Ufba investiga aparecimento de gatos mortos nos campi de Salvador (BA)

Foto: Pixabay

Sete gatos foram encontrados mortos nos campi da Universidade Federal da Bahia (Ufba), em Salvador (BA). Cadáveres de três animais foram submetidos a um exame de necropsia. Segundo os resultados, dois gatos supostamente morreram devido à intoxicação de uma substância que foi misturada à ração e no terceiro animal foram encontrados indícios de politraumatismo, que pode ter sido causado por ataques de cães ou outros animais.

A Ufba, em nota, informou que foi aberto um processo administrativo para apurar as mortes. A instituição não confirmou a quantidade de gatos encontrados sem vida, mas disse que os corpos foram encontrados em diversos postos dos campi e que a universidade tomará as medidas cabíveis após a conclusão da investigação, que está sob a responsabilidade da Coordenação de Meio Ambiente (CMA) da Superintendência de Meio Ambiente e Infraestrutura da instituição, segundo informações do G1.

Outro caso

Em março deste ano, um cachina de gatos também foi registrada no campus da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), em Cuiabá. Protetores dos grupos Projeto Luta e União de Amigos para Animais em Risco (Lunaar) denunciaram a morte de pelo menos seis gatos, inclusive uma gata grávida, no campus da instituição. Os animais apresentavam sintomas de envenenamento. Alguns dias após os primeiros gatos terem sido encontrados mortos, dois filhotes de capivara também foram encontrados sem vida no mesmo local.

Divulgação

A UFMT afirmou em nota que abrirá um processo investigativo para apurar a morte dos animais. Veja abaixo na íntegra:

“A Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) repudia quaisquer atos de maus tratos aos animais, que se configuram crimes, com pena de detenção e multa previstas em lei, e devem ser denunciados às autoridades competentes. As denúncias recebidas pela UFMT são transformadas em processo e, a partir do empenho de suas unidades administrativas, apuradas.

A Universidade também discute a temática, visando a promover conscientização e reduzir as ocorrências de violência, de qualquer espécie, contra animais. Como foi o caso da realização da palestra “Manejo de animais abandonados em campi universitários: o que fazer?”, ministrada por especialista convidado pela UFMT, que teve por objetivo ampliar a discussão e envolver a sociedade em geral nessa luta que é de todos. O referido evento foi resultado de grande mobilização da comunidade universitária, incluindo a Administração, o Hospital Veterinário (Hovet) da Faculdade de Medicina Veterinária, entidades e militantes de defesa dos animais.

A UFMT segue aberta ao diálogo com todos os setores – poder público, comunidade acadêmica e entidades não-governamentais – para buscar soluções para o abandono de animais no Campus de Cuiabá, uma vez que, além de um problema de responsabilidade social, é de saúde pública. Além disso, a Instituição pede a colaboração de todos para denunciar os maus-tratos.”

Coelhos tem as pálpebras costuradas e são infectados com cólera em experimento de universidade

Milhares de coelhos estão sofrendo agressões sem fim em experiências dolorosas nas universidades britânicas todos os dias, denuncia um grupo que luta pelos dos direitos animais.

A ONG Animal Justice Project (AJP) diz que estes experimentos incluem coelhos que são deliberadamente infectados com cólera, tem as pálpebras costuradas e recebem injeções dolorosas diretamente em suas colunas vertebrais.

A AJP afirma que as universidades estão – ano após ano – se tornando cada vez mais reservadas sobre as experiências que realizam com animais, e diz que seus esforços para descobrir quantos coelhos estão sendo submetidos a testes nas universidades britânicas foram frustrados. As instituições estão realizando os experimentos de forma secreta.

Coelhos em experimentos

A ONG entrou em contato com 112 universidades e faculdades neste ano, realizando o pedido dos dados sob a Lei de Liberdade de Informação.

Em 14 de abril, sete universidades não responderam e 33 recusaram-se a fornecer números. Destas últimas, 31 se recusaram a fornecer os números alegando sigilo devido à publicação futura em seus sites, outra citou a pressão do tempo, e outra não deu nenhuma explicação.

