Pássaros encontram redes de arame impedindo-os de chegarem até seus ninhos ao retornar de sua rota migratória

MARGARET WILCOX /SWNS.COM

Foto: MARGARET WILCOX /SWNS.COM

Os pássaros da espécie san martin voaram mais de 8 mil quilômetros vindos da África para se refugiar nos penhascos de Norfolk (Inglaterra), apenas para encontrar seus ninhos cobertos com redes pelas autoridades locais.

Muitos pássaros chega a morrer de sede e exaustão durante a jornada jornada, antes mesmo de chegarem às margens da Grã-Bretanha, onde fazem ninhos para criar seus filhotes na primavera.

Vídeos postados por observadores de aves postados on-line mostram os pássaros pousados na rede e fracassando inutilmente enquanto tentam alcançar os locais que chamam de lar.

Um porta-voz do Conselho do Distrito de North Norfolk (NNDC) explicou que o penhasco de Bacton está sendo erodido pelo Mar do Norte e precisa de proteção.

O conselho planeja despejar 1,8 milhão de metros cúbicos de areia em um trecho de 3,5 milhas da praia, incluindo nas falésias para ajudar a evitar inundações e desabamentos.

A operação teria como objetivo proteger o Terminal de Gás da Bacton, que fica perto do penhasco e lida com um terço do fornecimento de gás da Grã-Bretanha.

Segundo as autoridades a rede foi temporariamente colocada para impedir que as aves migratórias se aninhem, pois seus ninhos poderiam ser preenchidos pela areia despejada, o que mataria os pássaros e seus filhotes.

No entanto, a ONG de proteção às aves, RSPB, argumentou que o trabalho deve ser realizado após a época de formação dos ninhos para evitar que isso aconteça, e que seria possível concentrar esforços anti-erosão em uma parte menor do penhasco.

A organização também disse que uma malha mais fina deveria ser usada, para reduzir a possibilidade de as aves ficarem presas e morrerem.

Foto: MARGARET WILCOX /SWNS.COM

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A RSPB, classificou a rede como “devastadora” e pediu ao conselho que a removesse em carater de emergência para que as aves tivessem um lugar para passar.

A organização twittou: “Estamos com o coração partido ao ver que a @NorthNorfolkDC (NNDC) não aceitou nossos (e de seus contratantes também) conselhos originais e, em vez disso, colocou redes por mais de 1 km no penhasco de Bacton. O ônus está com NNDC agora para fazer a coisa certa para nossos san martins”.

O RSPB acrescentou que os empreiteiros recomendaram uma rede de malha fina que não prenderia as aves ou ocultaria o acesso aos seus ninhos.

Observadores de pássaros também expressaram sua indignação, com um deles, Bob Carter, que twittou: “Tendo voado de volta para voltar para seus locais de nidificação, as aves estão descobrindo que as falésias de Bacton agora estão cobertas de redes. Vi dezenas de pássaros tentando entrar em seus túneis, falhando, girando, girando e tentando de novo. Por que esse nível de ação é necessário? ”

Outro observador de pássaros, Richard Thewlis, escreveu também no Twitter: “Totalmente consternado ao ver #plasticNetting (redes de plástico) instaladas em escala industrial por 2 km de penhascos de Bacton ontem. Parte do projeto NorthNorfolkDC (NNDC) para reduzir a erosão. Contou, fotografou e mapeou agora os ninhos estão todos cobertos = falha completa para esta época de reprodução”.

Darren Young, entusiasta dos pássaros, acrescentou: “Este é um abuso escandaloso da vida selvagem. Estou enojado porque um conselho acha que isso é aceitável e não percebe que isso é algo profundamente imoral. Os san martins são lindos, preciosos e estão em declínio. Como alguém pode ser tão cruel e ter uma visão tão curta?”.

Ben Garrod, professor de biologia da Universidade de East Anglia, disse que os pássaros, descobertos na Europa no século 16, estão no Reino Unido “há mais tempo do que o povo”.

Foto: MARGARET WILCOX /SWNS.COM

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Ele disse que eles “facilmente” tem se aninhado no penhasco por centenas de anos, talvez até mais, acrescentando: “Eles têm uma sensação real de quais são seus ninhos e têm uma alta fidelidade a isso” de indivíduos que retornam a determinados ninhos.

