Policial atira e mata cachorro que latiu para defender tutor

Imagem ilustrativa | Foto: Pond5

Imagem ilustrativa | Foto: Pond5

Um vídeo que mostra policiais americanos da cidade de Detroit no estado do Michigan atirando em um cachorro foi divulgado recentemente nas redes sociais, causando uma onda de revolta e críticas online. Uma investigação sobre o caso foi instaurada, testemunhas da cena dizem que o tiroteio foi um ato de covardia que resultou na morte do animal indefeso.

“Além do pobre animal ter sido morto covardemente, os vários tiros disparados ainda poderiam ricochetear e acertar mas pessoas”, disse Richard Ravens. “Há tantas crianças por aqui e havia muita gente na rua”.

O incidente aconteceu na noite de terça-feira depois que a polícia respondeu a uma denúncia de roubo no lado oeste de Detroit.

Um vídeo feito por uma testemunha mostra um homem batendo na porta de uma casa.

Alguém no interior da residência ligou para a polícia. Enquanto os oficiais estavam a caminho, a polícia descobriu que o homem tinha um mandado de prisão em seu nome.

“Quando os policiais entraram em cena, informaram ao homem que ele seria preso por dois mandados de prisão em seu nome “, disse o comandante Arnold Williams.

“Ele começou então a se afastar dos oficiais e sair andando. Os policiais tentaram atingí-lo com tasers (aparelhos de choque) duas vezes e parece que um deles pode ter tido efeito.

O comandante Arnold Williams diz que foi quando o homem, que passeava com o cachorro, soltou a coleira do animal.

Agindo em defesa do tutor e tentando protegê-lo o cão começa a latir e caminhar na direção dos policiais.

“Da câmera localizada no corpo do policial o cachorro é mostrado latindo para ele, mostrando agressividade, vindo em direção aos oficiais que neste momento dispararam tiros contra o cachorro”, disse Williams.

Williams disse ainda que os policiais fizeram tudo ao seu alcance para evitar atirar no cachorro. Ele diz que eles passaram 20 minutos suplicando ao homem para se entregar e segurar o cachorro.

“Eles estavam literalmente pedindo para ele amarrar o cachorro nas árvores, para afastar o cachorro. Os policiais não queriam fazer nada com o cachorro”, disse Williams. “Eles não queriam prejudicar o cão, mas somente quando o cão mostrou agressividade foi que eles atiraram”

O tutor do cão foi preso depois que o cachorro foi baleado e morto. Ele foi levado sob custódia por dois mandados de prisão, um de agressão com agravante e outro de violência doméstica.

A polícia de Detroit está investigando o caso, o vídeo postado no Instagram já recebeu mais de 650 mil visualizações.

Irresponsabilidade dos dois lados, tutor e policiais, vitimaram mais um animal indefeso, que alheio aos poderes legais, leis e obrigações humanas apenas quis defender aquele que amava, colocando-se em defesa dele.

O tutor em lugar de proteger o animal, entregando-se aos policiais, usou-o como escudo e os guardas, intimidados pela presença do cão da raça pit bull, alvejaram a pobre criatura diversas vezes, que faleceu em pleno exercício do amor.

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Égua explorada ao extremo de suas forças desmaia e morre durante corrida

Foto: CBS News

Foto: CBS News

Um cavalo cruelmente explorado além do limite de suas forças nas cruéis pistas de corrida, desmaiou e morreu pouco depois de assumir a liderança durante uma “competição” em Maryland (EUA) no fim de semana, se tornando pelo menos o 12º cavalo de corrida a morrer este ano no estado.

Follow the Petals, uma égua de 5 anos de idade, aparentemente sofreu um ataque cardíaco, de acordo com o jornal Baltimore Sun.

Autoridades aguardam a realização de uma necropsia. A morte de domingo leva o número de cavalos que morrem durante uma corrida só no estado para pelo menos 10, informou o jornal, citando a Comissao de Corridas de Cavalo, Maryland Racing Commission.

Considerado um “esporte” pelos exploradores e apostadores envolvidos no negócio, as corridas não passam de palcos de horror e sofrimento onde os animais são obrigados a correr até o limite de suas forças enquanto o público aposta dinheiro nos cavalos e os empresários lucram com o desempenho dos animais.

