Carreta com 250 porcos tomba em rodovia e animais morrem

Foto: Divulgação

Uma carreta que transportava 250 porcos tombou em uma das curvas da rodovia MT-480, na última quarta-feira (10), próximo à cidade de Tangará da Serra, no Mato Grosso. O veículo estava indo em direção a um frigorífico. O acidente ocorreu após o motorista da carreta tentar desviar de um buraco na pista.

O destino do veículo era um matadouro localizado na cidade Diamantino, onde os animais, após horas de viagem, seriam mortos para consumo humano. O acidente ocasionou a morte de mais de 125 animais. Muitos sobreviveram e andavam desnorteados pela pista, assustados com a queda do veículo. Outros ficaram agarrados às ferragens e agonizaram sem receber socorro.

Lamentavelmente acidentes do tipo são comuns em rodovias brasileiras. Um dos casos mais emblemáticos ocorreu no Rodoanel, em São Paulo, em 2016. Uma carreta que transportava cerca de 100 porcos tombou no anel rodoviário e causou a morte de 16 animais. Muitos dos que sobreviveram sofreram fraturas expostas e traumas físicos e psicológicos.

Os porcos do Rodoanel também estavam encaminhados para um matadouro, mas após uma campanha nacional liderada por ativistas em defesa dos direitos animais, os porquinhos foram salvos e levados para uma ONG no interior de São Paulo. Infelizmente, poucos animais têm essa sorte. Dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que apenas em 2018, cerca de 40 milhões de porcos foram mortos para consumo humano.

Cão idoso morre após ser abusado sexualmente por ladrões

Reprodução | Facebook

O cãozinho da raça yorkshire de 14 anos Frederico não sobreviveu após ter sido vítima de abuso sexual por dois criminosos no município de Balneário Camboriú, em Santa Catarina. A denúncia dos maus-tratos foi feita pela ONG Fada Amparo Animais de Rua (FAAR).

Segundo a organização de proteção animal, o cachorro foi sequestrado da residência de uma idosa na marginal da BR-101, no dia 30 de março. Imagens de câmeras de segurança mostram o momento em que os dois criminosos saem do local com o cão e uma televisão.

Os ladrões entraram em um carro branco e fugiram. A tutora do animal pediu ajuda a FAAR e após a intensa repercussão do caso, o animal foi encontrado muito ferido 15 dias após o sequestro por um cabeleireiro, que imediatamente levou o cãozinho a um veterinário e contatou a ONG.

Reprodução | Facebook

A presidente da FAAR, Anete Bittencourt, chegou a usar a redes sociais para informar sobre o estado do animal. “Peço orações para Frederico, ele está muito mal. A suspeita é que tenha sido violentado e está muito machucado. Estou muito triste e com muito ódio desses marginais. Que tristeza tão pequeno e velhinho sofrer este abuso”, disse em uma postagem.

No entanto, infelizmente, o cãozinho não sobreviveu à gravidade dos ferimentos. O crime foi registrado na Polícia Civil. Os criminosos ainda não foram identificados.

Cachorro idoso morre dias depois de ser estuprado por dois criminosos

Um cachorro da raça yorkshire, de 14 anos, que foi estuprado por dois criminosos após ser sequestrado por eles durante um furto à casa da tutora dele, não resistiu aos ferimentos e morreu. O caso aconteceu em Balneário Camboriú, em Santa Catarina, e foi denunciado pela ONG Fada Amparo Animais de Rua (FAAR).

Frederico morreu na clínica veterinária (Foto: Reprodução / Diarinho)

Frederico, como era chamado o cão de porte micro, que pesava apenas 4 kg, foi sequestrado e estuprado no dia 30 de março. As informações são do portal Diarinho.

Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que dois criminosos saíram da casa. Um deles carregava uma televisão nos braços, enquanto o outro levava uma bolsa e o cachorro. Eles fugiram usando um carro branco.

