Homem é multado em R$ 64 mil por cativeiro de 26 aves, duas ameaçadas de extinção

Uma ação conjunta entre policiais e fiscais ambientais do Mato Grosso do Sul, realizada na quinta-feira (8), resultou no resgate de 26 pássaros, sendo dois da espécie bicudo-verdadeiro, que está ameaçada de extinção. Os agentes apreenderam gaiolas e alçapões, usados na captura das aves, e multaram o criador dos animais em R$ 64 mil. O caso aconteceu em uma fazenda na cidade de Pedro Gomes.

Foto: Reprodução/Campo Grande News

A Polícia Militar Ambiental soube da situação após uma denúncia anônima indicar que havia aves silvestres engaioladas na propriedade rural. Foram encontrados três aves da espécie canário-belga, isentos de controle ambiental, conforme legislação, um papagaio, dois canários-da-terra, 11 bicudos-verdadeiros e 15 curiós. Apenas as aves das duas últimas espécies tinham anilhas.

Ao investigar o caso, os agentes descobriram que o criador tinha autorização para ter aves, mas que cometeu irregularidades administrativas e crime ambiental. Dentre as infrações, está o fato de que o alvará que ele possuía era para a cidade de Sonora e, por isso, os pássaros não poderiam estar em outro município. As informações são do portal Campo Grande News

“Havia animais sem anilhas, indicando que o criador fazia captura [o que é proibido] e, inclusive, foram encontrados alçapões”, informa a PMA na nota divulgada.

O homem tem 47 anos e não estava no local no momento da fiscalização. No entanto, ele foi identificado pela companheira e responderá por crime ambiental, além de ter sido multado.

A multa, de R$ 64 mil, foi aplicada nesse valor porque manter animais ameaçados de extinção em cativeiro é um agravante. Além disso, aprisionar papagaios também aumenta o valor da penalidade, porque o animal integra as espécies que são protegidas por uma convenção internacional.

As aves foram levadas para o Centro de Reabilitação de Animais Silvestres (CRAS), em Campo Grande.


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Gansos são pendurados pelas pernas têm as cabeças arrancadas em festival espanhol

Foto: Pen News

Foto: Pen News

Um festival espanhol, no qual homens montados em cavalos se lançam em direção a gansos pendurados e depois arrancam suas cabeças enquanto crianças assistem a tudo, tem sido ferozmente criticado e classificado como um espetáculo bárbaro e cruel.

Imagens da cidade de Carpio de Tajo, perto de Toledo, no centro da Espanha, mostram os animais suspensos de cabeça para baixo ao longo de uma trilha de fios.

Homens montados em cavalos se aproximam e agarram seus pescoços, puxando suas cabeças, enquanto uma multidão aplaude o ato cruel.

No passado, gansos vivos foram usados e, embora os gansos já tenham sido mortos de antemão, ativistas disseram que ainda é um desperdício grotesco de vida.

Um vídeo da aldeia perto de Toledo mostra dezenas de pessoas desfrutando de um dia nas festividades com bandeiras cobrindo sacadas e balançando no ar.

Um grupo de homens amarra um ganso em uma corda pendurada sobre uma estrada antes que um homem a cavalo se aproxime e tente arrancar sua cabeça.

O primeiro homem arranca a cabeça com sucesso e a entrega rapidamente a outra pessoa que está carregando uma bolsa azul para colocar as partes do corpo dos animais.

Foto: Pen News

Foto: Pen News

Outros concorrentes não conseguem arrancar as cabeças de uma só vez, fazendo as multidões suspirarem.

Dezenas de crianças pequenas são vistas assistindo ao evento com algumas delas muito próximas das aves decapitadas.

Marta Esteban, da Animal Guardians, disse: “Isso começou como uma maneira de treinar os militares com cavalos e dar-lhes a habilidade de usar suas mãos quando montados em cavalos”.

Foto: Pen News

Foto: Pen News

Agora, quando se trata de festividades de santo padroeiro, eles competem para ver quantas cabeças cada um deles pode obter.

Este tipo de tradição ensina aos nossos filhos que, para fins de diversão, a exploração de outros seres é totalmente justificada, anulando completamente sua empatia e responsabilidade em relação a outras espécies.

