Comer de forma vegana uma vez por semana apenas pode reduzir os gases de efeito estufa em quase 9% ao ano

Foto : Veann/Shutterstock

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Novos dados de um estudo realizado que usou como exemplo o Reino Unido, revelam que as emissões de gases do efeito estufa poderiam ser reduzidas em até 8,4% ao ano, trocando carne vermelha por vegetais apenas uma vez por semana, e que 42% dos consumidores britânicos já estão buscando aumentar o número de refeições sem carne.

De acordo com a nova análise de dados científicos, se os consumidores do bloco de países trocassem apenas mais uma refeição de carne vermelha por uma refeição por uma refeição com vegetais por semana, ela reduziria as emissões de gases do efeito estufa em 50 milhões de toneladas – o que equivale a tirar 16 milhões de carros a estrada – resultando em uma redução de até 8,4% no total de emissões de gases de efeito estufa.

A análise foi realizada em nome de The Meatless Farm Co (A Fazenda Sem Carne, na tradução livre) por Joseph Poore, principal autor de um recente estudo global sobre os impactos ambientais dos alimentos, para calcular os benefícios ambientais da mudança de alimentação.

Foto: Naturli' Foods

Foto: Naturli’ Foods

Ele comparou refeições de carne vermelha versus equivalentes vegetais, analisando desde a produção na fazenda e impactos ambientais do ciclo de vida até o uso de energia, transporte em toda a cadeia de fornecimento, descarte de embalagens e plásticos, perda e desperdício de alimentos em cada estágio, assim como os benefícios do carbono (renovação) das árvores que voltam a crescer nas terras que não são mais necessárias para produzir carne.

Além de revelar uma redução significativa nas emissões de gases de efeito estufa, essas novas descobertas demonstraram que trocar apenas uma refeição de carne vermelha por semana por vegetais pode resultar em uma redução de 23% (8 milhões de hectares) no uso doméstico e internacional e uma redução de 2% no uso de água tomando o Reino Unido como exemplo (o mesmo que tomar menos 55 banhos por pessoa por ano).

Mitos e verdades de uma alimentação vegana

Cientistas tem abordado exaustivamente os danos que os hábitos de alimentação precários estão causando à saúde humana, com 2 bilhões de pessoas com sobrepeso ou obesas em todo o mundo, em contraste com os 2 bilhões de desnutridos e 800 milhões de pessoas passando fome diariamente.

Especialistas afirmam que, se toda a população cortar o consumo de carne, poderiam alimentar seguramente 10 bilhões de pessoas – a estimativa da população mundial até 2050.

Mas engana-se quem pensa que a alimentação vegana é sinônimo de passar fome e se restringe apenas a saladas. Seja por seu estilo de vida ou filosofia, a população vegan ou vegana (nome dado aos adeptos do veganismo) cresceu bastante está conquistando brasileiros e pessoas ao redor do mundo.

Recentemente a Vip Food, empresa de preparo e entrega de comidas saudáveis congeladas, integrou ao cardápio uma nova linha de pratos veganos. “A receptividade ao cardápio vegano nos surpreendeu pela alta procura, e conquistando cada vez mais clientes, principalmente pessoas que praticam exercícios regularmente”, diz Albert Kribely, fundador da Vip Food.

Veja a seguir, os 10 maiores mitos e verdades deste tipo de alimentação listado por Albert Kribely, fundador da Vip Food:

1. VEGETARIANISMO E VEGANISMO SÃO A MESMA COISA?

A Dieta vegetariana pode ser adotada por motivos diversos, como saúde, ética ou religião, já o veganismo tem como foco principal a questão ética pela não exploração animal, isso implica em uma dieta mais radical. O vegano não consome nenhum produto de origem animal, por exemplo, carne, leite e todos os seus derivados, até mel e lã. Já no vegetarianismo, não se consome carne, porém é permitido produtos de origem animal como ovos e laticínios.

2. VEGANOS TEM DEFICIÊNCIA DE CÁLCIO?

MITO: O leite de vaca é de fato uma fonte de cálcio extremamente relevante, porém existem outras maneiras de obtê-lo. Hoje em dia há uma infinidade de leites vegetais fortificados com alto teor de cálcio e nutrientes equivalentes ao leite de vaca. Outra forma também de repor cálcio no organismo é consumir alimentos como tofu, couve, e brócolis.

3. É PREJUDICIAL AO ORGANISMO CONSUMIR GRANDES QUANTIDADES DE SOJA?

MITO: Claro que nada em excesso faz bem, no entanto, é sim permitido consumir soja em grandes quantidades, mas é necessário manter um equilíbrio com os demais alimentos consumidos, como folhas e vegetais.

4. ALIMENTAÇÃO VEGANA É BENÉFICA À SAÚDE?

VERDADE: Estudos apontam que pessoas que adotaram o estilo de vida vegano apresentaram menos quantidade de colesterol no organismo e menos chances de desenvolver leucemia e qualquer tipo de câncer.

