governo de Brasília pelo telefone 162 ou através do site http://www.ouv.df.gov.br.

Outra opção é a Delegacia Especial de Proteção ao Meio Ambiente (Dema), que pode ser acionada pelo 197, pelo  WhatsApp (61) 98626-1197 ou pelo e-mail denuncia197@pcdf.df.gov.br. O Batalhão Ambiental da Polícia Militar, que atende 24 horas por telefone, também recebe denúncias. Os números para contato são: pelo telefone (61) 3190-5190 e pelo WhatsApp (61) 99351-5736.

Desde maio, a punição para o crime de maus-tratos a animais se tornou mais rígida, com multa de até 40 salários mínimos, o que corresponde a mais de R$ 38 mil.

Após morte de garça, campanha alerta para maus-tratos a animais no Acre

A Secretaria de Meio Ambiente de Rio Branco (AC) iniciou uma campanha para falar sobre maus-tratos a animais. A ação ocorre após um grupo de crianças matar uma garça, na última terça-feira (12), no Horto Florestal.

(Foto: Pixabay / Imagem Ilustrativa)

A secretária municipal de meio ambiente, Paola Daniel, explicou em entrevista do Jornal do Acre 1ª edição que existe a criação de um conselho de defesa e proteção dos animais.

“Iniciamos essa semana com a campanha vinculada aos maus-tratos de animais. A lei que prevê os maus-tratos é de 2002 e é fiscalizada pela Semeia, mas acho que não tem muita publicidade. Acaba que as pessoas não sabem como proceder. A campanha é justamente nesse sentido: maus-tratos, como proceder”, ressaltou.

Paola diz que as tratativas para a campanha eram trabalhadas há duas semanas. Infelizmente, segundo ela, o início culminou com a morte da ave que vivia no lago do Horto.

“Estamos formando esse conselho para atuar de forma mais forte no combate aos maus-tratos. Acabou que culminou nesse acidente que tivemos no Horto Florestal. Nossa garça, que virou meio que um símbolo aqui no Horto, foi morta por crianças com estilingue”, lamentou.

Morte

A secretária afirmou que a ave aparecia no Horto sempre no inverno. A ave apareceu por conta própria, era mansa e interagia com os visitantes do espaço. Na terça, uma criança apareceu na porta da administração com a garça nas mãos tentando reanimá-la.

“Não é a simples morte da garça, é a representatividade que isso tem dentro da nossa sociedade hoje. Primeiramente porque foi feito por crianças. A educação ambiental precisa ser fortalecida nas escolas, comunidades e em casa. Os pais precisam tratar isso com as crianças”, criticou a secretária.

Fonte: G1

BBB 19: delegado pede imagens de Maycon para apurar maus-tratos a animais

O delegado Maurício Mendonça, titular da 32ª DP (Taquara), encaminhou ofício à TV Globo solicitando imagens do participante do “Big Brother Brasil” Maycon para apurar acusações de maus-tratos a animais e zoofilia. Segundo a assessoria de imprensa da Polícia Civil do Rio, ele também avalia a necessidade de ouvi-lo imediatamente. Ainda não foi decidido se o interrogatório acontecerá na própria casa ou se o rapaz terá que comparecer à delegacia.

(Foto: Reprodução / Globo)

Maycon é acusado ainda de intolerância religiosa, assim como Paula. A Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi) do Rio instaurou um inquérito e, de acordo com a polícia, as “investigações estão sob sigilo”. Na edição desta quinta-feira, 14, Tiago Leifert comunicou ao público que “os vídeos contendo as falas consideradas ofensivas foram enviados às autoridades competentes e estão em avaliação”. Segundo ele, dependendo do parecer, a direção tomará as devidas providências.

No mês passado, Maycon contou no programa que perdeu a virgindade ao estuprar um animal. Outra declaração dele rendeu até uma campanha de Tatá Werneck e Luisa Mell para eliminá-lo do reality. O participante disse: “Já viu gato? Você coloca um adesivo do lado aqui no gato e ele fica andando assim… Nunca fez isso? Já amarrou bombinha no rabo dele?”. Diante da resposta negativa dos colegas, afirmou que “não tiveram infância”.

Já durante a festa na madrugada do último dia 10, o participante, ao ver Gabriela e Rodrigo dançando juntos, garantiu ter sentido um arrepio. “Começaram a tocar umas músicas esquisitas. Eu olhei para os dois e eles estavam com um sincronismo legal. Achei legal, juro por Deus, mas aí de repente eu comecei a olhar e comecei a escutar uns negócios: ‘Não faça igual a eles'”, disse. Esta semana, o perfil do rapaz no Instagram, administrado pela família e por amigos, exibiu um pedido de desculpas pelas declarações.

Paula também foi criticada nas redes sociais após comentários racistas. Ao relatar a história de uma amiga esfaqueada, relembrou: “E aí eu pensei que ia chegar um faveladão lá, mas, quando eu vi, o cara era branquinho, morou não sei quanto tempo na Austrália ou no Canadá, não sei”.

Fonte: IBahia

‘Campo de concentração’, diz ativista sobre canil sem alvará com mais de 1,5 mil cães

A Prefeitura de Piedade (SP) informou que o canil Céu Azul, fechado na quarta-feira (13) pela Polícia Militar Ambiental após denúncia de maus-tratos, não tem alvará de funcionamento. No local foram encontrados mais de 1,5 mil cães.