Foto: Maryland State Archives

Foto: Maryland State Archives

Muitos morrem vítimas dessa situação horrível, só nessa competição dois outros cavalos morreram durante o treinamento. Um vídeo postado no YouTube pelo Maryland Jockey Club mostra Follow the Petals, liderando a corrida de 1,6 km no Laurel Park, enquanto os seis cavalos passam pelo trecho.

O vídeo então corta para a linha de chegada com o locutor observando que a égua Follow the Petals entrou em colapso e desmaiou. O jóquei Frankie Pennington não se feriu no incidente, disse um porta-voz da pista ao jornal Sun.

A égua venceu duas das sete corridas que correu este ano e ficou em segundo lugar em mais duas corridas, segundo o jornal. Follow the Petals havia sido obrigada a corrrer 35 corridas durante sua carreira rendendo cerca de 200 mil dólares ao seu explorados.

A morte de domingo ocorreu após 29 cavalos terem morrido no parque Santa Anita, na Califórnia, desde dezembro. O Grupo Stronach é dono do Laurel Park e Santa Anita.

O grupo pede – em uma infrutífera tentativa de defesa própria – que as regras de medicação em corridas de cavalo sejam reformadas. Na semana passada, Santa Anita anunciou a formação de uma equipe de revisão de cinco membros para avaliar cavalos antes das corridas finais da temporada e decidir se eles são saudáveis o suficiente para competir.

A temporada de Santa Anita termina no domingo. Em uma declaração ao jornal Sun, o grupo de defesa de direitos animais, PETA, solicitou a Maryland que seguisse o exemplo do sul da Califórnia.

“Cavalos mortos não serão mais ignorados pelo público”, disse a vice-presidente da PETA, Kathy Guillermo.

Repeito e dignidade – Follow the Petals

Cavalos não são produtos para serem vendidos, comprados e explorados em corridas. Esses animais são seres sencientes, capazes de amar, sofrer, criar vínculos e entender o mundo ao se redor.

Abusados ao extremo eles morrem em silêncio vítimas da ganância e crueldade humana. Vidas preciosas e belas perdidas por interesse e ignorância.

Follow the Petals jamais vai poder ter os bebês potros que poderia, ou amamentá-los e assisti-los crescer, ela jamais vai correr livre pelas planícies e montanhas como nasceu para fazer, nunca mais vai sentir o vento em sua crina e o sol em seu pelo novamente. Durante os cinco anos em que viveu ditaram o seu destino e decidiram sua vida.

Follow the Petals esta finalmente livre.

Foto: Wallhere

Foto: Wallhere

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Pássaro morre estrangulado por corda de balão

Foto: News4/Reprodução

Foto: News4/Reprodução

A praia de Sandbridge Beach no estado de Virginia (EUA) é onde Liz Romero Kibiloski caminha duas milhas todos os dias ao nascer do sol.

“Este é o meu presente, esta é a minha maneira de retribuir”, afirmou.

Seus passeios não são apenas de caminhadas relaxantes e imersão no ar salgado do oceano; cada passo serve a um propósito mais profundo.

“Eu costumo pegar alguns sacos de lixo pelo caminho, os turistas deixam muito para trás”, disse ela.

Plástico é geralmente o que Romero-Kibiloski procura no chão e coleta todos os dias.

“Eu acho plástico, tecido, tudo – até pequenos pedaços de micro plásticos que as aves podem comer”, explicou ela.

Mas no dia seguinte ao Dia das Mães e também um fim de semana cheio de formaturas, ela encontrou muito mais do que apenas plástico.

“A primeira coisa que vi foram três balões enormes”, disse ela. “Então logo depois eu encontrei um ganso-patola do norte (Morus bassanus). Ele tinha uma fita de balão enrolada em seu pescoço e estava morto”.

Essa ave marinha é a maior entre as espécies da família de gansos e é nativa da costa do Oceano Atlântico. Elas se reproduzem na Europa ocidental e na América do Norte. A espécie é listada na Red List da IUCN em um status antes do vulnerável: least concern (menor preocupação).

Um membro da vida selvagem que morreu estrangulado pelos restos esfarrapados de um balão que alguém na intenção de celebrar uma data especial soltou como forma de recordação.

“Fiquei triste ao pensar que alguém soltou o balão imaginando que de alguma forma ele estava indo para o céu, como homenagem ao dia das mães, mas sem sonhar que algo tão belo poderia prejudicar e matar a vida selvagem”, afirmou Lisa.

