Homem espanca cachorro e posta vídeo nas redes sociais

Reprodução

Dois homens se apresentaram à Polícia Civil de Divinópolis, na Região Centro-Oeste de Minas Gerais, na última segunda-feira (21). Eles são suspeitos de espancar um cachorro na cidade, além de filmar toda a ação. No vídeo, divulgado nas redes sociais da apresentadora e ativista Luísa Mell, se percebe o animal gritando enquanto é agredido com um pedaço de madeira. Instantes depois, o animal é filmado no momento em que se afoga em um rio da cidade.

Segundo a corporação, os dois envolvidos foram liberados. Apesar da confissão e do vídeo, eles não foram detidos em flagrante. O crime de maus-tratos contra animais, previsto na Lei 9.605/98, prevê prisão de três meses a um ano, além de multa. Em razão da pena baixa, a Polícia Civil não pode executar a detenção preventiva dos suspeitos.

A postagem no perfil de Luísa Mell já reuniu mais de 620 mil visualizações e 64 mil curtidas. “Demônio! Ele é brasileiro! Mata o cachorro de tanto bater! Me ajudem (sic) a encontrar, punir este covarde! Merece cadeia!”, disse a apresentadora. Outros famosos, como o ator Dado Dolabella, a cantora Leilah Moreno e a atriz Sophia Abrahão também comentaram o vídeo.

De acordo com o plantão da Polícia Civil, o homem deve assinar um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) e o caso tende a ser acompanhado pelo Ministério Público.

 

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Demônio! Ele é brasileiro! Mata o cachorro de tanto bater! Me ajudem a encontrar, punir este COVARDE!!!!! Merece cadeia!fdp Tô arrasada amigos

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“Brincadeira de mau gosto”

Em novo vídeo, o suspeito das agressões pediu desculpas pelas agressões. “Eu venho pedir desculpas sobre o fato do cachorro. Estou arrependido, sei que errei”, disse ele. “Estou disposto a pagar pela justiça. Foi uma brincadeira de mau gosto”, prosseguiu. O homem também afirmou que o animal estava doente e seria sacrificado de “todo jeito” por ser portador de leishmaniose. Ainda segundo ele, o vídeo foi gravado em setembro do ano passado.

O conteúdo foi compartilhado na página do deputado estadual Noraldino Júnior (PSC), que também denunciou as agressões.

Números

No último dia 6, o Estado de Minas mostrou como as denúncias de maus-tratos têm crescido no estado e no Brasil. Só nos primeiros oito meses de 2018, foram 944 registros em Belo Horizonte. O aumento também é observado em outros municípios mineiros. A Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp) informa que os maus-tratos aos animais figuram entre as 10 denúncias mais frequentes no serviço telefônico.

Os registros de maus-tratos aos animais, ou seja, casos que geraram boletins de ocorrência, também aumentaram. Durante todo o ano de 2017, foram 1.487 registros em Minas Gerais. Desses, 1.232 foram feitos de janeiro a outubro. Em 2018, no mesmo período, foram 1.462, aumento de 18% em relação ao ano anterior.

Fonte: Estado de Minas

ONG processa zoo por maus-tratos e violação de leis

Zoológicos em todo o mundo são uns dos maiores exemplos de tortura e exploração animal. Condições precárias de saúde, ambientes sujos e apertados, privação de alimentos e estresse são algumas das crueldades a que animais selvagens são submetidos.

Foto: Animal Legal Defense Fund

Recentemente, o Animal Legal Defense Fund entrou com uma ação contra o The Farmers Inn , um zoológico na beira da estrada em Sigel, Pensilvânia , por manter animais em condições miseráveis, violando a Lei de Espécies em Perigo e as leis estaduais de crueldade contra animais.

Muitas espécies em extinção, juntamente com outros animais, são mantidas em condições extremamente deficientes no Farmers Inn. Entre eles estão a rainha Louise, um lêmure de cauda anelada, que apesar de pertencer a uma espécie altamente sociável, é mantida sozinha em uma gaiola pequena e imunda. Outros animais protegidos pela ESA também foram encontrados confinados em gaiolas apertadas, como Russell, um leopardo negro; Jack e Jill, dois ursos negros; um lobo cinzento e uma arara jacinto.