“Não se trata apenas da morte absurda desses pobres gansos, mas também de uma visão violenta e destrutiva da vida”.

Foto: Pen News

Foto: Pen News

“Então, estamos fazendo campanha e pedindo ao presidente desta região da Espanha para proibir isso por ser tão bárbaro”.

Carmen Ibarlucea, da ONG Tortura Não É Cultura, disse que dezenas de milhares de pessoas pediram às autoridades que acabem com o evento selvagem, e que mais se juntam a elas todos os anos.

“Em 2016, 80 mil pessoas pediram o fim desse espetáculo dantesco que ensina as crianças a usar a morte como meio de diversão”, disse ela.

Foto: Pen News

Foto: Pen News

“Em 2017, foram entregues 135 mil assinaturas, mas as autoridades ainda não fazem nada.

“Às vezes parece que ainda vivemos na Idade Média, mas, de nossa parte, continuaremos trazendo esses espetáculos à luz, convidando à reflexão e exigindo o fim deles”.

Aqueles que se opõem à tradição cruel são convidados a enviar uma mensagem ao presidente da região de Castela-Mancha e pedir-lhe para acabar com a violência por meio do seu site.

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Fios de postes elétricos estão matando pássaros na Espanha

Por Rafaela Damasceno

As linhas de energia dos postes da Espanha matam milhares de pássaros por ano no país. O Promotor de Justiça definiu os números como “intoleráveis” e criticou a resposta passiva das autoridades ao problema.

Um pássaro morto em um poste de energia

Foto: GREFA

“É realmente um massacre”, disse Ernesto Álvarez, presidente do Grupo de Reabilitação da Fauna Indígena e seu Habitat (GREFA, na sigla em inglês), que lida frequentemente com a questão de monitorar os cabos de energia em todo o país.

O vice-presidente da Associação Espanhola de Agentes Ambientais e Florestais (Aeafma, na sigla em inglês), Esaú Escolar, concorda, e também diz que as autoridades não lidam com a questão de maneira correta – os proprietários dos cabos de energia quase nunca são multados e responsabilizados.

Uma missiva foi enviada para as autoridades regionais recentemente, elaborada pelo procurador do Departamento de Meio Ambiente e Urbanismo, Antonio Vercher. Um processo envolvendo o assunto foi aberto em 2017, mas depois de anos pedindo informações às autoridades, a conclusão foi que os oficiais não iniciaram nenhuma ação disciplinar competente para encontrar o porquê das mortes das aves nos cabos de energia.

O Promotor de Justiça afirmou que, para justificar a falta de ação, muitos disseram considerar as mortes como acidentes; outros alegam que as empresas de eletricidade concordaram em consertar os cabos com defeitos, o que impede as autoridades de tomar ações disciplinares.

De acordo com dados do Ministério do Meio Ambiente da Espanha, cerca de 33.000 aves de rapina morrem a cada ano no país por causa dos cabos elétricos. Um estudo da Fundação Amigos da Águia Imperial acredita que o número é ainda maior: algo em torno de 192.000 e 337.000.


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Seriam necessários 50 milhões de anos para recuperar a biodiversidade de aves da Nova Zelândia

Por Rafaela Damasceno

Há cerca de 700 anos, a Nova Zelândia era uma terra de pássaros. Agora, cientistas que estudam a biodiversidade do país chegaram à conclusão de que levaria 50 milhões de anos para recuperar a diversidade de aves presentes na região antes dos seres humanos interferirem no local.

O pássaro kiwi

Foto: Lakeview Images/Shutterstock

“O fato de que uma quantidade enorme de tempo evolutivo se perdeu realmente coloca sob perspectiva o impacto que os seres humanos causaram em sistemas isolados naturais”, afirmou o biólogo Luis Valente, que liderou a pesquisa.

Separada dos outros países, a Nova Zelândia se manteve isolada por muito tempo. Seus pássaros puderam então evoluir em uma variedade de aves que não podem ser encontradas em nenhum outro local do planeta. Infelizmente, eles não eram imunes à caça: depois que os seres humanos chegaram à região, quase metade das espécies foram extintas.