Após protestos públicos, o Conselho do Distrito de North Norfolk anunciou na tarde de terça-feira que a rede seria parcialmente removida.

Um porta-voz disse “Após discussões positivas com o RSPB e Natural England hoje, instruímos os empreiteiros a remover os níveis superiores de compensação nas falésias da Bacton. Os níveis mínimos serão retidos para ajudar a avançar com este projeto crítico para proteger as casas e a infraestrutura nacional.”

O conselho advertiu as pessoas na área a não removerem as redes, depois de algumas pessoas ameaçarem fazê-lo por si mesmas, acrescentando: “Por favor, esteja ciente de que estes penhascos não são seguros para escalar. Por favor, não tente fazer isso. Uma equipe de os profissionais de rapel realizarão o trabalho nas próximas 24 horas”.

Mais de 500 pássaros aprisionados e colocados à venda em mercado são libertados

Foto: Wildlife Crime Control Bureau/Facebook

Foto: Wildlife Crime Control Bureau/Facebook

Centenas de periquitos (família Psittacidae), koels asiáticos (Eudynamys scolopaceus) e hill mynas (Gracula religiosa) foram encontrados espremidos dentro de pequenas gaiolas, sendo forçados a permanecer em condições precárias.

O Bureau de Controle do Crime (WCCB) do Ministério do Meio Ambiente, Florestas e Mudanças Climáticas e o Departamento de Florestas de Bengala na Índia, resgataram os pássaros durante duas inspeções seguidas à Galiff Street, no centro de Calcutá, em Bengala, no domingo dia 7.

Entre os animais capturados pelo traficantes estavam filhotes recém-nascidos que os criminosos esperavam vender como animais de estimação.

Segundo o jornal The Hindustan Times, nove pessoas, com idades entre 18 e 32 anos, foram presas ao todo durante as duas batidas.

Agni Mitra, vice-diretor regional do WCCB, confirmou que após a primeira inspeção, as equipes responsáveis receberam denúncias e informações de que os vendedores haviam mudado de local e estavam operando novamente.

Como as aves não costumam sobreviver a esse tipo de condições cruéis e martirizantes, especialmente os filhotes recém-nascidos, eles foram levados imediatamente para atendimento veterinário.

Nos últimos anos, a cidade de Bengala infelizmente se tornou um mercado muito utilizado pelos comerciantes que se beneficiam do tráfico de animais vivos e mortos.

Um alto funcionário do Departamento de Florestas de Bengala descreveu o comércio de animais como um “problema sem fim” para o jornal The Hindu, acrescentando que isso se deve em parte ao fato das pessoas não perceberem que além de ser ilegal manter algumas espécies de aves como animais de estimação, os pássaros nasceram livres na natureza e é assim que devem permanecer.

Em 1991, uma emenda à Lei de Proteção à Vida Selvagem (Lei da Vida Selvagem) de 1972 tornou ilegal que qualquer ave indiana, exceto o corvo da casa, fosse caçada, aprisionada, enjaulada ou comercializada.

No entanto, em áreas como Galiff Street, isso acontece constantemente graças aos argumentos utilizados pelos comerciantes, alegando que eles estão lidando com aves exóticas selvagens, o que ainda é permitido, em vez de aves indianas selvagens.

Abrar Ahmed, ornitólogo e ex-consultor do Bird Trade Project da ONG Traffic International, estudou o mercado nas últimas duas décadas, concluindo que de 1.300 espécies de aves indianas, cerca de 450 estão sendo comercializadas nos mercados doméstico e internacional.

Destas 450 espécies, 23 estão listadas na Lista Vermelha de Aves Ameaçadas da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), enquanto 19 outras estão classificadas como “quase ameaçadas”, um status que indica vulnerabilidade.

Embora existam cláusulas na legislação indiana que permitam processar os compradores das aves comercializadas fora da lei, elas não estão sendo implementadas.

As autoridades policiais do país acreditam que isso levaria a questão “um pouco longe demais”, enquanto a natureza clandestina do comércio também tornaria o processo difícil.