5. VEGANOS PERDEM PESO COM FACILIDADE?

MITO: Uma dieta vegana pode ser uma maneira saudável de perder peso, mas precisa estar atrelada a uma rotina regular de exercícios físicos. A dieta vegana não tem baixo teor de gordura, por consequência não garante a perda de peso com maior facilidade.

6. CRIANÇAS PODEM SER VEGANAS?

VERDADE: A dieta vegana pode ser aplicada pelas crianças, desde que seja muito bem planejada, com acompanhamento de nutricionista e com bastante cuidado.

7. VEGANO NÃO CONSOME PROTEÍNA?

MITO: Existem proteínas de origem vegetal, que podem ser encontradas no feijão, grão-de-bico, lentilha, brócolis, cogumelos, ou soja. Amêndoas e nozes são alimentos, por exemplo, que também contém proteínas.

8. QUEM SE TORNA ADEPTO DA DIETA VEGANA NÃO FICA DOENTE?

MITO: Quem leva um estilo de vida vegan, não está imune a doenças. Porém, estudos indicam que pessoas que adotaram dietas veganas ficam doentes com menos frequência devido ao tipo de alimentação saudável e equilibrada.

9. VEGANOS TEM MAIS DIFICULDADE EM GANHAR MASSA MUSCULAR?

MITO: Muitas pessoas acreditam que veganos têm mais dificuldades em ganhar massa muscular, porém, não é verdade! A combinação de cereais (como arroz, milho, aveia e outros) com leguminosas (como feijão, soja e etc) já garante a quantidade de proteína encontrada em carnes e ovos.

10. DIETA VEGANA É MAIS CARA?

MITO: Atualmente existem muitos produtos disponíveis no mercado em uma variedade de preços e marcas, o que facilita para o adepto a dieta escolher qual é o mais acessível para ele. Além disso, armazenando de forma correta grãos, cereais, legumes e outros, é possível criar uma dieta mais barata e acessível.

Empresas líderes globais se unem para evitar a poluição por lixo plástico

Foto: Adobe

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Seis das maiores e principais empresas do mundo assumiram um comprimisso conjunto em evitar que 10 milhões de toneladas de resíduos plásticos globais poluam o meio ambiente, depois de assinarem um acordo como membros principais um novo centro de compartilhamento de ideias apelidado de “ReSource: Plastic”.

A Keurig, Dr. Pepper, McDonald’s, Procter & Gamble, Starbucks, Tetra Pak e a The Coca-Cola Company são as gigantes globais que se juntaram à ReSource – que foi lançada pela organização ambiental World Wide Fund for Nature (WWF).

A iniciativa visa ajudar as empresas a alinharem seus compromissos em relação à produção e poluição por plásticos em grande escala em prol de uma ação significativa e mensurável.

Uma questão complexa

“Enfrentar o problema do plástico em nossos oceanos, rios e terras é responsabilidade de todos – incluindo as empresas que usam grande parte do plástico no mundo hoje. É uma questão complexa, sem uma solução única para todos, e é por isso que estamos tão animados pela abordagem que o WWF está tomando com o programa ReSource”, disse Virginie Helias, vice-presidente e diretora de sustentabilidade da Procter & Gamble.

“A ReSource trará uma abordagem de sistemas de parceria com muitas partes interessadas – métricas comuns, melhores práticas, responsabilidade – que são extremamente necessárias para acelerar o progresso em soluções de longo prazo”.

Soluções ponderadas e escaláveis

A vice-presidente executiva do McDonald’s e chefe de Supply Chain (Cadeia de logística) e Sustentabilidade, Francesca DeBiase, disse que a empresa estava “orgulhosa” de se juntar à ReSource.

Ela acrescentou: “Esta parceria se alinha perfeitamente com a nossa ambição de usar a nossa projeção mundial para o bem e trabalhar com outras pessoas para desenvolver soluções pensadas e aplicáveis que terão um impacto significativo sobre o desafio da poluição por plástico”.

Entenda a poluição por micro plásticos (partículas de plástico)

Os micro plásticos estão tendo seu momento sob os holofotes, uma vez que o público está cada vez mais consciente de sua presença no ambiente ao nosso redor. Mas à medida que mais evidências de sua presença vêm à tona, fica mais claro que ainda não sabemos o quanto o problema é realmente grande ou nocivo. Uma enorme quantidade de pequenas partículas de plástico acaba no mar, mas pesquisas recentes também as encontraram em lagos e várzeas, e até mesmo na poluição do ar de grandes metrópoles.

Um novo artigo publicado na Nature Geoscience relata a descoberta de micro plásticos em uma região que deveria ser primitiva: as montanhas dos Pireneus franceses. Os pesquisadores estimaram que as partículas poderiam ter viajado cerca de 95 quilômetros de distância, mas sugerem que os micro plásticos poderiam viajar ainda mais longe com o vento – o que significa que até lugares relativamente intocados por humanos estão sendo poluídos por nossos plásticos.

