Casal de caçadores tira foto se beijando em frente ao cadáver do leão morto por eles

Foto: Legelela Safaris

Foto: Legelela Safaris

Uma foto postada nas redes sociais mostra um casal canadense se beijando ao lado do cadáver um leão que haviam acabado de matar em um safári na África do Sul.

Darren e Carolyn Carter, de Edmonton, Alberta (Canadá), participaram de uma excursão organizada pela Legelela Safaris que comercializa a morte por encomenda desses animais indefesos.

A operadora de turismo regularmente compartilha fotos de animais mortos ao lado de caçadores orgulhosos, muitas vezes sorrindo enquanto seguram suas armas, em sua página no Facebook.

Sob a foto do beijo, eles escreveram: “Trabalho duro no sol quente do Kalahari, muito bem feito. Um leão gigantesco”.

Outras fotos mostram o mesmo casal na frente de outro leão morto, com a legenda: “Não há nada como caçar o rei da selva nas areias do Kalahari”.

“Parabenizamos a feliz caçadora e a equipe”.

O casal, que é dono de um negócio de taxidermia, descreveu a si mesmo como “conservacionistas apaixonados”, apesar de participar de caçadas, relata o Mirror.

Carter disse ao Mirror: “Não estamos interessados em comentar sobre isso. É pura politicagem”.

Foto: Facebook/Reprodução

Foto: Facebook/Reprodução

Eduardo Gonçalves, o fundador da Campaign to Ban Trophy Hunting (Campanha para Proibir a Caça ao Troféu, na tradução livre), acredita que esses leões foram capturados e criados com o único propósito de serem mortos por caçadores.

Ele acrescentou: “Parece que esse leão era um animal manso morto em um cativeiro cercado, criado com o único objetivo de ser o alvo de uma selfie presunçosa”.

“Esse casal deve se envergonhar de si mesmo, em vez de se exibir e e ficar se agarrando em frente às câmeras”.

A Legelela Safaris cobra £ 2.400 ( em torno de 11.200 reais)  pela caça à girafa e £ 2.000 (cerca de 9.400 reais) pela zebra. Eles também oferecem caçadas leopardo, elefante, rinoceronte e caças de leões.

A notícia vem em seguida do secretário do Meio Ambiente, Michael Gove, anunciar que quer proibir os caçadores que participam de caçadas particulares (por dinheiro) de trazer de volta os troféus de suas mortes.

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Elefante mais famoso da Namíbia é morto por caçador de troféu

Foto: Christin Winter

Foto: Christin Winter

O mais famoso elefantes da Namíbia, conhecido como Voortrekker (“Pioneiro”), foi morto na semana passada por um caçador de troféus, dez anos depois de ter escapado da morte pela primeira vez.

O elefante foi morto pela liberação de uma permissão especial pelo governo, que o classifica como “elefante problemático”, no entanto, relatos alegam a classificação era falsa, como denuncia uma carta escrita por três centros de conservação em conjunto, em oposição à caçada, enviada ao Ministério do Meio Ambiente e Turismo (MET) no início da semana.

“Não é correto que elefantes sejam mortos dessa forma, é um absurdo”, observaram as ONGs, alertando que os elefantes assustados representam uma ameaça exatamente por estarem acuados por terem seus habitats invadidos.

“Esses elefantes são nossos tesouros, e nós nos opomos a que eles sejam caçados por problemas causados por atos dos próprios seres humanos”, protestaram as comunidades de Otjimboyo, Sorris Sorris e Tsiseb.

Então, por que caçar o mais famoso e último elefante do sexo masculino, ignorando a enorme publicidade negativa que resultaria?

O porta-voz do ministério de meio ambiente e turismo, Romeo Muyanda, disse que a caçada foi permitida “para gerar fundos para as comunidades afetadas”. Muyanda ainda diz que eles “tiveram o elefante caçado como um troféu”. Colocado dessa forma, parece que a vida de um magnífico elefante, a qual não pode ser atribuido valor algum, mas que atraía uma quantia incalculável como atração turística, foi vendida por meros 120 mil dólares.