E desta forma mais espécies de pássaros vão se esvaindo nas mãos da ambição e sede de lucro humanos. Feitos para serem admirados a distancia, voando e reinando nos ares, a vaidade humana cria demanda para que sejam aprisionados e sirvam de ornamento para olhos e mentes cruéis.

Até que não reste mais nenhum.

Pássaros são afugentados por fogos e jatos de água em Cianorte (PR)

Foto: Sirlei Tesla | Olhares

O Santuário Eucarístico de Nossa Senhora de Fátima de Cianorte, no Paraná, fica localizado entre dois bosques e no habitat de diversas aves e outras espécies. No local há uma praça ladeada por árvores e uma Via Sacra, em tamanho natural, esculpida pelo artista local, Aristeo Piovesan.

A paisagem bela e bucólica atrai pombas rolinhas que escolheram as árvores do entorno da matriz para viver e se reproduzir. A presença dos animais está causando conflitos entre membros da igreja e um grupo preocupado com a situação de vulnerabilidade das aves que vivem no local.

Segundo denúncias, iniciou-se uma verdadeira cruzada contra os pássaros usando métodos cruéis para afugentá-los, como estampido de fogos, jatos de água, algazarra com motocicletas, águias eletrônicas e destruição de ninhos.

Um vídeo postado na página Turma da Mel & Cães Comunitários mostra o uso de fogos para assustar os animais. O responsável pelo crime ambiental supostamente é um funcionário da Prefeitura de Cianorte. Uma outra postagem denúncia que ninhos estão sendo destruídos e filhotes pisoteados.

Segundo a página, já foram oferecida sugestões para remediar os conflitos entre as aves e os frequentadores e funcionários da igreja. “Os pássaros aninham-se nas árvores e, naturalmente, defecam no local, porque são seres vivos, não são de plástico. Já tentaram colocar telas nas árvores, com o aval da Prefeitura e é claro que isso não foi aceito. Já não chega a quantidade de árvores que todos os dias cortam em Cianorte, os pássaros não tem sossego nem para abrigarem-se nas árvores do Bosque que é público e protegido por lei”, diz uma postagem no Facebook da Turma da Mel & Cães Comunitários.

Outro alvo: os cães

Além de querer a expulsão das aves, supostamente os padres também se mostraram contrários à presença de cães comunitários em um bosque que fica a 300 metros do santuário. O receio de surgir uma nova ameaça à proteção dos animais fez nascer um abaixo-assinado que já conta com mais de mil assinaturas.

A petição online (veja aqui) pede a substituição dos padres que não querem os cães e pássaros no Bosque da Matriz de Cianorte e é dirigido ao Dom João Mamede Filho, OFM, Terceiro Bispo da Diocese do Divino Espírito Santo de Umuarama.

No texto, salienta-se que os cães estão protegidos pela Lei Estadual 17.422/12, que assegura o direito do Cão Comunitário; Lei Municipal de Cianorte 4597/2015 e Lei Federal de Crimes Ambientais 9.605/1988. Coincidentemente, o Bispo é vinculado à Ordem de São Francisco de Assis, o padroeiro dos animais.

Revitalização

Recentemente a Prefeitura de Cianorte anunciou a revitalização do entorno, com um projeto que prevê inclusive a implantação de uma fonte e a readequação dos estacionamentos. A comunidade teme que as obras afetem mais animais no local e já se preparam para futuros conflitos.

Os administrados da página Turma da Mel & Cães Comunitários sugerem que a Prefeitura de Cianorte e o Santuário Eucarístico formem frentes de trabalho para conciliar a presença dos animais e o bem-estar dos frequentadores do templo. Uma solução apontada é a contratação de trabalhadores de baixa renda e vulnerabilidade social para realizar a limpeza do local e entorno.

A proposta visa ajudar a comunidade e criar uma convivência pacífica entre humanos e animais. A solução encontrou apoio entre os seguidores da página. “Se são capazes de usar jato de água para torturar as pombinhas, que usem a água de modo inteligente, para retira a sujeira e não cometer essa crueldade”, concluiu uma internauta.

Outro lado 

Tentamos contato com o Santuário Eucarístico de Nossa Senhora de Fátima de Cianorte através dos canais disponibilizados no site do templo, mas até o fechamento desta matéria não obtivemos resposta.