Atualmente 70 universidades são conhecidas por usar e manter em cativeiro animais para experimentos, 19 delas responderam falando o número e o tipo de animais usados, e 43 universidades responderam dizendo que não usam animais.

Campanha “Missing”

Como resultado desse sigilo, a organização lançou uma nova campanha – chamada ‘”Missing” (Desaparecidos, na tradução livre) – para esclarecer a verdade sobre as pesquisas com coelhos nas universidades britânicas e pedir o seu fim.

A campanha, que é apoiada pela estrela pop Moby e pela celebridade televisiva, Peter Egan, realizará eventos e protestos em algumas universidades nesta Páscoa

Inaceitável para muitos

“Hoje em dia, com o número crescente de veganos vivendo estilos de vida compassivos, experimentos com animais, como os que descobrimos nas universidades são intragáveis para muitos”, disse Claire Palmer, fundadora do Animal Justice Project, em um comunicado enviado ao Plant Based News. .

“Particularmente quando eles envolvem coelhos, um animal muito querido, que vive como membro da família na casas de diversas pessoas. É perturbador que milhares de coelhos estejam sendo usados em laboratórios do Reino Unido e as universidades simplesmente se recusam a nos dizer o que está acontecendo com eles”, diz a fundadora da ONG.

“A campanha ‘Missing’ do Projeto Justiça Animal joga uma luz sobre o mundo secreto dos experimentos com coelhos nesta Páscoa e pretendemos acabar com eles definitivamente”.

Necessidade de transparência

“Parabéns ao Animal Justice Project, por lançar luz sobre o sofrimento dos coelhos usados em experimentos cruéis nas universidades britânicas”, disse Moby, músico vegano.

“A transparência é urgentemente necessária. Precisamos saber a verdade sobre o que é feito aos animais quando as portas do laboratório estão trancadas. É hora de acabar com a crueldade contra os animais”, disse o músico.

Fim dos experimentos com animais

“Meu primeiro relacionamento com outra espécie surgiu como resultado de ser apresentado ao coelho branco em Alice no País das Maravilhas, Brer Rabbit ou Pernalonga”, acrescentou o ativista vegano e ator de Downton Abbey, Peter Egan.

“Coelhos, assim como cães e gatos são parte integrante da minha introdução ao mundo dos animais e meu primeiro compromisso com a compaixão. Sejam brinquedos de coelho ou membros vivos da família. Eles capturam nossos corações e se tivermos sorte, definirão nossa compaixão mais tarde na vida”, diz o ator.

“Não temos com eles uma enorme dívida de gratidão? Eles não merecem mais do que serem usados como espécimes em laboratórios para serem torturados e testados? Peço a estas universidades que tenham compaixão. Lembrem-se do seu primeiro amor. Não usem os coelhos em experimentos de laboratório”.

Pesquisa

Wendy Jarrett, diretora executiva da Understanding Animal Research, negou que as universidades estivessem escondedos dados ou fazendo segredo das experiências com animais, em um comunicado obtido pelo jornal Metro UK.

“Se as alternativas à pesquisa com animais estão disponíveis e foram validadas pelos reguladores, então é ilegal usar um animal e a pesquisa não receberá uma licença do Ministério do Interior”, disse Jarrett.

“Assim, os coelhos são usados apenas para testes de segurança, por exemplo, para verificar se uma vacina não causará febre em bebês e crianças, quando não houver alternativa disponível que animais”.

“É claro que os testes cosméticos com animais foram proibidos no Reino Unido a mais de 20 anos e os testes de produtos domésticos também estão sujeitos a uma política de proibição neste país”.

É assustador notar como a hipocrisia humana delega aos animais o papel de produto para ser usado e descartado conforme sua conveniência e necessidade.

Coelhos são comprovadamente animais sencientes, inteligentes, capazes de sofrer e amar. E ainda assim é possível que humanos, acobertados pela bandeira da “ciência” e do “bem-estar da humanidade” disponham deles para testar respostas à doenças, medicamentos, vacinas e até produtos que alimentam sua vaidade.

