Golfinho e tartaruga são encontrados mortos presos em redes de pesca

Foto: James Barnett/SWNS

Foto: James Barnett/SWNS

Imagens comoventes divulgadas recentemente mostram de um golfinho e uma foca mortos envoltos em redes de pesca descartada. As fotos foram usadas como parte de uma campanha de conscientização.

James Barnett, de 57 anos, é veterinário especializado em vida marinha e diz que a maior ameaça aos animais no mar são as redes de pesca descartadas, conhecidas como “redes fantasmas”.

Ele disse que, embora o plástico represente uma ameaça poderosa à vida marinha, ele vê animais envoltos em redes de fantasmas muito mais frequentemente do que vítimas da poluição por plásticos (seja por alimentação ou ferimentos provocados por resíduos plásticos).

Ele divulgou imagens de um golfinho que apareceu na costa da Cornualha em 2017, completamente envolto do focinho ao rabo em uma rede e uma foca encontrada em terra perto de Boscastle, também na Inglaterra enrolada em 35kg de redes em maio.

Na época, voluntários do grupo de resgate local, a British Divers Marine Life Rescue, disseram que pela situação em que foi encontrada era claro que a foca havia sofrido uma morte horrível.

Foto: James Barnett/SWNS

Foto: James Barnett/SWNS

Barnett disse: “É definitivamente o pior caso de emaranhamento de animais que já vi em minha carreira”.

“Focas são animais muito curiosos e eles investigam redes flutuando na água ou presas ao fundo do mar e podem se enroscar nelas”.

As redes fantasmas, as redes descartadas ou perdidas flutuando na água, são um grande problema para as focas e Barnett disse que vê casos sérios de enredamento a cada ano.

As marcas de corte encontradas nos corpos dos mamíferos marinhos são frequentemente sinais de que um animal ferido ficou emaranhado.

Ano passado, James realizou autópsias em quase 30 golfinhos, baleias e botos que foram encontrados presos nas praias e cerca de um quarto deles foram capturados, sem intenção, em redes de pesca.

Barnett disse: “Não encontramos muitas evidências de plástico em focas. Os maiores assassinos são provavelmente capturas acessórias e emaranhamento ”.

Ele tem tratado animais marinhos feridos desde o início dos anos 90 e trabalha no Cornish Seal Sanctuary em Gweek, Cornwall.

Ao longo dos anos, ele realizou centenas de exames post mortem em golfinhos, focas e outros animais encontrados mortos nas praias.

“Não sabemos quão grande é o problema de microplástico ainda. A quantidade de microplásticos espalhados pelo planeta é totalmente desconhecida ainda.

“Ainda não somos capazes de determinar o quanto isso está afetando a saúde dos animais. Acho que é algo que mais estudos nos próximos anos poderão dizer. ”

Ao longo de sua carreira, James realizou 225 autópsias em golfinhos, baleias e botos de 11 espécies diferentes, 78 focas e um tubarão-frade, o primeiro desse tipo no Reino Unido.

“É uma paixão”, disse ele. “Meu trabalho ajuda a destacar a questão das capturas acidentais, emaranhamento e poluição e poluição marinha. Isso torna minha vida mais real e significativa”.

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Redes de pesca podem causar a completa extinção de vaquitas em um ano

Por Rafaela Damasceno

A vaquita, também conhecida como boto do pacífico ou panda do mar, é o mamífero mais ameaçado de extinção do mundo. Ela ganhou esse título em 2006, depois que o baiji – espécie de golfinho – foi considerado extinto.

Vaquita presa em rede de pesca

Foto: Tom Jefferson

Os cientistas alertam que a vaquita sumirá completamente em um ano se as redes de pesca continuarem a ser usadas.  A espécie vive apenas no Golfo da Califórnia, no México, e é necessária uma ação urgente para conseguir salvá-la da completa extinção.

Em 2006, a população de vaquitas na natureza era estimada em 30. Hoje, pesquisadores acreditam que existem menos de 10. O declínio foi atribuído aos pescadores da região que capturam o peixe totoaba, cuja bexiga natatória é considerada uma iguaria na China.

O governo mexicano proibiu o uso da rede de emalhar – que prende os peixes e crustáceos pelos seus próprios movimentos – em 2017, mas ela continuou sendo usada de maneira ilegal. Algumas vaquitas acabam se prendendo nas redes e morrem afogadas. Desde 2017, 10 foram encontradas presas em redes de emalhar.

