Campanha vegana tem Leonardo da Vinci como tema

Foto: PETA

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Chapéu: Inspiração

Título: Campanha vegana tem Leonardo da Vinci como tema

Olha: No 500º aniversário da morte do gênio e artista a PETA pede aos admiradores da personalidade histórica que deixam de comer carne como ele

A organização que atua pelos direitos animais PETA lançou uma campanha que pede aos admiradores do influente artista, matemático, arquiteto, pensador, inventor entre outras habilidades, Leonardo da Vinci, que deixem de comer carne como ele.

“Leonardo da Veggie: coma como um gênio”, é o tema da nova campanha da ONG que foi lançada seguindo as celebrações do 500º aniversário da morte de Leonardo da Vinci.

A campanha inclui uma apresentação pública do novo anúncio de Leonardo da Veggie em Milão, Itália – onde o artista passou a maior parte de sua vida e onde muitas de suas criações famosas podem ser vistas ainda hoje.

Da Vinci foi a primeira grande figura histórica que discutiu a ideia do especismo, o conceito de que ser humano seria razão suficiente para ter maiores direitos morais do que os animais não-humanos. Ele enfatizou que os humanos também são animais e, portanto, não têm o direito de negar os direitos de outros seres de viver.

Ele também parou de consumir carne e produtos derivados de animais, afirmando: “Se realmente somos, como nós mesmos nos descrevemos, os reis dos animais, por que criamos outros animais apenas para que eles possam nos dar seus filhotes a fim de agradar nosso paladar?”.

Da Vinci também falou sobre os pintinhos que “nunca chegarão a nascer” porque os humanos roubam e comem os ovos de galinhas e era conhecido por usar roupas de linho em vez de pele ou couro. Ele também costumava comprar pássaros engaiolados que eram vendidos como animais de estimação, e libertava-os

Além de defender os animais em terra, Da Vinci era conhecido por falar de animais marinhos, como lagostas e caranguejos, dizendo: “Que ironia cruel para aqueles cujo habitat natural é a água serem mortos em água fervente”.

“Leonardo da Vinci expressou ideais veganos centenas de anos antes que a palavra “vegana” fosse inventada”, disse o vice-presidente sênior da PETA, Dan Mathews, em um comunicado.

“Enquanto o mundo marca o 500º aniversário do falecimento de Da Vinci, a PETA está honrando seu legado encorajando seus admiradores a respeitar os animais e parar de comê-los”.

Anteriormente, a Da Vinci foi homenageado pela PETA em sua coleção limitada de selos postais “Vegetarian Icons” dos EUA, que celebra famosos defensores dos direitos animais ao longo da história.

Esse ativista costmava te desafiar, agora ele está indo atrás do seu paladar

Foto: Jo-Anne McArthur

Foto: Jo-Anne McArthur

*Traduzido por Eliane Arakaki

Bruce Friedrich passou décadas tentando persuadir as pessoas a parar de comer carne. Quando ele viu isso não estava funcionando, ele colocou seu foco em criar alternativas melhores.

Bruce Friedrich costumava ser o cara que invadia desfiles de moda para espalhar sangue falso nas modelos que usavam casacos de pele. Isso quando ele não estava distribuindo panfletos nos campus da universidades ou criando vídeos para expor a terrível realidade da produção de carne.

Mas ele percebeu em um certo ponto que seu ativismo não estava atingindo o objetivo – Levando menos pessoas a matar, comer e usar animais.

“Tentamos convencer o mundo a se tornar vegano e isso não funcionou”, disse Friedrich em uma entrevista recente.

Hoje em dia, ele espera que o capitalismo possa funcionar onde o ativismo e a persuasão não alcançaram.

A organização fundada por Friedrich em 2015, o Good Food Institute, está no centro de uma nova indústria que busca alternativas à carne que não percam em sabor ou preço. Sua organização, sediada em Washington, faz de tudo, desde a criação de fundos de capital de risco até a realização de parcerias entre investidores e startups.

O trabalho transformou Friedrich, de 49 anos, em um porta-voz das pessoas que perceberam que fazer os outros se sentirem mal em comer carne não os faz consumir menos.

“Você pode ficar azul de tanto falar com as pessoas sobre como os animais sofrem”, disse Suzy Welch, ativista pelos direitos animais e escritora. “Então Bruce veio e disse: ‘Pode haver uma alternativa’”.

Welch e seu marido, Jack Welch, ex-executivo-chefe da General Electric, conheceram Friedrich em 2015. Desde então, o casal se tornou financiador do Good Food Institute, e eles confiaram nele para avaliar as cerca de meia dúzia de empresas nas quais eles investiram dinheiro.

Há sinais iniciais de que a estratégia de Friedrich está avançando. Empresas como a Impossible Foods e a Beyond Meat estão se tornando marcas fortes. As vendas de alternativas a carne aumentaram 22% no ano passado e 18% no ano anterior, segundo a Euromonitor International.

