Mais de 500 tamanduás-bandeira morrem em rodovias do MS

Dados do Projeto Bandeiras e Rodovias, divulgados recentemente, registraram a morte de 520 tamanduás-bandeira e mais de 8 mil atropelamentos de animais da espécie em rodovias do Mato Grosso do Sul. O tamanduá-bandeira é o animal ameaçado de extinção mais atropelado no estado e a terceira espécie mais atingida.

O último animal morto por atropelamento foi Pequi, um dos 45 que eram monitorados pelo projeto. O animal usava um colar com GPS desde agosto de 2018. Segundo os pesquisadores, Pequi sempre atravessava a BR-262, uma rodovia que liga Corumbá a Vitória, no Espírito Santo, em busca de abrigo e alimento. Ele foi atropelado em 9 de abril. As informações são do portal O Eco.

Foto: Mário Alves

“A BR 262 tem alguns pontos de travessia que foram feitos para os bois. Porém, não é uma rodovia bem preparada para evitar atropelamento de fauna, já que não tem cercas nem a quantia adequada de travessias”, informou Mário Alves, veterinário do projeto. “Não fizemos necropsia do Pequi porque quando encontramos a carcaça, ela já estava em estágio avançado de decomposição”, lamentou o veterinário.

Ben, outro animal monitorado pelo projeto, também foi atropelado e morto em agosto de 2018 na BR-267. “Também houve animais que foram atropelados depois que tiramos o colar. Apesar de os dados de número de mortes de animais serem assustadores, é importante destacar que eles são subestimados. Tem muita carcaça que desaparece antes que nossa equipe possa registrar, além de animais que morrem fora da pista, por exemplo”, informou o veterinário. Para ele, “o atropelamento de fauna é obviamente uma problemática muito importante para a conservação da biodiversidade, mas também para a segurança dos motoristas, pois muita gente morre aqui no Estado com colisões assim. É importante frisar que não estamos de forma alguma culpabilizando os motoristas quando debatemos o problema. O que o projeto busca é viabilizar rodovias que previnam esse tipo de acidente”.

A bióloga Fernanda Abra, doutoranda em ecologia de estradas pela Universidade de São Paulo (USP), sócia-fundadora da empresa de consultoria ViaFAUNA e vencedora do Prêmio Future For Nature 2019, lamentou o atropelamento de Pequi. “Toda morte de animal por atropelamento é digna de ser lamentada, porém, esse episódio com o Pequi nos faz refletir quão grave é a questão dos atropelamentos nas rodovias do MS. Um animal que estava retornando dados valiosíssimos para a pesquisa e para o pessoal do Bandeiras e Rodovias. Houve um esforço de recursos humanos, recursos financeiros, esforços para capturar o animal, equipar com rádio colar e depois continuar monitorando o deslocamento desse animal. O Pequi estava retornando dados muito importantes para entender a dinâmica do tamanduá com as rodovias e, futuramente, os dados do Pequi também poderiam contribuir para entender quais são os pontos prioritários para receber medidas de mitigação”.

Investir na modernização de rodovias é considerado fundamental para a bióloga. Segundo ela, essa é maneira de manter animais e motoristas mais seguros. “Claro que a implantação de medidas de mitigação tem um custo. O valor médio por metro instalado de cerca ao longo das rodovias, por exemplo, varia entre 40 e 80 reais. Já o valor da passagem de fauna varia bastante, dependendo se a rodovia é de duas ou quatro faixas ou se a passagem é metálica ou de concreto. Mas o importante é ressaltar que, independentemente do valor, o custo-benefício é sempre positivo. Já foi demonstrado em estudos que soluções para passagens de fauna se auto pagam, porque existem menos acidentes e, por isso, menos custos para a concessionária ou para o administrador rodoviário em atender a esses acidentes, remover veículos e animais, atender às vítimas, cuidados hospitalares decorrentes, dentre outros”, explicou a bióloga. “Além disso, quem é responsabilizado criminalmente pelos acidentes é o gestor da rodovia, que não cuidou para que os animais ficassem fora da pista. Eles são legalmente responsáveis e tem o dever de compensar as vítimas humanas de eventuais danos materiais, físicos, lucros cessantes etc.”, ressaltou.

