Ibama resgata 505 peixes ameaçados de extinção em Altamira (PA)

Por David Arioch

Os animais serão levados ao Laboratório de Aquicultura de Peixes Ornamentais do Xingú (Foto: Ibama)

O Ibama encontrou na última quarta-feira (12) uma carga com 505 acaris-zebra e 2 acaris-tubarão no aeroporto de Altamira (PA). O responsável foi preso por agentes da Polícia Federal (PF) ao tentar embarcar em voo com destino a Manaus (AM).

Os animais resgatados serão levados ao Laboratório de Aquicultura de Peixes Ornamentais do Xingu (Laquax), da Universidade Federal do Pará (UFPA), que realiza testes de reprodução da espécie. A saúde dos acaris será avaliada para eventual devolução à natureza.

O acari-zebra é endêmico da Volta Grande do Rio Xingu e está ameaçado de extinção. Sua captura pode resultar em multa de R$ 5 mil por unidade. A Lei n° 9.605/1998 prevê detenção de um a três anos para quem transporta, comercializa, beneficia ou industrializa espécimes cuja captura esteja proibida.

O acaris-zebra também integra o Anexo III da Convenção Internacional das Espécies de Flora e Fauna Selvagens em Perigo de Extinção (Cites), que relaciona espécies de animais e plantas que precisam ter sua exploração restrita ou impedida.


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Cerca de 17% dos animais marinhos podem desaparecer até 2100 devido à emissões de CO2

Uma avaliação internacional publicada, na terça-feira (11), na revista americana PNAS, alertou para a possibilidade de cerca de 17% dos animais marinhos desaparecerem até 2100, caso as emissões de CO2 sigam no ritmo atual.

O estudo avalia apenas o impacto dos efeitos do clima, sem incluir a pesca e a poluição. A perda de animais, segundo o levantamento, já começou. As informações são do Estado de Minas.

Foto: Pixabay

A avaliação foi feita por 35 pesquisadores de quatro continentes, agrupados no consórcio “FishMIP” (Fisheries and Marine Ecosystem Model Intercomparison Project), que avaliaram, de maneira global, os efeitos do aquecimento global nos animais marinhos.

Segundo os cientistas, caso as emissões de gases causadores do efeito estufa se mantiverem da forma como estão atualmente, a população de animais será reduzida em 17% até 2100, em relação à média registrada entre 1990 e 1999.

Para que a taxa de desaparecimento de animais fique em 5%, é preciso que o aquecimento global permaneça abaixo de 2ºC, segundo o estudo. Para cada grau de aquecimento acumulado, 5% adicional de biomassa animal pode ser perdida.

“Seja qual for a hipótese das emissões, a biomassa global dos animais marinhos vai cair, devido ao aumento da temperatura e ao retrocesso da produção primária”, diz a pesquisa.

Após, em 2015, vários países se comprometerem, em um acordo feito em Paris, a manter a temperatura mundial abaixo de 2ºC, em relação à era pré-industrial, as emissões e concentrações de gases causadores do efeito estufa atingiram um novo recorde mundial, em 2018, antecipando um cenário futuro de 4ºC a mais.

Os pesquisadores concluíram que o impacto nos animais marinhos será maior nas zonas temperadas e tropicais e que em muitas regiões polares, especialmente na Antártica, a biomassa marinha poderá aumentar.

“O futuro dos ecossistemas marinhos dependerá em grande parte da mudança climática”, resume Yunne-Jai Shin, biólogo do Instituto de Pesquisa para o Desenvolvimento (IRD).

Cientistas alertam que haverá mais plástico que peixes nos oceanos em 2050

Foto: Getty

Foto: Getty

Não há como negar que a poluição plástica é uma das maiores ameaças aos oceanos do planeta – os cientistas agora advertem que, a menos que sejam realizadas mudanças urgentes, haverá mais plástico do que peixes nos mares até 2050.