“É realmente fácil para animais selvagens e animais domésticos confundir balões com comida, é algo que pode ficar preso em suas gargantas”, disse Mike Lawson, da Virginia Beach SPCA.

Ambientalistas afirmam que os balões podem levar anos para se decompor, viajando centenas ou milhares de quilômetros, depois voltando para a terra e causando estragos na vida selvagem.

“Todos somos presenteados com este belo planeta. Não há outro planeta e nem um plano b, e há outras maneiras de lembrar uma data especial, torna-la inesquecível ou homenagear alguém. Experimente criar um cata-vento, plantar um jardim ou dedicar um banco a esta pessoa ou data”, disse Romero.

Lisa encontrou 11 balões na segunda-feira de manhã e espera que eles sejam os últimos que ela venha a encontrar.

As aves, junto com outras espécies, muitas delas marinhas, já são altamente ameaçadas pelos resíduos e lixo plástico que termina no oceano todos os anos. Iludidas pelas cores fortes, elas acabam comendo esses resíduos ou usando para fazer ninhos e alimentar seus filhotes.

Muitas morrem de fome, por não conseguirem se alimentar uma vez que o plástico preenche totalmente seu estômago e não é digerível. Outras morrem envenenadas ou intoxicadas.

Não são raros os casos de baleias, tartarugas e golfinhos que chegam mortos às praias por conta de material plástico em seu estômago.

Não bastasse isso ainda há a ameaça dos balões soltos aos milhares em comemorações e festas que representam uma fonte de perigo constante aos pássaros e fazem novas vítimas cotidianamente.

Gata mais famosa da internet, “Grumpy Cat”, morre aos 7 anos

Foto: ew.com

Foto: ew.com

Grumpy cat se tornou a felina mais famosa do mundo por notória expressão facial “fechada” que gerou inúmeros memes e um império erguido às custas de sua imagem, que inclui brinquedos de pelúcia, quadrinhos, livros, calendários, perfumes, tênis, ingressos de loteria e até seu próprio especial de Natal. Ela morreu aos 7 anos de idade.

“Estamos inimaginavelmente de coração partido ao anunciar a perda de nossa amada Grumpy Cat”, dizia um comunicado divulgado na manhã de sexta-feira pela família.

“Apesar dos cuidados de profissionais de primeira linha, assim como o apoio de sua família muito amorosa, Grumpy teve complicações provenientes de uma infecção recente do trato urinário, que infelizmente se tornou muito difícil de ser superada. Ela faleceu pacificamente na manhã de terça-feira, 14 de maio, em casa, nos braços de sua mãe, Tabatha. Além de ser nosso bebê e um membro querido da família, Grumpy Cat ajudou milhões de pessoas a sorrir em todo o mundo – mesmo quando os tempos eram difíceis. Seu espírito continuará a viver através de seus fãs no mundo todo”.

Grumpy Cat, também conhecida como Tardar Sauce, nasceu 04 de abril de 2012. Ela ficou famosa em 22 de setembro de 2012, depois de Bryan Bundesen, o irmão de sua tutora Tabatha Bundesen, postou uma foto dela no Reddit. A foto atingiu mais de 1 milhão de visualizações no Imgur em 48 horas.

A expressão permanentemente carrancuda de Grumpy, causada por seu nanismo felino e retração de mandíbula, fez dela uma sensação viral – especialmente depois que sua família postou alguns vídeos dela no YouTube em resposta às acusações dos Redditors de que a imagem havia sido editada no Photoshop.

A carranca de Grumpy rapidamente conquistou pelo humor e pela imaginação a uma nação descontente e, no final do ano, a MSNBC a nomeou o gato mais influente de 2012.

Morre aos 97 anos a estrela do cinema e ativista pelos direitos animais, Doris Day

Foto: NBC News

Foto: NBC News

Com mais de 39 filmes em seu nome, a atriz era celebrada por crítica e público sendo considerada por diversas vezes uma das poucas mulheres classificadas entre as maiores bilheterias do início dos anos 60. Indiscutivelmente, o auge da carreira de Day foi estrelar em “Pillow Talk”, no Brasil lançado como “Confidências à meia noite” ao lado de Rock Hudson, em 1959.

A atriz morreu em sua casa em Carmel Valley, Califórnia, cercada por amigos próximos. Day “estava em excelente estado de saúde física para a sua idade, até recentemente contrair um caso grave de pneumonia”, disse a sua fundação em um comunicado à Associated Press.