Foto: Mário Alves

Fernanda afirma que Mato Grosso do Sul precisa de políticas públicas para coibir casos de mortes nas rodovias. “É necessário salientar que todas as rodovias do MS são muito impactantes para a fauna, e que a fauna silvestre nesse Estado não foi e atualmente não é contemplada pelos licenciamentos ambientais dos projetos rodoviários. Não vemos um exemplo de licenciamento de nova rodovia, de pavimentação ou duplicação de rodovias que considerou os impactos sobre a fauna, principalmente atropelamento e efeito barreira, além de não haver o planejamento de medidas de mitigação, instalação e monitoramento dessas medidas. Então eu espero que a morte desses animais sirva, em curto prazo, para demonstrar para os órgãos, tanto de meio ambiente quanto de transporte, que é necessário que haja uma melhor coordenação entre os órgãos e um melhor planejamento para as novas rodovias ou os novos licenciamentos que virão, para que a fauna seja, enfim, contemplada nesses projetos”.

“O Projeto Bandeiras e Rodovias é um dos mais completos que temos no Brasil em termos de coordenação da questão da conservação da biodiversidade com os impactos que as rodovias causam, seja com a perda direta dos indivíduos por atropelamento ou pelos impactos às populações da fauna”, observa Fernanda.

Arnaud Desbiez, pesquisador associado da Royal Zoological Society of Scotland (RZSS), fundador e coordenador do Projeto Bandeiras e Rodovias, conta que o monitoramento teve início como uma forma de combater os atropelamentos. “O projeto foi fundado em janeiro de 2017 para responder a uma triste realidade que temos no MS, que é a morte de animais por atropelamento em rodovias. O Projeto Tatu-canastra já tinha feito um monitoramento em 2013-2014, em parceria com a Iniciativa Nacional para Conservação da Anta Brasileira, das três rodovias do MS, e constatamos que o tamanduá-bandeira é o terceiro animal mais atropelado. Nós percorríamos 900 km de estradas a cada quinze dias e em um ano registramos 135 tamanduás-bandeira. Foi devido a essa constatação que o Projeto Bandeiras e Rodovias foi criado, para tentar entender quando, onde e como os tamanduás estão atravessando, para buscar formas de mitigar esse perigo”, disse. Em 2015, a Fundação Whitley premiou o Projeto Tatu-canastra. A honraria é uma das maiores da área ambiental no mundo todo.

Foto: Projeto Bandeiras e Rodovias

Desbiez explica que o projeto tem diversos componentes e atua em várias frentes para estudar os impactos. “O primeiro é o monitoramento das estradas, no qual percorremos 1.300 km a cada 15 dias. Ao todo, foram 60 mil km monitorados nos últimos dois anos e meio. Registramos animais de médio e grande porte que estão sendo atropelados, e conseguimos identificar os principais pontos onde ocorrem. Também monitoramos os animais por meio de radiotelemetria, no qual colocamos colares nos animais que, via satélite, nos mandam os pontos dos animais. O Pequi era um desses animais que foi capturado próximo a uma rodovia. Colocamos um colar nele e desde agosto do ano passado vinha sendo monitorado. Os dados dele ainda não foram analisados, mas temos os pontos onde ele caminhou nesse período, que eram coletados a cada 20 min. Com isso, conseguiremos entender bem como ele se movimentava”, afirmou.

