Homem encontra cachorro debilitado e com fita adesiva amarrada na boca

Um cachorro abandonado e com uma fita adesiva amarrada em sua boca, foi encontrado por um morador do bairro Pró Moradia XV, em Rio Brilhante, cidade a 165 quilômetros de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul.

homem encontra cachorro

Foto: Mídiamax

De acordo com o site Rio Brilhante em Tempo Real e informações da AAMR (Associação de Proteção aos Animais), o animal estava bastante debilitado e teve a fita retirada e posteriormente, solto.

Os protetores ainda tentam resgatar o animal novamente para que possa ser feito o encaminhamento médico necessário.

Casos

O caso de maus-tratos é o segundo em menos de três dias na cidade. Na quinta-feira (10), um homem de 18 anos matou três cachorros em sua residência, após serem mutilados e esquartejados.

A PMA (Polícia Militar Ambiental) autuou o autor do crime em R$4,5 mil. O homem responderá por crime ambiental de maus-tratos a animais e será julgado pelo órgão ambiental estadual.

A pena para esse tipo de caso varia de três meses a um ano de detenção.

Fonte: Mídiamax

Em 1 ano, registros de maus-tratos a animais crescem 25% em Bauru (SP)

Em pleno século 21, o ser humano ainda é capaz de cometer barbáries indescritíveis contra os animais. Tanto que, em Bauru, os casos de maus-tratos tiveram um aumento de 25%. Para se ter ideia, de janeiro a novembro de 2018, a Polícia Civil do município registrou 396 ocorrências do tipo, contra 317 no mesmo período do ano anterior.

O delegado Dinair da Silva acredita que a midiatização de casos extremos estimula as denúncias. Foto: JCnet.com

O delegado Dinair José da Silva, que é titular de Crimes Ambientais da Central de Polícia Judiciária (CPJ) de Bauru, investiga casos assim há anos. Inclusive, um deles marcou a sua vida.

Uma família, que morava no Jardim Bela Vista, simplesmente abandonou um lhasa apso nas ruas, porque decidiu viajar. O animal, então, conseguiu retornar à casa. No quintal, havia um carrinho de bebê, onde ficou até morrer de fome e sede. “Quando os tutores chegaram, ele já tinha morrido”, relata.

Infelizmente, esta ocorrência não é isolada. Conforme o JC já noticiou, um cãozinho sem raça definida de apenas 3 meses foi enterrado vivo no dia 26 de outubro, no Alto Paraíso, em Bauru.

O cãozinho, batizado de Tatu justamente por ter sido resgatado debaixo da terra, foi encontrado por duas crianças em um terreno baldio. O animal estava só com a cabeça para fora e chorava muito, porque a chuva caía sem piedade.

Então, um dos garotos entrou em contato com o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), que, inicialmente, encarou a ligação como um trote. Em seguida, o menino chamou os pais, que ratificaram a denúncia junto ao órgão.

Imediatamente, a equipe de fiscalização de maus-tratos do CCZ, composta por dois servidores, foi até o local e desenterrou o filhote. Ao lado do cão, havia mais um animal, na mesma situação, porém, ele já estava morto quando o socorro chegou.

O Jornal da Cidade decidiu encampar campanha de adoção de Tatu, de forma a estimular, também, a tutoria responsável. No final do ano, o animal ganhou um novo lar.

Mais denúncias

Cão Manchinha foi covardemente espancado e morto por um funcionário do Carrefour em Osasco; a morte do animal motivou a realização de diversas manifestações em todo o país | Foto: Divulgação

Para o delegado, a midiatização de casos extremos de maus-tratos, como o que ocorreu com o Tatu e aquele vira-latas em uma loja do Carrefour, em Osasco, no dia 28 de novembro deste ano, leva a população a denunciar mais, o que pode explicar o aumento entre 2018 e 2017.

Em contrapartida, a punição ainda é branda, fato que provoca reincidência. “Se a pessoa voltar a praticar o crime, também não terá uma pena punitiva a ponto não cometê-lo novamente”, argumenta.

Atualmente, o crime de maus-tratos, previsto no artigo 32 da Lei n.º 9.605/98, tem pena de 3 meses a 1 ano de detenção, além de multa. Porém, o Senado Federal discute a possibilidade de tornar a legislação mais rígida neste sentido.

Fonte: JCnet.com

cachorro poodle assustado embaixo da cama

Homem mata três cães dentro de casa em MS; dois foram adotados há três meses

Um homem de 18 anos foi ouvido e liberado pela polícia na última sexta-feira (11) após confessar ter matado três cães com uma faca dentro de casa em Rio Brilhante, a 150 km de Campo Grande.

cachorro poodle assustado embaixo da cama

Foto: Getty Images

O cunhado do homem chamou a polícia na noite desta quinta-feira (10), e relatou que ele estava embriagado quando atacou os próprios cachorros. De acordo com a polícia, ao chegarem ao local, No momento da busca, o jovem não estava na residência.