Muitos países pelo mundo proibiram o uso de sacolas plásticas ou passar a desestimular seu uso por meio de cobranças de valores. No Reino Unido por exemplo, um ano após o governo introduzir a legislação forçando grandes varejistas a cobrar por cada sacola plástica, os sete maiores supermercados do bloco de países distribuíram mais de 6 bilhões de sacolas a menos.

Mais iniciativas se juntaram ao movimento do governo, a especialista em alimentos congelados “Iceland” prometeu remover todas as embalagens plásticas de sua linha até 2023, e uma proibição oficial de canudos de plástico – que muitas empresas já abandonaram em favor das de papel – junto com paletes plásticos de mexer café e cotonetes de plástico entrarão em vigor em Abril de 2020, segundo informações do jornal The Mirror.

Todos estes são passos na direção certa, mas ao abordar essa questão urgente, contudo, itens como canudos e sacolas plásticas são apenas a ponta do iceberg. Medidas efetivas para conter a poluição plástica que está tomando conta dos oceanos e matando a vida marinha, envolveriam uma mudança na alimentação banindo bacalhau e atum e demais peixes da dieta alimentar.

Essa afirmação esta baseada no fato comprovado de que a pesca e o lixo que ela gera causam muito mais danos à vida selvagem do que os canudos ou sacolas de plástico. É fácil entender por que itens menores de plástico estão sob fogo – ninguém que tenha visto o vídeo de um canudo sendo puxado para fora da narina de uma tartaruga marinha ou um golfinho enroscado em um sacola plástico jamais conseguirá esquecê-lo.

Mas, de acordo com Adam Minter, autor do livro Junkyard Planet: Travels in the Billion-Dollar Trash Trade (Planeta do Lixo: Viagens pelo comércio de lixo de bilhões de dólares, na tradução livre), “mesmo que todos os lixos de canudos de plásticos deixados nas praias pelo mundo caíssem nos oceanos, elas representariam cerca de 0,03% das 8 milhões de toneladas métricas de plásticos que entram nos oceanos em um determinado ano’.

E apesar da redução no uso de sacolas plásticas no Reino Unido, a quantidade total de poluição marinha por plásticos permaneceu igual, principalmente devido a um aumento nos detritos oriundos da pesca. Tartarugas marinhas e outros animais são muito mais propensos a serem prejudicados por redes de pesca perdidas, abandonadas e descartadas do que por outros resíduos de plástico.

Cientistas afiliados ao The Ocean Cleanup, um grupo que trabalha para reduzir a poluição plástica, determinaram que, em peso, as redes de pesca compõem pelo menos 46% do plástico da Great Pacific Garbage Patch, uma pilha flutuante de lixo que é três vezes maior que a França.

Armadilhas de enguia, cestos, cordas e outros equipamentos de pesca abandonados, também conhecidos como “engrenagem fantasma”, compõem a maioria do resto do lixo. Cerca de 640 mil toneladas de equipamento fantasma entram nos oceanos do mundo a cada ano e podem mutilar e matar animais marinhos ainda por muitos anos depois.

É uma morte horrível. Os animais que se emaranham e se enroscam em armadilhas pesadas de pesca e podem se afogar, morrer exaustos depois de semanas lutando para se libertar, ou morrer de fome lentamente se o lixo plástico estiver alojado em suas bocas ou estômagos e impedi-los de se alimentar. No mês passado, uma foca presa em uma enorme massa de redes de pesca e outros lixos foi avistada na costa da Cornualha.

Após os socorristas não conseguirem localizá-la viva, seu corpo acabou sendo levado para uma praia próxima, embrulhado em 35 quilos de plástico. “Este animal sofreu uma morte prolongada e torturante, não há dúvida disso”, disse um voluntário que inspecionou o animal.

Um destino semelhante recai sobre milhões de outras focas, tartarugas, baleias, golfinhos, tubarões, pássaros e outros animais.