Desesperada, a tutora do animal pediu ajuda de Anete Bittencourt, da FAAR, para encontrar Frederico. Dias depois ele foi localizado em Tijucas, bastante machucado devido à violência sexual que sofreu.

O cachorro foi encontrado por um cabeleireiro, que levou o animal a uma clínica veterinária e avisou Anete. “Peço orações para Frederico, ele esta muito mal; suspeita de ter sido violentado e está muito machucado. Estou muito triste e com muito ódio destes marginais. Que tristeza tão pequeno e velhinho sofrer este abuso”, escreveu Anete no Facebook após o cachorro ser encontrado.

No entanto, apesar dos esforços, o cachorro não sobreviveu. Uma denúncia foi registrada em uma delegacia. Anete pede que os criminosos respondam pelo crime de maus-tratos a animais. Eles ainda não foram identificados, mas a protetora garante que não iá descansar até encontrá-los.

Fotógrafo registra luto de gorilas após morte de membros da família

Um fotógrafo registrou um momento de luto vivenciado por gorilas após a morte de membros da família no Parque Nacional dos Vulcões, em Ruanda, na África. As imagens mostram a dor do grupo após uma fêmea e um macho do grupo morrerem.

Foto: Reprodução / Hypeness

Os gorilas cheiraram, manipularam, lamberam e se sentaram ao lado dos corpos, como numa espécie de ritual de despedida. Os animais morreram em decorrência de uma doença. As informações são do portal Hypeness.

De acordo com os cientistas da Dian Fossey Gorilla Fund, instituição que protege gorilas e seus habitas, esses animais constroem laços afetivos e sociais reconhecíveis diante da morte. Segundo eles, quanto mais forte o laço com os animais mortos, mais intensa e duradoura é a interação com os cadáveres. É possível, inclusive, que a despedida dure mais de um dia.

No caso dos animais do Parque Nacional dos Vulcões, o filho da gorila fêmea tentou mover a cabeça dela e até mesmo mamar, apesar de já ter passado do período do desmame há bastante tempo.

Foto: Reprodução / Hypeness

Não é a primeira vez que gorilas realizam um ritual de luto junto de familiares mortos. É comum, inclusive, que eles gritem e batam no próprio peito enquanto assimilam a morte de um integrante do bando.

A preocupação dos cientistas, no entanto, é que, em caso de morte por doenças, como aconteceu com os gorilas do parque em Ruanda, os animais vivos acabem se contaminando e adoecendo após entrar em contato com os corpos para se despedir dos companheiros.

Carteiro que faz amizade com cães recebe carta emocionante após morte de cadela

Um carteiro que faz amizade com os cachorros das casas por onde ele passa nos Estados Unidos recebeu um presente emocionante: uma carta escrita pelos tutores de um dos animais que recebia não só a atenção do homem, mas também biscoitos que ele levava para todos os cães. A família decidiu entregar a carta após a morte da cadela.

(Reprodução/Veja SP)

A história foi compartilhada pela filha do carteiro nas redes sociais e emocionou os internautas. A publicação já recebeu mais de 874 mil curtidas e foi compartilhada por mais de 186 mil pessoas. As informações são do Bored Panda.

“Meu pai é carteiro e gosta de dar agrados aos cachorros que encontra no percurso dele. Hoje ele contou que um dos cães morreu e os tutores lhe entregaram um saco com biscoitos e esse bilhete”, explicou a jovem.

Na mensagem publicada pela filha, o carteiro escreveu sobre a morte da cadela, de quem ele fala com muito carinho. “Acabei de descobrir que um dos meus amigos morreu ontem. A Gretchen era um enorme pastor alemão, mas mais parecia um ursinho de pelúcia”, relembrou o homem.

Na carta que os tutores de Gretchen escreveram e entregaram ao carteiro, eles contam sobre a morte da cadela e agradecem pela forma como o homem a tratava quando a encontrava durante o trabalho. Junto da mensagem, eles colocaram biscoitos.