"Seja gentil com os animais o eu te mato", dizeres da camiseta de Doris Day | Foto: Pinterest

“Seja gentil com os animais o eu te mato”, dizeres da camiseta de Doris Day | Foto: Pinterest

O diretor Michael Curtiz, que dirigiu a atriz em muitos filmes atribuía o tremendo sucesso de Day à sua personalidade forte e carismática. Ele disse a ela no início de sua carreira: “Você tem uma personalidade muito forte”, não importa o que você faça na tela, não importa que tipo de papel você represente, sempre será você, o que quero dizer é que Doris Day sempre vai brilhar através do filme. Isso fará de você uma estrela grande e importante”.

E foi o que aconteceu.

Doris Day também fez sucesso no mundo da música com 31 álbuns lançados durante sua carreira e chegou a ganhar um grammy em 2008 pelo conjunto da obra.

Mas não foi só na telas de cinema e nas canções que gravou que Doris Day deixou um legado impressionante e único.

Ativista incansável

Amante e defensora dos animais pela vida toda, Doris reconheceu que a comunidade de bem-estar animal na década de 1970 era uma área de atuação extremamente carente, e que através de sua própria organização e status de celebridade ela poderia fazer a diferença para os animais. Quando ela iniciou seu trabalho com os animais, a atriz se concentrou em encontrar casas para os muitos cães e gatos que estavam sendo mortos simplesmente porque não tinham lares.

Em 1978 ela criou a Fundação de Animais Doris Day (DDAF), uma instituição sem fins lucrativos com a missão simples e claro, que continua até os dias de hoje: ajudar animais e as pessoas que os amam. Por meio de doação de subsídios, a DDAF financia outras organizações nos Estados Unidos que cuidam e protegem diretamente os animais.

Seus esforços em corrigir o problema pela base resultaram no fato de Dóris resgatar pessoalmente centenas de animais de Doris ao longo dos anos. Além de abrigar animais em sua própria casa, Doris e a DDPF estavam alugando um espaço maior para o canil, providenciando cuidados veterinários e encontrando lares para o crescente número de animais de estimação desabrigados com a ajuda de uma equipe dedicada de voluntários.

Foto: lifewithcats

Foto: lifewithcats

Conhecida carinhosamente por alguns como “A apanhadora de cães de Beverly Hills”, Doris costumava encontrar cães indesejados abandonados no portão de sua casa. Não era incomum para ela bater nas portas dos vizinhos em uma tentativa de reunir os cães perdidos aos tutores ou verificar se aqueles que estavam em novas casas estavam indo bem e recebendo o devido cuidado e atenção.

Uma estrela foi citada como tendo dito: “Todos nós adotamos pelo menos um dos animais de Doris Day. Se você visse Doris na rua ou no estúdio, é provável que você acabasse com um gato ou cachorro desabrigado que ela estava procurando adotantes. Ela carregava fotos dos animais que precisavam de lares, e então ela realmente vinha inspecionar na sua casa para se certificar de que você estava à altura da tarefa”.

Expansão e movimento

Apesar do grande número de animais que Doris e DDPF estavam resgatando, a estrela sabia que isso não era suficiente, e que abordar a causa raiz da superpopulação de animais sem teto através de castração era a solução. Para complementar a Doris Day Pet Foundation, ela formou a Doris Day Animal League em 1987, uma organização nacional de lobby sem fins lucrativos, cuja missão primordial é reduzir a dor e o sofrimento de animais não humanos através de iniciativas legislativas, educação e programas para desenvolver e fazer cumprir os estatutos e regulamentos que protegem os animais.

Foto: SONY MUSIC/PA

Foto: SONY MUSIC/PA

Em 1995, Doris e DDAL fundaram a Spay Day USA (Dia da Castração). Agora conhecido como Dia Mundial da Castração e sob os auspícios da Humane Society dos Estados Unidos, este evento anual atingiu proporções globais e ajudou a esterilizar e neutralizar mais de 1,5 milhões de animais nos primeiros 15 anos desde o início. Em 2007, a Doris Day Animal League fundiu-se com a Humane Society dos Estados Unidos para uma voz legislativa ainda maior em Washington o que permitiu uma atuação nas leis d eproteção aos animais e na liberação de fundos e dinanciamentos para demais ONGs menores.