 

França é acusada de falhar na proteção de pássaros ameaçados de extinção

Foto: Alamy

Foto: Alamy

Ativistas em defesa dos direitos animais vão apresentar uma queixa oficial à União Europeia, acusando a França de falhar em proteger espécies de pássaros ameaçadas de extinção.

A Liga para a Proteção das Aves (LPO) francesa está usando o 40ª aniversário da “medida diretiva de aves” estabelecida pela UE, que proíbe a morte “massiva” de aves, para denunciar o que considera métodos cruéis e ilegais de extermínio das espécies.

Estes métodos incluem os adesivos cobertos de cal e colocados em árvores ou arbustos para capturar pássaros quando eles pousam, e armadilhas que esmagam os pássaros com pedras pesadas e forcas.

O LPO diz que foi forçada a agir depois que o governo francês recusou-se a responder a suas queixas e o conselho estadual aprovou o uso de armadilhas com cola, afirmando que o método era o mais tradicional e que não havia outro método satisfatório para aprisionar as aves.

As armadilhas de pedra (que esmagam os pássaros), que estiveram banidas por mais de um século, foram legalizadas na França em 2005 e também são consideradas extremamente cruéis, já que muitas vezes as aves agonizam por horas.

Diversas espécies de pássaros ameaçadas são vítimas frequentes de caçadores franceses, apesar de um declínio em certas espécies. A LPO denuncia que as proteções as aves são frequentemente ignoradas.

Kim Dallet, porta-voz da LPO, disse que a Liga apresentou várias queixas ao governo francês sobre a caça de aves e extermínio de espécies ameaçadas, mas muitas vezes sem resposta.

“Para marcar o aniversário da medida diretiva da UE, estamos levando as queixas para o nível europeu, com isso, esperamos forçar o governo francês a responder e respeitar a diretiva”, disse ela.

Ela acrescentou: “Temos espécies de aves em situações frágeis em termos de conservação que ainda estão sendo caçadas na França, o que é absolutamente contra a diretiva”.

“Eu não sei porque as pessoas caçam na França, talvez porque o pais tenha uma tradição de caça. Mas a situação tem que evoluir”.

Dois relatórios divulgados por pesquisadores franceses no ano passado descobriram que o número de aves nas áreas rurais havia caído um terço em 15 anos, em parte por causa da agricultura industrial e do “uso maciço de pesticidas”.

O presidente francês, Emmanuel Macron, participou de uma caçada durante as comemorações do seu 40º aniversário no Château de Chambord em dezembro de 2017. “A caça é uma vantagem maravilhosa para a biodiversidade, desenvolvimento do nosso território rural e uma atividade popular para salvaguardar”, disse ele

O site Chasseurs de France twittou uma foto de Macron com caçadores, dizendo que ele havia “elogiado a contribuição da caça à natureza”.

Com posicionamentos especistas e irresponsáveis como estes sendo emitidos pelas autoridades responsáveis ,que deveriam ser as mais preocupadas em proteger as espécies, não se admira que a vida de tantas aves no país estejam ameaçadas de extinção.

Nota da Redação: toda e cada vida é preciosa, pássaros são livres e jamais devem ser capturados ou mortos para serem comidos como alimentos. Qualquer atividade ou procedimento que ameace a vida ou cause qualquer sofrimento aos animais é contrário ao que que acredita a ANDA.

Governo proíbe soltura de balões a gás em Gibraltar para proteger a vida marinha

David E. Gurniewicz/Balloonsblow.org

David E. Gurniewicz/Balloonsblow.org

Balões são comprovadamente prejudiciais ao meio ambiente, à vida selvagem e aos animais marinhos. Além de sujar riachos, lagos e praias, estes artefatos de borracha ainda são a causa da morte de muitos animais marinhos e aves.

Mesmo aqueles que são comercializados como “ecologicamente corretos” demoram anos para se desintegrar na natureza. As cordas “enfeites” que geralmente ficam amarradas a esses balões também podem ficar presas ao redor do pescoço de pássaros levando-os a morte ou as aves podem morrer ao consumir o material do qual eles são feitos.

Da mesma forma, quando os balões são arrastados pelo vento para o oceano, os animais marinhos também não sabem que eles são perigosos, assim acabam comendo o objeto colorido.