“Gretchen morreu ontem. Ela gostaria que você compartilhasse com os outros cachorros da sua rota os petiscos que ela nunca conseguiu terminar. Ela sempre gostou de te ver chegar perto da nossa porta e sempre ficou feliz ao ganhar um petisco seu. Muito obrigada”.

Austrália se opõe à caça de baleias feita pelo Japão

Foto: Tim Watters/Sea Shepherd Australia/EPA

Foto: Tim Watters/Sea Shepherd Australia/EPA

A frota de navios de caçadores de baleias do Japão chegou ao porto de Shimonoseki no fim de semana com um registro assustador de 333 baleias mortas.

Se a matança feita pelos caçadores japoneses se assemelhar a do ano passado, em que mais de 100 baleias grávidas e 50 delas ainda muito jovens foram mortas, as perdas para a espécies serão imensas. Mas a partir de agora, as coisas parecem estar se movendo para um rumo diferente.

O anúncio feito pelo Japão ano passado, sobre sua saída da Comissão Internacional da Baleia (IWC), significou, entre outros pontos, que os baleeiros provavelmente nunca mais voltariam ao Oceano Antártico. Agora eles só poderão caçar baleias em “suas próprias águas”.

Pela primeira vez em mais de 100 anos, as baleias do Oceano Antártico estão livres da ameaça iminente de uma nação que pretende persegui-las.

A Noruega montou uma estação de caça às baleias na Antártida em 1904 e os baleeiros japoneses têm ido para o sul todo verão desde antes da Segunda Guerra Mundial, juntando-se a dezenas de navios-pesqueiros da Grã-Bretanha e dos Estados Unidos. O único alívio temporário que as baleias tiveram foi devido a segunda guerra mundial.

Então, não se pode subestimar o peso dessa decisão histórica, tanto para o Japão quanto para as baleias do Oceano Antártico que vivem ao redor da Antártida.

Infelizmente, o governo australiano não poderá descansar nem acreditar que a guerra contra as baleias foi vencida pois com as eleições australianas em maio, dentro de um mês com o próximo governo tomando posse, o Japão voltará para matar baleias em suas próprias águas.

O impacto que isso terá sobre essas espécies migratórias ainda não é claro, mas a crueldade em matar e remover dos mares esses gigantes oceânicos é inquestionável.

Só porque essas mortes estão acontecendo em um hemisfério diferente não significa que isso não seja um problema global, e a posição da Austrália como líder mundial na conservação das baleias agora enfrenta um novo e difícil teste.

O próximo governo australiano precisa deixar claro que quem quer que esteja matando baleias será chamado a prestar contas. O Japão pode ter deixado a IWC, mas não pode escapar à sua responsabilidade internacional de conservarão das populações de baleias.

O representante da Austrália na IWC, Nick Gales, disse ao Japão na mais recente reunião da comissão no Brasil, que globalmente o país tinha “perdido sua licença social” para matar baleias.

O Japão não vai recuperá-la apenas por deixar o grupo mundial que foi criado para garantir a conservação e gestão da espécie.

O Japão alega que vai caçar as baleias de acordo com os métodos da IWC para calcular os limites de captura “para evitar impactos negativos sobre os recursos dos cetáceos”. Mas a realidade é que o interesse do Japão pela conservação das baleias é falso. Em diversas reuniões da IWC, o Japão bloqueou e se opôs a inúmeras medidas de conservação da espécie, conforme informações do The Guardian.

As baleias enfrentam muitas ameaças e a Austrália tem desempenhado um papel de liderança na condução da agenda de conservação da IWC. Quando os ministros australianos chegam a essas reuniões, eles são tratados como celebridades. É um reconhecimento merecido por duros anos de combate à pesca de baleias. A Austrália levou o Japão e a premissa falsa de seu programa “científico de caça às baleias” para o tribunal internacional de justiça da ONU em 2014 – e venceu.