O projeto também realiza necropsias nos animais para avaliar a saúde deles, quando os corpos não estão em estado avançado de decomposição. “Já fizemos necropsias em mais de 50 tamanduás-bandeira e temos cerca de 28 parceiros diferentes contribuindo com esses estudos”, explicou Desbiez. “Temos também a parte social do projeto, coordenada pela doutoranda Mariana Catapani, que busca entender como as pessoas percebem essas colisões e quais os impactos disso. No passado suspeitávamos que havia atropelamentos propositais dos tamanduás devido a algumas crenças, mas isso não se confirmou. A Mariana está estudando a relação desses animais silvestres com alguns grupos focais, como caminhoneiros, em relação aos atropelamentos. Temos ainda um outro doutorando, o Vinícius Alberici, que está colocando armadilhas fotográficas perto e longe da estrada, para avaliar o impacto sobre a fauna, além de vários estudos paralelos que estão sendo efetuados. Por fim, temos os veterinários Mário Alves e Débora Yogui que trabalham full time no projeto, coordenando a parte logística e o dia-a-dia das atividades”, explicou.

O funcionamento do projeto é garantido não só pelos pesquisadores, mas também pela comunidade local e por diversas organizações. “Esse projeto depende muito do apoio local. Todas as fazendas onde trabalhamos e capturamos os animais são privadas. Todos os proprietários rurais nos dão apoio, sem eles seria impossível fazermos nosso trabalho, por isso somos muito gratos a eles. Esse projeto também é apoiado pela Fundação Segré e vários zoológicos internacionais, além do Instituto de Pesquisas Ecológicas (IPE)”, conclui Desbiez.

Homem é preso após matar cachorro a facadas em Rio Largo (AL)

Um homem foi preso na quinta-feira (9) em Rio Largo (AL) após matar um cachorro a facadas. À polícia, ele afirmou que esfaqueou o animal após ser mordido por ele. A versão, no entanto, é desmentida por testemunhas.

Foto: Pixabay / Ilustrativa

De acordo com o 8º Batalhão de Polícia Militar (BPM), o homem aparenta ter aproximadamente 50 anos e trabalha como ambulante, vendendo facas e tesouras.

O cachorro morreu no local e pessoas que assistiram o crime tentaram agredir o ambulante, mas foram impedidas por funcionários da Câmara de Vereadores, que chamaram a polícia. Segundo as testemunhas, o homem agrediu o cão sem motivo.

A tutora do animal, Vitória da Silva Morais, esteve na delegacia. Ao G1, ela contou que o cachorro se chamava Ralph, tinha dois anos e costumava andar sozinho na rua.

“Eu fiquei sabendo pelas pessoas que viram. Meu cachorro andava por todo canto, todo mundo gostava dele. Nunca aconteceu nada parecido com isso antes. Estou muito triste porque ele era um ótimo cachorro”, relata Vitória.

O agressor foi levado ao 12º Distrito Policial (DP), na Mata do Rolo, para prestar depoimento. Ele deve ser autuado pelo crime de maus-tratos a animais, com pena de três meses a um ano de detenção, além de multa.

Cid Moreira relembra morte por envenenamento de suas cadelas

O jornalista Cid Moreira relembrou a morte trágica de duas cadelas dele. Os animais foram envenenados em um curto espaço de tempo e, apesar dos esforços para salvá-los, morreram.

Reprodução/Youtube

Ao recordar momentos de sua carreira, o jornalista revelou o caso. Segundo ele, os assassinatos foram uma retaliação a uma notícia que ele anunciou. Os fatos foram relatados por Cid através das redes sociais. As informações são da revista Caras.

“Certa vez, eu estava anunciado, durante o JN, um ‘bandido’ perigoso que havia sido pego pela polícia. E no dia seguinte a vira-latinha que eu amava apareceu morta envenenada. Corri com ela para o veterinário e não adiantou. Eu morava em Jacarepaguá. Dois dias depois mais uma morreu. Uma policial capa preta. Ela apareceu, pela manhã, quase morta na porta de minha casa, arranhando a porta e gruindo. Fiquei muito assustado, é claro!”, contou.

Como se não bastasse a tristeza pela perda das cadelas, Cid descobriu, ao chegar na TV Globo para trabalhar, no dia seguinte à morte do segundo animal, que o caso se tratava de vingança.