Mas também estão transformando a organização do Sr. Friedrich em um saco de pancadas. O Instituto Good Food tem enfrentado fazendeiros que criam de bois e vacas, que têm promovido legislações de nível estadual que criariam dificuldades para que as startups comercializassem suas proteínas alternativas para os comedores de carne.

Quando Friedrich escreveu um ensaio para o The Wall Street Journal, elogiando o conglomerado de alimentos Tyson por sua adoção de proteínas vegetais, ele foi denunciado por amantes da carne por vender “tolices hipócritas” e foi acusado por veganos por promover alimentos processados de uma empresa que ainda mata animais.

“Não os parabenize!”, dizia um comentário em tom de crítica destinado ao Sr. Friedrich.

Agora ele passa mais tempo refletindo sobre os comentários dos comedores de carne do que sobre seus antigos aliados, os veganos.

“Eu não me importo muito se vegetarianos ou veganos são favoráveis”, disse ele.

“Não queremos que as pessoas pensem de maneira diferente sobre sua comida. Queremos mudar a comida”.

Os anos de ativismo

O Sr. Friedrich foi criado em Norman, Oklahoma (EUA), onde seu pai era professor universitário. Ele não tinha muito contato com animais ou com a agricultura, a não ser pela viagem ocasional de pesca com seus avós, da qual ele se recorda com algum pesar.

Ele foi um ativista desde cedo, mas sua questão de escolha foi inicialmente a pobreza. No Grinnell College, em Iowa, ele dirigiu a filial local de uma organização focada na pobreza mundial. Depois de se formar, mudou-se para Washington, D.C., e passou seis anos vivendo no abrigo católico Catholic Worker, onde recebia um salário de 5 dólares por semana e usava roupas vindas das doações de que outros residentes que não as queriam mais.

Enquanto hoje ele anda todo penteado e bem barbeado, naquela época ele tinha a aparência hippie do “visual Jesus” – cabelo comprido e barba espessa.

O Sr. Friedrich cresceu luterano e se converteu ao catolicismo enquanto vivia no abrigo, seu ativismo foi em parte resultado de sua fé. Ao contrário de alguns ativistas, ele disse, ele não é motivado por nenhum apego sentimental ou emocional a outras criaturas.

Ele se tornou vegano depois de ler o livro “Dieta para um Pequeno Planeta”, e decidiu dedicar sua vida à causa enquanto vivia no abrigo e leu o livro “O Cristianismo e o Direito Animal”.

“Eu não tinha uma afinidade especial com os animais”, disse ele. “Eu tenho um temperamento muito alemão, baseado em lógica, para o bem e para o mal”.

O Sr. Friedrich conseguiu um emprego na People for the Ethical Treatment for Animals (PETA) e se casou com outra líder da organização. Eles tiveram um filho, que agora está grande.

Durante seus quase 15 anos na PETA, ele se tornou o líder de campanhas públicas. Ele foi responsável por algumas das campanhas mais importantes da organização, incluindo a Kentucky Fried Cruelty, a Wicked Wendy’s e a Murder King, que destacaram o tratamento de animais atendidos por cadeias de fast food.

O Sr. Friedrich costumava estar nas linhas de frente. Ele foi preso pelos incidentes com sangue falso na Fashion Week. Ele também tirou a roupa e correu na frente do Palácio de Buckingham, com o site GoVeg.Com pintado em seu corpo, pouco antes da chegada do presidente George W. Bush.

Mas o provocador não era dogmático. Os colegas de Friedrich disseram que ele estava disposto a jogar suas velhas ideias e estratégias ao mar, mesmo quando isso significasse uma parceria com antigos oponentes.

Durante a chamada campanha McCruelty, Friedrich passou de demonstrar o lado de fora do McDonald’s (com as refeições infelizes falsas, cheias de galinhas de plástico ensanguentadas) para negociador direto com a empresa e até elogiá-la quando melhorou as condições de vida de suas galinhas poedeiras.

“Ele sempre teve essa capacidade de ver amigos e aliados em potencial, onde outros só viam inimigos”, disse Milo Runkle, que começou como voluntário na PETA com o Friedrich e fundou a Mercy for Animals.

Friedrich sempre achou que a batalha seria vencida por meio da persuasão às pessoas pararem de comer carne. Muitos dos vídeos e documentários que ele fez foram focados em vencer os consumidores, como o pequeno documentário “Meet Your Meat”, narrado por Alec Baldwin.

“Eu realmente pensei que só precisávamos educar as pessoas sobre o fato de que não há diferença moral entre comer um animal doméstico e comer um animal de fazenda”, disse ele. “Por um bom tempo, eu falei sobre a inevitabilidade da nossa vitória, puramente através da educação.”

Mas o consumo per capita de carne nos Estados Unidos continuou subindo. Em partes do mundo que crescem mais rapidamente, como a China e o Brasil, o aumento foi ainda mais acentuado.