Muito desse valor irá para o MET, com pouco chegando até até o comunidades, conforme informações do Independent On Line.

Com poucas ou nenhuma chuva desde 2014 e eleições nacionais que se aproximam no final deste ano, os elefantes parecem estar pagando o preço da seca e, no caso Voortrekker, duas vezes.

A EHRA, uma ONG que ajuda a administrar conflitos entre elefantes e humanos na área, em 2008 tinha levantado 12 mil dólares para comprar o título para Voortrekker como um ‘troféu vivo’ do Ministério do Meio Ambiente e Turismo (MET) impedindo sua morte.

A natureza dócil de Voortrekkers provavelmente fez dele o elefante mais fotografado na Namíbia – e sua morte como elefante problemático é especialmente pungente.

Oficialmente, o grupo de elefantes adaptado ao deserto que vagueia entre os raros sistemas fluviais da região é considerado uma população anômala que, na opinião do MET, não pertence a eles.

Indefesos e com seus habitats naturais invadidos pelos humanos, os animais são considerados uma grande dor de cabeça para se gerenciar pelas autoridades locais – e declará-los como animais problemáticos e tê-los assassinados tem sido historicamente o método oficial preferido para lidar com eles.

Historicamente, no início da década de 1980, todos eles haviam desaparecido da área, expulsos por caçadores e por antigos ministros do gabinete da era do apartheid – e, claro, os pecuaristas, criadores de animais, decidiram expulsá-los de “suas” terras e enviá-los ao Parque Nacional Etosha.

Voortrekker, no entanto, foi o pioneiro que começou a frequentar a área novamente no final dos anos 80, e mais tarde liderou um grupo maior que vinha do Parque Reserva de Etosha nas áreas dos rios Brandberg e Ugab, onde eles eventualmente se estabeleceram.

Embora houvesse conflitos iniciais entre os fazendeiros rurais locais e a manada de Voortrekker, eles se tornaram uma característica permanente do local e atração turística única.

Um geólogo que freqüentemente trabalha na área e sabia da existência dos dois grupos, suspeitava que a manada menor, agressiva e amedrontada por agricultores atirando neles, pode ser a causa real das queixas da população de Omatjete que levaram à emissão da sentença de morte de Voortrekker.

O alvo parece estar apontado para este pequeno grupo de sobreviventes resistentes: restam agora apenas 26 animais e, dos três machos deixados no rio Ugab, o Voortrekker era um dos dois únicos elefantes do sexo masculino reprodutores. Todos os nove filhotes nascidos desde 2014 morreram em uma semana, sinal de uma população em dificuldade.

Então, como o Voortrekker de repente se tornou um animal problemático – e depois um troféu de caça – depois de 30 anos? Essa parte permanece um mistério.

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Elefantes tocam e acariciam seu amigo morto com as trombas em sinal de luto

Foto: NewsFlare

Foto: NewsFlare

Este é o momento tocante em que imagens flagram uma manada de elefantes em luto lamentando a perda de seu falecido amigo.

Durante a filmagem recém-divulgada, que foi capturada no Parque Nacional Serengeti, na Tanzânia (África), os elefantes caminham diretamente em direção a seu amigo em cenas que lembram uma “procissão fúnebre” antes de se reunir em torno do corpo imóvel do animal.

A manada de elefantes gentilmente toca o amigo, como se o chamasse ou tentasse despertá-lo. O animal morreu de causas desconhecidas, os demais membros do grupo descansam suas trombas no corpo do animal morto enquanto prestam sua última homenagem.

Durante a cena rara e extraordinária, os elefantes lideram uma marcha em direção ao seu amigo morto antes de parar perto de seu corpo.

O grupo circula em torno do corpo do elefante e olha para seu companheiro morto enquanto os abutres observam a cena de uma árvore próxima.