O mistério do desparecimento do plástico

Todos os anos, milhões de toneladas de plástico são produzidas. Em 2016, esta quantidade foi estimada em cerca de 335 milhões de toneladas. Não temos ideia de onde a maior parte disso foi parar. Os montantes que são recuperados em usinas de reciclagem e aterros sanitários não correspondem ao que é realmente produzido. Alguns desses materiais permanecem em uso, às vezes por décadas, o que explica parte da discrepância. Estima-se que 10% deles acabam nos oceanos. Embora esses números ainda possam mudar com mais pesquisas, pois ainda há uma lacuna grande a ser preenchida com respostas.

Onde quer que o plástico esteja acabando sua jornada, sabemos que ele se desfaz com o tempo, se desintegrando em micropartículas com menos de 5 mm de tamanho, e algumas até quebrando em nano escala a menos de um micrômetro (o micrômetro é uma unidade frequentemente usada para mensurar bactérias e células – a cabeça do esperma humano tem cerca de 5 micrômetros de comprimento). O efeito que essas partículas terão em escala global à medida que continuam a se acumular não é nem remotamente entendido em sua totalidade.

A maior parte de se lidar com as conseqüências dessa questão é apenas entender onde todo esse plástico produzido acaba. Os Pirineus são o lugar ideal para avaliar até onde o material pode viajar, pois são escassamente povoados, de difícil acesso e sem atividade industrial ou agricultura em grande escala. Assim, por cinco meses, uma equipe de pesquisadores coletou amostras da estação meteorológica de Bernadouze, a 6 km da vila mais próxima. As amostras eram de “precipitação atmosférica” – qualquer coisa que caísse do céu, molhada ou seca, variando de poeira a chuva e neve.

O problema com os micro plásticos estando (potencialmente) em toda parte é que a contaminação se torne uma preocupação. Fibras plásticas de roupas, recipientes e equipamentos poderiam hipoteticamente entrar nas amostras colhidas. Para evitar isso, os pesquisadores tomaram precauções, como usar roupas de algodão enquanto se aproximavam dos dispositivos de coleta de amostras, aproximando-se delas “contra o vento” e armazenando tudo em vidro. Eles também coletaram e processaram amostras “em branco” retiradas de contêineres fechados deixados no campo para checar se os plásticos encontrados nas amostras reais haviam realmente chegado até a atmosfera.

Os plásticos estão voando com o vento

Micro plásticos foram encontrados em todas as amostras coletadas pelos pesquisadores – em média, 365 partículas por metro quadrado foram depositadas todos os dias. O tipo mais comum de plástico era o poliestireno, seguido pelo polietileno (o tipo de plástico usado em sacolas plásticas e embalagens descartáveis).

O número de partículas depositadas apresentou uma correlação forte com a velocidade do vento e mais partículas eram encontradas após ventos mais altos. A precipitação – tanto de vento quanto de neve – também estavam fortemente ligadas. Os pesquisadores analisaram as velocidades do vento e as direções que haviam sido registradas durante todo o estudo, e usaram isso para calcular a distância que partículas dos tamanhos que encontraram poderiam ter sido transportadas, estimando que os plásticos poderiam ter vindo de quase 100 quilômetros de distância.

Essa é uma “avaliação altamente simplificada”, observa a equipe – não leva em conta todas as diferentes variáveis atmosféricas que poderiam mudar os números. Com a evidência de que as partículas de poeira (que estão bem dentro da faixa dos tamanhos das partículas de plástico) podem viajar até 3.500 km, é possível que elas possam vir de uma distância ainda maior.

Uma pesquisa que analisa o tamanho das partículas de plástico que encontra mostra que há uma tendência das partículas ficarem mais finas ao longo do tempo. À medida que as partículas se tornam menores, aumenta sua capacidade de dispersão em toda parte. Os micro plásticos já foram encontrados em todos os lugares, desde a água potável até o ar da cidade, e há evidências de partículas de plástico no fígado de peixes, sugerindo que eles poderiam passar pelos sistemas dos órgãos. Tudo isso deixa claro que a minúsculo poeira de plástico invisível está se tornando onipresente em nosso planeta. Estamos apenas começando a entender quais serão os efeitos disso.

Políticos são pressionados a destacar os benefícios do veganismo para o planeta

O Reino Unido foi a primeira nação do mundo a declarar emergência climática e ambiental com a provação de uma moção parlamentar requerendo ações urgentes em prol do planeta.

Tendo saído na frente em reconhecer a ameaça sobre a qual a humanidade tem vivido não é de se surpreender que mais um passo seja esperando do bloco de países em relação a proteção e ajuda ao planeta.

Agora são os políticos do bloco de países que estão sendo instados a centrar o veganismo nas políticas de alimentação e agricultura depois da declaração de uma emergência climática nacional.

Uma série de pesquisas recentes mostra como a adoção de uma alimentação vegana pode reduzir o impacto ambiental de um indivíduo, incluindo a pesquisa da Universidade de Oxford, que descreveu o movimento como a “maior e mais efetiva atitude” que as pessoas poderiam fazer pelo planeta.