Os seres humanos que consomem peixe também estão em risco, recentemente um estudo descobriu que o consumidor médio de “frutos do mar” inconscientemente come 11 mil pedaços de micro plásticos a cada ano.

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Dia Mundial do Meio Ambiente: aumento da devastação ambiental é alarmante

O Dia Mundial do Meio Ambiente, comemorado em 5 de junho, foi criado em 1972 pela Assembleia Geral das Nações Unidas. Na data, ONGs lançam, todos os anos, manifestos e medidas para alertar sobre a necessidade de preservação do meio ambiente. No mesmo dia é celebrado também O Dia da Ecologia.

(Foto: iStock.com / eppicphotography)

A exploração irresponsável e gananciosa dos recursos naturais tem causado devastação em todo o mundo. No Brasil, o cenário está se tornando cada vez mais preocupante. Dados indicaram que os primeiros 15 dias de maio foram os piores no mês em uma década, com 19 hectares de floresta amazônica sendo destruídos por hora, em média. O número é o dobro do que foi registrado no mesmo período em 2018.

Além disso, um estudo feito pela ONG Conservação Ambiental concluiu que o Brasil e os Estados Unidos lideram uma tendência mundial de retrocessos ambientais. De acordo com o levantamento, 85 atos legislativos foram promulgados no Brasil, entre 1900 e 2017, atingindo uma área de 114.856 quilômetros quadrados de floresta – o equivalente a praticamente metade do estado de São Paulo. Desses, 60 afetaram a Amazônia, região que perdeu mais de 90 mil quilômetros quadrados de proteção devido a mudanças legislativas.

O Brasil, ainda de acordo com o estudo, é responsável por 87% dos retrocessos em áreas protegidas da Amazônia, em um levantamento que abrange outros oito países amazônicos.

Ministra do Meio Ambiente entre 2010 e 2016, a bióloga e ambientalista Izabella Teixeira explica que retrocessos ambientais podem ter diversas origens. “Precisaríamos identificar caso a caso para saber. Mas há natureza técnica, política e econômica. Do ponto de vista político, isso remete a uma situação de fragilidade e de não priorização da política ambiental. É muito comum que interesses econômicos sejam preponderantes a interesses da biodiversidade, mas isso é só um contexto: vejo como algo muito grave”, disse Teixeira, em entrevista à BBC News Brasil.

(Foto: AP Photo/NOAA Pacific Islands Fisheries Science Center)

Para o geógrafo Carlos Minc, que foi ministro do Meio Ambiente entre 2008 e 2010 e atualmente é deputado estadual, o cenário, que ele considera assustador, “reflete a força da bancada ruralista e a cumplicidade de vários governos estaduais”.

O jurista, historiador e diplomata Rubens Ricupero, ministro do Meio Ambiente entre 1993 e 1994, reforça que “o atual governo vem contribuindo para agravar o quadro pela posição pessoal e o exemplo altamente negativo do próprio presidente da República”.

“O sistemático desmantelamento do sistema já precário do Ibama e do ICMBio estimula maiores violações dos espaços ainda protegidos e desencoraja a ação dos fiscais. Isso sem mencionar os numerosos projetos em tramitação no Congresso, que terão certamente impacto igualmente destruidor”, disse Ricupero à BBC.

O desmatamento, no entanto, não é o único problema que tem afetado o meio ambiente no mundo. A poluição, especialmente aquela causada pelo plástico, tem devastado ecossistemas e tirado a vida de animais, principalmente os marinhos. No oceano Pacífico, entre a costa do estado norte-americano da Califórnia e o Havaí, 80 mil toneladas de plástico compõe um “ilha de lixo” de 1,6 milhão de quilômetros quadrados. As consequências dessa quantidade extrema de plásticos nos oceanos, caso ações para reverter esse cenário não sejam executadas, são graves: segundo um estudo feito pelo Fórum Econômico Mundial de Davos em parceria com a fundação da navegadora Ellen MacArthur e a consultoria McKinsey, os oceanos terão mais plástico do que peixes até 2050. A pesquisa concluiu que a proporção de toneladas de plástico por toneladas de peixes era de uma para cinco em 2014, será de uma para três em 2025 e vai ultrapassar uma para uma em 2050.