Estima-se que, desde o início do monitoramento da espécie, em 2011, a população tenha caído 98,6%. “Apesar da proibição emergencial das redes de emalhar, a presença ilegal continua a levar a vaquita à extinção”, afirmou o professor Len Thomas, do Centro de Pesquisa Ecológica e Ambiental da Universidade de St. Andrews, em entrevista ao Independent.

“É necessário que haja uma ação imediata e urgente para salvar a espécie”, concluiu.


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Tartarugas são encontradas presas em linhas de pesca em Arraial do Cabo (RJ)

Duas tartarugas foram encontradas com linhas de pesca presas aos seus corpos na orla da Praia do Pontal, na cidade de Arraial do Cabo, no Rio de Janeiro.

Foto: Renatinho Vianna / Arquivo Pessoal

O prefeito do município, Renatinho Vianna, passava pelo local na companhia do coordenador de esportes da cidade, Luciano Ralf, quando encontrou os animais. O caso aconteceu na manhã de sexta-feira (26).

Com a ajuda de Ralf, o prefeito usou uma faca e pedaços de caco de vidro encontrados no local para retirar as linhas que prendiam as tartarugas. Após o resgate, os animais foram soltos na praia.

Em um vídeo divulgado por Renatinho, ele alega ter ficado feliz com o resgate, mas triste por saber que as tartarugas poderiam ter morrido se não tivessem recebido ajuda.

“Foi um momento de tristeza e alegria ao mesmo tempo. Tristeza por encontrar as tartarugas ali abandonadas a própria sorte e a alegria de termos encontrado esses animais a tempo de poder salva-los, então ficamos com a sensação de alívio e dever cumprido”, disse ao G1.

Renatinho afirmou que é crucial que a população tenha consciência sobre a importância da vida marinha e de sua preservação. O prefeito disse ainda que as pessoas precisam ter responsabilidade pelos seus atos.

O caso está sendo investigado pela Secretaria do Meio Ambiente de Arraial do Cabo.


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Foto registra foca morrendo de fome com anzol preso na boca

Por Rafaela Damasceno

Uma jovem foca foi fotografada em Devon, na Inglaterra, morrendo de fome. Um anzol de pesca se prendeu em sua boca, motivo pelo qual ela não consegue se alimentar corretamente.

A foca com o gancho preso na boca e espumando

Foto: Rob Hughes / SWNS

A foca aparentemente está abaixo do peso e foi vista contorcendo-se, desesperada, acima de algumas rochas. As fotos mostram que o filhote está espumando pela boca. Geralmente, espuma branca saindo da boca significa que o animal está em jejum há muito tempo.

As fotos foram publicadas no Facebook pela operadora de barcos Devon Sea Safari. Eles afirmam que se depararam com a foca durante um de seus passeios. “Parece abaixo do peso e precisa de ajuda”, declarou na publicação.

Dan Jarvis, do Resgate da Vida Marinha, disse que equipes de voluntários estão à procura do animal. Ele contou ao Daily Mail que, quando foi vista pela primeira vez, a foca estava em um lugar praticamente inacessível. Conseguir se aproximar para ajudá-la seria muito difícil.

“Infelizmente é uma ocorrência muito comum nesta época do ano, porque as focas ficam em contato com as pessoas e pescadores”, explicou.

Os visitantes da área estão sendo orientados para entrarem em contato com o Resgate da Vida Marinha, se a virem.


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Baleia e seu filhote morrem após ficarem presos em rede de pesca

Por Rafaela Damasceno

Uma baleia cachalote e seu bebê morreram após ficarem presos em uma rede de pesca que flutuava pela água junto com todos os outros lixos presentes no mar. A cachalote media cerca de seis metros e morreu tentando salvar seu bebê. Eles foram encontrados na costa oeste da Itália, no mar Tirreno.

Uma baleia cachalote e seu filhote nadando no mar

Imagem ilustrativa | Foto: Ciências resumos

Os machos cachalotes podem chegar a 20 metros de comprimento e pesar até 45 toneladas, enquanto as fêmeas podem chegar a 17 metros e pesar 14 toneladas. São considerados os maiores mamíferos com dentes do mundo e seus cérebros são os maiores entre todos os seres vivos.