Na mais recente reunião da IWC, a Austrália esteve novamente na linha de frente bloqueando as tentativas do Japão de reescrever as regras de votação da IWC e encerrar a proibição de 33 anos de duração sobre a caça às baleias.

Mas agora a Austrália precisa garantir que a IWC se torne uma organização capaz de proteger as baleias de todas as outras ameaças que elas enfrentam.

Ameaças que incluem o aumento no transporte marítimo global que coloca mais baleias em risco de colisões e torna os oceanos mais barulhentos; os “enredamentos” acidentais, estima-se que 300 mil cetáceos morrem acidentalmente a cada ano depois de serem apanhados em equipamentos de pesca; e a explosão na exploração offshore de petróleo e gás que expõe as baleias aos efeitos sonoros desorientadores das explorações sísmicas.

A hora é propícia para levar esses esforços a níveis mais altos, pois a urgência se torna imperativa dada a proximidade e tamanho das ameaças.

Mas não são apenas as baleias que precisam ser salvas. A retirada do Japão da comissão ameaça o futuro da própria IWC. Como o país paga a maior taxa de associação, sua saída cria um significativo buraco de 230 mil dólares nas contas financeiras da comissão – ou seja, 8% das taxas que recebe dos governos. Tentativas de usar que esse déficit como desculpa para reduzir os esforços de conservação serão feitas.

Como guardião dos oceanos com a maior biodiversidade do planeta e de áreas marinhas de renome mundial, como a Grande Barreira de Corais, o Recife Ningaloo e a Grande Baía Australiana, a Austrália construiu uma reputação de líder global em conservação marinha.

Mas essa liderança tem sofrido ameaças. Principal atração turística do país, a Grande Barreira de Corais, tem lutado para sobreviver ao aquecimento global, enquanto a política climática do governo tem se deteriorado.

O governo australiano excluiu cerca de 35 milhões de hectares de zonas de proteção da sua rede de parques marinhos. O número de tubarões em Queensland despencou em três quartos, enquanto as autoridades resistiam em aderir aos esforços globais para proteger essas espécies marinhas.

O próximo governo do país enfrentará o desafio do retorno do Japão à caça de baleias. O mundo todo espera que o pais se erga em defesa da espécie mais uma vez. Porém, a Austrália também tem assuntos ambientais internos para colocar em dia.

Saída do Japão da IWC

O Japão saiu da Comissão Internacional das Baleias (IWC) para poder retomar a caça comercial do animal em julho de 2019. O anúncio da saída foi feito em dezembro de 2018, três meses após a IWC se opor à petição do país asiático para retomar a atividade.

O secretário-chefe do gabinete, Yoshihide Suga, disse que a caça será limitada às águas territoriais do Japão e à sua zona econômica exclusiva ao longo da costa do país e que o Japão interromperá suas expedições anuais para os oceanos Antártico e Pacífico Noroeste.

Com a decisão, o Japão se torna a terceira nação a praticar abertamente a caça, junto da Islândia e Noruega.

“Lamentavelmente, chegamos a uma decisão de que é impossível na IWC buscar a coexistência de estados com visões diferentes”, disse Suga.

Suga disse também que a IWC tem sido dominada por ambientalistas e que o Japão está desapontado com seus esforços para administrar as populações de baleias, embora a IWC tenha um mandato para a conservação de baleias e o desenvolvimento da indústria baleeira.

A decisão não foi bem recebida pela comunidade internacional. A Austrália disse estar “extremamente desapontada”, e a Nova Zelândia lamentou a retomada da “ultrapassada e desnecessária” matança de baleias. No entanto, o ministro das Relações Exteriores da Austrália e Nova Zelândia, Winston Peters, saudou a retirada do Japão do oceano sul.

O grupo ambientalista Greenpeace também condenou a decisão e contestou a opinião do Japão de que as populações de baleias se recuperam, dizendo que a vida oceânica está sendo ameaçada pela poluição e pela pesca excessiva. As informações são do Daily Mail.