Na manhã desta sexta-feira (11), ele se apresentou à delegacia da cidade. O criminoso disse em depoimento que ingeriu bebida alcoólica e não se lembra do momento do crime; “Quando percebi, já tinha feito”, disse.

O caso foi registrado como prática de abuso e maus-tratos, além de mutilação de animais domésticos. O G1 entrou em contato com a Delegacia de Rio Brilhante para consultar sobre a pena aplicada, mas as ligações não foram atendidas. O delegado Marco Antônio Balsanini, responsável pela Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Ambientais e de Atendimento ao Turista (Decat) de Campo Grande, explicou que o jovem foi liberado porque o crime de maus-tratos a animais é considerado “de menor potencial ofensivo”, e neste caso, não cabe prisão:

“Ao apresentar-se na delegacia, o suspeito assina um termo de compromisso para que apresente-se quando for intimado pelo juizado. O inquérito não é gerado na delegacia. O crime vai tornar-se um processo que não corre na justiça comum, mas no Juizado Especial Criminal”, afirma.

Cães foram adotados em ONG

De acordo com a Associação de Proteção aos Animais de Rio Brilhante, dois dos cães tinham em torno de quatro meses, e foram adotados pelo jovem e seu companheiro há pouco mais de três meses. A presidente da ONG, Elisa Mara, disse ao G1 que está revoltada por ter confiado a vida dos animais ao jovem:

“Os cachorrinhos foram deixados dentro de um balde em frente ao nosso abrigo, nós tratamos, cuidamos deles, para agora serem mortos dessa forma Isso é muito triste, muito revoltante”, declara.

Ela também comentou sobre o fato do agressor ser liberado: ”Precisamos mudar essa legislação para que pessoas como essa não cometam esse tipo de crime e não sejam presas, nem sequer punidas de alguma forma. São animais, são vidas. Vamos continuar acompanhando esse caso de perto”, finaliza.

Fonte: G1

Hong Kong intensifica os esforços contra o abuso de animais

Hong Kong é, no geral, é uma cidade que adora animais domésticos, mas certamente está longe de ser perfeita. Isso se deve à falta de espaço e ao clima quente e úmido durante quase o ano todo. É difícil encontrar bairros ou instalações favoráveis ​​a cães. Parque os locais públicos para os amimais se exercitarem são escassos.

Foto: Pixabay

Uma pesquisa de 2016 da Petfood Industry com 27.000 consumidores on-line classificou Hong Kong em segundo lugar na Ásia em propriedade de animais domésticos, com 35% dos entrevistados dizendo que tinham animais em casa, após 37% do Japão e à frente dos 31% da Coreia do Sul. As informações são do South China Morning Post.

Com as estatísticas do governo mostrando pelo menos um quarto de milhão de cães compartilhando espaços apertados na cidade densamente povoada, os ativistas pelos direitos animais diriam que isso é impraticável ou mesmo absolutamente cruel criar animais nestas condições.

Apesar dos cuidados e amor declarados por grande parte da população, após o fim das festas de fim de ano, uma triste realidade se instala e filhotes comprados como presentes de Natal são deixados em abrigos de animais ou são abandonados nas ruas.

Muitas pessoas, incluindo crianças, muitas vezes sentem o desejo de ter ou comprar um animal, porque são atraídos pela fofura do animal. Infelizmente, o seu impulso muitas vezes não é apoiado pela sensibilidade ou know-how para cuidar desses animais ou apreciar o ditado muito pregado de que “um cachorro é para a vida”. Hong Kong tem muito a aprender com a vizinha Taiwan.

Recentemente, um membro do Legislativo Yuan (principal órgão legislativo de Taiwan), Wang Yu-min, vem pressionando por mais direitos e bem-estar para os animais, especialmente cães e gatos.

Desde que seu primeiro mandato começou em 2012, Wang fez o máximo para introduzir emendas marcantes para ampliar o escopo da Lei de Proteção Animal de Taiwan. As mudanças que ela introduziu incluem a proibição do consumo de carne de cães e gatos, a proibição da morte misericordiosa de animais vadios, aumento das penas e condenações por crueldade contra os animais e, recentemente, a introdução de uma educação obrigatória de proteção animal aos 12 anos no currículo nacional, o primeiro desse tipo na Ásia.