Lobby, Pesquisa, Divulgação

O Sr. Friedrich deu um tempo da PETA em 2009 e passou dois anos lecionando inglês e educação cívica em uma escola de ensino médio em Baltimore.

Esses anos coincidiram com a criação de start-ups que queriam enfrentar a indústria da carne. A Beyond Meat foi fundada em 2009 e a Impossible Foods começou em 2011. Antes, já haviam hambúrgueres vegetarianos, mas as novas empresas se concentravam na criação de produtos com sabor suficiente para atrair carnívoros.

Quase todos os fundadores dessas empresas contam – como o Friedrich – que chegaram ao negócio depois de perceber que os esforços para impedir as pessoas de comer animais não estavam funcionando.

Pat Brown, o fundador da Impossible Foods e ex-professor da Universidade de Stanford, decidiu formar sua empresa depois de organizar uma conferência sobre os problemas criados pela pecuária e perceber o pouco impacto que o evento teve.

“Toda a educação e toda a consciência do problema, e a preocupação com o problema, não resolvem o problema”, disse ele. “Só precisamos entregar o mesmo valor aos consumidores, mas usar uma tecnologia melhor para produzi-lo”.

Friedrich passou a considerar então fundar sua própria empresa de alimentos. Mas ele decidiu que faria mais diferença criando uma organização sem fins lucrativos que fornecesse um conjunto de recursos compartilhados para todas as empresas do setor.

O Good Food Institute, que Friedrich fundou com 540 mil dólares da Mercy for Animals, tem 65 funcionários e departamentos separados para lobby, pesquisa científica e engajamento corporativo.

Até agora, as empresas de carnes de origem vegetal tiveram mais sucesso, mas o Good Food Institute também está investindo recursos significativos para ajudar as empresas que querem cultivar células de carne em laboratórios.

A ideia é criar tantas alternativas à carne quanto possível, e Friedrich está usando todas as ferramentas à sua disposição, desde a incubadora de novas empresas até a criação de fundos de capital de risco, dois dos quais vieram do Good Food Institute.

Um dos grandes empreendedores do Vale do Silício, Paul Graham, que fundou a Y Combinator, escreveu recentemente no Twitter que acreditava que as start-ups levariam “a uma rápida transformação da carne em algum momento”.

Mas Graham disse que previu efeito colateral que seria um grande golpe para nas fazendas familiares e criaria mais desigualdade econômica.

Os substitutos da carne serão criados por novas empresas, startups o que significa mais “Bezoses”, disse ele, referindo-se ao fundador da Amazon, Jeff Bezos.

Friedrich discorda. Ele acredita que um movimento em direção a uma dieta vegana ajudaria as fazendas menores em detrimento dos grandes conglomerados de carne. Mas a mudança “tem que acontecer”, disse ele.

“Precisamos mudar a carne, porque não vamos mudar a natureza humana”, disse ele.

Disney lança guia de restaurantes interno para visitantes veganos


O Disney’s Magic Kingdom, na Flórida (EUA), lançou um novo guia para visitantes, especialmente para aqueles que estão em busca de comida vegana.

O novo Guia de Culinária Baseado em Vegetais da Disney lista todas as opções veganas e vegetarianas em restaurantes pelo parque em um único panfleto prático e objetivo, de acordo com a WDWNT.

O guia é categorizado por área, ou seja, Fantasyland ou Adventureland e, em seguida, lista cada restaurante vegano e “veggie-friendly” nessa região do parque; até diz exatamente qual prato está em oferta.

Para os visitantes que sentirem vontade de comer um cachorro-quente e estiverem na Main Street USA, o guia os aconselha a ir ao Casey’s Corner para um cachorro-quente à base de vegetais com recheios sazonais.

Ja para os que estiverem na Tomorrowland, o Starlight Cafe do Cosmic Ray oferece um Sloppy Joe baseado em vegetais, e o Village Haus in Fantasyland, de Pinnochio, serve o Stromboli com queijo vegano e pão pita.

Disney mais vegana

Nos EUA, os parques e resorts da Disney estão se tornando “mais amigos” dos veganos.

No Walt Disney World Resort, na Flórida, os freqüentadores dos parques temáticos do local podem pedir uma “frigideira” totalmente vegana (nome dado ao prato) no Whispering Canyon Cafe. Já a Disneyland California tem uma cervejaria artesanal vegana e serve ovos veganos da marca JUST.

O Disneyland Park em Anaheim recentemente foi laureado o título de parque temático mais amigável aos veganos nos EUA pela PETA (People for the Ethical Treatment of Animals).

“No início, a comida dos parque temáticos significavam hambúrgueres, cachorros quentes e espetinhos de pernas de peru. Os tempos mudaram e os menus também ”, disse a PETA em um comunicado à imprensa. “A Disneylândia agora tem tantas opções veganas de carne, ovos e produtos lácteos que a PETA os classificou de “Parque de Diversão Mais Amigável para os Veganos”.