Tartarugas marinhas, golfinhos e peixes geralmente confundem pedaços de borracha com alimento e morrem por ingeri-los. Estas são as principais razões que levaram o governo de Gibraltar a proibir completamente a liberação de balões de hélio (gás).

Anualmente, todo dia 10 de setembro, Gibraltar comemora o Dia da Pátria. O pais mantinha uma tradição antiga de lançar 30 mil balões vermelhos e brancos como forma de homenagem a cada pessoa que vivesse no território.

The Sun/Reprodução

The Sun/Reprodução

No entanto, em 2016, essa tradição foi encerrada quando o impacto dos balões no meio ambiente e na vida selvagem foi percebido. Recentemente, autoridades decidiram agir de forma mais efetiva e proibir totalmente a liberação dos balões de gás.

Ao anunciar a medida, o governo de Gibraltar declarou: “Com esta decisão, queremos reiterar nosso compromisso com a limpeza dos mares, mantendo o oceano livre de plásticos e outros materiais não biodegradáveis que causam tanto prejuízo à vida selvagem.”

Este é um movimento importante e espera-se que outros governos pelo mundo sigam o mesmo exemplo. Qualquer tradição, ainda que antiga e culturalmente enraizada, caso se mostre nociva ao meio ambiente ou às criaturas com as quais a humanidade compartilha o planeta, deve ser encerrada imediatamente. É o mínimo a ser feito por estes seres indefesos, mortos muitas vezes, pela simples ação humana, como no caso dos balões.

Árvores são ensacadas para impedir que pássaros façam ninhos na Inglaterra

Moradores de Surrey, na Inglaterra, colocaram redes nas árvores para impedir que pássaros façam ninhos. Completamente ensacadas, as árvores impressionam. O prejuízo maior, porém, não é para o visual do local, mas para as aves e insetos.

No entanto, se por um lado há moradores incomodados com os pássaros, outros se indignaram com a decisão de ensacar as árvores e ficaram preocupados com o efeito devastador que essa atitude pode gerar contra as aves. As informações são do portal Hypeness.

Já se sabe que, sem ter acesso às arvores, insetos fundamentais ao ecossistema não conseguem sobreviver. As redes também podem levar os pássaros à morte, já que eles se alimentam das frutas das árvores. Além disso, tanto as aves quanto os insetos podem ficar presos na rede e acabar morrendo.

O problema, no entanto, vai além das críticas dos moradores insatisfeitos com a atitude cruel de parte dos ingleses. Isso porque colocar redes nas árvores, prejudicando os animais, é crime previsto em um tratado assinado em 1981 pela proteção da vida selvagem do interior inglês.

“Não são apenas os pássaros, insetos ficam presos nessas redes. É doentio. Nossa cultura atingiu níveis inaceitáveis”, escreveu no Twitter Rebecca Clifford.

Por meio de um porta-voz, a RSPB, sociedade criada para proteger os pássaros, manifestou-se. “Esse é outro exemplo de pessoas que tentam suprimir a natureza em pequenos espaços”, lamentou.

O porta-voz do grupo lembrou que a prática é permitida apenas em casos específicos, como para realizar a poda das árvores, e que levem em consideração o período de desova dos pássaros.

“Os pássaros sempre encontram uma brecha e podem acabar presos e morrer”, acrescentou.

Homem esconde pássaros em extinção dentro da cueca

Pássaro é encontrado na cueca de motociclista em MS. — Foto: Divulgação/Polícia Militar Ambiental

Um homem de 47 anos foi preso por esconder dois pássaros em extinção, da espécie bicudo, dentro da cueca. Ele foi abordado durante uma fiscalização na última quinta-feira (24), em uma propriedade rural de Alcinópolis, a 353 km de Campo Grande.

De acordo com a Polícia Militar Ambiental (PMA), o suspeito, que estava em uma motocicleta, ficou nervoso ao ser parado por militares. Durante a revista pessoal, os dois pássaros foram encontrados envoltos por uma meia. Uma das aves estava morta, devido à forma de transporte sem arejamento.

Segundo a PMA, o homem é criador de aves autorizado pelo órgão ambiental, mas realizava a captura ilegal de pássaros que estão na lista de extinção. Na mochila dele foi encontrada uma rede especial para captura de aves. A motocicleta e seus petrechos foram apreendidos.