Nada, absolutamente nenhuma premissa, justifica o sofrimento de um animal não-humano. Uma vida, uma companheiro de planeta, um irmão com predisposições diversas, mas jamais um ser inferior como a sociedade insiste em proclamar.

Gatos são encontrados mortos com sinais de envenenamento em Goiânia (GO)

Três gatos abandonados foram encontrados mortos com sinais de envenenamento em uma mesma quadra no Conjunto Vera Cruz, em Goiânia (GO), em um período de quatro dias. Dois foram encontrados no domingo (21) e outro na última quinta-feira.

Foto: Reprodução/Arquivo pessoal

O bombeiro militar Jairo Alves Neves, que mora no bairro e cuida de animais abandonados, afirmou que os gatos foram encontrados com sinais de intoxicação. “Estavam com muita baba em volta da boca. Tem alguém envenenando eles”, afirmou ao G1.

Há muitos moradores na região que se incomodavam com os cerca de 20 gatos e seis cães abandonados que vivem no local, segundo o bombeiro. “Tem muitos moradores que se incomodam com a presença deles por causa do barulho e da bagunça que fazem. Os gatos entram nas casas, sobem em cima dos carros”, disse.

Foto: Reprodução/Arquivo pessoal

Neves acredita que os próprios moradores da região abandonam os animais, principalmente os cachorros. “Quanto mais moradores novos no setor, mais gatos e cachorros abandonados aparecem por aqui. Não sei se é coincidência, mas acredito que não”, disse.

O bombeiro também encontrou dois cachorros abandonados com baba escorrendo pela boca, vômito e sem forças para ficar em pé. Levados ao veterinário, a suspeita de envenenamento foi confirmada. Como foram socorridos a tempo, eles sobreviveram.

O bombeiro acredita que os cães não morreram devido a um antitóxico que ele mesmo deu aos animais quando percebeu que eles estavam passando mal. Os gatos, no entanto, já foram encontrados mortos.

Ação de resgate de 562 animais silvestres em ônibus encontra 16 animais mortos

Dos 562 animais resgatados na manhã da última quinta-feira (18) pela Polícia Ambiental de Guarulhos, 16 chegaram mortos ao Centro de Recuperação de Animais Silvestres (Cras) que fica no Parque Ecológico do Tietê – todos foram esmagados dentro das caixas de papelão onde foram escondidos. Os animais vieram da Bahia e seriam vendidos em mercado clandestino. Três pessoas foram detidas e liberadas em seguida. Vão responder por maus-tratos e por manter os animais silvestres em cativeiros.

Foto: Veruska Donato/TV Globo

Foram resgatados 427 jabutis, 87 iguanas, 21 saguis, 2 falcões, 2 corujas e 23 pássaros de várias espécies. As imagens impressionam quem não está acostumado a ver ações de resgate de animais silvestres. Muitos pássaros estavam sem penas, as duas corujas filhotes estavam muito assustadas na gaiola e um dos dois falcões fugia ao menor sinal de aproximação.

Os animais que sobreviveram foram alimentados, beberam água, alguns com dificuldade, como os pássaros que não estão acostumados a tomar água em recipientes de plástico, já que bebem em rios e lagos ou nas poças de chuvas. Os animais foram colocados em salas aquecidas e a maioria recebeu tratamento veterinário para os ferimentos.

A ação foi feita pela manhã pela delegacia ambiental de Guarulhos. Os animais estavam no bagageiro de um ônibus de turismo que saiu do interior da Bahia, na terça-feira (17), da cidade de Senhor do Bonfim, distante 2.048 km da capital paulista, e chegaram nessa quinta-feira ao estado de São Paulo.

A Polícia Ambiental chegou aos animais depois de uma denúncia anônima e montou uma operação na quarta-feira à noite para interceptar o ônibus na rodovia Ayrton Senna. Às 5h desta quinta, o veículo foi parado num acesso próximo à rodovia e que leva ao Jardim Helena, na Zona Leste de São Paulo.