(Foto: Pixource/Pixabay)

A poluição do ar também é considerada alarmante e será tema, inclusive, da conferência internacional do Dia Mundial do Meio Ambiente, sediada pela China e promovida pela Organização das Nações Unidas no quadro da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima. O objetivo é incentivar governos, indústrias, comunidades e indivíduos a usar a energia renovável e as tecnologias verdes, bem como melhorar a qualidade do ar em todo o mundo, já que a poluição tem gerado cerca de 7 milhões de mortes humanas e afetado, também, os animais.

“A China será uma grande anfitriã global das comemorações do Dia Mundial do Meio Ambiente em 2019. O país demonstrou liderança no combate à poluição do ar internamente e, agora, pode ajudar a estimular outras partes do mundo a agirem. A poluição do ar é um desafio global e urgente que afeta a todos. A China irá, agora, liderar o impulso e estimular a ação global para salvar milhões de vidas”, declarou Joyce Msuya, diretora-executiva interina da ONU Meio Ambiente, ao portal Nações Unidas Brasil.


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Empresa anuncia lançamento de peixes e frutos do mar a partir de células cultivadas em laboratório

A empresa sediada em San Diego, California (EUA) afirma que sua alternativa baseada em células pode ser a solução para muitos dos desafios mundiais da oferta de frutos do mar

A empresa de aquicultura celular BlueNalu, que tem como objetivo criar produtos de frutos do mar a partir de células de peixe, comumente conhecido como “peixe limpo”, expandiu suas operações após se mudar para uma instalação de pesquisa maior para iniciar sua fase de comercialização.

A empresa, que planeja desenvolver produtos como peixes, crustáceos e moluscos que são pescados em excesso, importados principalmente, e difíceis de cultivar, dizem que seu alimento baseado em células é “praticamente indistinguível dos produtos naturais”.

Compaixão pela vida marinha

Lou Cooperhouse, presidente e CEO da BlueNalu, disse: “Pretendemos reduzir a pressão da pesca, substituir a necessidade de importações, criar empregos e melhorar a segurança alimentar em cada país em que vamos colocar nossos produtos no mercado, de uma forma que seja saudável para as pessoas, mais humano para a vida marinha e sustentável para o nosso planeta”.

“Estamos entusiasmados por nos estabelecermos e desenvolvermos este importante negócio em San Diego, e estar um passo mais perto do nosso objetivo de criar uma cadeia de fornecimento de frutos do mar muito mais estável”.

A missão da BlueNalu é: “Produzir produtos de frutos do mar de verdade, diretamente das células de peixe, que sejam tão deliciosos e nutritivos quanto os produtos cultivados convencionalmente, de uma maneira saudável para as pessoas, humana para os animais e sustentável para o nosso planeta.”

Sustentabilidade dos oceanos

O congressista norte-americano Scott Peters, que participará da cerimônia de inauguração da nova instalação resultado da recente expanção da empresa no Dia Mundial da Terra, descreve o BlueNalu como uma “nova oportunidade para a sustentabilidade dos oceanos, a preservação de espécies e, finalmente, a disponibilidade de frutos do mar”.

“San Diego é um foco de pesquisa e inovação, então não é nenhuma surpresa que o BlueNalu esteja crescendo aqui”, disse ele.

“Nossa economia azul inclui mais de 1.400 empresas que estão desenvolvendo novas tecnologias e produtos e estou ansioso para ver o sucesso contínuo da BlueNalu”, finalizou o congressista

ONG denuncia crueldade contra peixes explorados para venda em pet shop

A rede de petshop Petco foi alvo de uma denúncia feita pela PETA, organização internacional de defesa dos direitos animais. A entidade expôs a crueldade imposta a peixes betta devido à exploração para venda promovida pela loja, que tem 1,5 mil lojas nos Estados Unidos.