De acordo com o chefe executivo do Disneyland Resort, John State, o aumento das opções a base de vegetas do parque está ligado a maior demanda causada por clientes comendo alimentos veganos. “Nossos convidados têm sido muito enfáticos em seu desejo de manter seus estilos de vida saudáveis enquanto estão de férias”, disse State à Sentinel & Enterprise.

“Nos últimos dois anos, temos trabalhado para mudar a mentalidade de nossos chefs em relação ao desenvolvimento dos menus, por exemplo, encontrar uma opção baseada em vegetais em substituição à banha de porco”, continuou ele.

Prêmio incentiva jovens cientistas e acabar com os testes em animais

Foto: PETA/Reprodução

Foto: PETA/Reprodução

Esta semana, o Consórcio Internacional de Ciências da PETA anunciou que Patrícia Zoio, estudante de doutorado da Universidade NOVA de Lisboa, ganhou o prêmio Early-Career Scientist Award oferecido pela instituição, para participar de curso de formação sobre métodos de testes que não utilizam animais. Patrícia está desenvolvendo um modelo skin-on-a-chip (pele em chip, na tradução livre) que poderia substituir o uso de animais em testes de pele em laboratório a longo prazo.

O curso de verão do Centro de Pesquisa Conjunta da Comissão Europeia, que acontece de 21 a 24 de maio em Ispra, Itália, permitirá que os participantes conheçam e explorem alguns dos avanços mais recentes no campo de testes que não envolvem animais.

Patrícia participará de palestras e sessões interativas e visitará um laboratório dedicado ao desenvolvimento de alternativas para testes em animais.

O que são “órgãos em chip”

Em 2017, engenheiros biológicos da Universidade de Harvard inventaram um microchip que pode ser revestido com células humanas vivas para testes de drogas, modelos de doenças e medicina personalizada.

O “Organ in a chip” é um chip tridimencional multi-canal de cultura de células microfluídicas que simula as atividades, mecânica e a resposta fisiológica de órgão, revestido de células humanas vivas, como se fosse um tipo de órgão artificial. A tecnologia foi responsável por introduzir um novo modelo de organismos humanos multicelulares in vitro.

No vídeo abaixo pode ser acompanhada uma rápida introdução à tecnologia de “órgãos em chip”

A importância de incentivos como esses

Milhões de coelhos, ratos, porquinhos-da-índia e outros animais são explorados em laboratórios, enfrentando procedimentos horríveis que podem ferí-los de diversas formas, causando sofrimento físico e psicológico e traumas.

Cientistas estão trabalhando para acabar com essas experiências cruéis e desnecessárias com animais. Este prêmio tem como objetivo ajudar nas pesquisas a substituir o uso de animais em testes de toxicidade para produtos químicos.

O Consórcio também apresentou vários outros ganhadores Early-Career Scientist Awards, que terão as despexas pagas para participar de conferências e workshops, como o Instituto de Métodos Práticos de In Vitro para o Laboratório de Toxicologia In Vitro e o 20º Congresso Internacional de Toxicologia In Vitro.

Esses prêmios são vitais para garantir que a próxima geração de toxicologistas esteja equipada com o conhecimento e as habilidades necessárias para implementar testes modernos e livres de crueldade, que são cruciais para um futuro onde os experimentos com animais sejam coisa do passado.

Modelos com tecido humano podem salvar ratos e coelhos

O Consórcio também forneceu aos pesquisadores tecnologia livre de custos. Por exemplo, uma parceria com a empresa de biotecnologia Epithelix, propiciou aos pesquisadores modelos tridimensionais de tecido humano do trato respiratório que podem ser usados para testar cosméticos, produtos farmacêuticos, produtos químicos industriais, pesticidas e produtos domésticos sem o uso de animais.

Os organizadores do prêmio também se uniram à MatTek Corporation para distribuir modelos tridimensionais de tecido humano sem custos que podem substituir o uso de coelhos em testes onde os produtos químicos são aplicados diretamente em seus olhos e pele e o uso de ratos em testes de inalação mortais nos quais os animais indefesos são espremidos em tubos estreitos e forçados a inalar substâncias tóxicas.

Além desses tecidos tridimensionais, centenas de milhares de quilos de equipamentos de teste da VITROCELL – dispositivos que podem ser usados para expor células a produtos químicos em vez de animais – também foram disponibilizados.

No geral, o Consórcio e seus membros doaram milhões de libras para melhorar e implementar métodos de teste que não envolvam animais, incluindo o financiamento de seu desenvolvimento e validação e a organização de oficinas gratuitas, webinars e oportunidades de treinamento para cientistas.

Atriz Edie Falco luta pelo fim de experimentos em ratos em universidade

Foto: Steve Granitz | WireImage

A estrela de “Sopranos”, indicada ao Globo de Ouro, se uniu a PETA para encorajar funcionários da universidade na luta pelo fim dos cruéis testes em animais.

De acordo com a organização , Falco conversou com os membros da equipe da universidade e pediu que entrassem em contato com o presidente da instituição, Dennis Assanis, solicitando  a proibição dos testes.