Foto: NewsFlare

Foto: NewsFlare

À medida que mais elefantes continuam a se reunir ao redor da criatura morta, um é visto pressionando e passando a cabeça contra a pele do animal enquanto outro coloca sua tromba gentilmente sobre o corpo do animal.

Depois de levantar as trombas no ar e “saudar” seu amigo morto, a manada lentamente caminha até a borda do campo.

Enquanto os animais se afastam, um elefante permanece ao lado do animal morto e mantém sua tromba pressionada no corpo do animal.

Foto: NewsFlare

Foto: NewsFlare

Esta não é a primeira vez que elefantes foram filmados lamentando a perda de um ente querido.

No início deste mês, imagens de tirar o fôlego postadas no Twitter pelo guarda florestal indiano Serviço Exterior da Índia, Parveen Kaswan, mostraram uma manada de elefantes carregando o corpo de um filhote de elefante morto por uma estrada na Índia.

Luto e perda

De acordo com o Smithsonian Institution, o maior complexo de museus, educação e pesquisa do mundo, os elefantes costumam lamentar seus parentes mortos e são conhecidos por terem um grande interesse nos ossos de seus falecidos.

Se os elefantes choram ou não por seus entes queridos perdidos que faziam parte damanada é uma questão que os cientistas vêm tentando responder.

Foto: NewsFlare

Foto: NewsFlare

Como os animais vivem em grupos sólidos e têm uma longa expectativa de vida, eles formam fortes laços entre si. Quando alguém morre, é possível que o restante da manada tenha lamentado sua morte.

Em 2016, um vídeo de três diferentes famílias de elefantes visitando o corpo de uma matriarca morta e repetidamente cheirando e tocando o corpo foi compartilhado por um estudante de doutorado.

Ele sugeriu que os animais podem ter tido uma profunda ligação emocional com o corpo e poderiam estar sofrendo a dor da perda.

Foto: NewsFlare

Foto: NewsFlare

Outro vídeo deste ano mostra o momento comovente em que um bebê elefante tenta acordar sua mãe, que desmaiou e morreu depois de vagar por uma aldeia na Índia.

O pequeno elefante usava a tromba para acariciar a cabeça da mãe enquanto ela permanecia imóvel, o fato aconteceu em Odisha, no leste da Índia.

Delegado mata cão e polícia busca câmeras de segurança para apurar o caso no RS

O caso de um delegado que matou um cachorro com um tiro em São Luiz Gonzaga, no Rio Grande do Sul, está sendo analisado pela polícia, que está em busca de imagens de câmeras de segurança para apurar o fato. O animal foi morto no último sábado (22). Até o momento, o delegado José Renato de Oliveira Moura colheu depoimentos do policial que disparou contra o cachorro e da tutora do animal.

Foto: Katyusse Gabert/Arquivo pessoal

“Não temos testemunhas”, disse Moura, que instaurou inquérito e afirmou que vai investigar se houve “crime de crueldade contra animais”, no que se refere ao tiro disparado pelo delegado, ou “crime de descuido na guarda de animal perigoso”, no caso da tutora do animal.

“A casa de onde o cachorro saiu tem um murinho bem baixo, uma grade de metal, na verdade, que não deve ter um metro de altura. E o local onde o Afonso [Stangherlin] atirou no animal fica atravessando a rua, em diagonal. Ele [cachorro] deve ter caminhado ou corrido uns 50 metros, foi bem perto”, completa.

Após anexar provas ao inquérito, Moura vai encaminhar o documento para o juizado especial criminal, isso porque trata-se de um crime de menor potencial ofensivo. O juizado, por sua vez, deve agendar audiências de conciliação entre as partes. “Por descuido na guarda são 10 dias, e crueldade três meses, com aumento de um sexto se ocorrer morte, que ocorreu”, disse o delegado ao se referir a pena para os crimes.