Foto: Reprodução / YouTube / PETA

Imagens de 100 lojas da petshop foram registradas por integrantes da ONG, que flagraram peixes confinados em pequenas embalagens plásticas sem qualquer condição de higiene. Muitos foram encontrados doentes ou mortos.

O transporte desses animais até as lojas também foi registrado, através de filmagens escondidas. Nas imagens, é possível ver peixes sendo levados aos milhares dentro de sacos plásticos minúsculos.

A ONG conseguiu gravar ainda relatos de funcionários da empresa de transporte que admitiram que vários peixes morrem antes de chegar às lojas devido ao estresse e às más condições que suportam.

Baleia beluga solitária avistada no rio Tâmisa finalmente retorna ao Ártico

O conto da solitária baleia que nadava pelo urbano rio Tâmisa, na Inglaterra, encalhada a milhares de quilômetros de distância de sua casa, prendeu a imaginação do público quando o animal foi descoberto nas águas fliviais ano passado.

Centenas de pessoas vieram de todo o país para ver “Benny”, a beluga, quando a baleia foi descoberta em setembro por observadores de pássaros que analisavam a região.

Enquanto muitos temiam que a baleia estivesse presa, os especialistas descobriram mais tarde que a criatura do Ártico estava perfeitamente feliz alimentando-se dos peixes abundantes no trecho do rio de Gravesend Inglaterra.

A única preocupação dos espcialistas era que o animal estivesse sozinho, pois as belugas são animais altamente sociáveis.

A visitante incomum agora parece estar a caminho de casa, esperançosamente para junto do seu grupo de origem. A baleia beluga é freqüentemente encontrada no Ártico.

Os responsáveis por monitorar a baleia estimam que ela tenha partido por volta de dezembro, quando os peixes migraram para longe do rio Tâmisa, levando com eles sua fonte de alimento.

No entanto, os especialistas não sabem exatamente ao certo para onde a baleia teria ido, assim como não sabem de onde ela veo.

Um porta-voz do departmento de Resgate de Vida Marinha da British Divers disse ao The Telegraph: “Provavelmente já seguiu em frente”.

“Não sabemos para onde foi, porque não sabemos de onde veio, mas temos razões para creditar que o cetáceo retornou ao Ártico, seu local de origem e habit primário”

Os chefes do setor de Autoridade do Porto de Londres disseram em um comunicado: “O último avistamento confirmado da baleia foi em dezembro de 2018, mais próximo de Gravesend.

“Os hidrofones foram colocados na água e podem gravar o ruído produzido pela baleia – estes também não registraram nenhuma evidência de atividade do animal marinho mais”.

“Como os peixes que provavelmente eram a fonte preferida de alimento da baleia migraram fora do estuário no início do ano, concluímos que a baleia se mudou para outro lugar “.

Enquanto muitos dos moradores de Gravesend, Kent, podem ficar desamparados pelo fato de seu visitante incomum ter partido, o conselho local pode ficar contente que a interrupção causada pela baleia acabará.

Eventos como a Noite da Fogueira tiveram que ser cancelados no ano passado por medo de prejudicar a baleia, e os navios tiveram que emendar suas viagens ou viajar lentamente pelas áreas onde a baleia estava alimentando e nadando.

Os moradores locais aproveitaram ao máximo o entusiasmo causado pela baleia, com lojas vendendo brinquedos beluga de pelúcia e uma cervejaria local batizando uma cerveja em homenagem ao animal do Ártico.

Colunista do The Guardian destaca os efeitos destrutivos da pesca nos oceanos

O excesso de pesca é uma das principais causas da devastação marítima.

Foto: Andalou Agency

Em sua coluna da última semana no The Guardian, o jornalista e ambientalista britânico George Monbiont ressalta detalhes importantes acerca do responsável pela destruição dos oceanos, segundo a recém lançada pesquisa da ONU: a indústria da pesca.