“Esta é uma causa muito próxima e querida ao meu coração. Eu sou uma amante dos animais de longa data, e qualquer oportunidade que eu tenho para cuidar deles, eu vou participar com prazer”,  disse Falco em uma mensagem.

“Por quase 20 anos, Tania Roth (professora associada do Departamento de Ciências Psicológicas e do Cérebro) vem atormentando e matando as mães e seus filhotes nessas experiências horrivelmente dolorosas e desumanas e, no fim das contas, elas são completamente inúteis”, acrescenta ela. As informações são do LiveKindly.

De acordo com a atriz, os experimentos incluem o teste de nado forçado, onde os ratos são colocados em copos de água enquanto os experimentadores tomam nota de quanto tempo eles lutam e choques elétricos nos pés. Recentemente, a Johnson & Johnson decidiu abolir este tipo de teste após pressão da PETA.

Futuro

O mundo está caminhando para ser mais compassivo com os animais. À medida que as pessoas tomam consciência dos horrores cometidos contra seres indefesos dentro de laboratórios, a demanda por produtos livres de crueldade aumenta.

Países e empresas estão cedendo a pressão do mercado e começam a trabalhar com alternativas éticas.

No setor alimentício, a Hershey’s e a Kellogg’s anunciaram o fim de testes em animais. Para cosméticos, a P&G fez uma parceria com a HSI para proibir que eles sejam usados na indústria da beleza.

Recentemente, a Austrália aprovou uma lei que proíbe essa prática. Na Ucrânia, um projeto de lei semelhante está em andamento e a Índia deu um grande e importante passo anunciando o fim de testes em animais para pesquisas biomédicas.

PETA relaciona abate de animais e aborto humano


No início deste mês, a Bill 9, que proíbe o aborto depois que um “batimento cardíaco fetal” pode ser detectado – normalmente de seis a sete semanas – foi assinado pelo governador Matt Bevin. Isso é antes que a maioria das pessoas ( “pessoas”, porque não apenas as mulheres engravidam ) saiba que estão grávidas.

Um segundo projeto, HB 5, que proibiria o aborto por deficiência, raça ou sexo, também foi apresentado. Ela tem sido acusado de ser uma lei que foca em situações teóricas e não como o estado pode ajudar os pais de crianças com deficiência.

Um dia depois, a execução de ambas as leis foi bloqueada pelo juiz distrital americano Dave Hale para “prevenir danos irreparáveis” até que uma audiência pudesse ser realizada. A American Civil Liberties Union (ACLU) entrou com ações judiciais por ser potencialmente inconstitucional. Leis semelhantes foram derrubadas por esse motivo em Iowa e North Dakota, de acordo com o New York Times .

“Não há nada ‘pró-vida’ em se alimentar de filhotes que foram mortos para acabar em um prato”, disse a presidente da PETA, Ingrid Newkirk, em um comunicado.

“Porcos, vacas e galinhas têm apenas algumas semanas ou meses de idade quando são abatidos por um sabor fugaz de carne, e o outdoor da PETA pede a todos que mantenham os corações dos animais batendo sendo veganos. É fácil e temos receitas gratuitas para você começar.”

Como vegano e alguém que apoia o direito de escolha de uma pessoa, tenho que perguntar: é de mau gosto propor uma conversa que poderia incomodar seriamente milhares de indivíduos sobre os animais? Eu não acho que seja.

Qual é a postura da PETA sobre o aborto?

De acordo com o site da PETA, esta é a sua posição sobre o aborto:

“A PETA não tem uma posição sobre a questão do aborto, porque nosso foco como organização é o alívio do sofrimento infligido a animais não-humanos. Há pessoas em ambos os lados da questão do aborto no movimento pelos direitos animais, assim como há pessoas em ambos os lados das questões de direitos animais no movimento pró-vida. E assim como o movimento pró-vida não tem posição oficial sobre os direitos animais, o movimento pelos direitos dos animais também não tem uma posição oficial sobre o aborto.”

PETA e o aborto: Uma Breve História

A PETA é, provavelmente, a representação mais mainstream do veganismo. A organização tem trabalhado com celebridades de alto nível e tem influenciado marcas A parar testes em animais ou vender materiais como peles. Mas o seu lugar na cultura mainstream tende a vir como um retrato muito mainstream, branco, cis, patriarcal , heteronormativo e financeiramente privilegiado do veganismo.

A PETA tem sido acusada de vários ismos ao longo dos anos, incluindo sexismo, racismo, transfobia, fobia, anti – semitismo, vergonha para o corpo, classismo, capacidade e insensibilidade em relação às questões do ICE que separa crianças imigrantes de seus pais e, sim, aborto. Muitas pessoas já escreveram sobre essas questões no passado – eu recomendo ler sobre o Sistah Vegan, um blog dirigido pelo acadêmico Dr. Breeze Harper.