Para descobrir ao todo quanta biodiversidade se perdeu após a interferência humana, os pesquisadores coletaram dados já existentes em outras pesquisas. Depois que a equipe estudou todos os materiais e compilou os dados, colocou o resultado em um novo sistema computacional que estima o quão rápido as espécies evoluem e morrem.

O modelo revelou que seriam necessários 50 milhões de anos para recuperar a natureza que a interferência humana prejudicou. Apesar de ter uma ideia do quanto de vida havia se perdido, os cientistas se chocaram com o número. “O impacto foi muito mais profundo do que prevíamos”, declarou Valente.

Levaria 10 milhões de anos para recuperar as aves em extinção atualmente se elas desaparecessem por completo. “Alguns pensam que se você deixar a natureza sozinha, eventualmente ela irá se recuperar dos impactos humanos. Mostramos que essa recuperação seria incrivelmente lenta”, disse o biólogo.

Ele espera que as práticas de conservação que a Nova Zelândia está tentando agora sejam capazes de impedir que outras espécies entrem em extinção e evitar que outros 10 milhões de anos de história evolutiva se percam.


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Última fazenda de foie gras da Ucrânia é desativada

Foto: Farm Sanctuary

Foto: Farm Sanctuary

A última fazenda de foie gras da Ucrânia será oficialmente desativada, uma vez que na prática já não opera mais, após o lançamento de uma exposição da organização de proteção animal Open Cages.

A investigação, que foi publicada em abril deste ano, contou com filmagens (abaixo) feitas por um trabalhador disfarçado usando uma câmera secreta na fazenda operada pelo produtor de aves MHP.

A filmagem foi vista milhões de vezes nas mídias sociais em todo o mundo, e levou inúmeros restaurantes no Reino Unido a prometer abandonar o foie gras.

Condições

De acordo com a Open Cages, as condições documentadas incluem “pássaros sendo jogados violentamente do caminhão em gaiolas, tubos de alimentação de metal lubrificados com óleo de motor sendo empurrados garganta abaixo das aves para enchê-los de comida e gansos machucados e mortos sendo deixados para sofrer ou apodrecer em pilhas”.

A organização acrescenta que a alimentação forçada é uma prática padrão na maioria das fazendas de foie gras para encher de gordura os fígados dos animais, de modo que eles aumentem até dez vezes o tamanho normal e as aves fiquem doentes.

Inconsistente

“A MHP, controladora de um importante grupo agroindustrial internacional com sede na Ucrânia, anuncia hoje sua decisão de suspender a produção de carne de ganso e foie gras em sua fazenda de aves Snyatynska até o início de setembro de 2019″, informou a empresa em um comunicado numa declaração oficial.

“Os ativos da fazenda, que representam menos de 0,5% dos ativos do Grupo MHP, estão sendo oferecidos à venda. A MHP acredita que a produção de foie gras não é consistente com a estratégia e a política da empresa de ser líder global em E&S e bem-estar animal”.

“Simplesmente bárbaro”

“É difícil até de acreditar que o foie gras existe. Alimentar os animais até que seu fígado aumente dez vezes o tamanho original é simplesmente bárbaro, e o rótulo de ‘luxo’ que o produto ostenta é quase risível”, disse Connor Jackson, CEO da Open Cages, em comunicado enviado ao Plant Based News.

“Estamos absolutamente entusiasmados em ver esta empresa optar por enfrentar o sofrimento desnecessário ao fechar as instalações da fazenda de criação de gansos. Qualquer restaurante do Reino Unido que ainda esteja servindo foie gras vai dar uma boa repensada em suas práticas: a crueldade contra animais é um mau negócio.”

A Open Cages está pedindo que Michael Gove e o governo do Reino Unido proíbam a venda de foie gras, pós-Brexit, e também convocando os restaurantes a remover o produto, que é resultado de crueldade e abuso, de seu cardápio.

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Milhares de galinhas morrem de calor presas em galpões de aço superlotados e mal ventilados

Foto: Connor Creaghan

Foto: Connor Creaghan

Milhares de galinhas morreram de calor, presos em locais pouco ventilados, super lotados e insalubres, em uma granja durante o dia mais quente da Grã-Bretanha na semana passada.