A tutora do cão, Luciane Gabert, que registrou um boletim de ocorrência sobre o caso, relatou ao G1 que entrou em casa para pegar um mate e deixou Marley, que era da raça labrador, no pátio. Em seguida, ela ouviu o barulho de um tiro e, ao sair de dentro de casa, encontrou o cachorro morto.

Foto: Katyusse Gabert/Arquivo pessoal

Segundo Luciane, Marley tinha 15 anos e problemas na coluna. “Ele era extremamente dócil, um brincalhão, nunca atacou ninguém”, contou a filha de Luciane, Katyusse Gabert, que, assim como a mãe, não acredita que o cachorro morderia alguém.

Afonso Stangherlin, o delegado que atirou no cão, disse que passeava com um cão de porte pequeno, da filha dele, que está sob seus cuidados por um período, quando viu outro cachorro correndo em sua direção. “O cachorro que estava comigo estava apavorado. Quando eu percebi que ele estava perto, dei um tiro”, afirmou. “Atravessei a rua, chamei a proprietária, me identifiquei e disse que o animal iria me atacar e não tinha o que fazer”, completou.

“No momento do disparo, não sabíamos que ele era delegado. Após a minha mãe indagar sobre o fato, ele disse para retirar o cachorro da calçada, que ele era delegado e que era para tomarmos nossas providências e que ele providenciaria as dele”, disse Katyusse. Stangherlin disse que não maltrata animais e não tem histórico “de ficar dando tiro na rua.”

Apesar de serem vizinhos, a tutora de Marley e sua filha não tinham contato com o delegado.

Foto: Arquivo pessoal


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Fotógrafo flagra em imagem a triste situação dos elefantes mortos por caçadores de marfim

Foto: Justin Sullivan

Foto: Justin Sullivan

O fotógrafo Justin Sullivan tirou recentemente uma fotografia que deixou o mundo atordoado. A imagem forte e chocante captada pelo talentoso fotógrafo, mostra um elefante africano morto por caçadores que buscavam o marfim de suas presas no norte de Botsuana. A foto expõe de forma inequívoca a situação desses paquidermes gigantes, gentis e inteligentes e como seu número tem diminuído de forma acentuada devido à caça.

Segundo o autor da foto, intitulada de “Desconexão” a imagem “não mostra apenas o quão isolado e desconectado o elefante esta naquele momento comovente, mas como nós todos estamos da situação como um todo”.

“Mantive essa imagem por meses, aguardando a oportunidade certa para compartilhá-la. É um processo emocional para mim, mas ter minha foto de “Desconexão “anunciada como finalista no Concurso Stenin é emocionante e ao mesmo tempo desolador. É emocionante ver que uma questão importante será manchete em todo o mundo e despertará interesse novo nas conversas em torno da caça a elefantes. Também é algo que parte o coração, um lembrete da perda ecológica que enfrentamos atualmente. Esse elefante específico foi morto de uma maneira extremamente desumana não é uma imagem fácil de ser digerida”, disse Sullivan.

“Espero que esta imagem e a publicidade que ela esta recebendo do Stenin Contest World Tour reacenderão as conversas de que tanto precisamos, para evoluir nessa questão”, diz.

Justin Sullivan nasceu na pequena cidade de Eshowe, na África do Sul. O fotógrafo é formado em Geografia e Estudos Ambientais, Gestão Pública e Desenvolvimento, e mestre em Sociologia.

Justin tem explorado a fotografia nos últimos 3 anos, ampliando sua especialização em fotografia documental e se especializando em incêndios florestais no Cabo.

O foco de seu trabalho é destacar questões contemporâneas na África do Sul, usando a fotografia para exibir insights sobre um mundo muitas vezes “invisível”, segundo ele.

O fotógrafo se descreve como um apaixonado pelo meio ambiente e por estar ao ar livre. Os planos de Justin incluem fotos que documentem incêndios florestais em todo o mundo para aumentar a conscientização sobre as mudanças climáticas e os impactos socioeconômicos desses desastres.