Foto: AP Photo

A introdução da educação obrigatória em proteção animal pode ser um passo significativo e inovador para aumentar a conscientização de uma forma muito mais ampla e profunda. Educar os filhos pode moldar fundamentalmente a mentalidade das futuras gerações para ajudar a realizar mudanças de atitude de longo alcance.

Como em Taiwan, Hong Kong também está tendo mudanças de atitudes, já que os cães são vistos como animais domésticos, companheiros de longo prazo ou até mesmo como substitutos de crianças em uma família.

Muitas vezes, casos de alto perfil de tortura ou abuso de animais sendo expostos nas redes sociais levando a uma grande indignação pública e resultando em processo criminal.

A estratégia progressista de Taiwan para ajudar a luta contra a crueldade animal em salas de aula, aumentando a conscientização em tenra idade, esperançosamente será levada para Hong Kong e para toda a Ásia. Muitos ativistas pelos direitos animais, como o fundador da World Dog Alliance, Peng Hong-ling, também conhecido como Genlin, acreditam que essa tática efetivamente ajudará a acabar com as várias formas de tratamento brutal de cães.

Hong Kong deve se unir à tendência crescente de impedir todo tipo de tratamento desumano ao melhor amigo do homem. Ao fazê-lo, pode refletir o fato de que a maioria dos moradores está chocada com a crueldade e com outros crimes relacionados.

Além disso, enviará um forte sinal para o restante da Ásia, onde a brutalidade animal e o comércio ilícito de carne de cachorro continuam desenfreados.

Bom exemplo asiático

Cumprindo uma proposta de governo, Moon Jae-in, atual presidente da Coreia do Sul, adotou o  cãozinho “Tori” com o objetivo de aumentar a conscientização sobre os cães abandonados e os direitos animais.

A história de Tori é emblemática na mudança de atitudes em toda a sociedade sul-coreana, à medida que os cães vão da mesa de jantar para  os corações das pessoas como companheiros queridos. Ele sofreu anos de abuso de seu antigo tutor antes de ser resgatado por um grupo sul-coreano de direitos animais. Depois de mais dois anos morando em um abrigo, o animalzinho se tornou o “Primeiro Cão” da Coreia do Sul em junho de 2017.

 

Policiais resgatam mais de 200 aninais desnutridos de uma fazenda em Miami

Policiais de Miami-Dade resgataram mais de 200 animais extremamente magros – incluindo cavalos, burros, porcos, alpacas e emas – de uma fazenda rural na região de Redland, na última quinta-feira.

Foto: Miami-Dade Police

Ninguém ainda foi acusado no caso, porque os veterinários devem primeiro examinar cada animal regatado pela polícia e pela Sociedade de Prevenção da Crueldade contra os Animais.

Segundo o Miami Herald, a investigação começou no final de dezembro, quando a polícia de Miami-Dade foi chamada para intervir em uma disputa entre o proprietário e seu inquilino de uma fazenda de cinco acres no bloco 26700 da Southwest 182nd Avenue. O local pertence a Dvir Derhy, que havia já havia sido notificado, quando foi condenado a 30 dias de prisão por tentar subornar um inspetor de incêndio de Miami.

De acordo com documentos judiciais obtidos pelo Herald, a polícia notou as condições precárias dos animais nas instalações – com excrementos e muita sujeira. Muitos dos animais “sentiam dores muito fortes e não tinham atendimento médico” e “eram vistos mancando, com alguns incapazes de se manterem em pé”.

O inquilino, Earl Miller, mudou-se dois meses antes e disse à polícia que havia dito repetidas vezes ao proprietário que os animais precisavam de cuidados médicos. Alguns animais estavam sendo alimentados com apenas cinco cochos – vacas, ovelhas e porcos mordiam, chutavam e pisoteavam as cabras e ovelhas menores, “impedindo-os de se alimentar”, de acordo com o mandado de busca.

Foto: Miami-Dade Police

Membros da Society for the Prevention of Cruelty to Animals disseram que as condições “não estão de acordo com as práticas normais de criação de animais”.

As autoridades apreenderam vários animais. Os veterinários tiveram que sacrificar três cabras e uma ovelha por causa de claudicação severa.

ONG denuncia uso de maçarico para queimar pelos de vacas leiteiras nos EUA

O vídeo foi registrado na fazenda McArthur, da Dean Foods, maior companha de laticínios dos EUA, em Okeechobee, na Flórida (Foto: ARM)

A organização Animal Recovery Mission (ARM) publicou recentemente um vídeo mostrando uma prática cruel em fazendas leiteiras dos Estados Unidos – o uso de maçarico para queimar os pelos dos úberes das vacas. A prática é utilizada para facilitar o trabalho das máquinas usadas no processo de ordenha mecânica.