Antes disso, Monbiont ressalta sua opinião a respeito da cobertura da imprensa sobre o assunto: “Quanto mais importante o assunto, menos ele é debatido”. No caso local para o jornalista, os veículos se preocupavam mais em contar sobre o nascimento do bebê real e uma disputa entre vizinhos sobre um pátio, do que em falar sobre o real problema. “Há uma razão para isso: se estivermos cientes de nosso problema, nós iríamos exigir mudanças no sistema. Mudanças sistemáticas são altamente ameaçadoras para quem controla a mídia”, acrescenta.

Seguindo para o conteúdo da coluna, Monbiont ressalta sobre os oceanos, e qual o resultado que o grupo de cientistas mais importantes do mundo trouxera a respeito de sua destruição. “Não é o plástico. Não é poluição, nem mudança climática e nem sequer é a acidificação do oceano. É a pesca”, constata em seu texto.

Uma investigação feita pelo Greenpeace no ano passado revela que 29% da cota de pescaria no Reino Unido vai para os bolso de cinco famílias milionárias, e todas fazem parte da Sunday Times Rich List. Uma única multinacional holandesa que opera com uma vasta equipe de navios de pesca possui 24% da cota inglesa. Os barcos menores, que não passam de 10 metros de comprimento, comprometem 79% das frotas, mas só conseguem pescar 2% da cota.

O mesmo se aplica para o resto do mundo, segundo Monbiont. Grandes navios de nações ricas exterminam os peixes que cercam países mais pobres, privando o acesso de centenas de milhares de sua principal fonte de proteína, enquanto aniquilam tubarões, atuns, tartarugas, albatrozes, golfinhos, e praticamente o resto da vida marítima.

O alto-mar, região além da zona territorial marítima de um Estado, é um reino sem leis. Nesse tipo de pesca, os navios dispõem linhas de rede que passam de 120 km de comprimento, que varre as presas de uma região ainda sem predadores.

Por alguns anos, as populações de bacalhau e cavalinha ao redor do Reino Unido tinha começado a se recuperar. “Nos foi dito que poderíamos voltar a comê-los com a consciência limpa”, comenta o autor do texto. “Ambas estão despencando agora”. Graças a isso, a pesca de cavalinha perdeu o rótulo de sustentável.

 

Alimentar peixes criados em cativeiro com peixes selvagens está causando um prejuízo imenso ao oceano, diz relatório

O uso de peixes selvagens como alimento para peixes de criação tem causado enormes danos ambientais e sociais, de acordo com um novo relatório

O estudo “Até que os mares sequem: como a aquicultura industrial está saqueando os oceanos”, mostra como milhões de toneladas de peixes estão sendo tirados da natureza todos os anos para produzir farinha e óleo de peixe (FMFO) – que são ingredientes chave na alimentação de peixes de cativeiro e criação.

Essa fato está ameaçando a segurança alimentar e colocando em risco de colapso a vida marinha, diz o relatório publicado pela Changing Markets Foundation, o grupo de campanha Feedback e a Compassion in World Farming, que analisa as últimas pesquisas científicas sobre o impacto da pesca em que peixes selvagens são transformados em FMFO e a falta de transparência e sustentabilidade no setor de alimentos marinhos

Preocupações graves

O relatório destaca “preocupações graves” em torno dos impactos causados pelo uso de FMFO em alimentos para a aquicultura tanto no meio ambiente quanto para os seres humanos, e recomenda o fim desta prática.

“A aquicultura é o setor de produção de alimentos que mais cresce no mundo, e os projetos da FAO fornecerão 60% do consumo mundial de peixe até 2030, aumentando significativamente sua participação atual de pouco mais de 50%”, diz o relatório.

“Paradoxalmente, a indústria é fortemente dependente de peixes selvagens com mais de 69% da farinha de peixe e 75% da produção de óleo de peixe usados para alimentar peixes. O mercado mundial de farinha de peixe valia aproximadamente 6 bilhões de dólares em 2017 e a previsão é de que atinja 10 bilhões até 2027”.