Na imagem finalista do concurso, os caçadores usavam uma motosserra para cortar a tromba e as presas, a apenas 20 minutos de distância de um acampamento nas proximidades. A caça em Botswana está aumentando rapidamente, com um aumento estimado de cadáveres em 593% nas regiões do norte do país entre 2014 e 2018.

Ameaçados e perseguidos

Uma pesquisa realizada por cientistas das universidades de Freiburg, York e da Convenção para o Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas (CITES), revela um declínio na taxa anual de mortalidade de elefantes proveniente da caça saindo de um pico estimado de mais de 10% em 2011 para menos de 4% em 2017.

Estima-se que haja cerca de 350 mil elefantes restantes na África, mas aproximadamente de 10 a 15 mil são mortos a cada ano por caçadores.

Nas atuais taxas de caça, os elefantes correm o risco de serem praticamente eliminados do continente, sobrevivendo apenas em bolsões pequenos e fortemente protegidos.

Um dos autores do estudo, o Dr. Colin Beale, do Departamento de Biologia da Universidade de York, disse: “Estamos vendo uma queda na caça, que é obviamente uma notícia positiva, mas o número de mortes ainda está acima do que pensamos ser sustentável, então as populações de elefante populações estão em declínio”.

“As taxas de caça parecem responder principalmente aos preços do marfim no sudeste da Ásia e não podemos esperar ter sucesso sem atacar a demanda naquela região.”
A equipe de pesquisa diz que é impossível dizer se a proibição do comércio de marfim introduzida na China 2017 está tendo um impacto nos números, já que os preços do marfim começaram a cair antes da proibição e podem refletir uma desaceleração mais ampla na economia chinesa.

“Precisamos reduzir a demanda na Ásia e melhorar o sustento das pessoas que convivem com elefantes na África; esses são os dois maiores alvos para garantir a sobrevivência dos elefantes a longo prazo”, acrescentou Beale.

“Embora não possamos esquecer o combate à caça e a aplicação da lei, melhorar apenas esses pontos isoladamente não resolverá o problema da caça em si”, acrescentou Beale.

Os cientistas analisaram dados do programa MIKE (Monitoramento do Abate Ilegal de Elefantes), que registra dados de cadáveres fornecidos por guardas florestais em 53 locais protegidos em toda a África.

O Dr. Beale acrescentou: “Os elefantes são a própria definição da megafauna carismática, mas também são importantes engenheiros do cerrado africano e dos ecossistemas florestais e desempenham um papel vital na atração do ecoturismo para que a sua conservação seja uma preocupação real”.

Lisa Rolls Hagelberg, diretora de Relações com a Vida Silvestre e Relações com Embaixadores da ONU, disse: “Garantir um futuro que conte elefantes selvagens e uma série de outras espécies exigirá leis e esforços mais rigorosos e envolvimento genuíno da comunidade; no entanto, desde que haja demanda as pessoas vão encontrar uma maneira de supri-la.

“Apenas cerca de 6% do financiamento atual para combater o comércio de animais selvagens é direcionado para a comunicação.

Para o sucesso a longo prazo, os governos precisam priorizar intervenções abrangentes de mudança social e comportamental para prevenir e reduzir a demanda. Nós temos o know how (como fazer), agora precisamos investir para realmente influenciar a consciência ambiental”.

Severin Hauenstein, da Universidade de Freiburg, acrescentou: “Esta é uma tendência positiva, mas não devemos ver isso como um fim para a crise da caça”.

“Depois de algumas mudanças no ambiente político, o número total de elefantes mortos na África parece estar caindo, mas para avaliar possíveis medidas de proteção, precisamos entender os processos locais e globais que impulsionam a caça de elefantes”.

O estudo foi publicado na Nature Communications.

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Jacaré é encontrado morto com tiro na cabeça em Paty do Alferes (RJ)

Um jacaré foi encontrado morto, no domingo (16), em Paty do Alferes, no Rio de Janeiro. O animal tinha uma marca de tiro na cabeça e foi encontrado por moradores em um córrego na Rua Jacob, no bairro Granja Califórnia.