“Chegando à TV naquela tarde, encontrei uma colega jornalista que me disse o seguinte: ‘Estive lá em Bangu e um preso perguntou para mim como estavam as cachorras do Cid Moreira. O que aconteceu?’”, disse.

Assustado, o jornalista decidiu mudar de endereço ao saber que o pai do homem havia sofrido um enfarto ao ouvir Cid dizer que ele era um criminoso, o que fez com que o rapaz ficasse com raiva e se vingasse.

Cão morre após inalar fumaça em dois incêndios em casa no RJ

Um cachorro da raça yorkshire morreu após a casa onde ele vivia ser afetada por dois incêndios na quarta-feira (8), em Porto Real, no Rio de Janeiro. O cão não resistiu depois de inalar muita fumaça. A residência está localizada na avenida Dom Pedro II.

Foto: Pixabay / Ilustrativa

O Corpo de Bombeiros informou que, num primeiro momento, as chamas tiveram início às 5 horas e foram combatidas. No entanto, quatro horas depois, três novos focos de incêndio surgiram na mesma casa, fazendo com que a equipe retornasse ao local para novamente combater o fogo.

De acordo com os bombeiros, havia muita roupas e móveis na residência e isso contribuiu para que as chamas se alastrassem. As informações são do G1.

Ainda segundo a corporação, na casa vive um casal de idosos. A mulher sofreu queimaduras leves no rosto e foi levada para o Hospital de Porto Real. De acordo com a unidade médica, ela teve queimaduras de primeiro e segundo graus na parte de cima da cabeça, mas apresenta estado de saúde estável. Ela permanecerá internada para evitar uma infecção devido à falta de pele.

O Corpo de Bombeiros não soube informar qual foi a causa do incêndio, nem onde o fogo começou.

Cavalo abandonado agoniza até a morte em Goiânia (GO)

Um cavalo agonizou até a morte em uma área de preservação ambiental no Setor Jardim Petrópolis, em Goiânia (GO). O caso será investigado pela Polícia Civil.

Foto: Lasara Felizardo Nunes/Arquivo pessoal

A aposentada Lasara Felizardo Nunes, de 67 anos, encontrou o animal ainda com vida, bastante debilitado e desnutrido, na tarde de sábado (4). Ela afirma que tentou buscar ajuda com órgãos públicos, mas não teve sucesso. Quando retornou ao local à noite, encontrou o cavalo morto.

“Me assustei. Coitado. Jogaram ele ali para morrer sem nenhuma assistência, sem nada. É terrível. A gente fica indignada”, disse ao G1.

Segundo a aposentada, outros cavalos costumam pastar na região, mas aquele foi visto por ela pela primeira vez. Lasara acionou a Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg) para retirar o corpo do animal do local, que afirmou ter feito o serviço no mesmo dia.

A empresa explicou que retira, por mês, cerca de 80 corpos de animais de pequeno e grande porte. Disse também que, em caso de falecimento de animais em área particular, a responsabilidade é do tutor.

Foto: Lasara Felizardo Nunes/Arquivo pessoal

O caso será investigado pelo titular da Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Contra o Meio Ambiente (Dema), o delegado Luziano de Carvalho.

“Precisamos tentar localizar o tutor. Todo cavalo tem um tutor, não existe cavalo em situação de rua. Esse animal poderia estar doente e, neste caso, se houve o abandono, é considerado um crime ambiental”, explicou.

De acordo com o delegado, em casos como este, a população deve acionar a Dema. Em nota, a Agência Municipal de Meio Ambiente (Amma) disse que não recebeu nenhum pedido sobre o caso e que se tivesse recebido, teria acionado a Zoonose.

Bombeiros encontram corpo de cão que morreu afogado em ação de resgate

O Corpo de Bombeiros de Santa Catarina encontrou, neste domingo (5), em um rio de Sangão, ao Sul do estado, o corpo do cachorro Barney, que morreu afogado ao ser explorado em uma ação de resgate. O cão foi levado pela água ao entrar no Rio Urussanga, em Içara, para procurar um homem de 60 anos. O cachorro tinha 2 anos.