“A declaração do Japão está fora de sintonia com a comunidade internacional e menos ainda com a proteção necessária para o futuro dos nossos oceanos e dessas criaturas majestosas”.

“O governo do Japão precisa urgentemente agir para conservar os ecossistemas marinhos, em vez de retomar a caça”, disse Sam Annesley, diretor executivo do Greenpeace Japan, em um comunicado.

Diplomacia

A decisão do Japão, causou estranheza por se tratar de uma ação unilateral, sendo que o país não costuma adotar medidas assim em sua diplomacia.

Em setembro de 2018, o Brasil sediou a 67ª reunião anual da IWC, ocasião na qual a petição do Japão para retomar a caça foi rejeitada por 41 votos contra 27.

Segundo o Estadão, o vice-ministro japonês da Pesca, Masaaki Taniai, lamentou o resultado da votação e disse que a possibilidade de abandonar a IWC seria uma última opção.

Tecnicamente, o país asiático nunca deixou de caçar baleias, já que se aproveitava de uma falha a moratória de 1986 que autoriza a captura dos animais para investigações científicas. Mas a carne das baleias, de um jeito ou de outro, acabava nas peixarias.

Congressistas americanos pedem redução de testes com primatas em laboratórios

Foto: Stock (ilustrativa)

Coelhos, ratos, cães, macacos e outros animais indefesos são torturados em laboratórios que os usam em experimentos cruéis, desnecessários e ineficázeis.

Dois congressistas americanos estão tentando acabar com o sofrimento desses animais e pedem que a Food and Drug Administration (FDA) pare de pesquisar sobre primatas em um laboratório em Arkansas até que alegações de abuso e negligência possam ser investigadas.

O deputado republicano Matt Gaetz, da Flórida, e o deputado democrata Brendan Boyle, da Pensilvânia, enviaram uma carta ao comissário da FDA Scott Gottlieb em 21 de março, após tomar conhecimento da morte de um macaco rhesus de 5 anos no Centro Nacional de Pesquisa Toxicológica. um campus de pesquisa da FDA em Jefferson, Arkansas.

De acordo com um relatório final enviado ao Escritório de Bem-Estar Animal do Laboratório em Bethesda, Maryland em 7 de setembro, o macaco sofreu um “estrangulamento acidental” depois de ser deixado em uma “cadeira de contenção” para jogar um jogo de computador.

O relatório afirmou que o macaco teve que ser sacrificado após ser descoberto com o “jugo da cadeira de contenção pressionado até o topo da câmara causando obstrução das vias aéreas”.

“Basta”, disse Gaetz.

“Os contribuintes estão doentes e cansados ​​dos negócios de muitos milhões de dólares do governo e tenho orgulho de liderar os esforços bipartidários para reduzir a pesquisa sobre primatas abusivos e abusivos na FDA”.

A carta

“Uma morte animal tão evitável sugere uma persistente falta de supervisão apropriada, cuidados com os animais e treinamento no centro de pesquisa”, escreveram eles.

“Estes são semelhantes aos problemas que você identificou na instalação quando você encerrou legitimamente seu laboratório de teste de nicotina.”

“Estamos confiantes de que você compartilha nossa preocupação de que sete meses após o FDA ter se comprometido a resolver esses sérios problemas, com uma revisão de todos os programas de pesquisa com animais e a criação de um Conselho de Bem-Estar Animal, os abusos continuaram e causaram a morte evitável de outro primata.”

Gaetz e Boyle já haviam escrito uma carta anterior a esta para Gottlieb, em outubro, pedindo que ele reduzisse os testes em animais ou encontrasse alternativas sempre que possível, logo depois do fim de um estudo sobre nicotina em janeiro de 2018, que matou quatro macacos-esquilo entre 2015 e 2017.

Os macacos restantes desse estudo em particular foram enviados para um santuário de animais na Flórida, em parte devido a uma petição do Projeto White Coat Waste assinada por mais de 1 milhão de pessoas. No entanto, os macacos ainda estão sendo usados ​​para outros testes no laboratório do FDA em Arkansas.