É evidente que PETA pode achar “nenhuma imprensa é má imprensa”. Em resposta a anúncios que envergonham a gordura dizendo às pessoas para “perder a gordura”, tornando-se vegetarianas, Newkirk disse : “Eu desejo mais do que qualquer coisa que você possa imaginar que não pudéssemos ser controversos, e não poderíamos ser provocativos. Eu realmente desejo.”

Enquanto isso aconteceu em 2009, as coisas não parecem ter mudado. O grupo enfrentou forte reação por insultar o falecido conservacionista Steve Irwin em seu aniversário este ano.

PETA é realmente um produto da cultura em que vivemos – mas a organização não tem que prescrever para isso. Há ativistas , acadêmicos e grupos como o Dr. Harper, Jaya Bhumitra, da Animal Equality , Michelle Carrera, da Chilis on Wheels , Lauren Ornelas, do Food Empowerment Project , e mais pessoas que elevam, em vez de usar grupos marginalizados para conseguir um ponto de vista.

Apesar de a PETA, supostamente, não ter posição sobre o aborto, o grupo inseriu os direitos animais no debate sobre o aborto em várias ocasiões. Entrei em contato com a PETA para comentar a decisão de usar o aborto para promover o veganismo.

“A PETA é uma organização de defesa dos direitos animais, e nossa declaração de missão é ‘Animais não são nossos para experimentar, comer, usar, usar para entretenimento ou abusar de qualquer outra forma’. É claro que os filhotes são os mais comumente sacrificados para consumo de carne, e qualquer discussão sobre o aborto nos dá a oportunidade de sugerir às pessoas que são “pró-vida” se tornem veganas para ter uma ótima maneira de expressar essa postura “, um representante da PETA me disse via e-mail.

Após o assassinato do Dr. George Tiller, um médico que atuou como diretor médico em uma das três clínicas nos Estados Unidos para fornecer abortos tardios, em maio de 2009, a PETA pretendia erguer dois outdoors separados em Wichita, lendo “Pro-Vida? Seja vegetariano” e “ Pró-escolha? Escolha o vegetarianismo”.

Ambos os anúncios foram rejeitados por empresas de outdoor. “É de mau gosto, considerando a crise que está acontecendo na comunidade agora”, disse John Lay, presidente da George Lay Signs, ao Wichita Eagle. “Não vejo nada aparentemente ofensivo nos anúncios, mas o momento não é apropriado.”

Em 2011, um homem de 63 anos foi acusado de homicídio intencional de primeiro grau por seus planos de atirar em uma pessoa pró-aborto, na Planned Parenthood em Madison, Wisconsin. Ele tinha uma história de participação em protestos anti-escolha.

“Isso se encaixa em um padrão”, disse Vicki Saporta, presidente da Federação Nacional de Aborto, ao Wisconsin State Journal em referência à “escalada de atividades de, talvez, apenas protestos para ameaças à realização de ameaças”.

A PETA destacou que os manifestantes estavam do lado de fora do tribunal segurando cartazes que diziam “Carne é assassinato” e “Uma costeleta de porco por um coração batendo” em apoio ao movimento pró-escolha.

Em 2012, a PETA usou uma lei de aborto que proibiria o procedimento após 20 semanas para falar sobre animais. Após a ação legal do Centro para Direitos Reprodutivos e da ACLU, a “Lei da Saúde e Segurança da Mãe” foi bloqueada pela Corte de Apelações do Nono Circuito dos Estados Unidos, alegando que é inconstitucional.

Em resposta, a PETA procurou exibir um anúncio mostrando um filhote de galinha com o texto “Killed at 7 Weeks”. Na indústria da carne, a idade média das galinhas é de sete semanas, de acordo com a Compassion in World Farming .

A tentativa de reviver a lei foi até o Supremo Tribunal, que se recusou a ouvir um apelo em janeiro de 2014.

Direitos animais e autonomia corporal

O movimento pelos direitos animais é diverso e não há uma posição unificada sobre o aborto. Tenho visto comentários elogiando os legisladores de Nova York pela introdução de um projeto de lei que proíbe parlamentares de “hipócritas” por apoiar um projeto de lei que legaliza o aborto tardio – o que é uma decisão angustiante, emocional e difícil tomada quando a vida dos pais ou da criança estão em perigo – na mesma frase.

Também sou amiga de veganos voluntários que escoltam pessoas para as clínicas locais da Planned Parenthood devido a agressivos manifestantes anti-escolha.

Pessoalmente, o meu veganismo e postura em direitos humanos andam de mãos dadas. Eu sou pró-escolha porque acredito que é antitético ao meu veganismo que um ser senciente seja forçado a dar à luz.

As principais notícias comemoraram os corajosos animais de fazenda resgatados pelos santuários depois de escapar dos caminhões de transporte dos matadouros. Aqueles que assistem a vigílias de abatedouros capturaram fotos mostrando o medo nos olhos de animais em seu caminho para a morte. Na indústria de laticínios , os bezerros geralmente são arrancados de suas mães logo após o nascimento.