Foto: Corpo de Bombeiros/ Divulgação

Barney já havia sido explorado em ações de busca por vítimas em Brumadinho (MG), após o rompimento de uma barragem. No local, os cães foram expostos a doenças devido ao contato com a lama tóxica.

O corpo foi encontrado boiando, preso em galhos de árvores, a aproximadamente 1,5 km do local onde havia submergido. Retirado da água, o corpo foi levado até Içara. As informações são do G1.

A instituição afirmou que o soldado BM Luciano Rangel, tutor do cachorro, está abalado com o caso. A corporação ofereceu apoio psicológico ao soldado.

Foto: Corpo de Bombeiros/ Divulgação

Barney era um dos dez cães explorados pelo Corpo de Bombeiros. Como fica comprovado pelo caso dele, os animais correm riscos nas operações.

O tenente Ian Triska, da comunicação dos bombeiros, explicou que Barney ficou preso em entulhos e se afogou. “Foi uma tragédia o que aconteceu. O trabalho do cão nunca é pular na água, nadar, ele late e aponta a área que vai fazer a busca. Mas, cada cão tem um temperamento, ele ficou excitado ao sentir algum odor na água e pulou. Como tinha muita coisa na água, lixo e troncos, ele não conseguiu sair”, lamentou Triska, que disse que a corporação ficou muito triste com a morte do animal.

Foto: Corpo de Bombeiros/ Divulgação

Documentário retrata os 6 meses de vida e a agonia dos porcos explorados para consumo

Seis meses é a idade máxima que um porco alcança na criação industrial quando é morto para consumo. É também o título do curta-metragem que a holandesa Eline Helena Schellekens estreou com o apoio da organização espanhola Igualdad Animal. O filme relata a vida de um leitão desde o nascimento até ser levado para o matadouro. Assista ao trailer no final do texto.

Foto: Igualdad Animal

M6NTHS ganhou o Prêmio Panda, tido como a premiação mais importante atribuída a filmes sobre animais, também chamado de “Green Oscar”.

O que motivou Eline Helena a fazer esse vídeo foi a luta contra a criação de animais em jaulas. “Os nossos desejos, enquanto consumidores, de conseguirmos muito por pouco são os culpados dessa vida; você tomaria as mesmas decisões se pudesse olhar nos olhos do animal?”, questiona a cineasta.

Aproveitando a coincidência do projeto com o ano chinês do porco, Eline Helena decidiu conhecer melhor o animal e segui-lo com uma câmera durante os seis meses da sua vida, através do seu ponto de vista, sem acrescentar comentários nem locuções. O som que se ouve é o que o animal também ouve.

O filme traz sequências duras, como as de porcas sendo obrigadas a cuidar dos seus leitões em pequenas jaulas; o momento em que lhes são mutilados os genitais e administrados todo o tipo de antibióticos e remédios; bem como a agonia de habitarem um espaço reduzido à espera de serem mortos.

Com o objetivo de acabar com a criação enjaulada, a Igualdad Animal colocou em marcha essa iniciativa de âmbito europeu, com a qual pretende conscientizar os cidadãos para o enorme sofrimento dos animais quando lhes é vedado o desenvolvimento de quase todos os seus comportamentos naturais.

Com suas imagens, M6nths pretende dar visibilidade a uma realidade e convidar o espectador a refletir sobre a forma como tratamos os animais explorados para consumo. Com essa sensibilização, a Igualdad Animal quer que, enquanto consumidores, mudemos os nossos hábitos alimentares para acabar de uma vez por todas com estas ações tão cruéis.

Assista ao trailer:

Fonte: VICE

Homem agride cadela até a morte na frente de criança, denunciam testemunhas

Um crime brutal revoltou moradores de Lajeado, no Vale do Taquari, no interior do Rio Grande do Sul. De acordo com testemunhas, uma cadela foi agredida até a morte na frente de uma criança. O crime aconteceu na última quinta-feira (2).