Agora, a Vegan Society escreveu para os principais partidos políticos, pedindo-lhes para “traduzir esse anúncio [sobre a iminente crise climática] em ação” e adotar políticas que estimulem a alimentação baseada em vegetais, além de oferecer comida vegana em cantinas do setor público e apoiar fazendeiros deixar as atividades que envolvem de animais de criação.

Cartas formais

O executivo-chefe da Vegan Society escreveu ao Partido Trabalhista, aos Democratas Liberais, ao Parlamento do Reino Unido, ao Partido Nacional Escocês e ao governo galês, afirmando que o aumento do conhecimento e a absorção de alimentos vegetais são necessários não apenas para a mitigação da mudança climática, mas também para a saúde pública. como pode aliviar a pressão no NHS.

A carta pede aos partidos políticos que deem três passos: encorajar a nação a adotar uma alimentação cada vez mais baseada em vegetais, implementar políticas para instituições do setor público, como escolas, hospitais e lares de idosos, para oferecer uma boa refeição vegana como padrão nos cardápios todos os dias. como parte de sua campanha Catering for Everyone, e fornecer ajuda financeira e prática para os agricultores que desejam se afastar de animais de criação para o cultivo de culturas vegetais para consumo humano, como parte de sua campanha Grow Green.

Dieta vegana e política

“É amplamente reconhecido que comer produtos de origem animal tem um enorme impacto ambiental, mas isso não é de forma alguma incorporado à política”, disse George Gill, executivo-chefe da Vegan Society, em um comunicado enviado ao Plant Based News.

“A agricultura animal não tomou nenhuma atitude em relação a sua cota de emissões e está ficando cada vez mais claro que não poderemos cumprir o Acordo de Paris a menos que façamos uma mudança nacional em direção a alimentações baseadas em vegetais”.

“Estamos pedindo aos partidos políticos que cumpram suas promessas e deem um passo ousado para superar a emergência climática implementando políticas que encorajem uma alimentação realmente sustentável e baseadas em vegetais”.

Opções veganas para ser padrão

“Estamos fazendo campanha para que as opções veganas se tornem padrão em todo o setor público para garantir que haja sempre uma opção alimentar adequada para todos”, acrescentou Will Gildea, responsável por campanhas e políticas da Vegan Society.

“O governo deve também apoiar os agricultores que desejam uma agricultura sustentável ou restauração ecológica, o que ajudaria a cumprir sua promessa de dinheiro público para bens públicos.

“Em um nível individual, podemos fazer a diferença comendo uma alimentação baseada em vegetais – qualquer pessoa interessada pode se inscrever para o desafio Plate Up for the Planet de sete dias”.

O poder da informação e o desafio às crenças especistas estabelecidas

Foto: Animal Ethics

Foto: Animal Ethics

Com celebrações por todo o mundo o Dia Mundial da Imprensa ou Dia Mundial da Liberdade de Imprensa é uma homenagem aos profissionais e veículos que são responsáveis por prover e divulgar informações necessárias à construção de uma sociedade mais crítica, democrática e livre.

A data comemorativa foi proclamada pela Assembléia Geral da ONU em dezembro de 1993, seguindo a recomendação da Conferência Geral da UNESCO. Desde então, 3 de maio, o aniversário da Declaração de Windhoek é comemorado mundialmente como o Dia Mundial da Liberdade de Imprensa.

Este ano a data completa sua 26ª celebração sob o tema: Mídia para a Democracia, Jornalismo e Eleições em Tempos de Desinformação, que discute e trás à pauta questões como o potencial da mídia em apoiar os processos de paz e reconciliação.

O sofrimento animal apenas recentemente tem ganhado atenção da imprensa e mesmo assim de forma comedida e tímida como algo considerado “menos importante” e restrito aos veículos específicos, voltados ao meio ambiente e a fauna silvestre.

Foto: PETA

Foto: PETA

Vistos como seres inferiores e dessa forma passíveis de serem usados e dispostos como produtos a serem explorados e mortos conforme a vontade a humana, esses seres que são nossos companheiros de planeta padecem em silêncio, ocultos pelos interesses de uma classe ambiciosa e dona de benefícios a que o dinheiro garante acesso.

A grande massa da sociedade segue a doutrina do especismo, muitas vezes sem saber que o faz, apenas repetindo crenças que lhes foram enfiadas goela abaixo de geração em geração. Sem desafiar o conteúdo que lhes foi imposto ou arriscar qualquer questionamento.

Ao rotular e aceitar que os animais podem ser mortos e explorados conforme nosso interesse, estamos condenando essas vidas a uma existência de dor e exclusão, com a morte como a única forma de se libertar do cativeiro.

Foto: Pinterest

Foto: Pinterest

Mas quem poderia mudar o pensamento vigente senão a imprensa, cujo papel e força motriz é despertar esse interesse e fomentar a ousadia de uma consciência crítica nos consumidores, leitores e espectadores, atualmente coformados com um status quo confortável e já totalmente estabelecido.

É da imprensa o papel de propor novos pontos de vista, ângulos inexplorados, e principalmente denunciar o que ocorre por tras do véu que têm cegado – por opção própria – a humanidade até aqui, para fora dos meios ambientalistas e rumo à sociedade como um todo.