O vídeo foi registrado na fazenda McArthur, da Dean Foods, maior companha de laticínios dos EUA, em Okeechobee, na Flórida. Segundo a ARM, a prática pode ser bastante dolorosa e também afeta o estado psicológico e emocional das vacas, já que a proximidade com o fogo pode facilmente deixá-las aterrorizadas, mesmo quando um maçarico não é usado na queima de seus pelos.

Além disso, o vídeo não se resume à queima dos úberes – mostra também a realidade de outras práticas pouco conhecidas pelos consumidores de leite e derivados, como a precoce separação da vaca e do bezerro, a alimentação forçada e outros maus-tratos.

Cadela filmada sendo agredida com rodo passa por exame de corpo de delito

Homem é flagrado agredindo cão com rodo em rua de Goiânia — Foto: TV Anhanguera/Reprodução

A cadela que foi filmada sendo agredida com um rodo passou por exame de corpo de delito em Goiânia. Câmeras de segurança registraram a cena, ocorrida em uma rua do Parque Tremendão. Após ser atingido, o animal rasteja de dor pelo asfalto e não consegue se levantar.

O delegado Luziano Carvalho, titular da Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Contra o Meio Ambiente (Dema) e responsável pelo caso, disse que um veterinário da Polícia Técnica-Científica o acompanhou na oitiva para verificar as condições da cadela, que se chama Madonna.

“O animal tem um hematoma na boca. Apesar das imagens serem fortes, ela não teve nenhuma fratura e está bem. No entanto, isso não atenua a atitude do homem que a feriu”, disse.

Carvalho procurou o homem que atira o rodo, mas não o encontrou em casa. Ele conversou apenas com a mãe dele, que tentou justificar a ação.

“Ela disse que minutos antes a cadela havia mordido dois cachorros pequenos que ela tem. Aí o filho ficou irritado e fez isso”, contou.

O delegado esteve na residência da tutora da cadela, mas ela também não estava em casa. Um irmão, que estava presente, liberou para que Madona fosse examinada.

O responsável pela investigação informou ainda que ficaram marcados depoimentos sobre o caso para a terça-feira (7): da tutora da cadela pela manhã, e do homem que atirou o rodo pela tarde.

Além disso, a polícia também vai intimar mais testemunhas e analisar mais imagens de câmeras de segurança que foram colhidas no local.

Agressão em vídeo

O caso aconteceu na manhã de sexta-feira (4), na Rua Pedro Bala. O vídeo foi enviado para a TV Anhanguera por um telespectador, que preferiu não se identificar, por meio do aplicativo QVT.

Antes da agressão, os cães aparecem brincando e correndo pela rua. Depois de atingido, o cachorro cai e tem dificuldades para se levantar. Ele se arrasta pelo chão. O agressor desaparece da cena.

Em seguida, duas pessoas aparecem para socorrer o cão. Segundo a pessoa que enviou o vídeo, a mulher é a dona do animal. Ela o levou para casa.

Fonte: G1

baleia orca se apresentando em um tanque

Personal trainer faz ‘rotina de exercícios’ para denunciar maus-tratos às baleias no SeaWorld

A especialista em saúde, autora e personal trainer Kathy Kaehler criou uma “rotina de exercícios” para as orcas em cativeiro no parque marinho SeaWorld. Feito em parceria com a organização de direitos animais PETA, o vídeo de Kaehler destaca o quão pequeno os tanques do SeaWorld realmente são e quão deprimente pode ser a vida de suas orcas.

baleia orca se apresentando em um tanque

Foto: Live Kindly

Os movimentos incluem nadar em círculos minúsculos porque, como Kaehler observa, a fim de igualar a quantidade de natação que uma orca selvagem faz em um dia, uma orca cativa teria que nadar 4 mil voltas ao redor de seu tanque.

As baleias costumam ranger os dentes também. Muitas orcas em cativeiro têm problemas dentários porque “vivem em um ambiente tão estéril e estressante”, observa Kaehler. As baleias também choram e sofrem pela perda dos seus bebês, já que as orcas são inseminadas artificialmente e depois separadas de seus filhos, que muitas vezes são levados para diferentes parques.

Finalmente, Kaehler instrui orcas cativas a fazer um movimento de resfriamento que envolve “flutuar de forma desanimada”. Ela explica: “Esse é um comportamento visto apenas em orcas cativas, nunca na natureza. Isso é por causa do seu tanque tratado quimicamente, que é um lugar sem esperança e muito deprimente.”

“Esses são todos os movimentos que eu posso mostrar”, conclui ela. “Porque até o SeaWorld enviar os animais para um santuário à beira-mar, isso é praticamente tudo que as orcas do SeaWorld podem fazer. Bem, além de morrer muito mais cedo do que na natureza, elas também poderiam fazer isso”.