Além de ajudar várias organizações com por meio de vários programas, como castração, despesas com veterinários, programas para cães idosos, despesas com alimentos para animais domésticos, reabilitação de animais selvagens e recursos educacionais, alguns dos financiamentos de projetos “herdados” da DDAF incluem:

  • Dia Mundial da Castração,
  • Doris Day Equine Center (Centro de apoio a equinos) localizado no Rancho Beleza Negra em Cleveland Amory em Murchison, Texas (EUA),
  • Programa Duffy Day Life Saving (dando uma segunda chance para animais mais velhos e feridos que podem enfrentar a eutanásia),
  • Bolsa de estudos em veterinária “Doris Day/Terry Melcher” na faculdade UC Davis School of Veterinary Medicina e muitos outros.

Campanhas de castração, acolhimento e adoção, bolsa de estudos veterinários, atuação política, distribução de financiamento, projetos de apoio com ração e atendimento de saúde e dedicação intensa a causa animal fazem de Dóris Day muito mais que uma estrela de cinema inesquecível: um ser humano altruísta e que fez a diferença pelos animais.

Girafa morre aos 23 anos sem jamais ter conhecido a liberdade

Benghazi ou Ben | L.A. Times

Benghazi ou Ben | L.A. Times

Benghazi, a girafa do sexo masculino, nasceu e passou a vida toda no zoológico de Oakland (EUA), onde além de ser explorado para entretenimento humano, servindo de enfeite para visitantes e suas ávidas máquinas fotográficas, ainda carregou uma câmera presa a cabeça para um documentário (do ponto de vista dos animais) e ainda pintou até quadros (que mais tarde foram vendidos, claro) – morreu depois de um ano lutando e sofrendo com uma lesão nas costas. Ele tinha 23 anos.

O zoológico de Oakland anunciou nas mídias sociais na quinta-feira última (9), que o animal foi “humanamente” sacrificado ou mortos por indução esta semana. A girafa, apelidada de Ben, nasceu no zoológico em 1996. Ele havia comemorado um aniversário apenas seis semanas antes de sua morte.

Benghazi ou Ben | L.A. Times

Benghazi ou Ben | L.A. Times

Ele estava sofrendo de lesões na região lombar e sacro, que os funcionários do zoológico acham que ele adquiriu enquanto se levantava após o sono ou após ficar deitado por muito tempo. Estava ficando difícil para o animal enorme descansar confortavelmente, disseram autoridades do zoológico.

“Fizemos tudo o que podíamos – tratamentos quiropráticos, medicação, tratamentos a laser e terapia de campo eletromagnético pulsado. Infelizmente, esse tipo de lesão não é reversível, e a mobilidade de Benghazi diminuiu bastante”, disse Jessica Chapman, a principal mantenedora de girafas, em um comunicado.

Ben era motivo de orgulho do zoológico que o considerava “um artista”, treinado (leia-se obrigado) desde a mais tenra idade para criar pinturas em telas que eram leiloadas posteriormente para – em teoria – apoiar a conservação das girafas na natureza, segundo autoridades do zoológico.

Muitos de seus familiares, incluindo irmãos, sobrinhas e sobrinhos, moravam com Ben no zoológico. Sua mãe, T’Keyah, outro antigo membro do zoológico, morreu em 2017, quando tinha 28 anos.

A expectativa de vida média para uma girafa presa em cativeiro é de 25 anos, segundo a Sociedade de Conservação da Califórnia, que administra o zoológico de Oakland.

Ben tinha uma enorme personalidade que era correspondida apenas por sua altura. Com 16 pés de altura (quase 5 metros), ele era a segunda girafa mais alta do zoológico, informou o SFGate.

Sua altura veio a calhar quando ele foi escolhido para ser apresentado em um documentário da National Geographic de 2016 chamado “Last of the Longnecks”, no qual ele tinha uma câmera GoPro amarrada à sua cabeça para mostrar sua perspectiva, informou o site de notícias.

Assim Ben deixa o mundo sem jamais ter corrido pelas savanas africanas seu habitat de origem, sem ter sentido a poderosa liberdade de correr a 56km/h, velocidade alcançada pela espécie em campo aberto, apenas por um capricho humano que acredita que animais podem ser dispostos como produtos em uma vitrine ou manuseados como marionete para entreter plateias entediadas.