Foto: Animal Legal Defense Fund

“Esses animais, incluindo espécies em extinção, estão sendo mantidos em condições que não são apenas abomináveis, mas ilegais”, disse o diretor-executivo do Animal Legal Defense Fund, Stephen Wells, em um comunicado.

“As leis estaduais e federais de proteção aos animais existem para que eles não sejam forçados a viver nessas condições. Os animais mantidos na Farmers Inn merecem estar em ambientes naturais de santuário que lhes permitam praticar atividades naturais de suas espécies e necessárias para a saúde. ”

Alguns visitantes relataram ter visto animais doentes e feridos. Por exemplo, os ursos, Jack e Jill, foram vistos nitidamente sofrendo com o calor em um dia em que a temperatura excedia 32 C°.

Foto: Animal Legal Defense Fund

Um kinkajou, um pequeno mamífero da floresta tropical, foi visto com um olho ferido. Uma cabra extremamente magra e raposas que sofrem de sarna aparentemente não eram tratadas.

O Animal Legal Defense Fund já havia enviado um aviso com a intenção de processar o zoo por um requisito da ESA. A organização também ofereceu assistência na transferência dos animais para santuários de renome, onde suas necessidades únicas podem ser atendidas, e elas podem prosperar. Até ninguém respondeu ao pedido.

Os problemas no Farmers Inn não são únicos. Os zoológicos à beira da estrada, como este, continuam operando devido à falta de fiscalização das leis estaduais e federais de proteção aos animais.

 

Ativistas filmam a realidade dos porcos antes de serem mortos na Grande SP

Na madrugada deste sábado, dezenas de ativistas pelos direitos animais se reuniram em frente ao Frigorífico Rajá, em Carapicuíba, na Grande São Paulo, para filmarem a realidade dos porcos pouco antes de serem abatidos. No vídeo registrado pela ativista Beatriz Silva é possível ver os animais amontoados, assustados e sedentos dentro dos caminhões que chegavam ao matadouro.

Incomodados com a situação, os ativistas deram um pouco de água aos animais. Imagens: Beatriz Silva

Os porcos estavam em jejum, inclusive de água, prática que visa evitar que evacuem durante o processo de abate, que consiste em choque seguido de degola. Basicamente é a mesma realidade partilhada por dezenas de milhões de suínos que são mortos todos os anos no Brasil. Incomodados com a situação, os ativistas deram um pouco de água aos animais.

Também questionaram como isso pode ser aceitável e criticaram o fato de que os interesses que pesam no destino dos porcos são apenas os dos criadores, dos frigoríficos e dos consumidores – já os interesses dos animais são ignorados porque são classificados apenas como produtos.

O objetivo da filmagem foi mostrar que por trás da carne que as pessoas compram confortavelmente nos açougues, há uma trajetória que inclui privação, sofrimento e morte precoce – já que os porcos têm expectativa de vida de 15 anos, mas são abatidos com seis meses.

A agitação e o estresse dos animais registrados no interior dos caminhões são apontados como uma reação natural de estranhamento diante da realidade, assim como os gritos e gemidos durante o processo de abate. “Não existem abatedouros felizes, mágicos ou éticos. Matar sempre será cruel. Matar um ser que não deseja morrer é assassinato”, destacaram em um banner exibido durante a vigília.

Participante do BBB 19 revela maus-tratos a gatos e gera revolta na internet

Imagem: Divulgação Rede Globo

Maycon, participante do BBB 2019, gerou revolta em internautas e ativistas pelos direitos animais ontem (19). Em conversa com Gustavo e outros brothers, o mineiro contou que maltratava gatos quando era criança. Enquanto contava, ele ria do que fazia.

“Você já viu gato? Você coloca um adesivo no gato aqui do lado e ele fica andando assim ó, ‘cês’ nunca fez isso não? Nunca amarrou uma bombinha no rabo dele? ‘Cês’ nem teve infância”, falou ele durante um bate papo na cozinha entre os brothers.