Foto: Veruska Donato/TV Globo

O delegado Carlos Roberto de Campos disse que três pessoas foram detidas acusadas de tráfico de animais, elas foram ouvidas e logo depois foram soltas. O delegado abriu inquérito para investigar o caso, e pretende chegar aos receptadores. “Pela quantidade de animais obviamente é comercialização, por isso que a gente vai continuar investigando pra chegar em outras pessoas”, afirmou.

Ainda segundo o delegado, um dos detidos tem parentes em Guarulhos e na Zona Leste da capital paulista, para onde provavelmente os animais seriam levados, mas como se trata de uma contravenção penal, ninguém ficou preso. “Eles praticaram a infração no artigo 29 da lei 9.605 e artigo 32, que seria maus-tratos a animais e manter em cativeiro animais silvestres. Infelizmente é uma infração pequena, de três meses a um ano de prisão”.

Foto: Veruska Donato/TV Globo

Depois de tratados, os animais serão levados, de avião, para a cidade de Senhor do Bonfim, de onde vieram, e serão devolvidos à natureza. Só que nem todos vão ter essa sorte, de acordo com a coordenadora do Cras, Liliane Milanelo. Ela conta que muitos animais não vão suportar os ferimentos. “Eles estavam amontoados em caixas de papelão, as iguanas estavam em sacos plásticos, eles sofreram muito, a gente calcula que de 30 a 50% dos animais não devem sobreviver.”

Essa é a segunda maior ação de resgate que Liliane acompanha. Ela diz que “há alguns anos, a polícia trouxe para cá 800 animais, todos muito machucados, uma tristeza”.

“Muita gente acha bonitinho ter um jabuti em casa, mas esses animais não são de cativeiro, eles foram tirados de lá que é o lugar deles, a gente tem que combater o comercialização dos animais.”

Fonte: G1

Gatos são mortos em praça de São Luís (MA) e voluntários pedem justiça

Um crime que se repete há três dias, com requinte de crueldade. As vítimas são gatos que vivem da ajuda de cuidadores, mas também da própria sorte. No local chamado “Sítio dos Gatos”, na Avenida Vitorino Freire, animais tem sido encontrados mortos. Nesta sexta-feira (19), foram encontrados os corpos de um gato adulto e dois filhotes. A Prefeitura de São Luís não se manifestou sobre o assunto.

Foto: Reprodução / TV Mirante

“Há um ritual que ele (autor das mortes) faz questão de continuar. Ele mata os animais e coloca enfileirados. O instrumento que ele utiliza é um pedaço de pau, que fica ensaguentado ao lado. O chão fica ‘banhado’ de sangue”, disse Jô Veras, uma das voluntárias que cuidam dos gatos abandonados.

Toda estrutura que existe no local foi investimento de grupo de cuidadores. É o ORNI que cuida todos os dias do local e chegou encontrar o criminoso maltratando os gatos.

Praticar atos como abuso, maus tratos, ferir ou mutilar animais é crime no Brasil. A pena varia de três meses a um ano de prisão e a punição pode ser ainda maior em caso de morte dos animais.

A morte de animais que são abandonados e acabam encontrando abrigo e cuidados no “Sítio dos Gatos” acontece há anos. Em 2016, mais de 30 gatos morreram após serem mordidos por cães no local. Em 2017, vários foram encontrados mortos do mesmo jeito, o que provocou uma inspeção judicial na área.

O Ministério Público do Maranhão (MP-MA) entrou com uma ação pedindo que a Prefeitura de São Luís tomasse conta do local, mas nada foi feito até hoje.

“Aqui são dois crimes que acontecem. Um crime de ação, pelo assassinato desses animais, e um crime de omissão, que pra mim ainda é o mais perigoso. É a omissão dos poderes constituídos, das autoridades”, disse a ativista Diana Serra.

A Prefeitura de São Luís foi questionada, mas não respondeu as perguntas sobre a situação dos animais.