O vídeo de Kaehler reflete a mudança da opinião pública do SeaWorld à medida que as pessoas se tornam mais conscientes da vida trágica que esses animais levam em cativeiro.

Nos últimos 12 meses, as vendas de ingressos e os lucros caíram e parcerias com grandes empresas de viagens e companhias aéreas foram cortadas. Em agosto, tanto a WestJet quanto a Air Canada cortaram os laços com o SeaWorld devido a preocupações com o cativeiro de mamíferos marinhos. Em fevereiro, a gigante empresa de viagens Thomas Cook encerrou toda a promoção da empresa e, em julho, encerrou completamente a venda de ingressos.

“Sou franco sobre o tipo de negócio que queremos ser”, disse Peter Fankhauser, presidente-executivo da Thomas Cook, em um comunicado na época. “É por isso que introduzimos nossa política de bem-estar animal há 18 meses, e é por isso que tomamos essa decisão hoje. E quando muitos de nossos clientes são tão claros em sua visão, eu não podia permitir que nossos negócios os ignorassem.”

Denúncias de violência contra animais crescem em Minas Gerais e no Brasil

Ela chegou no início de uma tarde de sol, recebida com alegria, muito carinho e abraços. Na cabeça, os curativos deram lugar a uma pequena coroa. E o abandono foi substituído por um novo lar, cheio de amor, cuidados e novos amigos, e longe da violência que atinge inúmeros animais em Minas Gerais e no restante do país, a exemplo de casos recentes que foram divulgados. Com a adoção, a cadela Serena, resgatada baleada em uma estrada que liga Caeté a Barão de Cocais, na Região Central de Minas, ganha um final feliz e é símbolo de uma mudança de comportamento na sociedade. As denúncias de maus-tratos contra os animais vêm aumentando e, no mesmo ritmo, a sociedade cobra punições mais rigorosas aos responsáveis.

(foto: Arquivo pessoal)

Números do Disque-Denúncia mostram um grande salto de 2014 até agora. Naquele ano, em Belo Horizonte, foram 134 denúncias de crimes contra os animais pelo telefone 181. Em 2015, o número subiu para 732 e em 2016 já eram 1.453, aumento de 98% em um único ano. Em 2017, houve pequena redução, com 1.347 denúncias em BH. Já em 2018, de janeiro a agosto foram 944 denúncias, segundo a Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp). O aumento também é observado em outros municípios mineiros. A pasta informa que os maus-tratos aos animais figuram entre as 10 denúncias mais frequentes no serviço telefônico.

Os registros de maus-tratos aos animais, ou seja, casos que geraram boletins de ocorrência, também aumentaram. Durante todo o ano de 2017, foram 1.487 registros em Minas Gerais. Desses, 1.232 foram feitos de janeiro a outubro. Em 2018, no mesmo período, foram 1.462, aumento de 18% em relação ao ano anterior. Na capital mineira, foram 164 registros de maus-tratos em 2016, sendo 140 de janeiro a outubro. Neste ano, de janeiro a outubro, foram 150 em BH.

Na Grande BH, a história da cadela atingida por um tiro na cabeça em julho comoveu a população e gerou grande mobilização tanto para o custeio do tratamento veterinário quanto para encontrar o responsável pelo crime. O inquérito foi encerrado em setembro e a Polícia Civil indiciou o dono de um sítio por maus-tratos e posse ilegal de arma de fogo. A corporação concluiu que ele deu a ordem para que a cadela fosse baleada. Em depoimento, o homem afirmou que havia um “acordo” entre vizinhos para atirar em animais que entrassem nas propriedades. Duas armas foram apreendidas na casa. Uma testemunha citada no inquérito disse à polícia que o tiro partiu do sítio do indiciado e que ele viu a cadela sangrando e “apavorada”.

SEQUELAS O tempo em que viveu nas ruas e a agressão não deixaram apenas sequelas físicas em Serena, que perdeu dentes e 40% da língua, mas também gerou traumas emocionais. “Ela não ficou com medo deles (cães). Ela tem medo de gente só”, conta a fotógrafa Solange Castilho sobre as primeiras horas com a cadelinha, que foi entregue a ela no condomínio onde mora em Nova Lima, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Ela cuida de alguns cães e de uma gata no imóvel, mas a maioria deles – quase 50 – vive na fazenda que ela mantém com o marido em Boa Esperança, no Sul de Minas Gerais. Lá, cada animal tem uma casinha para dormir e comida à vontade.