Scott Gotlieb renunciou ao FDA no no mês passado não respondeu publicamente ao último incidente.

Ibama autoriza uso de armas brancas e exploração de cães na caça ao javali

O Ibama atualizou as regras para a prática cruel da caça ao javali, única espécie que tem autorização para ser caçada em todo o território nacional. Com a mudança, passa a ser permitido de arma de fogo, facas e armadilhas, além de ter sido autorizada a exploração de cachorros durante a caça. A nova portaria foi publicada no Diário Oficial na última semana.

A nova portaria implementou também o Sistema Integrado de Manejo de Fauna (SIMAF), um sistema eletrônico para recebimento de declarações e relatórios sobre a caça ao javali que, segundo o pesquisador da UNESP de Rio Claro (SP) Felipe Pedrosa, é a principal novidade das novas regras estabelecidas.

Foto: Pixabay

“Antes o processo era o uso de documentação em papel e ida na sede do Ibama mais próxima”, disse. As informações são do portal O Eco.

Pedrosa classifica a exploração de cachorros na caça como “polêmica”, mas a defende, dizendo que trata-se de uma ferramenta portante “que não poderia ser negligenciada ou proibida”, ignorando o fato de que esses cães são explorados ao serem submetidos a treinamentos anti-naturais e forçados a participar de uma prática que coloca suas vidas e sua integridade física em risco, além de causar sofrimento também para os javalis.

A normativa estabelece que a exploração de cães deve ser vedada de maus-tratos, que o javali deve ser morto rapidamente “sem que provoque sofrimento desnecessário aos animais”. No entanto, vídeos divulgados na internet que mostram cachorros mordendo javalis, sob ordem de caçadores, demonstram que a crueldade animal é intrínseca a essa prática e que, portanto, os animais sofrem e sentem dor.

As novas regras estabelecem que os cães usem um colete peitoral, com identificação do responsável, que deve portar atestado de saúde dos animais emitido por veterinário e carteira de vacinação atualizada. O caçador poderá ser punido nos termos da Lei de Crimes Ambientais caso não cumpra essas exigências.

A exploração de cachorros, no entanto, não foi autorizada de forma definitiva. O Ibama disse que irá reavaliar a autorização em um período de até dois anos para definir se os caçadores poderão continuar explorando cães, conforme prevê o Plano Nacional de Prevenção, Controle e Monitoramento do Javali no Brasil.

Enquanto o Ibama caminha na contramão dos direitos animais, autorizando a exploração de cães e promovendo mais sofrimento aos javalis, a Comissão de Meio Ambiente da Câmara dos Deputados aprovou, em 31 de março, um projeto de lei que criminaliza a prática de explorar cachorros em caçadas. A proposta será analisada ainda pela Comissão de Constituição e Justiça para depois seguir para o plenário da Câmara e, em seguida, para o Senado.

Nota da Redação: a caça ao javali, que já é permitida no Brasil há bastante tempo, é por si só uma prática extremamente cruel e que atenta contra os direitos animais. No entanto, as novas regras são ainda mais cruéis, já que autorizam o uso de armas de fogo e facas, que causarão ainda mais sofrimento aos javalis, e permitem que cachorros sejam explorados, o que os insere em uma situação em que eles são forçados a realizar uma atividade anti-natural que os coloca em risco. O fato dessas normas terem sido regulamentadas pelo Ibama, um órgão que se diz defensor do meio ambiente e que deveria zelar pela vida e integridade física dos animais, torna o caso ainda mais alarmante e inaceitável. É preciso que órgãos e governantes atuem em consenso em prol da proteção animal, garantindo o direito à vida a todos os seres, não o contrário.