Fonte: G1

Mortes de gatos por suspeita de envenenamento são investigadas em MT

O Juizado Volante Ambiental (Juvam) está investigando as mortes de gatos por suspeita de envenenamento em Rondonópolis, a 218 km de Cuiabá, em Mato Grosso. O caso foi denunciado ao órgão por moradores da cidade que encontraram gatos mortos em diferentes bairros.

Foto: Pixabay / Ilustrativa

Após gatos da rua onde vive o aposentado Raimundo de Jesus sumirem, cerca de cinco animais foram encontrados mortos em um bueiro.

“Comecei a sentir o cheiro e sabia que os animais tinham morrido. Quando fui ver eles estavam dentro do bueiro”, disse Raimundo ao G1.

Em Rondonópolis, 35 denúncias de maus-tratos a animais são registradas por mês.

Envenenar animais é crime previsto no artigo 32 da Lei de Crimes Ambientais (9605 de 1998). A pena para quem maltrata animais silvestres, domésticos ou exóticos é de detenção de três meses a um ano, além de multa. Caso o animal morra em decorrência dos maus-tratos, a pena pode aumentar de um sexto a um terço.

No entanto, como a infração é considerada de menor potencial ofensivo, não há pena de prisão e a punição é substituída, por exemplo, por prestação de serviços à comunidade.

Caçador que matou mais de 5 mil elefantes diz não estar arrependido e espera conseguir mais troféus

Foto: Ron Tomsom/Reprodução

Foto: Ron Tomsom/Reprodução

O caçador zimbabueano Ron Thomson foi identificado como um assassino voraz da vida selvagem em um novo relatório que revela como as populações de elefantes despencaram em cerca de dois terços.

Assim como milhares de elefantes, o caçador de 80 anos, conta em seu site que “também matou mais de 800 búfalos, cerca de 60 leões, até 40 leopardos, cerca de 50 hipopótamos e muitos mais”.

Pai de dois filhos, ele diz que passou a vida como guarda florestal em parques nacionais africanos, o caçador negou ter sido motivado por uma incontrolável sede de sangue e insistiu que ele mata os animais para “ajudar” as populações a sobreviverem.

Com impressionante frieza, Thomson defendeu-se com o argumento falacioso de que “se as espécies não fossem reduzidas, seu número crescente destruiria seus próprios habitats”.

Foto: Ron Tomsom/Reprodução

Foto: Ron Tomsom/Reprodução

E o caçador foi mais longe ainda lançando acusações infundadas aos conservacionistas ocidentais, acusando-os de espalhar “mentiras fraudulentas” para extrair dinheiro do público.

Porém contra fatos não é argumentos: o número de elefantes caiu de cerca de 1,3 milhão na década de 1980 para cerca de 400 mil, de acordo com uma investigação da Campanha para Proibir a Caça ao Troféu (CBTH).

The Great Elephant Census, um levantamento de alcance mundial realizado por uma ONG que atua em defesa da vida selvagem, finalizado em 2016, apontou 352.271 elefantes da savana africana em 18 países, 30% a menos que os números de sete anos atrás. Uma queda rápida e perigosa.

Thomson negou ser um caçador de troféus ou um assassino de animais, argumentando que seu trabalho era em prol de “uma grande redução populacional” e apesar de já não caçar regularmente, em função da idade, ele diz que pode fazê-lo se for convidado.

Foto: Ron Tomsom/Reprodução

Foto: Ron Tomsom/Reprodução

“Eu fiz o suficiente na minha vida para satisfazer qualquer sede de sangue que as pessoas possam pensar que eu tenho. Não foi sede de sangue, foi o meu trabalho”, acredita o assassino impiedoso.

“Quando eu levanto um rifle para um animal, eu tenho que matá-lo absolutamente com um tiro”, disse ele ao The Independent.