Esses são os mesmos animais que escapam desses caminhões e passam a viver vidas plenas nos santuários – todos sentem medo, dor, felicidade, a vontade e os meios para preservar suas vidas. Infelizmente, nós humanos despojamos animais de direitos não-humanos porque temos o privilégio de fazê-lo. Mas os animais são sencientes – um feto não é. Nada disso é o mesmo que terminar uma gravidez indesejada.

Existem inúmeras razões pelas quais alguém pode optar por fazer um aborto e nenhum deles é da conta de ninguém, mas do indivíduo.

Por Kat Smith

Fonte: LiveKindly

‘Dumbo’ alimenta a indústria de exploração animais

Tim Burton está no caminho do tapete vermelho com mais um longa-metragem, um remake de “Dumbo”, um filme da Disney de 1941.

O lado oposto do reconhecimento do cineasta pela obra é o que a história do filme traz em sua real essência: a exploração animal para entretenimento humano.

Burton nunca gostou de circos. Segundo ele, animais enjaulados realizando truques o incomodava demais. Então o que o levou a recontar essa história?

Nas palavras do próprio cineasta diz: “Não há como negar o romance de fugir para se juntar ao circo. E ainda mais se a aventura envolver um elefante voador.”

“A coisa que eu gostava em ‘Dumbo’ era apenas a ideia – a imagem de um elefante voador e um desajeitado – e todo esse tipo de coisa é muito atraente para mim”, disse ele à AFP.

Talvez pelo fato de ter sido chamado de ‘esquisito’ por garotos da escola, o cineasta tenha se identificado com ‘o elefante de orelhas enormes que é ridicularizado por todos’. O tema da alienação ou deficiência como fonte de força faz parte de sua obra.

“Você pode ter um desajeitado notado por algo e usar isso como uma coisa positiva”, disse Burton, apontando para as orelhas grandes e flexíveis de Dumbo.

‘Dumbo’ não a imagem da superação. Aprender a voar não o libertou da opressão humana, mas sim o aprisionou ainda mais. Enquanto ‘estranho’, para nada servia. Quando ‘estranho mas voador’, fonte de dinheiro e sucesso para um circo falido.

O filme nada mais é do que a falsa retração do circo como um ambiente feliz, de descobertas, sonhos e recomeços – o que é uma grande ilusão. Por de baixo das lonas coloridas, o que existe é exploração, abuso, medo, tristeza e solidão.

O filme

A nova roupagem de “Dumbo”, que chega aos cinemas americanos em 29 de março, conta a história do filhote de elefante que nasceu com orelhas enormes. Após ser ridicularizado por todos, ele descobre que pode voar e se transforma na principal atração de seu circo, sendo explorado por isso.

Em 2015, a PETA havia pedido a Tim Burton que seu remake tivesse um final feliz longe da indústria do circo.

O grupo de defesa animal pediu ao diretor que, na nova versão, o elefante orelhudo e sua mãe fossem enviados a um santuário.

N época, a vice-presidente da PETA, Lisa Lange, disse “Esperamos que na sua adaptação de Dumbo o jovem elefante e sua mãe possam ter um final feliz de verdade, vivendo suas vidas num santuário ao invés de continuarem aprisionados e abusados na indústria de entretenimento.”

Infelizmente, Burton não atendeu ao pedido, e ‘Dumbo’ será mais um exemplo de como não se deve tratar a vida selvagem.

 

 

PETA se torna acionista da Levi’s para pedir o fim de etiquetas de couro

Foto: Hanna Cossey

O mercado da moda trouxe ao longo dos anos roupas, sapatos e acessórios carregados de medo, dor e sofrimento animal. Peles e pelos são arrancados de criaturas indefesas para satisfazer o prazer fútil de vesti-los.

Tentando conscientizar e acabar com essa sombria cultura da moda, a PETA comprou uma pequena participação na Levi’s, para tentar convencê-la a deixar de usar couro animal em suas etiquetas.

As negociações públicas começaram última quinta-feira (21) e a PETA contou que comprou a quantidade mínima de ações necessárias para falar em assembleias anuais de acionistas.

Vacas são espancadas, abatidas e esfoladas – tudo isso para que a Levi’s possa colocar uma pequena etiqueta completamente não-funcional em alguns de seus jeans”, escreveu a PETA .

“A empresa afirma priorizar a sustentabilidade, mas sabemos que o uso da pele de vacas tem pelo menos três vezes o impacto ambiental negativo que a maioria dos couros veganos faz”.

Como em 2017, quando a PETA conseguiu chegar a um acordo com a linha de roupas Hart N Dagger, de Jon Bon Jovi, para dispensar o patch de couro, a organização está esperançosa para chegar a um acordo semelhante com a Levi’s.

A marca parece não entender que usando um pedaço pequeno ou grande de couro, um animal sobre por isso. Com tantas opções éticas no mercado, está na hora de acabar com essa crueldade causada pela moda.