O autor foi preso em flagrante por caça e maus-tratos a animais. Ele foi encaminhado para a Delegacia de Polícia Civil de Alcinópolis, e de acordo com a polícia, poderá pegar pena de três meses a um ano de detenção, podendo aumentar de seis meses a um ano e meio por tratar-se de animal silvestre em extinção. Ele também foi autuado administrativamente e multado em R$ 12 mil.

Fonte: G1

um pardal com um enfeite azul vermelho e branco amarrado em seu pescoço

Dezenas de pardais morrem enforcados por enfeites de Natal

Na Nova Zelândia, dezenas de pardais morreram depois que enfeites de Natal foram amarrados ao redor de seus pescoços, ao que ativistas pelos direitos animais chamaram “um caso chocante de crueldade contra animais.”

um pardal com um enfeite azul vermelho e branco amarrado em seu pescoço

Foto: SPCA

Os pássaros foram vistos adornados com fitas e enfeites em Wellington, na Nova Zelândia, durante o período de festas de fim de ano, com pessoas também afirmando terem visto pardais com papoulas da Anzac e fitas amarradas em seus corpos. Em alguns casos, uma tira de metal também foi encontrada enrolada nas pernas das aves.

A Sociedade para a Prevenção da Crueldade contra os Animais (SPCA) está pedindo por informações a fim de descobrir quem é o responsável. “Continuamos recebendo relatos de pássaros selvagens na área de Kilbirnie com bugigangas decorativas, como enfeites ou fitas, presas às asas ou ao pescoço”, afirmou a instituição em um post no Facebook.

um pardal com um enfeite vermelho no pescoço sendo manuseado por mãos enluvadas

Foto: SPCA

Essa pessoa (ou pessoas) tem feito isso com os pássaros há anos, mas os casos aumentaram durante o verão de 2018 para 2019. Os pássaros morreram de fome em muitos casos, enquanto outros morreram de sede.

Os poucos pardais que sobreviveram e foram trazidos para a SPCA foram mortos por veterinários da instituição, já que estavam com graves problemas de saúde, disse uma porta-voz da SPCA ao Daily Mail Australia.

“Todas as aves foram foram enforcadas com enfeites, fitas, pedaços de arame e anéis”, disse ela. “Muitos desses pássaros não conseguem se mover naturalmente com essas decorações que estão impedindo-os de voar, comer e beber.”

um pardal deitado com um enfeite vermelho em seu pescoço

Foto: SPCA

A diretora-geral da região central da SPCA, Ros Alsford, disse que os pardais se tornam severamente estressados ​​enquanto tentam remover as decorações, e ficam ainda mais enredados quando tentam tirar o enfeite de seus corpos.

Em um caso, um pássaro estava “severamente abaixo do peso devido à fome”, disse ela ao Stuff. “O enfeite era tão apertado que cortava a circulação em torno de sua asa.”

Alsford disse que eles não tinham certeza se a pessoa responsável estava sendo cruel de propósito. “Obviamente, estão fazendo isso intencionalmente porque não é um comportamento natural,” disse ela. “Parece ser apenas com pardais, o que é mais estranho e incomum. É algo que nos preocupa.”

arara-azul

Conheça dez espécies de aves que conseguiram escapar da extinção

A União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN) mantém um registro de animais, fungos e plantas que estão à beira da extinção em sua Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas. Para cada uma das 96.500 espécies totais que foram analisadas pela IUCN, cada uma está listada em uma escala de perigo: Extinta, Extinta na natureza, Criticamente Ameaçada, Em Perigo, Vulnerável, Quase Ameaçada e Pouco Preocupante.

Existem mais de 26.500 espécies ameaçadas de extinção na lista, incluindo 14% das aves, segundo a IUCN. Só porque uma espécie está em risco de se extinguir, no entanto, não significa que será. Com o trabalho dos conservacionistas, os animais podem voltar e prosperar.

Aqui estão 10 espécies de aves que retornaram da beira da extinção.