O ato de tirar a vida de animal parece não incomodar em nada o caçador sanguinário, que alega não ter nenhum arrependimento ou dor na consciência pelo número surpreendente de animais mortos por ele: “Eu sou um ecologista universitário treinado – eu certamente tenho que saber algo sobre isso”, afirma ele como se tentasse convencer a si mesmo.

Segundo Tomsom, o fato do elefante africano estar comprovadamente a beira da extinção não passa de uma “mentira inventada por ONGs de direitos animais que pedem dinheiro”.

Foto: The independent/Reprodução

Foto: The independent/Reprodução

E para justificar sua matança descontrolada ele defende que está na verdade “contribuindo” garantir que a população não aumente além da capacidade de seu habitat. Teoria que os especialistas já derrubaram por meio de argumentos baseados em evidências populacionais: a natureza se auto-regula, sem necessidade de intervenção humana.

O CBTH descobriu que 1,7 milhão de troféus foram importados entre 2004 e 2014, entre esses 200 mil eram de espécies ameaçadas.

Os leões foram uma das espécies mais afetadas, sofrendo o maior aumento de vítimas na caça de troféus entre as principais espécies desde 2004.

Eduardo Gonçalves, fundador da campanha contra a caça, disse: “A caça ao troféu é uma prática cruel e repugnante que data dos tempos coloniais. O recente aumento na caça de elefantes mostra que essa indústria está fora de controle”.

“A população de elefantes africanos como um todo está em um declínio muito sério”, disse ele. “Há numerosos exemplos de desculpas usadas como ‘seleção de manejo’ como cobertura para a caça de troféus”.

“Caça e morte de animais podem criar mais conflitos e desequilíbrio entre humanos e animais selvagens. Se você remover um elefante maduro de um rebanho, os machos jovens frequentemente exibem um comportamento semelhante à delinquência juvenil entre os humanos. Isso causa mais conflito e perseguição. ”

Gorilas demonstram luto por seus mortos, revela estudo

Foto: Dian Fossey Gorilla Fund International

Foto: Dian Fossey Gorilla Fund International

Gorilas selvagens da República Democrática do Congo e de Ruanda exibem uma variedade de comportamentos que demonstram sofrimento em relação a companheiros mortos, de acordo com um novo estudo publicado recentemente. Manifestações de carinho tais como como fazer carícias, cheirar e cutucar os mortos e, em um caso específico, até a tentativa de consolo próprio feita por um jovem gorila, sugere que esses primatas, como os humanos, choram por seus mortos.

“Os seres humanos já foram considerados únicos a terem o conceito de morte, mas um número crescente de observações de respostas animais a morte e mortos [membros do grupo] sugere o contrário”, informa um novo estudo fascinante publicado recentemente. De fato, insetos sociais, como formigas, removem e enterram seus mortos. Elefantes e primatas atendem silenciosamente e até se envolvem em comportamentos de cuidado dos recém-falecidos.

Menos se sabe, no entanto, sobre as várias maneiras pelas quais os animais reagem aos mortos com base em seu relacionamento anterior com o falecido, incluindo diferenças de sexo, idade, familiaridade ou posição social. O novo estudo, liderado por Amy Porter e Damien Caillaud, do Dian Fossey Gorilla Fund International, de Atlanta, foi um esforço conjunto para documentar e identificar respostas comportamentais únicas dos gorilas das montanhas, quando na presença de um indivíduo recentemente falecido. Pesquisadores da Universidade da Califórnia Davis, da Universidade de Uppsala, e do Instituto Congolês para a Conservação da Natureza, também ajudaram na pesquisa.

O novo estudo analisou as reações dos gorilas das montanhas em três situações distintas. O primeiro envolveu a morte de um gorila (Gorilla beringei beringei), de 35 anos, chamado Titus, no Parque Nacional dos Vulcões, em Ruanda, e o segundo envolveu a morte de uma gorila (fêmea) de 38 anos chamada Tuck, da mesma espécie e do mesmo parque. Em ambos os casos, os gorilas mortos foram assistidos (ajudados) por membros de seu grupo social. O terceiro caso, no entanto, envolveu o cadáver de um gorila de Grauer (Gorilla b. Graueri) que foi descoberto por membros de um grupo social diferente, embora da mesma espécie. Este terceiro gorila morreu no Parque Nacional Kahuzi-Biega na República Democrática do Congo (RDC).