As aves morreram em galpões de ferro na fazenda Moy Park, em Newton on Trent, Lincolnshire, na Inglaterra, na quinta-feira, quando a temperatura chegou a 38,7°C.

Até o momento é desconhecido o motivo das aves terem sido deixadas para morrer e se uma máquina de ar condicionado não teria conseguido regular o calor dentro dos galpões.

Foto: Connor Creaghan

Foto: Connor Creaghan

A Moy Park, com sede na Irlanda do Norte, é uma grande fornecedora de grandes supermercados, incluindo a Tesco, a Sainsbury’s e o serviço de entrega de alta qualidade Ocado.

A fazenda se descreve como a “Empresa Alimentar Europeia de Escolha” e foi até mesmo premiada com uma certificação de gestão ambiental em setembro.

Embora o ideal seria que nenhum animal fosse submetido a qualquer exploração, seja por seu corpo, ou pelos produtos derivados dele, como esse ambiente ideal está longe de acontecer, foram criados “selos padrões” que teoricamente atestam que um animal não foi “abusado” enquanto nas instalações dessas fazendas industriais.

Foto: Connor Creaghan

Foto: Connor Creaghan

As fazendas da Moy Park são endossadas pelo esquema de padrões alimentares Red Tractor, que afirma que seus membros fornecem alimentos que são “cultivados com cuidado” e “produzidos com responsabilidade”.

No entanto, a Red Tractor admitiu anteriormente que havia encontrado “violações de normas” em algumas fazendas de Moy Park, depois que ativistas dos direitos animais disfarçados gravaram secretamente imagens de galinhas que viviam em condições terríveis.

O vídeo da Animal Equality UK mostra filhotes de galinha apodrecendo no chão das unidades agrícolas intensivas por dias, com muitas galinhas sofrendo lesões nas pernas e incapazes de ficar em pé.

Na semana passada, trabalhadores da granja de Lincolnshire pareciam reunir as galinhas mortas em pilhas, transportando-as em grandes carrinhos de mão.

Foto: Connor Creaghan

Foto: Connor Creaghan

Os trabalhadores do local até passaram dias tirando os animais mortos da fazenda, disse um funcionário ao site de notícias local The Lincolnite.

O ativista pelos direitos animais Mike Bushby escreveu online: “Essas galinhas (milhares delas) morreram durante a onda de calor [de quinta-feira]. Você pode imaginar o quanto eles sofreram?”

Um porta-voz da Moy Park disse ao MailOnline: “As altas temperaturas recentes têm sido muito desafiadoras para muitos dos setores de agricultura e avicultura.

“Estamos trabalhando de perto com nossos parceiros agrícolas para monitorar a situação e implementamos procedimentos para ajudar a proteger as aves contra o calor extremo”.

Abusos em fazendas de criação

Galinhas lutam para andar, respirar e recorrem ao canibalismo em fazendas de criação

Imagens angustiantes divulgadas na segunda feira última, 13 de maio, mostram galinhas sofrendo maus-tratos, vivendo em condições desumanas, em ambientes super lotados e sujos, doentes e famintas, comendo umas as outras em fazendas de criação fornecedoras de grandes mercados.

Vídeos e fotos mostram as aves feridas e aflitas vivendo em condições precárias nos locais usados para criação em larga escala que ficam em Northamptonshire (Inglaterra), e que servem alguns dos principais supermercados do Reino Unido.

Foto: Animal Equality

Foto: Animal Equality

A filmagem foi divulgada pela ONG Animal Equality, que afirma que os trabalhadores podem ser vistos quebrando os pescoços das aves e deixando-as para morrer por vários minutos jogadas no chão.

O grupo também alega que as aves foram deixadas para morrer, agonizantes antes de serem bicadas e comidas por outras galinhas além de terem sido chutadas e pisadas por trabalhadores agrícolas da fazenda.

Imagens divulgadas pela ONG mostram as galinhas com as pernas abertas e batendo as asas em aflição.