O íbis-eremita passou de criticamente ameaçado a ameaçado este ano

íbis-eremita

Foto: Pixabay

O íbis-eremita, do Marrocos, estava em um recorde histórico de 59 casais em 1998 por causa de caça, pesticidas e perda de habitat, de acordo com a BirdLife.org, mas hoje os números subiram para 147 casais e as aves se espalharam para dois novos criadouros em 2017.

Embora ainda haja trabalho a ser feito para tirar a ave da lista de ameaçadas, os conservacionistas esperam que seja possível recuperar completamente o íbis-eremita.

A pomba-rosada passou de ameaçada a vulnerável este ano.

pomba-rosada

Foto: Wikimedia

Em 1990, a pomba-rosada, nativo da Ilha Maurícia – lar da extinta ave Dodô – contava apenas 10 aves selvagens, de acordo com a BirdLife.org. Depois de uma década de trabalho para salvar a ave, os conservacionistas conseguiram ajudar o número de pombas-rosadas na natureza a chegar a 300 e fazer com que a ave passasse de criticamente ameaçada a ameaçada em 2000.

Este ano, com 400 pombas-rosadas em estado selvagem, elas passaram novamente à categoria vulneráveis.

Havia apenas 70 araras-azuis em estado selvagem nos anos 80

arara-azul

Foto: Flickr

Nativa do Brasil, a bela arara-azul era uma vítima popular do comércio de animais. Do final da década de 1970 até o final da década de 1980, a população de araras-azuis caiu significativamente, chegando ao ponto de haver apenas 70 aves catalogadas na natureza, de acordo com a American Bird Conservancy.

Hoje, embora a ave esteja listada como ameaçada, estima-se que a população de indivíduos adultos esteja entre 250 e 999, de acordo com a Lista Vermelha.

Em 1941, havia menos de 20 grous-americanos na América do Norte.

grou-americano

Foto: Flickr

O grou-americano, da América do Norte, foi altamente caçado em 1800 e sofreu com a perda de habitat. Uma contagem de 1941 encontrou apenas 16 das aves ainda estavam vivas, de acordo com a National Geographic.

Esforços de conservação ajudaram a aumentar o número de grous-americanos. Eles estão listados como ameaçados e de acordo com a Lista Vermelha, a população está aumentando e a estimativa de indivíduos adultos está entre 50 e 249.

O cisne-trombeteiro estava completamente erradicado de Minnesota.

cisne-trombeteiro

Foto: Wikimedia

Durante o século XIX, o cisne-trombeteiro foi tão caçado por causa do comércio de suas penas e sua carne que desapareceu completamente de Minnesota, de acordo com um comunicado de imprensa do estado. Segundo Audubon.com, havia menos de 100 cisnes-trombeteiros ao sul do Canadá na década de 1930.

No entanto, graças à proteção contra a caça e outros esforços de conservação, incluindo a reintrodução das espécies em sua área de reprodução no noroeste da América do Norte, os cisnes são listados como pouco preocupante na Lista Vermelha e até retornaram a Minnesota com números de 17 mil.

O íbis-do-japão tinha apenas seis aves cativas há quase 40 anos.

íbis-do-japão

Foto: Shutterstock

Em 1963, o íbis-do-japão – nativo do leste da Rússia, China e Japão – havia desaparecido da Rússia e no ano seguinte apenas um foi visto em estado selvagem na China. Em 1981, o Japão manteve seus últimos seis íbis selvagens em cativeiro.

Por causa dos esforços de um pesquisador chinês nas décadas de 1970 e 1980, o íbis-do-japão foi preservado. Hoje, há cerca de 330 na natureza, com uma população crescente, de acordo com a Lista Vermelha, que aponta as aves como ameaçadas de extinção.

Acredita-se que o turquoisine foi extinto em 1915, mas hoje está listado como pouco preocupante.

turquoisine

Foto: Wikimedia

Nativo da Austrália, o turquoisine perdeu seu habitat quando a criação de gado foi levada para a Austrália e florestas foram transformadas em campos. As aves também eram mortas e sua carne era comida, segundo a National Geographic.

E embora a espécie tenha sido considerada extinta em 1915, eles foram vistos novamente em Nova Gales do Sul nos anos 1930. O trabalho foi feito para restaurar o habitat do papagaio e hoje, o pássaro é listado como pouco preocupante.

A águia-careca estava quase extinta, mas agora é considerada segura e de menor preocupação.