“Menos de 10% das matérias-primas em nossa cadeia de suprimentos são provenientes de fontes diferentes do algodão, e uma pequena fração dessa porcentagem é de couro”, disse um porta-voz da Levi ao Sourcing Journal .

Uma petição foi feita pedindo a Levi’s para se livrar do couro. De acordo com a marca, mais de 200 mil pessoas já assinaram.

PETA denuncia corrida de trenó com cães na neve

Michael Dinneen/AP/REX/Shutterstock

Foto: Michael Dinneen/AP/REX/Shutterstock

A PETA tomou a decisão de denunciar a Iditarod, corrida anual de trenós com cães na neve, que ocorre no Alasca, após a morte de um cão que participou da competição.

Tracy Reiman diz que a corrida foi responsável pela morte de Oshi, uma cadela de 5 anos que participava como membro da equipe de Richie Beattie.

“Oshi era como o cachorro comum que fizesse de qualquer família, mas a Iditarod forçou-a a correr até que ela morresse sufocada em seu próprio vômito, assim como muitos cães antes dela”, diz Reiman em um comunicado. “Dos que sobrevivem, 81% ficam com danos nos pulmões e 61% com úlceras gástricas.

“A PETA está exigindo uma avaliação veterinária completa de cada cão que foi usado na edição da corrida de 2019, incluindo os 232 que foram retirados da corrida, para que o público possa ver “de que forma” os competidores perseguem o prêmio, sob o pretexto de amar estes cães, mostram uma completa falta de preocupação com eles, ao pressioná-los acima de seus limites. Se isso tivesse acontecido com atletas humanos, os responsáveis estariam na cadeia”.

Oficiais da corrida de Iditarod dizem que outro cão na equipe de um dos pilotos morreu de pneumonia, e o competidor (motorista do trenó) foi retirado do evento.

Em um comunicado, a organização Iditarod anunciou que Oshi morreu na noite de sábado em um hospital veterinário em Anchorage, vítima de pneumonia por aspiração de neve.

Beattie e sua equipe terminaram a corrida na quinta-feira. A organização diz que, enquanto realizavam exames pós-corrida, os veterinários do Comitê da Trilha de Iditarod, ao examinar Oshi, notaram sinais de pneumonia, conforme informações da Associated Press.

O cão foi transportado em um voo fretado de emergência para Anchorage na sexta-feira. Oshi morreu no dia seguinte.

O Idiatord afirma que uma necropsia será conduzida por um patologista veterinário certificado para determinar a causa oficial da morte.

A corrida de 2019 aconteceu durante um período polêmico que já dura dois anos para o Iditarod, incluindo um escândalo de doping com cães e a perda de patrocinadores nacionais em meio a protestos de ativistas pelos direitos animais.

O evento infeliz e marcado por mortes acontece desde 1973 e o percurso percorrido pelos cães é de mais de mil milhas (mais de 1.600 km) entre as cidades de Anchorage e Nome.

A PETA é o maior crítico dessas corridas.

Pamela Anderson parabeniza a proibição de peles e foie gras na Bélgica

Foto: Getty Images

Como ativista pelos direitos animais, Pamela Anderson escreveu para parabenizar Ben Weyts e o governo flamengo por sua decisão de proibir a criação de animais para peles e alimentação forçada para produção de foie gras. A criação de peles já está proibida na região da Valónia e em Bruxelas, embora nenhuma delas tivesse instalações de cultivo de peles.

Em julho do ano passado, o governo flamengo decidiu proibir as duas atividades e, na semana passada, a medida foi aprovada pelo parlamento flamengo.

“Fico feliz em ouvir de meus amigos do GAIA e da PETA que o governo flamengo decidiu proibir o cultivo de peles, bem como a prática cruel de alimentação forçada para a produção de foie gras.”

“Esta é realmente uma excelente notícia para as centenas de milhares de animais indefesos que foram vítimas de uma indústria implacável por tanto tempo. Saúdo os seus esforços duradouros, bem como as considerações éticas do governo flamengo. Ao fazer isso, a Bélgica se tornará um país livre de criação de peles, um exemplo para os governos e uma fonte de inspiração para inúmeros defensores dos direitos dos animais em todo o mundo, dedicados a uma sociedade livre de crueldade. Em nome dos animais, obrigado, Flandres. Obrigado, Bélgica.”

No início deste mês, ministros de bem-estar animal das três regiões belgas – Weyts, Bianca Debaets para Bruxelas e Carlo di Antonio para a Valônia – expressaram sua oposição à proposta de um novo centro europeu de referência para o bem-estar dos animais criados por suas peles.

O centro, proposto pela Comissão da UE, foi descrito por Michel Vandenbosch, presidente da Gaia na Bélgica, como “um centro de promoção da indústria de peles”. Com a oposição dos três ministros regionais, a Bélgica se junta a outros sete estados membros da UE – Áustria, Croácia, República Tcheca, Luxemburgo, Holanda, Reino Unido e Eslovênia – que se opõe à proposta.