Solange soube do caso por meio das redes sociais da clínica veterinária onde Serena estava internada após passar pela cirurgia de reconstrução da face, no Bairro Serra, Região Centro-Sul de Belo Horizonte. O trabalho fez com que as cicatrizes externas praticamente desaparecessem. “Quase morro de tristeza ao ver um bichinho maltratado. Só não pego mais porque não tenho espaço. São todos adotados. Normalmente são cachorros deixados na porta da fazenda, ou encontrados na beira da estrada”, conta a fotógrafa.

(foto: Marlon Mendes/Divulgação – Arquivo pessoal)

“Há alguns dias, levei um que foi atropelado, quebrou a perninha. Estou sempre fazendo alguma coisa. Toda hora tem uma pessoa me chamando e pedindo ajuda.” A cadela foi entregue a ela pela equipe da clínica em 31 de outubro. Refletindo sobre o caso de Serena e o abandono de animais, Solange foi enfática: “Acho que o ser humano é muito cruel. Ele faz as piores atrocidades”.

PENA MAIS DURA No primeiro fim de semana de dezembro, a morte da cadela Manchinha gerou uma onda de protestos nas ruas e nas redes sociais. Imagens de câmeras de segurança em uma unidade do Carrefour de Osasco, na Grande São Paulo, mostraram um segurança terceirizado da loja atacando o animal com uma barra de alumínio. Ela acabou morrendo em decorrência dos ferimentos.

Um abaixo-assinado pedindo a prisão do responsável pela morte do animal chegou a mais de 1 milhão de assinaturas. Também foi proposto o boicote à rede de lojas, alvo de manifestações. Manchinha ficava solta no local do crime e recebia alimentos de clientes e funcionários. Informações dão conta de que um superior pediu que o funcionário “sumisse” com a cadela de lá, pois o local passaria por uma vistoria. A Polícia Civil de São Paulo investiga o caso. O Ministério Público do estado também instaurou um inquérito civil para apurar a morte da cadela.

Diante da comoção e da pressão da sociedade civil, em 11 de dezembro, a Câmara dos Deputados e o Senado aprovaram projetos semelhantes para endurecer a pena para maus-tratos aos animais domésticos, domesticados, nativos ou exóticos no Brasil. O texto aprovado pela Câmara aumenta a pena dos atuais três meses a um ano de prisão, além de multa, para entre um e quatro anos. A multa será mantida. Também há agravante se houver zoofilia.

A proposta será analisada pelos senadores, que, por sua vez, enviaram aos deputados o Projeto de Lei do Senado (PLS) 470, de 2018. Semelhante ao da Câmara, contempla aumento de pena para até quatro anos de detenção, com possibilidade de multa mantida, mas também estende a autuação aos estabelecimentos comerciais ligados ao crime, mesmo que por omissão ou negligência. A multa pode variar de um a mil salários mínimos. O projeto tramitou em caráter de urgência após ser apresentado pelo senador Randolfe Rodrigues (Rede) motivado pelo caso de Manchinha. Mas é importante destacar que, segundo o Código Penal Brasileiro, para começar a cumprir a pena em regime fechado o criminoso deve ter sido condenado a pena superior a oito anos de reclusão.

População está mais atuante

Relatos de agressão ou negligência chegam constantemente às redes sociais do Movimento Mineiro pelos Direitos Animais (MMDA). A coordenadora, Adriana Araújo, destaca que a entidade, prestes a completar 15 anos, provoca os órgãos públicos para a criação de leis de proteção e também exige seu cumprimento. Um exemplo é a Lei Estadual 22.231, de 20 de julho de 2016, que define multa de até R$ 3 mil para quem maltratar algum animal em Minas. Adriana observa que as pessoas estão mais atuantes na proteção dos animais, mas, para ela, faltam ações mais contundentes do poder público. “A população está cada vez mais exercitando sua cidadania. Os crimes continuam e a gente percebe que o poder constituído só está agindo quando provocado. Não percebemos uma ação proativa, eles precisam ser acionados. Isso a gente não considera bom. Precisamos que eles cumpram o que é da sua competência.”

Entre as denúncias que chegam ao MMDA estão abandono de cães e gatos, animais de grande portes soltos nas ruas, rinhas (galos, cães e até canários), comércio de animais em más condições, tráfico de animais silvestres, caça, rodeios e vaquejadas e zoofilia. O caso envolvendo Serena foi um dos acompanhados de perto pela entidade. Adriana orienta que testemunhas de violência ou abandono de animais devem denunciar na Polícia Militar, Polícia Militar Ambiental, Polícia Militar Rodoviária (PMRv), se nas MGs, ou Polícia Rodoviária Federal (PRF), se nas BRs, Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Ministério Público de Minas Gerais ou também pelo telefone 181, Disque-Denúncia, de forma anônima. Vídeos e fotos também contribuem para a denúncia.