Cães eram mantidos em baias pequenas (Foto: Divulgação/PM)

De acordo com a prefeitura, o canil não paga impostos à cidade e também não tem inscrição municipal. Apesar disso, a administração evita falar que o canil é clandestino e afirma que nunca soube da existência daquele espaço.

“A Vigilância Sanitária informa que no período de 2017 até a presente data não tínhamos conhecimento do local e não havíamos recebido denúncia. Não podemos responder quanto aos anos anteriores”, informou, em nota.

Apesar do pedido da reportagem da TV TEM para entrevistar um representante da prefeitura sobre o caso, ninguém quis dar entrevista.

Os mais de 1,5 mil cães que foram encontrados no canil começaram a ser levados por entidades de defesa animal. Até quarta-feira (13), 46 animais tinham sido retirados por uma ONG de Sorocaba (SP).

Já nesta quinta-feira (14) todos os outros animais começaram a ser levados à ONG da protetora de animais Luisa Mell. Segundo a ativista, a ação foi possível depois que ela negociou a doação com a dona do canil, que teria assinado um termo abrindo mão de todos os animais.

Cachorros sofriam maus-tratos (Foto: Divulgação/PM)

Luisa diz que a quantidade de animais resgatados é tão grande que precisou alugar emergencialmente dois galpões em Mairiporã. Ainda segundo Luisa, até sábado (16) deve ser concluída a transferência dos animais.

“Esse é o maior resgate de cães da história do mundo. Fizemos uma pesquisa e vimos que a maior era nos EUA, com cerca de mil”, diz.

A ativista informou que todos os animais passarão por exames, vacinação e castração e serão colocados para doação no futuro. Em um vídeo feito pela ativista no canil é possível ver alguns cães com ferimentos, debilitados e outros cegos. “É um campo de concentração de cachorros”, diz.

Local de incineração

A Polícia Militar Ambiental encontrou um local de incineração de animais. Em entrevista à TV TEM, o tenente da Polícia Ambiental André Manoel afirmou que o canil Céu Azul não tinha autorização para realizar a cremação de animais.

Cães foram encontrados presos em gaiola em ambiente insalubre (Foto: Divulgação/PM)

Ainda segundo o policial, outros danos ambientais foram constatados no canil. “Foi verificado que existe o despejo irregular de esgoto não tratado, que passa ao fundo da propriedade. Não foi apresentada autorização para captação de águas, onde haveria necessidade de uma outorga.”

Ainda segundo a Polícia Ambiental, a dona do canil pode ser multada em R$ 3 mil por cada cachorro que apresentar sinais de maus-tratos.

Entenda o caso

O canil Céu Azul funciona em um sítio na zona rural de Piedade, no bairro Goiabas. A Polícia Militar Ambiental recebeu uma denúncia anônima sobre a situação irregular do estabelecimento e, na quarta-feira (13), enviou uma equipe até o local para fazer a averiguação.

Assim, a Polícia Militar Ambiental conseguiu confirmar a denúncia e entrou com o pedido de fechamento do canil. Foi constatado que o local funcionava clandestinamente, com instalações inadequadas, falta de higiene e organização.

Canil tinha local para incineração (Foto: Luisa Mell/Arquivo Pessoal)

As baias dos animais apresentavam tamanhos improvisados. Além disso, medicamentos vencidos também foram encontrados no local, que não possuía um veterinário responsável.

O canil ainda não atendia o código sanitário vigente e as demais legislações estaduais e municipais. Mais de 1,5 mil cães, de diversas raças, foram encontrados no local e eram explorados para reprodução e comercialização.

Diante da situação, a Prefeitura de Piedade, por meio da Vigilância Sanitária, lavrou auto de infração e de interdição do canil devido as irregularidades constatadas pela Polícia Militar Ambiental.

Fonte: G1

Polícia Civil resgata cachorros em canil no centro de Blumenau (SC)

A Polícia Civil resgatou cinco cachorros em situação de maus-tratos no centro de Blumenau (SC) nesta sexta-feira (15). Os animais estavam vivendo em uma cobertura de um prédio na rua 7 de Setembro, próximo ao cruzamento com a rua Paraíba.

(Foto: Especial O Município Blumenau)

Segundo investigações da Polícia Civil, o responsável pelo local já administrou um canil clandestino no passado neste mesmo local. Ele vendia os machos por R$ 500 e as fêmeas por R$ 2000. Entretanto, ainda não se sabe ao certo se estes animais estavam à venda. Independentemente das investigações, o suspeito vai responder ao crime de maus-tratos.

A policial Anne Mesquita explica que, além de o lugar não atender às exigências para funcionar como um canil ou gatil, os animais estavam em condições desumanas. Os pelos não eram tosados ou escovados há muito tempo, o que fez com que eles ficassem cheios de nós e machucassem a pele dos animais.

“Quem compra animais financia indiretamente estes casos. Especialmente quem busca o preço mais barato. A mãe dos filhotes muitas vezes vive em condições cruéis. Ela é quem paga o preço alto pela economia que você está procurando”, explica Anne.

(Foto: Especial O Município Blumenau)

Os animais resgatados foram levados a uma pet shop, que se propôs a tosá-los gratuitamente. Após os cuidados necessários, eles serão levados para uma triagem para encontrarem lares temporários, onde devem ficar até o fim do processo.

Anne Mesquita, que esteve envolvida em diversos casos de maus-tratos a animais, reforça a importância de adotar os animais ao invés de comprá-los.

“Por mais que existam canis legalizados, a compra sempre vai reforçar os clandestinos e facilitar o serviço deles, mantendo animais em situações cruéis”, defende.

Fonte: O Município Blumenau