Luisa Mell se mostrou revoltada na manhã deste domingo (20) em suas redes sociais. A ativista compartilhou o vídeo e pediu ajuda para a sua eliminação. Assista!
“Me ajudem a tirar este idiota??”. E na legenda, ela reforça o pedido: “Inacreditável! Isso não é coisa de criança, isso é crueldade! Vamos tira-lo? #foramaycon #bbb19″, escreveu ela.

Maus-tratos em outras edições

Adélia, ex-participante do BBB16, contou que jogava água e areia em cachorros na rua quando era criança.
Domini, o vencedor da terceira edição do programa, afirmou que teria arrancado todos os dentes de um cachorro com um machado porque o animal o teria mordido três vezes.

Cães são resgatados na mesma casa em uma menina de 3 anos morreu após incêndio no RJ

Quatro cachorros foram resgatados na tarde desta quinta-feira (17) em condições de maus-tratos em uma casa localizada no bairro Cem Braças, em Armação dos Búzios, na Região dos Lagos do Rio.

Animais foram resgatados muito magros na tarde desta quinta-feira (17) em Armação dos Búzios, no RJ — Foto: Flávia Quinhõnes/arquivo pessoal

Na noite de terça-feira (15), parte do mesmo imóvel pegou fogo e uma menina de três anos morreu asfixiada durante o incêndio.

Uma voluntária que trabalha em uma ONG em Cabo Frio disse ao G1 que havia ficado comovida com uma reportagem exibida no RJ2, que contava o caso e mostrava cachorros em péssimas condições no imóvel e decidiu tomar providências.

“É muito complicado entender como um ser humano é capaz de deixar animais em condições precárias de maus-tratos. Havia muitas fezes no quintal, muita sujeira. Os cachorros estavam debaixo do sol quente”, conta Flávia Quinhõnes, voluntária que ajudou no resgate.

Animais resgatados em Búzios, RJ, estavam cheios de carrapatos — Foto: Flávia Quinhõnes/arquivo pessoal

Segundo relatos da Flávia, os quatros animais estavam magros e com muitos carrapatos. Um deles está internado em uma clínica veterinária.

A voluntária lembra ainda que o imóvel foi utilizado como uma espécie de lar temporário para um cachorro no ano passado.

“Eu sempre tive muitos animais em minha casa. Por isso, no ano passado, fiz uma publicação na rede social pedindo um lar temporário para um cachorro que havia encontrado na rua. Essa uruguaia da casa que pegou fogo na última terça chegou a pegar o animal. Eu ajudava dando ração e dinheiro para a criação do bichinho, mas em menos de um mês, quando fui fazer uma visita, percebi que o cachorro estava pior do que quando deixei lá”, desabafa a voluntária.

Flávia disse também que pegou o animal de volta e tentou cuidar dos outros cachorros que estavam na casa, mas uma equipe que trabalha com animais abandonados em Búzios ficou responsável pela ação. O G1 tenta contato com a Prefeitura para saber o que foi feito com os animais.

Doação dos animais

Os quatro animais resgatados nesta quinta-feira estão passando por uma série de exames e, segundo a voluntária, assim que estiverem saudáveis, estarão disponíveis para a adoção.

A ONG que está ajudando os animais fica localizada no bairro Monte Alegre, em Cabo Frio, e para aqueles que possam ajudar com doações de rações e medicamentos, o telefone para contato é o (22) 99234-6611.

Fonte: G1

Cadelas precisam de resgate urgente em São Paulo

Carlos Eduardo
carloseduardoxx225@gmail.com

Um moradora de rua acorrentou várias cadelas nas grades do metrô, no Largo Santa Cecília.

As correntes são muito pequenas, elas mal conseguem comer. Cães e gatos já foram queimados com cigarros neste local.

Autoridades foram alertadas mas até agora nada foi feito.

Quem puder resgatar os animais podem entram em contato com a Sandra pelo telefone: 11- 97126-0575

 

Vídeo mostra homem puxando cachorro pelas pernas, dando tapas e jogando-o no chão

Cachorro é agredido em Trindade, em Goiás — Foto: Reprodução/TV Anhanguera

Um vídeo mostra um homem puxando o cachorro dele pelas pernas e o jogando no chão em seguida, em Trindade, na Região Metropolitana de Goiânia. Segundo o autor das imagens, que não quis ser identificado, o tutor do animal chegou bêbado em casa e começou a agredir o animal. A Polícia Civil disse que vai apurar o caso.