Para a coordenadora da entidade, além de leis mais rigorosas, é preciso investir na educação da sociedade para coibir os maus-tratos aos animais. “Os próprios servidores públicos não conhecem a legislação. A gente aborda os órgãos públicos de proteção dos animais e eles não conhecem a Lei 22.231, de 2016. Tem que criar leis, aumentar o rigor, dar ampla publicidade e capacitar os órgãos públicos.”

Criada em 2013 em Belo Horizonte, a Delegacia Especializada em Investigação de Crimes Contra a Fauna trata principalmente dos crimes de maus-tratos e também posse de animais silvestres em desacordo com a legislação vigente, segundo o delegado Vladimir Alessandro Soares, que responde pela delegacia e é chefe da Divisão de Meio Ambiente da Polícia Civil.

Para o delegado, não falta engajamento da população, mas muitas denúncias que chegam à delegacia acabam não sendo de maus-tratos, como cães que latem muito e chamam a atenção de vizinhos. Mesmo assim, a equipe sempre vai aos locais para verificar a situação. “Teve uma denúncia de que alguns animais estavam subnutridos em determinado local. A equipe foi e constatou que a raça era de porte esguio. Era uma característica do animal, que tem compleição mais magra, pernas compridas”, exemplificou. Ele aproveitou para orientar os cidadãos sobre situações que podem configurar o crime. “Maus-tratos podem ser desde agressão física, mutilação do animal, ao abandono. A má alimentação (deixar sem água, sem comida em determinado local), deixar em local insalubre e a falta de higienização do local onde os animais ficam também configuram maus-tratos. O que ajuda muito nosso trabalho é a excelente qualificação da equipe de investigadores. Entre eles temos uma veterinária e três biólogos. Dá uma tranquilidade saber que eles vão ao local e entendem da matéria que está sendo tratada”, ressaltou.

Casos que ganharam repercussão

Mortos pelo tutor

Em 12 de novembro, um homem de 43 anos foi preso pela morte de três cães em Sabará, na Região Metropolitana em Belo Horizonte. Segundo a Polícia Militar (PM), os animais estavam sob os cuidados dele e foram encontrados mortos dentro de uma lixeira após a denúncia anônima de uma testemunha da agressão. Inicialmente, o homem negou a denúncia e disse que não havia animais na casa. No entanto, os policiais viram sangue e fezes no quintal do homem, que acabou confessando. Conforme a PM, ele disse ter matado os cães porque eles latiam muito e choravam à noite. De acordo com a Polícia Civil, ele foi autuado por maus-tratos no artigo 32 da Lei 9.605, a chamada Lei de Crimes Ambientais. Após ser ouvido por um delegado, teve a fiança arbitrada em R$ 2 mil. Como não pagou naquele momento, o agressor foi encaminhado ao sistema prisional. A Secretaria de Estado de Administração Prisional (Seap) informou que ele recebeu alvará de soltura de liberdade provisória após o pagamento da fiança.

Manchinha

(foto: Reprodução da internet/Facebook)

Cadela que ficava em uma unidade do Carrefour foi morta após ser atingida por uma barra de alumínio por um segurança em Osasco, na Grande São Paulo. Ela chegou a ser socorrida, mas não resistiu ao ferimento. O segurança foi afastado e disse que não tinha intenção de atingir o animal. O local foi alvo de protestos que mobilizaram a sociedade civil e famosos como a atriz e apresentadora Tatá Werneck e a também apresentadora e ativista da causa animal Luisa Mell. A Delegacia do Meio Ambiente de Osasco apontou o segurança como responsável pela agressão e ele deve responder em liberdade pelo crime de abuso e maus-tratos a animais. Após o episódio, a rede de supermercados anunciou iniciativas internas e externas para adoção de animais abandonados, castração, além de sensibilização e treinamento dos funcionários.

Filhote amarrado em lixeira

Um filhote de cachorro foi resgatado por policiais militares que patrulhavam o Bairro Guarani, Região Norte de Belo Horizonte, na madrugada de 12 de dezembro. Um dos militares se comoveu e adotou o animal, que estava chorando e muito assustado. O filhote estava amarrado em uma lixeira e quase se enforcando, segundo os policiais do 13º Batalhão da PM.