As filmagens foram gravadas nas fazendas Evenley, Pimlico e Helmdon, em Northamptonshire, todas certificadas pela Red Tractor (selo de bem-estar animal) e administradas pela Avara Foods.

Foto: Animal Equality

Foto: Animal Equality

Investigadores dizem que encontraram sacolas cheias de galinhas mortas em uma das três fazendas durante visitas de janeiro a março, após uma denúncia.

A Animal Equity afirma que dezenas de pássaros desmoronaram sob o peso de seus “corpos anormalmente grandes” e não conseguiam nem ficar em pé, batendo as asas freneticamente em uma tentativa desesperada de se levantar.

Segundo a ONG, as aves mortas ficavam apodrecendo entre as vivas, levando as galinhas ao canibalismo em pelo menos uma das fazendas, enquanto os pássaros que já estavam morrendo eram jogados em uma pilha e deixados para sofrer por horas enquanto os funcionários limpavam o galpão para realizar mais mortes.

A ONG também disse que os trabalhadores estavam “violentamente quebrando os pescoços das aves e deixando-os a convulsionar em meio às demais”.

Pode-se ver pelo vídeo outras aves morrendo jogadas em uma pilha, deixados para sofrer por horas enquanto os trabalhadores limpavam o galpão.

O grupo também alega que funcionários estavam deliberadamente chutando e pisando em algumas galinhas repetidamente.

Foto: Animal Equality

Foto: Animal Equality

Um gerente de campanha pelo bem-estar animal da Woodhurst World Animal Protection disse: ‘Infelizmente, este material perturbador é típico das baixas práticas de bem-estar em muitas fazendas industriais onde galinhas são amontoadas e tratadas de maneira tão cruel que seus corações, pernas e pulmões mal conseguem aguentar a pressão.

“Algumas morrem antes de serem assassinadas pelos funcionários das fazendas devido a exaustão ou insuficiência cardíaca”.

“Ao adotar uma alimentação vegana e abrir mão da carne, as pessoas podem ajudar a terminar com o sofrimento desses animais”, disse o ativista.

Após a liberação no vídeo a Agência de Saúde Animal e Vegetal (APHA) do país realizou uma inspeção ao local sem aviso prévio. O órgão público relatou estar satisfeito com a saúde e o bem-estar das aves.

Enquanto a mentalidade especista de objetificação dos animais persistir, o sofrimento animal continuará. Galinhas são seres sencientes, extremamente inteligentes, capazes de realizar até operações matemáticas segundo cientistas, quem dirá compreender o que se assa ao seu redor.

Submetê-las a esse sofrimento é uma violência psicológica e física da qual a humanidade deve se envergonhar e eliminar o quanto antes.

Ao alimentar-se de forma vegana deixamos de alimentar essa indústria cruel e assassina.

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Mais de 100 papagaios-do-mar são mortos por caçadores de troféu em cada viagem de caça à Islândia

Foto: Campaign to Ban Trophy Hunting

Foto: Campaign to Ban Trophy Hunting

Caçadores de troféus britânicos estão migrando para a Islândia para atirar e matar papagaios-do-mar em viagens de caça – depois da matança os corpos das aves são trazidos de volta com seus assassinos para “enfeitar” suas casas.

As viagens de caça ao pacífico país nórdico estão sendo vendidas por 3.000 libras (cerca de 3.600 dólares) por pacote, apesar de os papagaios-do-mar terem sido classificados como uma espécie vulnerável pela IUCN no ano passado.

Em uma tentativa de chamar a atenção do público, a Campaign to Ban Trophy Hunting (Campanha para Proibir a Caça ao Troféu) publicou fotos dos caçadores posando com dezenas de seus troféus sem vida.

Foto: Campaign to Ban Trophy Hunting

Foto: Campaign to Ban Trophy Hunting

O grupo também fez um apelo a Theresa Villiers, a nova secretária do Meio Ambiente, para proibir a importação de papagaios-do-mar caçados, informa o jornal Metro.

O porta-voz da campanha, Eduardo Gonçalves, instou o governo a impor uma moratória “antes que seja tarde demais”.