Milhões de animais morrem todos os anos para alimentar nosso paladar, vacas são exploradas a vida inteira para que o leite de seus filhos chegue a nossas bocas, animais são mortos em “jogos” de caça para nos divertir, golfinhos e orcas enlouquecem em cativeiro para que assistamos eles fazerem truques em troca de comida.

Foto: PETA

Foto: PETA

Nosso conformismo nos deixou a ponto de entrar em uma era afetada pela mudança climática com consequências irreversíveis e fatais, não só para as demais espécies do planeta como para os seres humanos também. Muito pouco foi feito, medidas isoladas aqui e ali, acordos climáticos e de redução de emissões de carbono pouco efetivos e governos que fingem que “alguém virá nos salvar” se a coisa ficar muito feia.

Mas ninguém virá nos salvar a única coisa que pode nos salvar é nossa consciência crítica da realidade, uma mudança de postura radical e urgente, com a ajuda da imprensa no papel de divulgadora e fomentadora de questionamentos inéditos, vanguardistas e acima de tudo compassivos.

Mudança climática tem maior impacto sobre a vida marinha

Vida marinha sofre os efeitos da mudança climática | Foto: Ingrid Prats/Shutterstock

Vida marinha sofre os efeitos da mudança climática | Foto: Ingrid Prats/Shutterstock

A mudança climática causou o desparecimento duas vezes mais espécies marinhas do que espécies terrestres de seus habitats, descobriu um estudo conduzido pela Universidade Rutgers.

A maior vulnerabilidade das criaturas marinhas ao calor pode impactar nas populações e espécies que já estão severamente ameaçadas de extinção por fatores diversos como perda de habitat, enredamentos, choques com embarcações e outros fatores.

O estudo é o primeiro a comparar a sensibilidade das espécies marinhas e terrestres de sangue frio ao aquecimento global e sua capacidade de encontrar refúgio do calor enquanto permanecem em seus habitats normais.

Os autores investigaram pesquisas mundiais sobre quase 400 espécies, de lagartos e peixes a aranhas. Eles calcularam as condições de segurança para 88 espécies marinhas e 294 terrestres, bem como as temperaturas mais baixas disponíveis para cada espécie durante os períodos mais quentes do ano.

“Descobrimos que, globalmente, as espécies marinhas estão sendo eliminadas de seus habitats pelo aquecimento das temperaturas duas vezes mais que as espécies terrestres”, disse o principal autor do estudo, Malin Pinsky, professor associado do Departamento de Ecologia, Evolução e Recursos Naturais da Universidade Rutgers em Nova Brunswick. “As descobertas sugerem que novos esforços de conservação serão necessários se o oceano continuar ser saqueado para o bem-estar, a nutrição e a atividade econômica humanas”.

Foto: BSAC/Reprodução

Foto: BSAC/Reprodução

Os pesquisadores descobriram que as espécies marinhas são, em média, as mais propensas a viver à beira de temperaturas perigosamente altas. Além disso, muitos animais terrestres podem se esconder do calor em florestas, áreas sombreadas ou subterrâneas, um luxo que não é possível a muitos animais marinhos.

A perda de uma população pode esgotar a diversidade genética das espécies, ter impactos em cascata sobre seus predadores e presas e alterar os ecossistemas que envolvem também a sociedade humana.

O estudo observa que as extinções antigas estavam freqüentemente concentradas em latitudes e ecossistemas específicos quando o clima mudou rapidamente.

O aquecimento futuro provavelmente desencadeará a perda de mais espécies marinhas de habitats locais e maior rotatividade de espécies no oceano.

“Compreender quais espécies e ecossistemas serão mais severamente afetados pelo aquecimento, conforme as mudanças climáticas avançam, é de fundamental importância para orientar os esforços em prol da conservação dessas populações”, conclui o estudo.

Mais de 100 celebridades lançam música sobre a mudança climática

Foto: Livekindly/Reprodução

Foto: Livekindly/Reprodução

Em homenagem ao Dia da Terra, o rapper Lil Dicky se reuniu a outros cantores, atores e celebridades influentes – além de Barack Obama, para “unir suas vozes e pensamentos em prol da Terra”.

Cada celeb aparece como um animal ou planta de algum tipo; Ariana Grande é uma zebra, Snoop Dogg, naturalmente, é uma planta de maconha, Bieber é um babuíno e Cyrus é um elefante.

Kevin Hart interpreta Kanye West – Lil Dicky deixou ficar “tarde demais” para pedir que West aparecesse – e DiCaprio aparece como uma versão em CGI de si mesmo.

O A-Lister constantemente aumenta a conscientização sobre as mudanças climáticas e as atuais ameaças ao meio ambiente. Mais recentemente, ele apoiou um fundo de 150 milhões de dólares em mudanças climáticas e investiu em várias marcas veganas, incluindo Beyond Meat e Hippeas.

“Gente, todo mundo olha para o que o Leonardo DiCaprio e vê que ele está sempre lutando por alguma coisa”, diz Lil Dicky. “Porque eu sinto que esse cara sabe mais sobre a Terra e como nós estamos destruindo o planeta mais do que qualquer um.”