Núcleo da UFPB denuncia morte de animais a pauladas e exploração de trabalho análogo ao escravo em dezenas de matadouros

O que chama a atenção também é que todos os matadouros investigados são legais, não clandestinos (Foto: Reprodução)

Um trabalho do Núcleo de Justiça Animal da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) concluído no mês passado denuncia que 71 matadouros da Paraíba abatem animais a pauladas e estão envolvidos em exploração de trabalho análogo ao escravo, além de atuarem sem o mínimo de condições de higiene.

O levantamento também foi encaminhado ao Ministério Público do Trabalho (MPT), que se comprometeu em investigar todas as denúncias protocoladas pelo professor Francisco Garcia, coordenador do Núcleo de Justiça Animal da UFPB. Para endossar as queixas, Garcia reuniu dados de seis relatórios do Conselho Regional de Medicina Veterinária, duas dissertações de mestrado e um artigo científico.

Segundo o professor, em todos os matadouros denunciados foram constatados abate de animais a pauladas. Em 34% dos abatedouros foi identificado trabalho infantil realizado por crianças que deixaram a escola. O que chama a atenção também é que todos os matadouros investigados são legais, não clandestinos.

Ainda assim, foram classificados como locais onde a prática de trabalho análogo ao escravo é comum, além de estarem em situação em que é colocada em perigo a saúde dos trabalhadores e dos consumidores.

Nos 71 matadouros, a atuação sem o mínimo de higiene é padrão, além de não haver controle de doenças. Outra observação é que os animais são tratados de forma identificada como visceralmente cruel, o que inclui o abate a pauladas.

Além disso, os trabalhadores não utilizam equipamentos de proteção individual (EPI) e acidentes de trabalho são apontados como comuns. “Há trabalho degradante e análogo ao escravo”, frisa o professor Francisco Garcia.

Resultado de uma pesquisa realizada ao longo de quatro anos, o levantamento destaca também que nenhum dos abatedouros denunciados passou por qualquer fiscalização.

Em resposta às denúncias, o procurador chefe do MPT, Carlos Eduardo de Azevedo Lima, declarou que o objetivo agora é a resolução da situação. No entanto, tudo indica que o Ministério Público deve apenas exigir termos de ajustes de conduta.

Morador pede punição a suspeito de jogar gato para ser morto por cães

Os moradores de Cândito Mota (SP) afirmam que ainda estão indignados com a morte de um gato, que foi mordido por cachorros no bairro Santa Clara 2, no sábado (30). Thiago Xavier, que foi quem ajudou a socorrer o animal, conta que deseja que o responsável seja punido.

“Ele [suspeito] tem de ser preso e receber uma punição à altura, ser punido. Espero que não seja feita justiça com as próprias mãos e que aprenda a dar uma educação diferente a seus filhos”, disse Xavier.

Foto: Thiago Xavier/Arquivo pessoal

Imagens de circuito de segurança que circulam nas redes sociais mostram o momento em que o animal tenta fugir dos cães e sobe numa árvore.

Um homem que estava na companhia dos cachorros aparece no vídeo, pega um pedaço de pau e derruba o gato da árvore, que na sequência é mordido pelos dois cães.

De acordo com Thiago, o gato foi socorrido com ferimentos graves e levado a uma clínica veterinária já sem o movimento nas pernas.

“Já estava com com sinais de que ficaria paraplégico. Porém, durante o tratamento, o animal não resistiu aos ferimentos e morreu na segunda-feira”, diz.

Investigação

Após a morte do gato e da repercussão do caso na cidade, a Polícia Civil de Cândido Mota decidiu abrir um processo de investigação do caso e registrou um boletim de ocorrência de ofício (feito pela própria autoridade policial).

O delegado Gustavo Barbosa Siqueira explica que a polícia já está levantando informações, vídeos, fotos nas mídias sociais, e vai pedir um laudo para confirmar a causa da morte do animal.

De acordo com o delegado, o homem que aparece nas imagens foi identificado e interrogado. Dependendo das motivações e circunstâncias e dos desdobramentos, será aberto um procedimento que pode gerar um termo circunstanciado ou até mesmo um inquérito policial.

Fonte: G1