Foto: Campaign to Ban Trophy Hunting

Foto: Campaign to Ban Trophy Hunting

Ele acrescentou: “Os papagaios-do-mar são uma das aves mais amadas do mundo. As pessoas viajam milhares de quilômetros apenas para fotografá-las. Agora, parece que os caçadores de troféus estão viajando pelo mundo para matá-las também.

“Os cientistas dizem que estão em sérios apuros. As populações estão caindo, e muito menos aves estão chegando às costas da Grã-Bretanha. A última coisa que eles precisam é que os caçadores de troféus atirem neles em grande número apenas por diversão.”

Foto: Campaign to Ban Trophy Hunting

Foto: Campaign to Ban Trophy Hunting

Gonçalves também pediu à Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas (CITES) que classifique os papagaios-do-mar como espécie protegida em sua conferência no próximo mês (espécie já esta classificada como vulnerável).

A população de papagaios-do-mar islandeses despencou de sete milhões para 5,4 milhões em uma década.

E a Fair Isle, nas Ilhas Shetlands, viu sua população de pássaros icônicos cair pela metade – de 20mil para 10 mil – nos últimos 30 anos.

Foto: Campaign to Ban Trophy Hunting

Foto: Campaign to Ban Trophy Hunting

Quase 600 mil papagaios-do-mar vivem no Reino Unido, representando aproximadamente um décimo da população mundial.

Sir Roger Gale, o presidente da Conservative Animal Welfare Foundation, criticou a caça aos papagaios, descrevendo-a como “abominável”.

Ele disse ao Telegraph: “Eu não acredito em caça de troféus para qualquer espécie. Eu não acho que haja qualquer desculpa para isso”.

“Acredito que há muito mais turismo a ser gerado pela preservação e conservação dessas belas e únicas aves do que por matar os papagaios-do-mar.”

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Macacos transportados em ônibus são salvos após choro de um deles alertar a polícia

Três filhos de macaco-prego foram resgatados pela Polícia Rodoviária após o choro de um deles alertar os agentes. Os animais eram transportados em um ônibus, no qual estavam também 143 aves, sendo 126 pássaros-curiós, dez pássaros-preto e sete patativas. O crime ambiental foi descoberto durante uma ação de fiscalização. O ônibus foi parado pelos policiais na base da corporação em Santa Rita do Passa Quatro (SP), no domingo (28).

Foto: Reprodução/EPTV

Os macacos estavam confinados em uma caixa de madeira embaixo de um dos bancos de passageiro do ônibus. As aves foram colocadas em gaiolas de madeira apertadas e improvisadas. Todos os animais foram encontrados em condições de maus-tratos. As informações são do G1.

Um homem foi detido durante a operação e recebeu uma multa, aplicada pela Polícia Ambiental, de R$ 542,5 mil por maus-tratos e transporte ilegal de animais silvestres.

O ônibus saiu de São Luís, no Maranhão, com destino a São Paulo e foi parado na Rodovia Anhanguera (SP-330) durante a operação “Ônibus Pontual”. O homem que foi detido já era procurado por crime ambiental. Ele foi levado para a delegacia de Porto Ferreira e, após prestar depoimento, ficou preso no Centro de Triagem de São Carlos.

Os macacos foram levados para a base da Polícia Ambiental em São Carlos para passar por avaliação veterinária. Já as aves puderam retornar à liberdade e foram soltas no Parque Estadual de Porto Ferreira.

Foto: Felipe Lazzarotto/EPTV


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Pássaros se comunicam com seus irmãos ainda dentro dos ovos

Por Rafaela Damasceno

Uma recente pesquisa descobriu que os pássaros são capazes de se comunicar com seus irmãos mesmo antes dos ovos eclodirem. Além de ouvir os alertas de aves adultas, eles também transmitem para seus irmãos.

Um ninho de passarinho com alguns ovos dentro

Foto: Pixabay

O intuito da “conversa” é avisar os companheiros dos perigos iminentes, para que não tentem sair dos ovos.

Para a experiência, os biólogos separaram alguns ovos do ninho e expuseram alguns aos sons de alerta de aves adultas. Depois, juntaram os ovos novamente. Aqueles que foram expostos aos sons tendiam a vibrar mais na incubadora do que os outros.