Foto: Reprodução/Redes Sociais

O corpo do jacaré foi retirado do local e levado para um depósito para animais mortos. O Corpo de Bombeiros informou ao G1 que ninguém foi autuado, já que o jacaré estava morto há alguns dias.

Em situações semelhantes, a corporação orienta a pedir ajuda pelo 193.

Outro caso

No Paraná, uma tartaruga-de-couro foi encontrada morta no sábado (15). O corpo do animal, que pesa cerca de 300 quilos, estava no balneário Praia de Leste, em Pontal do Paraná.

Foto: Divulgação/Centro de Estudos do Mar/UFPR

A tartaruga foi retirada do local por especialistas do Laboratório de Ecologia e Conservação do Centro de Estudos do Mar (CEM), da Universidade Federal Paraná (UFPR).

Bióloga do CEM, Camila Domit explicou ao G1 que amostras biológicas do animal serão coletadas para tentar avaliar a causa da morte.

“É a mesma espécie que veio para desovar em 2007, 2009, 2013, mas, obviamente, não é uma espécie que a gente vê com frequência. É uma espécie ameaçada de extinção”, ressaltou a bióloga, que acredita que o animal, que era adulto, estava se alimentando na região.


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Elefantes em luto carregam o corpo de filhote morto em procissão funerária

Foto: Daily Mail/Reprodução

Foto: Daily Mail/Reprodução

As imagens comoventes mostram uma procissão de elefantes indianos carregando o corpo sem vida de um membro do grupo, em cenas que lembram as cerimônias humanas de luto.

Um vídeo pungente dos elefantes acompanhando um “funeral” para um de seus jovens companheiros, se tornou viral, provocando emoção e repercutindo intensamente nas mídias sociais.

A impressionante filmagem foi postada no Twitter por Parveen Kaswan, um guarda florestal do Serviço Exterior da Índia, na sexta-feira última.

As imagens mostram um elefante indiano adulto saindo de uma área arborizada em uma estrada, carregando o corpo sem vida de um filhote de elefante morta com sua tromba.

Ele descansa o corpo no chão por um momento, em seguida parece protegê-lo enquanto espera por outros membros do grupos que seguem o cortejo e chegam após alguns momentos.

Foto: Daily Mail/Reprodução

Foto: Daily Mail/Reprodução

Andando em linha – não muito diferente de uma procissão fúnebre – elefantes jovens e adultos se reúnem em volta do corpo.

Com o grupo reunido, o corpo é levado para a floresta enquanto os transeuntes observam.

As cenas provocaram uma explosão de emoção nas mídias sociais, depois de ter sido re-tweetado mais de 5 mil vezes, e recebido pouco menos de 12 mil curtidas.

Devika comentou: “Isto é uma prova dos sentimentos dos animais e dilaceram um coração. Há muito que os humanos podem aprender com os animais”.

Foto: Daily Mail/Reprodução

Foto: Daily Mail/Reprodução

Sumita Bhatt acrescentou: “Meu Deus! É a primeira vez que vi esse vídeo… Realmente muito tocante”.

Mohan Alembath disse que o “vídeo é muito comovente e emocionalmente perturbador”, observando que “a capacidade dos elefantes para emoções complexas como o luto é verdadeiramente notável”.

Enquanto os cientistas alertam contra a interpretação de tais exibições como sendo motivadas por “luto”, os elefantes são uma das várias espécies que foram observadas a lamentar seus mortos, segundo informações do Daily Mail.

Sabe-se que os elefantes têm interesse especial nos ossos de seus mortos, segundo a revista Smithsonian, e foram vistos realizando “funerais” anteriormente.

Durante esses memoriais, os animais foram vistos passando repetidas vezes pelo falecido companheiro de grupo – até às vezes cheirando e tocando o cadáver.

Ano passado, foram divulgadas imagens de uma baleia orca que carregava o corpo de seu filhote falecido nas costas por mais de duas semanas em águas canadenses antes de liberá-lo.