“Isso é culpa nossa”, disse a presidente do grupo ambientalista Marevivo, Rosalba Giugni, à AP News. “A morte desses dois gigantes do mar é uma perda para a nossa herança natural, mas saber que a culpa é nossa torna tudo ainda mais trágico”.

Para ela, mudar apenas os pensamentos não é o suficiente. Uma pessoa tem que mudar todas as suas crenças para entender e realmente sentir que, ao prejudicar o meio ambiente, está prejudicando a si mesma e a todos os outros.

Este infelizmente não é o primeiro caso de animais marinhos mortos pela poluição dos oceanos. No começo de 2019, uma baleia foi encontrada morta nas Filipinas com aproximadamente 40 kg de sacolas plásticas em seu estômago, segundo a necrópsia.

“Ações devem ser tomadas pelo governo contra aqueles que tratam os oceanos como lixeira”, declarou um comunicado do Museu Coletor de Ossos.


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Animais são encontrados mortos em Porto Belo (SC)

Por Rafaela Damasceno

Na praia da Vieira, em Porto Belo, um golfinho, uma tartaruga e um pinguim foram encontrados mortos. O golfinho estava sem a cauda e todos os animais possuíam ferimentos que parecem ter sido causados por uma rede de pesca.

Golfinho morto na praia, ferido e sem cauda

Foto: Grupo de Operações e Resgate GOR

O Grupo de Operações e Resgate (GOR) os encontrou após ser acionado pelo Corpo de Bombeiros, para verificar apenas o golfinho. Depois de chegar ao local, foi abordado por pessoas que informaram a presença do pinguim e da tartaruga.

Tartaruga morta na praia

Foto: Grupo de Operações e Resgate GOR

“A gente suspeita que a tartaruga e o golfinho tenham ficado presos na mesma rede. O pinguim está morto há mais tempo e provavelmente ficou preso em uma rede também, porque aqui tem várias redes ilegais”, explicou o presidente do grupo, Pedro Henrique da Silva, em entrevista ao G1.

Pinguim morto sobre a grama

Foto: Grupo de Operações e Resgate GOR

O GOR informou que outro golfinho foi encontrado morto na mesma praia apenas uma semana antes. A Assessoria de Imprensa da Prefeitura de Porto Belo anunciou que ações estão sendo realizadas para recolher melhor as redes de pesca e educar os pescadores sobre as consequências delas.

A equipe de resgate sugere às pessoas que, se encontrarem animais mortos nas praias, devem ligar para o Corpo de Bombeiros, a Polícia Militar ou o Projeto de Monitoramento de Praias (0800 642 3341).


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Pescador corta barriga de filhote de tubarão-martelo e o joga de volta ao mar para morrer

Por Rafaela Damasceno

Ryan Dowling foi testemunha de um assassinato cruel em Queensland, na Austrália. Ele afirma ter visto um pescador rindo enquanto cortava um filhote de tubarão-martelo, espécie ameaçada de extinção, da cauda até a cabeça. Depois, o homem jogou o animal agonizante de volta à água, sabendo que ele morreria.

O pescador segura o tubarão-martelo pequeno em uma das mãos

Foto: Ryan Dowling , Facebook

Ryan disse ao Yahoo News que o ato era assombroso e que não havia motivo algum que pudesse justificá-lo. Ele ainda contou que conseguiu tirar fotos do crime e levará às autoridades.

Ele postou a foto em seu Facebook com a legenda: “Que diabos há de errado com as pessoas atualmente?”. Um outro pescador respondeu que odeia os tubarões quando está pescando, mas que sempre os solta quando se prendem em suas iscas. “É rápido tirá-los do anzol e devolvê-los ao mar”, escreveu ele.

O doutor Leo Guida, da Sociedade Australiana de Conservação Marinha, reconheceu o animal como um tubarão-martelo-recortado. A espécie está ameaçada de extinção e precisa ser extremamente protegida, porque além de tudo ajuda a manter o ecossistema marinho sob controle.

“Os tubarões-martelo-recortados diminuíram aproximadamente 84% nas águas de Queensland”, afirmou ele.