O vídeo “Terra” de Lil Dicky é “belíssimo e muio bem produzido”, mas, como observa a MTV, “há uma mensagem importante a ser retirada dele”. O clip aborda os incêndios na Califórnia, como o planeta está se aquecendo rapidamente e imagina um futuro poluído e coberto de lixo.

A mensagem geral é que não é tarde demais para mudar, mas todos os países deves se unir para forçar ativamente que essa mudança aconteça. No final do vídeo, Bieber pergunta: “vamos morrer?”

Lil Dicky responde: “Você sabe do que mais, Bieber? Nós podemos morrer. Eu não vou mentir para você. Quero dizer, há muitas pessoas aqui fora que não acham que o aquecimento global é uma coisa real. Você acredita nisso?”

“Temos que salvar este planeta. Estamos sendo idiotas ”, continua ele. “A menos que comecemos a consertar nosso estrago imediatamente”, canta Grande.

Reduzindo o impacto ambiental

Reduzir deslocamentos desnecessárias nos voos de avião e viagens de carro pode ajudar a reduzir seu impacto ambiental, além de comer mais alimentos à base de vegetais.

No ano passado, a maior análise de produção de alimentos já realizada concluiu que a melhor coisa que uma pessoa pode fazer para reduzir seu impacto no meio ambiente é adotar uma alimentação vegana.

“A agropecuária é um setor que abrange toda a multiplicidade de problemas ambientais”, disse Joseph Poore, o principal pesquisador do estudo da Universidade de Oxford. “Realmente são produtos de origem animal que são responsáveis por muito disso.”

Ele acrescentou, “evitar o consumo de produtos de origem animal traz benefícios ambientais muito maiores do que tentar comprar carnes e laticínios sustentáveis”.

Consumo de carne é um dos problemas mais urgentes do planeta

Por David Arioch

Segundo Brown e O’Reilly, não será possível cumprir as metas do Acordo de Paris sobre mudanças climáticas sem uma redução em massa na escala da pecuária | Foto: Pixabay

Emissões de gases do efeito estufa geradas pela pecuária rivalizam com a pegada de carbono dos setores de transporte rodoviário, aéreo e espacial juntos. O alerta é da dupla de empreendedores norte-americanos Ethan Brown e Patrick O’Reilly, fundadores da Beyond Meat e Impossible Foods, que encontraram alternativas para o consumo de carne animal.

Seus negócios foram reconhecidos pelo Campeões da Terra, o prêmio ambiental mais importante das Nações Unidas, concedido pela ONU Meio Ambiente. Segundo Brown e O’Reilly, não será possível cumprir as metas do Acordo de Paris sobre mudanças climáticas sem uma redução em massa na escala da pecuária.

Carne de vegetais

Pensando em soluções para o problema, Brown fundou em 2009 a Beyond Meat, uma companhia que identificou os principais componentes da carne de origem animal para extrai-los de plantas. A empresa usa ingredientes como ervilhas, beterrabas, óleo de coco e amido de batata para produzir uma carne mais sustentável.

“A carne é composta por aminoácidos (a base das proteínas), lipídeos (gorduras), minerais e água. Os animais usam os seus sistemas digestivo e muscular para transformar a vegetação e a água em carne. Nós estamos indo direto na planta, dispensando o animal e fabricando carne diretamente”, explica Brown.

O atual CEO da Beyond Meat conta que sempre se questionou se não existiria um jeito melhor de produzir proteína para o consumo humano. Afinal, cerca de 80% das terras sob atividade agrícola são usadas para a produção de ração para o gado ou para a pastagem. Outras preocupações o atormentavam — a pecuária não é uma das maiores fontes de emissões dos gases do efeito estufa? Determinadas quantidades e tipos de proteína animal não são prejudiciais para nossa saúde?

“Essas quatro coisas continuavam voltando à minha cabeça: saúde humana, mudanças climáticas, recursos naturais e implicações para o bem-estar animal [provocadas] pelo uso de animais para [fazer] carne. E o que me fascinava era que você podia enfrentar todas essas preocupações simultaneamente, apenas mudando a fonte de proteína para a carne, de animais para plantas”, afirma Brown.

Para o fundador da Beyond Meat, é necessário mudar o foco — da origem da carne para a sua composição. “Milho, soja e trigo dominam a agricultura nos Estados Unidos. Podemos trocar isso. Se você pegar o mesmo pedaço de terra para cultivar proteína direto das plantas, podemos cortar os recursos naturais necessários, usando a terra mais eficientemente.”

Segundo uma pesquisa da Universidade de Michigan, na comparação com seu correlato de origem animal, o hambúrguer da Beyond Meat usa 99% menos água e 93% menos espaço de plantio em seu processo de produção, além de gerar 90% menos emissões de gases do efeito estufa e consumir 46% menos energia.