O registro foi feito em uma casa do Residencial Maria Monteiro, em Trindade. As imagens mostram o homem dando vários tapas e socos no cachorro. Ele levanta o animal e o joga no chão e, por último, o levanta, pendurado pelas pernas, e o leva para dentro da casa.

Vizinhos do homem informaram à TV Anhanguera que esta não foi a primeira vez que o animal foi agredido pelo homem.

O autor do vídeo disse que não registrou nenhuma ocorrência sobre o fato. No entanto, procurada pela emissora, a Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Contra o Meio Ambiente informou que irá enviar uma equipe ao local para que o caso seja apurado.

Fonte: G1 

Animais resgatados de farras do boi por ativistas são condenados à morte

Os animais em breve seriam levados para um santuário vegano | Foto: Reprodução / Facebook

Oito animais resgatados por policiais militares após serem torturados e explorados em farras do boi foram recolhidos e covardemente mortos pela Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de SC (Cidasc). Eles estavam sob a guarda da Associação Catarinense de Proteção Animal (Acapra) há cerca de 10 meses e em breve seriam encaminhados para um santuário vegano onde teriam a oportunidade de viver o resto de suas vidas em segurança.

Além dos oito animais adultos, havia também um pequeno bezerrinho que nasceu após o resgate. Sua mãe foi maltratada por farristas grávida. Seus nomes eram Ratna, Lótus, Davi, Hanuman, Shiva, Nandi, Bhargô, Sidarta e Manu. A Cidasc invadiu o local com o auxilio da PM na última quarta-feira (16) e encaminhou os animais para um matadouro. Na quinta-feira (17) todos os animais já estavam mortos sem que os ativistas tivessem tempo de recorrer da atitude abusiva do órgão público.

A ação da Cidasc chocou os ativistas, pois o órgão já conhecia a história dos animais e já havia concordado com a doação e transferência deles para um santuário fora de Santa Catarina. A Prefeitura de Florianópolis cobria parte dos gastos dos bois e das vacas. Os animais também possuíam laudos confirmando que estavam saudáveis.

Renata Fortes, advogada da Acapra, considerou a atitude e incoerente e indicativo de abuso de poder. “A Cidasc sequer foi ver os animais. Se o abate sumário, que é uma das medidas e a mais radical por ser irreversível, por que não foi adotada antes? Foram 10 meses de irresponsabilidade da Cidasc? Essa contradição nós não vamos aceitar”, afirma.

O prefeito da cidade, Gean Loureiro, usou suas redes sociais para se posicionar contra o episódio lamentável. “Depois de mais de um ano tentando junto ao governo do Estado regularizar a situação deles, receber uma notícia dessas!! Do que valeu, então, salvarmos e custearmos a estadia desses animais para esse desfecho”, desabafou.

Em nota, a Cidasc diz que o recolhimento foi necessário por questões sanitárias, apesar dos animais possuírem documentos que compravam seu perfeito estado de saúde:

“A Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) respeita todas as manifestações em solidariedade aos bovinos recolhidos na Farra do Boi e que estavam sob responsabilidade da Prefeitura de Florianópolis e da Associação Catarinense de Proteção aos Animais (ACAPRA). Queremos deixar claro que todo o nosso trabalho é voltado a garantir o bem-estar animal e a preservar a saúde pública e dos animais, respeitando as diretrizes estabelecidas pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE). Por isso queremos explicar alguns pontos importantes:

– Santa Catarina possui uma condição sanitária diferenciada de outros estados brasileiros. Nossos rebanhos não são vacinados contra febre aftosa, sendo assim não possuem anticorpos para combater essa doença. Para diferenciar o rebanho catarinense, todos os bovinos e búfalos criados no estado possuem um brinco de identificação. Bovinos e bubalinos sem esse brinco são considerados uma ameaça à saúde dos nossos animais e, por isso, precisam ser abatidos. Essa decisão é baseada na Lei Estadual n° 10.366, 1997 e Decreto Estadual n° 2.919, 1998.