Os chimpanzés também foram repetidamente observados em práticas similares.

Em um caso relatado, um pequeno grupo de chimpanzés em cativeiro foi flagrado examinando o corpo de um companheiro do grupo em busca de sinais de vida, e limpou pedaços de palha de seu pelo. Eles se recusaram a ir para o lugar onde ela havia morrido por vários dias depois.

Em 2017, uma equipe de pesquisadores de primatas na Zâmbia filmou uma mãe usando um pedaço de grama seca para limpar detritos dos dentes de seu falecido filho.

A implicação, segundo os cientistas envolvidos, é que os chimpanzés continuam a sentir laços sociais, mesmo após a morte, e sentem alguma sensibilidade em relação aos cadáveres.

Magpies (pássaros australianos) foram observados enterrando seus mortos sob galhos de grama.

Em um dos exemplos recentes mais fascinantes, um menino de oito anos capturou imagens de pecarídeos, uma espécie de porco selvagem, encontrado em algumas partes dos Estados Unidos, observando rituais de luto.

Os queixadas visitavam o cadáver repetidamente, acariciando-o e mordendo-o, bem como dormindo ao lado dele.

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Cisne é estrangulado até a morte em parque público

Foto: RSPCA /SWNS.COM

Foto: RSPCA /SWNS.COM

Uma mulher estrangulou um cisne até a morte em um parque público, segundo relatos de testemunhas oculares presentes no local do crime.

Uma investigação da ONG RSPCA foi iniciada depois da denúncia de que uma mulher supostamente teria agarrado o pássaro indefeso, montado sobre ele e em seguida torcido seu pescoço.

Uma das pessoas que presenciaram o ato cruel, ligou para a polícia e também relatou o crime para a instituição voltada para bem-estar animal (RSPCA).

Foto: RSPCA /SWNS.COM

Foto: RSPCA /SWNS.COM

Policiais compareceram ao local atendendo a ocorrência e descobriram o cisne adulto morto em uma via pública do parque, iniciando então os procedimentos de coleta dos depoimentos de duas testemunhas.

O incidente aconteceu em Chester Park, em Chester-le-Street, no Condado de Durham, Inglaterra, por volta das 19 horas, na semana passada.

O oficial da RSPCA divulgou imagens do cisne morto em uma tentativa de localizar novas testemunhas e prender o agressor, que supostamente fugiu do parque, local do crime.

Cisnes são protegidos por lei sob a lei Wildlife and Countryside Act de 1981, o que significa que é ilegal matar, ferir ou pegar um cisne sem licença.

Os infratores podem enfrentar até seis meses de prisão e/ou uma multa com valores ilimitados.

O inspetor da RSPCA, Trevor Walker, disse: “A polícia foi inicialmente chamada por um membro do público que viu uma mulher pegar o cisne, montar no pássaro e torcer o pescoço do animal indefeso.

“Os policiais que compareceram à cena para atender a ocorrência encontraram o cisne adulto morto – com uma lesão nos tecidos do pescoço consistente com o estrangulamento – e conversaram com duas mulheres que assistiram ao incidente.

“O corpo do pássaro foi removido por trabalhadores do município e fomos contatados para investigar o caso”.

“Esse crime extremamente perturbador chocou as pessoas, um ataque covarde e cruel que levou à morte desnecessária e trágica de um belo pássaro.”

O inspetor Walker esta a procura de pessoas que possam ter estado no parque por volta das 19 horas de 30 de maio, para tentar localizar o assassino do cisne.

Casos semelhantes

Em 2017, Gareth Mattson recebeu uma sentença suspensa por fatalmente atirar em três cisnes com um rifle de ar em Pembrokeshire.

Ele foi condenado a cinco meses de prisão, suspenso por 12 meses, e foi instruído a pagar 525 libras (torno de 600 dólares) em custos.