Brown defende a transição de áreas atualmente dedicadas à plantação de ração animal para safras de proteína que podem ser usadas diretamente para o consumo humano, sob a forma de carne feita de vegetais. Com isso, o empreendedor defende que é possível promover o crescimento econômico sustentável em zonas rurais dos EUA e de outros países.

Em busca da melhor carne do mundo

O professor de Bioquímica e membro da Academia Nacional de Medicina, Patrick O’Reilly, quer acabar com o uso de animais na produção de alimentos — uma prática que ele descreve como a “tecnologia mais destrutiva” do mundo. O problema, avalia o pesquisador, vai levar a humanidade a um “desastre ecológico”. Segundo O’Reilly, atualmente 45% da superfície do planeta Terra é utilizada para pastagem ou para o cultivo de vegetais transformados em ração para a pecuária.

À procura de um substituto para a carne animal, a equipe de O’Reilly descobriu um ingrediente — o heme, uma molécula que tem ferro e é encontrada em todas as células de animais e plantas. Ela é a responsável pelos sabores e aromas da carne “tradicional”. O time do pesquisador viu ainda que, adicionando um gene de vegetal a células de levedura, era possível produzir a substância em quantidades ilimitadas, com uma fração minúscula do impacto ambiental.

As descobertas levaram à criação da Impossible Foods, que produz carne sem animais. A companhia fixou uma meta ambiciosa — promover a eliminação do uso de animais na fabricação de comida até 2035.

Em relação ao hambúrguer bovino, ele diz que o Impossible Burger utiliza 75% menos água e 95% menos terras aráveis em sua fabricação, gerando 87% menos emissões de gases do efeito estufa.

“Se tem algo que aprendi, é que os grandes problemas globais não são responsabilidades de outra pessoa. Esse problema não ia ser resolvido implorando aos consumidores para que comessem leguminosas e tofu, em vez de carne e peixe. E não seria suficiente encontrar apenas um jeito melhor de fazer carne. Para ter sucesso, precisaríamos fazer a melhor carne do mundo”, afirma O’Reilly.

Para o acadêmico e empreendedor, o uso de animais nos sistemas alimentares será em pouco tempo “uma tecnologia obsoleta”. Fazer carne diretamente das plantas permitirá diversificar e baratear a produção, além de tornar o alimento mais saudável, aposta o criador da Impossible Foods.

Danos ao planeta serão desastrosos para a saúde humana se ações não forem tomadas

Foto: Pixabay

No mês passado, a ONU Meio Ambiente publicou um relatório que é resultado de um trabalho desenvolvido por 250 cientistas de mais de 70 países ao longo de cinco anos. A publicação faz um alerta de que os danos ao planeta são tão desastrosos que a saúde humana será cada vez mais ameaçada se ações urgentes não forem tomadas.

O relatório afirma que se não ampliarmos drasticamente a proteção ambiental, cidades e regiões na Ásia, Oriente Médio e África poderão testemunhar milhões de mortes prematuras até a metade do século.

A publicação também alerta que os poluentes em nossos sistemas de água potável farão com que a resistência antimicrobiana se torne a maior causa de mortes até 2050 e com que disruptores endócrinos afetem a fertilidade masculina e feminina, bem como o desenvolvimento neurológico infantil.

Mas o estudo também destaca que o mundo tem a ciência, a tecnologia e os recursos financeiros de que precisa para seguir na direção de um caminho de desenvolvimento mais sustentável, embora ainda falte apoio suficiente do público, das empresas e de líderes políticos, que se agarram a modelos ultrapassados de produção e desenvolvimento.

“A ciência é clara. A saúde e a prosperidade da humanidade estão diretamente ligadas ao estado do nosso meio ambiente”, afirmou Joyce Msuya, diretora-executiva interina da ONU Meio Ambiente:

“Esse relatório é um panorama para a humanidade. Estamos numa encruzilhada. Vamos continuar no nosso caminho atual, que levará a um futuro sombrio para a humanidade, ou vamos dar uma guinada para um caminho de desenvolvimento mais sustentável? Essa é a escolha que nossos líderes políticos têm que fazer, agora.”

A projeção futura de um planeta saudável com pessoas saudáveis baseia-se em um novo modo de pensar, em que o modelo “cresça agora, limpe a bagunça depois” é substituído por uma economia de “lixo-quase-zero” até 2050.

De acordo com o relatório, investimentos verdes de 2% do Produto Interno Bruto (PIB) dos países trariam um crescimento no longo prazo tão alto quanto o previsto atualmente, mas com menos impactos das mudanças climáticas, escassez de água e perda de ecossistemas.

Atualmente, o mundo não está no caminho para cumprir os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) até 2030 ou mesmo até 2050. Ações urgentes são necessárias agora, uma vez que qualquer atraso nas ações climáticas aumenta o custo de alcançar as metas do Acordo de Paris, pode reverter o nosso progresso e, em algum momento, tornar essas metas impossíveis.

Para ler o relatório completo, clique aqui.