águia-careca

Foto: REUTERS

Embora seja a ave-símbolo nacional dos Estados Unidos, a águia-careca foi vítima de caçadores, de acordo com a National Geographic. A espécie também foi prejudicada pelo uso de pesticidas e sua população declinou perigosamente.

A restrição de pesticidas no início da década de 1970 ajudou as águias-carecas a voltarem e hoje estão na categoria pouco preocupante na Lista Vermelha e pelo Departamento de Pesca e Vida Selvagem dos Estados Unidos.

A população do priolo de Açores diminuiu devido à perda e alterações do habitat.

priolo de Açores

Foto: Shutterstock

Como as florestas de Portugal foram desmatadas para plantações florestais e a agricultura e plantas invasoras foram introduzidas na ilha remota que é o lar do priolo de Açores, a população da ave diminuiu perigosamente, de acordo com a BirdLife.org.

A ave está agora limitada a um alcance menor, mas esforços estão sendo feitos para preservar as aves agora consideradas como vulneráveis.

Acredita-se que o papagaio-de-crista-amarela esteja extinto em 1999.

papagaio-de-crista-amarela

Foto: Wikimedia

Nativo das florestas montanhosas da Colômbia, o papagaio-de-crista-amarela quase foi extinto quando as florestas da Colômbia foram desmatadas, particularmente a palmeira Quindio, da qual o papagaio especialmente depende, segundo a American Bird Conservancy.

Em 1999, acreditava-se que a ave estava completamente extinta até que um grupo de pesquisadores encontrou uma pequena população de 81 papagaios-de-crista-amarela.

Com educação e esforços para salvar o habitat da ave, a população de papagaios-de-crista-amarela cresceu e continua crescendo. Hoje, é considerado como ameaçado na Lista Vermelha, embora tenha sido anteriormente criticamente ameaçado.

Ondas de calor prejudicam a reprodução de pássaros, diz estudo

Biólogos da Universidade Lund, na Suécia, descobriram que ondas de calor, como a que ocorreu na Europa em 2018, afetam a reprodução dos pássaros. Os pesquisadores já sabiam que o clima quente de algumas regiões do planeta faz com que animais sejam menos ativos em momentos de temperatura mais severa.

“Se tivermos verões como o último, muitas espécies podem ser prejudicadas já que não conseguem cuidar de forma efetiva de sua prole”, apresentou o pesquisador da Universidade, Andreas Nord.

A pesquisa

Nord e seu companheiro de pesquisa Jan-Âke Nilsson descobriram, no início de 2018, que pequenos pássaros podem chegar à temperatura de 45ºC. Esse valor é 4ºC acima da temperatura normal desses animais.

A dupla, então, continuou o estudo para descobrir se a diminuição da temperatura corporal dos pássaros teria algum efeito em sua ninhada. Eles selecionaram pássaros selvagens e tosaram as penas da metade dos animais. Além disso, transmissores de localização foram implantados em todos eles.

O animal escolhido para o estudo foi o Chapim-azul, um dos pássaros mais comuns na região. (Foto: wikicommons)

Resultados

Ao final da época de reprodução, os pesquisadores capturaram o grupo e compararam as temperaturas. Aqueles que as penas tinham sido aparadas apresentaram uma temperatura mais baixa do que os outros animais.

Além disso, a ninhada dessa parte do grupo foi maior. Seus filhotes também eram mais pesados quando comparados aos descendentes daqueles que não foram tosados. “É importante saber o número da ninhada antes que eles saiam do ninho. O tamanho dela diz muito sobre as suas chances de sobrevivência e reprodução”, afirmou o pesquisador.

O estudo também mostrou que a temperatura corporal afeta a frequência com que os filhotes são alimentados. Os animais que conseguiam se livrar do excesso de temperatura não gastavam mais energia para alimentar sua prole com a mesma frequência da outra metade do grupo.

“Isso me surpreendeu, mas agora nos acreditamos que eles [com as penas tosadas] gastavam tempo e energia carregando mais comida em cada voo. Ou então procuravam mais intensamente por um tipo específico de alimento bom para os filhotes”, explicou Nord.

Os pesquisadores continuarão a investigar as especificidades da alimentação desses animais em relação ao aumento da temperatura.