Um ano antes de David Thompson se declarou culpado na Corte de Magistrados de Canterbury por matar dois pássaros e ferir outro depois que foi flagrado por uma câmera durante um exercício de treinamento de helicóptero da Guarda Costeira em abril.

Ele foi obrigado a pagar 7.500 libras (e torno de 9 mil dólares) por espancar dois cisnes até a morte com um bastão de pastoreio de ovelhas.

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Tubarão da espécie mais rápida do mundo aparece morto em praia de SC

Um tubarão da espécie anequim (Isurus oxyrinchus), conhecida por ser a mais rápida do mundo e por ter uma das mordidas mais fortes que existe, foi encontrado morto, nesta quarta-feira (6), em uma praia no município de Itapema, em Santa Catarina.

Foto: Reprodução / NSC Total

A aparição do anequim na costa catarinense é rara e, quando é registrada, segundo o professor Jules Soto, curador do Museu Oceanográfico da Univali, é relacionada a animais juvenis. Na fase adulta, os anequins podem medir mais de três metros de comprimento. As informações são do portal NSC Total.

“São muito grandes e poderosos, muito fortes. É o tubarão mais rápido que existe e um dos que possui maior força na mordida, é da família do tubarão-branco”, diz Soto.

O professor explicou que esses animais costumam ser vítimas da pesca de espinhel de fundo, realizada longe da costa para captura de animais marinhos como atuns, meças e tubarões-azuis. A pesca somada ao fato de que o anequim tem poucos filhotes – dois, no máximo, a cada ninhada -, a espécie passou a ser considerada vulnerável.

O anequim seria observado por funcionários do Museu Oceanográfico, mas o corpo dele desapareceu. Não há informações sobre quem retirou o tubarão da praia.

Na terça-feira (4), um tubarão semelhante foi resgatado pelo Corpo de Bombeiros em Itapema enquanto se debatia na arrebentação. Ele foi devolvido ao mar. Não se sabe, no entanto, se é o mesmo animal encontrado morto no dia seguinte.

O museu orienta a população a entrar em contato com a própria fundação ao encontrar animais marinhos, mortos ou vivos, nas praias, pelo telefone (47) 992455218. Nesses casos, é possível também acionar a equipe do Projeto de Monitoramento de Praias (PMP) através do número 08006433341.


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Cão é encontrado morto com arame preso ao corpo em ritual de magia

A ONG Cãogonhal denunciou um caso de abuso contra um cachorro. O animal foi encontrado morto, com arame preso ao corpo, em um ritual de magia maléfica, na cidade de Congonhal, em Minas Gerais.

Foto: Reprodução / ONG Cãogonhal / Pouso Alegre News

De acordo com a entidade, o cão foi encontrado em um loteamento da cidade. Ao denunciar o caso, a entidade teve o cuidado de não reproduzir preconceito contra religiões e fez uma publicação explicando a situação. As informações são do blog Pouso Alegre News.

“Sem querer reproduzir o senso comum e realmente apurar, procuramos membros de religiões de matrizes africanas e segundo informações (e pesquisas que realizamos) esse ritual não tem nenhum vínculo com religiões como umbanda ou candomblé e sim, se trata de magia voltada para o mal. Somos contra qualquer tipo de intolerância religiosa e por isso buscamos nos informar”, escreveu a ONG.

A entidade lembrou também que o caso configura maus-tratos devido à situação em que o animal estava, “com arame envolto em seu corpo”. Ainda segundo a Cãogonhal, o ritual foi realizado em local aberto e, por isso, inflige “as regras de vigilância sanitária ao deixar um cadáver em via pública”.

“Como, infelizmente nada pode ser feito em relação ao acontecido, pedimos à população que tenha cuidado com seus animais. E antes de apontar os dedos à religiões que fazem sacrifícios, reflitamos sobre nossos hábitos alimentares que envolvem morte animal diária”, concluiu a ONG, citando a exploração e a extrema crueldade as quais animais como porcos, galinhas e bois são expostos diariamente na indústria que os mata para consumo humano.