Britânicos estão dispostos a mudar estilo de vida para combater mudanças climáticas

Foto: Stock

Não é a toa que o Reino Unido é ‘líder mundial’ no veganismo, de acordo com especialistas. Os britânicos estão muito a frente na difusão movimento pelo mundo. Seja pela população, pelas opções no mercado ou pela tecnologia, ele tem sido um verdadeiro defensor da causa animal e do futuro do planeta.

Legislações já propuseram o fim de gaiolas em granjas e a proibição de pele animal, existe site de empregos para candidatos e recrutadores veganos e supermercados prometeram eliminar totalmente o plástico até 2023. Tantas medidas e avanços inspiram outros países e milhões de pessoas em todo o mundo.

Agora, uma pesquisa recente revelou que mais da metade dos britânicos estão dispostos a mudar seus estilos de vida para combater as mudanças climáticas.

De acordo com o estudo feito com de 3 mil pessoas, conduzido pela Modular Classrooms, 57% da população britânica está disposta a comer menos carne e reduzir a frequência com que dirige seus carros para ajudar a salvar o meio ambiente.

Foto: Stock

Como mostrado em um mapa interativo, certas áreas do país estão mais preocupadas com questões ambientais. No País de Gales, 66% estão dispostos a fazer mudanças significativas no estilo de vida; na Escócia, são 65%; e no sudeste, são 60%. Em Londres, 55% das pessoas estão preparadas para fazer mudanças, o que é 2% abaixo da média nacional. No sudoeste, são 51%.

De acordo com o Yorkshire Post, uma das partes mais “promissoras” do estudo é que 78% dos pais acreditam que seus filhos devem ser educados sobre questões ambientais e de sustentabilidade.

No Sudeste, as pessoas acreditam que essa educação deve começar por volta dos 11 anos, no Sudoeste, com 5 anos, mas para o resto do país, os pais acreditam que as crianças devem começar a aprender a cuidar do planeta a partir de 3 anos. As informações são do LiveKindly.

O estudo constatou que 54% dos pais acreditam que um edifício sustentável é o fator mais importante a considerar ao escolher uma escola ambientalmente consciente, 22% acham que a eficiência energética é a mais importante, 20% acham que as latas de reciclagem são o fator mais importante, e 4% acreditam que as opções de comida vegetariana e vegana são cruciais.

“É encorajador ver que muitas pessoas estão dispostas a fazer mudanças em suas vidas para resguardar não apenas seu futuro, mas o futuro de seus filhos”, disse Mark Brown, da Modular Classrooms, em um comunicado.

“Todos podemos fazer o nosso trabalho e o que as crianças aprendem na sala de aula terá um grande impacto”.

Coalizão pede medidas urgentes para proteção de espécies ameaçadas

As belugas são atualmente listadas como uma espécie vulnerável em Ontário | Grupo CNW, Ontario Nature

As belugas são atualmente listadas como uma espécie vulnerável em Ontário | Foto: Grupo CNW, Ontario Nature

Representantes dos habitantes da província de Ontário no Canadá declararam solidariedade às espécies em risco de extinção e pedem por mudanças urgentes na relação entre seres humanos e meio ambiente.

Vinte e oito autores, músicos, povos indígenas, empresas e organizações ambientais divulgaram uma declaração em conjunto no início desta semana, enfatizando a responsabilidade coletiva dos seres humanos em proteger a saúde natural de Ontário, do Canadá e do planeta.

Uma mensagem para o mundo

A declaração foi publicada logo após a consulta pública feita pelo governo de Ontário sobre a Lei de Espécies Ameaçadas (ESA, na sigla em inglês) de 2007. Enquanto a população aguarda as emendas do governo à lei, seu compromisso de aumentar a “eficiência dos negócios” gerou receio sobre o destino da natureza e animais já em perigo em toda a província.

“A Lei das Espécies em Perigo de Ontário destina-se a proteger os animais e plantas mais vulneráveis da província. Se permitirmos que mais do seu habitat, que já está em situação crítica, seja aberto e liberado para negócios, é apenas uma questão de tempo até que o suporte vital dessas espécies seja cortado completamente ”, afirmou David Suzuki, co-fundador da Fundação David Suzuki.

“O governo de Ontário tem a responsabilidade de identificar e proteger espécies em risco. Essas espécies já esperaram muito tempo pelo nosso apoio. Passou do tempo de fortalecer a legislação e melhorar sua execução, em vez de andar para trás, abrindo a porta para mais negócios. ”

Mais de 230 espécies de plantas e animais da província correm o risco de desaparecer, em grande parte devido à perda de habitat e ação humana.

A atividade industrial e o desenvolvimento são os principais causadores dessa perda. A ESA já fornece isenções significativas para a indústria; enfraquecer ainda mais a legislação de proteção ao meio ambiente, terá como consequência o aumento da ameaça às espécies mais vulneráveis da província.

A declaração conjunta enfatiza que meio ambiente, animais e humanos estão todos conectados. É de extrema importância a persistência e recuperação de espécies em risco para a saúde humana.

O texto também destaca a proximidade que chegamos dos limites para a capacidade do planeta em sustentar a atividade humana e a necessidade urgente de mudar a forma como o homem interage com a natureza.