– A entrada em Santa Catarina de um animal doente, ou até mesmo vacinado contra febre aftosa, representa um risco imenso e pode acabar com toda a produção de suínos e de bovinos do estado. O impacto social e econômico seria avassalador, principalmente na vida de milhares de famílias de produtores rurais que têm seu sustento baseado na produção agropecuária.

– Os bovinos recolhidos pela ACAPRA estavam sem o brinco de identificação oficial, sendo assim não era possível comprovar a sua origem e nem as condições nas quais foram criados. A falta do brinco oficial e da comprovação de origem dos bovinos explica também a impossibilidade de transporte desses animais para outros estados.

– É importante destacar que os animais não foram abatidos por estarem sendo usados na “Farra do Boi” e, sim, porque não estavam identificados com os brincos oficiais e não tinham a comprovação de origem – podendo colocar em risco a saúde de outros animais e da população. Toda essa situação foi causada porque criminosos utilizam animais clandestinos para praticar a “Farra do Boi”, considerada crime em Santa Catarina. Sem saber a origem dos animais, o risco é iminente e o abate é obrigatório”.

Entenda o caso

Em 2017 a Cidasc informou ao Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) que se desresponsabilizava do acompanhamento de operações e ações envolvendo farras do boi. Na ocasião, o órgão informou que a responsabilidade por essa fiscalização seria municipal, ou seja, cada cidade seria responsável pelo resgate e destino dos animais resgatados.

Após essa notificação, a Diretoria de Bem-Estar Animal de Florianópolis pediu ajuda à Acapra para dar um abrigo seguro aos animais resgatados. Sabendo que esses animais teriam uma chance, as operações policiais se concentraram em resgatar os animais com vida.

Segundo informações do NSC Total, em setembro, a prefeitura de Florianópolis passou a auxiliar com as despesas dos bois e vacas. Na página Farra do Boi Nunca Mais, nas redes sociais, o prefeito Gean Loureiro (MDB) diz que durante todo o ano passado o município esteve em contato com o Governo do Estado para regularizar a situação dos bois. “Infelizmente partiu para a solução mais fácil e absurda, abater os animais”, comentou.

Um ofício, assinado pelo prefeito e pela diretora de Bem-Estar Animal da Capital, Fabrícia Rosa Costa, foi enviado no dia 19 de dezembro ao ex-governador Eduardo Pinho Moreira (MDB) pedindo providências para agilizar a transferência dos bovinos. O documento diz que, em setembro, o então secretário de Agricultura e Pesca, Airton Spies, sinalizou positivamente para que os animais recebessem brinco de marcação em nome da ONG, e pudessem receber a guia de transporte para a doação a um santuário.

O ofício diz que os animais estavam microchipados e tinham laudo de saúde emitido pela veterinária da prefeitura. “A manutenção dos bovinos vivos e em bom estado de saúde é um compromisso assumido pelo município perante a sociedade após posição favorável da Cidasc à legalização dos animais”, diz o documento, que ressalta se tratar de um “esforço de destinação humanitária”.

Idoso amarra cachorro em lixeira e o agride a pauladas

Vídeo de um idoso espancando um cachorro amarrado a uma lixeira, com um pedaço de madeira, em Paranaíba, caiu nas redes sociais e revoltou moradores da cidade ao leste de Mato Grosso do Sul. O animal grita e apesar de uma pessoa pedir para acabar com as agressões, o suspeito segue com as pancadas.

Foto: JP News

Conforme o JP News, o caso teria ocorrido na rua Sebastião de Palma, no Jardim Primavera. Primeiro, o idoso dá um chute no animal. Na sequência pega um pedaço de madeira e o atinge pelo menos cinco vezes.

Por várias vezes o cão tentou fugir, mas estava preso a uma coleira e ficou sujeito ao espancamento. Assim que termina de judiar do animal, o suspeito pega a moto e entra para a residência.

Nas redes sociais o que ficou registrado foram indignação e revolta.