Foto: Reprodução/Prefeitura de Lajeado

Segundo os relatos, o tutor do animal o agrediu de forma brutal, usando uma barra de ferro. A agressão aconteceu, ainda de acordo com as testemunhas, na frente do filho do homem, que tem apenas dois anos de idade. As informações são do portal G1.

A cadela foi encontrada na quinta-feira por funcionários da Secretaria de Meio Ambiente do município. Ela estava caída no chão, em estado de choque e com moscas sobre seu corpo.

Resgatada, a cadela recebeu atendimento veterinário. Após ser examinada, foi constatado que ela havia sofrido fratura no osso do diafragma, traumatismo craniano e tinha água nos pulmões.

Diante da situação, a cadela passou a receber tratamento médico. No entanto, apesar de ter recebido medicações e todos os cuidados necessários, ela não resistiu aos graves ferimentos que sofreu.

O caso está sendo investigado pela Polícia Civil.

Chimpanzé morre aos 17 anos após viver aprisionado em zoo desde o nascimento

O chimpanzé Lunga morreu na última semana aos 17 anos, no Zoológico de Belo Horizonte, em Minas Gerais, após viver aprisionado desde que nasceu. No local, ele vivia com o pai e com a meia-irmã.

Divulgação / Prefeitura de BH / Suziane Fonseca

A Fundação de Parques Municipais e Zoobotânica afirmou que o macaco apresentou um comportamento alterado e estava sendo monitorado desde a segunda-feira (29) da última semana. Ele morreu no dia seguinte. As informações são do portal R7.

As possíveis causas da morte estão sendo investigadas. O corpo do animal será submetido a exames de necropsia e os resultados devem estar prontos em 30 dias.

Além de Lunga, que completaria 18 anos no mês de outubro, outros chimpanzés vivem presos no zoológico, privados da vida em liberdade, sendo explorados para entretenimento humano. Serafim, de 31 anos, é pai de Lunga e veio do zoológico de Barcelona, na Espanha. Já Dorothéia, de 39 anos, é meia irmã do chimpanzé e, assim como ele, também nasceu em Belo Horizonte.

Cão explorado em operação de resgate morre afogado ao procurar vítima em rio

Um cachorro morreu afogado na noite de sexta-feira (3) enquanto procurava por uma vítima em um rio. Barney, como era chamado o cão, também foi forçado a participar de operações em Brumadinho (MG), após o rompimento de uma barragem.

Foto: Núbia Garcia/ Arquivo Correio Lageano

O Comando-Geral do Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina afirmou, por meio de nota, que Barney procurava por uma pessoa desaparecida em um rio no município de Içara, ao Sul do estado, quando “submergiu e não retornou à superfície”.

Os militares tentam, agora, localizar o corpo do cachorro, que pode estar preso no leito do rio. As informações são do Correio Lageano.

O cachorro, explorado pelo Corpo de Bombeiros para a busca de vítimas, acompanhava o soldado Luciano Rangel, do 5º Batalhão de Bombeiros Militar de Lages. “Neste difícil momento, registramos ao Sd BM Rangel e a toda comunidade de Cinotecnia do CBMSC, os sentimentos de profunda tristeza e solidariedade de todos os bombeiros”, informa a nota da corporação.

Após ser localizado o corpo, o cachorro será cremado em um crematório para animais na cidade catarinense de São José.

Exploração animal

Cães que são forçados a participar de operações de resgate são submetidos a um treinamento no qual aprendem comandos anti-naturais, que não seriam executados por eles por conta própria se eles não fossem forçados a isso. Tratados como objetos a serviço dos seres humanos, esses cachorros são expostos a situações de risco, que ameaçam a vida deles.

Além disso, os cães são impedidos de ter uma vida normal, como qualquer outro animal doméstico teria, já que são obrigados a viver em função das buscas por sobreviventes, mesmo que isso possa lhes custar sua própria vida.