O texto do estudo acrescenta que a multibilionária indústria de alimentos para aquicultura, não está apenas tendo um impacto na segurança alimentar e no meio ambiente marinho, mas está impulsionando a a pesca excessiva e os abusos dos direitos humanos nas operações de pesca silvestre.

Ações urgente são necessárias

“A aquacultura tem sido aclamada como fornecedora de proteína saudável e acessível, além de desviar a pressão sobre os peixes de captura selvagem”, disse Natasha Hurley, gerente de campanha da Changing Markets Foundation. “Este relatório mostra que a indústria não está cumprindo essa promessa como resultado de sua contínua dependência de peixes capturados em áreas selvagens”.

“Medidas urgentes são necessárias para aumentar a transparência e a sustentabilidade na cadeia de fornecimento da indústria de alimentos para aquicultura além de retirá-la completamente de sua dependência de peixes capturados na natureza”.

“Está claro que a abordagem ‘negócios são negócios’ feita pela indústria da aquicultura à farinha e ao óleo de peixe está esgotando perigosamente os recursos do oceano e ameaçando a integridade dos ecossistemas marinhos. A indústria está buscando alternativas de proteína sustentáveis, mas não tão rápido o suficiente para evitar as conseqüências potencialmente catastróficas para o oceano, a saúde e a segurança alimentar “, acrescentou Carina Millstone, diretora executiva da Feedback.

Existem enormes implicações para o bem-estar animal quando se trata de consumir peixe

Bem-estar animal

Há fatores adicionais a serem considerados, como ressalta o Dr. Krzysztof Wojtas, Chefe de Políticas de Peixes da ONG Compassion in World Farming.

“Ao considerar as conseqüências negativas do uso de peixes capturados em meio selvagem para a FMFO, não devemos esquecer o enorme impacto que essas indústrias têm no bem-estar animal”, disse Wojtas.

“À medida que a aquicultura industrial cresce, o número de animais que sofrem nesses sistemas agrícolas intensivos se multiplica e traz outra camada oculta à tona”.

“A maioria das pessoas não tem consciência do sofrimento de centenas de bilhões de peixes pequenos que morrem horrivelmente em enormes embarcações de pesca industrial para abastecer essas fazendas industriais submarinas. A indústria precisa enfrentar urgentemente essa crise”, conclui Wojtas.

A campanha Compaixão na Revisão da Agricultura Mundial de Peixes compartilha mais detalhes sobre as questões que cercam o consumo de peixes selvagens e de criação.

Tempestade causa “chuva” de peixes na ilha de Malta

Uma forte tempestade gerou uma “chuva” de peixes na ilha de Malta, na Europa. O fenômeno assustou moradores da região. Peixes vivos foram vistos caindo do céu em direção à estrada de Xemxija, nas proximidades da baía de St. Paulo, ao norte da ilha.

Rajadas de vento que acompanharam a tempestade deixaram o mar agitado, fazendo com que os peixes fossem levados até a costa e arremessados. As informações são do portal UOL.

Foto: Reprodução / Twitter

Motoristas saíram de seus carros no momento da chuva para pegar peixes que estavam no chão. Outros preferiram se manter em segurança dentro dos veículos. Um deles cogitou a possibilidade de que os peixes tenham vindo de uma fazenda localizada na região.

Durante a tempestade, as autoridades de Malta orientaram a população a permanecer em locais fechados devido à “alta ameaçada à vida e à propriedade”.

O Departamento de Proteção Civil de Malta informou ter recebido mais de 300 pedidos de ajuda. Não há, porém, registro de vítimas graves.

Além da “chuva” de peixes, a tempestade causou grandes danos e interrupções em estradas e também no transporte público. Parte da ilha sofreu queda de energia, quando a força do vendaval atingiu 101 quilômetros por hora.