Elefante luta contra suas correntes antes de desmaiar e morrer em parque nacional indiano

Foto: NewsLions

Foto: NewsLions

Explorados até as últimas consequências os elefantes são utilizados na indústria do turismo e também no dia a dia dos indianos, para transportar cargas e em celebrações religiosas.

Livres e altamente sociais por natureza, esses animais inteligentes e belos são submetidos a vontade humana sem o mínimo respeito por sua individualidade, mortos por caçadores por seu marfim ou por troféus, outras vezes obrigados a carregar turistas em suas costas ou serem vestidos de adereços e fantasias e terem seus corpos pintados para enfeitar eventos.

Desrespeitados, agredidos e cruelmente acorrentados esses animais tem mortes tristes e solitárias, a maioria das vezes antes da previsão natural de vida de um elefante em estado selvagem, presos eles morrem afastados dos seus iguais e de seu habitat

Esse é o caso de Drona, um elefante indiano de 37 anos que teve sua morte documentada em um vídeo triste e chocante.

Após a morte do elefante os mahouts (tratadores e manipuladores de elefantes) na Índia acusaram as autoridades de negligência quando as imagens de vídeo surgiram e se propagaram pelas mídias sociais, mostrando o animal explorado para trabalho desmaiando e em seguida morrendo.

Esses manipuladores (fruto da cultura local de exploração aos animais), disseram à mídia local que já haviam notado que o elefante, identificado em relatórios pelo nome de Drona, não estava bem, mas seus pedidos por um veterinário ficaram sem resposta.

O vídeo comovente foi filmado na última sexta feira, 26 de abril, no Nagarahole National Park, no estado de Karanatka (Índia), no sudoeste do país.

Foto: NewsLions

Foto: NewsLions

Homens são vistos jogando baldes de água no imenso elefante, numa tentativa desesperada de ajudá-lo, que se agita em suas correntes, trêmulo e já quase sem equilíbrio ou forças para se manter de pé.

Sua perna esta presa por uma corrente que ele tenta em vão se librar com a tromba.

O elefante então desmorona sob seu peso de quatro toneladas e cai sob seu lado esquerdo.

Oficiais do campo de elefantes disseram que Drona morreu quando foi beber água em um tanque, e de repente desmoronou.

Ele teria mostrado sintomas de alguma doença desde a manhã de sexta-feira.

O primeiro mahout a ver Drona morto disse que suspeitava que um ataque cardíaco fosse a causa, porém não há dados oficiais ou médicos divulgados.

Foto: NewsLions

Foto: NewsLions

Esta prevista a realização de uma autópsia por veterinários para determinar a causa da morte do elefante.

Drona ganhou fama em 2017 e 2018 quando carregou o howdah dourado, ou platfrom, em procissões para marcar o festival religioso hindu de Dasara na cidade de Mysuru.

A cavalgada anual de 15 elefantes coloridos trazidos da floresta de Nagarahole é o destaque da procissão religiosa de cinco quilômetros.

Onde os animais são obrigados a carregar humanos e adereços religiosos por todo o percurso

A morte é uma cena triste de ser presenciada em qualquer espécie, o momento em que a vida deixa um corpo é marcante e cruel, porém real.

Drona encerra sua jornada de exploração e crueldade e finalmente esta livre de seus captores.

Infelizmente da pior maneira possível.

Mortes de elefante na Índia

Acidentes de trem, caça ou envenenamento são algumas das causas, mas a eletrocussão, sozinha, causou mais de 60% das mortes, segundo dados obtidos sob a Lei de Direito à Informação (RTI).

A ANDA já noticiou sobre os perigos das cercas elétricas e cabos de força para os elefantes. Usadas como bloqueio, as cercas impedem a entrada de animais e humanos indesejados em propriedades e protege o gado e a vida selvagem que ali habitam, as também tem um efeito colateral letal: ela mata elefantes e dezenas de outras espécies.

Desde 2009 até 31 de dezembro de 2018, 565 elefantes morreram devido à eletrocussão, de acordo com os dados da Divisão de Projetos do Ministério do Meio Ambiente e Florestas.

Outros 151 elefantes morreram em acidentes com trens, enquanto 150 foram caçados e mortos, afirmou o ministério. O envenenamento foi a causa da morte de 62 elefantes.