O pequeno filhote de tubarão-martelo é segurado pelo pescador

Foto: Ryan Dowling, Facebook

A espécie, assim como os outros tubarões, é essencial para a saúde da Grande Barreira de Corais, porque mantém a cadeia alimentar regular. A barreira tem mais de dois quilômetros de extensão e é considerada o maior organismo vivo da Terra. Além disso, abriga diversas espécies – entre elas peixes, estrelas-do-mar, moluscos, tartarugas, golfinhos e tubarões.

A pesca é sempre prejudicial ao ecossistema. Ela afeta diretamente na cadeia alimentar dos animais e pode prejudicar permanentemente as vidas marinhas.


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Peixe espadarte é torturado e morre ao ser atacado por banhistas na Grécia

Por Rafaela Damasceno

Inicialmente confundido com um tubarão, um espadarte (peixe que pode atingir até 4,5 metros e um peso de 540 kg) foi atacado por banhistas na praia de Chalkida, na Grécia. Desesperado e claramente assustado, ele tentou fugir e nadar para longe, mas foi puxado pela cauda diversas vezes enquanto várias pessoas observavam, gravavam e riam. Alguns lançaram objetos em sua direção.

Acredita-se que o espadarte tenha nadado até águas tão rasas para pôr ovos. De acordo com a WWF (World Wide Fund for Nature), pescadores estão capturando muitos espadartes novos que não chegaram a se reproduzir.

Os espadartes são muito populares em pratos de frutos do mar e por isso são pescados há décadas. Eles costumam ser encontrados em todo o mundo, nos oceanos Atlântico, Pacífico e Índico, assim como no mar Mediterrâneo.

Um espadarte nadando no mar

Foto: Franco Banfi/Getty Images

Com o aumento da pesca, o número de espadartes está diminuindo cada vez mais.  Eles são capturados antes de ter uma chance de procriar.

No vídeo divulgado pelo site Daily Mail, é possível perceber que o grupo que persegue o animal parece encarar aquilo como um jogo. Eles riem, agarram, puxam, batem, como se ali não estivesse uma criatura viva.

Ninguém fez nada para impedir a perseguição cruel.

Vídeo mostra golfinhos presos em redes de pesca

Um vídeo postado na internet mostrando vários golfinhos capturados em uma rede por pescadores de atum na Tailândia atraiu não só a atenção dos internautas, mas de cientistas marinhos, do departamento de recursos naturais e também do ministro do Meio Ambiente do país.

O vídeo de cinco minutos publicado online pelo apresentador Anuwat Fuangthongdeng incluía a voz de um homem falando em tailandês que ordenava à sua tripulação que retirasse alguns golfinhos do mar e os carregasse a bordo do barco.

O cientista marinho Thon Thamrongnawasawat também compartilhou o clipe e escreveu que ficou comovido com as imagens do grupo de golfinhos capturados em uma rede de pescadores de atum de cauda longa.

O ministro Varawut Silpa-archa, que será empossado na terça-feira, disse que viu o vídeo, em que pescadores transportavam cerca de 10 golfinhos presos em uma rede de pesca, carregando-os em seu barco de pesca e soltando-os no mar.

“Os golfinhos podem ter ficado presos quando seguiram o barco e tentaram comer o atum preso na rede”, disse ele.

“As autoridades deveriam agir contra os responsáveis e tentar conscientizar a população de pescadores sobre a importância da conservação das espécies”, completou o ministro.

Foto: Facebook/DMCRTH

Foto: Facebook/DMCRTH

Comentários nas mídias sociais condenaram fortemente os pescadores por permitir que os golfinhos fossem capturados em suas redes.

Tup Meesupwatana escreveu que, sob a regulamento das práticas internacionais, os pescadores teriam que abrir suas redes e libertar os golfinhos presos.

Duangruethai Reokarn escreveu em um comentário que ficou imensamente impactado pela imagem dos golfinhos imóveis e presos.

Cherry Bun escreveu em outro comentário que as leis não podem fazer nada sobre tal incidente.

Sureerat Thongsamrikthi comentou que não havia gentileza alguma para com os golfinhos.

O Departamento de Pesca disse que o vídeo mostra o barco de pesca Sor Pornthep Nawee 9. O proprietário tailandês vendeu o barco para um malaio em junho de 2017.

Ele deixou a província de Pattani, no sul da Tailândia, e foi registrado na Malásia. O barco agora operava em águas da Malásia, informou o departamento responsável.

Uma investigação foi instaurada para localizar e punir os responsáveis pelos maus-tratos.

