Cerca de 15 cachorros são envenenados em Alta Floresta (MT)

Duas ocorrências de crueldade contra animais foram registradas junto a Polícia Militar de Alta Floresta, Mato Grosso, ambas aconteceram no bairro Jardim das Flores.

Foto: Folha MT

De acordo com as mulheres de 53 anos e 25 anos, os seus animais domésticos foram envenenados. Uma das moradoras relatou que o seu cachorro não apresentava sinais de doença e amanheceu morto, ela relatou que ao menos 15 animais foram mortos da mesma forma no bairro.

Ao longo da semana, por meio de redes sociais a situação chegou a ser denunciada, mas desta vez, o caso foi comunicado a Polícia.

As ocorrências foram encaminhadas à Delegacia Municipal. Informações sobre quem estaria praticando o envenenamento dos animais podem ser repassadas via 190 ou 197.

Causar maus-tratos a animais é crime ambiental previsto do artigo 32 da Lei 9605/98 “leis dos crimes ambientais”, com agravante de aumento de pena em caso de morte do animal.

Fonte: Folha MT

um pardal com um enfeite azul vermelho e branco amarrado em seu pescoço

Dezenas de pardais morrem enforcados por enfeites de Natal

Na Nova Zelândia, dezenas de pardais morreram depois que enfeites de Natal foram amarrados ao redor de seus pescoços, ao que ativistas pelos direitos animais chamaram “um caso chocante de crueldade contra animais.”

um pardal com um enfeite azul vermelho e branco amarrado em seu pescoço

Foto: SPCA

Os pássaros foram vistos adornados com fitas e enfeites em Wellington, na Nova Zelândia, durante o período de festas de fim de ano, com pessoas também afirmando terem visto pardais com papoulas da Anzac e fitas amarradas em seus corpos. Em alguns casos, uma tira de metal também foi encontrada enrolada nas pernas das aves.

A Sociedade para a Prevenção da Crueldade contra os Animais (SPCA) está pedindo por informações a fim de descobrir quem é o responsável. “Continuamos recebendo relatos de pássaros selvagens na área de Kilbirnie com bugigangas decorativas, como enfeites ou fitas, presas às asas ou ao pescoço”, afirmou a instituição em um post no Facebook.

um pardal com um enfeite vermelho no pescoço sendo manuseado por mãos enluvadas

Foto: SPCA

Essa pessoa (ou pessoas) tem feito isso com os pássaros há anos, mas os casos aumentaram durante o verão de 2018 para 2019. Os pássaros morreram de fome em muitos casos, enquanto outros morreram de sede.

Os poucos pardais que sobreviveram e foram trazidos para a SPCA foram mortos por veterinários da instituição, já que estavam com graves problemas de saúde, disse uma porta-voz da SPCA ao Daily Mail Australia.

“Todas as aves foram foram enforcadas com enfeites, fitas, pedaços de arame e anéis”, disse ela. “Muitos desses pássaros não conseguem se mover naturalmente com essas decorações que estão impedindo-os de voar, comer e beber.”

um pardal deitado com um enfeite vermelho em seu pescoço

Foto: SPCA

A diretora-geral da região central da SPCA, Ros Alsford, disse que os pardais se tornam severamente estressados ​​enquanto tentam remover as decorações, e ficam ainda mais enredados quando tentam tirar o enfeite de seus corpos.

Em um caso, um pássaro estava “severamente abaixo do peso devido à fome”, disse ela ao Stuff. “O enfeite era tão apertado que cortava a circulação em torno de sua asa.”

Alsford disse que eles não tinham certeza se a pessoa responsável estava sendo cruel de propósito. “Obviamente, estão fazendo isso intencionalmente porque não é um comportamento natural,” disse ela. “Parece ser apenas com pardais, o que é mais estranho e incomum. É algo que nos preocupa.”

Após envenenamento de 15 gatos, Carrefour planeja construção de gatil

Depois de pelo menos 15 gatos comunitários que viviam nas dependências do Carrefour da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, terem sido encontrados mortos, e da Justiça ter sido acionada sobre o caso, o hipermercado anunciou que construirá um gatil para abrigar os gatos e dará a eles tratamento adequado, o que inclui atendimento veterinário, castração e vacinação. Exames laboratoriais feitos, após a morte, em uma gata que vivia no local comprovaram envenenamento por chumbinho.

(Foto: Divulgação / ONG 8 Vidas)

“Os gatos ficarão no novo gatil, porém, caso haja interesse de adoção, haverá um processo para tal, obedecendo todos os critérios e requisitos recomendados pelas entidades de proteção animal, com vista à segurança e bem-estar do animal adotado”, explicou o Diretor de Sustentabilidade e Responsabilidade Social do Carrefour, Paulo Pianez.