“O gasto orçamentário total para o ano fiscal de 2018/2019, sob o censo ‘Projeto Elefante’, para proteger os elefantes, seu habitat e corredores e para abordar questões de conflitos e bem-estar dos elefantes cativos é de 30 crore”, disse Ranjan Tomar, advogado de Noida (New Okhla, uma cidade satélite de Delhi). As informações são do New Indian Express.

No entanto, o número de mortes de elefantes devido à caça (150) difere do divulgado pelo Departamento de Controle de Crimes contra a Vida Selvagem (WCCB).

O WCCB declarou em janeiro que 429 elefantes foram caçados e mortos desde 2008 no país.

Tomar, também ativista da vida selvagem e dos direitos humanos, disse que a diferença provavelmente se deve ao fato de que os números do Projeto Elefante são limitados a reservas, enquanto os dados do WCCB são para todo o país.

Espectador morre ao participar de festival de touros na Espanha

As imagens flagram o momento em que um homem de 74 anos foi ferido mortalmente em um festival de touros na Espanha.

Explorados, intimidados e amedrontados os touros são provocados, ofendidos e muitas vezes machucados por uma platéia que se diverte covardemente às custas de seu sofrimento. Com bolas amarradas aos seus chifres (para evitar que os espectadores se machuquem) os animais correm pelas ruas em desespero.

Os que assistem a esse espetáculo de crueldade e se divertem com a dor de outro ser em agonia estão se expondo à riscos óbvios, visto que os touros são animais livres e selvagens, que podem acabar em tragédia.

O aposentado que foi ferido e morto estava participando do cruel e “tradicional” evento Toro Embolao em Vejer, em Cádiz (Espanha), quando o animal que corria em uma carreira desabalado pelas ruas, apavorado e ferido, com cerca de 400 kg de peso, o atacou.

O homem, apontado como como morador local, Juan José Varo, tentou fugir do animal escalando uma parede próxima, mas acabou caindo bem no caminho do touro.

Apesar das tentativas desesperadas de atrair o animal para outra direção, o touro atormentado voltou e atacou o aposentado duas vezes mais o que causou feridas fatais.

Foram mais alguns minutos até que o socorro médico pudesse chegar ao homem ferido enquanto demais espectadores tentavam afastar o touro desorientado da cena.

Os espectadores conseguiram puxar o homem ferido para trás de uma barreira e tirá-lo do caminho do touro, mas ele teve um pulmão perfurado e várias costelas e vértebras quebradas.

O homem foi levado para o hospital e internado na unidade de terapia intensiva, mas não se recuperou de seus múltiplos ferimentos.

Um porta-voz do conselho local disse que foi um acidente infeliz, já que o homem “assistia normalmente ao touro correr por trás das barreiras”.

Os touros explorados no festival têm “almofadas arredondadas” presas à ponta de seus chifres em uma tentativa de proteger os espectadores caso eles sejam atacados.

Foto: Vejerdelafrontera.com

Foto: Vejerdelafrontera.com

No entanto, o evento ainda está repleto de perigos tanto para touros como para humanos devido ao enorme tamanho e peso dos animais, sem falar que são selvagens e são provocados e cutucados pelos espectadores do hediondo espetáculo vendido como atração turística.

Paramédicos no local também tiveram que tratar uma mulher que desmaiou na cena do incidente e outro homem que foi ferido pelo mesmo touro. Ele levou sete pontos.

O festival é celebrado na cidade que fica no topo de uma colina desde 1976 e envolve a passagem e corrida de dois touros pelas ruas da cidade.

Foto: Vejerdelafrontera.com

Foto: Vejerdelafrontera.com

Infelizmente ele é assistido por milhares de pessoas e é considerado uma grande atração turística para Vejer, que alimenta a indústria da exploração animal.

Os festivais de corrida de touros são uma triste e vergonhosa parte da cultura popular espanhola, mas ativistas pelos direitos animais não se cansam de alertar que estes eventos são cruéis e lutam incansavelmente pela sua proibição.

Fotógrafo captura as últimas imagens “rainha dos elefantes”

Foto: Will Burrard-Lucas

Foto: Will Burrard-Lucas

O fotógrafo Will Burrard-Lucas acaba de lançar uma série de fotografias com um dos últimos representantes dos elefantes chamados “tusker” (com presas de marfim mais longas que os demais), espécie que acredita-se que restem menos de 20 animais na Terra.

A “rainha dos elefantes” como o fotógrafo a chamava, morreu logo após ele ter tirado as fotos. Ela vivia em Tsavo, na região do Quênia (África).