Para o estudo, os pesquisadores documentaram os comportamentos dos gorilas por meio de observações de campo, fotos e vídeos. Em todos os casos, os gorilas haviam morrido apenas horas depois das observações. Os dois gorilas do Parque Nacional dos Vulcões provavelmente morreram devido à idade avançada.

Foto: Dian Fossey Gorilla Fund International

Foto: Dian Fossey Gorilla Fund International

Os pesquisadores estavam curiosos para ver como os gorilas reagiriam de acordo com suas diferentes posições sociais. Nos dois primeiros casos, os pesquisadores esperavam que os gorilas prestassem atenção aos cadáveres, mas eles não tinham certeza sobre o terceiro caso com o gorila macho, que não era do grupo.

Nos três casos, os animais geralmente sentavam-se ao lado do cadáver, descansando perto ou mesmo em contato com o corpo e tendo comportamentos de interação com o corpo, como lamber, cheirar, cutucar e aparar. Alguns gorilas também exibiam comportamentos beligerantes, como bater no peito, esmagar plantas e bater ou chutar o cadáver.

No caso dos dois gorilas-das-montanhas, aqueles que mantinham uma relação social próxima com os mortos passavam a maior parte do tempo em torno do cadáver, o que não surpreendeu os cientistas. Um jovem gorila do sexo masculino chamado Ihumure, por exemplo, ficou perto de Tito e permaneceu em contato íntimo com o corpo por dois dias, até mesmo dormindo no mesmo local. E em um momento particularmente doloroso, Segasira, o jovem filho de Tuck, arrumou o corpo da mãe e tentou se alimentar de seu seio, mesmo ele já tendo sido desmamado – um comportamento potencialmente indicativo de sofrimento.

Gorilas do sexo masculino e feminino, de todas as idades e classes sociais exibiram essas respostas comportamentais, mas os pesquisadores observaram uma “notável ausência” de fêmeas adultas no cadáver do gorila silverbacks (mais velhos) da espécie Grauer de fora do grupo. Em todos os casos, apenas as espécies de silverbacks e blackbacks (machos jovens) exibiram o comportamento beligerante em relação aos cadáveres.

“O comportamento mais surpreendente foi definitivamente o quão parecidas as respostas comportamentais foram em relação aos cadáveres de membros integrantes do grupo e um gorila não-membro presumivelmente desconhecido”, explicou Porter, que atualmente lida com uma péssima conexão de internet em um campo na República Democrática do Congo, em um email para o site Gizmodo.

“Na sociedade dos gorilas, as interações entre grupos ou entre um grupo e um silverback solitário – um concorrente em potencial – geralmente resultam em formas de evitar o indivíduo ou agressão com ou sem contato físico. Nos três casos, quase todos os membros do grupo sentaram-se em silêncio ao redor do cadáver e muitos gorilas cheiraram, lamberam e limparam o cadáver.

Esses comportamentos são inegavelmente sofisticados e complexos, mas alguns podem questionar se são verdadeiramente expressões de luto. Seguem opiniões de autores sobre essa possibilidade apontada no artigo:

Um dos tópicos mais controversos em torno da morte de animais é se eles sofrem a perda de um membro da família ou um membro do grupo aque são intimamente ligados. Entre os primatas, especialmente os grandes símios, há evidências convincentes de respostas comportamentais e psicológicas sofridas pelos animais diante da morte. Sabe-se que os chimpanzés compartilham circuitos [cerebrais] com seres humanos que são ativados durante estados emocionais, como o luto. No caso da morte do gorila da montanha Tuck, seu jovem filho, Segasira, tentou mamar em seu cadáver, apesar de já ter sido desmamado.