O Carrefour se comprometeu, também, a executar ações a nível nacional. Segundo Pianez, são elas: “revisão dos procedimentos internos em relação ao adequado tratamento de animais que são abandonados nas dependências de nossas lojas; elaboração de material de treinamento, capacitação e sensibilização de funcionários e prestadores de serviços no tema; coordenação e apoio em mutirões de castrações gratuitas em diversas localidades do país; organização e implementação de eventos de adoção nas lojas Carrefour; criação de campanhas e ações educativas para sensibilização e engajamento público em prol da causa animal; apoio do Carrefour na viabilização de projeto da AMPARA Animal para conscientização infantil no tema”.

Não há ainda, no entanto, um prazo para que essas ações sejam colocadas em prática. De acordo com Pianez, “as propostas e os respectivos planos de ação já estão sendo discutidos e tão logo concluídos serão divulgados, incluindo os prazos de execução”. O diretor afirmou que “paralelamente, ações imediatas já vêm sendo adotadas para assegurar o bem-estar de animais nas dependências das nossas lojas pelo Brasil” e que “ações emergenciais para garantir a segurança dos gatos já estão em andamento”. Pianez disse ainda que, no que se refere ao caso os gatos da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, reuniões foram realizadas, assim como uma visita técnica. “O plano de implementação das ações já está desenhado e a execução inicia-se ainda neste mês de janeiro”, concluiu.

(Foto: Divulgação / ONG 8 Vidas)

Crueldade animal

O Carrefour é conhecido pelas polêmicas envolvendo crueldade animal. Além dos casos de violência cometidos contra os gatos no Rio de Janeiro e o cachorro Manchinha, que morreu após ser brutalmente espancado por um segurança do hipermercado em Osasco (SP), outras situações já foram reveladas no Brasil e também mundo afora.

Em Vila Velha, no Espírito Santo, gatos foram submetidos a maus-tratos nas dependências de uma unidade do Atacadão, supermercado de propriedade da rede Carrefour. Um vídeo mostra um grupo de funcionários do local ferindo um gato com um pedaço de madeira. A denúncia foi feita à Sociedade Protetora dos Animais do Espírito Santo (Sopaes). O crime ocorreu em 2015. Na época, a assessoria da Rede Carrefour emitiu nota repudiando o caso e afirmando que abriu sindicância interna para apurar a denúncia e tomar as providências cabíveis. Não há, no entanto, informações sobre ações efetivamente tomadas pela empresa.

Em 2011, outro caso foi noticiado, desta vez no estacionamento do Carrefour de Santo André (SP). Um cachorro foi vítima de maus-tratos no local, segundo denúncia. O animal foi agredido por clientes e funcionários com chutes. Os agressores também usaram carrinhos de compras para bater no cão.

(Foto: Divulgação / ONG 8 Vidas)

Na França, o Carrefour tem comercializado carne de zebra – espécie ameaçada de extinção – na loja física e online. Na natureza, um quarto da população de zebras comuns desapareceu nos últimos 25 anos e, em alguns países, elas só são encontradas em reservas naturais. “No momento em que a biodiversidade do mundo está em colapso, vender carne de uma espécie ameaçada de extinção é desconcertante. Isso envia um sinal muito ruim para os consumidores e dá a impressão – que é completamente falsa – de que as populações de zebras selvagens são robustas”, afirmou uma ONG de proteção animal.

No final do ano passado, imagens revelaram que o matadouro municipal de Boischaut, na França, responsável por fornecer carne para o Carrefour, estava matando os animais de forma extremamente cruel: cortando-os ainda vivos. O escândalo de maus-tratos repercutiu em todo o mundo e levou ao fechamento do matadouro. Assim que tomou conhecimento do caso, o Grupo Carrefour Brasil emitiu nota por meio da qual afirmou que “rompeu imediatamente relações comerciais com o frigorífico em questão”.

(Foto: Divulgação / ONG 8 Vidas)

Em 2017, após realizar visita a duas filiais do Carrefour na cidade de Xuzhou, na China, a empresa de consultoria Ya Dong descobriu que o hipermercado continuava a comercializar carne de cachorro mesmo após ter se comprometido, em 2012, a deixar de obter lucros a partir da crueldade da indústria de carne de cachorro.

“É extremamente decepcionante para os amantes de animais em todo o mundo que o Carrefour esteja colocando os lucros na frente do bem-estar dos cachorros da China. Nossas investigações sobre a indústria, que compartilhamos com o Carrefour, revelam a ilegalidade, a crueldade e as preocupações de segurança pública em todas as etapas da cadeia de fornecimento de carne de cachorro. No entanto, eles continuam a vender produtos de carne de cachorro”, afirmou Jill Robinson, fundadora e CEO da Animals Asia.

Nota da Redação: as ações do Carrefour – desde a construção do gatil até a implementação de políticas de bem-estar animal a nível nacional – devem servir para evitar novos casos de maus-tratos e mortes de animais. Essas ações, porém, não vão apagar as mortes que já ocorreram, tampouco irão reparar todo sofrimento vivido pelos animais vítimas de violência nas dependências de unidades do hipermercado.