Elefantes africanos são chamados de “tuskers” ou “big tuskers” quando possuem longas presas de marfim, tão compridas que chegam a alcançar o chão.

“Esse tipo de elefante é muito raro nos dias de hoje, exatamente porque são suas presas enormes que fazem deles os principais alvos dos caçadores de troféus”, disse Mark Jones, da ONG Born Free Wildlife, à BBC.

Foto: Will Burrard-Lucas

Foto: Will Burrard-Lucas

“Como esses animais são frequentemente mortos antes de chegarem ao seu auge reprodutivo, os genes das presas longas estão sendo eliminados das populações de elefantes, e nós poderíamos muito bem estar vendo o último deles nessa imagens”, revela ele.

Há apenas dois anos caçadores mataram um elefante de 50 anos que era um dos últimos, com presas longas, que vivia nessa mesma região.

É notável, então, que esta elefanta tenha vivido mais de 60 anos e ainda morrido de causas naturais.

“Ela sobreviveu a períodos terríveis de caça e foi uma vitória que sua vida não tenha sido encerrada prematuramente por uma armadilha, bala ou flecha envenenada”, escreveu Burrard-Lucas em um post no seu blog.

Foto: Will Burrard-Lucas

Foto: Will Burrard-Lucas

“Se houvesse uma rainha dos elefantes, certamente teria sido ela”

Graças a colaboração da organização de conservação da vida selvagem Tsavo Trust e do Kenya Wildlife Service, Burrard-Lucas conseguiu rastrear a elefanta após vários dias de buscas de carro e um avião de reconhecimento.

Burrard-Lucas usou sua BeetleCam (câmera besouro, na tradução livre), construída por ele mesmo e operada por controle remoto, para conseguir fotos em close da elefanta.

Foto: Will Burrard-Lucas

Foto: Will Burrard-Lucas

“Eu olhei para a visualização ao vivo do meu monitor sem fio e tive que me beliscar”, escreveu ele.

“Foi uma sensação de privilégio e euforia que vai ficar comigo para sempre”.

Burrard-Lucas publicará imagens da rainha dos elefantes e outros elefantes de presas longas em seu livro “Land of Giants” (Terra de Gigantes, na tradução livre), que será lançado em 20 de março no Reino Unido.

Morre Fifi, a ursa que deu uma lição ao mundo

Foto: Divulgação/PETA

Foto: Divulgação/PETA

Nos primeiros 30 anos de sua vida, a ursa Fifi não conheceu nada além de sofrimento. Até os 10 anos, ela foi mantida em um cativeiro precário e decadente em um zoológico na Pensilvânia (EUA) e forçada a realizar truques confusos e desconfortáveis para a diversão dos visitantes.

Quando o zoológico fechou em 1995, os proprietários simplesmente deixaram ela e outros três ursos se deteriorando em suas minúsculas gaiolas. Por 20 anos, ela não colocou uma pata fora de sua jaula enferrujada, estéril, de concreto e metal.

Finalmente, em 2015, as coisas mudaram. Uma denúncia sobre a situação dos ursos chegou a PETA, e a organização conseguiu transferir os quatro animais para o Santuário de Animais Silvestres, um espaço amplo e repleto de verde, no Colorado.

Após passar três décadas em uma laje de concreto, Fifi estava muito ferida, sua pelagem era fina e esparsa e seus olhos estavam afundados de profundamente em sua cabeça. Além disso, ela sofria de artrite debilitante nas pernas traseiras.

Mas Fifi era uma lutadora nata

Quando a PETA compartilhou na internet um vídeo mostrando o quanto essa ursa majestosa foi transformada em apenas alguns meses em sua nova casa, rapidamente ele se tornou viral.

Pessoas em todo o mundo se conscientizaram e vieram em defesa de Fifi e de todos os ursos. Em massa, eles se manifestaram contra a prática de manter esses animais confinados em condições cruéis, tudo porque essa linda ursa estava determinada a se curar. E se curou.

Fifi pode não ter tido todo o tempo para aproveitar sua liberdade, mas enquanto esteve de posse dela, ela percorreu grandes distâncias verdes, nadou no rio, sentiu o sol em seu rosto e saboreou a sensação de ser livre por completo, um direito que sempre foi seu, mas que lhe foi tomado por humanos inescrupulosos.