Esta foi, presumivelmente, uma demonstração de “necessidade de conforto”, que pode estimular a liberação de oxitocina, um hormônio que tem efeitos inibidores do estresse. Essa observação, e possivelmente a persistente proximidade do jovem gorila com o corpo de Titus, pode sugerir que os seres humanos não são únicos em sua capacidade de sofrer.

Em uma declaração para o site Gizmodo, Porter admitiu que é difícil discernir a vida emocional dos gorilas, e é tentador argumentar que, nos dois casos que envolviam os gorilas das montanhas, os animais que mais se envolveram com os cadáveres estavam sofrendo a perda de um companheiro próximo.

“No entanto, não temos como saber exatamente o que eles estavam experimentando”, disse Porter. “Muitos pesquisadores são rápidos em descontar o pesar como uma explicação para os comportamentos observados, alegando que é especulativo. Do meu ponto de vista, acho que temos muito a aprender sobre as maneiras como os animais se envolvem com o mundo, especialmente animais como os gorilas, que são incrivelmente inteligentes, pois tenho certeza de que eles experimentam emoções muito mais complexas do que costumamos considerar”, conclui o pesquisador.

Gatos são encontrados mortos e tutora suspeita de envenenamento

Quatro gatos foram encontrados mortos no Bairro Jardim Valência, em Tangará da Serra, a 242 km de Cuiabá (MT). Segundo a tutora dos animais, que preferiu não se identificar, a suspeita é que os gatos tenham sido envenenados.

Foto: TVCA/Reprodução

Até a publicação desta reportagem, nenhum suspeito do crime havia sido identificado ou preso.

Os animais começaram a morrer na quarta-feira (3).

Segundo a tutora, ao chegar do trabalho ela notou um dos animais passando mal.

“Olhei dentro da minha casa e a gata estava se debatendo. No dia seguinte, levei até o veterinário e ela disse que foi envenenamento mesmo. Depois disso, os outros animais começaram a morrer também com os mesmos sintomas”, contou.

A pena para maus-tratos a animais é de três meses a um ano de prisão e multa. Em caso de morte do animal, a punição pode ser aumentada de um sexto a um terço.

Fonte: G1

Trinta cisnes morrem após serem alimentados por turistas com pão

Trinta cisnes morreram em Erstein no Baixo Reno, na França, depois de receberem pedaços de pão jogados por turistas. De acordo com o Departamento Nacional de Caça e Vida Selvagem da França (ONCFS), os animais morreram devido a uma bactéria que se desenvolveu no intestino deles por causa de uma dieta inadequada.

No Facebook, a Liga Francesa de Proteção de Aves (LPO) explicou que o desenvolvimento da bactéria se dá devido ao contato do pão com a água. As informações são do portal Green Me.

Foto: Reprodução / Facebook / Liga Francesa de Proteção de Aves

“A vida selvagem não precisa de ajuda humana para se alimentar. Cisnes e patos são principalmente herbívoros. Se você realmente quiser alimentá-los, dê milho cozido, salada verde ou trigo”, escreveu a LPO no Facebook.

No local onde viviam as aves, uma placa visível alertava sobre ser proibido alimentá-la. “Não alimente os cisnes, pois esse gesto que pode parecer um ato de amor para com eles, pode realmente matá-los”, diz o aviso, que foi ignorado pelos turistas.  Com a morte dos cisnes, outros cartazes serão colocados no local.

Os malefícios do pão

Alimentar gansos, cisnes, patos e pássaros com pão branco é perigoso. Uma alimentação inadequada pode prejudicar a saúde desses animais e levá-los à morte, como aconteceu com os cisnes na França.

Algumas aves aquáticas possuem uma deformação nas asas conhecida como “asa de anjo”, que ocorre devido a desequilíbrios alimentares, como excesso de proteína, falta de vitaminas D e E e de minerais, como o manganês. Esse problema pode levar a um atraso no desenvolvimento das cartilagens das asas, deformação que, segundo especialistas, não tem cura. Porém, uma dieta adequada, sem excesso de açúcar e carboidratos, pode evitá-la.