“Sem comentários. Só revolta, já que não temos justiça. Fica por isso mesmo ou pior”, escreveu um internauta. Outro publicou: “Não entendi o porquê desse cachorro estar amarrado em frente a casa deste estúpido”.

Conforme o JP News apurou junto a uma integrante da Associação Amigos dos Animais, diante da repercussão do caso, o suspeito se apresentou, prestou depoimento e foi liberado. Ele teria se comprometido a não mais agredir o animal.

O animal já está sob a guarda da AMA. O caso é investigado pela Polícia Civil.

Fonte JP News

OAB-AL recebe até dez denúncias de maus-tratos a animais por dia

De cinco a dez por dia. Esse é o número de denúncias – procedentes e improcedentes – recebidas em média pela Comissão de Bem-Estar Animal da Ordem dos Advogados do Brasil seccional Alagoas (OAB-AL), uma das entidades locais mais lembradas quando se fala no assunto. O tema, aliás, voltou ao centro das discussões na semana passada, quando o cachorro batizado de “Dogão” foi resgatado após ter sido enterrado vivo na Barra de São Miguel, litoral Sul.

Foto: Cada Minuto

Rosana Jambo, presidente da Comissão, destaca que o grupo atua não somente na capital, mas em todos os municípios alagoanos, com o apoio de ONGs locais e do Batalhão de Policiamento Ambiental (BPA), e quando o agressor é identificado, o que não foi ainda o caso do cão enterrado vivo, as notificações são enviadas via Correios.

Segundo ela, a maioria dos casos onde é constatado algum tipo de maus-tratos é resolvida com orientação e conscientização dos agressores, sem marcar audiência. Tanto que, a média de Termos de Ajuste de Conduta (TACs) firmados pela Comissão gira em torno de 50 por ano. Em 2017, por exemplo, foram recebidas 300 denúncias.

“Nosso foco tem sido a conscientização da lei, as consequências legais para maus-tratos e o adequado tratamento dado ao animal com suas necessidades básicas. As averiguações in loco chegam aproximadamente a 20 ao mês”, explicou.

Como denunciar

Além do e-mail oficial da Comissão (cmabea@oab-al.org.br) e do telefone da OAB/AL (3023-7200), a advogada autorizou o fornecimento de seu número de celular privado, para que as denúncias possam ser feitas com maior celeridade, pelo WhatsApp, para quem ligar para a OAB. Ela também atende aos internautas pelo Instagram (@rosanajamboadv) e pelo Facebook (Ró Jambo).

“Todas as denúncias devem vir acompanhadas do relato, provas como vídeos, áudios ou fotos e endereço completo, com ponto de referência”, orienta.

Nova lei

Rosana Jambo também conversou com o CadaMinuto sobre o projeto de lei aprovado em dezembro do ano passado, na Câmara dos Deputados e no Senado, que aumenta a pena para o crime de maus-tratos contra animais, de três meses a um ano de detenção para de um ano a quatro anos de detenção.

A proposta prevê ainda multa de até mil salários mínimos (hoje, o equivalente a R$ 954 mil) para os estabelecimentos comerciais que permitirem o crime.

“Toda vitória que venha a beneficiar os animais é bem vinda. De acordo com o projeto existe aumento de pena e também da multa, porém, o regime continua sendo de detenção e não de reclusão, o que implica dizer que quem cometer maus-tratos, mesmo sendo condenado, não inicia o cumprimento da pena com prisão”, avaliou.

Voluntariado

Além da Comissão da OAB/AL, outras entidades também zelam pelo bem-estar dos animais em Maceió e nos demais municípios alagoanos. É o caso da ONG Projeto Acolher, acionada para resgatar Dogão da cova rasa onde foi enterrado, do Pata Voluntária, Pata Amada, entre outros.

Compostas basicamente por voluntários, além de resgatar e cuidar dos animais, as ONGs também organizam eventos de adoção e mantêm toda a estrutura de atendimento com doações.

Algumas pessoas só precisaram estar na hora e no lugar certo para ouvir o choro e resgatar Dogão. Outras, para salvar outros tantos cães e gatos que necessitam de cuidados só precisaram ouvir o coração.

Fonte: Cada Minuto