Aqueles que foram expostos aos sons também demoraram mais a eclodir que seus companheiros que ouviram apenas o silêncio. Eles também não produziam ruídos e permaneciam agachados ao nascerem, um mecanismo de defesa da espécie.

Eles também apresentaram níveis mais altos de hormônios do estresse e menos cópias de DNA mitocondrial nas células. Isso indica que as aves têm capacidade de responder ao perigo, mas ao custo de deficiências em seu armazenamento de energia e uma capacidade produtiva celular reduzida.


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Espécies de aves e animais selvagens lutam para sobreviver às mudanças climáticas

Foto: Bernardo Castelein

Foto: Bernardo Castelein

Algumas espécies de animais não são capazes de se adaptar com a rapidez suficiente para sobreviver em seus habitats naturais alterados pela mudança climática, dizem os cientistas.

Populações de corças (Capreolus capreolus), corvos (Corvidae), pardais canoros (Melospiza melodia) e do airo ou aral-comum (Uria aalge) estavam entre os que o estudo revelou estardem em risco.

Embora algumas espécies possam se adaptar em resposta às altas temperaturas globais, isso pode estar acontecendo tão rapidamente que existe o risco de resultar no declínio de algumas espécies.

Enquanto alguns animais podem responder se reproduzindo mais cedo no ano, quando é mais frio, o efeito de ajustamento à mudança climática não é totalmente conhecido e pode significar destruição para algumas espécies.

Algumas mudanças adotadas pelas criaturas estão até mesmo tornando-as menos adaptadas aos novos ambientes, dizem os cientistas.

A meta-análise sugere que este é um momento histórico dos eventos do ciclo de vida das espécies, ou fenologia, como a migração e a reprodução é incompatível com o clima atual.

Os cientistas dizem que os animais podem reagir alterando sua fenologia, mas somente se houver variação genética suficiente em seu comportamento ou desenvolvimento.

Foto: Shutterstock/Vlasto Opatovsky

Foto: Shutterstock/Vlasto Opatovsky

A equipe revisou 10.090 resumos científicos e extraiu dados de 71 estudos publicados que representaram 17 espécies em 13 países, para avaliar as respostas dos animais às mudanças climáticas, com foco especial nas aves.

O principal autor do estudo, Viktoriia Radchuk, do Instituto Leibniz de Pesquisa sobre Zoologia e Vida Selvagem (IZW) na Alemanha, disse: “Nossa pesquisa se concentrou em aves porque os dados completos sobre outros grupos eram escassos”.

“Nós demonstramos que em regiões temperadas, as temperaturas crescentes estão associadas com a mudança do tempo dos eventos biológicos para datas anteriores (antecipação).”

O co-autor Steven Beissinger, professor da Universidade da Califórnia em Berkeley, acrescentou: “Isso sugere que as espécies podem permanecer em seu habitat (mais quente que o anormal), desde que elas mudem rápido o suficiente para lidar com as mudanças climáticas”.

No entanto, o autor sênior do estudo, Alexandre Courtiol, também de Leibniz-IZW, disse: “É improvável que isso aconteça porque mesmo as populações que estão passando por mudanças adaptativas o fazem num ritmo que não garante sua persistência”.

Os cientistas disseram que foi uma preocupação majoritária que os dados analisados incluíssem espécies predominantemente comuns e abundantes.

Sabe-se que estas espécies, european pied flycatcher (Ficedula hypoleuca), e o eusarian megpie (pica-pica) lidam relativamente bem com a mudança climática.

Respostas adaptativas entre espécies raras ou ameaçadas continuam a ser analisadas.

“Nós tememos que as previsões de persistência da população para essas espécies de conservação sejam ainda mais pessimistas”, concluiu Stephanie Kramer-Schadt, da Leibniz-IZW.

Os pesquisadores esperam que sua análise e os conjuntos de dados reunidos estimulem a pesquisa sobre a resiliência das populações de animais diante da mudança global.

Eles ainda esperam que isso contribua para uma melhor estrutura preditiva para auxiliar futuras ações de manejo de conservação.

Os resultados foram publicados na revista Nature Communications.

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