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Unesco lista área de proteção das últimas vaquitas no México

Foto: WAN

Foto: WAN

O Comitê do Patrimônio Mundial da UNESCO aprovou uma designação “em perigo” para uma área do México que é o último refúgio remanescente das vaquitas ameaçadas de extinção e do peixe também ameaçado totoaba. Uma equipe internacional de cientistas especialistas concluiu recentemente que apenas 10 vaquitas restaram vivas em 2018.

A designação “em perigo” para as ilhas e áreas protegidas do México e do Golfo e da Califórnia veio em resposta a uma petição de 2015 apresentada pelo Centro de Diversidade Biológica e pelo Animal Welfare Institute. Depois de adiar uma decisão por vários anos, o Comitê do Patrimônio Mundial decidiu listar o local. Para que a área seja removida da lista “em perigo”, o México deve trabalhar com a UNESCO para desenvolver medidas corretivas para salvar a vaquita da extinção. Especialistas afirmam que talvez já seja tarde demais.

“Esta designação é um passo crucial para salvar as últimas vaquita sobreviventes da ameaça que as redes de pesca representam”, disse Alejandro Olivera, representante do Centro no México, que está participando da reunião do Comitê no Azerbaijão, em um comunicado. “A comunidade internacional acaba de enviar uma mensagem clara de que o México deve fazer mais pelas vaquitas, mas a decisão também abre oportunidades para o financiamento de um verdadeiro programa de conservação para evitar a extinção da vaquita. O governo mexicano terá novos incentivos e novos recursos para deter a pesca que está matando o mamífero marinho mais ameaçado do mundo”.

A principal ameaça que a vaquita enfrenta é emaranhamento dos animais em redes de pesca que são colocadas no mar para capturar camarões e várias espécies de peixes, especialmente o totoaba, também ameaçado. As bexigas natatórias do totoaba são exportadas do México para a China e outros países (mesmo com proibição legal) por organizações criminosas, onde são altamente valorizadas por suas chamadas “propriedades medicinais”.

A pesca é extremamente agressiva no norte do Golfo da Califórnia, no México. Entre outubro de 2016 e abril de 2019, organizações de proteção à vida selvagem, o governo mexicano e pescadores locais coletaram cerca de 1.200 redes de pesca do habitat da vaquita. A grande maioria dessas redes, 721, estava ativa e pronta para captura, e não como equipamento fantasma (descartada).

“A decisão do WHC (World Heritage Committee) é um apelo urgente para que o México receba assistência, inclusive financeira, de governos em todo o mundo para evitar que a vaquita se torne outro exemplo de extinção causada pelo homem”, disse Kate O’Connell, consultor de fauna marinha do Instituto de Bem-Estar Animal. “O México deve agir de forma decisiva para acabar com a pesca no habitat da vaquita e um esforço global liderado pelo México, China e Estados Unidos é necessário para erradicar o comércio, já proibido por lei, de partes de totoabas”.

Após vários anos de forte oposição a uma designação “em perigo” (o que significaria mais proteção para a espécie), as autoridades mexicanas que participaram da reunião do Comitê aceitaram a classificação. Os 21 membros do Comitê do Patrimônio Mundial reconheceram que, com tão poucas vaquitas remanescentes e um histórico pobre do México aplicando seus regulamentos para salvar a vaquita e do totoaba, a designação era necessária, segundo informações do site World Animal News.

“A pesca no norte do Golfo da Califórnia está empurrando a vaquita para o penhasco da extinção”, disse Zak Smith, advogado sênior do Conselho de Defesa dos Recursos Naturais. “Trabalhando com o Comitê do Patrimônio Mundial da UNESCO, a nova administração mexicana agora tem uma pequena janela de oportunidade para mudar de rumo e tomar as ações ousadas porém necessárias para salvar a espécie nos próximos seis meses”.

A decisão do Comitê da Unesco abre a possibilidade de apoio adicional para salvar a vaquita. A região pode ser removida da Lista do Patrimônio Mundial com a classificação de “em perigo” se a vaquita não estiver mais sob ameaça. Por outro lado, a extinção da vaquita poderia levar o Comitê do Patrimônio Mundial a considerar a exclusão da propriedade da Lista do Patrimônio Mundial. O México deve evitar esse resultado a todo custo.

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