Abandonados no Santa Lúcia

(foto: Marcos Vieira/EM/DA Press – 12/12/2018)

Reportagem do Estado de Minas publicada em 14 de dezembro mostra que cerca de 30 cães e 20 gatos, entre filhotes e adultos, foram deixados para trás na Avenida Nossa Senhora do Carmo, na saída para a BR-356, depois da desapropriação de imóveis para as obras da Via do Bicão, no Aglomerado Santa Lúcia, Região Centro-Sul de Belo Horizonte. As famílias foram transferidas para apartamentos. Atualmente, eles são alimentados por uma moradora do Morro do Papagaio que precisa de apoio para tratar dos animais.

Agredida a chineladas

Em 25 de dezembro, uma jovem publicou no Facebook um vídeo que mostra a vizinha agredindo uma cadela chamada Cindy, no Bairro Providência, Região Norte de Belo Horizonte. Ao notar que estava sendo filmada dando chineladas no animal, a mulher ainda jogou água na direção da moça. Dois dias depois, de posse de um mandado de busca e apreensão, a Polícia Civil resgatou a cadela, que foi entregue a uma mulher que terá a guarda temporária dela até definição da Justiça. A agressora será intimada a prestar depoimento e o resultado da investigação será encaminhado ao Ministério Público.

(foto: Reprodução da internet/Facebook)

Alguns canais de denúncia

Disque-Denúncia: 181

Ibama: 0800 61 8080

Polícia Militar: 190

Companhia de Polícia Militar de Meio Ambiente em BH: (31) 2123-1600/1605/1615

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Fonte: Estado de Minas

o macaco dentro da jaula

Família prende um macaco numa jaula minúscula durante 6 anos na Tailândia

A equipe da Wildlife Friends Foundation Tailândia (WFFT) recebeu um telefonema de uma família local que mantinha Me Boon, um macaco de cauda longa, como um animal doméstico.

o macaco dentro da jaula

Foto: WFFT

Enquanto a família supostamente cuidava de Me Boon, alimentando-o com leite e frutas todos os dias, eles o colocaram em uma jaula pequena e suja ao ar livre que seria essencialmente sua prisão pelos próximos seis anos – e Me Boon sofreu muito. Ele exibiu padrões de comportamento como inquietude e batia a cabeça nas paredes da jaula, que são sinais de estresse extremo em animais enjaulados.

“Imagine isso acontecendo com você ou eu,” disse Tom Taylor, diretor-assistente da WFFT. “Trancado numa jaula por seis anos, sozinho sem outro humano à vista.”

a jaula enferrujada onde o macaco era aprisionado

Foto: WFFT

Quando a WFFT foi para resgatar Me Boon, a equipe teve problemas para tirá-lo da jaula. “Ele ficou preso por tanto tempo que a gaiola grudou com a ferrugem”, escreveu Taylor em um post no Facebook. “Demoramos algum tempo para abrir a porta.”

Eles finalmente abriram a porta, tiraram Me Boon de lá e o levaram para o centro de resgate e reabilitação da WFFT. “Me Boon foi bem alimentado, mas não tinha como fazer exercício, então está muito acima do peso”, escreveu Taylor no Facebook. “A falta de espaço na jaula também pode ter entortado um de seus pés para dentro. Ele não será o melhor escalador ou saltador.”

o macaco Me Boon no centro de reabilitação

Foto: WFFT

Apesar de tudo o que ele passou, Me Boon já está se sentindo melhor no centro de resgate da WFFT.

“Ele tem espaço para se alongar, brincar, relaxar e aprender a ser um macaco”, escreveu Taylor no Facebook. “Ele gosta especialmente de se sentar em um canto alto de seu novo recinto, com vista para um campo de macacos separado, cheio de amigos em potencial. Ele é muito curioso sobre eles e os observa o dia inteiro.”

“É provável que ele nunca tenha visto ou interagido com outros macacos antes em sua vida, pois foi cuidado por seres humanos desde a infância”, acrescentou Taylor. “Depois de um período de aclimatação, esperamos emparelhá-lo com uma família de seus [macacos]”.

o macaco Me Boon no centro de reabilitação

Foto: WFFT

Enquanto Me Boon está recebendo uma segunda chance, muitos outros macacos não têm tanta sorte. Em todo o Sudeste Asiático, os macacos são frequentemente capturados na natureza para serem mantidos como animais domésticos ou explorados na indústria de entretenimento como “macacos dançantes”. Quando se tornam difíceis de lidar, são acorrentados ou enfiados em gaiolas, onde às vezes passam suas vidas inteiras.

Infelizmente, os macacos selvagens também são caçados por causa da culinária e da medicina tradicional, e até vendidos para instalações de pesquisa científica em todo o mundo para serem explorados em experimentos. Mas a vida de Me Boon está indo para um caminho diferente. Embora ele não seja elegível para ser solto na vida selvagem, ele viverá uma vida feliz no centro de resgate da WFFT.